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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Patricia Amorim e o que pensa o novo presidente da CBF sobre 87

Qual a posição do novo presidente da CBF sobre o Brasileiro 87? É a pergunta que corre dentro da Gávea, segundo a Folha de SP nessa segunda-feira.

Além disso, na possível nova organização do Clube dos 13, o Flamengo só deveria fazer parte e aceitar o Sport lá, se este considerar o Flamengo legítmo campeão brasileiro de 87 e o Sport como campeão brasileiro do Módulo amarelo. Não pode repetir o erro quando aceitaram o time pernambucano em 95 sem nenhuma contrapartida.


Segue a informação:

Satisfação. Patricia Amorim sofre pressão dentro do Flamengo para inquirir José Maria Marin sobre o imbróglio envolvendo o título Brasileiro de 1987.

Condição. Ala da diretoria flamenguista prega que o clube deve se opor a Marin na CBF caso o dirigente não demonstre publicamente que o campeão de 87 foi realmente o Flamengo. Patricia Amorim deve pedir um encontro com o cartola para saber sua posição sobre o assunto.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Koff poupou aliados de assinar o contrato com a Rede TV

Aliados de Fábio Koff no Clube dos 13 não assinaram contrato com a Rede TV, a vencedora da licitação. Já com os rebeldes, Koff usou procurações para assinar o contrato. O risco, é que esses clubes podem acabar tendo que pagar a multa pela rescisção com a Rede TV.

É o que informa a coluna da Folha de São Paulo dessa quinta-feira:

Na Globo, executivos perguntam por que os aliados de Fábio Koff, São Paulo, Atlético-MG e Atlético-PR, foram poupados de assinar o contrato com a Rede TV! se ele era, de fato, tão vantajoso.

Cartolas questionam se a não anuência desses clubes pode ser um jeito de não precisarem arcar com multa com a Rede TV!, incluída no contrato, se ele não for cumprido.

sábado, 26 de março de 2011

Clubes divulgam comunicados oficiais contra o Clube dos 13

Saiu hoje nos principais jornais do Brasil um comunicado oficial assinado por Flamengo, Grêmio, Coritiba, Botafogo, Vasco, Bahia, Vitória, Sport e Cruzeiro garantindo que não deram qualquer procuração ao Clube dos 13 para negociar os direitos do Brasileirão em seus nomes e que não reconhecem o suposto contrato assinado com a Rede TV.

Durante a semana, Michel Levy, vice-presidente financeiro, disse que o Flamengo não pegou nenhum empréstimo com o Clube dos 13 e que a cota de 2011 ainda não tinha sido esgotada. Depois, o Procurador Jurídico Rafael de Piro, afirmou que o clube enviou uma revogação expressa da procuração ao C13 no início do mês. Ou seja, só se revoga algo que havia sido concedido, logo existiu a procuração, mas foi revogada, na visão dos clubes.

Como o clima lá no Vasco anda meio tumultuado pelas eleições em junho, a oposição, comandada por Pedro Valente e Eurico Miranda, soltou o documento com a assinatura de Roberto Dinamite e a tal procuração autorizando o Clube dos 13 a negociar as transmissões de 2012, 2013 e 2014 como garantias pelo empréstimo, revogada depois, veja aqui.


E aí? Será que uma procuração assinada pelo próprio presidente do clube, pelo presidente do C13 e pelo banco privado, que fez parte dos tais empréstimos, pode ser anulada por uma nota de jornal, por uma carta? Será que os empréstimos foram realizados? Será que a Patrícia Amorim assinou a mesma procuração?

São questões importantes a serem respondidas, e como na Gávea os poderes fiscalizadores andam alinhados com a diretoria, e a oposição sumiu, aliás, que só mandava carta aberta e bradava por alguma coisa quando o Zico estava lá, a situação não anda sendo muito questionada.

A briga com certeza vai parar na justiça. E diga-se como Fábio Koff anda valente, poderia ter sido antes, contra seu aliado Juvenal Juvêncio, que pegou a Taça de Bolinhas, pisando na história do Clube dos 13.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Clube dos 13 amarra dissidentes com procuração assinada pelos dirigentes

Essa situação com os Clube dos 13 e os dissidentes está começando a preocupar. Fábio Koff tem em mãos procurações para negociar e assinar contratos de direitos de transmissão em nome dos clubes.

