quinta-feira, 24 de abril de 2014

Bancada da bola adia votação do novo Proforte para a próxima terça-feira

Não foi dessa vez que a Comissão que analisa a criação do Proforte votou o substituto proposto pelo deputado Otávio Leite, que cria a Lei de Incentivo Fiscal do Esporte.

Um dos pontos polêmicos é quando declara o futebol nacional como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e propõe que, por exemplo, a CBF e as Federações tenham os contratos de patrocínio auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sempre que solicitado pelo Executivo ou por membro do Poder Legislativo e que 10% desses patrocínios sejam dedicado a um  fundo de esporte da base.

A bancada da bola reagiu e impediu a votação nesta quarta-feira. Nova data foi marcada: 29 de abril, terça-feira que vem.

O projeto original previa uma anistia de 90% da dívida tendo como contrapartida investimentos nos esportes olímpicos. Não prosperou, daria margem para muita subjetividade. Agora o objetivo é parcelar 100% da dívida dos clubes em 25 anos,  forçando as instituições esportivas a mudarem seu modelo de gestão, criando mecanismos claros de controle como a obrigação de apresentar Certidões Negativas, balanço financeiro padronizado e proibição de antecipar cotas de televisão por um período superior ao tempo de mandato.

Esse precisa ser o foco. Saudável a coragem do deputado Leite, mas infelizmente não dá pra abraçar o mundo. Se aprovar esse substituto com as propostas apresentadas já será um grande avanço.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Brasileirão 2014 - 1º Rodada: Flamengo 0 x 0 Goiás

O Flamengo estreou no Brasileirão com um frustrante empate contra o Goiás em 0 x 0.

Pelo longo feriado não vi o jogo, e por só assistir uma reprise de jogo do Flamengo quando ganha, fiz no máximo o esforço para ver os melhores momentos.

Foram poucas as jogadas trabalhadas que levaram perigo ao gol do Renan. Muitos chutes de longa distância, mas sem aquele lance decisivo para vencer a partida. Uma pena!

Quem viu o jogo, me diga: qual foi a postura do time? Jogou recuado pra sair no contra-ataque ou teve mais posse de bola com a presença do Mugni?

Quanto ao jogo fora do Rio, escrevi antes na fan page do blog que seria um erro fazer essa excursão agora, com o time ainda em formação. Nem a questão financeira pesou tanto, visto que o público foi abaixo do esperado. Sem contar o fato do Flamengo, teoricamente jogando em casa, ter viajado mais tempo que o próprio adversário, o Goiás.

É um risco muito grande incentivar essa excursão pelo Brasil para jogar nas novas arenas. Jogar clássicos será um erro crasso, sem o time demonstrar confiança e aumentar o desgaste de uma viagem quando se pode jogar em casa só piora a situação.

Quem foi atleta sabe que fica tudo mais fácil se você, por exemplo, treina e joga no mesmo campo. Você se acostuma com o ambiente, sabe qual a força do toque na bola para fazer um passe, tem noção do tamanho do espaço.

E o peso de jogar no Maracanã, amigos, pesa e muito. Ainda mais quando você acrescenta o "Flamengo jogando no Maracanã".

sábado, 19 de abril de 2014

O blog tem fan page, curta lá!

Como já sabem, se não sabiam vão saber agora: o blog tem uma fan page.

Já tem assunto sobre a excursão do Flamengo nesse começo de Brasileirão, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte e seus desdobramentos e o time para a estreia do Brasileirão.

Curta lá, está bem maneiro, modéstia à parte.

Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte prevista para ser votada antes da Copa do Mundo

Notícias dos jornais Folha de São Paulo e Lance sobre o novo texto do Proforte, que institui a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte e a previsão de votação:

Em Brasília, o deputado Otávio Leite (RJ) diz que o texto do Proforte vai ser votado na comissão, “queiram ou não”, até dia 23. Otimista, deputado ainda prevê que a lei deve ser aprovada pelo Senado e sancionada pela presidente Dilma antes da Copa do Mundo.  
Em trânsito no Congresso, o projeto de lei que prevê o refinanciamento das dívidas dos clubes promove uma alteração significativa no modelo atual de administração dos clubes. 
O texto do PL diz que nenhum presidente poderá antecipar receitas de contratos com a TV ou com patrocinadores por um período superior ao de sua gestão. Ou seja, se um cartola tem mandato até 2016, ele só poderá antecipar receitas de contratos até aquele ano. 
Se aprovada, a lei complicará a vida de novos dirigentes, pois diversos clubes já têm contratos adiantados até 2017.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Mogi elimina Pinheiros e avança às quartas do NBB

Uma das maiores zebras da história do NBB.

