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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A falta de ambição do Flamengo no Brasileiro: selecionáveis chegam apenas na quinta-feira

Pela primeira vez desde que chegou, Reinaldo Rueda teve dias livres para tentar imprimir seu estilo de jogo, após sua contratação em meio ao furacão da Copa do Brasil.

Neste meio tempo, finalmente tivemos a saída do presidente Bandeira de Mello da direção de futebol e a chegada de Ricardo Lomba. O que não deve ocasionar em nenhuma mudança à curto prazo.

Não se deve também criar muita expectativa pelo tempo que o colombiano teve para treinar, especialmente por não poder contar com dois jogadores primordiais neste time: Cuellar e Guerrero. 

Ambos estiveram com suas seleções. Por grande infelicidade e desleixo pelo Brasileirão, o Flamengo não fretou nenhum voo para os jogadores chegarem nesta quarta-feira. Conclusão: vão chegar na quinta-feira pela manhã e, salvo grande insistência por parte dos atletas, não entrarão em campo para enfrentar o Fluminense às 17h.

Ano passado, Gabriel Jesus voltou para o Palmeiras em voo fretado após uma partida pelas eliminatórias. A seleção brasileira enfrentou a Venezuela fora de casa em uma terça-feira, dois dias depois, o atleta entrou em campo pelo alviverde.

Já teve caso do Jesus jogar pela seleção em Manaus e no dia seguinte pelo Palmeiras em São Paulo. O atleta seguiu de jatinho fretado com botas de compressão nas pernas e sob os cuidados de um fisioterapeuta. Quer dizer, toda estrutura montada para o craque do time que liderou e foi campeão brasileiro.

Não dá para entender um clube que passou da barreira dos R$ 633 milhões em receitas na temporada não fazer esforço para ter em campo seus selecionáveis.

Segundo o Globo Esporte, nesta quarta-feira, Guerrero concedeu coletiva no Peru para promover um evento social da marca de uma vitamina. A duração da viagem Lima-Rio é de apenas cinco horas. Se tivessem fretado um voo depois do jogo pelas Eliminatórias, o atacante já estaria aqui na manhã de hoje e poderia estar em campo nesta quinta no Maracanã.

É bom ver o Rubro Negro com jogadores convocados por suas seleções, todo mundo ganha nessa, o que precisa acontecer é ser montada uma logística para garantir a presença desses atletas no clube que paga seus salários. O que não acontece ainda no Flamengo.

Além disso, o elenco precisa ser melhor montado para cobrir eventuais faltas. Guerrero, por exemplo, vai disputar a repescagem lá na Nova Zelândia, dia 6 de novembro. Sendo que no dia 1º tem o segundo e decisivo Fla x Flu pela Sul-Americana. Depois, dia 4 tem Grêmio pelo Brasileiro, dia 8 tem Cruzeiro, dia 11 Palmeiras e dia 14 o jogo de volta do Peru pela repescagem.

Já pensou o clube disputando o título do Brasileirão pra valer, e tendo que escalar Vizeu nesses clássicos? Ou improvisando Paquetá?

Que já comecem a pensar em alternativas para o ano que vem. Ter jogadores convocados é excelente, problema é quando não sabem planejar e o time fica desfalcado por conta disso.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Brasileirão 2015: Flamengo 3 x 0 Avaí


O Flamengo conquistou pela primeira vez no campeonato a terceira vitória seguida ao derrotar o Avaí por 3 x 0.

Isso sem Guerrero, Ederson, Jorge e Pará. É um feito e tanto para quem falava em Guerrero-dependência.

Em três rodadas do segundo turno, são três vitórias. No primeiro turno o time chegou aos 10 pontos apenas na décima rodada.

Hoje já é o oitavo colocado com 32 pontos e está a quatro do G4. No domingo já pode passar o Fluminense, que tem 33 pontos.

E como não lembrar, primeira vitória da equipe com diferença de mais de um gol neste Brasileirão.


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O começo foi complicado. O Avaí teve chances claras de abrir o placar, já havia finalizado seis vezes e pressionava os erros do Flamengo se fechando com duas linhas de quatro. Foram 25 minutos onde a equipe Rubro Negra não viu a cor da bola.

Porém, na primeira vez que colocou a bola no chão e conseguiu sair da marcação pesada, fez o gol. E foi na base do toque: Armero para Émerson pela esquerda, toque de calcanhar de Canteros e frieza de Allan Patrick para abrir o placar.

Depois do gol só deu Flamengo, os espaços já apareciam com mais facilidade, mas não fazia muito esforço pra atacar.

Já no segundo tempo, foi novamente na base do toque de bola e novamente com Émerson, desta vez pela direita, que o time chegou ao segundo gol, com Kayke livre na área.

A troca de passes e a posse de bola eram a arma do Flamengo para chegar ao ataque do adversário: foram 461 passes corretos contra apenas 228 do adversário. Domínio completo.

Especialmente no segundo do tempo o domínio não ficou restrito a passes preguiçosos na defesa. O meio de campo foi conduzido outra vez pelo incrível Allan Patrick e pela boa atuação do Canteros, que vem crescendo ao lado do Patrick.

Paulo Victor fez duas grandes defesas e impediu que o Avaí diminuísse. No minuto seguinte Allan Patrick encontrou Kayke livre para, pela primeira vez, matar a partida.


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No jogo passado contra o Sport critiquei o Kayke pela falta de reação pelas duas bolas que perdeu em baixo da trave. Nesta quarta teve faro de artilheiro. Esperou na área para fazer o segundo gol e com categoria driblou o goleiro para fazer o terceiro.

domingo, 11 de maio de 2014

Brasileirão 2014: Fluminense 2 x 0 Flamengo

O Flamengo perdeu para o Fluminense por 2 x 0 e não conseguiu a segunda vitória no campeonato.

