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quinta-feira, 20 de abril de 2017

Sobre o verdadeiro campeão brasileiro de 1987: Clube de Regatas do Flamengo

No insuportável assunto sobre o campeão brasileiro de 87, qualquer decisão judicial vira irrelevante diante do que se viu dentro de campo. Reconhecer ou não pouco significa em função do fato histórico.

Parece insuficiente explicar que a CBF não tinha dinheiro para organizar o campeonato brasileiro daquele ano, que os clubes se organizaram e formaram uma liga, que a competição foi um sucesso de patrocínio, televisão e público, que a CBF tentou intervir para uma mudança absurda do regulamento, prevendo o cruzamento entre os finalistas da série A e B para o verão de 1988, que nenhum dos clubes aceitou essa decisão, que não foi uma escolha isolada do Flamengo, visto que nem o Inter decidiu participar daquele quadrangular patético

Quem ergueu a taça de campeão foi o Flamengo, quem comemorou o título brasileiro foi a Nação Rubro Negra. Comemorar decisão de Tribunal é tão vergonha alheia que chega a constranger.

O que mais impressiona nessa história são os próprios clubes que se uniram em 1987 para formar o então Clube dos 13, que disputaram os jogos contra o Flamengo pela série A e agora não reconhecem o que acordaram.

Há exceções. Paulo Odone, presidente do Grêmio, afirma que a decisão de não disputar o quadrangular não foi apenas do Flamengo, mas uma decisão dos clubes, que se rebelaram contra a CBF naquele ano:


Por fim, dois pontos: horrorosa a cobertura do jornal O Globo sobre a decisão do STF.


Comparativo com o jornal paranaense, Gazeta do Povo:


Que ainda contou com uma marretada pesada, finalizando com: "O Sport que fique com o rótulo, o Flamengo tem a fama".


Tirando um ou outro, nenhum dos clubes que disputou o campeonato de 1987 teve a decência e honra de pronunciar a favor do verdadeira campeão daquele ano. Porém, depois choram que o Flamengo só pensa nele, que não pensa nos co-irmãos, que só pensa nas cotas de televisão. E espero que seja esse o caminho, pois, tudo que puderem fazer para diminuir o Rubro Negro, os adversários farão.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

O fim do Clube dos 13 se aproxima

Na eleição do Clube dos 13, Patrícia Amorim fechou o voto com o Fábio Koff contra Kléber Leite e CBF, na época muitos questionaram que ela perdeu a chance de finalmente ter 87 reconhecido, muitos desses esquecendo que seria vergonhoso mudar o voto e aceitar a chantagem do Ricardo Teixeira para levar a Taca de Bolinhas.

Como fizeram, por exemplo, Palmeiras e Botafogo, que mudaram de voto após receberem um empréstimo, que foi liberado misteriosamente às vésperas da eleição.

Agora, com todo o mercado pelos direitos do Brasileirão fervendo, e todo o clima ruim no Clube dos 13, o mistério é por que da CBF reconhecer 87 agora, justamente quando acontece o desmantelamento do Clube dos 13.

Tentando entender, acredito que o Flamengo pediu ajuda, queria saber quem seria seu aliado por 87. O C13 se calou, a CBF foi lá e abraçou o Rubro Negro.

Pior para o Clube dos 13, melhor para a CBF e para a Globo.

O Clube dos 13 rachado, caminha para seu fim com as possíveis saídas de Flamengo e Corinthians, e puxando outros clubes juntos.

Ainda segundo o comunicado, o Diretor Jurídico da CBF afirmou que não poderia deixar de reconhecer o título do Flamengo diante de novos argumentos apresentados pela Patrícia Amorim. Legal, mas porque demorou tanto tempo para a CBF reconhecer o que é tão claro? Que argumentos tão contundentes foram esses para, finalmente, Ricardo Teixeira reconhecer a Copa União?

Espero que da mesma forma a Patrícia não se vendeu na eleição do C13, não tenha feito nenhum acordo, nenhuma negociação obscura para ter o reconhecimento da CBF.

Agora, queria ver a cara agora do Juvenal Juvêncio, que pegou a Taça de Bolinhas com sorriso no rosto porque apenas a palavra da CBF era que importava. E agora?