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quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

As 10 maiores contratações do futebol brasileiro

Foi ventilada que a contratação de Arrascaeta seria a maior da história do futebol brasileiro. No entanto, atualizando os valores com a cotação atual, verifica-se que a vinda do uruguaio é na verdade a terceira maior.

Quem trouxe a informação correta foi o jornalista Rodrigo Capelo, nessa manhã no Redação Sportv. 

Porém, destaca que é do Flamengo sim, a maior contratação com recursos próprios, pois o Vasco comprou o "passe" do Edmundo com dinheiro do Bank of America e o Corinthians comprou Tévez com grana da MSI.


Flamengo só gastou 8% do seu faturamento com a contratação de Arrascaeta

Como de praxe, em toda negociação que o Flamengo se envolve, surgem dúvidas de onde vem o dinheiro, ficam "temerosos" se o time da Gávea corre o risco de voltar a ter problemas financeiros e, por fim, que é absurdo pagar valores tão elevados.

Nesse momento não faltam jornalistas mal informados ou que usam de má fé para despejar seu bairrismo. 

Quando o clube penava, trazendo reforços da série B paulista, ninguém fingia interesse. Agora surgem vários preocupados com um possível retrocesso financeiro. Pura bobagem!

Em 2015, quando veio Guerrero, foram grandes os questionamentos se o Flamengo teria condições de arcar com o alto salário do peruano. Três anos depois o atacante já saiu do Flamengo, não houve atraso de salário durante o período e nenhum problema financeiro foi constatado, pelo contrário, mesmo sem, infelizmente, ter conquistado um título relevante.

Nessa quinta-feira o jornalista Rodrigo Capelo participou do Redação Sportv e esclareceu, sempre de forma didática, que o Flamengo, até o momento, não corre nenhum risco de voltar a ter jogadores que fingem que jogam e o clube finge que paga salário.

E apresentou o interessante número sobre a proporção da contratação de Arrascaeta em relação à receita do Flamengo para 2019, comparando com outras duas contratações gigantescas, corrigindo os valores:


É isso: após a terceira maior contratação do mercado, com os valores corrigidos, o impacto no faturamento do Flamengo com a vinda do Arrascaeta foi de apenas 8%.

Quem não percebeu os sinais evidentes da gestão administrativa promovida desde 2013, quem não se tocou que as contratações de Guerrero, depois Diego, depois Éverton Ribeiro, culminando com Vitinho no ano passado, com certeza acordou da inércia assustado com a força do Rubro Negro nesse ano.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Estreia do Flamengo na Libertadores tem recorde de audiência. E o investimento para abrir o Maracanã

AUDIÊNCIA

A TV Globo obteve na quarta-feira a maior audiência da Libertadores desde 2010, justamente de um jogo do Flamengo, pelas quartas de final contra o Universidad Católica (2 x 1).

Foram 35 pontos de audiência e mais da metade das televisões ligadas na partida de quarta-feira contra o San Lorenzo. Em 2010 a audiência foi de 38 pontos.

Em São Paulo, a estreia do Palmeiras na competição rendeu apenas 24 pontos de média.

O Flamengo segue batendo recorde de audiência. A final da Taça Guanabara rendeu a maior audiência pelo Campeonato Carioca desde 2010.

Realmente, a divisão das cotas ainda é muito desigual, o Rubro Negro tem que ganhar muito mais do que ganha.


FINANÇAS

Dentro de campo o Flamengo conseguiu o que mais queria: estrear com vitória na Libertadores, com goleada, boa atuação no segundo tempo e uma renovação de esperança ao torcedor.

Foram investidos R$ 1,7 milhão para recuperação do estádio apenas para esse jogo contra o San Lorenzo, em uma obra que custou mais de 1 bilhão para os cofres do poder público. O custo operacional da partida foi de R$ 424 mil.

A renda bruta foi de R$ 3,6 milhões. A FERJ, que em nada tem a ver com o espetáculo, afinal é a Conmebol a organizadora da Libertadores, levou 10% da renda bruta (R$ 362 mil).

Por fim, o clube da Gávea levou pra casa 638 mil.




sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

A quinta-feira que virou um turbilhão de emoções no Flamengo

O Flamengo viveu nesta quinta-feira um turbilhão de acontecimentos neste 26 de janeiro de 2017.


GODINHO

Logo cedo, o vice-presidente de futebol, Flavio Godinho, foi preso de forma preventiva em mais um desdobramento da operação Lava Jato-RJ, por atividades anteriores e que em nada tem a ver com suas funções na Gávea. Ano passado ele já havia sido conduzido de forma coercitiva, porém, mesmo assim ainda o mantiveram como homem forte do futebol, um cargo político, sem remuneração e obrigatório, segundo o estatuto. Arriscaram e perderam. Pegou muito mal e ficou uma mácula pra gestão conduzida pelo Eduardo Bandeira de Mello, que sempre pregou um trabalho com padrões éticos, que cumpre suas responsabilidades sociais e financeiras.


JORGE



Poucas horas depois, o lateral esquerdo, eleito o melhor da posição do último Brasileiro, foi vendido para a Mônaco, nos últimos dias do fechamento da janela europeia para compra e na véspera da Libertadores.

Pensava-se que, para um clube que lutou para ter suas finanças equilibradas e orçado apenas R$ 10 milhões em vendas no orçamento, teria condições de não aceitar de primeira uma proposta por um valor 1/3 abaixo da multa de seu único atleta da base no time titular.

Havia concorrência do City, Liverpool e Inter de Milão, conforme revelou o jornal inglês The Sun, que o comparou ao ex-lateral Roberto Carlos.

Faltou transparência na nota oficial do Flamengo, pois omitiu os valores da negociação. Na certa porque estavam sendo questionados pelo baixo valor durante todo o dia.

