quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Ama-Leblon preocupada com as árvores centenárias

Nota da coluna do Segundo Caderno do jornal O Globo:


A turma da Associação deve passar noites em claro pensando nas pobres jaqueiras. Sem comentários.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Brasileirão 2016: Flamengo 2 x 1 Grêmio


O Flamengo se impôs contra um dos líderes do campeonato, venceu o Grêmio por 2 x 1 e assumiu a terceira colocação do Brasileirão, três pontos atrás do líder Palmeiras, que empatou com a Ponte Preta.

Sempre afirmaram que pontos corridos se ganha com elenco. O Rubro Negro está seguindo a cartilha: Guerrero não jogou, entrou Damião, que saiu cansado e então entrou o Vizeu. Não pôde contar com Arão, entrou o Cuéllar. Elenco forte é assim.

A torcida deve se acostumar com a estrategia do Zé Ricardo. O esquema de jogo não vai mudar, salvo algum imprevisto. O treinador manteve a coerência: colocou Mancuello, Allan Patrick e Adryan no banco e escalou Gabriel, há quatro anos na Gávea sem ter feito nada de relevante, como titular pela direita.

Em que pese a escolha por jogadores duvidosos, é preciso cobrar do treinador o resultado dentro de campo após uma semana de treino: o que não aconteceu contra o Sport, porém neste domingo foi diferente.

O Flamengo foi superior taticamente ao Grêmio, adversário direto na briga pelo título - especialmente no primeiro tempo: marcação alta, intensidade e posse de bola. O próprio Roger reconheceu que não conseguiu espaço para executar seu jogo "pela qualidade que o adversário nos impôs".

Com bom jogo do Pará pela direita, Éverton pela esquerda, Damião infernizando os zagueiros dentro da área e também vindo buscar o jogo fora dela, e Diego fazendo boa estreia, conduzindo o meio de campo, fazendo a bola correr rápido com passes sempre de primeira.

O Flamengo pressionava, Grohe fazia grandes defesas, até que Damião marcou de pênalti, após o juiz ter ignorando a vantagem em lindo gol de bicicleta do atacante.

O Grêmio não reagiu e não oferecia perigo ao Muralha, e por pouco Éverton não ampliou o placar. Marcelo Oliveira salvou em cima da linha.

Como tem sido rotina nesse esquema, os pontas não conseguem manter o ritmo forte a partida inteira. E o Grêmio voltou melhor na segunda etapa ameaçando perigosamente a meta Rubro Negra, com Pará salvando um chute frente à frente do Muralha.

E no ataque, novamente o lateral direito fez a diferença. Cruzou na cabeça do Diego para fazer 2 x 0 no momento onde jogo parecia sair do controle.

A partida parecia dominada, mas a zaga bobeou e o Grêmio descontou. O Flamengo, entretanto, segurou inicialmente a pressão e depois administrou bem a posse de bola para garantir a vitória.

Novamente o sistema defensivo expulsou o adversário de sua grande área:


E no ataque, mantém sua força ofensiva com chutes em sua maioria dentro da grande área:


terça-feira, 9 de agosto de 2016

Flamengo sonha com Maracanã em setembro

Informa o jornalista Ancelmo Gois nesta terça-feira em O Globo, que o Flamengo sonha com a liberação do Maracanã para jogar contra o Cruzeiro, dia 25 de setembro.


A dúvida é: de quem o Flamengo vai receber essa devolução.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Brasileirão 2016: Flamengo 1 x 0 Atlético Paranaense


O Flamengo conseguiu mais uma vitória jogando no Espírito Santo, são três jogos e três vitórias, chegou aos 34 pontos e tem grande chance de terminar o primeiro turno no G4.

A equipe chega a seis partidas sem derrota e há três jogos sem sofrer gol.

Na noite deste sábado o Rubro Negro venceu o Atlético Paranaense por 1 x 0 com um golaço de letra do Mancuello.

Desta vez Zé Ricardo optou pelo argentino de titular, mantendo dois jogadores em velocidade abertos: Fernandinho e Éverton.

O Flamengo controlava as ações, mas a única vez que conseguia chegar com perigo era quando Pará escapava pela direita nas triangulações. Pela arquibancada ficou visível perceber que o time evitava as jogadas pela esquerda com Chiquinho.

Com as ações concentradas pela direita, a esperança era de que Fernandinho acertasse pelo menos uma jogada, entretanto errou todas no primeiro tempo. Éverton, pela falta de jogadas do seu lado, sumiu.

Ficou claro que Fernandinho não ajuda na recomposição. Ele, no máximo, fica à frente da linha do meio de campo e no ataque errou absolutamente tudo. Qualquer meia é capaz de fazer a função dele e com mais qualidade.

E neste esquema, os cruzamentos passam a ser a única arma da equipe. Foram 22 bolas alçadas no primeiro tempo e 19 no segundo tempo. E apenas três finalizações corretas. Falta gente na área: Guerrero fica completamente cercado pelos marcadores e por vezes se via o Mancuello na área. Numa dessas o argentino fez o gol.