Poderia falar da falha de Felipe praticamente na linha do gol, apesar dos treinos de bola parada realizados na véspera da partida e no frangaço no segundo gol. Poderia comentar também da péssima pontaria dos atacantes, em oportunidades que apareceram na base do abafa somado ao cansaço do adversário que permitiu o avanço Rubro Negro. Ou de Negueba batendo falta e sendo desmarcado por ele mesmo! Ou de Conca livre porque os volantes avançavam. Ou de Muralha sendo deixado pra trás por Walter.

Poderia elogiar a atuação razoável do Arthur - que também perdeu um gol, (dá pra deixar os três volantes e jogar com dois atacantes, hein?) e do belo chute do Samir na cobrança de falta, único do Flamengo no primeiro tempo.

Porém, preciso falar do Lucas Mugni. Depois da atuação decisiva contra o Palmeiras, jogando exatamente no círculo central e tendo jogadores para lançar, eis que Jayme acerta em mantê-lo como titular, mas como errou em seu posicionamento.

O argentino por diversas vezes caiu como atacante, esteve na área para receber cruzamento de André Santos, jogou por várias vezes de costas e colado na linha lateral, e viu o meio de campo ser povoado por Márcio Araújo, Negueba, Léo Moura e até Wallace se aventurou ao ataque.

Veja no mapa de calor. O primeiro, posse de bola do Mugni contra o Palmeiras, o segundo contra o Fluminense. Em um jogando centralizado, em outra atuando espaçado, desperdiçando sua maior qualidade.


                     


Além do argentino, Jayme inibiu demais Paulinho, (se não foi por ordem do treinador, porque este não organizou o time?), que ficou preso demais na lateral esquerda e praticamente serviu de assessorar o André Santos.

Por que quando Negueba entrou e perdeu todas as tentativas de drible, não inverteu com o Paulinho? Falta mobilidade, sobra burrice.

Paulinho

O Flamengo terá dificuldades se continuar jogando com dois laterais que andam em má fase, são péssimos marcadores e que sacrificam diversos jogadores importantes.

Para concluir, eis o mapa de calor do Léo Moura:

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 1 x 0 Corinthians


Uma vitória para liquidar qualquer situação de risco no Brasileirão. O Flamengo derrotou o Corinthians por 1 x 0 com um belo gol de Paulinho que, até dias atrás, era um péssimo finalizador.

Aliás, os dois últimos gols Rubro Negros foram chutes fortes de fora da área de jogadores que cresceram com a entrada do Jayme como treinador. O que a confiança não faz. Só precisa manter a seriedade nas jogadas.

Até o Carlos Eduardo fez um bom primeiro tempo - dentro daquilo que vem apresentando durante o ano. Ajudou a inverter boas bolas, não quebrou contra-ataque e conseguiu até um chute na trave. Falta vibração. Falta ao Carlos Eduardo dar aquele carrinho pra cortar uma bola pela lateral e depois vibrar com a torcida. Mais do que ninguém, ele precisava disso.

O Flamengo permitiu que o Corinthians tivesse mais posse de bola e conseguiu algumas boas jogadas em velocidade com Paulinho pela esquerda e Carlos Eduardo pela direita. A marcação foi pesada. O time conseguiu 17 roubadas de bola durante o jogo. Elias e Samir foram os destaques com três cada um. Apenas o atacante Émerson encontrava liberdade e deu trabalho ao Wallace.

O Corinthians terminou o jogo com Douglas, Renato Augusto, Danilo, Pato e Émerson. Jayme colocou Val no lugar do ruim Gabriel e Felipe teve que fazer pelo menos duas boas defesas pelo chão, apesar de suas saídas péssimas. Uma delas salvadora aos 44 minutos da etapa final.

Adryan entrou bem. Ajudou na movimentação, fez boas jogadas. Quase conseguiu uma assistência para mais um gol de Hernane no Maracanã. Com certeza está guardado para quarta-feira.

E vamos Mengão!!!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 1 x 0 Fluminense


(Não começarei citando Nelson Rodrigues para falar do Fla x Flu, perdão, amigos)

O empate já estava de bom tamanho. Agora, a vitória, nos minutos finais, afundando o rival, foi sensacional.

E o Flamengo chegou aos 44 pontos vencendo o Fluminense, mantendo os oito pontos de vantagem para a zona, faltando seis rodadas e liquidando a sua situação do Brasileirão.

Isso com um time misto. Chicão, Elias, Léo Moura, Paulinho e André Santos foram poupados. Frauches ainda foi improvisado na lateral esquerdo porque João Paulo se machucou na véspera. E nem assim o Fluminense conseguiu vencer seu primeiro clássico do ano.

Rafinha foi o destaque. Muitos focam na fragilidade do jogador, com razão, mas sua visão de jogo impressiona muito. Sempre de cabeça erguida, seus passes na vertical são excelentes. Rafinha colocou Carlos Eduardo e o Hernane duas vezes na cara do gol, na terceira o Gum fez gol contra, apesar da dividida. São oito assistências durante o ano, seria a nona ontem. Tem futuro e pode ser opção para o Jayme. Pode cair pelo meio de campo e não ficar só preso na direita.

O juiz assinalou que o gol foi contra e absurdamente não deu para o artilheiro do Flamengo. Lamentável.

Foi um clássico ruim, de fraco nível técnico. O Fluminense ameaçou sempre com chutes de longa distância, mas sem grandes perigo. Com tantos desfalques Rubro Negro, era o Tricolor quem tinha que se impôr. E não fizeram.

O Flamengo viveu uma tarde-noite perfeita. Conseguiu uma vitória nos minutos finais, poupou seus melhores jogadores e viu o Goiás enfrentar um jogo duríssimo contra o Botafogo sob um forte calor. Mais desgaste ainda para o jogo de quarta com a viagem para o Rio.

