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terça-feira, 26 de março de 2019

FERJ lucra mais do que times no Fla x Flu. Apenas 2.334 tricolores estiveram presentes

Se tem alguém que não tem o que reclamar em termos financeiros desse campeonato Carioca é a Federação Carioca de Futebol pois, novamente, a FERJ lucrou mais do que os próprios artistas do espetáculo.

De uma renda total de R$ 1.547.146,00, cada clube levou pra casa pouco mais de R$ 128 mil, para um público de 48.385 presentes.

Já a FERJ, sem qualquer esforço, abocanhou R$ 136.172,20.

O Consórcio, que tem até o dia 18 de abril para deixar a gestão do Maracanã, segue com suas cobranças elevadas: R$ 740 mil só nessas taxas listadas no borderô:


Será um grande desafio, primeiramente, abrir a caixa-preta para descobrir todos os gastos com fornecedores e o custo-Maracanã no dia a dia, segundo, analisar friamente se o estádio, após a reforma para a Copa do Mundo, ainda é financeiramente administrável.

À princípio, a responsável por essa gestão será a FERJ, que além da sua taxa habitual, também fará a administração dessas despesas.

É grande a curiosidade de como isso se dará.

Ainda no Fla x Flu, era visível a imensa maioria esmagadora Rubro Negra. Com o borderô, ficou ainda mais discrepante. De um público total de 48.385, apenas 2.334 foram destinadas ao setor do Fluminense.

O que demonstra mais uma vez quem é o trem pagador do futebol no Rio de Janeiro. E quem deverá ter tratamento privilegiado para jogar no Maracanã.

sexta-feira, 15 de março de 2019

Flamengo busca acordo com a PM para liberar mais espaço no Maracanã

Na vitória de 3 x 1 contra o LDU na quarta, pela segunda da Copa Libertadores, quase 20 equatorianos estavam ocupando um espaço que caberia sete mil Rubro Negros.

O que tem sido comum em jogos contra times menos relevantes e de pouca torcida.


Segundo o jornalista Mauro César Pereira, a arrecadação de R$ 2.596.530,50 (58.034 pagantes; 62.440 presentes) seria maior em cerca de R$ 300 mil.

O Flamengo vai apresentar uma sugestão à Polícia Militar para que pelo menos a parte inferior seja utilizada pela torcida Rubro Negra.

Em virtude do bom relacionamento político, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) entrou no circuito: na semana que vem será realizada uma reunião com representantes da CBF, PM, Maracanã e Flamengo.

O presidente da FERJ, Rubéns Lopes, salientou da necessidade de uma maior permeabilidade para que sejam corrigidos equívocos e distorções prejudiciais ao torcedor e aos clube.

O Flamengo enfrenta o Peñarol no dia 4 e o San José no dia 11 de abril.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Flamengo fica com apenas 1% da receita da estreia do Carioca. Porém, estádio próprio, agora, não é o melhor caminho


Após receber um público extraordinário de mais de 46 mil e uma renda de mais de um milhão na estreia do campeonato carioca, o Flamengo levou para casa somente inacreditável 1% desse valor, ou: R$ 13 mil.

A FERJ levou mais que o próprio Rubro Negro: R$ 100 mil por sua taxa de 10%.

A média do ingresso foi de apenas R$ 25, entretanto o custo Maracanã segue nas alturas.

Com os custeios encarecidos após a reforma para a Copa do Mundo, o Flamengo desembolsou R$ 120 mil de aluguel do estádio, R$ 150 mil de consumo e R$ 392 mil de custo operacional.

O jornalista Rodrigo Mattos informou que o clube lucrou cerca de R$ 100 mil com a venda nos bares, o que não é contabilizado no borderô oficial da partida.

É o Flamengo quem sustenta o Maracanã, já que o contrato com o Fluminense é de 35 anos e os custos cobrados ao tricolor são menores: R$ 100 mil do aluguel e R$ 183 mil de operacional.

É o Flamengo quem sustenta a FERJ, considerando que a Federação, com os outros três grandes do Rio, abocanhou apenas R$ 24 mil na primeira rodada. Ou: 1/4 do que levou pra casa foi graças ao jogo do Rubro Negro.

Reportagem de O Globo dessa quarta informa que a nova gestão da Gávea retomará conversas com a concessionária que administra o Maracanã para tentar reduzir as despesas. A ideia da diretoria é estudar onde há margem para diminuir os custos, para que mantenha a precificação do ingresso de forma que o estádio sempre receba grandes públicos.

É uma dura realidade ter que gerir uma estádio reformado para a Copa do Mundo, manter um consórcio que já deveria estar longe da administração do Maracanã e ao mesmo tempo manter os valores dos ingressos acessíveis.

