sábado, 21 de maio de 2016

NBB 2015/2016 - Final - 1º jogo: Bauru 77 x 83 Flamengo


O Flamengo venceu o primeiro jogo da grande final do NBB ao derrotar o Bauru por 83 x 77 e agora basta vencer os dois jogos na sequência, em casa, para garantir o tetracampeonato brasileiro. O sexto em nove temporadas.

A equipe superou a maratona de cinco jogos na semifinal contra o Mogi, atropelou o Bauru no quarto final - abrindo 13 x 0 e não perdeu mais.

Ótimo jogo de Ramon, que ofuscou o Rafael Luz na armação, terminando com 15 pontos e 4 rebotes. Olivinha novamente jogou demais: 16 pontos e 6 rebotes.

No garrafão os melhores momentos foram com JP e Mineiros juntos, com 13 e 8 pontos para cada um, respectivamente.

Marquinhos teve uma atuação apagada, assim como o Meyinsse e o Rafa Luz.


O JOGO

O primeiro quarto começou equilibrado. O Flamengo tentou segurar e trabalhar a bola nos primeiros minutos, sem entrar na correria do Bauru. Mas de um 12 x 12 parelho, viu o Bauru abrir frente no final com uma cesta de três de Alex e uma bola de Robert Day: 19 x 12.

Ramon, que começou de titular no lugar de Robinson, fez uma cesta no estouro para cortar a diferença: 19 x 14.

No segundo quarto Ramon continuava decisivo. Com muita habilidade bagunçava a defesa bauruense. Os reservas desta vez entraram bem, com destaque para as boas tabelinhas de JP e Mineiro no garrafão, e a defesa bem consistente, fizeram o Flamengo abrir 27 x 22.

Demétrius não demorou muito e voltou com seus titulares. O Bauru voltou a liderar o placar: 29 x 27. O final foi lá e cá. Marcelinho matou de três: 36 x 32, provocando reação do banco paulista no tempo técnico: "não podemos abandonar o Marcelinho". Os donos da casa terminaram na frente graças a uma cesta na marra de Alex: 39 x 38.

Na volta do terceiro quarto, José Neto deixou JP e Meyinsse no banco e escalou o Mineiro na posição cinco. Com um jogo mais aberto, o Flamengo abriu sua maior frente: 50 x 43.

Entretanto, Bauru rapidamente reagiu. Léo Meindl anulou Ramon, Marquinhos continuava apagado e Jéfferson foi o destaque com 10 pontos, para colocar sua equipe na frente: 62 x 60.

O Flamengo voltou avassalador no quarto final. Abriu 13 x 0, com 73 x 62 no placar, e deixou o Bauru por mais de quatro minutos sem pontuar.

Os donos da casa tentaram reagir, mas foram impedidos por duas bolas de três de Marcelinho (67 x 76) e Olivinha (79 x 70).

Mas conseguiram uma corrida de 7 x 0 e faltando 18 segundos a diferença era de 79 x 77.

Na volta, rapidamente fizeram falta no Marcelinho, que matou os dois lances livres: 81 x 77.

Jéfferson tentou de três, mas errou. Luz foi para mais dois lances livres e garantiu a excelente vitória: 83 x 77.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

O fracasso da gestão Eduardo Bandeira de Mello, o mudo

Chegamos a 48 horas da vergonhosa eliminação pela segunda rodada da Copa do Brasil para o Fortaleza e o presidente do Flamengo ainda não se manifestou, não disse sequer uma palavra.

São três eliminações em cinco meses. Na Copa do Brasil foram três derrotas em quatro jogos para times que estão longe da divisão principal do futebol brasileiro. É a pior campanha da história do Rubro Negro.

Nada disso foi suficiente para mudar os rumos do futebol. A verdade é que não sabem nem por onde começar. O clube tem salários em dia, estrutura de primeiro nível, o que resultou praticamente em zero contusão, elenco bom, o mínimo para não dar vexame, apesar de deficiências gritantes na zaga, porém, o que está errado?

O Flamengo, na gestão Bandeira, já teve alguns executivos, alguns gerentes, um punhado de treinadores, mas em nenhum momento conseguiu viver um momento sólido e estruturado.

