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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

O novo reforço do Flamengo: Giorgian De Arrascaeta, por Giuliano Cosenza


Após o acerto, o Flamengo finalmente anunciou oficialmente a contratação de Arrascaeta, por 15 milhões de euros, que deverá ser apresentado hoje, às 16h.

Para conhecer mais sobre o novo meia Rubro Negro, nada melhor do que o parceiro do blog, Giuliano Cosenza. E aproveitem sigam a fera no twitter: @CosenzaGiuliano.


Confira:

De Nuevo Berlin, cidade uruguaia com 2 mil habitantes, para o Rio de Janeiro nos braços da Nação Rubro Negra de 40 milhões de apaixonados. Essa foi a trajetória de Giorgian De Arrascaeta até o anúncio oficial pelo Mais Querido. O jogador de 24 anos chega com status de maior reforço do clube para a nova temporada e agora destrincharemos suas características de jogo e como ele pode se adaptar ao time.

CARACTERÍSTICAS DO JOGADOR

Arrascaeta sempre se caracterizou, desde os tempos de Defensor, como um meia muito habilidoso. Ele costuma ser um carregador de piano nos times onde joga, um atleta que carrega muito a bola, vindo buscá-la mais atrás para iniciar as jogadas. O uruguaio também é um ótimo finalizador, tanto de fora da área, quanto de dentro. Nos últimos tempos de Cruzeiro, sob a batuta de Mano Menezes, evoluiu na forma de atuar, aparecendo cada vez mais na grande área para finalizar com apenas um toque.

Arrascaeta em ação pelo Defensor na Libertadores de 2014


Na seleção do Uruguai, que atua num clássico 4-4-2, o novo reforço rubro negro atua como um dos quatro homens do meio campo posicionado pelo lado esquerdo. Na Celeste do Maestro Tabárez, Arrascaeta tem menos possibilidade de se mexer dentro de campo, ficando mais preso na faixa esquerda do campo. Além disso, por ser um time mais reativo e jogar com muita ligação direta o jogador não acaba sendo um carregador de bola.

   Arrascaeta em ação pelo Uruguai na Copa do Mundo


POR ONDE JOGOU PELO CRUZEIRO

Durante seu período no Cruzeiro foi bastante irregular nos primeiros anos. Chegou ao Brasil com deficiência física grande, precisando ganhar massa pra competir em alto nível. Ainda assim, conseguiu marcar gols em jogos decisivos, com destaque para o que fez contra o Atlético Mineiro pelo Campeonato Mineiro.

Com os anos, Arrascaeta se tornou um meia mais forte fisicamente, capaz de disputar posição no meio contra volantes mais fortes e mais altos. Mano Menezes com um esquema de 3 meias resolveu jogar com Arrascaeta mais aberto pela esquerda, mas sempre caindo pelo meio. O time cruzeirense se movimentava muito na faixa central de campo com Thiago Neves, Robinho e o uruguaio. Embora, as mudanças de posição fossem marcante, o melhor rendimento se deu quando jogou aberto pelo lado esquerdo.

  Mapa de calor de Arrascaeta na última temporada


Nesse ano, Giorgian de Arrascaeta participou de 25 gols na temporada, com 15 tentos e 10 assistências.

E aí, torcedor rubro negro, qual a sua expectativa para a temporada do uruguaio?

domingo, 30 de dezembro de 2018

Zagueiro Rodrigo Caio, o primeiro reforço para 2019


O Flamengo anunciou seu primeiro reforço para a próxima temporada: Rodrigo Caio, 25 anos, por cinco anos de contrato.

Foram oito anos de São Paulo e sua principal conquista foi o ouro olímpico em 2016.

Para conhecê-lo melhor, o blog entrou em contato com Raí Monteiro, editor do BandSports e um dos maiores conhecedores de São Paulo, inclusive das categorias de base.

Confira:

O ciclo de Rodrigo Caio no São Paulo acabou de uma vez. A transferência do zagueiro para o Flamengo sacramenta o fim de uma jornada longa, desgastante e de altos e baixos, que se esgotou de forma que não poderia mais se recuperar. Uma certeza que há algum tempo percorre os corredores do Morumbi esperando por um bom desfecho para ambas as partes, como se deu no atual cenário.
Rodrigo Caio despontou após o título da Copa São Paulo de Futebol Juniores em 2010, num time com outros jogadores que viraram realidade como Bruno Uvini, Willian Arão, Casemiro e Lucas. O defensor sempre se notabilizou e se destacou pela qualidade técnica acima da média que tinha para a posição – tanto que várias vezes atuou como volante e em alguns momentos até preteriu a função a jogar como zagueiro.
Titular, reserva, zagueiro, volante, convocado para a seleção brasileira. Rodrigo Caio se tornou símbolo, involuntariamente, de uma era perdedora no São Paulo. Como fosse, sem culpa exclusiva e muitas vezes sem nem estar envolvido diretamente, a face do fracasso tricolor. Já são seis anos sem uma grande conquista – o maior jejum entre os gigantes – e, além disso, momentos em que o time brigou contra o rebaixamento. Panorama distante do histórico tricolor. 
2017 foi o ano em que tudo se esgotou. A decepção em ficar de fora dos 23 que foram a Rússia, lesões, reserva, improvisações com Aguirre e a bronca da torcida. Muitas vezes sem jogar, Rodrigo Caio era alvo de críticas inflamadas. Ficou insustentável e é o fim da linha era uma questão de tempo. Importante que o negócio acabou bom para todos. Atleta, São Paulo e Flamengo... 
O Rubro negro recebe um ótimo zagueiro para o seu 2019. Rápido, de bom tempo de bola, preciso nos botes e no 1x1. Rodrigo Caio é um jogador que domina o espaço aéreo como poucos no futebol nacional – bom inclusive na área adversária, algo que definitivamente não é predominante.
Seu ciclo no São Paulo se encerrou e sua história no time do Morumbi estava esgotada demais para continuar. O que não o diminuiu como jogador, tão menos rebaixa suas qualidades. São questões distintas e essa ruptura promete ser boa demais para todos os lados. 
Rodrigo Caio fará muito bem ao Flamengo. O Flamengo fará muito bem a Rodrigo Caio. E, de quebra, nessa história toda, o São Paulo conseguiu se dar bem também. Um melhor negócio impossível. 

segunda-feira, 30 de julho de 2018

Vitinho registrado no BID

Após um grande esforço do clube para a regularização com rapidez, o nome do Vitinho já foi registrado no BID e está apto a ser escalado na quarta-feira, contra o Grêmio.

O atacante inclusive já está em campo na manhã dessa segunda-feira para os treinamentos no Ninho do Urubu.


sábado, 28 de julho de 2018

Reforço: Vitinho é anunciado


Em janeiro de 2013 Vagner Love teve que ser devolvido ao CSKA pelo fato do Flamengo não ter 6 milhões de euros para ter o atacante em definitivo.

Cinco anos depois o Rubro Negro desembolsa 10 milhões de euros para tirar um dos principais jogadores do mesmo CSKA da Rússia.

Nessa sexta-feira, o Flamengo anunciou Vitinho, de 24 anos, de forma definitiva. A expectativa era de ser apresentado antes do jogo contra o Sport no Maracanã, porém, por atraso nos voos, o atacante só chegará no Rio de Janeiro na tarde de domingo e a apresentação oficial será na segunda-feira.

Nas últimas três janelas do meio da temporada o clube sempre trouxe importantes jogadores, porém, todos na casa dos 30 anos: Guerrero em 2015, Diego em 2016, Éverton Ribeiro e Diego Alves.