Muitos levantam a bandeira do estádio próprio. É uma óbvia realidade. Porém, nesse momento, não é possível pensar em outra coisa a não ser títulos e conquistas para o futebol.

E nem se pode dizer que o torcedor é impaciente e só pensa no presente, pelo contrário. Se teve torcida que aguentou pacientemente a gestão financeira se equilibrar foi a Rubro Negra. Dizer que será preciso mais cinco, seis anos de pouco investimento no futebol para a construção do estádio seria um absurdo. Colocaria o clube praticamente dez anos sem chance de brigar por título e ganhando migalhas aqui e ali.

Sou favorável sim ao estádio próprio se tiver investimentos de terceiros, mas tirar dinheiro do futebol, deixar de contratar, após tudo que o clube e torcida passaram, não será a melhor opção.

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Uma semana antes da final, Flamengo encaminhou ofício temendo circulação de torcedores sem ingresso

Após invasões em menor escala na semifinal e final da Copa do Brasil contra o Botafogo e Cruzeiro, respectivamente, a situação explodiu na final da Sul-Americana contra o Independiente.

Já prevendo problemas, o clube Rubro Negro encaminhou ofício à Federação Carioca de Futebol e a todos os órgãos de segurança no dia 7 de dezembro de 2017, seis dias antes da final da competição, mostrando-se preocupado com a circulação de torcedores sem ingressos nas intermediações do Maracanã, pois todos os ingressos haviam sido vendidos via sócio-torcedores, destacando que não haveria ingresso disponível para venda na bilheteria.

O ofício foi encaminhado também para o GEPE, Comando da Polícia Militar, 6º Batalhão, Secretaria Municipal da Ordem Pública do Rio, Guarda Municipal e Complexo Maracanã.

Pelo que consta, não houve retorno.


O ofício está no site da FERJ, anexado à ata de reunião.

No mesmo documento, consta que o efetivo do GEPE seria de 310 e 174 da PM, totalizando 484 homens de segurança.

À título de comparação na final da Copa do Brasil, no Maracanã, foram 450 homens no total. Lá em Belo Horizonte, no jogo de volta, em coletiva, foram anunciados 2500 policiais militares.

Seria possível o Flamengo ter contratado seguranças particulares para garantir proteção da sua torcida que paga tão caro o sócio torcedor e o ingresso? A segurança pública do Rio permite esse tipo de contratação?


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Em bom texto escrito pelo Leslie Leitão, o jornalista questiona porque o GEPE não isolou o estádio para só quem tivesse ingresso na mão.

Confira:

Na última quarta-feira os erros do Gepe foram banais. Praticamente toda a confusão – planejada e divulgada por bandidos nas redes sociais – só ocorreu em virtude da desorganização da PM. Três dias antes já havia uma convocação para invasão do estádio. Havia também uma convocação para fazerem baderna na porta do hotel do Independiente na véspera da partida. E ninguém fez nada. Esperaram o pior acontecer. Tanto na noite anterior quanto no dia do jogo. O mais grave é que nem a confusão da véspera ligou o alerta da PM para o clima hostil que havia sido criado.  
A PM não isolou o estádio para que só quem tivesse ingresso conseguisse acessar determinado perímetro, algo normal em qualquer país do mundo – inclusive na Argentina – e como foi feito nas Copas das confederações e do Mundo, quando milhares de black blocs (com seus coquetéis molotov) protestavam mas não conseguiam se aproximar do Maracanã em virtude da atuação do Batalhão de Choque. Como os ingressos da final estavam todos vendidos desde a semana anterior, bastava o Gepe informar, através da imprensa e das redes sociais, que só acessaria as ruas de acesso ao estádio quem estivesse com o comprovante de compra do ingresso nas mãos. Não há mistério. Não tem desculpa. A PM atuou dentro do estádio, junto com a segurança privada do jogo, e assim não houve invasão de setor, não houve invasão de campo, não houve confronto de torcidas e nem rojões foram atirados em campo. Fora, falhou e desencadeou a invasão do Maracanã, como já havia ocorrido, em menor proporção, na final da Copa do Brasil contra o Cruzeiro.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Clubes do Rio pagam para jogar a semifinal da Taça Rio. Ferj leva pra casa quase R$ 100 mil

Mesmo com um público de mais de 20 mil torcedores, Flamengo e Vasco amargaram prejuízos após a semifinal da Taça Rio no sábado.

Cada clube teve que pagar mais de R$ 210 mil para entrar em campo.

O preço Maracanã segue altíssimo. O aluguel do estádio foi de R$ 375 mil, porém os custos operacionais, que deveriam ficar a cargo da concessionária, foram de absurdos R$ 612 mil, mesmo com os setores leste superior e oeste fechados.