É preciso mudar o topo desta cadeia. É preciso que o presidente entregue o futebol pra alguém que saiba gerir e vá viver sua carreira diplomática ou seja lá o que pretende fazer, visto que até agora ele mantém sua licença de Flamengo para viajar com a Seleção Brasileira para a Copa América.

E com o mandatário podem ir junto figuras ocultas que ninguém entende porque ainda estão no Flamengo: Fred Luz, Biasotto e Fernando Gonçalves.

A sensação é que nenhuma sequência de eliminações é capaz de fazer o presidente se comover do buraco que está colocando o futebol do Flamengo. Se antes o clube era humilhado pelo seu amadorismo financeiro, estrutural, hoje é motivo de chacota pelo futebol apresentado em campo.

Em entrevista nesta sexta-feira, Juan afirmou que ninguém da diretoria procurou o elenco para conversar e saber o que está acontecendo. Depois de tanto pedimos para o futebol ter um gerente que faça esse meio de campo tão importante entre vestiário e diretores. Hoje o que existe é um hiato entre o campo e a cartolagem.

Dentro de campo é o reflexo da gestão catastrófica de Bandeira e cia. Contrataram um goleiro por uma bela grana, e o mesmo continua na reserva de um que falha jogo após jogo (um goleiro que não foi citado uma única vez por nenhum de seus pares como destaque) Dentro de campo o artilheiro da equipe é preterido por um atacante que não consegue mais jogar um futebol de alto rendimento. Dentro de campo o esquema que vinha dando certo, foi simplesmente jogado no lixo sem nenhuma explicação. Dentro de campo o melhor zagueiro da base só ganhou oportunidade porque o Wallace abandonou a concentração pois, caso contrário, ninguém da diretoria perceberia que o então capitão estava prestes a deixar o clube porque não aguentara a pressão da torcida. Dentro de campo o clube veio com um time misto na competição que tanto brigaram para acontecer.

Apesar da reunião de horas, nada foi decidido, nada mudou. Simplesmente não sabem o que fazer. Bandeira segue mudo. Luz, Gonçalves e Biasotto seguem mandando no futebol. É capaz de trocarem novamente os diretores e treinadores, entretanto nada vai mudar se os verdadeiros responsáveis por quatro anos seguidos de fracassos não deixarem o Flamengo.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

NBB 2015/2016 - Semifinal - 5º jogo: Flamengo 79 x 75 Mogi


O Flamengo está na grande final do NBB pela quarta vez consecutiva!

A vitória foi sofrida, de virada, dramática, mas com apoio da torcida que transformou o Tijuca em caldeirão, o Rubro Negro venceu o Mogi por 79 x 75, fechou a série em 3 x 2 e vai enfrentar o Bauru na decisão melhor de cinco.

O grande nome do jogo foi o Olivinha. No ano passado todos cravavam o Hermann como titular absoluto. Olivinha foi lá e provou que a titularidade é conquistada dentro da quadra. Agora, novamente, o ala-pivô prova ser o coração deste time, jogando como um garoto perto do final da temporada, levando o Flamengo nas costas com 22 pontos (68% de aproveitamento) e 8 rebotes.

Mesmo com um elenco recheado, dez adultos, o Flamengo arrancou essas duas últimas vitórias na marra. O Mogi parecia ter mais time, Larry, Shamell, Tyrone faziam a defesa da Gávea dançar na marcação. Se nos outros anos prevaleceu a força técnica da Gávea, de um forte elenco, este ano acho que podemos dizer que prevaleceu a força do Manto - foi na raça!




O JOGO

O primeiro quarto foi equilibrado. O Flamengo chegou a abrir quatro pontos com uma cesta de Meyinsse: 10 x 6, mas logo o Mogi respondeu com uma bola de três de Shamell. Olivinha fez o Rubro Negro abrir novamente quatro pontos: 15 x 11, mas outra bola de três de Lucas Mariano impediu que a diferença para a equipe da Gávea aumentasse e ficasse impossível depois buscar o placar.

Mogi chegou a passar à frente, mas terminou tudo empatado: 23 x 23.