Em 2018, além de concretizar a maior contratação da história Rubro Negra, demonstra também uma mudança de patamar. Vitinho não saiu em baixa ou por empréstimo - foi anunciado horas depois de conquistar o título da Supercopa da Rússia por sua ex-equipe.

Após ser emprestado ao Internacional por duas temporadas, foi o artilheiro do time na Campeonato Russo, com 10 gols em 30 jogos. Além de seis assistências.

Vitinho deixou o futebol russo sem a plena vontade do CSKA. O presidente do clube russo não queria liberá-lo. Além da grana, o jogador foi peça fundamental para conseguir a liberação.

Segundo reportagem de Gabriela Moreira, na ESPN, o atacante foi por duas vezes bater na porta do dirigente do CSKA, dizendo que seu sonho era jogar pelo Flamengo e atuar no Maracanã.

E Vitinho não quer festa: já quer treinar assim que for apresentado e ficar disponível para enfrentar o Grêmio, já na quarta-feira, pela partida de ida da Copa do Brasil.

O clube montou uma força-tarefa para agilizar a regularização do atleta, pois o prazo de inscrição para disputar a Copa do Brasil é segunda-feira.

Após insistir e gastar tempo com o holandês Babel, a diretoria da Gavea finalmente acertou o alvo e foi certeiro no reforço para substituir Vinicius Jr.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Flamengo anuncia a contratação do ótimo Éverton Ribeiro


Na noite desta segunda-feira o Flamengo anunciou a contratação de Éverton Ribeiro, eleito o melhor jogador do campeonato brasileiro de 2013 e 2014 jogando pelo Cruzeiro. O contrato tem validade de quatro anos e o clube pagou R$ 22,6 milhões de reais, pouco abaixo da pedida inicial.

Segundo o presidente Eduardo Bandeira de Mello, a negociação em nada tem a ver com a venda do Vinicius Júnior, pois, segundo o mandatário, a negociação está em curso há um tempo, ou seja, o clube tem então uma bela grana para investir ainda mais no futebol.

Talvez pela primeira vez o diretor executivo do futebol Rodrigo Caetano tenha viajado para negociar um reforço e não deixar a negociação nas mãos do jogador, rezando para conseguir o rompimento do seu então clube sem o pagamento de multa.

Segundo o empresário do jogador, a presença de Caetano in loco nas negociações com os representantes do Al Ahli foi primordial para desatar o nó que existia.

No mundo árabe Éverton Ribeiro conquistou cinco títulos, com 26 gols em 103 partidas, com participação em 51 gols.

A janela de transferência abre em 20 de junho e a possível estreia será contra a Chapecoense, na Arena da Ilha, dia 22.

É a terceira janela do meio de ano que o Flamengo é o protagonista. Em 2015 veio o Guerrero, em 2016 o Diego e agora Éverton Ribeiro, sem falar do Conca em janeiro.



DENTRO DE CAMPO

Zé Ricardo tentou fazer do Mancuello esse jogador pela direita, que afunila pelo meio de campo, que ajuda na triangulação. Mas a cada partida ficava evidente que a tentativa era infrutífera.

Éverton Ribeiro chega para ser a peça de equilíbrio do elenco. Não é o atacante fazedor de gols que está faltando ao time e precisa ser contratado, pois, o outro Éverton continua titular, à princípio, e sendo um péssimo finalizador.

Mas para jogar pela direita, o novo reforço atuará onde gosta, participando ativamente das triangulações com Diego, Guerrero de pivô, flutuando no meio de campo, deixando o corredor livre para o lateral passar. Aí que o Rodinei, mais agudo, poderia voltar a ser opção de titular.

Éverton Ribeiro caindo pelo meio de campo

Éverton Ribeiro fechando a segunda linha de quatro

O treinador terá uma dor de cabeça quando tiver Conca à disposição, afinal, o futebol moderno abomina dois meias e logo todos querem saber "quem vai marcar nesse time?". Hoje a preferência é muito mais por três volantes, entretanto, aí ninguém pergunta: "quem arma nesse time?".

Domingo foi um claro exemplo de um Flamengo com três volantes, sem força ofensiva, sem criatividade, apenas controlando o adversário. Óbvio que o time já jogou bem com esse esquema, o primeiro jogo da final do estadual contra o Fluminense é um exemplo, porém na maioria das vezes não passa de simplesmente neutralizar o adversário.

Pra início de conversa, Diego e o próprio Éverton Ribeiro podem ajudar a fechar a linha de quatro, deixando Conca e Guerrero lá na frente. Em algumas situações de jogo "mais ofensivas", o Vinicius Jr poderá ser opção, destacando Rômulo de primeiro volante e armando à frente com: Éverton Ribeiro, Diego, Conca, Vinicius Jr e Guerrero.

As opções são variadas: ainda tem Ederson, Berrío, Vizeu e outras contratações que devem pintar.

O Flamengo se reforça bem para o restante do Brasileiro, monta um elenco vasto e com jogadores decisivos. 

Pode e deve investir em mais contratações, no gol, na zaga, na volância e pelo menos um atacante matador. Se não gastaram a grana do Vinicius Jr, ainda tem muito dinheiro na carteira.

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

O que esperar de Orlando Berrío, por Joza Novalis


Depois de Trauco, Rômulo e Conca, o Flamengo apresenta nesta tarde o seu mais novo reforço: Orlando Berrío.

Pelo Atlético Nacional, o colombiano fez 49 jogos, com 97 finalizações, 15 gols, 15 assistências e 35 desarmes. Na Taça Libertadores, Berrío contribuiu com quatro gols, 16 assistências para finalizações e 11 finalizações certas, sempre jogando pela direita. 

Mas são apenas números. Quem sabe mesmo do assunto é o nosso colaborador e amigo Joza Novalis, que concedeu uma ótima entrevista sobre a Libertadores e o Flamengo

Agora Novalis volta com uma análise completa de Orlando Berrío. Confira:


"Orlando Berrío chega ao Flamengo como um dos melhores reforços possíveis com vistas a grandes conquistas. Muitos torcedores estão contentes, mas alguns parecem contestar a contratação. Mal sabem das tentativas da direção; da lista e dos diversos nomes que estavam nela. Alguns, tanto de brasileiros quanto de sul-americanos, sequer foram cogitados pelos especuladores de plantão.

Anunciado Berrío, alguns perguntavam por que não foi Eduardo Vargas, aquele que exceto em La U, e no começo da carreira, nunca “jogou bola” em clube qualquer, mas apenas na seleção chilena. Vitinho, Marinho, tantos outros, enfim... Alguns chegaram a comparar Berrío com Cirino. Correto em parte, no físico. E qual o problema da comparação? Ela é livre, todavia os polos que a constituem não se integram. Então, nossa descrição de Berrío vai falar de um jogo grande no qual ele foi decisivo. Deixemos Cirino em paz, com sua atitude de cavar esconderijos em campo. Falemos do reforço, do que ele pode acrescentar e da melhor forma como Zé Ricardo poderá utilizá-lo. Paciência será necessária para que conheçamos Berrio na perspectiva de sua participação no grande jogo de sua vida.

Foi no último suspiro futebolístico do jogo que tudo aconteceu: no último suspiro de Orlando Berrio que o Atlético Nacional conseguiu edificar o seu caminho para o caneco da Libertadores em 2016.

“Es um negro de mierda, tengalo claro!”