Ainda causa estranheza nesse custo operacional se comparado ao jogo contra o San Lorenzo, com todos os ingressos vendidos na estreia da Libertadores, que resultou em um gasto de R$ 429 mil.

Após criar esse regulamento bizarro, a FERJ levou sua bolada pra casa de R$ 87 mil.

Na outra semifinal, Fluminense e Botafogo tiveram de pagar R$ 168 mil para entrar em campo. A FERJ ganhou R$ 12 mil.



quinta-feira, 2 de março de 2017

As notas desse carnaval


Vamos às notas desse carnaval:

- Após dois anos sem vitória, o Flamengo voltou a vencer o Vasco. No sábado de carnaval, o Rubro Negro venceu por 1 x 0 e classificou-se para a final da Taça Guanabara. O placar mínimo deve ser agradecido pelo cruzmaltino, pois se o jogo terminasse 3 x 0 não seria nenhum absurdo.

- Não assisti ao jogo, mas pelos melhores momentos e lendo algumas análises, o Flamengo foi amplamente superior, teve mais posse de bola e dominou a partida inteira, com destaque para a dupla de zaga, além do Diego, Guerrero e Trauco. 

- Com Mancuello o time da Gávea dominou o meio de campo e impediu o Vasco de jogar. Com Berrio e Gabriel em campo o Rubro Negro atropelou de forma incisiva, diante de um adversário sem forças para reagir.

- Agora tem-se um novo dilema: onde será a final? Ora, que se cumpra o regulamento, ou seja, pela impossibilidade de se jogar no Maracanã, a segunda opção é o Engenhão. 

- O Flamengo está gastando uma nota, mais de R$ 2 milhões, para deixar o Maracanã pronto para a estreia na Libertadores. De um estádio abandonado, com gramado ressecado, sem energia elétrica e sendo vítima de furto, para um local pronto para ser disputada uma partida de futebol. Tudo isso graças ao clube da Gávea - pela segunda vez em menos de seis meses. 

- Agora aparecem governo do estado, FERJ e dirigentes cretinos querendo que a final ocorra no Maracanã. Na hora de arregaçarem as mangas e impedirem a queda do maior patrimônio futebolístico do Rio, ninguém se manifestou, agora todo mundo quer dar palpite e utilizar o estádio.

- Como determina o regulamento, o mando da final da Taça Guanabara foi decidida pelo sorteio. E o Fluminense ganhou. O TJD determinou na tarde desta quarta-feira que esta partida seja disputada no Engenhão, repetindo, conforme determina o regulamento. Hoje deve ser resolvido se teremos duas torcidas ou não. Se a liminar que obriga apenas uma torcida nos jogos no Rio não cair hoje, o Engenhão terá apenas tricolores na arquibancada.

- Desastrosa e patética a participação do presidente do Botafogo, Sr. Carlos Eduardo Pereira, que afirmou que abre as portas do Engenhão se tiver apenas torcida do Fluminense, entretanto, se o torcida do Flamengo for autorizada pela justiça a estar presente na final, ele vetará o uso do estádio. Pereira fala como se o Engenhão fosse propriedade particular do alvinegro e não construído com dinheiro público, e como se apenas a torcida Rubro Negra arrumasse confusão. Novamente ele pisa no cadáver do trágico Flamengo x Botafogo para fazer política e alimentar um ambiente hostil, inflando uma suposta rivalidade com o clube da Gávea para satisfazer aqueles torcedores alvinegros radicais que ainda não engoliram a saída do William Arão e que enxergam o Rubro Negro como o maior inimigo. Está se formando um novo Eurico Miranda.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Dupla Atletiba faz história. Flamengo tem até 2019 para seguir o mesmo caminho e desbravar a transmissão pela internet

O Flamengo assinou com a TV Globo contrato de três anos para o Campeonato Carioca, ao contrário dos outros rivais cariocas que assinaram por oito anos.

Apesar da imensa luta contra a FERJ e a relutância em não assinar com a televisão, o clube, no final, receberá os mesmos R$ 15 milhões que Fluminense, Vasco e Botafogo. De fato, deixou a impressão que o clube lutou muito, para conseguir tão pouco. A única vitória, no entanto, foi ter tirado a FERJ da intermediação da sua grana.

Com isso, o Rubro Negro é o único clube no Brasil que recebe diretamente da televisão a grana do estadual. Antigamente, a FERJ manipulava o dinheiro da forma que quisesse, inclusive tirando uma parte da cota de televisão dos quatro grandes para aumentar a premiação. Ou seja, fazia graça com o bolso dos outros.