Aliás, falta muito pra chegar quarta? Que venha a vaga na final da Copa do Brasil.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Brasileirão 2013: Portuguesa 0 x 0 Flamengo


O Flamengo conquistou mais um ponto e aumentou a vantagem para a zona da degola de sete para oito pontos faltando sete rodada. Chegou a ser de cinco durante o jogo.

Acredito que o pior já passou. A projeção de 48 pontos já foi pro ralo há tempo e o time vencendo mais um jogo já liquida sua situação no Brasileirão.

O foco agora é a Copa do Brasil. Muito mais que a vaga para a Libertadores, é um título para salvar o ano.

Elias caiu de produção. Dá pra somar tudo: o cansaço do jogador que foi por várias partidas o salvador da pátria e o problema de saúde do seu filho. Melhor segurá-lo com o Luiz Antônio marcando firme no meio de campo e sendo o tradicional volante que apoia. De quarto homem nem pensar.

André Santos e João Paulo se equivalem na lateral esquerda. Mas pelo menos aquele tem acertado uns cruzamentos excelentes nos últimos jogos.

Jayme não pode ter dúvidas: o time deve ser o do jogo contra o Botafogo. Paulinho na esquerda para ajudar o André Santos na lateral e não concentrar o jogo inteiro na direita com Léo Moura, Cadu, Elias, isolando na esquerda o André Santos e João Paulo.

E cadê os ingressos para a Nação comprar pro jogo contra o Goiás no Maracanã? Vamos facilitar a torcida, Flamengo. Já tinha que está disponível pós-massacre contra o Botafogo.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Brasileirão 2013: Atlético-MG 1 x 0 Flamengo

Gabriel: o futebol do começo do campeonato, sumiu

Flamengo foi com time reserva para enfrentar o também reserva do Atlético-MG e por pouco não venceu o jogo. No mínimo merecia um empate.

Mas dos males o melhor: os principais jogadores foram poupados e a vantagem para a zona de rebaixamento continuou praticamente a mesma do começo da rodada.

E tem mais: a tal pontuação elevada para escapar - chegaram a falar em 48 pontos, ficou pra trás. O corte deve cair para a faixa dos 45 pontos e olhe lá. O Vasco, por exemplo, tem um aproveitamento de 36%, vai ter que chegar aos 50% de aproveitamento (campanha de um Atletico-MG) para chegar aos 45 pontos.

O jogo foi uma tristeza no primeiro tempo. O Flamengo pouco ameaçou o goleiro Victor. Já no segundo tempo o time voltou diferente. O incrível Val se movimentava bem ao ataque e chegou a chutar umas bolas com perigo.

Com boa movimentação no começo do segundo tempo, Hernane perdeu grande pela dentro da área e Gabriel deu um raro belo chute. Victor realizou grande defesa.

Mas eis que o lateral mineiro Lucas acertou um belo chute do meio da rua após uma bobeada do sem recursos Luiz Antônio. A bola fez uma curva e impediu a defesa de Felipe.

Do outro lado, o lateral da base Digão foi um desastre. Errou tudo. A divisão de base Rubro Negra precisa começar do zero mesmo, porque, se ele é o único lateral formado para socorrer o time adulto, tem algo de errado por lá.

Jayme deu mole também. Poderia ter coloca o Marcelo Moreno bem antes. Seu erro, talvez o principal, é esse: demora demais a mudar o time, demora demais a mexer, a reagir.

Bruninho ainda perdeu dois gols dentro da área pela esquerda. Beleza, perdeu mesmo, mas se movimentou, quis mostrar serviço, mostrar que pode ser aproveitado ano que vem. O que não pode ter é má vontade, preguiça, como muito garoto da base.

O foco agora é para quarta-feira.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 2 x 1 Bahia


Todos vivos?

Hernane, agora com 11 gols no novo Maracanã, salvou o Flamengo, salvou a pele do Jayme e colocou o time com 40 pontos bem distante da zona do rebaixamento.

Jayme conquistou 17 dos 24 pontos disputados. Não merecia mesmo terminar como o vilão da noite. E tem que agradecer ao pique e esforço do Léo Moura para acertar o cruzamento, e o rei do Maracanã, devolver a felicidade à torcida.

Sem contar o milagre de Felipe com o infeliz do juiz dando quase um minuto a mais dos acréscimos. Quis matar a torcida, só pode.

O Bahia foi um adversário chato. Povoou o meio de campo, chegou até a marcar a saída de bola Rubro Negra. Já o Flamengo era lento na transição e forçava demais os passes longos. Paulinho era a válvula de escape pela direita e deu o primeiro chute só aos 35 minutos.

No segundo tempo Jayme errou em escolher o Gabriel para o lugar do Carlos Eduardo, tendo Bruninho, que já havia entrado bem contra o Botafogo, como opção. O meio de campo ficou pelo menos mais leve sem André Santos e Carlos Eduardo, porém pouco técnico com o péssimo Gabriel de camisa dez.

André Santos fez bela jogada na lateral e colocou na cabeça do Paulinho para abrir o placar. O Flamengo teve boas chances de ampliar: com Hernane - a bola bateu nas duas traves, Elias e o próprio Gabriel no contra-ataque.

Porém, outra vez o time recuou, rezando pelo final de jogo. Cristovão Borges colocou Souza e conseguiu incomodar demais a zaga. (Chicão marca mal demais, sem pegada nenhuma. Imagina se entrasse também o Obina?). E na tabelinha Souza-Fernandão, o Bahia empatou.

Daí veio outra grande lançamento do Luiz Antônio para Léo Moura, que cruzou para Hernane colocar o Flamengo de novo na frente. Para alívio da torcida e dos ouvidos do Jayme que tirou o cansado do Elias e, com o time empatando, resolveu colocar o Val.

