sexta-feira, 19 de maio de 2017

Libertadores 2017: Flamengo eliminado. Um vexame!

O que parecia improvável aconteceu, e o Flamengo passou novamente vexame ao ser eliminado pela terceira vez seguida na fase de grupos da Libertadores.

Aos 29 minutos do segundo tempo, os gols praticamente simultâneos de empate do San Lorenzo e do Atlético Paranaense eram um prelúdio do que estava por vir naquela quarta-feira.

No Chile, a equipe do Paraná virou o jogo, depois levou ainda o empate, mas brigou pelo terceiro gol e conquistou a segunda vitória fora de casa na competição. Só não venceu no Maracanã.

Ou o Flamengo segurava o empate ou estaria eliminado. Eis que faltando um minuto, aos 47 do segundo tempo, levou o gol da virada e, precocemente, à exemplo de 2012, de forma vexaminosa e no minuto final, nem chega às oitavas de final da Libertadores.

Zé Ricardo armou a equipe com Gabriel de meia, Éverton e Berrío nas pontas e Guerrero na frente. Foi um primeiro tempo aparentemente controlado. O Flamengo encontrou seu gol novamente nos pés do iluminado Rodinei.

Entretanto, depois, praticamente não ameaçou o gol adversário. Em contrapartida, anulava o San Lorenzo, que era perigoso apenas nas bolas paradas e nas inúmeras faltas marcadas pela arbitragem. Mesmo assim o Rubro Negro administrava o jogo, conseguia reter a bola, em que pese a pouca ofensividade.

Foi o pior primeiro tempo da equipe jogando fora de casa na Libertadores, porém, pela primeira vez foi para o intervalo vencendo por 1 x 0.

No segundo tempo o San Lorenzo voltou mais perto da defesa Rubro Negra e continuava com perigo nas bolas paradas. Muralha não passava segurança. Ao contrário de Réver e Vaz, que tiravam todas.

Aos 27 minutos Matheus Sávio entra no lugar de Berrío. Dois minutos depois o jovem jogador perde uma bola dominada, permite o cruzamento na área e a equipe argentina empatou a partida.

Após o gol, o San Lorenzo teve inacreditáveis 72,4% da posse de bola. Depois dos 40 minutos pulou pra 82%. Sem Bérrio e Éverton, o Flamengo ficou encurralado na defesa rezando para o jogo terminar.

O filme da eliminação dolorida de 2012 estava na cabeça da torcida. E foi cruel. Muralha ainda fez uma grande defesa, que parecia ser a da classificação, porém falhou na virada. Foi inacreditável.


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Se não bastasse a eliminação, foi duro ouvir o discurso oficial do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, afirmando que "foi apenas um jogo". Pela terceira vez seguida, a segunda sob o comando da atual gestão, o Rubro Negro nem chega nas oitavas de final e tudo parece tranquilo, nada de errado e que foi apenas uma derrota. Beira o inacreditável.

Para aumentar a vergonha, deve ser a única equipe brasileira a sair da Libertadores ainda na fase de grupos. Até o Botafogo chegou lá.

Isso com quase meio bilhão de reais de receita. Uma das equipes mais ricas e com orçamento mais caro do futebol não consegue sequer um empate fora de casa.

Onde entra a responsabilidade do diretor remunerado Rodrigo Caetano? O próprio Bandeira é o vice-presidente de futebol. Dos reforços contratados no começo de ano, apenas o Trauco joga.

Na decisiva partida de quarta, Gabriel foi o substituto de Diego. Conca não se recuperou há tempo, o que já era previsto.

Só com os estrangeiros Mancuello, Cuellar, Donatti e Berrío foram gastos R$ 36 milhões.

Os reservas de Éverton e Berrío mais confiáveis são Trauco e Rodinei.

Outra coisa que não parece bem é o Departamento Médico, sucesso no ano passado, mas que esse ano tem tido diversos jogadores. Berrío e Vizeu estão vetados para amanhã. Rômulo demorou para voltar.

Não sou a favor da demissão do Zé Ricardo, enquanto Fred Luz, Caetano e o presidente Bandeira continuam tocando o futebol.

48h após a eliminação não há nenhuma movimentação no sentido de mudança radical no futebol. Ou mínima que fosse.
Realmente para a gestão atual foi apenas um jogo e mais uma eliminação na conta.

Pois bem, são dois jogos seguidos agora contra o Atlético-GO: amanhã pela segunda rodada do Brasileiro e na quarta pela decisiva partida de volta das oitavas da Copa do Brasil.