ATLETIBA

Quem resolveu bater de frente pesadamente contra a Federação e a televisão foi a dupla Atlético-PR e Coritiba. Ambos se recusaram a assinar com a TV Globo, que ofereceu míseros um milhão de reais pela campeonato.

Sem televisão, os dois clubes uniram forças e decidiram que a transmissão seria via youtube. O anuncio deste feito inédito foi divulgado durante toda a semana.

Porém, eis que a Federação Paranaense de Futebol impediu que a partida ocorresse momentos antes do apito inicial, dando ordem para a equipe de arbitragem não iniciasse o jogo até que a equipe de transmissão contratada pelos clubes deixasse o gramado.

Segundo a entidade, o contrato com a TV Globo veta essa "concorrência". No entanto, nem Atlético nem Coritiba assinaram contrato de transmissão. Mas, vejam que absurdo, a Federação assinou contrato com a televisão.

Os clubes, unidos, decidiram peitar a Federação e não disputar a partida.

O sucesso da transmissão foi estrondoso. Segundo a ESPN Brasil, foram 440 mil acessos a seus canais no Youtube. O pico de audiência aconteceu durante a confusão na Arena da Baixada, com 87 mil simultâneos. Foram 4,5 milhões de minutos assistidos e ainda 41 mil comentários. Em seus canais, eles saltaram no Youtube de 21.036 mil para 38.028 mil inscritos no caso do Coritiba e de 18.666 mil para 33.282 no do Atlético-PR.

O próprio Youtube procurou as diretorias para oferecer suporte após a repercussão da iniciativa no fim da última semana.

Existe ainda a expectativa de ser lançado um aplicativo para a transmissão ao vivo no celular ou tablet.



FLAMENGO EM 2019

Em 07 de abril de 2016, o Conselho Deliberativo do Flamengo aprovou a renovação do contrato com a TV Globo dos direitos de transmissão para o período de 2019 a 2024. Neste pacote estão inclusos: Tv aberta, fechada e PPV.

Ou seja, desta vez não incluiu as transmissões via internet.. Quer dizer: é do Flamengo os direitos sobre as transmissões em streaming. A NFL, em 2016, fechou contrato com o twitter, que ganhou a concorrência do facebook, para transmitir suas partidas ao vivo para o mundo inteiro. A dupla paranaense revolucionou e surpreendeu com a tentativa de transmissão ao vivo do clássico via youtube / facebook.

O Flamengo tem até 2019 para estudar e formatar esse tipo de transmissão ao vivo dos jogos sem televisão. Pode ser exclusivamente para os sócios? Via twitter? Facebook? O mercado é gigantesco e incalculável.

Flamengo envia ofício para a FERJ e pede que se cumpra o regulamento: semifinal no Engenhão

É impressionante o quanto se tem gastado lenha para uma fogueira que não vale absolutamente nada para o Flamengo nesta temporada.

Inicialmente a FERJ informou que o clássico da semifinal de sábado seria em Juiz de Fora. Entretanto, de forma bizarra, não comunicou à prefeitura, que negou a possibilidade desse jogo acontecer na cidade mineira.

Diante da negativa, a Federação convocou os dois clubes e mais a televisão para uma reunião hoje às 15h. Tudo indica que Vasco e FERJ vão propor o adiamento da partida para o dia 05, data que seria a final da Taça Guanabara, ou seja, três dias antes da estreia na Libertadores.

O Flamengo não aceita essa sandice e enviou ofício à FERJ. Confira os principais trechos:

Inicialmente o clube afirma que não concordou com a alteração da designação da semifinal para Juiz de Fora:



Em seguida, afirma que o regulamento precisa ser cumprido: sem Maracanã, o estádio a ser usado é o Engenhão.


E termina sedizente a favor das duas torcidas no estádio:


Agora, se há uma liminar que proíbe duas torcidas em clássicos, só nos resta lamentar, mas entender pela situação caótica que vive o Rio de Janeiro.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Vasco, Botafogo e Fluminense, em três rodadas, acumulam quase 1 milhão de prejuízo

Após três rodadas de Taça Guanabara, todos os clubes do Rio, exceto o Flamengo, precisaram pagar para jogar.

O Vasco acumulou um prejuízo de R$ 150 mil, o Fluminense terminou com déficit de R$ 169 mil e o Botafogo, jogando duas vezes no Engenhão e pagando custos altos para públicos péssimos, já pagou R$ 627 mil para jogar, totalizando um prejuízo de mais de R$ 950 mil para os três clubes.

O Flamengo é a única equipe que teve superávit: R$ 308 mil.