Para domingo, é poupar Elias, Léo Moura e Wallace e jogar tudo na quarta-feira contra o Botafogo pela Copa do Brasil.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 1 x 2 Botafogo


Ontem o Amaral não colocou mais uma camisa dez no bolso. Conclusão, Seedorf jogou solto, caiu pela direita no segundo tempo e foi decisivo para a vitória Alvinegra.

Se no jogo contra o Internacional o Flamengo demorou a entrar na partida, neste domingo o time voltou a fazer seu tradicional bom jogo nos primeiros minutos. Com uma movimentação intensa de Paulinho e especialmente o Carlos Eduardo, o time conseguiu seu gol com o artilheiro do novo Maracanã, Hernane, com dez gols.

Porém o Botafogo equilibrou o jogo depois de meia hora e passou a dominar mais o meio de campo. Até que conseguiu o empate.

No segundo tempo Seedorf caiu despretensiosamente pela direita para puxar a marcação. Amaral não percebeu e, foi de lá que o holandês criava as melhores chances. Uma bola na trave de Rafael Marques na primeira vez, e um desvio para o gol na segunda.

Péssimo Chicão, que saudades de Samir!

Antes, o Flamengo havia perdido uma grande chance em excelente contra-ataque organizado pelo Elias. Mas Hernane falhou na hora do passe. Quando Hernane acertou, Elias chutou mal.

André Santos foi substituído pelo Luiz Antônio e fez o Elias crescer no jogo. Se Jayme preferir pelo André Santos, tem que colocar o Luiz Antônio pelo menos no intervalo. Carlos Eduardo, pelo contrário, fez uma boa partida.

E várias chances foram criadas e mais gols foram perdidos pelo jogador mais técnico da Gávea. Paulinho e Bruninho também perderam ótimas chances e o Flamengo não conseguiu o placar tradicional do clássico.

De positivo foi o fato do time não ter se cansado no segundo tempo. Claro, placar adverso, o que tem sido raridade jogando em casa, teve que lutar pelo gol. Essa recuada tradicional no segundo tempo é muito mais uma defesa de um time que sabe que é limitado e precisa segurar o placar do que uma "ordem partida do banco".

E diga-se, nem foi na base do abafa com chuveirinhos desesperados que as chances foram criadas, mas sim de pé em pé, com tabelinhas e boas triangulações.

Com esse nível de atuação e tendo mais sorte nas finalizações, o Flamengo caminha sem grandes problemas. Na Copa do Brasil nos vingaremos!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 2 x 1 Internacional


Com sofrimento ou sem sofrimento? O Flamengo responde: com sofrimento.

E assim venceu o Inter por 2 x 1, chegou aos 37 pontos e assumiu a sétima colocação no campeonato.

- Últimos 12 pontos disputados, 10 conquistados.
- No segundo turno o Flamengo está em segundo lugar com 15 pontos contra 19 do Cruzeiro.
- É o time com melhor aproveitamento das últimas cinco rodadas.
- Jayme, é o treinador com o melhor aproveitamento do campeonato: 77,7%.
- E o Flamengo no Maraca pelo Brasileiro tem cinco vitórias em sete jogos.

Foi mais um jogo bem organizado pelo Jayme com vários destaques individuais: Felipe, Paulinho, Léo Moura, Amaral e Hernane.

Se nos últimos jogos no Maracanã o Flamengo começava as partidas voando, pressionando, marcando pressão, desta vez viu o adversário dominando, tendo mais passe de bola e chegando com perigo, aproveitando as falhas na saída de bola. Poderia ser uma estratégia para se poupar pro segundo tempo, mas não foi bem isso não.

Chicão péssimo, Léo Moura falhando, Amaral chutando no Frauches. Uma festa na defesa. O Inter recuperou pelo menos três vezes a bola e chegava com perigo. Felipe salvou a primeira.

O Flamengo ficou perdido por que a escapada pela direita não funcionou. Pela esquerda, André Santos e João Paulo jogavam isolados. Ninguém ousava uma inversão.

O gol saiu dos pés do homem-assistência, já são oito no ano, Paulinho para Léo Moura passando por Elias. Depois do gol o time equilibrou e terminou melhor o primeiro tempo.

No segundo tempo cada bola na área era um drama. Felipe salvou outra vez de maneira espetacular. Nos contra-ataques o Flamengo errava o passe decisivo. Pouco criava, pouco ameaçava, mas foi outra vez com Léo Moura, recebendo passe de Paulinho, para Hernane fazer seu nono gol no Maracanã.

Para matar a torcida do coração, a zaga que sem Samir e Wallace perde todas pelo alto, voltou a falhar e deixou o final de jogo emocionante.

Amaral colocou mais um no bolso, depois de Seedorf, Alex e Juninho, agora foi o D'Alessandro. Paulinho fez mais um belo jogo. Puxou o time pela direita, tem habilidade, velocidade, é o rei das assistências, se aprender a chutar, vira craque e ídolo.

Jayme tem méritos que não se limitam a "unir o time em torno dele". Tem méritos por achar o Amaral, por manter uma base e por entender que as vezes o time precisa mais de um volante do que de um meia.

Pode ser mais rápido nas substituições e dar um sangue novo quando o time começa a andar em contra-ataques.

O apito do juiz foi um alívio.

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 1 x 1 Vasco


Se armarem uma classificação apenas com o resultado do primeiro tempo é capaz do Flamengo ser o líder dos primeiros 45 minutos.

Falta preparo físico, falta jogador.

Apesar do jogo feio, cada ponto somado nesta reta final de Brasileirão é para ser comemorado. E vamos rumo aos 45 pontos, lamentavelmente.

