sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Dossiê Liga das Américas de Basquete: conheça os adversários do Flamengo no quadrangular semifinal


Nessa sexta-feira o Flamengo entra em quadra para começar a disputa rumo ao Final Four da Liga das Américas 2015. O primeiro jogo do quadrangular semifinal será contra o Halcones Rojos, do México, às 20h.

Já estão classificados para o Final Four o Bauru e o Pioneros do México. Este grupo acabou sendo o mais fácil, deixando o Rubro Negro no grupo da morte. Isto porque o Regatas Corrientes, que venceu os três jogos da primeira fase, jogou desfalcado do seu principal jogador: Paolo Quinteros, e não conseguiu regularizar a contratação do ex-Fla, Tony Washam, fora outros problemas de condicionamento físico. Já o São José que nem se figura entre os favoritos do NBB e ainda jogou desfalcado de Caio Torres e Rafael Mineiro.

Pioneros chega à final após jogar as duas fases em casa. Semelhante ao Aguada na Liga das Américas passada. Disputou a primeira fase e o quadrangular semifinal no Uruguai, porém no Final Four foi varrido pelo Flamengo.

Aliás, o Rubro Negro precisa ficar em primeiro do seu grupo para só pensar em Bauru em uma possível final, que seria espetacular.

O blog entrou em contato com dois jornalistas argentinos para falar do Peñarol, um jornalista da Venezuela e o próprio treinador do Trotamundos para analisar a equipe venezuelana e um jornalista especialista em basquete latino-americano para destrinchar o Halcones Rojos do México

Foi montado um verdadeiro dossiê sobre os duros desafios do Flamengo nesse grupo semifinal.

Apresentamos aos leitores agora em ordem de confronto:



HALCONES ROJOS

- Por Daniele Mérida

Halcones Rojos de Veracruz é o atual campeão da Liga Mexicana de Basquete e na atual temporada terminou a temporada regular como o primeiro classificado, com 32 vitórias e 8 derrotas, à frente de equipes fortes como Halcones Xalapa, Soles de Mexicali e Pioneiros de Quintana Roo que é um dos qualificados para a Final Four dessa Liga das Américas. 

A equipe liderada pelo treinador porto-riquenho Eddie Cassiano é uma equipa construída para ganhar tudo tanto no México quanto na Liga das Américas. Conta com o ex-NBA Devin Ebanks, que é a figura principal da equipa, cumprindo o papel de sucesso no ano passado, foi outro ex-NBA como Renaldo Balkman. A linha externa do Rojos é uma verdadeira aula de basquete na América Latina, com Paul Stoll, Francisco Cruz, Holloway e David Huertas.

Além de contar com Jesús González, José Gutiérrez e Francisco Benitez, com uma quantidade menor de minutos, mas com bom desempenho.

Rojoso foi o segundo colocado no Grupo C, o grupo mais difícil da primeira fase. Os mexicanos acrescentou duas vitórias e uma derrota e classificados ao lado do argentino Regatas Corrientes, invicto com três vitórias em um grupo com o vice campeão brasileiro e venezuelano: Paulistano Marinos de Anzoátegui.

David Huertas (15,7 pontos) e Francisco Cruz (14,3) foram os melhores pontuadores do grupo realizada na cidade de Corrientes Argentina. Falar em favoritismo da equipe mexicana neste quadrangular semifinal parece difícil dado o elevado nível das quatro equipas participantes.

Líderes estatísticas: Pontos: Devin Ebanks (18,0) e David Huertas (14,8) Rebotes: Devin Ebanks (6.1) e David Huertas (4.8) Assistências: Paul Stoll (4.2) e Tu Holloway (2.9) Minutos: David Huertas (27,9) e Devin Ebanks (27,0)




TROTAMUNDOS, 

- Por Gustavo Aranzana, treinador da equipe:

A equipe do Trotamundos está em construção, pois tivemos muitas mudanças no elenco e os jogadores pouco tempo de treinamento. Na Venezuela são apenas vinte e quatro jogos na Liga Nacional, é um campeonato que estão aquém do ritmo e recursos necessários.

Para ser também a minha primeira temporada no clube de muitas novas idéias e conceitos ainda em processo de assimilação. Propomos variantes forte jogo defensivo e alternativas disciplina tática. No ataque buscamos dinamismo e velocidade e conceitos suficientes em jogo livre e equilíbrio tático.