A Federação do Rio segue com o bolso cheio. Nos jogos entre Vasco, Flu e Botafogo, a FERJ levou R$ 78 mil em taxas. Somente nos jogos do Flamengo, a Federação teve um lucro de R$ 58 mil.

À título de comparação, o Palmeiras, na estreia do campeonato paulista, levou pra casa R$ 956 mil líquidos.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Botafogo, Vasco e Fluminense com prejuízos no Estadual. Apenas o Flamengo e a FERJ saem com dinheiro no bolso

O Flamengo foi o único clube que não teve prejuízo financeiro na primeira rodada da Taça Guanabara. Isso porque vendeu seu jogo para Natal com cota fixa de R$ 300 mil. O Boa Vista levou R$ 200 mil.

Já Botafogo, com duas rodadas disputadas, teve um prejuízo de R$ 343 mil, Fluminense e Vasco acumularam um prejuízo de R$ 105 mil cada um, mesmo disputando o primeiro clássico do campeonato.

A Federação segue incólume aos déficits, e continua retirando 10% do dinheiro bruto apenas dos jogos com a participação dos grandes, e já acumula ganhos de mais de R$ 106 mil só em quatro jogos.

Para mascarar o prejuízo, a FERJ novamente acrescenta nos borderôs o dinheiro de transmissão da televisão.

Ou seja, dos R$ 15 milhões que a Globo paga aos grandes, o que chega líquido no bolso dos clubes é bem menor, justamente porque pagam para jogar o estadual. A Federação manipula como bem entende esse dinheiro, inclusive tirando dessa cota para inflar a premiação.





Como o Flamengo conseguiu tirar a FERJ da intermediação da sua negociação com a televisão, não foi incluída a cota de transmissão em seu borderô:


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Flamengo insiste em não assinar com televisão e campeonato carioca sofre por falta de patrocínio


No final do ano passado, o jornalista Ancelmo Gois contou que a Kleffer, empresa que comprou os direitos da Federação de Futebol do Rio de Janeiro de vender as placas de publicidade dos jogos do Campeonato Carioca, não havia conseguido vender nenhuma.

Escrevemos sobre o assunto aqui.

Por esse motivo, a empresa ingressou com ação na justiça pedindo revisão do contrato. Os motivos? Nenhuma empresa se interessou em divulgar suas propriedades nos jogos do Estadual, em virtude da ausência do Flamengo, até o momento, das transmissões da competição, além da liminar obtida pelo Rubro Negro, que garante ao clube a liberdade de vender as publicidades estáticas em seus jogos sem a intermediação da FERJ. Segundo decisão, a Federação não pode criar obstáculos que impeçam o clube de tratar diretamente com os anunciantes, caso contrário, terá de pagar multa de R$ 50 mil por cada descumprimento.

Pois bem. O Mundo Rubro Negro obteve com exclusividade acesso ao processo judicial. Confira aqui.

Na verdade, trata-se de ação da Sportplus, detentora dos direitos de exploração das placas de publicidade estática no Campeonato Carioca, que pede à Justiça que obrigue a FERJ a renegociar o valor do contrato por conta da liminar obtida pelo Flamengo, que impede a Federação de comercializar as placas nos jogos do clube.

Além disso, nenhuma empresa se interessou em comprar placas de publicidade pelo fato de não ter confirmada a transmissão dos jogos do Rubro Negro pela TV Globo.

Em petição, a Sportplus, que vendeu no ano passado a metade dos direitos de comercialização para a Kleffer, empresa do ex-presidente Kléber Leite, afirma que o que importa para os anunciantes é " (...) a exposição de anúncios no entorno dos campos de futebol de jogos que tenham a maior audiência possível e, como é notório, o Flamengo possui a maior torcida do país".

E ainda que os possíveis anunciantes questionam a ausência do Flamengo nas transmissões, “ (...) o que comprova, mais uma vez, que o interesse dos anunciantes são, principalmente, os jogos do Flamengo e a possibilidade de anunciar nos referidos jogos".

Em troca de e-mails anexados aos autos e obtido exclusivamente pelo ótimo Mundo Rubro Negro, a gerente de marketing da Papelex afirma que, sem Flamengo, sem interesse em comercializar as placas de publicidade.



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Faltando 20 dias para o começo do campeonato, o clube da Gávea se mantém firme em não assinar contrato com a TV Globo, pois tem uma lista de exigências, entre elas: impedir que a FERJ seja a intermediária do repasse financeiro referente ao contrato de televisão, redução de 10% para 5% da taxa dos jogos (semelhante ao campeonato paulista) e ter direito a negociar as placas de publicidade dos seus jogos.

