sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Brasileirão 2017: Flamengo 4 x 1 Bahia


Pra quem não viu o jogo pode se enganar com o placar e pensar que foi uma brilhante atuação e a goleada foi fruto disso. Quem viu, sofreu com o fraco futebol apresentado durante quase todo jogo, especialmente no pobre primeiro tempo.

No entanto, pelo menos os últimos 20 minutos e os dois gols de Diego podem fazer a equipe voltar a resgatar a confiança perdida, outra vez, após os vários percalços da temporada.

É por esse terço final do jogo que a torcida espera e cobra tanto, diante de um elenco de bons jogadores, mas que não traduzem em campo as expectativas geradas.

Com Berrío titular, as primeiras ações do Flamengo eram óbvias que seriam concentradas pela direita. Até a marcação do Bahia acertar a marcação por lá, Pará e o colombiano trocavam algumas tabelinhas, porém sem muito perigo. Em apenas uma jogada Berrío acertou o cruzamento, porém Guerrero chegou atrasado.

O peruano é jogador de aproximação, de tabelar, e não de empurrar a bola pra rede dentro da pequena área. Apenas uma vez Diego tentou esse tipo de jogada com Guerrero, mas sem sucesso.

As duas melhores chances do primeiro tempo, entretanto, foram do Bahia. E graças a Diego Alves, que realizou duas grandes defesas, o placar não foi aberto e manteve o Flamengo na partida. Em outros tempos o adversário teria marcado e o nervosismo ficaria ainda mais evidente.

No segundo tempo o gol Rubro Negro logo no início foi importante. Diego perdeu uma boa oportunidade na cara do goleiro baiano. Em escanteio, na sequência, com apenas os dois na área, Guerrero desviou e Réver estufou a rede.

Como de costume, o Flamengo então passou a querer administrar o jogo. Começou a recuar bolinhas pro Diego Alves e atacar com uma preguiça eterna. Guerrero e Diego faziam uma partida bem ruim.

Éverton Ribeiro entrou ainda no intervalo no lugar de Berrío e, se não resolvia na individualidade, melhorou o conjunto Rubro Negro. Diego foi empurrado pro ataque, pra jogar mais perto da área.

Eis que a equipe baiana chega ao empate em cobrança de pênalti e todo nervosismo pairou na Ilha do Urubu. Diego passou a ser vaiado e o histórico de fracassos passou a rondar a equipe.

Até que Réver, novamente, salvou a pátria e em um belo gol de cabeça, após mais um escanteio cobrado alto, como se fosse um tiro de meta, marcou seu segundo gol da noite quando poucos esperavam.

Um alívio!

Com a virada, o Flamengo não recuou e partiu pra cima do Bahia. Com Paquetá entrando muito bem no lugar do Guerrero, Diego fez o terceiro de pênalti.

E Éverton, com a cabeça erguida e em em rara inteligência, deu um passe açucarado para Diego fazer o quarto gol, dentro da área, como segundo atacante, e liquidar a fatura.

Mesmo após ser vaiado, Diego não deu chilique, não xingou a torcida, pelo contrário, a reverenciou.


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A primeira partida de 10 jogos o Flamengo venceu. Restam agora nove vitórias, pela conta do professor Rueda, que ainda não encontrou o melhor futebol, mas tem uma sede incansável pelas vitórias, coisa que anda em falta há muito.

Ao contrário do alto escalação da Gávea, o colombiano não se conforma com derrotas: "Essa é a mística que o Flamengo precisa recuperar. De ser mau perdedor, de não aceitar as derrotas e buscar metas grandes".

Este tem que ser  o espírito!

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

O pacto pelas 10 vitórias do Flamengo até o final do Brasileirão

"Precisamos ganhar as dez partidas que restam. Essa é a meta que propusemos. Sabemos que será difícil, mas esse é o nosso comprometimento na reta final"

São palavras do treinador Reinaldo Rueda, em coletiva nessa semana, diante de uma posição bem ruim do Flamengo no Brasileirão.

E deve começar hoje, contra o Bahia em casa. Vencendo, passa o Botafogo, fica a um ponto do Cruzeiro e a quatro do Grêmio.

Este deveria ser o espírito, o discurso: um pacto pelas 10 vitórias.

Mas não é o pensamento unânime no Flamengo hoje não.