Nosso problema talvez seja a falta de mais jogos no nosso campeonato e, portanto, falta ritmo de jogo e engajar novos jogadores. Muitos jogadores estão disputando pela primeira vez a Liga das Américas, e será importante para o crescimento e formação. Queremos competir ao mais alto nível e sem renunciar a nada, mas com o conhecimento das dificuldades do alto nível do grupo. O Flamengo para mim é o favorito, muito hábil com grande talento e acostumado a jogar esse tipo de equipe evento, mas um jogo pode acontecer, eu vejo muito perto de todas as equipes.

O jogador Adeleke teve negado seu visto para entrar na Argentina por ser africano e ter o surto de ebola, porém o jogador não pisa há doze anos em seu país. É um revés graça para nós, que não podemos contar com outro jogador para a posição. E vamos contar com Jack Martinez neste torneio, mas sem ritmo de competição e treinos.


- Por Raul Cerdeño, jornalista:

Atualmente a Liga Nacional da Venezuela começou tem apenas duas, que foi fator preponderante para o desempenho de equipe do Trotamundos na primeira fase da Liga das Américas no primeiro turno, com apenas quatro jogos da pré-temporada e enfrentou adversários difíceis como Bauru, Capitanes de Arecibo de Porto Rico e o anfitrião Patriots Boyaca da Colômbia. Depois de despachar o anfitrião Patriots com um resultado de 98 x 88, teve a tarefa difícil de medir forças contra o favorito absoluto de Bauru, diante de quem sucumbiu 92 x 68, tudo foi decidido na rodada final. Em um desafio eletrizante a equipe derrotou Capitanes de Arecibo por 66 x 61, com a peça chave para Dwight Padrón, que anotou 20 pontos.

A principal fraqueza da nossa equipe é a falta de jogos no campeonato venezuelano. Foram apenas quatro jogos até agora com três vitórias e uma derrota. Além de não contar com a revelação da temporada passada, o ala armador Miguel Ruiz, a quem a equipe ainda não chegou a um acordo financeiro.

Outra incógnita é o jogador Clarence Matthews, que não explodiu totalmente e está fora de ritmo, com média de apenas 10,5 pontos e 4,8 rebotes.

Os pontos fortes é contar com umo exigente técnico espanhol Gustavo Aranzana, baseado no jogo de tipo europeu (de dentro para fora), os venezuelanos têm as peças para executar perfeitamente ordens do treinador. Uma das principais armas é o armador mais rápido David Cubillan, com média de 17,3  pontos, 2,5 rebotes e 6,5 assistências, outra de suas melhores armas será Robert Glenn que é atualmente o segundo maior pontuador, com 16,3 pontos e 5,5 rebotes.

Felizmente a equipe vai contar com dominicano Jack Martinez. Uma queda significativa é a ausência inexplicável de Kenny Adeleke, jogador nigeriano recém contratado e que não teve seu visto aprovado para entrar na Argentina, que argumentou que tem um aviso ou proibição de entrada para todas as pessoas com ascendência africana, em virtude do surto de ebola naquele continente, mesmo sem pisar em seu país a mais de 10 anos. Se o Mundial de Basquete fosse na Argentina os africanos não poderiam jogar? A FIBA ​​deveria agir para impedir a restrição de participação de um jogador chave para a equipe venezuelana.




PEÑAROL

- Por Juan Estevez, jornalista:

Peñarol tem sido parte da grande história da Liga dos Américas, desde a própria criação do torneio, tendo o primeiro edição do mesmo, em 2007, no México, e repetindo a conquista dois anos mais tarde, desta vez no Sports Mar del Plata. Portanto, vendo a equipe liderada Fernando Rivero desde o ano passado (Era Sergio Hernandez, que ganhou tudo com o Peñarol e hoje treinador novamente a Seleção Argentina) na corrida semifinal, Não surpreendeu, por qualquer meio. Embora possam existir alguns adversários mais fortes da competição, os marplatenses têm um objetivo clara: levar o título.

Peñarol é o último campeão da Liga Nacional da Argentina, atualmente está em segundo lugar na Conferência Sul com um recorde de 20 vitórias e 11 derrotas. No entanto, está longe de seu ideal físico. Para começar, há várias semanas que não podem contar com Fabian Sahdi, peça importante na base e que não chegará em sua plenitude física.

Para aumentar a rotação e dar alguns minutos para Alejandro Konsztadt, a direção contratou para este torneio Reger Dowell, que chega com um histórico de bom atirador, mas ele realmente uma incógnita. Outros jogadores Justin Giddens, Leo Gutierrez, Adrian Alejandro Diez Boccia tiveram problemas físicos no passado recente, mas todos se recuperaram e vão jogar no fim de semana.