No segundo período a equipe paulista voltou melhor. O Flamengo conseguiu segurar até a metade do quarto, a despeito de sua atuação ruim, mas não dá pra ter Gegê sete de dez minutos em quadra impunemente em uma noite decisiva. Com uma bola de três de Larry, o Mogi abriu uma corrida de 14 x 7 e 37 x 30 no placar.

O Flamengo não pontuava e Neto teve que voltar com Marquinhos e Meyinsse. A vantagem chegou a cair para três: 37 x 34, mas o adversário jogava melhor e fechou na frente: 44 x 36.

O terceiro quarto foi fenomenal. O Flamengo manteve a calma diante de um Mogi que parecia não entregar os pontos e acreditar a cada minuto que era possível calar o Tijuca e sair do Rio com a vaga.

E o grande nome foi o Olivinha, com seus 14 pontos apenas neste período. A virada começou com a primeira bola de três em toda série semifinal de Rafael Luz: 56 x 52. Com uma bola de três Olivinha destroçou a diferença para apenas um ponto: 56 x 55.

A equipe paulista ainda tentou segurar a pressão do Flamengo e da torcida que transformara o Tijuca em caldeirão. E a virada só poderia ter vindo dele. Com uma bola de três faltando 01:42 para o final do terceiro quarto, Olivinha colocou o time da Gávea na frente: 60 x 58. O veterano ala-pivô ainda abriu frente: 62 x 58.

Mas após uma bobeira do Rafael Luz, que infiltrou e errou o passe pra trás, Larry matou do meio da quadra e deixou a diferença em apenas um ponto: 62 x 61.

O quarto final foi pra quem tem coração forte pra aguentar uma partida de basquete. Foi sufocante! A partida seguia equilibrada desde o começo. Ninguém abria frente. Estava tudo no capricho para ser decidida nos segundos finais. E foi!

E novamente apareceu o Olivinha, com um tapinha faltando 39 segundos, colocando o Flamengo com 78 x 75. O banco do Mogi parou o jogo para organizar aquilo que seria seu último ataque.

Shamell, assim como no jogo passado, não foi decisivo, para nossa sorte, e errou um chute de três.

Veio então Marcelinho para dois lances livres nos últimos segundos para confirmar a vitória: errou o primeiro, matou o segundo: 79 x 75.

A vaga é do Flamengo pela quarta vez seguida.

domingo, 15 de maio de 2016

Campeonato Brasileiro 2016: Flamengo 1 x 0 Sport


Jogando de forma burocrática, se defendendo bem e atacando pouco, o Flamengo estreou com vitória no Campeonato Brasileiro: 1 x 0 contra o Sport em Volta Redonda.

Segundo Muricy, a partir de agora, esta será a postura da equipe: jogar para vencer, mesmo não atuando bem. Vamos ver, mas acho pouco para um elenco desse nível.

O grande destaque foi a a marcação, com destaque para a zaga, formada pelo incrível Juan e pelo jovem Léo Duarte. Dava ou não dava para o garoto ter disputado alguns jogos no lugar do Wallace ou  do César Martins, que viviam em péssima fase?

Cuellar foi outro que ajudou a proteger a defesa e novamente teve bons números: 90 passes certos e quatro roubadas de bola.

Foi justamente com uma roubada magistral de Juan exatamente na linha central que se iniciou o gol do Flamengo, pela direita com jogada de Rodinei e assistência de Arão.

Os 25 minutos iniciais foram de pressão na marcação, com as linhas compactas, vide a posição do Juan na roubada de bola do gol, boas oportunidades no ataque, mas a equipe pecava muito no passe decisivo.


Com Mancuello mais recuado, deu apenas um passe na vertical, pro Éverton, que tropeçou - apesar de ter sido a melhor opção, Arão buscava as jogadas ofensivas. Mas no ataque, Émerson e Guerrero erravam tudo e matavam todas as jogadas.

E o Sport, que vinha sendo cobrado pelos poucos gols - apenas seis nos últimos doze jogos, chegou pelo menos por três vezes com perigo.

No segundo tempo o panorama ficou com a cara do que pretende o Muricy. Logo nos segundos iniciais do segundo tempo o volante Rithely foi expulso justamente.