O CEO do clube, Fred Luz, afirmou em entrevista que não tem dúvida que o Flamengo vai engrenar, só que não sabe quando. Confirma o que tem sido a percepção: acreditam que por ter o maior orçamento do Brasil, um bom CT, pagar em dia, ter bons jogadores em campo seja o suficiente e que, uma hora ou outra, a bola vai entrar.

Vamos para o último ano de mandato dessa gestão em 2018 e por enquanto os únicos títulos foram dois estaduais e uma Copa do Brasil lá em 2013.

O problema é que essa mentalidade da diretoria desce até os jogadores. Diego foi na mesma linha em entrevista: "O trabalho será recompensado em algum momento".

Aí está o desafio do campeoníssimo Rueda: transformar um elenco caro, onde se acha missão cumprida terminar entre os quatro primeiros do Brasileirão, como afirmou Fred Luz, em um time que lute até o fim pelo Brasileiro, depois de ser eliminado da primeira fase da Libertadores, perder a Copa do Brasil e ter uma constrangedora participação no Brasileiro, quando ver seus rivais do Rio com campanhas melhores ou quase empatadas.

Que os jogadores sejam contagiados pela meta proposta pelo treinador colombiano. O pacto deve ser pelas 10 vitórias. E começa hoje, contra o Bahia.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

A falta de ambição do Flamengo no Brasileiro: selecionáveis chegam apenas na quinta-feira

Pela primeira vez desde que chegou, Reinaldo Rueda teve dias livres para tentar imprimir seu estilo de jogo, após sua contratação em meio ao furacão da Copa do Brasil.

Neste meio tempo, finalmente tivemos a saída do presidente Bandeira de Mello da direção de futebol e a chegada de Ricardo Lomba. O que não deve ocasionar em nenhuma mudança à curto prazo.

Não se deve também criar muita expectativa pelo tempo que o colombiano teve para treinar, especialmente por não poder contar com dois jogadores primordiais neste time: Cuellar e Guerrero. 

Ambos estiveram com suas seleções. Por grande infelicidade e desleixo pelo Brasileirão, o Flamengo não fretou nenhum voo para os jogadores chegarem nesta quarta-feira. Conclusão: vão chegar na quinta-feira pela manhã e, salvo grande insistência por parte dos atletas, não entrarão em campo para enfrentar o Fluminense às 17h.

Ano passado, Gabriel Jesus voltou para o Palmeiras em voo fretado após uma partida pelas eliminatórias. A seleção brasileira enfrentou a Venezuela fora de casa em uma terça-feira, dois dias depois, o atleta entrou em campo pelo alviverde.

Já teve caso do Jesus jogar pela seleção em Manaus e no dia seguinte pelo Palmeiras em São Paulo. O atleta seguiu de jatinho fretado com botas de compressão nas pernas e sob os cuidados de um fisioterapeuta. Quer dizer, toda estrutura montada para o craque do time que liderou e foi campeão brasileiro.

Não dá para entender um clube que passou da barreira dos R$ 633 milhões em receitas na temporada não fazer esforço para ter em campo seus selecionáveis.

Segundo o Globo Esporte, nesta quarta-feira, Guerrero concedeu coletiva no Peru para promover um evento social da marca de uma vitamina. A duração da viagem Lima-Rio é de apenas cinco horas. Se tivessem fretado um voo depois do jogo pelas Eliminatórias, o atacante já estaria aqui na manhã de hoje e poderia estar em campo nesta quinta no Maracanã.

É bom ver o Rubro Negro com jogadores convocados por suas seleções, todo mundo ganha nessa, o que precisa acontecer é ser montada uma logística para garantir a presença desses atletas no clube que paga seus salários. O que não acontece ainda no Flamengo.

Além disso, o elenco precisa ser melhor montado para cobrir eventuais faltas. Guerrero, por exemplo, vai disputar a repescagem lá na Nova Zelândia, dia 6 de novembro. Sendo que no dia 1º tem o segundo e decisivo Fla x Flu pela Sul-Americana. Depois, dia 4 tem Grêmio pelo Brasileiro, dia 8 tem Cruzeiro, dia 11 Palmeiras e dia 14 o jogo de volta do Peru pela repescagem.

Já pensou o clube disputando o título do Brasileirão pra valer, e tendo que escalar Vizeu nesses clássicos? Ou improvisando Paquetá?