Além de sua história e experiência neste tipo de competição, as maiores virtudes deste Peñarol passar por sua capacidade defensiva e física. A equipe tem a segunda melhor defesa da Liga Nacional, liderada por verdadeiros especialistas esse aspecto como Konsztadt, Boccia, Diez, Martín Leiva ou jovem Franco Giorgetti. Além disso, quando em sua plenitude física, o par Boccia-Giddens é muito forte no perímetro, apesar de nenhum dos os dois é um jogo de tiro natural, são muito perigosos quando atacam perto do garrafão.

E como esquecer Leo Gutiérrez? Isso vencedor singular que fez história como o jogador com mais títulos na Liga Nacional e sua mão quente na linha de três.

Pontos negativos e que ao contrário do que tinha sido a identidade do Peñarol nos últimos cinco ou dez anos, esta é uma equipe sem muita força nos chutes de longa distância. Dos cinco titulares, Gutiérrez é o único atirador puro. Uma escolha dos rivais do Peñarol tem sido uma defesa zona para evitar a sua superioridade física no garrafão e forçá-los a chutar de fora, e nem sempre são capazes de tirar proveito.

Não há dúvida, a partida que todos aguardam é o esperado duelo com o Flamengo. Não só como a última campeão e um dos verdadeiros gigantes do basquete sul-americano, mas também pela presença de argentina Nicolas Laprovíttola e Walter Herrmann, com um importante passado para a nossa concorrência.

Enquanto lado para os outros dois rivais, todos os olhos da Argentina serão depositados no confronto com os cariocas.

Finalmente, temos de falar sobre uma situação particular em relação ao estádio onde a praça será disputada, as "Ilhas de Esportes Malvinas ". O mesmo estava sendo usado por uma dança Aquatic chamado "Stravaganza" nos últimos meses e, embora já deixou a cidade de Mar del Plata, tornou danificado o campo jogo, com muito do que cheio de água, manchas de água ou diretamente, quebrou. Por esta altura, 37 trabalhadores do clube trabalhar horas extras para tentar colocar no chão em posição de um torneio desta magnitude.


- Por Martin Escalante, jornalista:

Peñarol se prepara para jogar sua quinta Liga Américas (ganhou os títulos de 2008 e 2010) como um objetivo principal, não só para ser campeão continental, mas porque o grande sonho do clube é jogar a Copa Intercontinental contra o campeão da Euroliga.

Apesar de ter perdido sua estrela Facundo Campazzo para o Real Madrid, Peñarol montou uma equipe competitiva. Com uma equipe uniformemente, dez jogadores em que todos possam assumir a responsabilidade. Tenha um reforço: Reger Dowell (1,85-23 anos), para ajudar Alejandro Konsztad na rotação.

Peñarol também depende muito do quarteto, Adrian Boccia, Justin Giddens, Leo Gutierrez e Martin Leiva, que estão liderando a equipe. Ambos recuperaram de algum desconforto físico porque nos últimos 12 dias, o campeão argentino apenas jogou um jogo. Nesta temporada, o conjunto de Fernando Rivero teve muitas lesões que geraram algumas derrotas inesperadas, mas apesar disso é a segunda no Sul (20-11).

Os pontos fortes do Peñarol são a sua defesa e experiência para fechar jogos difíceis. Os pontos fracos são: quando o adversário joga uma partida em ritmo lento, sem velocidade e os lances livres, apenas 59% de aproveitamento na Liga Nacional.

Flamengo é o grande time a ser batido para marplatenses, não só por suas figuras como Marcelinho, Walter Herrmann, Nicolás Laprovíttola, Jerome Meyinsee e pelo resto de sua grande seleção, mas também por ser o atual campeão e por ser um dos clubes maior do continente.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Copa do Brasil 2015 - 1ª Fase: Brasil de Pelotas 1 x 2 Flamengo


Geralmente os primeiros jogos da Copa do Brasil são tranquilos e a recepção em se tratando de Flamengo é sempre positiva.

Porém, dessa vez, todo ambiente criado antes do jogo era de que seria um duro adversário, que chegou a liderar o campeonato gaúcho vencendo o Grêmio, e uma torcida que fazia do estádio um caldeirão.

Realmente o estádio tem essas características, mas o Flamengo soube se comportar de forma consciente durante a partida.

O jornal gaúcho Zero Hora disse que o Rubro Negro jogou com espírito de Libertadores: o ambiente era de final de Libertadores. O problema para os gaúchos é que o Flamengo entrou para jogar como Libertadores, e o Brasil, não. Tirando os cinco primeiros minutos, quando ainda estava empolgado, e os cinco finais, quando já estava desesperado, o Brasil assistiu ao time de Luxemburgo desfilar um futebol classicamente carioca, com toque de bola e cadência.

