quinta-feira, 24 de julho de 2014

Walter Herrmann por detalhes para fechar com o Flamengo. Clube planeja contratação pontual para o Mundial e NBA


O pivô Walter Herrmann está por detalhes para fechar contrato com o Flamengo. Conversei com uma pessoa próxima do empresário do atleta que confirmou que as negociações avançaram e devem ser concluídas nas próximas horas. E a mesma fonte me disse que a chance de Augusto Lima acertar com o Flamengo é zero, infelizmente.

Campeão olímpico em 2004 com a seleção argentina, Herrmann tem 35 anos e foi eleito o MVP da última temporada da Liga Argentina pelo Atenas, anotando ótimos 22,4 pontos por jogo e média de 7,1 rebotes.

Em entrevista ao jornal O Globo, o vice-presidente de esportes olímpicos Alexandre Póvoa afirmou que quer fechar o elenco o Flamengo em julho e quer mais dois jogadores para a temporada mais importante da história Rubro Negra:

"Agora, dentro do nosso orçamento, a prioridade para 2014/2015 é trazer um nome de impacto e mais um atleta. O principal seria um jogador de força, que pode ser um pivô ou um ala, possivelmente do exterior".

A novidade é que o Flamengo planeja um grande reforço pontual para a disputa do Mundial e das partidas da NBA, que podem ser três jogos e não dois, como previsto:

"Pode ser que para estes jogos do Mundial e com os times da NBA, possamos trazer mais um atleta."

O orçamento subiu da casa dos R$ 6 milhões para R$ 7,5 milhões.

Presidentes dos clubes se reúnem nesta sexta-feira com a presidente

Coluna Painel Futebol Clube da Folha de São Paulo informa que os presidentes dos clubes vão se reunir nesta sexta-feira com a presidente Dilma pedindo urgência na aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal:

Clube dos 12. Dilma Rousseff marcou para amanhã às 11h uma reunião com os clubes para tratar da situação do futebol nacional. O encontro, em Brasília, será com presidentes de 12 agremiações: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Botafogo, Flamengo, Inter, Grêmio, Atlético-MG, Bahia, Coritiba, Santa Cruz e Paysandu. Os cartolas vão usar a reunião para pedir urgência na aprovação da lei de refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes. 
Terra arrasada. Os dirigentes pretendem expor à presidente Dilma o cenário caótico das finanças do futebol. "Os clubes não têm mais dinheiro. A situação é essa. Não vou esconder nada na reunião", afirma Vilson Ribeiro, presidente do Coritiba e chefe da comissão de clubes constituída pela CBF. 
Tema... Para conseguir aprovação rápida do projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que refinancia a longo prazo as dívidas dos clubes, os cartolas vão propor à presidente que o texto foque apenas este ponto. E que outros temas que estavam no texto, como a liberação de apostas, sejam analisados em outro PL. 
...único. O mesmo pensamento vale para os itens que tratavam da CBF. Na visão dos clubes, a taxação sobre os contratos de patrocínio da entidade, que constava no PL, deve ser apreciada posteriormente também.

No Flamengo que dá errado: Luxemburgo volta à Gávea. Bateu o desespero!


Eu duvido que em condições normais o presidente Eduardo Bandeira de Melo aceitaria ter Luxemburgo como treinador, a antítese de toda cartilha propalada pela diretoria.

O problema é que a corda esticou demais, a inércia tomou conta e os velhos caciques voltaram à tona e pressionaram por medidas drásticas para tentar tirar o Flamengo da lanterna do Brasileirão. É o preço por todo vácuo administrativo no futebol dessa gestão.

Luxemburgo pode até dar certo e fazer um campeonato digno - o problema sempre é depois disso, mas tê-lo no futebol significa assumir todo o pacote Luxemburgo: não só ser o treinador, mas ser o gestor, o empresário, o negociador, o manager, o organizador da pré-temporada com o amigo-empresário de Londrina. Não duvido que Felipe Ximenes deixe o Flamengo em breve.

A preocupação agora é tirar o Flamengo da lanterna, evitar a desgraça e que se dane a eleição no ano que vem. Infelizmente precisava ser ou o Luxemburgo ou o Tite. Com todo dissabor que sinto, não enxergo outro treinador casca dura para fazer a limpa e o serviço que não fora feito durante o intervalo da Copa.