A proposta da TV Globo é de R$ 120 milhões por oito anos, valor considerado pequeno e sem reajuste inflacionário por um longo período, sendo que 10% iriam para o bolso da FERJ (R$ 12 milhões) e cada um dos quatro grandes clubes receberia R$ 15 milhões/ano. Mas este valor só será confirmado se o Rubro Negro assinar o contrato.



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O desespero dos co-irmãos é comovente. Em reportagem do Fut Rio, os dirigentes dos clubes pequenos imploram para que o Flamengo volte atrás e assine com a televisão e atacam o clube por "só pensar nele".

Há anos que esses mesmos clubes são aliados da FERJ. Em diversas deliberações sempre votaram ao lado da Federação e contra o Rubro Negro. Por que, por exemplo, não apoiam as reivindicações Rubro Negras?

Em 2016, por exemplo, foram unânimes em aprovar artigo que, vejam que absurdo, retirava as cotas de televisão se a dupla Fla-Flu jogasse a Primeira Liga.


O próprio presidente da Federação afirmou no ano passado que a não participação do Flamengo não atrapalhava em nada o campeonato.



Novamente o Flamengo acionou judicialmente a Federação solicitando que sejam divulgados de forma transparente os demonstrativos financeiros, citando para quais clubes a FERJ emprestou dinheiro, pois há suspeita de que, nas deliberações dos arbitrais, os clubes pequenos sejam coagidos a votar a favor de quem os financia.

Por fim, sem alguém tinha dúvida de que o Flamengo é o trem pagador de qualquer campeonato que dispute, as dúvidas foram sanadas. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Sem a certeza de transmissão dos jogos do Flamengo no Estadual, Kleffer não consegue vender nenhuma placa de publicidade

Coluna do Ancelmo Gois desta segunda-feira informa que a Kleffer, empresa que comprou os direitos da Federação de Futebol do Rio de Janeiro de vender as placas de publicidade estática dos jogos do Estadual, não conseguiu vender absolutamente nenhuma até o presente momento.

Por isso, entrou na justiça contra a Ferj pedindo revisão do contrato.

Como se sabe, o Flamengo ganhou na justiça o direito de vender as placas de publicidade, em liminar obtida em setembro, na 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro. Segundo decisão, a Ferj também não pode criar obstáculos que impeçam o clube de tratar diretamente com os anunciantes, caso contrário, terá de pagar multa de R$ 50 mil por cada descumprimento.

Entretanto, no Regulamento Geral de Competições de 2017, a Federação, em seus artigos 118 e 123, manteve sob seu domínio a exclusividade da venda das placas nos estádios, mesmo após decisão liminar judicial, conforme informação do Mundo Rubro Negro.

A Kleffer é de propriedade do ex-presidente do Flamengo, Kléber Leite.

O Flamengo é o único clube que ainda não assinou com a TV Globo, pois tem uma lista de exigências, entre elas: impedir que a Ferj seja a intermediária do repasse financeiro referente ao contrato de televisão, redução de 10% para 5% da taxa dos jogos (semelhante ao campeonato paulista) e ter direito a negociar as placas de publicidade dos seus jogos.

A proposta da TV Globo é de R$ 120 milhões por oito anos, valor considerado pequeno e sem reajuste inflacionário por um longo período, sendo que 10% iriam para o bolso da Ferj (R$ 12 milhões) e cada um dos quatro grandes clubes receberia R$ 15 milhões/ano. Mas este valor só será confirmado se o Rubro Negro assinar o contrato.

O gestor do Boa Vista, João Paulo Magalhães Lins, fez um apelo para que o clube da Gávea assine o contrato de transmissão: "Muita coisa depende da postura do Flamengo em relação aos demais, se o clube vai se preocupar com os outros. Mas levo fé no bom senso e na competência dos dirigentes para que possamos ser abençoados com esse apoio, que serve a todos os clubes".

quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Sem ter como se opor, CBF e FERJ aceitam a Primeira Liga em 2016


Nesta quinta-feira CBF e a FERJ divulgaram nota acatando a realização da Primeira Liga ainda em 2016. Com isso, as bravatas da Federação Carioca, ameaçando bloquear as cotas de televisão de  Flamengo e Fluminense, além de impedir a dupla de disputar as divisões de base do Estadual caem por terra.

A guerra foi vencida, mas a batalha ainda não.

O Flamengo não pode aceitar condições impostas pela FERJ como se esta tivesse alguma autoridade e poder coercitivo, como o tal critério técnico para jogar a Liga em 2017 e muito menos aceitá-la para o segundo semestre.

Primeiro que a Liga foi criada e aberta para todos os clubes e não baseando em critérios técnicos para indicação dos participantes desta competição, segundo que ela foi criada justamente para ser uma alternativa aos falidos e longos campeonatos estaduais. Não tem que estar atrelada aos regionais.