O clima ainda é de luto, foi duro é dolorido escrever esse post. A decepção é gigantesca.
Espero que pelo menos os jogadores superem.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

A expectativa de Angeleri, zagueiro do San Lorenzo, e do treinador Diego Aguirre para o jogo de hoje

Após marcar o único gol da vitória contra o Huracán, pela última rodada do campeonato argentino, Marcos Angeleri, jogador do San Lorenzo, concedeu entrevista ao diário Olé, da Argentina.

Inicialmente destacou que os 4 x 0 da primeira rodada ficou para trás e que o jogo de hoje não seria uma revanche:


E que o Rubro Negro é uma equipe de muito potencial, que geralmente quando cria situações de gol é difícil errar, porém, que não é forte jogando fora de casa. (O exemplo clássico de quem não assistiu aos jogos do Flamengo, que perdeu as duas partidas longe do Rio justamente por pecar na finalização)


O técnico Diego Aguirre concedeu entrevista ao jornal Clarín, da Argentina, e disse que encara o jogo de hoje como uma verdadeira final da Libertadores:


A expectativa para Universidad Católica x Atlético Paranaense


No grupo da morte era evidente que a disputa pelas duas vagas ficaria para a última rodada. O Flamengo só depende de si para chegar às oitavas de final da Libertadores. Porém, em caso de derrota, se classifica, desde que o Atlético Paranaense não supere o Universidad Católica fora de casa.

A equipe paranaense chega com um retrospecto de três derrotas nos últimos quatro jogos, sofrendo goleadas impressionantes: 3 x 0 para o Coritiba, primeiro jogo da final do estadual, 3 x 0 para San Lorenzo, Libertadores, e 6 x 2 para o Bahia pelo Brasileiro, em Salvador.

A equipe da Católica não depende somente de seus resultados para garantir a vaga. Além de vencer, torce para o San Lorenzo não sair com os três pontos contra o Flamengo. E terá três desfalques: Lanaro, Fuentes e Kalinski.

Segundo o jornal El Mercúrio, além da classificação para as oitavas, os chilenos querem a grana no bolso pela vaga: "É o torneio que mais dinheiro reparte e de mais prestígio".

Mesmo se não lograr êxito, a imprensa chilena destaca que a vitória contra o CAP garante a equipe na Copa Sul-Americana e 300 mil dólares na conta.

terça-feira, 16 de maio de 2017

Como chega o San Lorenzo para enfrentar o Flamengo pela Libertadores

San Lorenzo comemora vitória na última rodada do nacional

O San Lorenzo chega para o confronto contra o Flamengo bem diferente do da estreia da Libertadores, quando foi goleado por 4 x 0 no Maracanã e fazia sua primeira partida oficial do ano, após greve geral dos atletas que paralisou o campeonato por várias rodadas no começo do ano.

O treinador Diego Aguirre chegou a ficar ameaçado no cargo. Se não derrotasse o Universidad Católica em casa (acabou vencendo por 2 x 1), há duas rodadas, teria sido demitido. À época o clube ocupava a sétima colocação do campeonato argentino.

Hoje o San Lorenzo vem de três vitórias seguidas e chegou à vice-liderança com 46 pontos, apenas três a menos do que o Boca Juniors.

"Llegamos con la confianza en alto", está estampado na capa do diário Olé.

No final de semana, o rival do Flamengo derrotou fora de casa o Huracan por 1 x 0, no "maior clássico de bairro do mundo", segundo a tradição.

O jornalista Daniel Avellaneda, do Clarín, lamentou a falta de ambição ofensiva do San Lorenzo, o que foi respondido pelo Aguirre na coletiva: "clássicos se ganham".

Não jogaram Ortigoza e Merlini. O primeiro está confirmado para a partida de amanhã, o segundo foi vetado. De resto, todo mundo entrou em campo: Blandi, Botta, Belluschi e Cerutti. Porém, o destaque ficou por conta do volante Franco Mussis, "o único jogador que mostrou rebeldia em uma carente equipe sem pretensões ofensivas", analisou Avellaneda.

Pois, segundo ele: "Belluschi não apareceu, Botta não entendeu que se tratava de um clássico, Cerutti ficou muito contido e o artilheiro Blandi ficou apenas fixo na área do adversário".

Por fim, concluiu o jornalista argentino: "ganhou o que menos mereceu, mas isso pouco importa".

Curtinhas: Arena da Gávea e patrocínio para o basquete

ARENA MULTIUSO

Após obter todas as licenças depois de mais de quatro anos entre idas e vindas com o poder público e alterações de projetos, o Flamengo finalizou os termos do contrato com o Mc Donalds.