Tudo porque os dirigentes precisavam de empréstimos, e nomeou o Clube dos 13 como procurador para representá-los em tudo quando compreenda os direitos de qualquer natureza, sobretudo de natureza financeira, com autorização de transmissão das partidas do Brasileirão de 2012, 2013 e 2014.

E ainda, os clubes reconhecem, validam e delegam poderes irrevogáveis a todos os atos praticados pelo Clube dos 13 como se por ele próprio (clube) fora realizado. Essa foi a condição para que as linhas de créditos fossem negociadas com os bancos privados.

Esse acordo foi firmado em dezembro de 2010 e janeiro de 2011 com o Flamengo, Botafogo, Coritiba, Cruzeiro, Bahia, Vitória, Grêmio, Guarani, Sport e Inter. Portanto, contratualmente, o Clube dos Treze tem direito de assinar o contrato de televisionamento em nome dos clubes acima listados.

Santos, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Goiás, Grêmio, Sport, Vasco e Vitória já assinaram com a Globo. A novela vai ter mais capítulos, e eu espero que tanto a Globo quanto os Clubes tenham soluções para sair dessa amarra que o Clube dos 13 está preparando.

A solução como leigo no assunto, seria quitar de uma vez a dívida com as luvas que a Globo vai pagar ainda esse ano, depois da assinatura do contrato, ou tentar negociar com os bancos privados pelos próximos quatro anos.



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No Flamengo, a oposição e os poderes do Clube não se movimentam tão claramente. Já no Vasco, até pelo fato da eleição está próxima, em junho, Pedro Valente e Eurico Mirana prometem muito barulho, e afirmam que Roberto Dinamite e sua diretoria vão responder na Justiça por esse prejuízo.

O problema lá é que eles não aceitam que o Flamengo receba mais que o Vasco. O valor da transmissão deve até dobrar, mas a distância entre os rivais com certeza vai aumentar, isso deixa os cruzmaltinos enlouquecidos.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Record contra-ataca. Globo oferece R$ 100 milhões para o Flamengo

Quando parecida tudo encaminhado para a Globo fechar com os principais clubes, inclusive com o Grêmio já anunciando que assinou com a Globo o pacote completo por R$ 47 milhões e mais R$ 30 milhões de luvas pelos próximos quatro anos de contrato, eis que surge a bomba da Record na noite de ontem.

Segundo a proposta registrada em cartório, R$ 100 milhões foram oferecidos a Corinthians e Flamengo e apenas para TV aberta. Um valor surreal e que coloca a pressão pra cima dos dirigentes e ameaças jurídicas tanto pra cima dos clubes quanto para a TV Globo.

A novidade também é a nova organização da divisão de cotas. Sem o Clube dos 13, a Globo já definiu os novos grupos. Flamengo e Corinthians ficam no primeiro topo, Santos, que antes ficava isolado em segundo, se junta aos "rebaixados" Vasco, Palmeiras e São Paulo. Roberto Dinamite e Arnaldo Tirone não aceitam, querem continuar a receber o mesmo que Flamengo e Corinthians. Mas era um risco previsível quando resolveram sair do Clube dos 13.

Saiu hoje no Painel da Folha de São Paulo:

A TV Globo apresentou contrato de transmissão do campeonato ao vice-presidente do Flamengo, Hélio Paulo Ferraz. Como ele é próximo da família Marinho, dona da emissora, a presidente Patrícia Amorim preferiu substituí-lo nas negociações pelo vice-presidente de finanças, Michel Levy. O pacote, com pay-per-view e mata-mata, chega a "impressionantes R$ 100 milhões", diz Leonardo Ribeiro, presidente do conselho fiscal do clube. Levy aguarda também proposta da Record.

