quarta-feira, 27 de maio de 2015

NBB 2014/2015 - 1º jogo da Final: Flamengo 91 x 69 Bauru


Foi um verdadeiro show!

O Flamengo amassou o Bauru por 91 x 69 e agora está a uma vitória de ganhar o tricampeonato consecutivo, ou o tetra alternado do NBB ou o pentacampeonato nacional.

Foi uma atuação perfeita de quem entrou em quadra para jogar uma final de brasileiro, tanto no ataque, quanto na defesa e nos rebotes. O jogo coletivo funcionou de maneira exemplar.

Benite terminou como cestinha com 16 pontos. Outros três jogadores terminaram com 15 pontos: Laprovittola (7 assistências e 6 rebotes), Marquinhos (6 rebotes) e Olivinha (7 rebotes). Marcelinho anotou 11 pontos (3/4 na linha de três pontos)

Nos rebotes foi avassalador para a equipe da Gávea: 43 x 31.

Já na defesa, o Flamengo permitiu apenas 69 pontos de Bauru, isso porque colocou o pé no freio no período inicial. A equipe Rubro Negro terminou o terceiro quarto vencendo por 70 x 43. Foi a segunda pior atuação ofensiva dos paulistas no NBB. A pior havia sido na derrota para Franca nas quartas de final por 78 x 67.

Bauru jogará altamente pressionado no próximo sábado. É evidente que não consegue repetir as boas atuações da fase regular, penou para eliminar Franca e Mogi nos playoffs, e imagina-se até como está o psicológico dos jogadores depois da surra de hoje. Porém não tem nada ganho e nem nada perdido.


O JOGO

Marquinhos abriu o jogo com uma cesta de três pontos. Bauru chegou a virar para 4 x 3, porém depois o show começou. No garrafão com Olivinha e Meyinsse e na linha de três com as mãos calibradas de Marquinhos e Benite o Flamengo abriu 21 x 9.

Com aproveitamento de quase 60% no ataque, a vantagem do primeiro quarto só não foi maior graças a uma cesta de três de Hettsheimeir no final: 28 x 18.

No segundo quarto, vendo que a situação estava feia, Guerrinha manteve seus titulares, enquanto José Neto colocou tradicionalmente Herrmann, Marcelinho e Felício.

Com uma cesta de três de Marcelinho e Laprovittola a vantagem chegou aos 15 pontos: 40 x 25, forçando Guerrinha a parar a partida.

Dessa vez foi Marquinhos que, no estouro do cronômetro, ampliou a diferença para 47 x 28.

Mesmo com larga vantagem o Flamengo queria mais, era impetuoso. Não se deu por satisfeito e abriu 11 x 2 no começo do terceiro quarto: 58 x 30. Terminando em inacreditáveis 70 x 43.

No período final Neto manteve os reservas Marcelinho, Herrmann e Gegê em quadra e poupou os titulares. Marcelinho comandou as ações ofensivas de um Flamengo que já tirava o pé do acelerador e nem marcava com a mesma intensidade dos quartos iniciais, dando números finais em 91 x 69.

Mengo!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Luxemburgo demitido


Luxemburgo teve o sexto melhor aproveitamento no Brasileirão passado. Começou bem o Estadual, tinha tudo para fazer da velocidade uma grande arma do Flamengo, mas se perdeu em meio a mudanças de esquema, propostas do São Paulo na reta final do Carioca e seus antigos vícios.

Virou um Joel com grife: só trabalha para apagar fogo. Na hora que começa uma nova temporada com objetivos mais nobres do que tirar o time da confusão, se embaralha.

Quando escalou Marcelo Cirino centralizado, como atacante, sem lugar fixo, parecia que o velho Luxa tinha voltado. Fez de um jogador que era conhecido apenas por sua velocidade e força física em artilheiro matador.

Mas tudo ruiu e o time não faz uma boa partida desde a metade do Carioca. A demissão é justa: são seis jogos sem vencer, um péssimo início de Brasileirão e a percepção de que o Flamengo não conseguiria evoluir.