Evidente que a CBF viu que era batalha perdida e agora tenta atrair esses clubes para baixo de sua jurisdição, forçando a cumprir o calendário e impondo toda sua estrutura: Comissão de Arbitragem e STJD. É preciso que os clubes continuem firmes e trabalhem de forma unida e autônoma.

Esse é o objetivo da Liga: tirar a interferência da CBF e Federações da organização dos campeonatos. Essa primeira guerra foi vencida.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Flamengo confirma participação na Primeira Liga. Espero que tenha certeza do que está fazendo

O Flamengo afirma que estará na Primeira Liga. Os clubes parceiros prometem solidariedade ao Rubro Negro em caso de retaliação da FERJ.

Gilvan de Pinho Tavares, presidente da Liga, afirma que nesta semana terá uma reunião com Rubens Lopes, presidente da Federação Carioca de Futebol, para solucionar esse impasse.

A FERJ ameaça impedir o Flamengo de disputar as divisões de base do Estadual e bloquear a cota de televisão (R$ 7 milhões). É um troço inacreditável, absurdo e autoritário.

O problema é que as outras Federações não estão nessa guerra com seus clubes. Nenhuma outra promete retaliar seus afiliados se disputarem a Primeira Liga. Apenas no Rio acontecem esses dispautérios.

Aí mora o perigo de, novamente, o Flamengo sair prejudicado por tentar revolucionar a estrutura do futebol e ficar sozinho nessa história. Os clubes co-irmãos prometem até abandonar a disputa do Brasileirão caso a FERJ retalie o clube da Gávea. Sinceramente, alguém acredita nisso?

De fato, não há dispositivos legais que impeçam os clubes de organizarem campeonatos. Segundo a Lei Pelé, não havendo o reconhecimento de entidades federativas, os torneios apenas deixam de existir dentro do calendário.

Não há base legal para a Federação tungar dinheiro, mas em se tratando de FERJ, ao lado da CBF e até da televisão, tudo é possível.

É bom o Flamengo ter certeza do que está fazendo. Se não tiver, melhor deixar para 2017, tendo em vista que o contrato de televisão para a transmissão do Campeonato Carioca se encerra neste ano e precisará ser renovado para os próximos anos. O que será uma belíssima carta na manga.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Aliados da FERJ são rebaixados neste final de ano

Parabéns à FERJ, seus aliados foram rebaixados neste 2015.

Vasco caiu para a série B, Macaé caiu para a série C e o Madureira caiu para a série D. Ambos votaram pela reeleição do Rubens Lopes e estiveram ao lado da Federação em todas as brigas políticas.

Mais recentemente, na votação da Assembleia Geral de sexta-feira, quando aprovaram que os times que participarem de competições não oficiais em 2016 serão multados com o valor da cota integral de televisão e proibidos de disputar todas as competições de base.

Uma vergonha, que deveria unir todos nesta campanha política do Flamengo para esmagar a Federação, e não utilizar deste artífice para contrapor a outra chapa.

Não há possibilidade de diálogo, negociação ou tratativas com essa tipo de gente que aprova um troço desse.

E tem mais: a FERJ entrou em recesso e só volta em janeiro. Aprovou essa barbaridade e saiu de cena.

O futebol do Rio naufraga em meio a gestões amadoras.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

"A burrice da FERJ", por Sergio Bessa e Benny Kessel

Ótima análise que o Renato Maurício Prado divulgou em sua coluna no jornal O Globo de domingo do Bessa e do Kessel, sobre a estúpida briga da Federação Carioca com o Flamengo e Fluminense:


“Cada dia que passa, fica mais claro que o grande incômodo da FERJ na briga com a dupla Fla e Flu, é a perda financeira que ela está visualizando com esta situação.  
Além dos problemas que poderão ser gerados com a perda de receita de TV, de onde retira grande parte do seu “sustento”, podemos entender melhor a importância dos dois clubes ao olharmos a atual receita de taxas obtidas pela FERJ. Os tais escandalosos 10% sobre o valor bruto da renda. 
Meu sempre competente amigo Benny Kessel, fez um levantamento interessante com base no Campeonato Brasileiro. 
Após 32 rodadas, cada um dos quatro grandes clubes do Rio jogou 16 vezes como mandante. A dupla Fla-Flu foi responsável por 76% de todo o faturamento da FERJ com taxas neste período, com o valor de R$ 1.994.942. 
Se incluirmos o jogo Vasco e Flamengo disputado em Cuiabá com o mando e faturamento do Vasco, (mas levado para lá para aproveitar a torcida do Flamengo, que era maioria absoluta no estádio), esses números seriam de R$ 2.110.437. 
Ou seja, impressionantes 81% de toda a grana obtida pela FERJ com essas taxas, foram gerados pela dupla opositora. Até quando a FERJ continuará a morder a mão de quem a alimenta?”