Não deu pra entender esse "mata-mata", mas enfim, o pacote foi de R$ 100 milhões, o mesmo valor que a Record ofereceu apenas para a TV aberta. Outro detalhe, a proposta da Globo não ficou restrita a diretoria, mas já chegou aos poderes do Flamengo, estão bem alinhados mesmo. Essa briga não terá fim, tão cedo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Para complicar mais: Record não vai participar da licitação do Clube dos 13

No meio dessa confusão de interesses financeiros e políticos que a briga pela transmissão do Brasileirão se tornou, essa saída da Record da licitação promovida pelo Clube dos 13 não deu pra entender.

Era a chance de a emissora fazer uma proposta monstruosa e colocar os dissidentes na parede publicamente. Era essa também a expectativa do Fábio Koff. A Record justificou que com o quadro atual não há convicção de que a proposta vencedora tenha os direitos de transmissão dos jogos de todos os clubes.

A verdade é que ela não quer servir de teto. Não quer que sua oferta sirva de parâmetro para os clubes pedirem mais da Globo. Escondeu seus valores e suas propostas, vai mesmo pro embate corpo a corpo com os clubes.

Agora, é ruim pros outros times que dependem dos grandes para levarem sua bolada milionária. Será cada um por si.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Clube dos 13 divulga quanto cada clube poderá ganhar com a licitação

Saiu no Lance: o Clube dos 13 divulgou quanto cada clube poderá ganhar se confirmar participação na licitação para a venda dos direitos de transmissão. Fábio Koff adiantou esses números antes do cronograma original, com objetivo de pressionar os presidentes dissidentes, e claro, mexer nas negociações individuais com as emissoras.

Primeiro grupo: Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo, receberiam R$ 84 milhões por ano.

Segundo grupo: Santos, receberia R$ 72 milhões por ano.

Terceiro grupo: Fluminense, Botafogo, Bahia, Cruzeiro, Inter, Grêmio e Atlético-MG, receberiam R$ 60 milhões por temporada.

Bom, questionam tanto que Flamengo e Corinthians podem formar um Barcelona e Real Madrid, mas não questionam a hegemonia paulista pela divisão da grana. Os três paulistas estão no primeiro grupo, e o Santos sozinho e absoluto no segundo grupo, enquanto Flu e Botafogo fazem parte do terceiro escalão.

Isso explica a união dos clubes cariocas, menos a participação do Vasco, que está entre os clubes dissidentes. Pedro Valente e Eurico Miranda, opositores de Dinamite, questionam o porquê dessa dissidência, que poderá ser útil ao Flamengo e Corinthians e ruim para o Vasco. Para o Flu e Bota, o objetivo é igualar ao Santos, que desgarrou do terceiro grupo naquela época do Diego e Robinho.

Agora seria interessante saber qual a proposta da Globo. O que ela oferece, além da ampla divugalção, e da força no ibope. Bem ou mal, essa guerra que a Record abriu pelos direitos de transmissão, e detalhe, ainda apenas para a TV aberta, serviu para os clubes valorizarem ainda mais seu produto. Essa é a hora dos clubes crescerem, com a Globo fragilizada e ameaçada.

E mesmo com o processo da licitação sendo bem feito, essa negociação corpo a corpo, na mesa entre clubes e emissoras, poderá ser mais útil. Analisando cada oferta, cada proposta da concorrência, cada linha de contrato, e buscando condições melhores entre os grupos atuais da divisão pela cota do Clube dos 13.

domingo, 6 de março de 2011

Record parte pra cima e vai cobrir qualquer oferta da Globo

A Record colocou seu bloco na rua e partiu pra cima dos clubes com seu poderoso corpo a corpo financeiro. A Folha de SP informou hoje que a emissora já sentou para negociar individualmente com 11 clubes, não se sabe se os clubes do Rio tiveram esse encontro.

Segundo informou a coluna Sonia Racy do Estadão, a emissora já conseguiu seis patrocinadores para fechar sua oferta financeira com os clubes e afirmou: o que a Globo oferecer, a Record vai cobrir. Ou seja, vão enviar sua proposta para o edital aberto pelo Clube dos 13, e os envelopes serão abertos na sexta-feira dessa semana e também vão negociar individualmente. Literalmente: vão para a guerra contra a Globo.