Luxemburgo mudou a característica do time exclusivamente para esse jogo. Jogou apenas com o Marcelo de referência para velocidade e escalou dois atacantes de toque de bola: Alecsandro e Eduardo da Silva. E com os três volantes, sendo dois que sabem trocar passes.

O Flamengo em nenhum momento permitiu que o jogo se incendiasse. Nem pressão inicial sofreu. A torcida adversária pouco se manifestou durante os noventa minutos, tudo isso graças a muito, mais muito toque de bola principalmente antes do meio de campo e com aceitação do Brasil de Pelotas que nem ousava avançar a marcação.

Marcelo foi o melhor do time. Além da força física e boas arrancadas, conseguiu com pouco espaço de campo bons dribles e criou claras situações de gol, mesmo jogando isolado.

Apesar de algumas chances na entrada da grande área, todas isoladas pelos atacantes, a equipe gaúcha não ofereceu perigo ao Paulo Victor, a não ser nos minutos finais. A escolha do Cáceres foi justificada pelo forte volume de cruzamentos do Brasil de Pelotas. Acertaram uma bola na trave, o goleiro Rubro Negro saiu esquisito em alguns lances, em outras a zaga tirou, mas no último minuto a defesa do Flamengo não conseguiu cortar e acabou levando o gol que obrigou a ter a segunda partida aqui no Rio.

Jonas fez sua estreia e foi interessante, precisa jogar mais para ser avaliado. E Luiz Antônio que nem vinha ficando no banco nos últimos jogos, entrou pela direita. Podem ser boas opções para o Luxemburgo.

Flamengo consegue mais R$ 2 milhões para investir em seus esportes olímpicos


Foi divulgada nessa quarta-feira a classificação final dos projetos avaliados pela Confederação Brasileira de Clubes, que administra e partilha recursos da Lei Pelé destinados aos clubes formadores.

O Flamengo vai receber quase dois milhões para investimentos em participação de seus atletas olímpicos em competições estaduais, regionais e nacionais.

Este segundo edital previa a distribuição de R$ 57 milhões, porém como o teto por projeto era de R$ 2 milhões e cada clube só apresentou um projeto, sobraram R$ 32 milhões que devem ser liberados em outros editais.

Com os R$ 5,4 milhões recebidos em três projetos aprovados no primeiro edital, o Flamengo agora soma R$ 7,4 milhões para investir em estrutura e participação de seus atletas nas competições.

Mais uma grande vitória Rubro Negra!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Ótimas notícias: o Flamengo renasce na natação

Nos últimos dias de 2012 o Flamengo anunciava o encerramento de sua equipe adulta de natação. A decisão foi muito contestada. "Retrocesso e só se interessam por futebol" eram escutados aqui e ali.

Escrevi aqui no blog que a decisão era acertada. A equipe adulta custava R$ 3 milhões por ano, o clube não tinha estrutura para treinamento físico e muito menos uma piscina compatível com os excelentes atletas que possuía.

Com salários atrasados, a atleta Daynara de Paula ficou apenas um ano na Gávea, se transferiu para o Sesi e desabafou: 
Eu estava infeliz lá, a estrutura não era boa. A estrutura que o Sesi-SP apresentou é melhor que a do Flamengo. Meu contrato acabava no dia 31 de dezembro. No início do mês, já comecei a ver o que fazer.

Patrícia Amorim assim que foi eleita reativou a natação do Flamengo contratando o treinador do Pinheiros Marcos Veiga e acertando com César Cielo, Nicholas dos Santos e Henrique Barbosa.

Para o então diretor de marketing Harrison Baptista, o risco de trazer esses reforços era calculado:
É por isso que nós estamos correndo um risco ao fechar com atletas antes de termos todos os parceiros definidos, mas corremos um risco calculado. Estamos dando um passo de cada vez e fazendo a coisa de uma maneira em que a receita possa cobrir. Começamos colocando todo mundo em dia, levando o esporte para o momento zero. A partir daí, iniciamos um projeto para decolar. Estamos começando a crescer, mas com um planejamento calculado.

A ex-mandatária afirmava que o mercado estava em ebulição com a contratação de César Cielo:
Já fui ao mercado, que está em ebulição. Agora vou encontrar os patrocinadores e não vou dizer que tem um projeto de trazer um grande nome. Já trouxemos. Vou dizer a eles que o investimento no Fla ficou mais vantajoso.

