terça-feira, 15 de agosto de 2017

A bizarra repercussão da chegada de Reinaldo Rueda ao Flamengo


A presença de Reinaldo Rueda à beira do campo na semifinal de amanhã contra o Botafogo é uma incógnita, porém, a única certeza até o momento é que a torcida está grande pelo seu fracasso.

Não surpreende o corporativismo exalado pelos treinadores, estão defendendo, de forma patética, sua reserva de mercado.

As críticas pela vinda do novo treinador do Flamengo apenas por ser um estrangeiro, beiram a confissão de que são incapazes de "ganhar" a disputa pela competência.

Temem de que sejam desinstalados de sua pobreza tática. De que surja uma nova forma de jogar, que não se limite a jogar por uma bola, como tem sido uma maneira muito comum que muitos times encontraram sucesso por aqui.

Ou: a qual treinador brasileiro, se diretor fosse, caro leitor, entregaria o elenco Rubro Negro após a demissão do Zé Ricardo?

Mais bizarro ainda foi ver que essa opinião se estendeu a parte da imprensa, que se ofendeu pelo Flamengo não ter dado oportunidade a um profissional daqui.

Em 15 rodadas do Brasileiro, 13 treinadores foram demitidos. Todos eram brasileiros. Flamengo, Palmeiras e Atlético Mineiro, com elencos caríssimos, foram eliminados da Libertadores diante de adversários com orçamentos pífios. Zé Ricardo, Cuca e Micale, pelo que consta, são brasileiros.

Os técnicos gostam dessa rotina, se perfazem nesse ciclo, a novidade é jornalista curtir também.


********************


Não dá pra acusar a diretoria da Gávea de não ter buscado um profissional do Brasil, pois queriam inicialmente o Roger que, de forma pouco corajosa, ou não, recusou a proposta.

Não se sabe por qual motivo foram atrás do Rueda. Estilo de jogo? Forma de jogar? Busca por uma mudança radical? Ou somente por ter sido o último treinador campeão da Libertadores? Ou por terem sido pressionandos por parte da torcida que compõe a "Fla-Twitter"?

Dificilmente teremos respostas. No entanto, a contratação de Rueda pode ter sido, planejado ou não, o maior acerto dessa gestão.

Diante de todas as leituras, inclusive a excelente análise do Joza Novalis aqui no blog, fica a impressão de ser um treinador estudioso, que valoriza a posse de bola, não de forma estéril, mas sendo agressivo no ataque. A expectativa é que seu espírito vencedor contagie o elenco, que seja uma mudança de mentalidade

E logo de cara enfrentará uma semifinal da Copa do Brasil, com apenas um treino, nesta terça-feira. Poderá ser o cara que classificou a equipe para a final eliminando o rival, ou começar sua trajetória com grande pressão e questionamentos, após ser eliminado.

Não espero mudanças bruscas na escalação ou no jogo, mas espero uma melhora pelo menos de postura, na confiança repassada pela comissão técnica para o elenco. É o que dá pra fazer em tão pouco tempo.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Basquete: MJ Rhett é o novo reforço do Flamengo


Nesta segunda-feira, o Flamengo anunciou a contratação de Malcolm Jaleel Rhett, terceiro estrangeiro para a próxima temporada, que se junta ao armadores David Cubillan e Ronald Ramon.

O ala pivô de 24 anos e 2,06 de altura que atuava na primeira divisão do basquete francês, obtendo média de oito pontos em nove partidas, atualmente está defendendo o Leones na Liga Dominicana.

Nascido na Califórnia do Sul, jogou pela Universidad de Tennessee de 2011 a 2014, obtendo melhor atuação em 2013/2014: 10,5 pontos e 9,1 rebotes.

Terminou sua formação na Universidad do Mississippi com 7,3 pontos e 4,7 rebotes e iniciou sua carreira profissional na Letônia jogando seis partidas e anotando 13,8 pontos e 8,3 rebotes.

Em seguida foi para Filipinas e, em 11 partidas, anotou 18,9 pontos e 16,7 rebotes.

Passou também pela República Dominicana e obteve 14,4 pontos e 7,9 rebotes por partida.

No Kosovo terminou com 14,5 pontos e 7 rebotes.

Está atualmente jogando os playoffs pelo Leones da República Dominicana, cuja média é 17,2 pontos com 7 rebotes.

Naturalizado dominicano, foi convocado pra disputar a Copa América de basquete.

Pelos vídeos, tem bom chute de média distância e habilidade somada com força física. Pode jogar de cinco, mas está mais com cara de revezar com Olivinha.


sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Sem legado olímpico: estadual de basquete está cancelado por falta de ginásios


O que era boato se confirmou: o campeonato estadual de basquete está cancelado.