A Record aposta na pressão financeira. Além de apresentarem as cifras, que devem ser milionárias, vão encaminhar a proposta para o Conselho Deliberativo de cada clube, tudo isso para constranger os dirigentes a aceitarem a proposta da emissora paulista. Com a proposta escancarada para conselheiros, sócios e torcida, não haverá como os presidentes negarem o valor superior ofertado.

A emissora deverá também enviar as propostas também para o Cade, com o intuito de, caso algum clube aceite a proposta que não for a maior financeiramente, haja um questionamento do motivo.

Não é suficiente provado que a melhor oferta é aquela que paga mais. A questão é muito mais ampla que um simples maior valor do cheque, como a exposição, questões técnicas, segurança no contrato, tecnologia, ibope, ou seja, é muito mais do que "quem vai pagar mais".


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A Globo também apresenta suas armas brancas. O ibope, somado as pressões dos patrocinadores preocupados com a pouca visibilidade do seu produto, são pautas constantes da emissora carioca. Dados do campeonato baiano são colocados sempre em discussão:

Em 2008, primeiro ano que a TV Itapoan (afiliada da Record) passou a exibir o torneio a audiência dos jogos ficou em 13,73 com share de 27,12%. Os modestos índices preocuparam os dirigentes locais que trocaram uma audiência de mais de 20 pontos da Globo pelos encantos financeiros da rival.

Em 2009, os números apresentaram um crescimento pequeno: atingiu 15,87 de média e share de 32,64%.

Em 2010, último ano do acordo, os dados sofreram uma queda significativa, tornando-se a pior média da história do Campeonato Baiano. Foram apenas 12,35 de média e 26,95% de share. Bastou isso, para que os dirigentes voltassem atrás a fim de uma segunda chance com a Globo.

Em 2011, de volta à TV Bahia (afiliada da Globo), a audiência do torneio está em 21,41 de média e 49,87 de share até agora. Um crescimento de quase 50%. O enfoque é: não troque o certo pelo duvidoso.

Depois do carnaval, vésperas da abertura dos envelopes da licitação, as notícias dos bastidores da negociação pegará fogo.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Quando vão questionar Miguel Aidar, Koff e Juvenal?

Não há maior contradição: Carlos Miguel Aidar, ex-presidente do São Paulo, e fundador do Clube dos 13 em 87, agora briga pela Taça das Bolinhas como advogado do tricolor paulista.

E a imprensa se cala. Ou melhor, tratam Fábio Koff e Juvenal Juvêncio como líderes da resistência ética contra a CBF. Ainda, como se fosse uma briga do bem contra o mal, da bruta CBF contra os moçinhos valentes. Ora, quando vão questionar a postura moral de Miguel Aidar, o fundador do Clube dos 13?

Quando vão questionar Fábio Koff e Juvenal Juvêncio?

Não ligo para a Taça das Bolinhas, mas será lindo ver o presidente do São Paulo devolvendo-a para a Caixa Econômica Federal, com aquela cara de bobo alegre. Zetti e Rogério Ceni poderiam fazer companhia, para que não deixe seu presidente passando vergonha sozinho. Hoje, o STJ negou o pedido do São Paulo, ou seja, uma eventual decisão da CBF ou do Judiciário, não ofenderia a coisa julgada no caso de 1987.




"É certo que houve uma conciliação, mas o chamado Clube dos 13 conseguiu o que queria, mesmo participando da Copa Brasil organizada pela CBF: os treze e mais três clubes formarão o módulo verde, uma espécie de primeira divisão do futebol brasileiro e vão jogar entre si, sem que haja cruzamento com os integrantes do módulo amarelo. O acordo foi feito ontem à noite, na CBF."

quarta-feira, 2 de março de 2011

Agora é a hora de Fábio Koff ser valente. Ou, momento derradeiro para o Flamengo

Fábio Koff na hora de ser valente, foi muito bem, ameaçou de levar ao conhecimento do torcedor o quanto os clubes dissidentes poderiam, teoricamente, perder, caso não considerassem a possível proposta milionária da Record.