Porém, a empresa quer garantias para o caso de construir a arena e depois ser impedida de utilizar a loja em frente por algum questionamento jurídico (ações populares, liminares...).

Chegando a um consenso, o projeto será levado à votação no Conselho Deliberativo. A expectativa é ter uma definição ainda neste mês.


TIM

Na semana passada a TIM entrou com toda documentação junto ao governo do Rio de Janeiro para renovar o patrocínio e pagar os R$ 11 milhões do projeto do basquete, via ICMS, visando a próxima temporada.

Com isso, resta agora o andamento do poder público para o déficit dos esportes olímpicos ser coberto.

No ano passado o rombo foi de R$ 5,8 milhões e no primeiro trimestre de 2017 de R$ 3,2 milhões, totalizando R$ 9 milhões.

O ano fiscal do basquete é entre agosto e julho do ano seguinte. Por isso o clube adianta o recurso para o esporte e, quando o trâmite do patrocínio do incentivo fiscal é finalizado pelo governo do estado, a grana é devolvida.

Vinicius Jr renova com o Flamengo e venda se aproxima


O Flamengo anunciou na noite dessa segunda-feira a renovação do contrato do Vinicius Jr, de apenas 16 anos.

O contrato passou de 2019 para 2022, seu salário foi aumentando e a multa subiu de R$ 102 milhões para R$ 153 milhões.

Aproximando, portanto, do anúncio da venda ao Real Madrid por essa quantia espetacular.

O jogador só pode sair após os 18 anos, ou seja, fica na Gávea pelo menos até a metade do ano que vem. A tentativa do clube agora é segurá-lo pelo menos até 2019.

Seu estafe poderia muito bem ter ignorado o Flamengo, não aceitado nem conversar e negociar o jogador pela multa mais baixa do atual contrato. Porém, preferiu a renovação e, principalmente, preferiu ter a possibilidade de ver o Vinicius Jr jogando no time profissional e conquistando títulos pelo clube que o formou, além de ter entregue um bilhete premiado para o Rubro Negro.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

O inacreditável custo Maracanã: de R$ 11 milhões, Flamengo fica com apenas R$ 1,6 nas últimas cinco partidas


O Flamengo tem os quatro maiores públicos do ano no Brasil e sua torcida esgotou todos os ingressos das três partidas que fez em casa pela Libertadores.

A equipe Rubro Negra jogou as últimas cinco partidas no Maracanã e acumulou um público de 245 mil torcedores com média de quase 50 mil por jogo. Evidente que nas finais do estadual não tinham apenas torcedores do Flamengo, porém, eram maioria, convenhamos. Tirando uns tricolores aqui e ali, dá pra cravar que pelo menos o clube da Gávea levou uns 230 mil torcedores nas últimas cinco partidas.

A renda bruta dos jogos foi de quase R$ 11 milhões. Porém o clube só levou pra casa R$ 1,6 milhão: R$ 235 mil do primeiro jogo da final do estadual, R$ 437 mil no segundo jogo, R$ 954 mil contra o Católica, R$ 384 mil contra o Atlético Mineiro e um prejuízo de R$ 326 mil contra o Atlético Goianiense.


OS JOGOS

Os 54 mil que torceram na sofrida vitória de 3 x 1 contra o Católica renderam R$ 3,4 milhões. Tirando as despesas, taxas e outros, o Flamengo ficou com apenas R$ 954 mil, menos de 30% da renda.

No segundo jogo do Fla x Flu, 68 mil torcedores resultaram em uma renda de R$ 3,4 milhões, sobrando apenas R$ 1 milhão para ser dividido entre as duas equipes. Novamente menos de 30% da renda.

A estreia da Copa do Brasil, com média do preço de ingresso de R$ 24 e um público de 33 mil pagantes, rendeu uma receita bruta de R$ 816 mil, resultando em um prejuízo de R$ 326 mil aos cofres da Gávea.

Já na estreia do Brasileiro, com mais de 50 mil torcedores, a renda bruta foi de R$ 1,8 milhão. Em virtude do acordo com a prefeitura do Rio, a FERJ abriu mão da sua taxa e o consórcio não cobrou o aluguel. Cerca de R$ 462 mil foram destinados em cestas básicas para abastecer os restaurantes populares da cidade. O clube ficou com renda líquida de R$ 384 mil.


NOVA LICITAÇÃO É A SAÍDA?