Sai Ney Franco sem conseguir uma mísera vitória. Sem apresentar evolução após trinta dias de treino. Mantendo os mesmos jogadores que colocaram o time nessa situação. Sem ter o respaldo da diretoria. Chega Luxemburgo, que conseguiu em 2011 colocar o Flamengo na Libertadores, melhor campanha Rubra Negra dos últimos quatro anos. Se não fosse a sequência sem vitórias poderia ter ganho aquele campeonato.

Domingo tem o clássico contra o Botafogo. Vamos ver como organiza o time no treino desta quinta-feira. Uma vitória e as nuvens negras podem dar um tempo da Gávea.

No Flamengo que dá certo: Jade Barbosa volta à Gávea


O fim da equipe adulta de ginástica foi uma bomba na cabeça de toda comunidade olímpica, assim como o fim da natação e a despedida de César Cielo e toda equipe. Os imediatistas de plantão não entenderam o corte, entretanto, bastava apenas olhar o déficit no balanço financeiro para entender a necessidade de todas as ações feitas.

Pois bem, passado um ano e meio, a atleta Jade Barbosa voltou ao Flamengo. O ginásio incendiado será inaugurado em setembro com os novos equipamentos doados pelo COB e a equipe Rubro Negra que é a base da seleção brasileira poderá voltar aos treinos na Gávea.

O Clube ainda trabalha para construir uma nova arena para o judô, um ginásio para o basquete e remontar uma nova equipe de natação para os campeonatos nacionais.

É o que informa o site Globo Esporte.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O adeus de Shilton. O basquete da Gávea mais uma vez auto-sustentável. O mercado da bola laranja


Como já era esperado, o pivô Shilton não renovou com o Flamengo, apesar do desejo do treinador José Neto. "Shiltão da Massa", como ficou conhecido pela turma basqueteira, conquistou dois brasileiros e uma Liga das Américas pelo Rubro Negro.

A decisão ao meu ver foi acertada: foi uma temporada bem fraca. Alguns podem alegar que fazia o jogo sujo, a porrada dentro do garrafão, mas suas inúmeras faltas ofensivas e sua pouca técnica em baixo da cesta atrapalharam demais o Flamengo.

Pelo menos ficou marcado pelo rebote salvador na final do NBB contra o Paulistano. Assim como o Coloneze ficou conhecido como o pé de Deus pela conquista da Liga Sul-Americana, Shilton também entrou pra história emocionante do basquete pegando aquela bola decisiva nos segundos finais.

Que seja feliz, nosso Shiltão da massa!


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Essa saiu no Máquina do Esporte. O Flamengo teve aprovado pelo Governo do Rio o projeto de R$ 8 milhões via ICMS para o basquete. É um Incentivo Fiscal Estadual, ao contrário da Lei de Incentivo Fiscal que abrange o país todo via Ministério do Esporte. Na temporada passada o clube fechou com a TIM, a expectativa é de que a "renovação" aconteça.

A SKY e a Estácio já patrocinam o basquete Rubro Negro.



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No mercado do basquete, o Bauru levou a sério essa história de montar uma seleção e fechou com o ala-pivô Jefferson William, ex-São José. Ele chega para substituir o argentino Fabian Barrios, que já tinha assinado a renovação com a equipe paulista, porém teve que voltar para a Argentina por problemas familiares.

Jéfferson teve uma média de 14,5 pontos e 9,8 rebotes no último NBB.

E segundo o jornalista argentino Pablo Tosal, Walter Hermann tem uma boa oferta de algum time brasileiro e deve assinar contrato nas próximas horas. O argentino foi o MVP da Liga Nacional Argentina.

Será que vem pra Gávea?

sábado, 19 de julho de 2014

"Bom Senso Futebol Clube" tem como objetivo pegar a CBF e, para isso, coloca a faca no pescoço dos clubes

Agora está claro: o "Bom Senso Futebol Clube" está pouco interessado com a situação financeira dos clubes. Seu grande objetivo é democratizar a CBF, ampliar seu colégio eleitoral, nem que para isso custe a falência daqueles.