Em editorial publicado neste blog, Alex Pussieldi, treinador e comentarista do Sportv, alertava que o Flamengo não podia errar novamente na gestão olímpica, como fez no final da década de 90.
Patrícia Amorim começa uma nova gestão cumprindo o que havia prometido. A re-estruturação dos esportes olímpicos e em especial a natação que é a primeira a ser organizada. Ela, junto com outra nadadora, Cristina Callou, estão a comandar o novo Flamengo. Flamengo que precisa aprender com os seus erros do passado e evitar os mesmos problemas que praticamente destruíram anos e anos de glórias no clube. As contratações de atletas em salários e promessas jamais cumpridas e o esquecimento por completo das categorias inferiores são erros que deixaram profundas marcas e levaram o clube a atual condição.

O blog cobrava as promessas de patrocínio que foram prometidos:
A presidente Patrícia Amorim disse logo depois que acertou a contratação do Trio de Auburn, que na mesma semana seriam anunciados os patrocínios para a natação e para os esportes olímpicos, mas estamos chegando chegando a quase um mês da contratação das estrelas das piscinas e nenhum anúncio foi confirmado. O blog torce pelo sucesso dos esportes olímpicos, mas deixa claro que é necessário que seja feito tudo com zelo, com planejamento, para não ter atrasos de salários e quebra de confiança com os atletas olímpicos.

Nada aconteceu, o futebol precisava bancar os esportes olímpicos e para quem acompanhava os déficits olímpicos em cada balanço financeiro não poderia esperar outra coisa a não ser os tristes cortes.

A atual gestão resolveu inverter o processo: primeiro se estrutura, depois pensa em ter equipe adulta e grandes nadadores. Primeiro reforma a academia, depois reconstrói com o que tem de mais moderno em parque aquático e só então vai começar a contratar reforços.

A base está sendo montada. E já no ano que vem com uma piscina super moderna e uma ótima academia, o Flamengo voltará a disputar os campeonatos com equipe sênio. Tudo ao seu tempo.

O ótimo Alex Pussieldi esteve na Gávea nesta semana e foi só elogios em seu blog ao bom momento da natação Rubro Negra.

Confira trechos:
Preciso ser honesto e dizer que quando a nova diretoria do Flamengo fechou a equipe principal do clube, fui um dos mais céticos com relação ao futuro dos esportes aquáticos no clube. Passados dois anos da nova diretoria do clube, a dívida milionária até persiste, mas foi atualizada e diminuída em grande escala. O Flamengo tirou as certidões negativas de débito ganhando direito aos projetos da Lei Pelé e teve três projetos aprovados com a chancela da Confederação Brasileira de Clubes. 
Estive no clube, visitei as instalações, conversei com dirigentes e treinadores, fiquei impressionado com a nova sala de musculação dos esportes olímpicos, um maquinário incrível. Lá estava a equipe petiz fazendo um circuitão, agora maquiado com o belo nome de funcional. Gostei demais de ver todos os jovens nadadores devidamente uniformizados de Flamengo. Um dirigente me disse, "se não estiver uniformizado, nem entra na sala". 
O momento é bom. Para 2015, o Flamengo resistiu aos ataques, não perdeu ninguém. Isso mostra sustentabilidade, mas com os pés no chão. São poucos os nadadores que recebem ajuda de custo, um número ainda menor do que no ano passado. A intenção é continuar crescendo, mas sem nunca perder este controle. 
Salário em dia nunca foi e nunca será qualidade de qualquer empregador, mas em se tratando de natação carioca sempre foi um problema. No Flamengo, isso não é problema há muito tempo. Com a nova piscina no segundo semestre, a equipe senior deve voltar em 2016, o Flamengo trabalha para brilhar na natação brasileira, mas sem fazer as loucuras que já fez no passado e terminou da forma como todo mundo sabe.

Confira o vídeo:

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Bom Senso FC: "O financiamento das dívidas não sai sem as contrapartidas"

No começo da discussão o projeto de refinanciamento das dívidas dos clube se chamava Proforte, pois incluiria como contrapartidas investimentos em esportes olímpicos. A chance disso acontecer era zero, pois eram obrigações subjetivas para os clubes e muitos destes se quer formaram um único atleta olímpico na vida.

O Proforte foi enterrado e surgiu então Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Foram oito meses meses de discussão em comissões, reuniões e tentativa de colocar o projeto em pauta para ser deliberado pelo Congresso. Nada aconteceu.

O governo enterrou a LRFE, assumiu a responsabilidade de fechar um texto que financia as dívidas dos clubes com contrapartidas claras e rígidas e promete apresentar via Medida Provisória, que tem força imediata de lei, porém precisar ser convertida em Lei de fato pelo Congresso em no máximo 60 dias, renováveis por mais 60. Caso contrário a pauta é trancada até que a Medida Provisória seja apreciada.

A promessa e de que até a primeira quinzena de março a MP seja assinada pela presidente. Veremos.