Zé voltou com o mesmo time, manteve o Fernandinho, mas acertou o Flamengo no vestiário. Isso é importante porque mostra que consegue manter os mesmos jogadores, entretanto com postura diferente à nível de organização. Em suma: resolveu a partida dentro do vestiário. Arão avançou mais, o time passou para o verdadeiro 4-1-4-1 e o Rubro Negro amassou o Atlético Paranaense nos 20 minutos iniciais do segundo tempo.

A chegada continuava forte pela direita, cresceu também pela esquerda com Éverton e Chiquinho e ainda com Mancuello mais centralizado. O gol era questão de tempo e saiu com Fernandinho pela direita.

Muralha foi ameaçado apenas uma vez. De resto o Flamengo controlou a partida com boa participação do Guerrero fazendo a função de pivô.

Ainda entraram Thiago Santos no lugar do Fernandinho e Vizeu no lugar do Guerrero.

Partidaça do Mancuello. Contra o Coritiba deu assistência pro Guerrero, contra o Santos entrou e teve uma ótima chance caindo como atacante e metendo uma bola na trave, e neste sábado conseguiu um belo gol de letra novamente caindo como atacante, ainda deu ótima assistência pro Guerrero, que infelizmente perdeu e ajudou muito na marcação.

A zaga voltou a ser segura com Rever, um dos melhores da noite - impressionante o Inter ter o liberado, e o Rafael Vaz.

O Flamengo chegou na área do Atlético Paranaense, segunda melhor defesa do campeonato, em 63% das finalizações:


Já o sistema defensivo Rubro Negro expulsou o Atlético Paranaense de seu campo, que praticamente só conseguiu finalizar de fora da área;

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Brasileirão 2016: Santos 0 x 0 Flamengo


O Flamengo perdeu uma chance de ouro de sair com os três pontos. O Santos, mesmo com todos os desfalques, vinha de três vitórias seguidas, mas o Rubro Negro criou as melhores chances, teve maior posse de bola (61%) e ainda foi prejudicado com um pênalti absurdo não marcado no último minuto.

Zé Ricardo pode ter vários defeitos, mas o de não estudar o adversário não é um deles. Após duas partidas jogando com dois meias, desta vez a escolha foi pela volta do Cirino pelo lado direito para atacar o ponto fraco do adversário. O próprio Fernandinho reconheceu que essa foi a arma da comissão técnica da Gávea.

E o começo de jogo foi avassalador. Pela direita com Cirino e Pará o Flamengo empurrou o Santos para sua defesa, mas o gol não saiu.

Apesar do volume de jogo e dos inúmeros cruzamentos, um dos pontos negativos dessa esquema é que Guerrero fica sozinho e falta aquele passe vertical que mata a defesa e coloca o atacante na cara do gol.

A estrategia do Zé ruiu pela infeliz contusão do Cirino. E o Santos equilibrou o jogo com a entrada do Fernandinho. Não seria minha escolha, aí que faz falta um atacante de velocidade pelos lados, mas  o técnico foi coerente.

Entretanto, o placar zerado do primeiro tempo era injusto pelo volume de jogo Rubro Negro.

O Santos voltou melhor no segundo tempo. Dorival decidiu partir pra cima com mais um atacante. Então o Zé deu o troco com dois meias: Mancuello e Adryan. Poderia ter substituído antes, é verdade, poderia ter tirado um volante e não o Éverton, mas a partir da metade final do segundo tempo o Flamengo ficou muito perto do gol da vitória. Faltou caprichar mais nas finalizações, infelizmente.

No final, Dorival saiu comemorando o empate, afirmando ter jogado contra uma equipe que sempre buscou a vitória e que jogou de forma aberta.

Zé arrumou a equipe. É inegável a organização. Mas pode colocar tudo a perder mantendo escolhas que beiram o absurdo. Tem jogador melhor no banco. Mancuello e Cuellar, por exemplo, distribuem duas assistências no jogo passado. O que acontece? Os dois no banco. Adryan entrou bem e merece chance. Tinha ainda o Damião pra colocar outro atacante na área.

Não sou totalmente contra os dois pontas abertos, tinha tudo para ter dado certo ontem, por exemplo, mas não pode ser um time de uma nota só. Principalmente porque agora tem um atacante que pode fazer dupla com Guerrero e meias de qualidade, especialmente o Diego e Mancuello, em que pese características diferentes.

Dizer que apenas os pontas conseguem fazer a recomposição é bobagem. Ou vão querer que Diego também corra atrás de lateral pra fechar o corredor?

Desnecessário também falar do Cuellar no lugar do Márcio Araújo. O nível de irritação está chegando quase ao patamar do Wallace, que teve a dignidade e deixou o clube.

Ganhando sábado já vira um "quatro pontos em dois jogos". Perdendo, o resultado de ontem torna-se péssimo.

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Em votação no Conselho Deliberativo, estrela do basquete vetada

Por apenas dois votos de diferença (67 x 65) o Conselho Deliberativo não aprovou a inclusão de uma estrela, homenageando o título Mundial de Basquete.

Alguns argumentos aceitáveis, outros esdrúxulos, como se a partir dessa votação se abriria jurisprudência para que outros também pedissem a estrela, o que é uma grande bobagem. Não existe campeonato mundial entre clubes de natação, judô, ginástica, remo.

O basquete conquistou a Liga das Américas e na final do Mundial venceu o campeão europeu. Seguiu o mesmo script do futebol em 1981. A estrela alusiva não seria um rebaixamento do futebol, que não deixará jamais de ser o grande centro que move essa paixão, porém é injustificável pensar em um clube como todo, unificado, que comemora juntos as grandes conquistas, que usa o mesmo Manto Sagrado.

Tentaram oferecer migalhas, como se fosse algo menor ou irrelevante: "vamos fazer uma camisa comemorativa, mas não mexem no futebol" ou "vamos colocar somente no uniforme do basquete".

Para alguns, a gestão dos esportes olímpicos se limita apenas em deixar de tirar dinheiro do futebol. O que deveria ser um princípio básico, diga-se. Mas os olímpicos podem mais: é preciso pensar na excelência, na estrutura exigida para um atleta de alta performance.

Enfim, tristeza nem pela derrota, mas por ver que em pleno ano olímpico, depois de quase quatro anos de uma mudança radical na pasta, ainda há sócios que não entenderam o sentido de enxergar o Flamengo como um todo, cada esporte dentro de suas perspectivas, evidente, mas acreditando que essa é a grandeza do maior clube poliesportivo do Brasil.

E ainda comemoram a "vitória", como se fosse uma votação que lesaria o clube.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Deliberativo vota nesta noite a estrela adicional alusiva à conquista do Mundial de Basquete

Hoje vai ser um dia quente no Conselho Deliberativo do Flamengo.

Além da proposta para uma emissão de 300 novos títulos, será colocado em votação a deliberação de uma estrela adicional no Manto Rubro Negro, em homenagem ao título mundial de basquete, conquistado em 28 de setembro de 2014, contra o Maccabi, campeão europeu.

O blog apoia a medida e torce para que os Conselheiros aprovem a estrela adicional, unindo assim as duas maiores conquistas do maior clube poliesportivo do Brasil.

Confira o vídeo que será exibido na reunião de logo mais:


domingo, 31 de julho de 2016

Brasileirão 2016: Coritiba 0 x 2 Flamengo


Curitiba outrora era uma cidade indigesta para o Flamengo, entretanto, de uns anos para cá, o Rubro Negro tem obtido bons resultados por lá.

Neste domingo a equipe da Gávea venceu bem, por 2 x 0 e segue firme no bolo da classificação, além de ser a melhor visitante do campeonato.

Detalhe: o time de melhor campanha como visitante foi campeão em nove das 13 edições do Brasileiro.

Assim como contra o América-MG, Zé Ricardo voltou a utilizar Mancuello e Allan Patrick juntos. Mas não se caracteriza um autêntico 4-4-2 por simplesmente ter dois meias. O esquema continua o mesmo: 4-1-4-1, entretanto com jogadores com características diferentes dos pontas.

Na direita, ao invés do Cirino, quem fez as funções por aquele lado foi o Allan Patrick. Mas precisava de alguém em velocidade e o jogo não fluía.

O ritmo foi lento. A saída de bola foi péssima e Muralha por diversas vezes era acionado para sair jogando. As jogadas de ultrapassagem com os laterais não aconteceram, a bola corria demais no gramado molhado. A primeira que deu certo foi quase no final do primeiro tempo, e Pará colocou na cabeça do Guerrero. Foi só.

O Coritiba ameaçou logo na primeira jogada, mas depois praticamente não chegou.

Em uma partida tão equilibrada e sem grandes inspirações, quem tem jogador diferenciado fará a diferença, inclusive na briga pelo título.

E Mancuello é o cara do passe vertical, da assistência, e foi dele o excelente lançamento para Guerrero aplicar um belo chute e abrir o placar.

O Coritiba abusava dos cruzamentos. Foram incríveis 42 bolas na área, 35 apenas no segundo tempo. E o grande destaque foi o Rafael Vaz, o melhor dos zagueiros atuais, que tirou todas. Com a boa participação do Donatti, que entrou no lugar do Juan. Essa é uma das virtudes em ter um elenco para disputa de um campeonato longo.

Com 1 x 0, Zé mexeu bem colocando o Cirino, mas poderia ter tirado o Allan Patrick, que vinha pela direita e não o Mancuello. E ainda entrou com Cuellar no lugar do Allan Patrick. Desta vez teve sorte e o colombiano deu um grande passe para Cirino marcar o segundo o liquidar a partida. Não tem explicação para o Cuellar ser banco.

Para mostrar quem faz a diferença são os jogadores técnicos: Cuellar e Mancuello foram os autores das belas assistências para os dois gols.

Tudo que o Flamengo precisa hoje é disto, além da volta excelente do Guerrero da Copa América: quatro gols e duas assistências em seis jogos. E marcou pela terceira partida seguida.

E com a estreia do Diego, o Rubro Negro se qualifica para buscar o topo da classificação.