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Márcio Braga escreve artigo memorável a favor do Flamengo nesta terça-feira

Excelente artigo do ex-presidente Márcio Braga nesta terça-feira de carnaval em O Globo.

Muito bom ver gente na Gávea que mesmo não fazendo parte da atual administração se manifesta tão claramente a favor, antes de tudo, do Flamengo.

Bandeira de Mello ganhou um grande aliado nessa luta gloriosa contra os desmandos da FERJ.

Confira:

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

As duras batalhas do Flamengo fora da Gávea

A atual direção do Flamengo não trava somente uma guerra interna contra uma oposição nociva, mas também começa a enfrentar duras batalhas fora da Gávea.

A primeira delas começou com o IPHAN, na briga pela obtenção das licenças para iniciar a construção da Arena Multiesportiva. O processo está parado desde o dia 21 de outubro no órgão. A prefeitura do Rio parece nem um pouco empenhada em ajudar o Flamengo.

O basquete Rubro Negro ficou sem lugar para jogar em plena cidade olímpica contra o Pinheiros pelo NBB no ano passado e foi punido. Os alvarás para a liberação do Tijuca não foram julgados a tempo pela justiça e a partida não pôde acontecer.

A Liga Nacional de Basquete não aceitou o pedido pro Flamengo jogar na Gávea e, ao invés de marcar nova data com a responsabilidade do Rubro Negro de pagar os gastos da partida, enviou denúncia ao Procurador. O STJD  levou o Clube a julgamento e pela primeira vez na história um filiado foi punido com a perda de pontos por essa circunstância.

E o pior veio hoje à tarde: O Flamengo solicitou à Liga que tornasse público os laudos de todos os ginásios que recebem partida pelo NBB. Entretanto, a Liga Nacional de Basquete simplesmente se recusou a publicar o solicitado sob o véu de "ausência de previsão estatuária". Voltamos ao tempo de CBB e do Grego dirigindo o basquete brasileiro?

É inacreditável a postura do presidente paulista Cássio Roque,  ex- Limeira, contra um dos fundadores da Liga e o atual campeão do mundo. A hegemonia Rubro Negra nesses dois últimos anos está incomodando demais a turma.

Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, observou o que foi escrito aqui neste blog sobre a não-punição ao Bauru pela impossibilidade de jogar contra o Basquete Cearense por causa das goteiras, em nota oficial divulgada pelo site do Clube:

De um lado, tivemos uma denúncia enfática assinada pela Liga Nacional de Basquete no texto enviado à Procuradoria, acerca do episodio da partida contra o E.C. Pinheiros; de outro, vemos o esquecimento da Liga em denunciar o Bauru Basket, que uma semana antes teve seu jogo, em casa, contra o Basquete Cearense suspenso por conta de múltiplas goteiras em seu ginásio. Este jogo só foi realizado no dia seguinte. Cabe lembrar um dos artigos no qual o Flamengo foi enquadrado no julgamento no STJD - Artigo 211 do CBJD: "Deixar de manter o local que tenha indicado para realização do evento com infraestrutura necessária a assegurar plena garantia e segurança para sua realização".

E por fim, se não bastasse todo o desgaste em tantas frentes, vem a dura luta contra a FERJ e seu autoritarismo que estamos acompanhando.

A realidade hoje são instituições que tratam seu principal parceiro de forma desproporcional e sem transparência, Prefeitura que trata o clube mais importante, o de maior torcida na cidade e o único a investir em esportes de alto rendimento no Rio com desdém e sem a mínima vontade de ajudar e uma Federação que age como se sobrevivesse por si só.

Para o Flamengo só resta a torcida mesmo.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Flamengo cogitou abandonar o Estadual. FERJ agenda reunião para melhorar o campeonato

As pressões Rubro Negras parecem ter surgido efeito e uma nova reunião na FERJ está marcada para quinta-feira, com boas pautas em discussão visando formatar um campeonato carioca mais atraente de fato.

Antes: além do manifesto assinado e publicado por Flamengo, Fluminense e Consórcio Maracanã simultaneamente em seus sites, foi publicado o mesmo "Manifesto por um futebol carioca profissional" hoje no jornal O Globo.

E foi na coluna Panorama Esportivo, editado por Mauricio Fonseca e agora por Carlos Eduardo Mansur, após saída de Jorge Luiz Rodrigues, que veio as boas notícias.

Confira: