Parece insuficiente explicar que a CBF não tinha dinheiro para organizar o campeonato brasileiro daquele ano, que os clubes se organizaram e formaram uma liga, que a competição foi um sucesso de patrocínio, televisão e público, que a CBF tentou intervir para uma mudança absurda do regulamento, prevendo o cruzamento entre os finalistas da série A e B para o verão de 1988, que nenhum dos clubes aceitou essa decisão, que não foi uma escolha isolada do Flamengo, visto que nem o Inter decidiu participar daquele quadrangular patético
Quem ergueu a taça de campeão foi o Flamengo, quem comemorou o título brasileiro foi a Nação Rubro Negra. Comemorar decisão de Tribunal é tão vergonha alheia que chega a constranger.
O que mais impressiona nessa história são os próprios clubes que se uniram em 1987 para formar o então Clube dos 13, que disputaram os jogos contra o Flamengo pela série A e agora não reconhecem o que acordaram.
Há exceções. Paulo Odone, presidente do Grêmio, afirma que a decisão de não disputar o quadrangular não foi apenas do Flamengo, mas uma decisão dos clubes, que se rebelaram contra a CBF naquele ano:
Por fim, dois pontos: horrorosa a cobertura do jornal O Globo sobre a decisão do STF.
Comparativo com o jornal paranaense, Gazeta do Povo:
Que ainda contou com uma marretada pesada, finalizando com: "O Sport que fique com o rótulo, o Flamengo tem a fama".