Em setembro de 2015 Jorge renovou até 2019. O clube tinha 90%, mas cedeu 20% provavelmente em luvas pela renovação, e ficou com 70% do seu passe. Pelos R$ 30,5 milhões da venda, o Rubro Negro ficará com R$ 23 milhões. Sua multa era de R$ 100 milhões.

É curioso: o clube cede porcentagem para o jogador na renovação, aumenta salário, aumenta a multa, e, na hora da venda, aceita um valor que não representa nem 30% da multa.

Evidente que não seria vendido pelo valor total da multa, mas ficou impressão de que agora que o Jorge começa uma trajetória de destaque no campeonato brasileiro, teve sua primeira convocação, ainda que em uma seleção doméstica, e prestes a disputar sua primeira Libertadores, foi vendido de forma precoce.

Por esse valor, tornou-se a maior venda da história do Flamengo. O que não representa muita coisa, pois reafirma a fama de mau vendedor do clube. Segundo o blog Almanaque Esportivo, essa venda do Jorge representa apenas a 14º maior venda do Inter em valores corrigidos pela inflação e a 11º venda do Grêmio.

Portanto, além da necessidade de reforços que toda a torcida já sabe, o clube agora precisa de um lateral esquerdo e um goleiro, porque, tanto Muralha quanto Trauco podem ser convocados para suas seleções nacionais, e aí o Flamengo terá que utilizar o goleiro Thiago e o lateral Michael, ambos da base.


CARABAO


Horas depois ainda tivemos a bela cerimônia de apresentação do maior patrocínio da história, a Carabao. O energético chega ao Rio em 13 de fevereiro e vai se espalhar pelo Brasil.


ESTADUAL NA TELEVISÃO



À noite, o Conselho Deliberativo aprovou contrato com a TV Globo para o Campeonato Carioca e a Primeira Liga.

O Flamengo assinou por três anos, ao contrário dos outros rivais que assinaram por oito anos,  e vai receber os R$ 15 milhões, mesmo valor de Fluminense, Botafogo e Vasco. Além disso, serão mais R$ 2 milhões pela Primeira Liga, com três anos de contrato, R$ 2 milhões para investimento na Arena da Ilha e, se porventura o Rubro Negro ganhar a ação na justiça pelas placas de publicidade - hoje tem uma liminar a favor, ganhará R$ 1,5 milhão.

A maior vitória foi quebrar o pedágio da FERJ, que fazia a intermediação do dinheiro da televisão, tirando uma parte desta grana para aumentar a premiação, ou seja, fazia graça com dinheiro dos outros, e depois repassava aos clubes. E ainda ameaçava com bloqueio do pagamento em caso de desacordo de suas decisões. O Flamengo se livra dessa amarra, portanto.

A impressão, entretanto, foi de que o clube lutou muito para conquistar pouco. Não que tirar a FERJ do meio do caminho seja pouca coisa, mas os discursos anteriores estavam fortes demais para, na prática, ganhar R$ 600 mil a mais do que os outros rivais.

A discrepância é imensa: na Taça Guanabara, a Globo não vai transmitir nenhum jogo do Botafogo. Quem sustenta o campeonato, já ficou provado, é o clube da Gávea.

Segundo informações, há clausulas nos contratos de que nenhum clube grande pode ganhar mais do que o outro. Então desde sempre a luta dos dirigentes da Gávea era para ganhos mínimos ou institucionais. Ou, no máximo, quebrar o poder da Federação de reter a grana que são dos clubes e que vinha da televisão. Além, é claro, a possibilidade de vender por R$ 1,5 milhão as placas de publicidade se ganhar a ação na justiça.


CIRINO

Nesse meio tempo, tivemos ainda a negativa do Atlético Paranaense em autorizar a ida do Marcelo Cirino para o Inter, mesmo após o Flamengo liberar gratuitamente, como sempre, o lateral direito Léo para o clube do Paraná.

Caso não consiga vendê-lo, terá que pagar R$ 16 milhões à Doyen em janeiro de 2018.


BASQUETE




Seguimos: em paralelo ao turbilhão de emoções, no basquete, a Liga Nacional confirmou que o clássico contra o Vasco, nesse sábado, às 14h, na Arena da Barra, será com portões fechados, pois o GEPE não garantiu policiamento.

E tem mais: Flamengo vai sem Marcelinho, Fischer, Humberto e o pivô Hakeem Rollins, pois a partida é referente ao primeiro turno e, naquele momento, o americano não estava inscrito contra um adversário que tem praticamente 12 adultos. A rotação será sofrida. A terceira derrota seguida parece estar perto.


FUTURO

Pois bem. com a grana da televisão pelo estadual, R$ 15 milhões, que não estava previsto no orçamento, e a grana da venda do Jorge, R$ 13 milhões além do previsto no orçamento, e mais uma grana que deve estar reservada para contratações e que ainda não foi utilizada: Trauco, Conca e Rômulo vieram sem custo, a diretoria que sempre reclamou de não ter dinheiro, apesar da maior receita da história, da dívida em sua maioria ser de longo prazo, da dívida total ser menor do que a receita pela primeira vez na história, agora terá cerca de R$ 38 milhões pra investir em reforços para o time.

Chegou a hora de pensar em reforços para a equipe, investir pesado em jogadores que resolvam que chegam para ser titular de forma indiscutível.

O Flamengo de hoje, que vai disputar a Libertadores, é mais fraco do que o Rubro Negro do ano passado. O que é bastante preocupante.