A frase era de Sebastián Sosa, o guardametas uruguaio a serviço do Rosário Central naquela que foi a decisão antecipada da Libertadores. De um lado a melhor campanha indiscutível da fase de grupos; do outro, a equipe que apresentava o melhor futebol: no palco, protagonistas diversos a ponto de se tornarem anti-heróis: junto a eles, um coadjuvante com forte potencial para salvar o futebol: Berrio. Contudo, sempre que chegava à área ouvia a frase: “no lo va a conseguir pues que es solo um negro de mierda”. Voltemos um pouco.

 O Atlético Nacional não tinha Borja, mas o elenco era até melhor do que o dos dias atuais. A dupla de volantes era formada por Sebastián Pérez e Alexander Mejía, talvez o melhor camisa 5 atuando nas Américas; por certo aquele que tem o melhor passe longo. Na criação, gente do calibre de “Lobo” Guerra e Macnelly Torres; nas laterais, Bocanegra e Farid Díaz. Henríquez capitaneava o esquadrão; Marlos Moreno era o nome da vez e Copete recebia prestígio para ocupar a vaga do lesionado Víctor Ibarbo, exemplo de repatriação bem-sucedida.  Contudo, nas palestras de “Chacho” Coudet, a recomendação era para que todos os cuidados recaíssem em dois jogadores, no reserva Andrés Ibargüen e principalmente em Orlando Berrío.

Essas recomendações provavelmente foram reafirmadas nos vestiários, no intervalo, pois tudo saía como desejava o técnico do Central. Sua equipe vencera na ida por 1x0. Através de pênalti contestável, saiu na frente, no Girardot, e mesmo com o empate no intervalo, a situação era a melhor possível. A equipe local precisava de dois gols. E ela teria dificuldades para fazê-los não apenas porque seus esforços foram previstos e parte de suas soluções futebolísticas bloqueadas, mas também porque esse jogo foi a história de uma traição: a do técnico Coudet às suas convicções futebolísticas.

O time mais encantador da fase de grupos praticamente cedeu todo o campo para o Verdolaga e passou a defender sua meta com 11 jogadores. O que se via na cancha do Verde era uma equipe que representava a dignidade do futebol contra outra que ao adotar o jogo do medo, excessivamente defensivista, se comportava como time pequeno. E como não era um time pequeno o futebol que praticava não era legítimo.

“Na hora do desespero, o drible longo do Marlos não funcionará; Macnelly baterá cabeça com Mejía; Guerra com Copete e Marlos; com duas linhas compactas bloquearemos a confusão ofensiva do rival. Mas é preciso tomar cuidado com o drible curto do Ibargüen e com a força física e com a polivalência do Berrío. Ele será centroavante, será ponta, será até o lateral no lugar do Bocanegra. Ele não vai desistir nunca, precisa ser anulado”. Coudet sabia do que falava. Seus assistentes receberam diversos relatórios sobre os jogadores do rival e se espantaram com as descrições feitas de Berrio. E quem era esse jogador? Para Sosa, “um negro de mierda”. Sua frase era cruel, mas ela tinha um objetivo: destruir no jogador aquilo que ele possuía de melhor: seu equilíbrio.

Orlando Enrique Berrío Meléndez sempre foi um garoto gigante de corpo, mas muito educado também. Há um verso de um poeta francês, Rimbaud, que remete à ideia de que o excesso de educação pode estar ligado à incapacidade de alguns em responder à altura frente a certas situações.  Possível que este problema tenha afetado o garoto que com 18 anos incompletos foi alçado ao profissionalismo e, de cara, ao time titular. Na base, ele fora tido como uma das maiores revelações do futebol colombiano. Tudo o que fazia dava certo; sempre assumia o protagonismo e raramente não levava sua equipe ao triunfo. Era em quem todos os garotos assustados ou perdidos confiavam nos momentos mais difíceis.

Contudo, o Atlético Nacional estava longe de ser a máquina institucional de hoje em dia. Vivia este processo, mas ele era incipiente. De forma que as expectativas foram tão grandes que jogaram um enorme peso nas costas do garoto: todos podiam errar, exceto ele. Não importavam seus esforços, pois bastava à equipe atuar mal, e perder uma partida, para que o culpado fosse ele, Berrio. O garoto fugia de entrevistas, mas nunca reagia às críticas e às ofensas; preferia se calar em virtude de sua educação. Tentou resolver em campo, mas seus arranques eram bloqueados; seus dribles quebrados, seu pivô na frente da área era antecedido pelo passe curto sempre errado. As coisas não funcionavam para quem outrora fora a brilhante promessa das “canteras” colombianas. O Nacional resolveu emprestá-lo justo para o Millonarios, clube que vivia (e ainda vive) uma profunda crise de identidade. Berrio foi hostilizado desde o início pela torcida e colocado no banco pelo técnico. Quando raramente entrava em campo, o uníssimo das vaias acobertava suas tentativas de reação. Ficou pouco no Millos e foi emprestado para o Patriotas FC. História se repetiu: ouvia coisas da torcida local: xingos, ofensas e a crueldade de alguns, especialmente da tribuna de honra do estádio, de associar seu difícil momento futebolístico à cor de sua pele.  Até então, suas respostas se convertiam em explosões repentinas que o levavam a grandes faltas e suspensões.

Posteriormente ao choro, arrependimento e a inúmeros pedidos de desculpas. Eis que chegou o dia em que justo num jogo contra o Millonarios o garoto encontrou a fórmula para espantar seus anos de frustração como profissional. As duas torcidas o vaiavam quando foi pegar a redonda para cobrar um lateral. Conta-se que ele parou, fixou os torcedores e percebeu que todos falavam as mesmas coisas. A força daquilo não era tão relevante assim, pois não passava da fala de um ou outro, papagaiada pela multidão. Alguma coisa aconteceu, pois passou a selecionar as críticas que levava em consideração; além disso, passou a simplificar seu jogo.  No lugar de tentar fazer tudo pelo time, passou a fazer todo o possível em poucas jogadas. O garoto da base começava a se reconectar com o agora jogador profissional.

Lembrando que após sofrer o gol bem no início da partida, o técnico Rueda tira Berrio do banco, onde estava por uma moléstia física. Entra em campo com 34 minutos de bola rolando. Após intensa pressão, já nos acréscimos do primeiro tempo, Berrio, que segundos antes estava no círculo central, pega a pelota de frente para uma área congestiona, faz jogada estupenda, livra-se de três jogadores e a entrega para Macnelly Torres guardar: era o empate do Verde.

De onde vinha aquela capacidade de recomposição? De circular por vários setores do campo, se colocando em lugar de volantes, laterais, centroavante e mesmo assim nunca deixar de ser o mais eficiente extremo do futebol colombiano? Recém-chegado a Medellín, Juan Carlos Osório exigiu que seu novo clube resgatasse ao Patriotas um dos grandes destaques do campeonato. Assim que o incorporou, o ex-treinador do São Paulo tratou de situar o jogador na melhor posição possível para que seu futebol deslanchasse de vez. Osório percebeu que ele poderia ser um nove (como vinha jogando), um volante interior e mesmo um lateral-ala. Contudo se deu conta de que se Berrio fosse posicionado como extremo ele faria tudo isto muito bem e sem deixar de ser o ponta agudo que levou o Flamengo a contratá-lo.