O Flamengo não aproveitou a superioridade ofensiva para acelerar e liquidar a vitória, pelo contrário: manteve sua lentidão ofensiva e os passes para o lado, pelo menos sem sofrer qualquer perigo na defesa. O problema é que em nenhum momento mostrou uma organização. Por vezes, por exemplo, teve Émerson caindo no meio de campo e Mancuello no ataque. Não foi legal não!

Com as entradas de Ederson, o goleiro do Sport ainda foi obrigado a fazer boas defesas.

Apoio o Muricy nesta nova filosofia de trabalho enquanto os resultados aparecem, mas é preciso ter um mínimo de organização, saber utilizar melhor seus jogadores mais técnicos, até porque vão aparecer situações onde o Flamengo vai precisar buscar o resultado.

Quarta-feira pela Copa do Brasil contra o Fortaleza será um bom teste. O simples 1 x 0 já garante a vaga.

sábado, 14 de maio de 2016

NBB 2015/2016 - Semifinal - 4º jogo: Mogi 91 x 93 Flamengo


Esse é o Flamengo tricampeão brasileiro que a torcida se acostumou a ver!

Na base da raça e com grande atuação de Ramon, Mineiro, Marquinhos e Marcelinho o Rubro Negro derrotou o Mogi fora de casa por 93 x 91, empatou a semifinal e levou a série para o quinto jogo, terça-feira, às 21h, com os ingressos já esgotados.

Ramon foi extraordinário: anotou 27 pontos e matou todas as sete bolas de três que tentou. Marquinhos com 15 e Olivinha e Marcelinho com 14 pontos anotados foram os principais cestinhas.

Partida ruim de Meyinsse (sem Laprovittola, perdeu o pick and roll, sua principal jogada), Robinson (novamente) e JP Batista.

Destaque para as 25 assistências, sendo sete do Rafael Luz. Nos lances livres, os excepcional 13/13 do Marquinhos. Ninguém errou mais do que um arremesso.



O JOGO

Neto iniciou a partida com uma formação diferente: Ramon, para tentar conter os chutes de longa distância do adversário e JP Batista. Mas não adiantou muito e com duas bolas de três Tyrone abriu 13 x 6 para o Mogi.

E teve que mudar, entrando com os então titulares Meyinsse e Robinson nos lugares de JP Batista e Luz. Mas foram Marquinhos, Olivinha e Ramon que fizeram o Flamengo reagir e virar a partida: 23 x 20.

O Flamengo voltou no mesmo ritmo do final do período passado e seguia na frente. A arbitragem não viu Tyrone dando uma rasteira do Marcelinho. O banco Rubro Negro reclamou e levou falta técnica. Depois foi a vez do banco paulista reclamar de forma acintosa uma falta no Shamell. Padovani foi agressivo, muito acima do tom e foi desqualificado da partida.

Aí foi a vez do Ramon (duas vezes) e Marcelinho matarem bolas de três seguidas para ampliar a vantagem do primeiro tempo:54 x 45.

Ramon continuava insuportável e o Flamengo chegou a abrir 15 pontos de frente: 66 x 51. Mas o Mogi, com dois dos seus jogadores mais importantes, Larry e Tyrone, encurtaram a diferença para oito pontos: 78 x 70.

O Flamengo parou e os donos da casa voltaram melhores no quarto final. Com uma bola de três quase no meio da quadra, Shamell pulverizou a diferença para apenas dois pontos: 81 x 79, faltando pouco mais de cinco minutos pro final da partida.

Na volta, Marcelinho desafoga com uma cesta espírita. A bola bate no aro, sobe quase na altura do ginásio e desce direto na cesta. Inacreditável. Lembrou muito o Cássio, na cobrança de pênalti contra o Fluminense no Carioca de 2001: 84 x 79.

Mas o Mogi seguia melhor e no minuto final virou com cesta mais falta para Shamell: 91 x 89. Marquinhos seguia com seus 100% de aproveitamento nos lances livres e empatou a partida: 91 x 91.

Na volta, Shamell errou uma bola de três e depois sucumbiu à marcação do Flamengo. Mineiro deu o troco com cesta mais falta, mas perdeu o lance de bonificação: 93 x 91.