O blog entrou em contato com Ricardo Borges Martins, Diretor Executivo do Bom Senso FC para destrinchar o assunto. Confira:


- Diversas reuniões foram realizadas entre Bom Senso e clubes, porém nunca conseguiam chegar a uma pauta mínima. Quais os pontos de divergência e consenso?

Existe sim algum nível de consenso entre BSFC e clubes. De maneira geral, todos defendem que o refinanciamento seja acompanhado de contrapartidas que obriguem os clubes a adotar novos parâmetros de gestão. As divergências são com relação a quais serão esses critérios. Nós do BSFC defendemos por exemplo, um limite de 70% ao custo de futebol, ou seja, uma espécie de teto salarial que impediria os clubes de gastarem mais de 70% do seu orçamento com a folha de seu departamento profissional de futebol. Os clubes - em sua maioria - são contrários a isso.

Existem divergências também com relação ao modo de fiscalização. O BSFC defende que as entidades de administração do esporte (CBF e federações, no caso do futebol) precisam criar órgãos que fiscalizem as finanças dos clubes e sejam capazes de punir desportivamente os clubes inadimplentes; defendemos que essa obrigatoriedade conste na lei. Já muitos clubes argumentam que as entidades de administração não precisam de uma lei para fazer tal fiscalização.

Mas há sim consensos. Como exemplo, vale citar que tanto clubes quanto o BSFC acreditam que é necessário refrear a antecipação de receitas de mandatos futuros.


- Já foi sinalizada pelo governo a inclusão de contrapartidas no financiamento. Pelo diálogo que o Bom Senso está tendo com o governo, o que já está concretizado, fechado mesmo, de contrapartidas / punições?

Sim, o refinanciamento não sai sem contrapartidas. Essa é a palavra do Governo com o BSFC e com a sociedade. Clubes e dirigentes que não paguem seus tributos, que sejam recorrentemente deficitários e, principalmente, que não paguem o salário de seus profissionais (incluindo aqui o direito de imagem), serão rigorosamente punidos. Resta ver, no entanto, de que maneira a lei deve articular os critérios e as punições.


- O Regulamento Geral da CBF instituiu o fair play financeiro. Ainda são linhas gerais. Como o grupo enxergou esse gesto da Confederação?

A bem da verdade, a CBF publicou isso de última hora como uma sinalização ao governo federal para que sancionasse o artigo 141 da MP 656/13, artigo que refinanciava a dívida sem nenhuma contrapartida. Lembrando sempre que se a CBF assim o quisesse, o fair play financeiro já teria sido implementado. O grande receio da CBF é ser engessada por uma lei federal. Como a indicação da CBF ainda é muito vaga, isto é, não prevê de forma clara "como será punido um clube que descumprir determinado critério por tanto tempo", ainda não dá para dizer que fair play financeiro é esse que eles têm em mente.


- A Comissão que vai avaliar o cumprimento da legislação é um dos pontos mais importantes, a meu ver, para a efetivação da LRFE. Evidente que esse Comitê precisa ficar longe dos mandos da CBF e do seu braço jurídico, o STJD. Como estão sendo as conversas sobre essa ponto.

Sem dúvida esse ponto é crucial. A ideia original é a criação de um órgão independente, formado por atletas, treinadores, dirigentes e membros técnicos na área de finanças e direito, que fosse custeado pela CBF, mas cujas decisões fossem autônomas e diretamente vinculadas ao regulamento das competições. A grande dificuldade para criação de um órgão com tais características é conseguir impor sobre a CBF ou sobre as federações a a obrigatoriedade de sua criação, sobretudo uma vez que os beneficiários do refinanciamento são os clubes e não as entidades de administração. Este é um dos grandes empecilhos técnicos ao avanço da LRFE.


- O Bom Senso continua sendo a favor de impor 80% da receita dos clubes com gastos com o futebol? A imposição de déficit não seria suficiente? Não poderia correr o risco dos clubes optarem por impor um teto salarial como resposta?

Na verdade, a ideia original é de 70%. Acreditamos que a margem de 30% não apenas garante o orçamento para o pagamento de suas dívidas (mesmo que a longo prazo), mas também cria incentivos para investimento nas categorias de base, em infraestrutura e até mesmo em outras modalidades. Os clubes de futebol com gestões mais sérias já trabalham com uma meta parecida de orçamento. Na prática, o limite ao custo de futebol pode por si ó ser considerado um teto salarial, mas em vez de ser fixo e individual é relativo ao orçamento do clube e coletivo.