Características do jogador

Aos poucos, Osório notou que a polivalência de Orlando Berrío era ainda maior do que supunha.  Então, resolveu fazer duas coisas. A primeira delas foi contratar um psicólogo para contornar as explosões do jogador que ainda ocorriam dentro de campo. O “es um negro de mierda”, pronunciado por Sosa, era resultado do estudo e conhecimento do perfil do extremo flamenguista e da certeza de que a explosão voltaria a aparecer dentro do grande jogo. Fora a leitura do que Sosa fizera das recomendações dadas a ele e ao elenco do Rosário Central pelo técnico Coudet. Berrío foi o primeiro a passar por um profissional, mas hoje em dia o clube tem uma equipe composta por 16 psicólogos que presta o mesmo serviço a todos os jogadores do elenco. A segunda atitude de Osório consistiu em explorar todos os recursos do jogador e lapidá-los. No fim das contas, o atacante que o Rubro-Negro contrata consegue:

- atuar como volante, ocupando a faixa central do campo e a partir daí recuar ou avançar conforme a necessidade da equipe. Preferencialmente como volante interior;

- ser um típico “carrillero”, conceito bastante abrangente, mas que essencialmente abarca aquele jogador que ocupa o lado do campo, percorrendo-o de um ponto ou outro: conceito mais amplo do que os de lateral e ala, pois sintetiza a ambos;

- ser um driblador. O fato de possuir um drible longo está associado à força física de Berrío e à sua velocidade. Mas embora não seja um Ibargüen (longe disso), também consegue praticar o drible curto e desconcertante que tanto suas equipes precisaram em momentos decisivos. Parte disso vem da abertura dos braços, o que expande o corpo, projetando-o como um arco que amplia o espaço da bola sob o seu domínio, dificultando sua retomada pelos marcadores: o lance do gol de empate contra o Rosário Central é um exemplo;

- ser um marcador tanto no campo de ataque quanto no de defesa. Para aqueles que comparam o novo reforço com Cirino é bom lembrar que este até oferece combate defensivo na frente, mas é insignificante quando se trata de acompanhar o atacante rival até o campo de defesa. Nisto, Berrío é superior a Cirino e a qualquer outro atacante e meio-campista do atual elenco rubro-negro;

- ser improvisado como camisa 9. Começou assim na carreira e foi colocado como extremo por Osório perceber que centralizá-lo no meio dos zagueiros era reduzir o potencial futebolístico do atleta. Contudo, nada impede a Zé Ricardo de improvisá-lo de 9, em algumas circunstâncias;

- ser eficiente no jogo aéreo. Porém, só em parte. Se há uma deficiência a corrigir é a de se apresentar e fazer poucos gols de cabeça. Curiosamente, na parte defensiva, era um dos jogadores que mais cortava cruzamentos no Patriotas FC. No Nacional nem tanto, pois os zagueiros foram trabalhados na base para executar quase à perfeição este fundamento;

- ser polivalente e obediente às recomendações de seus treinadores. E neste sentido, o que mais se destaca é sua capacidade de atuar pelos dois lados do campo. O fato de Berrio pouco ser flagrado pelo lado esquerdo debita-se à proposta de jogo do Atlético Nacional de jogar com dois extremos e de sempre dispor de um deles para ocupar o setor esquerdo. Ocorre que para confundir a marcação, tanto com Osório quanto com Reinaldo Rueda, a equipe verdolaga invertia os seus extremos. Nem tanto por dificuldades, mas por birra, Jonathan Copete perdeu a titularidade, pois se recusava a trocar de lado. Esta teimosia não faz parte do comportamento de Berrio. Para o auxiliar técnico, Bernardo Redín, o novo reforço do Flamengo era o mais polivalente da equipe (a nosso ver, empatava com Guerra) e o melhor quanto a ouvir e a cumprir fielmente as recomendações do treinador. Ainda para o principal auxiliar de Reinaldo Rueda, o jogador sempre foi o primeiro a reconhecer seus erros em campo e a pedir desculpas aos seus companheiros, nos vestiários;

- executar a cobertura e apoio aos laterais. A nosso ver, esta é a principal deficiência do atual Flamengo. Em geral, esta função é cumprida por Marcio Araújo. Isto ocorre justo porque os atacantes de lado executam mal a recomposição. Colocar Berrío como extremo esquerdo, assim como inverter os dois ponteiros, é algo que Zé Ricardo pode explorar com a chegada do novo reforço. Vantagem, no caso, ao menos quanto a Berrio, é que a qualidade do seu futebol se mantém a mesma, quando ele atua pela esquerda;

- ser o homem do passe final. O que ocorreu no lance do gol de empate, contra o Central, e no gol decisivo de Borja, no jogo de volta contra o São Paulo, no qual Berrío teve uma atuação estupenda;

- ser peça-chave para o contragolpe. Esta é mais uma razão pela qual chega a ser uma heresia comparar Berrío com Cirino. Em situações de pressão, encontramos o colombiano quantificando a primeira linha ou como volante; ou seja, nos lugares perfeitos para o contra-ataque. Lugares em que nem sempre a torcida flagra o pouco interessado Marcelo Cirino.


Final do grande jogo

Jogo segue com pincelas de uma batalha épica no Atanásio Girardot. Aos cinco minutos da segunda etapa, após brilhante jogada coletiva, a equipe verdolaga vira o marcador. Era a primeira vez, após 140 minutos de confronto, que os colombianos se colocavam à frente do Rosário Central.  Então, se estabelece de vez o aluga-se meio-campo. No entanto, para a surpresa de todos, e à medida que o tempo passa, o antijogo do Central se alimenta do desespero do Atlético Nacional e parece ladrilhar o caminho do triunfo argentino.  O jogo de pressão segue seu curso, mas pouco a pouco a articulação das ideias se esvai e deixa de alimentá-lo. A equipe local já tem quatro atacantes na cancha.  Aos 36’, Bocanegra cruza para a área, Berrío voa sobre a bola e acerta o cabeceio para a defesa de Sosa. Já aos 40’, ambos se chocam na área e o arqueiro fica no chão por mais de um minuto, sugerindo dores que não existiam: nada fora dito nesses momentos, mas o efeito das falas anteriores seguia no olhar de um deles e na alma do outro: “no lo va a conseguir pues que es solo um negro de mierda”. Sebastián Pérez, Macnelly e Copete já não estão em campo. Nos minutos finais, Henríquez e sobretudo Marlos Moreno se agigantam na mesma dimensão da frustração que vai danificando a magia de seu futebol. Alejandro Guerra está perdido e Alex Mejía não acha o ângulo certo para ofertar o passe consagrador.

Qual o limite para ofensas e agressões que acontecem dentro de campo? Dentro dele, uma resposta “a Grafite”, por parte do ofendido, pode ser justificada, mas em termos futebolísticos é a melhor? Quem somos nós para sabê-lo? Para Sosa, tudo o que aconteceu “são coisas do jogo, e que devem ser sepultadas dentro de campo”. Sua intenção certamente era a de quebrar o equilíbrio daquele que seu treinador apontara como um dos únicos capazes de se manter taticamente focado até o fim. De certo que quem alude à “raça” de alguém, em termos provocativos, não entende que sua fala passeia pela alma da vítima resgatando momentos semelhantes ao longo de toda a sua vida. E quem consegue manter sua altivez em tais circunstâncias, ater-se a questões táticas e fazer de conta que nada disso faz sentido em tais momentos? Fato é que aos 49’ de jogo, as lágrimas tomavam conta do Atanásio Girardot. Crianças, idosos, homens e mulheres: era o sonho se colorindo do desespero. Quase todos andavam em campo para lá e para cá sem guardar posição. Exceto um: aquele que precisava ser o centroavante. Após ensaiar soluções infrutíferas, Ibargüen consegue a jogada ideal e lança a bola para a área. Henríquez escora de cabeça e Orlando Berrío enterra a pelota no arco do seu torturador. Antes de partir para o abraço, grita o gol na cara de Sosa. Não era o grito de sua liberdade ou de sua consagração: isto tudo já estava com ele. Era o grito de sua verdade: mesmo testado aos extremos, seu equilíbrio se mantivera até o fim porque ele Orlando Berrío,  era diferente.

Este é o jogador que o Flamengo acaba de contratar".


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A quinta-feira que virou um turbilhão de emoções no Flamengo

O Flamengo viveu nesta quinta-feira um turbilhão de acontecimentos neste 26 de janeiro de 2017.


GODINHO

Logo cedo, o vice-presidente de futebol, Flavio Godinho, foi preso de forma preventiva em mais um desdobramento da operação Lava Jato-RJ, por atividades anteriores e que em nada tem a ver com suas funções na Gávea. Ano passado ele já havia sido conduzido de forma coercitiva, porém, mesmo assim ainda o mantiveram como homem forte do futebol, um cargo político, sem remuneração e obrigatório, segundo o estatuto. Arriscaram e perderam. Pegou muito mal e ficou uma mácula pra gestão conduzida pelo Eduardo Bandeira de Mello, que sempre pregou um trabalho com padrões éticos, que cumpre suas responsabilidades sociais e financeiras.


JORGE



Poucas horas depois, o lateral esquerdo, eleito o melhor da posição do último Brasileiro, foi vendido para a Mônaco, nos últimos dias do fechamento da janela europeia para compra e na véspera da Libertadores.

Pensava-se que, para um clube que lutou para ter suas finanças equilibradas e orçado apenas R$ 10 milhões em vendas no orçamento, teria condições de não aceitar de primeira uma proposta por um valor 1/3 abaixo da multa de seu único atleta da base no time titular.

Havia concorrência do City, Liverpool e Inter de Milão, conforme revelou o jornal inglês The Sun, que o comparou ao ex-lateral Roberto Carlos.

Faltou transparência na nota oficial do Flamengo, pois omitiu os valores da negociação. Na certa porque estavam sendo questionados pelo baixo valor durante todo o dia.

Em setembro de 2015 Jorge renovou até 2019. O clube tinha 90%, mas cedeu 20% provavelmente em luvas pela renovação, e ficou com 70% do seu passe. Pelos R$ 30,5 milhões da venda, o Rubro Negro ficará com R$ 23 milhões. Sua multa era de R$ 100 milhões.

É curioso: o clube cede porcentagem para o jogador na renovação, aumenta salário, aumenta a multa, e, na hora da venda, aceita um valor que não representa nem 30% da multa.

Evidente que não seria vendido pelo valor total da multa, mas ficou impressão de que agora que o Jorge começa uma trajetória de destaque no campeonato brasileiro, teve sua primeira convocação, ainda que em uma seleção doméstica, e prestes a disputar sua primeira Libertadores, foi vendido de forma precoce.

Por esse valor, tornou-se a maior venda da história do Flamengo. O que não representa muita coisa, pois reafirma a fama de mau vendedor do clube. Segundo o blog Almanaque Esportivo, essa venda do Jorge representa apenas a 14º maior venda do Inter em valores corrigidos pela inflação e a 11º venda do Grêmio.

Portanto, além da necessidade de reforços que toda a torcida já sabe, o clube agora precisa de um lateral esquerdo e um goleiro, porque, tanto Muralha quanto Trauco podem ser convocados para suas seleções nacionais, e aí o Flamengo terá que utilizar o goleiro Thiago e o lateral Michael, ambos da base.


CARABAO


Horas depois ainda tivemos a bela cerimônia de apresentação do maior patrocínio da história, a Carabao. O energético chega ao Rio em 13 de fevereiro e vai se espalhar pelo Brasil.


ESTADUAL NA TELEVISÃO



À noite, o Conselho Deliberativo aprovou contrato com a TV Globo para o Campeonato Carioca e a Primeira Liga.

O Flamengo assinou por três anos, ao contrário dos outros rivais que assinaram por oito anos,  e vai receber os R$ 15 milhões, mesmo valor de Fluminense, Botafogo e Vasco. Além disso, serão mais R$ 2 milhões pela Primeira Liga, com três anos de contrato, R$ 2 milhões para investimento na Arena da Ilha e, se porventura o Rubro Negro ganhar a ação na justiça pelas placas de publicidade - hoje tem uma liminar a favor, ganhará R$ 1,5 milhão.

A maior vitória foi quebrar o pedágio da FERJ, que fazia a intermediação do dinheiro da televisão, tirando uma parte desta grana para aumentar a premiação, ou seja, fazia graça com dinheiro dos outros, e depois repassava aos clubes. E ainda ameaçava com bloqueio do pagamento em caso de desacordo de suas decisões. O Flamengo se livra dessa amarra, portanto.

A impressão, entretanto, foi de que o clube lutou muito para conquistar pouco. Não que tirar a FERJ do meio do caminho seja pouca coisa, mas os discursos anteriores estavam fortes demais para, na prática, ganhar R$ 600 mil a mais do que os outros rivais.

A discrepância é imensa: na Taça Guanabara, a Globo não vai transmitir nenhum jogo do Botafogo. Quem sustenta o campeonato, já ficou provado, é o clube da Gávea.

Segundo informações, há clausulas nos contratos de que nenhum clube grande pode ganhar mais do que o outro. Então desde sempre a luta dos dirigentes da Gávea era para ganhos mínimos ou institucionais. Ou, no máximo, quebrar o poder da Federação de reter a grana que são dos clubes e que vinha da televisão. Além, é claro, a possibilidade de vender por R$ 1,5 milhão as placas de publicidade se ganhar a ação na justiça.


CIRINO

Nesse meio tempo, tivemos ainda a negativa do Atlético Paranaense em autorizar a ida do Marcelo Cirino para o Inter, mesmo após o Flamengo liberar gratuitamente, como sempre, o lateral direito Léo para o clube do Paraná.

Caso não consiga vendê-lo, terá que pagar R$ 16 milhões à Doyen em janeiro de 2018.


BASQUETE




Seguimos: em paralelo ao turbilhão de emoções, no basquete, a Liga Nacional confirmou que o clássico contra o Vasco, nesse sábado, às 14h, na Arena da Barra, será com portões fechados, pois o GEPE não garantiu policiamento.

E tem mais: Flamengo vai sem Marcelinho, Fischer, Humberto e o pivô Hakeem Rollins, pois a partida é referente ao primeiro turno e, naquele momento, o americano não estava inscrito contra um adversário que tem praticamente 12 adultos. A rotação será sofrida. A terceira derrota seguida parece estar perto.


FUTURO

Pois bem. com a grana da televisão pelo estadual, R$ 15 milhões, que não estava previsto no orçamento, e a grana da venda do Jorge, R$ 13 milhões além do previsto no orçamento, e mais uma grana que deve estar reservada para contratações e que ainda não foi utilizada: Trauco, Conca e Rômulo vieram sem custo, a diretoria que sempre reclamou de não ter dinheiro, apesar da maior receita da história, da dívida em sua maioria ser de longo prazo, da dívida total ser menor do que a receita pela primeira vez na história, agora terá cerca de R$ 38 milhões pra investir em reforços para o time.

Chegou a hora de pensar em reforços para a equipe, investir pesado em jogadores que resolvam que chegam para ser titular de forma indiscutível.

O Flamengo de hoje, que vai disputar a Libertadores, é mais fraco do que o Rubro Negro do ano passado. O que é bastante preocupante.