O Flamengo, maior vencedor e tendo conquistado os últimos 12 estaduais, assinou e encaminhou ofício em conjunto com o Vasco informando da decisão de não disputarem o campeonato carioca.

O Botafogo preferiu não assinar o mesmo ofício, porém também se manifestou, por outros motivos, a desistência de participar do estadual.

Da mesma foram que a equipe do Macaé.

Não restou outra alternativa à Federação de Basquete do Rio de Janeiro se não a decisão de não realizar o campeonato.

Flamengo e Vasco, que não chegaram a disputar a final do ano passado, tendo o Rubro Negro ganha por W.O. protestaram pela falta de ginásios disponíveis em plena cidade olímpica. Beira o inacreditável que um ano depois, justamente quando os clubes resolvem investir contra toda corrente contrária, não encontrarem um local para mandarem seus jogos.

As partidas seriam realizadas ou com torcida única ou com ginásio fechado.

O clube da Gávea já se mobiliza para chegar bem na Liga Sul-Americana em outubro, considerada prioridade na temporada, pois o campeão se classifica para a Liga das Américas.

Em setembro o Flamengo vai disputar um torneio no Peru e a diretoria ainda tentará marcar amistosos na Argentina e Uruguai.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

O que esperar de Reinaldo Rueda, por Joza Novalis

Reinaldo Rueda está muito perto de ser o novo treinador do Flamengo.

O colombiano levou o Atlético Nacional ao título da Libertadores de 2016, com um futebol de encher os olhos. Em dois anos, foi por duas vezes campeão colombiano (2015 e 2017), uma Copa da Colômbia, 2016, uma Superliga da Colômbia (2016) e a Recopa Sul-Americana (2017).

O que esperar de Rueda? Qual suas características? Qual expectativa para a chegada de um treinador no meio da temporada? Esquema de jogo?

Nada melhor para falar sobre o assunto do que Joza Novalis (@jozanovalis). Que já foi entrevistado aqui no Ninho sobre a participação do Flamengo na Libertadores em 2017 - que se encerrou de forma patética e escreveu de forma magnífica sobre a contratação de Orlando Berrío.



Eis Reinaldo Rueda, por Joza Novalis:


Reinaldo Rueda é apontado como um dos favoritos para assumir o banco de reservas do Flamengo. Colombiano de 60 anos, Rueda é tido como um estudioso do futebol. Porém é bem mais que isto. Uma coisa é estudar, pegar em livros ou “colar” em profissionais e técnicos famosos apenas para confirmar o que se sabe ou o que se pensa saber; outra, bem diversa, é fazer a mesma empreitada tendo profunda consciência de estudante; alguém humilde e que ainda se encanta diante do conhecimento emitido por um mestre. Este é Reinaldo Rueda. Na Alemanha, todos são elogios para o ex-comandante do Atlético Nacional em virtude de sua humildade, gentileza e refino no trato com as pessoas. Quem o vê, e não o conhece bem, chega a duvidar de suas inúmeras conquistas ao longo da carreira. Mas, enfim, Rueda daria certo, se confirmado como técnico do Flamengo? Possível que sim. Vejamos, então, de quem se trata, sua visão de futebol, suas preferências e se de fato seria uma boa para o Rubro-Negro carioca.

Dispensável falar de suas conquistas, até os mais leigos se lembram de algumas. Melhor pontuarmos alguns fatores que o levaram a elas. Em 2007, seus estudos já o encaminhavam para uma carreira importante, era comandante do banco da seleção de Honduras, conduzida por ele, tempos depois, para a Copa do Mundo da África do Sul. Contudo, sua visão de futebol era voltada para a armação de equipes defensivas. Foi então que conheceu seu assistente técnico atual, Bernardo Redín. As duas mentalidades eram bem diferentes, pois Redín, embora ainda fosse um estudioso do assunto, era já um adorador do futebol ofensivo. O mais lógico era que o assistente fosse influenciado por quem o empregava, mas foi o contrário. Redín modificou a visão de Rueda, mostrando-lhe as vantagens de armar uma equipe voltada para a construção do jogo ofensivo. Rueda já era um profissional atento aos atletas, mas se impressionou com a meticulosidade com a qual Redín percebia os limites de um jogador e criava um plano para corrigi-los. Este foi outro traço do assistente que Rueda assimilou à sua prática profissional. Redín ficou ao lado de Rueda até 2014, quando foi anunciado como técnico do Monagas, da Venezuela. Porém, assim que assumiu o Atlético Nacional, Rueda chamou seu assistente de volta.