- Aqui no Rio vivemos uma situação delicada onde a FERJ / Eurico de forma autoritária instituiu um tabelamento de ingressos para afetar diretamente os sócios torcedores de Flamengo e Fluminense. Na primeira rodada do Estadual apenas o Flamengo, além da FERJ, não pagou para jogar. Como o Bom Senso enxerga essa situação aqui no Rio?

Caro André, embora pessoalmente eu possa responder a essa pergunta. Não posso falar pelo movimento sobre temas em que não houve discussão e consenso dentro do grupo. Peço desculpas.


- O Flamengo conseguiu suas Certidões Negativas, conseguiu aprovação do seu estatuto para adequar à Lei Pelé, recebe receita governamental para investir em seus esportes olímpicos, reduziu seu déficit trabalhista, foi premiado como o clube mais transparente de 2014, teve superávit e com muito custo vai mantendo suas contas em dia. O Flamengo é a prova de que ter uma gestão séria e profissional é possível?

Sem dúvida. O trabalho de Eduardo Bandeira de Mello e sua equipe são elogiáveis sobre esse ponto de vista, assim como a sua postura sempre aberta ao diálogo com os atletas e membros do BSFC.


- É possível estender essas exigências de gestão, transparência para as Federações e Confederações?

Algumas sim, outras não. O fair play financeiro tem como foco os clubes, mas nós temos trabalhado na LRFE para estabelecer critérios claros sobre a chamada gestão temerária, para que dirigentes tanto dos clubes quanto das entidades de administração prezem por uma gestão transparente e responsável.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

NBB 2014/2015 - Flamengo 103 x 78 Macaé


O Flamengo conquistou a sexta vitória consecutiva no NBB, em partida que marcou o bom retorno de Marcelinho Machado à equipe. Jogando no Tijuca o Rubro Negro derrotou o Macaé por 103 x 78.

Seis atletas terminaram com mais de um dígito na pontuação. Marquinhos fez um ótimo segundo tempo e foi o cestinha com 22 pontos (4/5 bolas de três).

Marcelinho voltou na humildade: acertando lances livres, sofrendo falta antidesportiva, dando assistência e aos poucos foi tentando suas bolas de três. Em cinco chutes, três acertos.

Muito boa a partida do Felício. Em 18 minutos, além dos 13 pontos pegou 8 rebotes. Olivinha quase chegou ao double-double: 11 pontos e 9 rebotes.


O JOGO

O Flamengo começou o primeiro quarto com uma surpreendente bola de três de Meyinsse, que colocou o time na frente com 8 x 4. Fernando Mineiro, um dos principais atacantes do Macaé, com três faltas logo no início teve que ser substituído.

Mas apareceu o bom João, que matou todas as bolas que tentou (9/9), além do sempre infernal americano Jamaal, e o adversário passou a frente.  De 16 x 15 viraram para 22 x 16, fechando o primeiro quarto.

No segundo quarto José Neto começou com três jogadores vindos do banco: Benite, Gegê e Felício. O Flamengo não se encontrava e amassava o aro. Com a metade do quarto já disputado, a equipe só tinha marcado cinco pontos. O Macaé abriu 29 x 21 e obrigou o treinador da Gávea a pedir tempo.

Benite voltou da parada com a mão calibrada: matou duas bolas de três seguidas, porém o adversário respondia à altura com uma bola de três e cesta mais falta, impedindo o Flamengo de encostar no placar: 35 x 27.

Novas trocas: entraram Herrmann e Marcelinho nos lugares de Olivinha e Marquinhos e finalmente a equipe da Gávea se impôs em quadra. Com cinco pontos seguidos de Felício e Gegê o time cortou a diferença para 35 x 33, obrigando Macaé a paralisar o jogo.

De nada adiantou. Marcelinho marcou seus primeiros pontos nesse retorno e empatou a partida: 37 x 37. Herrmann também marcava seus primeiros pontos para colocar finalmente o Flamengo a frente do placar: 39 x 37.

A sequência foi avassaladora. Marcelinho sofreu antidesportiva, Herrmann matou uma bola de três e Benite anotou oito pontos no quarto. Foram 13 pontos seguidos para o elenco Rubro Negro ir pro vestiário com 46 x 37 no placar.

No terceiro quarto Neto começou com aqueles que mudaram o rumo da partida: Gegê, Benite, Marcelinho, Herrmann e Meyinsse.

Benite continuava insuportável. O Flamengo abriu 12 x 5 no quarto com oito pontos do ala-armador. Com um favorável 58 x 42 no placar, eis que surge o incrível Jamaal anotando sozinho dez pontos seguidos entre bolas de três e lances livres e colocando o Macaé novamente na partida: 58 x 52.