SEMANA SEM FIM

E a semana ainda nem acabou. O time vem de duas derrotas por 2 x 1 em amistosos contra adversários fraquíssimos: O Vila Nova disputa a segunda divisão e o poderoso Serra Macaense foi goleado pelo Fluminense por 6 x 1 em amistoso com cinco dias de pré-temporada. Diante desse contexto, o Flamengo enfrenta o Boa Vista na estreia do campeonato carioca, neste sábado, às 19h:30min.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O que esperar de Rômulo, o mais novo reforço do Flamengo


Após uma breve novela, o Flamengo anunciou oficialmente a contratação do volante Rômulo que, após quatro anos, deixa o futebol russo. Tem 26 anos e 1,87m, com passagem pela seleção olímpica e principal.

Em setembro de 2012, o atleta sofreu uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho direito. Após procedimentos cirúrgicos, precisou de uma nova intervenção em junho de 2013, o que o deixou de fora da Copa do Mundo de 2014. Ou seja, foram duas cirurgias em nove meses.

Depois disso foram duas temporadas sem contusão, mas jogando pouco. 2015 viveu seu melhor momento: entrou em campo em 20 dos 33 jogos do Spartak com média de 71 minutos em campo. Em 2016, por opção técnica, jogou apenas nove partidas e somente três de titular.

É o típico volante moderno, que marca bem e tem boa saída de bola. É forte também na bola aérea nos dois lados do campo. Conseguindo se livrar dos fantasmas das cirurgias, poderá ser um belo reforço.

Evidentemente que chega para substituir Márcio Araújo. É um belo upgrade na posição. Porém, é mais uma peça pro Zé Ricardo alterar seu esquema, se quiser jogar no 4-1-4-1, visto que não é volante de correria, para fechar as duas laterais. Não que o inominável fosse um exímio marcador, mas era uma das características defendidas pelo treinador mantê-lo titular.

Pra fechar os buracos, como bem salientou Joza Novalis em entrevista memorável no blog, a compactação, a defesa em bloco, deverá ser organizada para não precisar mais de um limitado volante velocista pra executar os cortes.

Ou seja: pode até manter o 4-1-4-1 para atacar, mas para defender vai precisar das duas linhas de quatro ou o 4-2-3-1.

É um ótimo reforço e que chega verdadeiramente para suprir uma lacuna do time titular. Precisa de cuidados médicos e uma estrutura para evitar novos problemas físicos, o que hoje no Flamengo não é mais problema, graças ao moderno Centro de Treinamento e profissionais capacitados.

Falta pouco pro Rubro Negro fechar seu time para a Libertadores. Além de ter mantido a base da temporada passada, o que é importante (chega de começar do zero a cada começo de ano), é preciso caprichar na contratação de pelo menos dois ótimos pontas.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O que esperar de Conca, novo reforço do Flamengo?


Conca está oficialmente confirmado no Flamengo para a temporada de 2017, após algumas tentativas frustradas de contratação - ficou perto em 2015, mas o tricolor fez jogo duro para não reforçar o rival e o vendeu para a China.

Desta vez não teve jeito. O Rubro Negro convenceu o Shangai SIPG a emprestar o argentino até o final do ano, com opção de compra em dezembro.

Conca está se recuperando de uma grave contusão. O Flamengo abriu as portas e vai expôr toda sua estrutura moderna do Centro de Treinamento, EXOS e do Centro de Excelência de Performance (CEP). É um marco para um clube que nunca se preocupou em construir, mas sempre em gastar.

À exemplo do que o São Paulo sempre fez na década passada, quando montou o famoso Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica (Reffis), atraía diversos jogadores que buscavam recuperação física e depois jogavam pelo tricolor paulista.

O negócio é ótimo: o Flamengo só começará a pagar o salário do Conca, cerca de R$ 350 mil, quando ele estiver plenamente recuperado e à disposição para ser escalado. A previsão mais otimista de seu retorno aos gramados é em março. Ou seja, o clube vai pagar pouco mais de R$ 3 milhões em 2017 para ter um dos melhores meias do futebol brasileiro, com poder de decisão incrível.

Conca precisa ser encarado como uma aposta, uma oportunidade que surgiu e que não poderia ser perdida. Não pode ser tratado como grande reforço, primeiro porque, apesar de não ter um histórico de contusão na carreira, tem 33 anos e não se sabe como voltará após a recuperação, segundo porque o Flamengo tem Libertadores já no começo de março e a data de sua volta é incerta. Pode ser que só volte mesmo nas oitavas de final, e o Rubro Negro vai precisar estar lá.

Dentro de campo Zé terá a missão de fazer o que não conseguiu em 2016: jogar com dois meias. Mas desta vez não terá Allan Patrick e Mancuello - que nem é um meia clássico, nem o Ederson que pouco jogou, mas sim o Conca, para ajudar Diego.

Curioso que ultimamente a maior preocupação de alguns especialistas é saber quem vai marcar nesse time. Como se fosse um ato individual: "voltar pra marcar, fechar lateral". O conceito hoje é todos marcarem, todos recomporem e fechar o espaço de forma agrupada, e quem ficar lá na frente ajudar no combate.

Vimos por diversas vezes o próprio Diego dando combate e voltando pra desarmar, e isso sem ele ter tido uma pré-temporada. A expectativa é de que, iniciando o ciclo normal de preparação, que seja um jogador ainda mais decisivo e que ajude muito o Conca na troca de passes e no poder de decisão, tão importante em mata mata. Por vezes vimos no ano passado também o Diego recuando pra ajudar na saída de bola. Pode muito bem cumprir esse papel, fechando a segunda linha de quatro e deixando o argentino lá na frente com o Guerrero.

O adversário, na verdade, é que terá com que se preocupar em encarar tanta diversidade e força ofensiva no ataque.

Confira o vídeo: Diego inicia a jogada antes da linha do meio de campo. Vê a escapada pela esquerda, mas fica posicionado para guardar as costas do Jorge. O Grêmio volta pro ataque e Diego permanece guardando posição praticamente como um volante, até que dá o bote correto, recupera a bola e sai com categoria pro ataque. Tudo isso aos 35 minutos do segundo tempo.

domingo, 18 de dezembro de 2016

O que esperar de Miguel Trauco, novo lateral esquerdo do Flamengo


O Flamengo anunciou na semana passada a contratação do lateral esquerdo Miguel Trauco, 24 anos, por três temporadas, companheiro do Guerrero na seleção peruana.

Vem para fazer substituir o péssimo Chiquinho e quem sabe o Jorge, se este for vendido.

O lateral tem forte vocação ofensiva, chega bem à linha de fundo, tem bons números de assistências (nove, no campeonato nacional) e jogou até de meia aberto pela esquerda. Ou seja: encaixa no perfil de reforço polivalente, como desejado pelo Zé Ricardo.

Não tem característica muito distinta do Jorge: ambos tem posicionamento defensivo ruim, embora ambos tenham como destaque os desarmes.

Jorge só perdeu para Arão em desarmes certos. Foram 85 contra 110 do volante. Já o peruano Trauco conseguiu 11 desarmes em cinco partidas por sua seleção.

Trauco chega com a credencial de quem foi eleito o melhor jogador do campeonato local, além de desembarcar na Gávea sem custos nenhum, com o Flamengo pagando apenas seus salários.

Segundo resumiu o jornal peruano El Comércio, o novo lateral se sacrifica para marcar, tem potência para arrancadas e o mais importante na sua posição, bom passe. Possui um perfil tímido, não gosta de entrevistas, seu discurso é com os pés, não com a boca.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

A chegada de Diego ao Flamengo

Após tantas janelas sendo especulado, finalmente Diego vai jogar no Flamengo.