Que já comecem a pensar em alternativas para o ano que vem. Ter jogadores convocados é excelente, problema é quando não sabem planejar e o time fica desfalcado por conta disso.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Basquete - Liga Sul-Americana: Flamengo 80 x 70 Cimarrones


No duelo dos invictos, o Flamengo derrotou o Cimarrones por 80 x 70 e terminou a primeira fase da Liga Sul-Americana com três vitórias.


O JOGO

Após um primeiro tempo tranquilo, onde o Flamengo chegou a fazer 17 x 10 no primeiro quarto, para fechar em 23 x 17 e encerrar o primeiro tempo com boa frente: 42 x 29, com destaques para os 14 pontos de Michael Jackson e 12 pontos de Marquinhos, veio o drama do terceiro quarto.

Com uma bola de três de Jackson, a vantagem despencou para apenas dois pontos: 46 x 44, forçando José Neto a pedir tempo. De nada adiantou, pois a equipe colombiana virou a partida e assumiu a liderança no placar com 58 x 53, após vencer o período por 29 x 11 - pontuando em apenas dez minutos o que havia conseguido em todo o primeiro tempo.

No quarto final, Jackson seguia sua farra de pontos. Com cesta mais falta abriu frente: 61 x 55 e 63 x 57. Com a saída de Marcelinho, o Flamengo passou a defender melhor. No ataque, Cubillan matou de três e cortou a diferença: 63 x 60 e Olivinha empatou em seguida: 63 x 63.

Na metade do período final, Marquinhos conseguiu a cesta que colocou o Rubro Negro novamente na frente: 67 x 65. Com duas cestas de JP Batista, o Flamengo se distanciou do placar: 73 x 66.

A diferença chegou a voltar para três pontos (73 x 70), mas Cubillan anotou cinco pontos seguidos e liquidou a fatura: 78 x 70 e Pecos, com dois lances livres, deu números finais à partida: 80 x 70.


ANÁLISE

Em uma competição desse nível, o Flamengo não pode novamente levar 29 x 11 em um quarto. Esses apagões têm sido recorrentes, vide a derrota para o Bauru pela Liga das Américas que ninguém gosta de lembrar. Se o adversário fosse um pouco melhor, como era a equipe paulista, em que pese o bom nível dos colombianos, o time da Gávea, talvez, não conseguisse mais voltar pro jogo.

Entretanto, com um elenco novo, de jogadores ainda buscando o entrosamento, e sem ter disputado uma pré-temporada de peso, o Rubro Negro conseguiu cumprir seu papel: classificação em primeiro lugar e a invencibilidade.

Um dos pontos positivos foi ver que o Flamengo voltou a ter dois bons armadores, o que será fundamental para o sucesso na temporada. Além das boas participações do Ramon, Olivinha e JP Batista.

Preocupa apenas o garrafão, tendo em visto que Rhett não é da posição cinco.


CESTINHAS

Grande jogo de Olivinha, que anotou 14 pontos e 16 rebotes. Marquinhos contribuiu com 14 pontos. Cubillan anotou 13, JP Batista terminou com 12 pontos e Rhett com 10.

Porém, o grande nome dessa fase foi Michael Jackson, do Cimarrones, com 87 pontos nos três jogos, média de 29 pontos por partida.


SEMIFINAL

Segundo o jornalista Rafael Rezende, o Flamengo lutará para sediar a fase semifinal da Liga Sul-Americana de Basquete.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Basquete - Liga Sul-Americana: Flamengo 91 x 57 Hebraica Macabi


O Flamengo atropelou o Hebraica Macabi, bicampeão uruguaio, por 91 x 57 e está classificado para a segunda fase da Liga Sul-Americana de Basquete com uma rodada de antecedência.

Isso porque o Cimarrones conseguiu mais uma vitória surpreendente e também garantiu a vaga. Jogando em casa, com apoio da barulhenta torcida com suas vuvuzelas e liderado por outra ótima partida de Michael Jackson, cestinha com 23 pontos e 12 rebotes (já tinha marcado 31 pontos na estreia), os colombianos derrotaram San Martin da Argentina por 81 x 76.

As duas equipes classificadas disputam o primeiro lugar do grupo.

Na partida Rubro Negra, Marquinhos foi o cestinha com 18 pontos e quatro rebotes. Olivinha anotou 15 pontos e nove rebotes. E Cubillan, após uma partida ruim na noite passada, fez um bom jogo com 14 pontos e cinco assistências.