A vantagem chegou a ser de quatro pontos: 65 x 61. Neto voltou a parar o jogo e o Flamengo reagiu com sete pontos seguidos. O Macaé tentou impedir a reação Rubro Negra parando também a partida, porém na volta Marcelinho matou sua primeira bola de três e Felício com dois lances livres fecharam o quarto em 77 x 63, fazendo o torcedor respirar aliviado.

O quarto final começou com show de Marcelinho matando duas bolas de três e colocando o Flamengo com 10 x 0 no placar. Marquinhos anotou duas bolas de três e colocou 16 x 03.

Com dois lances livres de Meyinsse o Flamengo chegou ao placar centenário: 100 x 76. Os juniores ainda jogaram alguns minutos e fecharam a partida em 103 x 78.

Agora rumo ao quadrangular semifinal da Liga das Américas.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Campeonato Carioca 2015: Madureira 1 x 1 Flamengo


O Flamengo empatou com o Madureira jogando fora de casa por 1 x 1 e perdeu a liderança, em partida válida pela 6ª rodada da Taça Guanabara.

Luxemburgo estreou com uma formação nova: três volantes e três atacantes. Na verdade era um Cáceres fixo, Canteros mais à frente e Márcio Araújo de típico meia. Deu certo até por volta dos 30 minutos.

Ao contrário dos outros jogos, o Flamengo começou disposto a resolver o jogo logo no começo. Com o trio de volantes leve, a marcação começou avançada. Márcio Araújo era o destaque outra vez: procurava espaço, fazia boas tabelas com Éverton, acertava bons passes verticais e perdeu uma ótima chance. O Madureira acertou a trave. O Rubro Negro também. Em uma dessas marcações avançadas, quase marcou.

Mas tudo desmoronou quando o time levou o gol. O Flamengo não soube reagir bem. Canteros insistia em lançamentos descalibrados e Marcelo estava irreconhecível escondido atrás dos zagueiros.

Cáceres fazia uma péssima partida. Dos 14 passes do primeiro tempo, errou 10. Sem contar os erros de posicionamento. Não faz sentido voltar ao esquema do ano passado: espero que Jonas esteja sendo preparado e estreie rapidamente e, apesar do meu desgosto, Luiz Antônio nas partidas em que entrou jogou bem e poderia ser novamente testado.

Na volta do vestiário Luxemburgo voltou com Eduardo da Silva no lugar de Gabriel. Mas estranhamente Marcelo continuou sumido, dentro da área e o brasileiro-croata jogou mais aberto. Não deu pra entender.

O Flamengo foi pro abafa. Mas criava pouco. Conseguiu seu gol com Bressan em lance duvidoso. O empate terminou justo.

Serão dois jogos importantes e decisivos nesta semana. O ano começa verdadeiramente a partir de agora. E o preparativo não foi nada bom.

Estadão: "Flamengo supera fase de mau pagador e é o campeão dos editais"

Ótima reportagem do Estadão neste domingo que revela um Flamengo campeão dos editais da Confederação Brasileira de Clubes após superar a fama de mau pagador.

No primeiro edital, o clube conseguiu aprovação de três projetos totalizando R$ 5,4 milhões e que vão atender a oito modalidades.

O Flamengo já foi habilitado para participar do segundo edital que distribuirá R$ 57 milhões. A classificação dos projetos serão divulgados na próxima sexta-feira.

Confira trechos da reportagem:

Com o histórico de mau pagador, os cariocas só voltaram a ter a certidão negativa de débito em 2013 - antes disso, não tinham acesso a nenhum recurso público. Essa mudança de status permitiu, entre outras coisas, que o clube fosse o "campeão" da primeira chamada pública da CBC, com três projetos aprovados no valor de R$ 5,4 milhões, que vão atender a oito modalidades. 
Vice-presidente de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa explica que o Flamengo decidiu interromper um "círculo vicioso" e limpar seu nome na praça na gestão do presidente Eduardo Bandeira de Mello.  
"Poderíamos ter continuado empurrando com a barriga, alimentando esse círculo vicioso, porque a pressão em um clube de futebol é muito grande. Com o dinheiro da Adidas (contrato de patrocínio válido por dez anos, assinado no fim de 2012), poderíamos ter contratado jogadores e montado um supertime. Mas decidimos pagar nossos credores oficiais (governos) e ter o nome limpo." 
Póvoa se orgulha em dizer que é o único time de futebol que tem mantido o esporte olímpico, apesar das dificuldades: "É quase um milagre". O clube deve atingir uma meta importante: ter 100% das modalidades olímpicas financiadas com verba própria, sem depender do futebol.

A reportagem completa está aqui.