O Flamengo mostrou a mesma organização dos últimos jogos no primeiro tempo, porém criou pouco, graças ao Elias, que jogou mais recuado, quase não chegando ao ataque e sem tentar aquele seu passe na vertical. Da vez que chegou, encontrou bem o Paulinho, após falha do zagueiro Cris, para Hernane abrir o placar.

Paulinho, antes, já havia dado um passe açucarado para Hernane na entrada da grande área, mas o artilheiro tratou de chutar em cima do goleiro, no meio do gol.

Faltou ao time jogar justamente nas falhas do horrível Cris. Tabelar mais pela direita. O domínio do primeiro tempo foi completo, entretanto, faltou o tradicional segundo gol.

No segundo tempo o planejamento dos últimos jogos seguia à risca: marcação na altura do meio campo, tentativa do segundo gol e Jayme colocando em seguida Cáceres e Luiz Antônio para segurar o placar. Porém, outra vez, João Paulo dá um toque ridículo de assistência para o adversário fazer o gol, que perna curta. (Contra o Criciúma foi a mesmíssima coisa)

O Vasco tentou um sufoquinho, mas o time é péssimo. Jayme colocou Luiz Antônio - primeira parte do seu plano e, com o empate, ao invés do Cáceres entrou com Gabriel. Como este jogador caiu de produção, aquele Gabriel do começo do ano sumiu.

Poderia ter entrado com o Rafinha antes, mas cá pra nos, é difícil pensar em algum resultado diferente graças a uma ou outra escolha que considero equivocada.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Brasileirão 2013: Coritiba 0 x 2 Flamengo

Wallace: melhor em campo, grande jogo

Há 15 anos o Flamengo não voltava com os três pontos de Curitiba. E veio com um gosto especial: segunda vitória consecutiva inédita nesse campeonato e uma boa atuação do time sob o comando de Jayme.

Que escalou o Carlos Eduardo no lugar do Luiz Antônio. O domínio foi todo do Flamengo no primeiro tempo. Pela direita surgiram as melhores jogadas e sempre a base de tabelas e toques rápidos. Tem sido uma característica interessante deste time.

Pela direita, Léo Moura teve a ajuda de Carlos Eduardo e Paulinho, que fez a primeira boa jogada, porém chutou torto e Hernane nem conseguiu chegar na bola. Na esquerda André Santos e João Paulo permaneciam isolados.

Elias após uma atuação apagada no último jogo, comandou o time no ataque, sempre buscando passes verticais.

Entretanto, foi pela esquerda, com André Santos fechando dentro área, as duas jogadas mais perigosas: uma cabeçada e um chute.

A marcação Rubro Negra funcionava no meio de campo. Ora avançava, ora postava para dar o bote atrás da linha que divide o gramado. Alex, para tentar fugir do Amaral, jogou mais enfiado na área e não como um clássico meia, melhor para o Flamengo.

(Por falar no volante, bela sacada do Jayme em ver no Amaral o primeiro volante de ofício)

O único lance de perigo do Coritiba foi nos acréscimos, com João Paulo salvando em cima da linha. Em seguida André Santos fez seu gol. Uma vitória parcial justa.

Na volta do segundo tempo a pressão foi toda dos donos da casa. Mas o gol do Flamengo logo no começo de Wallace foi um duro golpe nas pretensões adversárias de sufocar o Rubro Negro.

Depois partiu pra cima no desespero e abusava dos cruzamentos. Paulo Victor tirava tudo, do seu jeito. Espaço para contra-atacar tinha, mas o Flamengo errava o passe decisivo. Hernane então, parecia embriagado pela artilharia e quando acha que joga mais do que joga, desperdiça chances de matar o jogo.

André Santos e Cadu estavam mortos, o duro de ter os dois juntos é esse. A entrada do Cáceres e a expulsão do Germano consolidaram a vitória com direito a olé. Histórico.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 4 x 1 Criciúma


Foi a goleada mais sofrida dos últimos anos. Mas o que importa até o final do ano são os três pontos para fugir da zona do rebaixamento.

A sorte desta vez esteve ao lado da Gávea. Foram duas bolas na trave e uma bola perdida pelo Amaral. Se o time estivesse lá em cima era papo de sorte de campeão, mas dessa vez aceitamos uma sorte de não-rebaixado.

Jogo no final de semana, com ingressos mais baratos, a torcida compareceu em peso. Segundo o consórcio, foram 39 mil presentes, mas quem foi ao estádio atesta: tinha mais gente do que isso.

Após dois empates, Jayme conseguiu sua primeira vitória. Armou o meio de campo que considero ideal: Amaral, Luiz Antônio e Elias. Poderia ter escolhido o Carlos Eduardo ao André Santos.

(Jayme pode alternar esse quarto jogador. Contra o Curitiba o Carlos Eduardo pode ser o escolhido)

E outra vez jogando no Maracanã o Flamengo foi avassalador nos primeiros minutos. Conseguiu dois gols em confusão na área, lances típicos que o próprio Rubro Negro costuma sofrer dentro de sua grande área. Depois Hernane sofreu um pênalti e guardou o seu. São 41 jogos, 24 gols, 9 no Brasileirão.

Três a zero no placar, com um jogador a mais, só um desastre ameaçava a vitória. Mas os fantasmas de entregas recentes voltaram a apavorar a torcida quando João Paulo errou por duas vezes - no passe e na hora do corte, e Felipe saiu todo desastrado para repetir o goleiro adversário. Fez o pênalti e foi expulso.

E nem vi queda física, mas sim falta de atenção, dificuldade em manter a garra e a vontade. Quando esse time acha que joga mais do que realmente joga, o bixo pega.

Pronto, torcida em pânico com um 3 x 1 no placar. 