Posso estar enganado, mas não via corpo mole dos jogadores, afinal time que quer derrubar treinador não faz gol aos 49 minutos (Contra o Avaí quase empatam novamente). O que se via era muita desorganização que só piorava no decorrer da partida.


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De todos os treinadores que o Flamengo contratou, e como contratou nessa gestão, quem eu apostei minhas fichas foi o Mano Menezes. Ele era o treinador pra ficar dois, três anos, sem precisar dessa loucura de três técnicos por ano. Tinha todo apoio possível, especialmente da torcida, e saiu inexplicavelmente. Depois disso começou esse rodízio maluco na Gávea.

O preocupante é que só vejo Tite e Marcelo Oliveira com esse perfil de fazer um trabalho à longo prazo. O nível no Brasil é bem ruim.

domingo, 24 de maio de 2015

Tostão hoje na Folha: "Luxa, diante do espelho"

Irretocável a coluna de Tostão hoje na Folha.

Além de sua mediocridade já reconhecida como técnico, Luxemburgo criticou, não sabia dessa, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Flamengo, aprovada pelo Conselho Deliberativo, no Bola da Vez a ESPN. Que tristeza tê-lo à frente do time.

Segue:

Na entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, Luxemburgo quis mostrar uma sabedoria e uma credibilidade que não tem. Foi contraditório, às vezes, incompreensível. Faz o mesmo discurso de 20 anos atrás, quando era o mais vitorioso técnico de clubes do Brasil, embora não tenha sido campeão da Libertadores. 
Esse longo tempo, em que Luxemburgo e outros treinadores foram tratados como supertécnicos, foi, paradoxalmente, uma época medíocre, de regressão do futebol brasileiro. 
Predominava o excesso de faltas, de simulações, de violência, de chutões, de jogadas aéreas, com partidas tumultuadas e truncadas. O jogo ficou mais feio e ineficiente. Proliferavam os volantes brucutus, um para proteger os zagueiros e mais um de cada lado, para a cobertura dos laterais. As equipes dependiam, ofensivamente, do avanço dos laterais e de um único meia, responsável pela armação das jogadas. 
Enquanto isso, os europeus, preocupados com a qualidade do espetáculo e em faturar mais, melhoraram os gramados, o conforto e a segurança nos estádios. A violência diminuiu, dentro e fora de campo. 
As partidas passaram a ser menos faltosas e menos violentas. Formaram-se duplas pelos lados, entre os laterais e os meias. Armadores brilhantes, que marcavam e apoiavam, com pouca força física e que eram pouco valorizados, como Xavi, Iniesta e outros, passaram a ser os grandes craques do futebol mundial. 
Os técnicos brasileiros que mais se destacavam nessa época, como Luxemburgo, Felipão e outros, são os que têm tido mais dificuldade de assimilar as mudanças que houve no futebol mundial e que, recentemente, chegaram ao Brasil, com Mano Menezes, no Grêmio, Tite, no Corinthians, campeão mundial de clubes, seguidos por Marcelo Oliveira e outros treinadores. 
Um dos motivos disso é que os técnicos mais vitoriosos de um período acham que o que deu certo tem de ser repetido. Querem ser mais importantes que a ciência. 
Anos atrás, Luxemburgo disse que seu maior problema no Real Madrid foi ter se sentido um Zé Mané, inibido, não ter imposto o prestígio que tinha no Brasil. Imagino que sentiu falta da badalação de grande parte da imprensa. 
Na entrevista, Luxemburgo defendeu, com veemência, uma grande ajuda do governo aos clubes, uma mamata oficial, e colocou as contrapartidas como algo secundário, a serem discutidas. Ao ser contestado, mudou o discurso e falou da importância de o clube dar alguma coisa em troca. Foi novamente contraditório ao ser contra a decisão do Flamengo de colocar no estatuto punições duras para dirigentes irresponsáveis, o que faz parte do projeto do governo para refinanciamento das dívidas. 
Luxemburgo costuma criticar a imprensa por criticá-lo, quando quer ser, além de um técnico, um gestor. Argumenta que a mesma imprensa elogiava Alex Ferguson por ter as duas funções. A grande diferença é que Ferguson conquistou, com o tempo, credibilidade. 
Hoje, Luxemburgo é apenas um técnico comum, bom, como tantos, embora não perceba. Diante do espelho, deve dizer: "Eu sou o Luxa, o supertécnico, o superestrategista, o que tem o melhor projeto".

