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domingo, 24 de agosto de 2014

Brasileirão 2014: Criciúma 0 x 2 Flamengo


Luxemburgo chegou aos 83,34% de aproveitamento. São cinco vitórias em seis jogos, 15 pontos, superior aos 14 do líder absoluto Cruzeiro. É um começo surpreendente e, para este blog, não esperado.

Tudo começou lá contra o Botafogo e a escolha pelo zagueiro Marcelo. De lá pra cá o Flamengo levou apenas dois gols. Só o Cruzeiro conseguiu uma defesa melhor: um gol. (Ano passado quando Chicão se machucou, Samir assumiu a posição. Agora é Samir quem perde a posição para um bom Marcelo)

Equilibrar o sistema defensivo era um dos primeiros passos para tirar o time da zona da desgraça. Diminuir as linhas e os espaços era o segundo. Mesmo com um ataque que, segundo o Luxemburgo, tem sido usado para cansar o adversário e a melhor dupla entra no segundo tempo para jogar 30 minutos e garantir a vitória. Sob essa perspectiva, o time pode mais.

Na vitória deste domingo, o Flamengo até poderia ter saído na frente na etapa inicial. Foram duas bolas na trave, boas jogadas e um domínio do jogo, sem permitir qualquer pressão do adversário diante de sua torcida.

Nem as estreias dos ex-Rubro Negros Souza e Cléber Santana levaram azar ao clube da Gávea. 

O segundo tempo começou ruim, mas a tradicional substituição e as entradas de Lucas Mugni e Eduardo da Silva permitiram ao Flamengo voltar a dominar as ações, marcar seus dois gols e finalmente terminar um jogo de forma tranquila, sem sofrimento.

Que continue assim então. O nível técnico do time titular pode ser pelo menos melhorado com as entradas de Paulinho e Elton no ataque nos lugares de Arthur e Nixon, nível série B. Mantendo no segundo tempo a dupla-trunfo do Luxemburgo, portanto.

Eduardo da Silva pode até jogar uns minutos a mais. Hoje o atacante tem média de 30,9 minutos por jogo. Sua média nos últimos cinco anos, segundo o Futdados, é de 39,7 minutos por jogo.

O Flamengo parece crescer na hora interessante: vésperas das oitavas de finais da Copa do Brasil e um começo de returno duríssimo pela frente, capaz de provar verdadeiramente o time do Luxemburgo.

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 4 x 1 Criciúma


Foi a goleada mais sofrida dos últimos anos. Mas o que importa até o final do ano são os três pontos para fugir da zona do rebaixamento.

A sorte desta vez esteve ao lado da Gávea. Foram duas bolas na trave e uma bola perdida pelo Amaral. Se o time estivesse lá em cima era papo de sorte de campeão, mas dessa vez aceitamos uma sorte de não-rebaixado.

Jogo no final de semana, com ingressos mais baratos, a torcida compareceu em peso. Segundo o consórcio, foram 39 mil presentes, mas quem foi ao estádio atesta: tinha mais gente do que isso.

Após dois empates, Jayme conseguiu sua primeira vitória. Armou o meio de campo que considero ideal: Amaral, Luiz Antônio e Elias. Poderia ter escolhido o Carlos Eduardo ao André Santos.

(Jayme pode alternar esse quarto jogador. Contra o Curitiba o Carlos Eduardo pode ser o escolhido)

E outra vez jogando no Maracanã o Flamengo foi avassalador nos primeiros minutos. Conseguiu dois gols em confusão na área, lances típicos que o próprio Rubro Negro costuma sofrer dentro de sua grande área. Depois Hernane sofreu um pênalti e guardou o seu. São 41 jogos, 24 gols, 9 no Brasileirão.

Três a zero no placar, com um jogador a mais, só um desastre ameaçava a vitória. Mas os fantasmas de entregas recentes voltaram a apavorar a torcida quando João Paulo errou por duas vezes - no passe e na hora do corte, e Felipe saiu todo desastrado para repetir o goleiro adversário. Fez o pênalti e foi expulso.

E nem vi queda física, mas sim falta de atenção, dificuldade em manter a garra e a vontade. Quando esse time acha que joga mais do que realmente joga, o bixo pega.

Pronto, torcida em pânico com um 3 x 1 no placar. 

No segundo tempo parecia que o Criciúma tinha um jogador a mais: anteciparam a marcação, dominaram o meio de campo diante de um Flamengo recuado e com a bola queimando no ataque. Paulo Victor fez uma boa defesa e cada bola na área era um drama.

Aí sim vi falta de perna para retomar o domínio no meio de campo, antecipar a marcação e também, assumindo essa função de esperar atrás da linha que divide o gramado, ter quem arme contra-ataques.

(As vezes cobra-se mais do que esse time pode oferecer. Esse Flamengo hoje não vai dominar por inteiro um jogo. Vai ter seus momentos de pressão, principalmente jogando em casa, vai conseguir seus gols e depois vai recuar e jogar como time pequeno mesmo. Que segure então na raça)

As substituições do Jayme, André Santos para entrada do Paulo Victor e depois do Cáceres no lugar do Luiz Antônio, que não vinha bem, foram decisivas para o time não sofrer tanta pressão, apesar de não ter conseguido se impor jogando em casa.

O gol do Elias, que também fez uma partida bem abaixo - andava, por vezes, foi um alívio.

Preocupante a saída do Samir. Tudo que o Flamengo não precisa agora é voltar a levar sufoco nos cruzamentos.

Melhor do jogo: Paulinho. Fez de tudo: voltou pra recompor o meio de campo, ajudou na cobertura do João Paulo, dribla fácil e desafogou o time na pressão. Se treinar finalização, pode virar um brilhante jogador.

domingo, 9 de junho de 2013

Brasileirão 2013: Criciúma 0 x 3 Flamengo


Por motivos particulares não vi o jogo ontem, mas se olhasse a escalação ficaria bem assustado: Wallace e Samir na zaga, Diego Silva como primeiro volante e Carlos Eduardo de titular.

Entretanto, dentro de campo, os comentários foram de que o time assumiu uma bela postura. Méritos para o interino Jayme que na base da conversa arrumou o time para conseguir um surpreendente 3 x 0 contra o Criciúma fora de casa.

Claro que a expulsão no começo do jogo favoreceu o Flamengo, que depois disso cresceu no meio de campo, com destaque para Elias e criou as melhores jogadas. Vendo os melhores momentos, os lances principais foram criados na direita com Léo Moura. Carlos Eduardo também caiu por lá e, segundo comentários, fez uma partida razoável, mostrando que Pelaipe tem razão quanto à sua suposta titularidade forçada.

Hernane fez seu gol após a péssima partida contra o Náutico. Gabriel marcou dois, e poderia estar com quatro gols se marcasse os que perdeu na estréia contra o Santos. Paciência.

Na zaga o incrível Samir de apenas 18 anos, terminando o jogo com: 9 desarmes, 26 passes certos, 3 passes errados e 1 falta cometida. Sensacional!

A pergunta que todos fazem: o time queria derrubar o Jorginho? Eu acho que não. Até por que o Flamengo criava inúmeras chances todo santo jogo. O time andava mal por que Jorginho tirava todos os atacantes e terminava jogo com 4-6-0 e não aproveitou o tempo disponível.

Mas quem viu o jogo, conte-me como foi. Há esperança no Carlos Eduardo? Como foi o Diego Silva? Paulinho? Léo Moura?

E que venha o Mano Menezes!