No segundo tempo parecia que o Criciúma tinha um jogador a mais: anteciparam a marcação, dominaram o meio de campo diante de um Flamengo recuado e com a bola queimando no ataque. Paulo Victor fez uma boa defesa e cada bola na área era um drama.

Aí sim vi falta de perna para retomar o domínio no meio de campo, antecipar a marcação e também, assumindo essa função de esperar atrás da linha que divide o gramado, ter quem arme contra-ataques.

(As vezes cobra-se mais do que esse time pode oferecer. Esse Flamengo hoje não vai dominar por inteiro um jogo. Vai ter seus momentos de pressão, principalmente jogando em casa, vai conseguir seus gols e depois vai recuar e jogar como time pequeno mesmo. Que segure então na raça)

As substituições do Jayme, André Santos para entrada do Paulo Victor e depois do Cáceres no lugar do Luiz Antônio, que não vinha bem, foram decisivas para o time não sofrer tanta pressão, apesar de não ter conseguido se impor jogando em casa.

O gol do Elias, que também fez uma partida bem abaixo - andava, por vezes, foi um alívio.

Preocupante a saída do Samir. Tudo que o Flamengo não precisa agora é voltar a levar sufoco nos cruzamentos.

Melhor do jogo: Paulinho. Fez de tudo: voltou pra recompor o meio de campo, ajudou na cobertura do João Paulo, dribla fácil e desafogou o time na pressão. Se treinar finalização, pode virar um brilhante jogador.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Brasileirão 2013: Náutico 0 x 0 Flamengo


O Flamengo vive mais um ano daqueles que parece não ter fim.

Não faltam assuntos: patrocínio fechado para o basquete de R$ 8 milhões, coluna oportunista (no pior sentido) do Calazans deste domingo e seus vários desdobramentos, mas sobra desânimo com a dura fase que o futebol vive. Vamos levando.

A saída do Mano foi um choque. 2014 já começa a ficar comprometido se tudo ficar nas mãos de Wallim/Pelaipe, que não souberam conduzir o futebol, montar um time competitivo ou ter um percentual de acertos razoáveis em um ano com freio orçamentário, com uma receita limitada. O Flamengo vai para o quarto técnico. O conselho consultivo do futebol - um dos pilares da campanha, se desmoronou. É claro que há algo de errado.

Ano que vem o orçamento deve ser maior, porém se erraram no pouco, o que garante que serão eficientes no muito? Acredito sim que 2014 deveremos ter um crescimento da receita, mas era justamente em 2013 que a dupla Wallim/Pelaipe deveria ter construído uma base.

A virada sofrida na quinta-feira depois de 20 minutos fantásticos - os melhores nesse campeonato, somada à saída do Mano, de forma covarde e sem explicações palpáveis, e ainda mais pontos perdidos para o Náutico, lanterna do Brasileirão, fazem o Flamengo continuar neste flerte perigoso com a zona de rebaixamento.

O jogo de hoje foi típico de um time sem confiança, típico de um time que vai escapar da degola no limite. Vai ser drama a cada jogo.

O começo do jogo foi bom. Porém o Flamengo desperdiçava suas chances. Entretanto, foi do Náutico a melhor oportunidade: Paulo Vitor salvou com após ter falhado na saída do cruzamento.

No segundo tempo só deu Flamengo. Mesmo jogando de segundo volante, Elias apoiava muito, subia bem ao ataque e as melhores jogadas Rubro Negras aconteciam nos seus pés. Elias não pode ficar preso simplesmente na saída de bola, ele é o cabeça desse meio de campo.

Pena foi seu gol inacreditavelmente perdido nos acréscimos. Ele não merecia perdê-lo, da forma que foi. Muito azar, muito!

Léo Moura faz falta pela direita. Samir voltou bem à zaga, é o grande nome que surge dessa fase turbulenta.

Já Paulinho cria ótimas jogadas, sempre arruma bons dribles e escapa da marcação, mas é incrível como é péssimo nos cruzamentos, nas finalizações. É o jogador que precisa ser bem trabalhado porque promete. Não sei como acertou aquele passe salvador para o Elias contra o Cruzeiro.

A angustia continua, amigos.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Brasileirão 2013: Ponte Preta 1 x 1 Flamengo

Um dos piores em campo fez o gol salvador...já vi essa história antes

Verdade que a Ponte Preta vinha de sete derrotas consecutivas, porém o Flamengo não vence jogando em Campinas há 14 anos: são 9 jogos, 5 vitórias da macaca e 4 empates.

O Flamengo chegou no nível que tem até uma certa organização, mas não avança justamente pela falta de qualidade, pelos erros na hora do passe decisivo no ataque.

E sem a qualidade do Elias no meio de campo, sem a boa saída de bola pela direita com o Léo Moura, o time desmoronou quando Diego Silva saiu e Mano Menezes resolveu colocar o André Santos para o meio de campo.

Ele pode até jogar por lá, não seria minha escolha, mas precisa de ter um Elias e um Luiz Antônio para proteger o sistema defensivo. Ontem jogou com Carlos Eduardo - que foi bem, mas é lento na recomposição, e com o Gabriel - que anda em péssima fase.

O começo do jogo foi até interessante. Sem sofrer qualquer tipo de pressão da Ponte Preta, o Flamengo dominava a partida e chegava fácil pelos dois lados, com destaque para Paulinho, muito bem pela direita.

Entretanto a contusão do Diego Silva logo no começo obrigou o Mano a fazer a grande besteira de colocar o João Paulo na lateral e trazer o André Santos para o meio de campo. O time foi perdendo o meio de campo, a bola não parava mais no ataque e a Ponte Preta chegava com perigo nos escanteios e na instabilidade do Paulo Victor no gol.

A entrada de dois volantes e a boa atuação enquanto estes jogaram juntos pode ser um bom indicativo para o Mano manter esse esquema, colocando o Elias mais avançado com o Carlos Eduardo.