SEMANA SEM FIM

E a semana ainda nem acabou. O time vem de duas derrotas por 2 x 1 em amistosos contra adversários fraquíssimos: O Vila Nova disputa a segunda divisão e o poderoso Serra Macaense foi goleado pelo Fluminense por 6 x 1 em amistoso com cinco dias de pré-temporada. Diante desse contexto, o Flamengo enfrenta o Boa Vista na estreia do campeonato carioca, neste sábado, às 19h:30min.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Flamengo reduz 90% das dívidas trabalhistas e planeja deixar o Ato Trabalhista por falta de demanda

Em cara enviada aos sócios, Flávio de Araújo Willeman, Vice-Presidente Jurídico e de Procuradoria-Geral do Flamengo, informou que em 2013 havia 500 processos trabalhistas em curso na Gávea, de lá para cá foram realizados mais de 160 acordos trabalhistas, sendo pago mais de R$ 78 milhões com dinheiro oriundo do Ato Trabalhista, culminando com um total de 50 processos ao final de 2016.

Em 2011, 2012 e 2013 o clube tinha uma média de 100 novas ações a cada ano. Em 2014 e 2015 esse número caiu para 50. Em todo o ano de 2016 houve apenas 26 novas ações trabalhistas.

Em face da pouca demanda, o Flamengo planeja até uma possível saída do do Ato Trabalhista firmando com o Tribunal Regional do Trabalho, que desconta 15% de toda receita do clube e são centralizados em uma única conta judicial para o pagamento dos credores.

Hoje, o saldo da conta do Ato trabalhista é positivo.

O acordo mais significativo foi realizado em novembro, com o ex-jogador Romário. No acordo firmado, a obrigação do Flamengo com o agora Senador perduraria até 2022, entretanto, após uma proposta de pagamento à vista com um considerável desconto, foi possível antecipar o pagamento do saldo devedor e encerrar definitivamente o processo trabalhista mais antigo da Gávea.

Destaque também para a decisão favorável em primeiro instância referente à cobrança de ISS supostamente devido pelo clube no período de 1999 a 2002, cujo valor atualizado é de R$ 100 milhões. A PGR do município do Rio recorreu da decisão.

Em 2017, o departamento jurídico do Flamengo mira obter decisão favorável no Tribunal Regional Federal em execução fiscal referente à cobrança de multa do Banco Central do Brasil  - BACEN, por operações realizadas na década de 90, além de manter as Certidões Negativas de Débito e manter sob controle em relação aos riscos de penhoras, pois restam seis casos, que são diariamente monitorados.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

1º semestre de 2016: Flamengo aumenta sua receita, gasta mais com o futebol, porém R$ 36 milhões a menos do que o Palmeiras

Em coluna no jornal Lance desta quinta-feira, Amir Somoggi analisou as finanças do Flamengo, referentes ao primeiro semestre de 2016.

Confira aqui.

Em 2015 a receita total foi de R$ 356 milhões, com custos de futebol de R$ 147 milhões e superávit de R$ 130 milhões.

Nos primeiros seis meses de 2016, as receitas atingiram R$ 222 milhões, um aumento de 27% na comparação com o mesmo período de 2015.

O dado mais relevante é o aumento dos gastos com o futebol. Em todo 2015, o Flamengo gastou apenas 41% das suas receitas com o futebol. Corinthians, por exemplo, gastou 84%, Grêmio 101%, Palmeiras 70%.

Já no primeiro semestre deste ano, o Flamengo gastou R$ 97 milhões frente aos R$ 71 milhões dos primeiros seis meses de 2015, o que representa apenas 44% da receita total.

É evidente que com as contratações da metade do ano este percentual deve subir, mas revela que o Rubro Negro tem muita gordura para queimar em termos de gastos com o futebol.

Em termos comparativos, o Palmeiras gastou neste primeiro semestre R$ 134 milhões (86% em relação à receita) contra R$ 98 milhões do Flamengo (44% em relação à receita.

A situação financeira tende a melhorar muito em 2017: a volta do Maracanã, o aumento já notável do Sócio Torcedor com a volta do time ao Rio, a confirmação da vaga na Libertadores, a renovação contratual de televisão para o campeonato Carioca e a assinatura recente do contrato com a construtora MRV de R$ 16 milhões em dois anos de contrato que ficará presente na parte superior do Manto. Superior, por exemplo, aos R$ 21 milhões por três anos do Corinthians na mesma posição do uniforme.

As perspectivas são excelentes e parece que finalmente o clube vai colher os frutos de três anos de austeridade financeira.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Valor Econômico: "Flamengo campeão ajudaria demais"

Matéria do jornal Valor Econômico analisa que um título expressivo para o Flamengo seria uma das melhores coisas que poderia ocorrer para melhorar as finanças dos clubes brasileiros de futebol.

O jornal avaliou que o clube, que sempre teve má fama no mercado, é o responsável, sozinho, por 41% do resultado operacional recorrente desse conjunto de clubes em 2015.

Entretanto, falta um título relevante. O último foi o da Copa do Brasil de 2013.

Confira a reportagem:




sexta-feira, 15 de abril de 2016

Flamengo paga pouco mais R$ 60 milhões e enterra outro esqueleto financeiro

Como uma valor de R$ 6 milhões se transformou em uma dívida que chegou a ser de quase R$ 90 milhões, sendo que nesta semana foi batido o martelo em R$ 61,5 milhões?

Em 1996 o então presidente Kléber Leite tirou Edmundo do Palmeiras por R$ 6 milhões, para formar com Romário e Sávio o "melhor ataque do mundo".

Este valor foi emprestado pelo Grupo Multiplan e não foi honrado nem pelo Kléber Leite e muito menos reconhecido pelos presidentes eleitos. A bola de neve foi crescendo, o clube foi perdendo sucessivamente na Justiça, até que finalmente colocaram um ponto final em mais um esqueleto guardado no armário na Gávea.