Com poucos segundos pra tentar empatar ou virar a partida, Marquinhos deu um lindo toco no Larry e garantiu a vitória.

Haja coração!

segunda-feira, 9 de maio de 2016

NBB 2015/2016 - Semifinal - 3º jogo: Flamengo 77 x 83 Mogi


O Flamengo não resistiu aos seus próprios erros e ao péssimo aproveitamento nos lances livres e perdeu para o Mogi, jogando em pleno Tijuca, por 83 x 77 e agora terá que vencer fora de casa no sábado para levar a série semifinal para o quinto jogo no Rio de Janeiro.

Avaliar apenas por números pode ser mascarar uma série de motivos pela derrota, mas novamente o Flamengo teve um aproveitamento horrível nos lances livres. Foram 11 erros: 19/30. Exatamente o mesmo número de erros na derrota para o Bauru no Final Four da Liga das Américas: 13/24.

Um time que vinha tendo como ponto forte o jogo coletivo, hoje viu seus armadores apagados, Robinson e Marcelinho, que deveriam auxiliar o Marquinhos, em uma noite pífia, e apenas Mineiro e Olivinha com uma atuação satisfatória.

Que escolha terrível o Robinson. Não infiltra, não é certeiro nos tiros, razoável na marcação, não se impõe. Nem parece um americano. Quatro pontos em uma semifinal é decepcionante.

Marquinhos foi o cestinha com 25 pontos, ficou sobrecarregado e perdeu uma bola que foi decisiva para a derrota. Mineiro se destacou com 17 pontos, mas também perdeu algumas cestas fáceis, e Olivinha também anotou 17 pontos. Apesar disso, não dá pra reclamar destes três.


O JOGO

O Flamengo começou na frente, com bolas de três de Marquinhos e Olivinha para fazer 9 x 6, mas depois só deu Mogi que, com ótimo aproveitamento ofensivo, chegou aos 60%, virou a partida para 15 x 9, aproveitando dos cinco erros Rubro Negro com cinco minutos de partida.

Neto pediu tempo, rodou com todo o banco, mas mesmo assim a equipe paulista seguia melhor e matou uma bola no estouro para fazer 24 x 13.

O segundo período começou com as duas equipes amassando o aro. O Flamengo mesmo com um péssimo aproveitamento nas bolas de três, insistia nesta jogada.

Marquinhos voltou do banco e o Flamengo finalmente se acertou no ataque, abriu 10 x 2 para fazer 26 x 23 no placar com uma bola de três de Marcelinho, seus primeiros pontos no jogo.

O Mogi parou a partida. Na volta, Jimmy matou de três, Luz perdeu dois lances e viu o adversário fechar o primeiro tempo com 37 x 31 no placar.

O terceiro quarto foi todo de Olivinha e Marquinhos. Com duas bolas de três seguidas o ala Rubro Negro finalmente colocou o Flamengo na liderança do placar: 43 x 41.

A partida seguia equilibrada e o Flamengo terminou na frente graças a um rebote e uma cesta de Olivinha: 62 x 61.

No quarto final o Flamengo abriu 5 x 2, provocou três faltas rápidas do Mogi e viu Gerson ficar pendurado com quatro faltas: 67 x 63.

Com 75 x 75 Marquinhos perdeu uma bola preciosa. E o Flamengo não se encontrou depois disso. Com uma bola de três de Lucas Mariano o Mogi abriu 80 x 76 faltando menos de um minuto e venceu com merecimento: 83 x 77.

Agora só resta ao Flamengo vencer fora de casa para ainda continuar sonhando com o quarto título seguido.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sobre Muricy Ramalho e Eduardo Bandeira de Mello

Apesar de encontrado uma forma de jogar bem com dois meias, Muricy pode usar o esquema que quiser: seja com dois meias, com três atacantes, com três zagueiros, mas é preciso ter um mínimo de organização.

Foram dez dias de treino, dez dias sem viagem, e o que vimos foi uma bagunça absurda contra o Fortaleza na quarta-feira atuando no infernal 4-3-3.

