Tudo começou lá contra o Botafogo e a escolha pelo zagueiro Marcelo. De lá pra cá o Flamengo levou apenas dois gols. Só o Cruzeiro conseguiu uma defesa melhor: um gol. (Ano passado quando Chicão se machucou, Samir assumiu a posição. Agora é Samir quem perde a posição para um bom Marcelo)
Equilibrar o sistema defensivo era um dos primeiros passos para tirar o time da zona da desgraça. Diminuir as linhas e os espaços era o segundo. Mesmo com um ataque que, segundo o Luxemburgo, tem sido usado para cansar o adversário e a melhor dupla entra no segundo tempo para jogar 30 minutos e garantir a vitória. Sob essa perspectiva, o time pode mais.
Na vitória deste domingo, o Flamengo até poderia ter saído na frente na etapa inicial. Foram duas bolas na trave, boas jogadas e um domínio do jogo, sem permitir qualquer pressão do adversário diante de sua torcida.
Nem as estreias dos ex-Rubro Negros Souza e Cléber Santana levaram azar ao clube da Gávea.
O segundo tempo começou ruim, mas a tradicional substituição e as entradas de Lucas Mugni e Eduardo da Silva permitiram ao Flamengo voltar a dominar as ações, marcar seus dois gols e finalmente terminar um jogo de forma tranquila, sem sofrimento.
Que continue assim então. O nível técnico do time titular pode ser pelo menos melhorado com as entradas de Paulinho e Elton no ataque nos lugares de Arthur e Nixon, nível série B. Mantendo no segundo tempo a dupla-trunfo do Luxemburgo, portanto.
Eduardo da Silva pode até jogar uns minutos a mais. Hoje o atacante tem média de 30,9 minutos por jogo. Sua média nos últimos cinco anos, segundo o Futdados, é de 39,7 minutos por jogo.
O Flamengo parece crescer na hora interessante: vésperas das oitavas de finais da Copa do Brasil e um começo de returno duríssimo pela frente, capaz de provar verdadeiramente o time do Luxemburgo.