Com aprovação pelo Conselho Deliberativo, o Flamengo desembolsará R$ 10 milhões à vista, parcelará R$ 7,5 milhões e liberará mais R$ 44 milhões que se encontravam penhorados na Justiça, provenientes de cotas de TV e patrocínios.

Nestes termos, o clube deixa de sofrer penhoras em todas suas receitas, enterra de vez este esqueleto milionário e vai saneando suas contas para se tornar cada vez mais cada vez mais competitivo.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

A constrangedora retirada de campo do Paulo Victor: na próxima gestão o CT precisa ser prioridade no Flamengo


Foi de fato muito ruim e constrangedora a imagem do goleiro Paulo Victor sendo carregado em um carrinho de mão em meio às obras no Ninho do Urubu.

Não vou entrar na discussão se tem ou não carrinho, se já aconteceu em outros clubes ou se a repercussão está exagerada: é preciso que no próximo triênio a diretoria Rubro Negra tenha o fim da reforma do CT como prioridade.

Entendo que nessa primeira gestão o objetivo era organizar a casa, as finanças, e sem isto não teria condições para almejar nada em termos de estrutura, mas urge injetar dinheiro no Ninho.

O Flamengo está sendo muito bem visto no mercado como um clube organizado, com salários em dia, transparente, mas não dá para evoluir em termos de reforços e não dispor condições de trabalho adequadas.

Destaco a fala de Alexandre Rangel, especialista em consultoria para megaeventos e clubes esportivos e sócio da Ernst &Young (EY), que tem sido parceira do Rubro Negro em seu planejamento estratégico:

Mas em 2016 tudo muda. No próximo ano, o Flamengo aumenta sua arrecadação em torno de R$70 a R$90 milhões por conta da TV e reajustes de contratos de marketing. Então essa verba será toda aplicada no futebol. 
Aí começa outra diferença de como o novo Flamengo pensa de forma estratégica, de forma bem diferente da gestão tradicional, antiga e ultrapassada do futebol: Não é apenas pegar 100% desses novos valores e botar exclusivamente em ações do curto prazo, como a compra de jogadores formados para o time profissional. O clube precisa investir parte no longo prazo: em ter um dos melhores centros de treinamento no Brasil, seja para formar novos craques em casa e seja para incentivar que os jogadores de renome do Brasil e do exterior queiram vir para o Flamengo. Isso porque, ter condições de trabalho e desenvolvimento é um dos fatores de decisão para vários jogadores de alto potencial e seus empresários. Jogador bom evita ir para time com CT ruim, é fato. 
Parte desse dinheiro extra tem que ser separado para o clube investir no médio prazo: na base, não só em equipe técnica, mas também captando jogadores com idade sub-15, sub-19 e formar jogadores diferenciados que possam entrar no time profissional em um horizonte de 3 a 5 anos. Então, pelo plano estratégico, esses investimentos de médio e longo prazo também serão priorizados. Mesmo assim, em 2016 se o Flamengo já não for o time que mais investe no futebol profissional será próximo disso. A partir daí, de 2017 em diante, devem ser agregados de R$30 a R$40 milhões todo ano em novas receitas vindas da expansão do programa de marketing e das receitas de competições (mais publico melhores valores de ingresso e prêmios). E isso vai se tornando uma vantagem competitiva em relação a outros clubes.
Vale lembrar que além desse dinheiro a mais que o Flamengo vai receber pelo aumento de receitas, a partir de 2016 também teremos a redução dos gastos pela eliminação progressiva das dívidas e juros, então a cada ano vai sobrar mais dinheiro. Vamos saltar de um patamar de R$160 a R$180 milhões em 2014 e 2015 e chegar próximo a R$250 milhões sendo investidos no futebol entre 2016 e 2017, e acima de R$300 milhões entre 2018 e 2020.

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Flamengo anuncia Guerrero, e colhe os frutos do que plantou há dois anos


Na quarta-feira a coluna Painel Futebol Clube da Folha de São Paulo informava que a saída de Luxemburgo destravava pelo menos três negociações em curso na Gávea.

Isso porque, segundo o jornalista Bernardo Itri, empresários dos atletas que negociavam com o clube carioca não estavam gostando da interferência de Luxemburgo nas tratativas, o que atrapalhou as contratações. E que após a saída do treinador, as conversas caminhavam para um final feliz pro Rubro Negro.

Coincidência ou não, três dias após a saída do antigo técnico, o Flamengo anunciou a contratação do atacante Guerrero.

Um espetacular reforço dentro e fora de campo, que mexe em todos os níveis na estrutura do Flamengo. Desde o mais importante que é ter um atacante de referência dentro da área, o último foi o Adriano (ou não?), até o aumento do sócio-torcedor, da presença da torcida nos jogos e da confiança da própria equipe. É uma injeção de auto estima para um elenco que agora tem à frente um novo comandante e disputará um clássico no domingo.


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O Flamengo durante dois anos precisou ordenar a casa. Precisou dispensar Vagner Love no futebol, César Cielo na natação e montar elencos modestos. Muitos pensavam que o vice-presidente de finanças, Rodrigo Tostes, vazia isso porque curtia um masoquismo, como se somente se preocupasse em pagar dívidas, como se não fosse obrigado pela situação caótica com que encontrou o Clube. Ouviu muito que o "clube não era banco" e outras bobagens.

Pois bem, chegou o momento do Flamengo dar um passo dentro de suas limitações orçamentárias. Veio Marcelo Cirino no começo do ano, agora Paolo Guerrero, duas das melhores contratações da temporada no futebol brasileiro e pode vir mais gente. E olha que neste ano a situação ainda é periclitante. Como Bandeira sempre diz: esse ano está melhor do que o ano passado e ano que vem estará melhor do que esse ano.

Aos amigos jornalistas que até pouco tempo desconheciam o que estava em curso na Gávea e agora estão super preocupados com a austeridade financeira do Flamengo, não se preocupem. O presidente responderá em caso de prejuízo financeiro e gestão temerária com seus próprios bens e para isso não precisou de seguir Medida Provisória do Executivo: o estatuto do clube já comporta sua própria Lei de Responsabilidade Fiscal com duras penas para mandatários irresponsáveis.


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É muito, mais muito simbólica essa contratação do Guerrero. Tira um ídolo do rival midiático, revela a todos do que hoje o Flamengo é capaz e desnuda uma imagem de "clube europeu" do Corinthians.

O Rubro Negro está pelo menos dois anos à frente dos seus adversários. Passou por duros percursos, entretanto hoje já começa a colher os frutos. Não só da parte financeira, mas também de sua imagem e de credibilidade com o mercado.

Sem dúvida nenhuma é um grande dia para toda Nação Rubro Negra!

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Exame: "O Flamengo agora dá lucro. Só falta ser campeão"


Super matéria da Exame sobre a administração Rubro Negra. Começando lá em 27 de dezembro de 2012 com Bandeira e Tostes voluntariamente visitando a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional para fazer um acordo das dívidas do Flamengo.

Confira o trecho inicial:

Na manhã do dia 27 de dezembro de 2012, o economista Eduardo Bandeira de Mello e o advogado Rodrigo Tostes entraram na sede da Procuradoria Regional da Fazenda Nacional, no centro do Rio de Janeiro, com uma missão cheia de ineditismo. O primeiro tinha na bagagem mais de três décadas de trabalho no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social ­(BNDES). O segundo, quatro anos na consultoria PwC.  
Bandeira e Tostes estavam prestes a se tornar, respectivamente, presidente e vice-presidente de finanças do Clube de Regatas do Flamengo. E eles chegavam à procuradoria para começar a pagar uma dívida de quase 400 milhões de reais do clube com o governo federal. Quando entraram no prédio, de terno e gravata, foram cercados pelos auditores como se fossem dois alienígenas.  
“Vocês são mesmo do Flamengo?”, disse um incrédulo funcionário público. Alguém então pediu um cartão com a identificação do clube. Não tinham, já que só tomariam posse dali a algumas horas. A saída foi abrir o computador e mostrar uma reportagem sobre a eleição do Flamengo, ocorrida 24 dias antes, com a imagem dos dois. Só então os procuradores acreditaram: o Flamengo, por livre e espontânea vontade, tinha decidido pagar uma dívida.  
A incredulidade dos procuradores se justificava: o Flamengo, time de maior torcida do Brasil, era também uma grande piada, símbolo do descalabro da gestão dos clubes de futebol brasileiros. O Flamengo estava no imaginário popular tanto pelos gols de Zico e pela torcida no Maracanã quanto pela arrasadora frase do meio-campista Vampeta: em sua passagem pelo Flamengo, ele disse que “o clube fingia que pagava e a gente fingia que jogava”.

Agora é curioso esse "só falta ser campeão" quando o texto reconhece que a atual diretoria entrou tendo que enfrentar uma dívida de R$ 715 milhões ao final de 2012.

Não dá para dissociar a evolução financeira do time dentro de campo. Ou: quando elogia-se o crescimento da receita e a despesa congelada, não dá para exigir ser campeão nesse situação, e olha que ganhou a Copa do Brasil de 2013 e o Estadual de 2014. O São Paulo, por exemplo, gastou R$ 235 milhões no ano passado contra R$ 169 milhões da Gávea e não ganha nada desde o Brasileiro de 2008.

Esse ano o Flamengo está melhor do que o ano passado e no ano que vem estará melhor do que esse ano. Quando o clube começar a ganhar títulos, todos voltarão a ler essa reportagem para ver como tudo começou.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Valor Econômico: "Flamengo supera Corinthians e mercado considera hoje o clube um exemplo de governança"

Reportagem do jornal Valor Econômico dessa segunda-feira revela um Flamengo com uma receita recorde de R$ 347 milhões, superando os R$ 258 milhões do Corinthians em 2014. Um crescimento de 27% em comparação ao ano passado para o time Rubro Negro e uma queda de 12% do time paulista.

O Flamengo aumentou sua receita, diminuiu sua despesa e atacou os débitos com o governo. Além de trabalhar o relacionamento com as empresas, com uma imagem de um clube transparente e com governança.

Confira trechos:


Segundo a matéria, o mercado especula que o Flamengo poderá chegar aos R$ 100 milhões em patrocínio e publicidade, hoje é de R$ 80 milhões. Pode ser que a informação do Renato Maurício Prado na semana passada, de que o clube terá em breve um patrocinador de uma multinacional no Manto seja verdadeira.

Rodrigo Tostes, vice-presidente de finanças, diz que a intenção hoje é administrar o Maracanã: "Se o consórcio abandonar o contrato, estamos preparados para pegar o estádio no dia seguinte: 


Pedro Daniel, da Consultoria BDO, afirma que o mercado considera o Rubro Negro exemplo e que "há marcas querendo investir no Flamengo":

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Bom Senso FC: "O financiamento das dívidas não sai sem as contrapartidas"

No começo da discussão o projeto de refinanciamento das dívidas dos clube se chamava Proforte, pois incluiria como contrapartidas investimentos em esportes olímpicos. A chance disso acontecer era zero, pois eram obrigações subjetivas para os clubes e muitos destes se quer formaram um único atleta olímpico na vida.

O Proforte foi enterrado e surgiu então Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Foram oito meses meses de discussão em comissões, reuniões e tentativa de colocar o projeto em pauta para ser deliberado pelo Congresso. Nada aconteceu.

O governo enterrou a LRFE, assumiu a responsabilidade de fechar um texto que financia as dívidas dos clubes com contrapartidas claras e rígidas e promete apresentar via Medida Provisória, que tem força imediata de lei, porém precisar ser convertida em Lei de fato pelo Congresso em no máximo 60 dias, renováveis por mais 60. Caso contrário a pauta é trancada até que a Medida Provisória seja apreciada.

A promessa e de que até a primeira quinzena de março a MP seja assinada pela presidente. Veremos.

O blog entrou em contato com Ricardo Borges Martins, Diretor Executivo do Bom Senso FC para destrinchar o assunto. Confira:


- Diversas reuniões foram realizadas entre Bom Senso e clubes, porém nunca conseguiam chegar a uma pauta mínima. Quais os pontos de divergência e consenso?

Existe sim algum nível de consenso entre BSFC e clubes. De maneira geral, todos defendem que o refinanciamento seja acompanhado de contrapartidas que obriguem os clubes a adotar novos parâmetros de gestão. As divergências são com relação a quais serão esses critérios. Nós do BSFC defendemos por exemplo, um limite de 70% ao custo de futebol, ou seja, uma espécie de teto salarial que impediria os clubes de gastarem mais de 70% do seu orçamento com a folha de seu departamento profissional de futebol. Os clubes - em sua maioria - são contrários a isso.

Existem divergências também com relação ao modo de fiscalização. O BSFC defende que as entidades de administração do esporte (CBF e federações, no caso do futebol) precisam criar órgãos que fiscalizem as finanças dos clubes e sejam capazes de punir desportivamente os clubes inadimplentes; defendemos que essa obrigatoriedade conste na lei. Já muitos clubes argumentam que as entidades de administração não precisam de uma lei para fazer tal fiscalização.

Mas há sim consensos. Como exemplo, vale citar que tanto clubes quanto o BSFC acreditam que é necessário refrear a antecipação de receitas de mandatos futuros.


- Já foi sinalizada pelo governo a inclusão de contrapartidas no financiamento. Pelo diálogo que o Bom Senso está tendo com o governo, o que já está concretizado, fechado mesmo, de contrapartidas / punições?

Sim, o refinanciamento não sai sem contrapartidas. Essa é a palavra do Governo com o BSFC e com a sociedade. Clubes e dirigentes que não paguem seus tributos, que sejam recorrentemente deficitários e, principalmente, que não paguem o salário de seus profissionais (incluindo aqui o direito de imagem), serão rigorosamente punidos. Resta ver, no entanto, de que maneira a lei deve articular os critérios e as punições.


- O Regulamento Geral da CBF instituiu o fair play financeiro. Ainda são linhas gerais. Como o grupo enxergou esse gesto da Confederação?

A bem da verdade, a CBF publicou isso de última hora como uma sinalização ao governo federal para que sancionasse o artigo 141 da MP 656/13, artigo que refinanciava a dívida sem nenhuma contrapartida. Lembrando sempre que se a CBF assim o quisesse, o fair play financeiro já teria sido implementado. O grande receio da CBF é ser engessada por uma lei federal. Como a indicação da CBF ainda é muito vaga, isto é, não prevê de forma clara "como será punido um clube que descumprir determinado critério por tanto tempo", ainda não dá para dizer que fair play financeiro é esse que eles têm em mente.


- A Comissão que vai avaliar o cumprimento da legislação é um dos pontos mais importantes, a meu ver, para a efetivação da LRFE. Evidente que esse Comitê precisa ficar longe dos mandos da CBF e do seu braço jurídico, o STJD. Como estão sendo as conversas sobre essa ponto.

Sem dúvida esse ponto é crucial. A ideia original é a criação de um órgão independente, formado por atletas, treinadores, dirigentes e membros técnicos na área de finanças e direito, que fosse custeado pela CBF, mas cujas decisões fossem autônomas e diretamente vinculadas ao regulamento das competições. A grande dificuldade para criação de um órgão com tais características é conseguir impor sobre a CBF ou sobre as federações a a obrigatoriedade de sua criação, sobretudo uma vez que os beneficiários do refinanciamento são os clubes e não as entidades de administração. Este é um dos grandes empecilhos técnicos ao avanço da LRFE.


- O Bom Senso continua sendo a favor de impor 80% da receita dos clubes com gastos com o futebol? A imposição de déficit não seria suficiente? Não poderia correr o risco dos clubes optarem por impor um teto salarial como resposta?

Na verdade, a ideia original é de 70%. Acreditamos que a margem de 30% não apenas garante o orçamento para o pagamento de suas dívidas (mesmo que a longo prazo), mas também cria incentivos para investimento nas categorias de base, em infraestrutura e até mesmo em outras modalidades. Os clubes de futebol com gestões mais sérias já trabalham com uma meta parecida de orçamento. Na prática, o limite ao custo de futebol pode por si ó ser considerado um teto salarial, mas em vez de ser fixo e individual é relativo ao orçamento do clube e coletivo.


- Aqui no Rio vivemos uma situação delicada onde a FERJ / Eurico de forma autoritária instituiu um tabelamento de ingressos para afetar diretamente os sócios torcedores de Flamengo e Fluminense. Na primeira rodada do Estadual apenas o Flamengo, além da FERJ, não pagou para jogar. Como o Bom Senso enxerga essa situação aqui no Rio?

Caro André, embora pessoalmente eu possa responder a essa pergunta. Não posso falar pelo movimento sobre temas em que não houve discussão e consenso dentro do grupo. Peço desculpas.


- O Flamengo conseguiu suas Certidões Negativas, conseguiu aprovação do seu estatuto para adequar à Lei Pelé, recebe receita governamental para investir em seus esportes olímpicos, reduziu seu déficit trabalhista, foi premiado como o clube mais transparente de 2014, teve superávit e com muito custo vai mantendo suas contas em dia. O Flamengo é a prova de que ter uma gestão séria e profissional é possível?

Sem dúvida. O trabalho de Eduardo Bandeira de Mello e sua equipe são elogiáveis sobre esse ponto de vista, assim como a sua postura sempre aberta ao diálogo com os atletas e membros do BSFC.


- É possível estender essas exigências de gestão, transparência para as Federações e Confederações?

Algumas sim, outras não. O fair play financeiro tem como foco os clubes, mas nós temos trabalhado na LRFE para estabelecer critérios claros sobre a chamada gestão temerária, para que dirigentes tanto dos clubes quanto das entidades de administração prezem por uma gestão transparente e responsável.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Flamengo pagou R$ 141 milhões de dívidas em 2014

São números impressionantes. No balanço que será publicado em breve, o Flamengo revelará que pagou R$ 141 milhões em dívidas no ano passado.

É o que informa o blog Bastidores FC do Globo Esporte.

O clube ainda calcula ter uma receita de R$ 365 milhões neste ano e um superávit de R$ 105 milhões.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

A análise do PVC sobre a gestão do Flamengo. E o segredo não é ter só dinheiro, mas saber observar

No Bate Bola da ESPN Brasil, o apresentador leu um comentário de um telespectador que dizia: "a realidade é que o Flamengo está há muitos anos pedindo para cair, isso é questão de tempo".

PVC interrompeu e fez uma análise certeira sobre a atual situação Rubro Negro:
"Tem gente dizendo o contrário no mercado de empresários e jogadores, por causa desses dois últimos anos de gestão Flamengo, pois é mais ou menos consensual que a direção tem tido uma atitude extremamente responsável com as contas do clube. A gente falava aqui da dívida do Botafogo que subiu, mas a dívida do Flamengo tem diminuído de verdade. Já pagaram R$ 100 a R$ 150 milhões em dívidas, e o orçamento tem subido, ano que vem deve ter uma receita de R$ 305 milhões, e muita gente já dizendo - no mercado de agente de jogador: daqui a dois anos o Flamengo quetinho, se ninguém reagir, vai começar a controlar. Porque vai ter condição econômica de investir um pouco mais".

É fato: você nunca lerá uma análise desse tipo entre os Calazans, Maurício Prado ou Luiz Rodrigues da vida. Isso porque estes estão aqui, pertinho da Gávea. Enquanto o Vinicius Coelho, mesmo longe, enxerga o que está em curso hoje no Flamengo, mesmo com seus erros e contratempos.


E o PVC continuou:
"Você vai aprendendo a montar um time, a contratar jogador. Porque hoje você contrata bem melhor na observação do que com dinheiro. Se você encontra um Jonas do Sampaio Corrêa na segunda rodada da série B, você contrata com duas mariolas e vai ter um jogador extraordinário no ano seguinte. O problema é que você espera virar um Marcelo do Atlético Paranaense e vai precisar pagar 15 milhões de euros"

O desafio do Flamengo é esse. Vai ter um pouco mais de receita pra gastar com o futebol, porém precisará ser certeiro, ter olhos de gente experiente e carimbada.

Com a iminente contratação de Rodrigo Caetano, o queridinho de todos, e com um bom tempo para trabalhar, vamos ver como o Flamengo se prepara para 2015.

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Flamengo alcança superávit de R$ 39 milhões no primeiro semestre, o maior entre os clubes do país

Amir Somoggi, consultor de marketing e gestão esportiva, foi entrevistado na rádio CBN no domingo e elogiou a administração financeira do Flamengo.

Ele analisou o balanço semestral do Rubro Negro e constatou uma melhora substancial nas receitas - hoje é o clube que mais fatura com marketing no país e um bom equilíbrio financeiro, tendo o Flamengo o maior superávit no primeiro semestre: R$ 39 milhões.

Confira a entrevista completa aqui.

O ótimo blog Balanço da Bola também analisou os clubes que apresentaram o balanço do primeiro semestre e constatou que Flamengo foi quem mais aumentou sua receita: 61%, de R$ 102 milhões para R$ 165 milhões, além do excelente superávit de R$ 39 milhões superando o Grêmio, que conseguiu um saldo positivo de R$ 16 milhões.

Fluminense, Santos e Palmeiras gastaram mais do que arrecadaram.

Enquanto isso o blog Flu Sócio cria um inimigo para fomentar seu fracassado marketing. É bizarro.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Em 15 meses, Flamengo reduz dívida em 14,6%

Ótima postagem do blog "Sócios Pelo Flamengo", grupo no qual faço parte, sobre o real endividamento do Flamengo após as demonstrações financeiras de 2013 e o primeiro trimestre de 2014.

"O endividamento real do clube, ao término do primeiro trimestre do ano de 2014, foi de R$ 610 milhões. Em um ano e três meses, o clube não só interrompeu a trajetória de crescimento do endividamento observada nos últimos anos, como o reduziu em 14,6%, R$ 105 milhões de reais."

Leia a análise aqui.

O controle do déficit financeiro é um dos pontos previstos na Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. 

Flamengo sai do CADIN e clube pode voltar a receber verba federal. Contratos de patrocínio são penhorados

O Flamengo conseguiu uma importante vitória na justiça no dia de ontem: oferecendo o Centro de Treinamento e os contratos de patrocínio, o clube teve seu nome retirado do CADIN e agora pode voltar a receber as receitas de patrocínio da CEF e a grana da Confederação Brasileira de Clubes para seus esportes olímpicos.

Corria-se o risco também de perder as Certidões Negativas de Débito na próxima renovação se o nome do Rubro Negro ainda estivesse no cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal.