O Flamengo comemorou a possibilidade de ser lançada uma nova licitação, após desistência da Lagardère. Porém, até ser concluída essa etapa, a Odebrecht vai continuar abocanhando e sugando as receitas do Rubro Negro enquanto este jogar no Maracanã. Sabe-se lá quando esse processo terá um fim, e se terá.

O Palmeiras, na estreia do Brasileiro contra o Vasco, em seu estádio, teve todos os 33 mil ingressos vendidos, obtendo renda de R$ 2,1 milhões e ficando com incríveis R$ 1,4 milhão de receita líquida, mais de 60% da renda.

Os dirigentes da Gávea acreditam que os gastos do Maracanã podem cair se forem os responsáveis pela contratação dos serviços e custo operacional no dia de jogo.

Dão exemplo do jogo contra o Corinthians ano passado pelo Brasileiro, empate em 2 x 2, quando foram os responsáveis por toda a operação do jogo  e ficaram com 60% da receita: R$ 1,8 milhão, tendo um público pagamento de 63 mil torcedores.

O custo atual é inacreditável. Dificilmente o Flamengo terá algum lucro considerável com menos de 35 - 40 mil pagantes. Criaram um monstro apenas para a Copa do Mundo, para o futebol no dia a dia ficou praticamente inviável de gerir.

Brasileirão 2017: Flamengo 1 x 1 Atlético Mineiro


Em um jogo entre favoritos disputado de forma precoce, logo na primeira rodada, o Flamengo estreou no Brasileiro empatando com o Atlético Mineiro em 1 x 1 no Maracanã, que recebeu 50 mil torcedores.

Sem Diego e ainda sem Conca, o Flamengo enfrentou um poderoso adversário, que confirmou por que vem forte no Campeonato Brasileiro.

O Rubro Negro, pelo que passou dentro de campo, pode considerar o empate um bom resultado, em que pese ter criado várias chances e novamente ter pecado no arremate.

Foi sem dúvida o adversário mais duro dessa temporada. Era evidente que o Atlético, pelos talentos individuais, não ficaria apenas esperando uma jogada para definir a partida, permitindo ao Flamengo impor e fazer seu jogo como de costume: troca de passes, amassar o adversário e finalizar quase 20 vezes por jogo.

A equipe mineira conseguiu 55% de posse de bola, trocou 156 passes a mais e finalizou 13 contra 10 dos donos da casa.

Zé Ricardo optou por Matheus Sávio na função do Diego, com Éverton e Berrio e Guerrero na frente. O Atlético não se intimidou com o Maracanã lotado e partia pra cima do Flamengo, que tentava se criar com as jogadas em velocidade dos pontas, porém, sem a boa participação do apagado Guerrero, que não exercia o papel de pivô e não encontrava brecha para finalizar.

Na primeira finalização, sem querer, Matheus Sávio abriu o placar. Muralha fez apenas uma defesa, em cobrança de falta. Berrío poderia ter ampliado e facilitado as coisas pro Flamengo: pela direita, saiu da defesa, enfileirou e chegou na cara do gol, era só chutar e marcar um golaço, porém quis passar para Guerrero dentro da área e a marcação tirou. O peruano também teve uma chance e chutou para fora.

No segundo tempo o Atlético Mineiro iniciou melhor, mais perto da área e com a entrada do veloz Cazares, no lugar do lento Otero, tendo Elias ainda mais avançado, Fred de pivô e Robinho se movimentando, sufocaram o Rubro Negro. O empate era questão de tempo e veio em boa chegada do Elias na grande área. E por pouco, Vaz salvou em cima da linha, o bom equatoriano não vira a partida.

Faltou o Arão exercer esse papel do Elias, chegar no ataque com homem surpresa. Aliás, os volantes não estiveram em uma tarde inspirada e a diferença com os volantes mineiros ficou evidente.

Zé Ricardo tentou voltar a ganhar o meio de campo: colocou Trauco, entrando Renê na lateral. Pouca coisa mudou. Foi com a entrada do Ederson que o time começou a respirar e sair do sufoco. As saídas de Fred e Robinho aliviaram também a euforia mineira, e foi a senha para a entrada do Vinicius Júnior para tentar ganhar o jogo.

Em condições normais a opção seria o Rodinei, porém, com Pará suspenso na quarta, o treinador quis poupar o lateral-atacante-talismã.

Mesmo com um segundo tempo ruim, o Flamengo ainda criou chances com Ederson e Guerrero de forma inacreditável, entretanto o gol não saiu.

Agora é focar e garantir a classificação para as oitavas de final da Libertadores contra um novo San Lorenzo, agora vice-líder do campeonato argentino e em ótima fase.