Em artigo na Folha de São Paulo desta sexta-feira, o jogador Paulo André, um dos líderes do movimento, revelou que pediu à presidente Dilma para não aprovar a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte como está proposta:

"Nas últimas semanas, antes da derrota brasileira, os grandes clubes de futebol fizeram lobby por uma audiência com a presidente Dilma para pedir que o projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE) seja aprovado com urgência. 
(...) 
O Bom Senso se antecipou e, no encontro anterior com a presidente, em maio, fez um apelo: "Não aprove a LRFE do jeito que está. É preciso aproveitar a oportunidade e exigir dos clubes, em contrapartida pelo parcelamento da dívida (dinheiro público), a regulação e a democratização do estatuto da CBF, limitando o mandato dos dirigentes a quatro anos com apenas uma recondução, dando voz e direito de voto aos atletas, treinadores, árbitros e demais clubes filiados à entidade. Essa diversidade permitirá abordar todas as dimensões e interesses do futebol brasileiro". 

É uma vistão distorcida e completamente míope. A aprovação da LRFE não encerra a discussão de democratizar a CBF, pelo contrário, força a profissionalização dos clubes, obriga-os a cumprir o pagamento mensal com o governo e ainda manter em dia os impostos correntes apresentado as Certidões Negativas de Débito, sendo até passível de rebaixamento o clube devedor de salário. Os dirigentes também não podem antecipar receitas que ultrapassem o limite do seu mandato, sendo responsáveis pessoalmente pelos prejuízos que causarem às instituições e têm seus mandatos limitados. Em suma, tornam os clubes independentes das Confederações e Federações, mais fortes e oxigenados financeiramente e administrativamente, e podem, portanto, cobrar destas que cumpram as mesmas regras rígidas e duras a que são obrigados. Ou formar sua Liga, independente da CBF.

Exatamente como disse Pedro Trengrouse, professor da FGV, em comissão sobre o assunto em Brasília:

"Nós vivemos hoje um momento de CBF rica e clubes pobres, de federações ricas e clubes pobres. No Rio de Janeiro, agora, no campeonato estadual, nos 120 jogos da primeira fase, os clubes tiveram um prejuízo acumulado de 500 mil reais, enquanto a federação arrecadou, nesses mesmos jogos em que os clubes tiveram prejuízo, 800 mil reais. Para a federação foi lucrativo, mas para os clubes não foi. 
Então, Deputado Otávio Leite, é preciso que todos estejam no mesmo barco. Se as certidões negativas de débito são importantes para a participação dos clubes nas competições e se a verificação dessas certidões deve se dar pelas federações e pela CBF, que estas sejam responsáveis solidariamente pelas dívidas que agora ajudam a controlar e ajudar a pagar. Mesmo porque, o dinheiro do futebol brasileiro hoje vem se concentrando nessas entidades e não nos clubes. E, se estamos todos no mesmo barco, que tenhamos todos a mesma responsabilidade. Eu quero ver se daqui para a frente nós vamos ter federação dizendo que o problema de gestão é só dos clubes, quando, na verdade, nós fazemos parte do mesmo sistema, e eles são tão responsáveis quanto os clubes. "

O tom da coluna de Paulo André demonizando os clubes é bem ruim. Ele simplesmente coloca a conta de todos os males causados pela CBF ao futebol nas costas dos clubes, que estão sendo literalmente chantageados: ou nós ajudam a pegar a CBF ou a Lei de Responsabilidade não será aprovada e vocês vão continuar com o pires na mão. Ficou feio.

Paulo André afirma ainda que "o projeto é frágil ao tentar garantir que os clubes estejam realmente em dia com suas obrigações fiscais e, principalmente, trabalhistas". Está equivocado. Os clubes precisam manter suas obrigações fiscais correntes em dia apresentado as Certidões Negativas; assim como precisam manter os salários em dia de atletas e funcionários. Onde está a fragilidade da lei?

Do projeto atual do deputado Otávio Leite, se aprovado nestes termos, já será um enorme avanço para o futebol brasileiro. O "Bom Senso" está dando um tiro no pé ficando do lado oposto daqueles que pagam altíssimos e cada vez mais valorizados salários. Que tal criar um teto salarial no futebol brasileiro, será que topam?

E o zagueiro encerra de forma patética sua coluna: "Os clubes, a CBF e a bancada da bola estão no ataque. Nosso time conta com você para virar esse jogo". Desculpe, Paulo André - que agora virou o paladino da referência e gestão administrativa, a torcida está com os clubes.

sexta-feira, 18 de julho de 2014

"Estive lá e a impressão foi pior ainda", por João Duarte

O amigo e parceiro deste blog, João Duarte, esteve lá em Macaé no jogo de ontem e conta que ao vivo a situação lhe pareceu bem pior.

Confira:

Antes de Paulinho sair com lesão o time jogava na pratica com 3 linhas. A primeira, tinha Wallace aberto na direita e Samir na esquerda, no meio Chicão e Recife (que subia um pouco mais para compor a linha do meio campo em algumas jogadas). Quando o time recuava, Leo e André Santos voltavam às laterais e os 3 zagueiros centralizavam, com o Recife indo a frente dar o primeiro combate. No meio campo outra linha de 4 com Leo e Andre santos nas pontas e Elano e Recife. Na frente, Everton pela direita, Paulinho na esquerda e Alecsandro centralizado.

O problema é que a linha central ficava na linha do meio campo enquanto a outra ficava na altura da área, deixando um buraco enorme no nosso meio campo. As nossas únicas jogadas eram os "lançamentos" de Elano ou uma eventual subida dos alas. O Everton ainda voltava pra tentar criar alguma coisa, mas claramente sem competência para isso. Com Elano errando tudo e os Laterais sem vontade alguma, simplesmente não criávamos nada e víamos um buraco entre meio e ataque. E pra piorar, quando um pegava a bola, os outros se afastavam ao invés de chegarem para dar opção de jogada.

Mas a coisa que mais me preocupou foi ver o banco de reservamos no final do jogo. Enquanto o do time paranaense estava todo de pé, pedindo o fim do jogo, o do Flamengo estava inteiro sentado, resignado. Parecia que a derrota já era certa, ninguém ali parecia ter esperança de um empate ao menos, ou ninguém parecia se importar... Dentro de campo a mesma coisa, nenhum jogador pedia a bola, nenhum gritava com o outro tentando corrigir algo.

O time é ruim, mas da pro gasto. Taticamente está perdido, mas da pra achar. Mas o time não quer. E se não quer, não temos chance.

Brasileirão 2014: Flamengo 1 x 2 Atlético-PR

O que de pior se temia, aconteceu: Ney Franco teve 30 dias à disposição para colocar em campo um time minimamente competitivo e o que se viu foi terrível.

O Flamengo perdeu mais uma no Brasileirão, o treinador ainda não conseguiu a primeira vitória e segura a lanterna do Brasileirão. O futuro é sombrio: o próximo jogo será contra o Internacional fora de casa e, calculando pelo último campeonato brasileiro, o Rubro Negro vai precisar de pelo menos 50% de aproveitamento a partir de agora para não acontecer o maior vexame da sua história.

Todo aquele discurso pós-jogo contra o Cruzeiro não surtiu efeito. Pelo visto Ney Franco não tem capacidade de afastar os veteranos e jogadores lentos do time, então é papel da diretoria assumir a responsabilidade e limpar o elenco, se não querem tirar o Flamengo da galeria honrosa dos clubes que nunca foram rebaixados.

Não dá pra contar com André Santos, com Elano de segundo volante. Éverton já pode jogar de lateral, porque tem feito péssimas partidas. Felipe já havia falhado no lance anterior ao primeiro gol. Ele que foi afastado, ganhou a titularidade na última semana de treino. Lucas Mugni bem ou mal tem que ser o titular, ou o Flamengo vai continuar abusando das ligações direta pro ataque?

A boa análise feita pela turma do "Sócios pelo Flamengo" concluiu que ficou um buraco no meio de campo na quarta-feira, obrigando Alecsandro a voltar toda hora para tocar na bola. Falha corrigida apenas com a entrada do Luiz Antônio e do próprio Mugni.

Além de Canteros, Eduardo da Silva foi contratado. Bolaños também estaria certo. São bons reforços, mas o melhor reforço mesmo seria o afastamento de atletas que "não estão nem aí pra porra nenhuma", segundo revelação do próprio Ximenes antes do intervalo da Copa.

Ney Franco já pode comandar a barca, de preferência com os mesmos jogadores que colocaram o Flamengo nessa situação, sendo premiados com a titularidade na estreia.