sexta-feira, 22 de maio de 2015

Ainda sobre a Medida Provisória que refinancia as dívidas dos clubes

Importante trecho da coluna de Rogério Gentile, na edição desta quinta-feira na Folha de São Paulo, sobre a Medida Provisória que refinancia as dívidas dos clubes.

Segue:

Os clubes devem à União cerca de R$ 4 bilhões. A MP refinancia essas dívidas, desde que as equipes se comprometam com certas normas, como, por exemplo, não gastar mais do que 70% da sua receita com folha de pagamento e a punição do dirigente que praticar gestão temerária. Até aí tudo bem, ainda que seja hilário uma iniciativa como essa partir de uma administração que gastou muito mais do que conseguiu arrecadar. 
Mas qual o sentido de o governo avançar sobre questões que não têm relação com a capacidade de os clubes honrarem o compromisso? A MP exige, por exemplo, que os clubes invistam em futebol feminino. Com que direito se pretende forçar alguém a fazer o que não quer ou não acha rentável? É o mesmo que obrigar uma empresa a fazer carros rosa, a despeito do baixo interesse do consumidor por veículos dessa cor. 
Mais grave ainda, a MP estabelece que, para receber o benefício, o clube só poderá participar de competições organizadas por entidades dispostas a mudar seus estatutos segundo as diretrizes oficiais. Na prática, se algumas equipes aderirem e outras não, o futebol brasileiro ficará quebrado em dois. O que já é ruim pode ficar ainda pior.

Apesar das negativas do Bom Senso, que fala que "aderir à MP é opcional", está claro no artigo 5º do texto que os clubes que aderirem à MP só poderão participar de campeonatos cujas entidades também cumpram as exigências do texto. Ora, se apenas o Flamengo e a CBF não, o Rubro Negro estaria impedido de disputar a Copa do Brasil e Brasileirão?

Evidente que tem algo de errado e que precisa ser corrigido, assim como barbeiragens de obrigar os clubes a investirem no futebol feminino.

Claro que é uma forma de pressão, mas a história pode acabar na Justiça, o futebol brasileiro parar e não se resolver a crise financeira dos clubes.

Querer abraçar todos os problemas do futebol brasileiro é um erro que o blog, particularmente, sempre aponta. Os princípios dessa Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte precisam ser: tornar o clube capaz de pagar suas dívidas, manter salários e compromissos fiscais e trabalhistas em dia, responsabilidade individual do dirigente, apresentação das Certidões Negativas de Débito, balanço financeiro padronizado, obrigação de redução do déficit ao final de todo exercício e um Comitê para fiscalizar e aplicar punições em caso de descumprimento das normas. O resto é penduricalho que só atrasará a resolução do problema.

Blog do Rodrigo Mattos: "Flamengo tem pequena esperança de reverter licitação do Maracanã"

O Flamengo ainda não desistiu de tentar administrar o Maracanã no lugar das concessionárias.

Segundo o blog do bom jornalista Rodrigo Mattos, a diretoria Rubro Negra reconhece que é quase improvável que a situação se reverta, mas dará uma última cartada.

Entretanto está claro que a direção do Flamengo não aceitará os termos atuais do contrato com o Maracanã para renovação em 2016 pelos seus custos altíssimos, planilhas com gastos acima do preço de mercado e vai correr para construir seu próprio estádio.
"Se isso ocorrer, sem o clube rubro-negro, a Odebrecht teria apenas contrato de jogos permanente com o Fluminense. Vasco e Botafogo têm seus próprios estádios e têm acordos para atuar algumas partidas no Maracanã. O próprio Espíndola (secretário do governo) admite que a concessão não fica de pé sem os clubes. A Concessionária reconhece que os jogos do Flamengo são os mais rentáveis"

O Flamengo tem pronto um investimento privado para construir sua arena multiuso na Gávea, já conseguiu todas as licenças e o processo não anda dentro da Prefeitura. Isso tudo às vésperas dos jogos olímpicos.