No último dia de negociação, o clube anunciou a a principal contratação do futebol brasileiro pela segunda vez seguida. Na temporada passada tirou o Guerrero do Corinthians. No começo, havia contratado o Cirino, então sensação da última edição do campeonato brasileiro.

Pode parecer demagogia, mas Diego veio porque quis realmente. Baixou a pedida salarial, abriu mão de R$ 12,7 milhões que tinha a receber até maio de 2017 e rescindiu seu contrato com o Fenerbahçe.

Acreditou naquilo que virou o Flamengo após anos de caos financeiro: um clube que cumpre com suas obrigações, que investiu em estrutura e que terá um CT de alto nível até o final do ano.

Hoje o clube começa a colher o aperto nas finanças de três anos. Muitos zombavam da torcida que "comemorava balanço", "comemorava superávit". Só ela sabe o que passou vendo o Rubro Negro sendo achincalhado pela imprensa e pelos rivais por anos.

Agora é hora de comemorar o Flamengo mandando no mercado e contratando os principais desejos dos clubes rivais.

Aos amigos que até pouco tempo desconheciam o que estava em curso na Gávea e agora estão super preocupados com a austeridade financeira do Flamengo, não se preocupem. O presidente responderá em caso de prejuízo financeiro e gestão temerária com seus próprios bens e para isso não precisou de seguir Medida Provisória do Executivo: o estatuto do clube já comporta sua própria Lei de Responsabilidade Fiscal com duras penas para mandatários irresponsáveis.

Evidente que reforço bom é reforço que dá resultado. E aí vem um problema que a diretoria ainda não conseguiu corrigir: novamente montou o time no meio do campeonato.

Mas o clube da Gávea conseguiu se manter no bolo do campeonato. Trouxe Damião e Donatti que ainda nem estrearam. Manteve Guerrero e tem ainda Éderson, Juan, Rever, Vaz, Allan Patrick, Cirino, Éverton, Cuellar, Arão, Jorge, Rodinei e Muralha.

Zé Ricardo tem nas mãos um elenco que há muito tempo um treinador Rubro Negro não tem. Cabe agora montar o melhor esquema de acordo com seus jogadores à disposição.

Dá pra montar no 1-2-1-2 com: Cuellar; Arão e Mancuello, Diego; Damião e Guerrero;
Dá pra montar no 2-3-1 com Cuellar e Arão; Mancuello, Diego e Allan Patrick; Guerrero

É fato que o Zé vai trocar pneu com o carro andando e as vezes sem tempo para treinar. Boa sorte pra ele!

terça-feira, 21 de julho de 2015

Trivela sobre Ederson: "não criem expectativas, apenas esperanças"


Leia trechos sobre as características do novo reforço do Flamengo, o meia Ederson:

"Dentro de campo, Ederson deverá ajudar principalmente a chegada do Flamengo ao ataque. O meia aparece bastante nos arredores da área, partindo para cima da marcação e arrematando bastante. Entretanto, não costuma criar tantas oportunidades aos companheiros. Seu grande período como “garçom” aconteceu no ápice com o Lyon, o que se perdeu depois disso, independente das lesões. Ainda assim, a qualidade nos passes o permite contribuir bastante na construção e na organização de jogo, algo que falta ao atual time rubro-negro (sobrecarregada no inconstante Canteros) e para o qual o novo camisa 10 deverá chamar a responsabilidade. Além disso, Ederson também é versátil: meia central, pode atuar também pelos lados. E, sem a bola, tende ajudar no combate"

Leia a postagem completa.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Flamengo fecha com o ótimo volante Jonas


No dia 06 de janeiro, escrevi aqui no Ninho sobre o começo da pré-temporada do Flamengo e alertava sobre a preocupante carência na posição de volantes.

E postava:

A diretoria poderia voltar a investir na tentativa de contratar Jonas. De "praticamente fechado" com o Corinthians a "situação indefinida". Ele que foi o melhor desarme da série B com 84% de aproveitamento. Sem contar que a equipe paulista já tem bons jogadores para a posição: Elias, Ralf, Cristian e Petros.

O Corinthians anunciou que estava tudo fechado, porém na hora de pagar não tinha o dinheiro. O Flamengo, com fôlego financeiro, voltou a negociar e conseguiu fechar com o ótimo volante.

Jonas tem números muito bons. Foi o melhor desarme do Brasileirão da série B com 131 bolas recuperadas, sendo 84% de forma correta.

E o melhor: o número de passes certos beira os 92%. Foram 649 passes corretos e apenas 53 errados.

O Flamengo acertou em cheio com sua contratação para uma posição carente. E principalmente pela dificuldade da equipe em ter uma boa saída de bola, ter alguém que não sirva somente para jogar em velocidade, mas que saiba tocar a bola com precisão após recuperá-la. Ter volantes bons de marcação e que saem pro jogo é raridade. Bom saber que o clube foi atrás de um jogador com essas características.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Uma quinta-feira (outra) animada no Flamengo

Outra vez uma quinta-feira de grandes notícias. Depois dos três reforços e o pagamento dos salários na quinta-feira passada, dessa vez a diretoria pagou impostos atrasados de Refis e Timemania, divulgou o acerto de uma cota de patrocínio e no final anunciou o quarto reforço para a temporada.

O zagueiro Wallace que estava no Corinthians rescindiu com o time paulista e acertou com o Flamengo por quatro anos. É um jogador comum, para compor elenco, não era titular e será reserva por aqui. Não seria minha prioridade e dizem que veio como contrapeso das chegadas do Gabriel e Elias, todos jogadores do empresário Carlos Leite. O que é bem comum no futebol, mas que uma hora o Flamengo precisa brecar.

Pela manhã foi anunciado que a vice-presidência de finanças garantiu o pagamento de R$ 8 milhões em impostos atrasados do Refis e Timemania, o que evitará novas penhoras que tanto assustaram o clube nessa virada de ano e engessaram as finanças, além de todo o caos financeiro de conhecimento.

E uma denúncia grave: a informação do não pagamento de três anos do Imposto de Renda dos funcionários, fato que vem sendo apurado pelo trabalho de uma forte empresa de consultoria que fará a auditoria. Surreal!

A outra excelente notícia foi o anúncio da Peugeot como patrocinador master do Flamengo por três anos. O clube ainda não informou o valor, mas a imprensa já crava que foi de R$ 15 milhões. A expectativa agora é da coletiva na segunda para tornar conhecido detalhes do contrato e o possível rodízio com mais duas empresas.

Mas ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo na terça-feira. O fato é que se o BAP conseguir acertar o inédito trio de patrocinadores vai criar tendência violenta no mercado. E claro: um contrato de três anos com R$ 45 milhões já dá para cria um mínimo de planejamento possível para essa nova gestão.

sábado, 7 de julho de 2012

Riquelme faz proposta para jogar no Flamengo, segundo O Globo

Segundo o jornal O Globo, mais precisamente na coluna Panorama Esportivo, Riquelme autorizou seu representante a negociar com o Flamengo. A proposta já teria sido feita e agora só falta a resposta do outro lado, do Clube.

O argentino Juan Román Riquelme, 34 anos, só não defenderá o Flamengo ainda no atual Campeonato Brasileiro se o clube da Gávea não quiser. O jogador, que anunciou seu desligamento do Boca Juniors logo após a derrota para o Corinthians, na final da Libertadores, autorizou seu representante a negociar com o rubro-negro.