"Dessa forma, entendo por integralmente garantido o débito, eis que, levando-se em conta o imóvel e o contrato com as sociedades empresárias acima listadas, o valor da garantia supera o valor do débito", sentenciou o magistrado.

Se aliviou as contas por um lado, do outro a receita do restante do patrocínio da Peugeot, Guaraviton e da Tokio Marine Seguradora deverá ser depositado em uma conta judicial.

"Intime-se o exequente para que promova dita suspensão do registro no Cadin no prazo de 72 (setenta e duas) horas após a intimação. Certificadas todas as penhoras, bem como intimado o BACEN a realizar a suspensão do registro do executado no Cadin, intime-se o executado na forma e para os fins do art. 16, III da Lei n.º 6.830/80."

Pelo menos o clube ganhou tempo para discutir essa ação, requerer a prescrição de alguns valores e tentar diminuir essa dívida monstruosa. O processo ainda está na primeira instancia, a solução será demorada.

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Bandeira de Mello concede entrevista marcante à Folha de São Paulo


A entrevista do presidente Eduardo Bandeira de Mello à Folha de São Paulo é marcante: "o Flamengo gasta mais com dívidas tributárias do que com seu time de futebol."

Isso tudo sabendo e participando das negociações em Brasília pelo parcelamento da dívida à longo prazo via Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte em troca de inúmeras contrapartidas.

Nem com essas possibilidades Bandeira de Mello deixou de pagar seus compromissos para investir em reforços. E nem poderia, porque colocaria em risco a perda das Certidões, com isso teria efeito cascata: perda do patrocínio da CEF, não poderia apresentar projetos para os esportes olímpicos e seria apenas mais um presidente que passou pela Gávea sem deixar sua marca.

E muito menos sua articulação no Congresso foi no sentido da anistia, como se propunha inicialmente. Pelo contrário, sempre brigou pelo alongamento dos parcelamentos.

O Flamengo gasta hoje, segundo o presidente, R$ 7,5 milhões por mês no cumprimento do acordo. E R$ 5 milhões com o orçamento do time de futebol. E torce pela aprovação da LRFE.

A votação está prevista para terça-feira no plenário da Câmara. Mas o Governo insiste em trocar o  índice de correção da TJLP (cerca de 5% ao ano), pela Selic (10%), o que tornaria inviável qualquer clube aceitar um acordo desse. O índice da TJLP é usado para os financiamentos do BNDES. As negociações prosseguem.

Emerson Gonçalves fez um ótimo artigo em seu blog. Destaco o seguinte trecho:
Aplaudir dirigente irresponsável, “esperto”, que gasta mais do que tem o clube para contratar jogadores, é um ato político. É um ato que vai refletir no futuro do próprio clube e vai ter um custo... Bem elevado, como vemos hoje. Pode acontecer, como já dizem algumas pessoas, que daqui a sete, oito, dez anos estejamos, uma vez mais, discutindo um projeto para ajudar os clubes. Se isso acontecer, acreditem, todos nós teremos parcela de culpa nisso, por isso, será muito bom permanecermos atentos à vida dos nossos clubes. 
Houve muita gritaria, na Câmara e fora dela, contra a não inclusão nesse projeto da CBF e das federações estaduais. E por que não foram inclusos? Simples: regras devem ser seguidas, isso é elementar. A inclusão desses pontos geraria novas discussões, o que tomaria mais tempo. Ora, em outubro há uma eleição geral e, o mais provável, é que esse projeto acabasse por ir a plenário somente no próximo ano, atrasando ainda mais a resolução dos problemas dos clubes.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Vice-presidente de finanças do Flamengo, Rodrigo Tostes, ataca duramente a FERJ

O Flamengo está unido ao Vasco e Fluminense neste embate com a Federação, mas pode considerar-se sozinho nessa brava luta contra a FERJ.

Reparem que em toda entrevista que Rubens Lopes, reeleito por aclamação, concedeu durante o pleito, teve sempre como o alvo o clube Rubro Negro. Sua maior raiva é pelo fato do Flamengo não dever nada à Federação, ao contrário do Vasco e Fluminense que estão com empréstimos pendentes, não há dependência financeira.

Em entrevista ao site da ESPN, o vice-presidente de finanças Rodrigo Tostes foi certeiro no ataque à FERJ:

"Usam dinheiro do Flamengo, do torcedor, do sócio para distribuir para ligas. É um programa institucionalizado de distribuição da nossa receita com compra de votos. É o bolsa liga. Crie uma liga, vote em mim e eu te repasso o dinheiro que arrecado com os clubes grandes. Ou três grandes, pelo menos"

A reportagem revelou que R$ 5,5 milhões já entraram no cofre da instituição em taxas cobradas nas novas arenas. Desses, R$ 1,9 milhões foram obtidos pelo Flamengo.

Durante o campeonato estadual a FERJ cobra 10% da receita bruta em toda partida. No Brasileirão o percentual já cai para 5%. Entretanto, para os clubes cariocas jogarem fora de casa, como no Mané Garrincha, a Federação cobrou 10% para "autorizá-los" a disputarem partidas fora do Rio de Janeiro. É um escárnio. O blog publicou sobre esse absurdo no ano passado.

"E para liberar os dois clubes a jogarem fora do Rio na rodada passada, vejam só, cobrou 10% da renda, quando geralmente cobra a metade. É um assalto, ou os times cariocas se unem ou vão continuar sendo molestados dessa forma."

Tostes completou:
"Ser sócio de receita bruta é fácil. O grande questionamento é: para onde vai tanto dinheiro? Onde está a transparência? Eu tenho que pagar os impostos em dia. A organização do futebol do Rio é uma vergonha"