Aliás, se o Flamengo não conseguiu sua primeira segunda vitória consecutiva, pelo menos viu o Carlos Eduardo fazer seu segundo bom jogo consecutivo.

Eis que no segundo André Santos falha de maneira clamorosa, sobrando a bomba para o Samir, expulso. Mano Menezes demorou cinco minutos para entrar o González, e foi nesse intervalo que a Ponte marcou seu gol. Era para alguém ter se jogado e parado o jogo, pela amor de Deus.

Depois ainda teve forças para empatar um jogo que parecia perdido com menos um.

São quatro pontos em dois jogos. No primeiro turno estávamos com apenas um. Continuando nessa batida, o Flamengo não correrá risco algum de rebaixamento. Não que seja motivo de alegria, mas precisam terminar o ano razoavelmente bem e já pensar no ano que vem.

E rezar para ganhar a Copa do Brasil. Quem sabe!

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 2 x 1 Santos


Mas precisava desse sufoco todo?

Começar o segundo turno com uma vitória era mais do que necessário, e o time foi lá e venceu o Santos por 2 x 1.

São quatro jogos no Maracanã pelo Brasileirão, com três vitórias e um empate - maroto contra o Botafogo. É deveras importante construir essa imagem de Flamengo imbatível no Maracanã. O adversário sabe que o time é irregular, mas jogando lá vai ter respeito, vai ficar intimidado.

Com Elias de segundo volante e apoiando pouco, a maioria das jogadas eram tramadas pela direita com Léo Moura e Paulinho. Das vezes em que Elias apoiava, conseguiu trocar bons passes, executar boas tabelas, entretanto sua saída de bola foi um desastre, errou demais.

Foi em uma recuperada de bola do Léo Moura que o Flamengo abriu o placar. Partidaça do lateral Rubro Negro. Mas geralmente quando ele faz um jogo de alto nível, o corpo não aguenta. Aquele pique no segundo tempo foi sensacional, logo em seguida teve que sair, deve ter estourado a coxa nesta arrancada. Tomara que volte domingo.

No segundo tempo o Santos começou melhor, mas foi do Flamengo o gol. Outra bola recuperada na pressão, passe de Cadu para Hernane fazer 2 x 0. Marcação pressão típica dos times do Mano Menezes.

O problema é que na sequência o Santos usou da mesma arma: roubou a bola na entrada da grande área e arrumou um pênalti.

O Flamengo não se abateu e continuou armando vários bons contra-ataques - finalmente uma partida em que o time consegue atrair o adversário e sair com velocidade, porém é incrível como erra o passe decisivo para matar o jogo.

Destaque para Cadu, que chamou a responsabilidade. Boa participação do André Santos segurando a bola no ataque. Fizeram certinho: passou dos 40 minutos, não tem mais jogo, oras.

Ainda teve um chute que Thiago Ribeiro pegou torto. Um milagre.

E claro, o gol perdido do Paulinho após boa jogada do Cadu. E os vários erros de fundamento do Gabriel. Como irritou. Destaque para Hernane. Recebeu cada chutão e a bola não batia e voltava: ele matava, do seu jeito, e segurava no ataque.

Pois bem, o que importou foi a vitória. Foi começar o segundo turno com os três pontos. Foi dizer para todos os rivais: a combinação Flamengo + Maracanã é pedreira.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Brasileirão 2013: Cruzeiro 1 x 0 Flamengo

O frágil Rafinha encara uma marcação pesada

O Flamengo fez uma partida razoável contra o Cruzeiro. O drama foi a falta de ofensividade, a falta de chances claras para ganhar o jogo.

Jogadas de perigo ao gol do Fábio? Zero. Quando Elias não aparece, só restam as jogadas com os pontas abertos e a situação fica complicada. Luiz Antônio, quando esteve livre, até conseguiu distribuir boas jogadas pelo meio de campo.

O jogo começou com uma pressão feroz do Cruzeiro. O Rubro Negro aguentou na base do chutão. Depois colocou a bola no chão para tentar respirar, conseguiu, porém a inoperância ofensiva só permitia a troca de passes sem agressividade.

O Cruzeiro dava o campo pro Flamengo, deixava o time tocar a bola de um lado pro outro para tentar roubar e armar suas jogadas em velocidade.

A única boa jogada criada foi uma inversão do Gabriel da esquerda para a direita. Rafinha tocou para Hernane que não alcançou a bola dentro da área e depois foi deslocado.

Entretanto, quem destoava pra valer era o André Santos, que errou tudo que tentava. Falhou o Mano em não ter o substituido. O gol do Cruzeiro não poderia ter nascido em outro lugar. Foi lá pela esquerda, com o Luiz Antônio "marcando" com sua perninha levantada, que os donos da casa fizeram o gol que daria a vitória. Onde estava nosso bravo André Santos?

De positivo, a boa atuação do Samir. E dessa vez sem desculpas de que o adversário é fraco. E uma boa atuação do Paulo Victor.

Claro que eu gostaria de ter o discurso de que tem que ganhar do Cruzeiro no Mineirão, mesmo eles sendo líderes, que aqui é Flamengo, que não pode ficar satisfeito com um 1 x 0 contra. Pois bem, é preciso encarar a realidade para se aborrecer menos com esse time.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 2 x 1 Vitória


Após quatro jogos sem vitória, um resultado fundamental para a sobrevida do Flamengo contra o rebaixamento.

O time chegou aos 22 pontos e, no segundo turno, basta fazer uma campanha semelhante e pífia, como neste primeiro turno, para terminar o ano sem grandes traumas.

E com o Maracanã à disposição, as chances de acontecer uma desgraça ficam bem reduzida.