Bom, agora é a hora do Fábio Koff provar que quer um Clube dos 13 forte e unido, ou até quando vai ficar afogando as mágoas nos ombros de Juca Kfouri?

Vamos lá Koff, o dito parceiro do Fla, acione o conselho de ética e coloque o Sport no seu devido lugar, ou seja, fora do Clube dos 13. Porque, parceiro que prejudica parceiro, segundo as regras internas da instituição, basta levar a questão pro conselho de ética, levar a votação dos outros clubes e pronto, o membro pode ser expulso.

E o São Paulo, vai continuar com a Taça de Bolinhas sem uma mínima palavra contrária de Fábio Koff? Pelo contrário, os dois seguem como aliados e Koff segue guardando a vaga para Juvenal Juvêncio na cadeira de presidente.

Vamos Koff, seja valente agora. Ou só és quando lhe convém?

Agora é hora do Flamengo também elevar o tom da briga. Tem todo direito de pedir lealdade ao Fábio Koff e fazer valer a palavra do Clube dos 13 em 1987, colocando assim, nos eixos aqueles que se opõem.

O Flamengo está com a faca e o queijo não mão e não tem nada a perder. Se enquadrar Sport e São Paulo, será uma bela vitória política, de fato, se não dê certo, motivos não faltarão para continuar com sua política de independência do Clube dos 13.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Clubes aguardam a proposta da Record, mas querem ter a Globo como plano B


Por mais que os quatro presidentes dos clubes do Rio adotem um discurso de insatisfação e de que a instituição não os representa, apesar de seus clube continuarem filiados à instituição, existe dentro do clube que pensa o contrário.

Segundo a Folha de São Paulo desse sábado, o presidente do conselho fiscal do Flamengo, Leonardo Ribeiro, quer o rompimento imediato do Clube dos 13 e a montagem de uma liga com 16 clubes. Ele sugere um turno único com 15 datas e um mata-mata com mais seis datas.

Sobre a disputa pelos direitos de transmissão, Leonardo Ribeiro acredita que, fazendo leilão dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro, pode dobrar a receita e chegar perto de R$ 90 milhões anuais.

A Globo está fora da licitação do Clube dos 13, que deve ter como vencedora a Record quando os envelopes forem abertos dia 11 de março. O que está claro é que os clubes querem ter um plano B, porque ao mesmo tempo aguardam a tentadora proposta da Record, querem depois, com esse valor definido da licitação, sentar com a Globo e negociar, o que na prática invalidaria a determinação do CADE em impedir a Globo de ter a última palavra do negócio, mas como o Clube dos 13 não representa mais os clubes, essa determinação cai por terra.

Citadini: "O sistema do Clube dos 13 é injusto e igualitário".

Bom texto de Roque Citadini, que já foi vice-presidente de futebol do Corinthians, em seu blog, sobre a justa reivindicação de Flamengo e Corinthians pela maior cota da televisão, apesar do Palmeiras exigir a mesma cota que o seu rival.

Postura contrária aos clubes do Rio, que concordam que o Flamengo receba a maior cota, mas querem uma redistribuição entre os outros componentes do Clube dos 13.

Citadini considera imperfeita e injusta a distribuição do dinheiro entre os participantes do campeonato. Que com sistema quase igualitário de distribuição, Flamengo e Corinthians recebam valores iguais aos de Vasco, Palmeiras e São Paulo, e muito próximo de todos os outros times, e que a luta deveria ser para aumentar a remuneração dos valores e alterar a regra de distribuição.

Sobre as regras do edital lançado pelo Clube dos 13, o ex-vice-presidente do time paulista, afirma que a TV aberta transmitirá três jogos por rodada. Ora, se querem uma distribuição igualitária do dinheiro, deveria dizer que todos os clubes terão o mesmo número de partidas transmitidas, porque, deixando para a emissora escolher quais jogos serão exibidos, ficará clara a escolha inicial por Corinthians e do Flamengo.

Ou seja, se a distribuição da grana é igualitária, a dos jogos também deveria ser. Mas o Clube dos 13 é esperto, e, na venda, oferece à TV o direito de escolha dos jogos que quiser, enquanto na partilha do dinheiro segue regra igualitária.