O JOGO

O primeiro período foi o único equilibrado. Com as duas equipes se alternando a liderança no placar, Ramon se destacou pelo Flamengo com oito pontos e a última bola que garantiu a vitória Rubro Negra no quarto inicial: 22 x 20.

No segundo período o Flamengo conseguiu uma corrida de 5 x 0 para colocar 27 x 20 no placar, então maior diferença. Entretanto, o Hebraica engatou uma sequência de 8 x 0 e virou o placar: 28 x 27.

Com uma cesta de três mais falta de Marcelinho, toco de JP Batista e uma cesta de Olivinha, o Rubro Negro voltou a abrir frente no placar: 36 x 30. E dessa vez sem volta.

A sequência foi fulminante, contando ainda com uma cesta de três de Cubillan para o time da Gávea ir para o vestiário com 42 x 33.

No terceiro período veio o atropelo. Com show de Marquinhos, Cubillan e Rhett o Flamengo amassou o bicampeão uruguaio e abriu frente: 54 x 38.

Brilhava a dupla de armadores Cubillan e Pecos. Com ótimo jogo coletivo o Rubro Negro fez 31 x 11 no período e apontou no placar 73 x 44.

No quarto final José Neto deu ritmo de jogo para Humberto e Pillar e o Flamengo não encontrou problemas para manter a larga vantagem imposta para fechar a partida em 91 x 57.

Confira os melhores momentos da partida:



quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Basquete - Liga Sul-Americana: Flamengo 76 x 75 San Martin


Em 2012 o Flamengo tirou uma diferença de absurdos 26 pontos do então tricampeão argentino Penãrol, e arrancou uma virada inesquecível por 79 x 78, na abertura do Final Four. Infelizmente o bicampeonato não veio.

No intervalo a diferença era de vinte pontos: 49 x 29. No último período caiu para apenas dez pontos.

Naquele jogo, o Rubro Negro não acertou nenhuma bola de três. O time foi cavando a virada dentro do garrafão, com Caio Torres, no auge, marcando 15 pontos em 18 minutos, e Olivinha, com 23 pontos e 15 rebotes, além dos incríveis 47 x 27 rebotes a favor do clube da Gávea.

A história completa pode ser conferida aqui.

Desta vez a diferença era mais modesta. O Flamengo foi para o quarto final perdendo por 63 x 52, sendo derrotado nos três primeiros quartos: 30 x 27, 16 x 10 e 17 x 15.

No quarto final o show foi de Ramon, Arthur Pecos e JP Batista. 

Com o placar apontando 73 x 70 para San Martin, Marquinhos e Ramon mataram duas bolas de três seguidas, para colocar o Rubro Negro na frente: 76 x 73. Na última posse de bola para os argentinos, Pecos interceptou e garantiu a sofrida vitória na estreia da Liga Sul-Americana: 76 x 75.

Ronald Ramon tem tudo para fazer sua melhor temporada na posição dois, onde gosta de jogar, agora que tem dois bons armadores. O dominicano foi o cestinha com 21 pontos. JP Batista terminou com 14 pontos. Olivinha anotou sete pontos e oito rebotes.

A decepção ficou por conta dos gringos: David Cubillan e M.J. Rhett.

Confira os melhores momentos da vitória:


Na outra partida do grupo, surpreendente vitória dos donos da casa Cimarrones da Colômbia frente Hebraica do Uruguai por 78 x 72. 

Hoje o Flamengo enfrentará os uruguaios, às 19h:45min.

A ressaca pós perda do título da Copa do Brasil

Após uma semana de luto, o blog volta à ativa.

Neste meio tempo, após a perda da Copa do Brasil, uma patética derrota para a Ponte Preta pelo Brasileiro. Vamos chegar a 48h dessa derrota, que manteve o milionário time do Flamengo em uma vergonhosa sétima colocação, tendo Botafogo e Cruzeiro à frente, sem nenhuma intenção de mudança para tentar salvar o ano.

É um misto de tristeza com desinteresse que toma conta, vendo que o futebol continua sob o comando de dirigentes que acham que as coisas vão acontecer simplesmente por ter bons jogadores em campo. Como se, por oferecer estrutura, condições de trabalho, salários em dia, estádio próprio bastassem, e tudo fosse resolvido por mágica, e não por trabalho, cobrança, determinação, objetivo.

A gente percebe que não falta raça, não falta vontade, porém falta alma, falta algo que esse time em momento algum conseguiu entregar, e acredito que tenha a ver com o comando lá de cima, que reflete dentro de campo.