As melhores jogadas do Flamengo surgiram pela direita. Com o bom retorno de Léo Moura à lateral e Rafinha, com liberdade e sem querer partir pro mano a mano, deu três bons passes. Ele tem visão de jogo, falta ganhar corpo e melhorar sua finalização.

Mano voltou a escalar o time com três zagueiros. Quando o Flamengo atacava, Samir fechava a lateral para a subida do André Santos, que nem chegou a jogar de lateral esquerdo, caindo mais pelo meio de campo na maioria das jogadas. Sem a bola, Samir fechava como um terceiro zagueiro e foi bem.

André Santos que foi mal. Vai precisar mesmo de uma mini pré-temporada.

Luiz Antônio, de primeiro volante e contra um fraco Vitória - como esse time chegou a ser líder do campeonato?, bobeou em alguns lances que, para o primeiro homem à frente da zaga, não pode acontecer.

O primeiro gol saiu em excelente assistência de Elias para Hernane que fez um gol de alta categoria. Até mesmo surpreendente. Marcelo Moreno pode ser mais talentoso, melhor tecnicamente, mas Hernane, por saber de suas deficiências, corre mais, se movimenta nos espaços vazios e tem feito seus gols, suas jogadas.

Finalmente saiu um gol de cabeça. (O último foi do Cáceres, no empate com o Coritiba no Mané Garrincha, também para fazer 2 x 0) De um time que adora cruzamentos infrutíferos na área, Hernane subiu lá no terceiro andar e deu uma cabeçada mortal.

No segundo tempo como a bola não parava na frente, Hernane cansou, o Flamengo deu o campo para o Vitória atacar e tentou matar a partida no contra-ataque, mas pecava errando o passe decisivo. Chegou a levar um sufoco com uns escanteios seguidos e uma combinação goleiro/zaga que ainda não passa confiança.

A zaga respirou quando o ataque passou a segurar a bola, mas o Flamengo ainda conseguiu levar um gol do ex-jogador Juan. A sorte é que estava no final da partida.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Brasileirão 2013: Corinthians 4 x 0 Flamengo


O Flamengo "melhor" no jogo era um perigo. Porque a cada "melhor" momento, sofria um gol.

Melhor entre aspas porque o máximo que fazia era trocar meia dúzia de bolinhas no meio de campo sem qualquer criatividade para um passe vertical ou uma tabela inteligente. Sem contar os inúmeros cruzamentos infrutíferos resultando em nenhum perigo para adversário.

Já o Corinthians via no Douglas como seu jogador mais criativo no meio de campo e, no ataque, Pato, para fazer os dois primeiros gols.

Os paulistas nem pressionaram, nem atacaram ferozmente ou muito menos exerceram uma marcação pressão. Apenas esperou o Flamengo errar. Foi lá, sem força - o que é triste, e fez quatro gols tranquilamente.

Colocou o Rubro Negro na roda. Uma vergonha!!!

O Flamengo além da falta de combatividade, sofria pela falta de criatividade. André Santos e Carlos Eduardo nulos, o primeiro está pior e não é de hoje.

No ataque Marcelo Moreno que anda em má fase. Hernane perdia seus gols mas cavava falta, pênalti, dava assistência. (Ok, o reserva sempre será melhor que o titular). O segundo atacante é o Rafinha, que nem consegue chutar a gol.

Mano Menezes precisa aproveitar essa facilidade do Flamengo em meter bola na área para tentar encontrar uma jogada, armar alguma coisa, porque pelo meio de campo só depende do Elias. Tirando Carlos Eduardo e colocando junto o Hernane e Moreno. E treinar muito, mais muito mesmo porque é cada bola que metem na área que nem parecem profissionais.

Quarta é jogo decisivo na luta contra o rebaixamento. Vencer o Vitória será decisivo nessa luta contra a degola.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 0 x 0 São Paulo


Pela metade do segundo tempo e o pênalti sofrido, o empate ficou de bom tamanho, com certeza o gosto amargo do ponto obtido ficou com os tricolores. No entanto, o Flamengo precisa ser mais efetivo se quiser subir na tabela.

O time de Mano Menezes fez um ótimo primeiro tempo: velocidade, bons passes, não deixava o São Paulo sair jogando, jogadores se movimentando, mas ninguém na área para empurrar a bola pro gol. Hernane sempre mal posicionado não aproveitava as boas jogadas resultantes das triangulações.

Chutar o Flamengo até chutava, mas todas sem perigo, longe do gol de Rogério Ceni. Chega mais perto da área, vai que desvia em algum jogador e entra.

Um dos problemas desse time é que os pontas são pouco efetivos no ataque, raramente finalizam. Se na parte defensiva Nixon tem sido exemplar, na ofensiva tem representado bem pouco, apesar da excelente cabeçada que deu. Porém, Gabriel está bem pior, Paulinho já pode entrar de titular.

Mas por que não o Adryan? Porque o Mano vê o Adryan como meia. Pro lugar do André Santos pode ser até uma possibilidade, vindo de trás, dando passes na vertical, mas caindo como ponta não é a dele.

No segundo tempo Mano Menezes tirou Nixon para entrada de Paulinho. Eu teria tirado o Gabriel. Paulinho fez uma boa jogada com o João Paulo na esquerda, pegou muito mal, e depois, de cabeça erguida, rolou bola perfeita para André Santos que também isolou.

O treinador Rubro Negro tentou dar um salto de qualidade para ver a reação do time e ousou: colocou André Santos na lateral e entrou com Marcelo Moreno no ataque, quase a vaca deitou, a resposta foi péssima. O São Paulo fez a festa no meio de campo, pela esquerda Edenilson aproveitou-se muito do lento André Santos.

Aí foi a vez de Felipe voltar a ter uma grande atuação e fechou o gol, culminando com a defesa do pênalti.