A proposta de Riquelme já está feita. Agora, é com o Flamengo. Dono do passe, Riquelme aceita jogar no Flamengo apenas pelo salário. Quer receber algo em torno de R$ 500 mil por mês, por um ano de contrato. A presidente Patrícia Amorim já tem a proposta em mãos e corre contra o tempo para viabilizar o negócio. O argentino é o camisa 10 dos sonhos de muita gente na diretoria rubro-negra.

Um ano de contrato, sem multa rescisória absurda. Seria o meia de fato que falta a esse time do Flamengo, cheio de volantes que jogam como meias, e meias que jogam como pontas. O maior problema é que já está com 34 anos e é natural que esteja lento, teve algumas boas atuações na Libertadores, mas foi engolido pela forte marcação do Corinthians, além dos problemas extra-campo que sempre o acompanharam.

Pela engenharia financeira que Michel Levy está montado para fechar com Diego, sou muito mais apostar no Riquelme e pagar os 500 mil por um ano de contrato.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Esqueçam tudo: Botinelli vai ficar


Esqueçam o post abaixo, Botinelli não será mais emprestado até o final do ano pelo zagueiro Victorino do Cruzeiro. Os clubes acertaram tudo, só esqueceram de negociar com os jogadores. Coisa de gênio.

Espero que não esqueçam da conversa com Galhardo e David Braz, ou: que acertem logo a contratação do Ibson antes que o presidente do Santos volte à lucidez.

Então ficamos assim: Welligton continua titular na zaga e Botinelli continua no meio de campo reserva. Se antes precisava resolver um problema no meio de campo, agora temos também a zaga como outro ponto crítico.

Uma pena!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Flamengo sem dinheiro: Bottinelli por Victorino

Sem dinheiro para grandes investimentos, o Flamengo vai usando o que tem no elenco como moeda de troca para se reforçar.

A diretoria emprestou Botinelli em troca do zagueiro Victorino até o final do ano. Vamos lá: trocaram um titular por um reserva, trocaram um zagueiro selecionável por um meia instável, que viveu mais momentos regulares que bons. Não tem como achar essa troca ruim.

Os problemas que precisam ser levantados:

1) Por que o Flamengo emprestou de graça Alex Silva? Por que não pediu nenhuma contrapartida, meu Deus? Coisas que só a diretoria Rubro Negra faz.

2) A questão dos contratos. Geralmente quando um jogador estrangeiro é contratado por quatro anos, o clube faz dois anos de contrato regular com mais dois de gaveta - foi assim com Fierro. O argentino foi contratadado em janeiro de 2010, seu contrato oficial acaba em janeiro de 2013, é bom ficar esperto com esse contrato de gaveta.

3) A questão da convocação para a seleção. González tem sido convocado para seleção chilena, Victorino para a seleção uruguaia. Vamos ficar bem fragilizados em tempos de eliminatórias e amistosos.

Victorino foi um dos zagueiros mais cobiçados em 2010 quando teve ótimas atuações jogando na La U, mas no Cruzeiro não esteve bem, como praticamente o time inteiro, quem sabe com mudanças de ares volte a apresentar seu bom futebol.

Mas o time, se resolve o problema da defesa, terá sérias dificuldades em seu meio campo. Botinelli apesar da irregularidade, era o único que de fato pode ser chamado de armador nesse elenco, apesar de que vinha jogando mais como um terceiro volante que um meia. Ainda tem o Camacho, mas é pouco.

É fato que vai precisar contratar um meia e torço para que seja um jogador indiscutível. Até porquê corre-se o risco do Joel Santana imaginar que Ibson ou Kléberson pode ser este jogador.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Jael, o cruel, quase foi campeão da Libertadores com o Santos


Sem acertar com um atacante de peso, o Flamengo fechou com Jael, que na Bahia ganhou apelido de "o cruel". E que por pouco não foi campeão da Libertadores com o Santos, devido às lesões de Diogo e Maikon Leite, Muricy Ramalho aprovou o nome de Jael como reforço, mas a diretoria santista não conseguiu inscrevê-lo a tempo paraa segunda fase da competição.

No Paulistão jogando pela Portuguesa, Jael marcou seis gols e foi elogiado por Neymar: "Seria engraçado. O Jael é um grande jogador, que deu muito trabalho para a nossa defesa quando jogou contra a gente". 

O problema é a fama de brigão fora e dentro de campo. Agrediu o gerente de futebol do Bahia, depois ainda desferiu um soco em um jogador do Paraná e foi suspenso por cinco jogos.

Como escrevi no outro post, ele pertence a empresa Energy Sports Brasil, curiosamente a mesma empresa de onde o Luxemburgo descobriu o Wanderley.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Confirmado: Airton é do Flamengo por um ano. Excelente reforço!


Com o site oficial do Flamengo divulgando em primeira mão, o volante Airton fechou com o Flamengo por um ano. Na segunda ele será apresentado e já começa a preparação para a estréia. Ele está no Rio de Janeiro de férias, depois do final da temporada jogando pelo Benfica, onde foi pouco aproveitado.

A janela de transferência abre dia 20 de junho, o próximo jogo pós-janela é dia 25 contra o Atlético-MG no Engenhão. Agora falta pelo menos um zagueiro para fechar o sistema defensivo. Sem Juan, Alex Silva é o grande nome e já poderia jogar de imediato.

Em 2009 o Flamengo sofria justamente pelo fraco sistema defensivo, quando chegaram Álvaro e Maldonado para corrigir esse drama.

Luxemburgo em entrevista deu a entender que deve sacar Renato, mas é inegável que o time melhorou sua saída de bola e seu passe com a presença do Renato: o time tem a maior posse de bola, maior números de passes certos, e o que mais finaliza no campeonato, e mesmo sem ter um atacante, tem o melhor ataque da competição.

Botinelli também tem participação importante nesse bom meio de campo armado. Ele vem melhorando a cada jogo, tá ganhando mais confiança, e preserva bem a posse de bola. É uma formiguinha em campo e não merece ser sacado agora.

O que fazer? É testar como anda o passe do Airton, se consegue manter o bom volume de jogo. Agora, um fato mesmo é que a marcação na intermediária que só tinha Willians, vai ter uma ajuda de peso lá trás.

É um problema bom de se resolver para Luxemburgo.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Junior César é o reforço para a lateral esquerda


Junior César foi contratado como o reforço para a lateral esquerda. O São Paulo também tinha em mãos propostas de Palmeiras, Cruzeiro, Grêmio, mas pesou o desejo do jogador em atuar no Flamengo.

Ele é um lateral sem grandes habilidades, mas com velocidade, explosão. Teve seu grande momento jogando no Fluminense em 2008, chegando inclusive à final da Libertadores com Thiago Neves.

Algumas matérias dão conta em reedição da dupla na esquerda, mas ao contrário do Fluminense, Thiago Neves tem jogado mais na direita. Vai fazer companhia ao Botinelli. Pode ser interessante. O argentino é habilidoso, rápido nos dribles curtos, mas não tem tanta velocidade. Tem caído bem pela esquerda, inclusive pode alternar mais vezes com Ronaldinho no meio, e deu uma vida ali naquele setor, ao contrário do Renato, que é mais burocrático.

Agora, incrível como virou senso comum a opinião que o Flamengo contratou o reserva do Juan. Tirando do contexto, foi isso mesmo, mas analisando friamente, Juan só é titular porque o Junior César se machucou, foi operado em 2010 e o Capergiani o preteriu.

Alguns tricolores paulistas não gostaram dessa venda. Juan não tem jogado nada bem. Continua o velho Juan de sempre.