Já o Governo entrega um estádio reformando para a iniciativa privada, ignora o desejo de Flamengo e Fluminense para administrá-lo e depois concede descontos de quase 80% nos investimentos que o consórcio deveria realizar.

O Rio vive dias lamentáveis!

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Ingressos para a final do NBB à venda

Daqui a pouco, às 23h:59min, os sócios-torcedores e Anjos da Guarda poderão comprar os ingressos para a grande final do NBB pelo site Ingresso Rápido pela metade do preço.

O preço inteiro varia de R$ 30 (nível três) a R$ 320 (cadeira lateral). A partida acontece na próxima terça-feira, às 21:30h na Arena da Barra.

É a última chance da torcida ver o orgulho da Nação nesta temporada. Rumo a mais um título no basquete.

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Exame: "O Flamengo agora dá lucro. Só falta ser campeão"


Super matéria da Exame sobre a administração Rubro Negra. Começando lá em 27 de dezembro de 2012 com Bandeira e Tostes voluntariamente visitando a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional para fazer um acordo das dívidas do Flamengo.

Confira o trecho inicial:

Na manhã do dia 27 de dezembro de 2012, o economista Eduardo Bandeira de Mello e o advogado Rodrigo Tostes entraram na sede da Procuradoria Regional da Fazenda Nacional, no centro do Rio de Janeiro, com uma missão cheia de ineditismo. O primeiro tinha na bagagem mais de três décadas de trabalho no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ­(BNDES). O segundo, quatro anos na consultoria PwC.  
Bandeira e Tostes estavam prestes a se tornar, respectivamente, presidente e vice-presidente de finanças do Clube de Regatas do Flamengo. E eles chegavam à procuradoria para começar a pagar uma dívida de quase 400 milhões de reais do clube com o governo federal. Quando entraram no prédio, de terno e gravata, foram cercados pelos auditores como se fossem dois alienígenas.  
“Vocês são mesmo do Flamengo?”, disse um incrédulo funcionário público. Alguém então pediu um cartão com a identificação do clube. Não tinham, já que só tomariam posse dali a algumas horas. A saída foi abrir o computador e mostrar uma reportagem sobre a eleição do Flamengo, ocorrida 24 dias antes, com a imagem dos dois. Só então os procuradores acreditaram: o Flamengo, por livre e espontânea vontade, tinha decidido pagar uma dívida.  
A incredulidade dos procuradores se justificava: o Flamengo, time de maior torcida do Brasil, era também uma grande piada, símbolo do descalabro da gestão dos clubes de futebol brasileiros. O Flamengo estava no imaginário popular tanto pelos gols de Zico e pela torcida no Maracanã quanto pela arrasadora frase do meio-campista Vampeta: em sua passagem pelo Flamengo, ele disse que “o clube fingia que pagava e a gente fingia que jogava”.

Agora é curioso esse "só falta ser campeão" quando o texto reconhece que a atual diretoria entrou tendo que enfrentar uma dívida de R$ 715 milhões ao final de 2012.

Não dá para dissociar a evolução financeira do time dentro de campo. Ou: quando elogia-se o crescimento da receita e a despesa congelada, não dá para exigir ser campeão nesse situação, e olha que ganhou a Copa do Brasil de 2013 e o Estadual de 2014. O São Paulo, por exemplo, gastou R$ 235 milhões no ano passado contra R$ 169 milhões da Gávea e não ganha nada desde o Brasileiro de 2008.

Esse ano o Flamengo está melhor do que o ano passado e no ano que vem estará melhor do que esse ano. Quando o clube começar a ganhar títulos, todos voltarão a ler essa reportagem para ver como tudo começou.