Cuellar sobrando sozinho na marcação, os meias avançando como atacantes, os zagueiros no mano a mano com os atacantes adversários.

O mais surreal foi ver uma linha de cinco atacantes. Impossível que o Muricy não tenha visto isso. É preciso um mínimo de organização técnica. Veja a imagem:



Ficou um vácuo entre meio de campo e ataque e entre meio de campo e zaga. O pobre do Cuellar sofreu com o espaçamento. Na disposição do futebol moderna, as linhas precisam ser encurtadas, compactadas. Tudo que hoje o Flamengo não tem:




Enquanto isso, na Libertadores, os dois únicos times brasileiros que se classificaram para as quartas de final são dirigidos por estrangeiros: Aguirre e Bauza. 

Sem contar a impressionante disciplina tática do Atlético Nacional e do baile que o Rosário Central deu no Grêmio na quinta-feira. Os dois vão se enfrentar em um super duelo tático na próxima fase da Libertadores.

Os técnicos brasileiros se mostram cada vez mais limitados e se sustentam mais no talento do que na capacidade de leitura tática de um jogo.


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O desgosto é grande por esse começo de segundo mandato da atual gestão. Seja na questão do estádio para mandar seus jogos, que foi tratada de forma amadora - até o Botafogo conseguiu uma casa, seja agora por virar neo-aliado da CBF, participando de coletiva da seleção brasileira, como se não tivesse um clube em crise e a atividade mais importante deste sendo tratado de forma nada profissional.

Se por acaso o Bandeira quer continuar nessa missão institucional, que continue e faça sua carreira. Mas entregue o futebol do Flamengo pra quem entenda.

Sou totalmente contrário à saída do Muricy neste momento. Ele já demonstrou que não fica preso a ideias: como Márcio Araújo, Émerson e três atacantes (voltou a usar não sei porque) mas, se demiti-lo, não poderá ser o único a sair: Rodrigo Caetano, Godinho, Fred Luz e Biasotto também precisam deixar o Flamengo. Estes são os responsáveis pelo rodízio de treinador e pelo fracasso do futebol que, se nada mudar, vai chegar a quatro anos seguidos da gestão Eduardo Bandeira de Mello.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

NBB 2015/2016 - 2º jogo das quartas de final: Flamengo 93 x 73 Rio Claro


O Flamengo venceu o Rio Claro por 93 x 73, abriu 2 x 0 e está a uma vitória de garantir a vaga para a semifinal do NBB.

O Tijuca lotado empurrava a equipe e no garrafão os pivôs abriam caminho para vencer a defesa da equipe paulista.

O show foi da turma da área pintada: Olivinha cestinha com 20 pontos. JP Batista terminou com 15, Mineiro com 10 pontos e Meyinsse anotou oito pontos com incríveis 15 rebotes.


O JOGO

Paciente no ataque, escolhendo bem as jogadas, o Flamengo abriu 11 x 6. Mas liderado por Eric Tatu, o Rio Claro chegou a virar a partida: 20 x 17.

José Neto teve que mudar: tirou Olivinha e Meyinsse e colocou Mineiro e JP Batista. O Flamengo concentrou suas ações no garrafão com a dupla de pivôs - que anotou nove pontos e fechou o primeiro tempo em 24 x 20.

No segundo quarto os reservas fizeram o Flamengo finalmente abrir uma frente no placar. Gegê, Ramon e Mineiro provocam sucessivos erros na troca de passes do Rio Claro. E, com uma bola de três de Ramon, abriu 14 x 2 para colocar no placar: 38 x 22.

Mas o Flamengo parou, e o Rio Claro com uma bola de três no estouro do cronômetro cortou a diferença para seis pontos: 40 x 34.

No terceiro quarto Olivinha voltou bem. Jogando perto da cesta ou na linha de três pontos, foi o destaque do período com 11 pontos, que contou também com a ótima atuação do Marquinhos. Desta vez a equipe não permitiu a reação do adversário e fechou em 67 x 52.

Jogando de forma firme e consistente, o Flamengo seguiu forte no ataque e seguro na defesa, com destaque para dois tocos do Meyinsse, para finalizar em 93 x 73.

Terceiro jogo será no sábado, às 14:10.