O Mogi, 12º colocado na fase regular com 14 vitórias e 18 derrotas, eliminou  o Pinheiros, 5º colocado com 20 vitórias e 12 derrotas, e agora enfrenta o Limeira nas quartas de final.

Jogando em casa, a equipe do Mogi fechou a série em 3 x 1, com uma vitória por 86 x 68 na noite desta quinta-feira.

Outra zebra pode surgir na disputa entre São José e Palmeiras. A série está empatada em 2 x 2 e a última partida será em São José dos Campos.

Na outra série, Uberlândia x Franca decidem a sorte também na quinta partida em Minas Gerais.

O Flamengo já tem adversário definido nas quartas: trata-se do Bauru. Passando, enfrenta na semifinal o vencedor de Limeira x Mogi.

Na temporada 2010/2011 do NBB, o Flamengo eliminou o Bauru também nas quartas de final em 3 x 1. Perdeu o primeiro jogo fora de casa e liquidou a série vencendo três jogos seguidos.

Se fosse no regulamento antigo, o adversário do Rubro Negro nas quartas seria o Mogi. Mas como os confrontos estão fixos, o Flamengo acaba tendo que enfrentar um adversário mais forte do que o Limeira, por exemplo, que terminou em terceiro lugar. Isso tudo na teoria, é claro.

- E tinha gente aí zombando da SeleMogi quando derrotou o Flamengo, hein? hehe

- O Sportv com três canais não passou o jogo ao vivo. Cinco mil torcedores lotaram o ginásio, sendo necessária inclusive a força da polícia para impedir que o portão fosse arrombado. Que desperdício, hein, canal campeão?

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Estadual 2014: Flamengo 1 x 1 Vasco


O título de domingo foi no grau: não apaga o vexame da Libertadores e muito menos esconde as carências do time. Pelo menos deu para curtir e comemorar com um gol inacreditável nos acréscimos contra o finado Vasco.

Foi um jogo fraco tecnicamente, porque se por um lado o Vasco mantinha a posse de bola sem levar perigo ao Felipe - Douglas apagado outra vez, do outro o Flamengo era só pernas e zero inteligência. A defesa se fechou razoavelmente bem no primeiro tempo, mas ninguém era capaz de segurar a bola no meio de campo, esperar ultrapassagens pelas pontas, preparar melhor as jogadas. Ótimas bolas sobraram para Paulinho, Éverton e Luiz Antônio e todas foram desperdiçadas. Não tinha ninguém para fazer o contraponto à correria.

Abrindo um parênteses: o Vasco não precisa dessa preocupação toda do Jayme de só jogar por uma bola, de fechar o time todo e buscar na velocidade o gol. O Flamengo tem muito mais time que isso.

No segundo tempo piorou, porque nem as jogadas em contra-ataque o time conseguia realizar. O Vasco também cansou de martelar e o domínio já começava a ficar mais claro para a equipe da Gávea, quando Chicão foi expulso junto André Rocha - que já tinha um amarelo. Era lance tradicional de amarelo, mas o árbitro teria que expulsar o lateral vascaíno.

O Flamengo recuou de vez e o gol do Vasco ficava cada vez mais evidente. Jayme queria tirar o Paulinho acabou tirando o Éverton, quando deveria ter substituído o André Santos. Cada vez mais me convenço que o lugar do Éverton é ali na lateral esquerda. Ele tem mais tato de posicionamento que o André Santos. Este, pelo contrário, por pouco não foi expulso.

Erazo entrou, cometeu um pênalti medíocre. O Vasco rezava pro tempo passar, trocava passes, a torcida vascaína gritava "olé", porém errou um saída de bola pela direita. De lá saiu o escanteio para o incrível gol de Márcio Araújo impedido. Azar, erros de arbitragem acontecem todos os dia.

O título não apaga que o Flamengo para o Brasileirão é uma incógnita: 1) Os dois laterais voltaram depois de muito tempo e logo de cara em dois jogos decisivos. Ambos foram péssimos. 2) Só de velocidade não dá pra viver, a opção precisa ser o Mugni.

Mais do que time, elenco, Jayme precisa decidir qual postura quer da equipe, qual a proposta. Vai jogar como nas duas últimas partidas? Recuado e jogando em velocidade ou com toque de bola? Marcação vai subir ou vai ficar atrás da linha de meio campo?