E ainda, sobre o pay-per-view, Citadini disse que o torcedor é obrigado a comprar pacotes de todos os jogos, quando a opção de compra deveria ser apenas dos jogos do seu time, assim, cada clube arrecadaria na proporção das partidas que vendesse, mas neste caso, teria que mudar a legislação do direito de arena, o que pode acontecer.

Só para se ter idéia, o ranking da venda de pay-per-view em 2010 foi: Flamengo em primeiro, com 15,13%, Corinthians em segunda com 14,20% e só depois aparece o São Paulo com 9,87%.

O dilema é grande: voltar para o Clube dos 13, mas com o sistema de distribuição alterado, o que eu acho impossível que todos os outros clubes aceitem essas novas regras, ou negociar em separado mesmo e, infelizmente, não chegar a um acordo devido todas as particularidades.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A briga pela redistribuição das cotas de televisão

Por mais que tenha um pano de fundo político, a briga hoje é muito mais financeira do que política, afinal, já foi descartada a criação de uma liga de clubes sob a benção de Ricardo Teixeira. O interesse não é criar duas ligas, mas reorganizar a porcentagem da fatia entre os clubes.

O fato é que o Corinthians e os quatro do Rio não aceitam mais a divisão atual de cota de televisão.Corinthians e Flamengo querem ganhar uma porcentagem maior do que a destinada a São Paulo, Palmeiras e Vasco.

Segundo o blog do Perrone, os dissidentes até admitem assinar contrato com a mesma tv do Clube dos 13, mas não querem que a instituição as represente, porque assim terá que aceitar a distribuição atual, por isso acreditam que conversando separadamente como o caso do Corinthians, ou em bloco como o caso dos times cariocas, eles consigam arrancar um valor maior da atual distribuição.

É justa essa briga? Claro que é, não significa que estão agora do lado de Ricardo Teixeira, mas querem um novo equilíbrio de forças.

Mas o presidente do Atlético-MG, o espertão, não aceita e promete briga: "Se eu souber que a emissora está pagando mais para o Corinthians separadamente não assino o contrato”.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O fim do Clube dos 13 se aproxima

Na eleição do Clube dos 13, Patrícia Amorim fechou o voto com o Fábio Koff contra Kléber Leite e CBF, na época muitos questionaram que ela perdeu a chance de finalmente ter 87 reconhecido, muitos desses esquecendo que seria vergonhoso mudar o voto e aceitar a chantagem do Ricardo Teixeira para levar a Taca de Bolinhas.

Como fizeram, por exemplo, Palmeiras e Botafogo, que mudaram de voto após receberem um empréstimo, que foi liberado misteriosamente às vésperas da eleição.

Agora, com todo o mercado pelos direitos do Brasileirão fervendo, e todo o clima ruim no Clube dos 13, o mistério é por que da CBF reconhecer 87 agora, justamente quando acontece o desmantelamento do Clube dos 13.

Tentando entender, acredito que o Flamengo pediu ajuda, queria saber quem seria seu aliado por 87. O C13 se calou, a CBF foi lá e abraçou o Rubro Negro.

Pior para o Clube dos 13, melhor para a CBF e para a Globo.

O Clube dos 13 rachado, caminha para seu fim com as possíveis saídas de Flamengo e Corinthians, e puxando outros clubes juntos.

Ainda segundo o comunicado, o Diretor Jurídico da CBF afirmou que não poderia deixar de reconhecer o título do Flamengo diante de novos argumentos apresentados pela Patrícia Amorim. Legal, mas porque demorou tanto tempo para a CBF reconhecer o que é tão claro? Que argumentos tão contundentes foram esses para, finalmente, Ricardo Teixeira reconhecer a Copa União?

Espero que da mesma forma a Patrícia não se vendeu na eleição do C13, não tenha feito nenhum acordo, nenhuma negociação obscura para ter o reconhecimento da CBF.

Agora, queria ver a cara agora do Juvenal Juvêncio, que pegou a Taça de Bolinhas com sorriso no rosto porque apenas a palavra da CBF era que importava. E agora?