É chato ver os jogos do Flamengo hoje. Pode parecer incoerência, visto que é a equipe com mais gols até agora no futebol brasileiro. Entretanto, ou você tem posse de bola e sabe o que fazer com ela, ou melhor fica lá atrás, se defendendo e buscando um chute para resolver a partida. O Rubro Negro não é uma coisa nem outra.

Todo mundo que acompanha minimamente a Gávea tem conhecimento dos erros e problemas. Da falta de reforços no começo da temporada em pleno ano de disputa de Libertadores, da chegada de reforços com o campeonato em andamento, de renovações esdrúxulas, que culminaram com escolhas insistentes do Zé Ricardo que até hoje são inexplicáveis.

Da falta de comando, e aí merece um parágrafo a parte, do presidente Eduardo Bandeira autocoroando-se o vice-presidente de futebol, tendo ao seu lado gente que nunca teve nenhum envolvimento do assunto e continua intacto e gozando de prestígio, como Fred Luz.

E o pior, tudo isso sob o olhares de outros vice-presidentes, que se tornaram cúmplices de um presidente autocrata, pois ninguém teve, até agora, coragem de exigir sua saída do futebol. Todos parecem satisfeitos com o rumo que o Flamengo está tendo no ano.

A última foi a brilhante tática do treinador de goleiros Vitor Hugo com o Muralha, na final da Copa do Brasil, em cair para o mesmo lado, sem estratégia surpresa, sem sequer estudar os batedores do Cruzeiro - em um futebol cada vez mais estudado, detalhado e planificado.

Com mais de meio bilhão de orçamento, não dá para o futebol profissional conviver com esse tipo de coisa.

E assim o futebol vem sendo tocado.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Copa Sul-Americana 2017: Flamengo 4 x 0 Chapecoense

Juan: segundo maior zagueiro artilheiro da história do Fla. 

Uma semana após a pior atuação sob o comando de Reinaldo Rueda, o Flamengo fez uma de suas melhores partidas da temporada, goleou o Chapecoense por 4 x 0 e, pela primeira vez, se classificou para as quartas de final da Copa Sul-Americana.

Ainda tem o jogo contra o Avaí pelo Brasileiro antes da grande decisão do dia 27 de setembro, mas é animador ver que o time reagiu bem ao esporro público do treinador, após o empate patético na partida de ida em Chapecó.

Por mais que o adversário não seja um dos mais fortes, que pudesse oferecer grandes dificuldades na marcação ou perigo à defesa Rubro Negra, aí entra o mérito de um Flamengo que soube controlar o jogo, chegando a ter mais 65% de posse de bola no primeiro tempo, ser agudo, ofensivo e vertical.

Foi um time vibrante, querendo vencer, insatisfeito, com fome de gols. Que não permitiu o Chapecoense jogar ou chegar com perigo.

E grande parte desses méritos se devem à dupla de volantes, que chegaram de surpresa no ataque, especialmente Cuellar. Dificilmente quando o colombiano joga bem o Flamengo também não vai bem. Ontem foi sua melhor atuação desde o jogo contra o Figueirense no Pacaembu. Foram 66 passes corretos, quatro desarmes, dois chutes e um gol - o dono do meio de campo.


Após um dos melhores 45 minutos iniciais, o Flamengo continuou o ímpeto ofensivo e de muita luta, respondendo às críticas do treinador. Não houve relaxamento, administração de resultado. Foram mais 45 minutos de pressão para ampliar o marcador e não permitir o Chapecoense jogar.

Chegando ao fim com 57% de posse de bola e 14 finalizações – oito no gol.


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Mesmo sem gols, partida monstra do Guerrero, participando diretamente de três gols e sendo responsável pelas principais jogadas ofensivas com seu certeiro papel de pivô.



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Rueda adotou Paquetá, que vem correspondendo jogando no ataque, mesmo sem cacoete de atacante. É bom finalizador, além de habilidoso, passou na frente do Vizeu. Sem Éverton para a final da Copa do Brasil, não duvido nada do garoto ser o titular.


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Trauco, que viveu dias de ostracismo, após o péssimo jogo no Mineirão contra o Atlético Mineiro, voltou a ser titular e a fazer seu bom jogo ofensivo, principalmente os lançamentos pro Guerrero. Se o treinador conseguir acertar o posicionamento defensivo do peruano, o Flamengo ganha uma arma de peso para a sequência da temporada.