Elenco para fazer um campeonato tranquilo eu acredito que o Flamengo tenha, mas se quiser brigar pelo título, vai precisar de trazer um volante, um meia passador e um lateral esquerdo.

terça-feira, 15 de abril de 2014

Estatuto modificado: o Flamengo caminha rumo à sustentabilidade olímpica


Foi uma noite histórica para os esportes olímpicos do Flamengo.

Foi aprovada nesta segunda-feira a adequação do estatuto à Lei Pelé. Com esse alinhamento, o clube continuará apresentando projetos para captação via Imposto de Renda e ICMS, além de participar das chamadas públicas e dos convênios com o Ministério do Esporte.

Além disso, está legitimamente apto a participar da partilha dos R$ 130 milhões, oriundos dos 0,5% da loteria, que está parada na conta da Confederação Brasileira de Clubes há três anos. Essa grana será dividida entre os principais clubes formadores de atletas olímpicos do país, o que se discute agora são os critérios para essa divisão.

A oposição, liderada por Leonardo Ribeiro, tentou uma emenda esdrúxula: que 20% de toda receita líquida do Flamengo fosse destinada para os esportes olímpicos, continuando assim a eterna dependência do futebol. Conseguiu apenas dois votos, foi clamorosamente derrotado e levou uma sonora vaia.

(Como seria salutar uma oposição justa e com valores à frente desses tempos amadores que graças a Deus vão ficando para trás)

Foi sem dúvida uma vitória política também. Durante a campanha a atual gestão foi acusada de ser peremptoriamente contrária aos esportes ditos amadores. Quando foi obrigada a encerrar diversas equipes adultas foi um escândalo. Muitos não entendiam, alguns disseram que seria retaliação, mas mesmo assim continuaram o trabalho, apesar da desconfiança dos atletas (que hoje fizeram campanha pela modificação e inclusive estiveram ontem à noite na Gávea), conseguiram as Certidões Negativas, apresentaram diversos projetos e lutaram com toda as forças para um fato inédito: modificação do arcaico estatuto de 1992.

Os esportes olímpicos caminham para a sustentabilidade, impedindo que todo esse custo caia no colo do já combalido do futebol. Vence o Flamengo, vence a tradição, vence o futebol Rubro Negro!

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Votação decisiva para o futuro dos esportes olímpicos do Flamengo hoje no Deliberativo


Antes do post sobre o título estadual mais do que merecido do Flamengo na tarde de ontem no Maracanã: hoje é o dia de votação no Conselho Deliberativo às 19:30h para adaptar o estatuto à Lei Pelé.

No sábado, na Gávea, diversos atletas olímpicos percorreram o clube manifestando a necessidade de adequação do estatuto - que é de 1992, à legislação atual. É questão de sobrevivência.

Manter os esportes olímpicos não é tarefa fácil, torná-lo autossustentável então, missão árdua. Investimento privado é cada vez mais difícil pela pouca visibilidade e retorno e dividir a grana com as Confederações é impossível, restam então aos verdadeiros clubes formadores de atletas a busca por recursos públicos.

É nessa direção que o Flamengo caminha quando conseguiu as tão sonhadas Certidões Negativas na base de muito sacrifício, para ter acesso e apresentar projetos via IR e ICMS, além de participação nos convênios federais e entrar na partilha da grana da Confederação Brasileira de Clubes, os 0,5% de toda loteria esportiva. São mais de R$ 130 milhões parados na conta prontos para serem repartidos aos clubes que apresentarem todas as exigências previstas.

Mas para isso precisa hoje votar a favor da adequação do estatuto à Lei Pelé, para incluir questões básicas que qualquer gestão profissional precisa: limitação do mandado do dirigente (quatro anos), permitida uma recondução, exigência de total transparência, participação de atletas nos diversos órgãos internos, obrigatoriedade de autonomia do Conselho Fiscal e veto ao nepotismo.


CLÁUSULA DE CONFIDENCIALIDADE

Um dos pontos que ainda gera dúvida é a cláusula de confidencialidade, que está na Lei Pelé. É justamente para garantir que os sócios dos clubes tenham posse de contrato, quer dizer: amplia para todos os sócios além dos conselheiros acesso irrestrito aos documentos e informações relativos à prestação de contas, salvo aqueles com cláusulas de confidencialidade, os quais serão passados pelo Conselho Fiscal.

Já os conselheiros do clube não muda nada, pois continuam tendo acesso a todo tipo de contrato e documento, independente ou não ter conter cláusula de confidencialidade.

Os amantes dos esportes olímpicos e de toda tradição Rubro Negra no remo, basquete, natação, ginástica, pólo-aquático, judô, futsal não podem perder essa chance por disputa política, por mesquinhez.

Pela alteração do estatuto do Flamengo à Lei Pelé!