No Atlético Nacional, a impressão era a de que qualquer treinador estaria fadado ao fracasso, após a gestão impecável de Juan Carlos Osório. Rueda decidiu manter o estilo de jogo de Osório, modificando e fortalecendo a zaga, com a adoção da linha de quatro. Porém, manteve a saída da bola pela defesa, com a aproximação do volante para recebê-la e favorecer as triangulações. Além disso, treinou seus zagueiros para o lançamento da bola, que em geral era cruzado. Se Henríquez estava mais à direita, o lançamento buscava o extremo esquerdo; se na esquerda, seus lançamentos buscavam o extremo do setor direito. Em geral, o resultado era positivo, pois com a proximidade de um, e às vezes de dois volantes, à primeira linha, os defensores e principalmente volantes rivais eram surpreendidos com os lançamentos a partir da zaga. Além disso, um plano individual foi adotado para a qualificação técnica de cada jogador, principalmente aqueles que estavam no banco ou na fila para serem promovidos à equipe principal. Bernardo Redín se ocupou, por exemplo, de Berrio e seu treinamento foi vital para que o atacante flamenguista aprendesse a trocar o lado do campo, entrar em diagonal, jogar de 9 e qualificar o passe curto nas imediações ou dentro da área. Não bastasse isto e um plano de adaptação ao estilo da equipe foi adotado para os jogadores que chegassem ao Atlético Nacional. Tudo isto o Flamengo também ganhará, caso confirme Rueda.

Durante o tempo que ficou no Atlético Nacional Rueda demonstrou ser um perito em gerir plantel numeroso e qualificado. Isto ocorre, em parte, porque todos os atletas são testados quanto ao conhecimento e assimilação da proposta. Testados durante as partidas, as conversas prévias e o balanço dos erros e acertos, após os jogos. Tudo é muito claro e feito às vistas de todos, o que torna quase impossível a contestação de possíveis descontentes. Outro aspecto que faz de Rueda um bom gerente de elenco é que sua presença agrega aos jogadores uma mentalidade vencedora. Sim, muitos podem tentar o mesmo com sua fala pensada (ou não) aos seus atletas do elenco. Mas sabemos que uma coisa é o jogador olhar para um técnico esforçado e outra é olhar para um vencedor. O respeito é outro


Flamengo precisa de um técnico inteligente

Se há um debate impróprio na mídia é aquele que pauta treinador estudioso versus treinador “boleiro”. Quando pensamos neste último, possível que nos lembremos de Renato Portaluppi.  Provável que aqueles que creem que ele não estuda, ou não é assessorado por vastos estudos, se enganem. Futebol moderno não admite mais um “boleiro” qualquer, principalmente em time grande. Flamengo precisa de um técnico inteligente, pois o caráter do seu elenco o exige. Quando o jogador sabe de cor o que o técnico vai dizer, ele não o escuta. E se não escuta é natural que pouco a pouco, e mesmo contra sua vontade, deixe de respeitá-lo. Todo atleta tem em sua cabeça uma ideia de jogo ou no mínimo pistas de como solucionar problemas durante uma partida. Errado ou certo, o atleta só abandonará sua visão, em prol da orientação do técnico, caso esta orientação o surpreenda. Para tanto, o discurso do comandante precisa renovar-se o tempo todo e materializar seus conhecimentos e a ampliação desses conhecimentos aos “olhos” do jogador. Caso esta não seja a situação, é até provável que os problemas não apareçam quando o time estiver ganhando. Porém, quando a equipe começar a perder a “coisa” muda de figura.

Todo ato rebelde de um jogador tende a começar na rejeição do padrão de orientação de seu comandante. Daí para formação de grupinhos é um piscar de olhos. E há situações, sabemos ou desconfiamos, em que o próprio treinador, perdido em seu papel de técnico, troca o comando da equipe pelo comando de algum grupinho formado pelos por ele ou pelos atletas. Portanto, quanto mais o elenco for qualificado tecnicamente e possuir jogadores inteligentes, mais ele necessitará de um técnico inteligente, estudioso e vencedor. Neste sentido, Rueda também se perfila como nome ideal para o Rubro-Negro.


O passador, o passe-surpresa e os recebedores

Treinadores da escola de Bielsa refletem a todo instante sobre o passe dentro de uma partida. Rueda não é um seguidor puro do “el Loco”, pois seu repertório inclui outros, como Ancelotti, Del Bosque e Osório, de quem (e às vezes indiretamente, através de Bernardo Redín),filtra os principais traços do bielsismo na sua filosófica de jogo. Pois bem, para esses treinadores, o passe é o que há de mais importante no futebol.

O passe preconiza basicamente que a bola chegue de forma segura ao seu recebedor. Dentre os dois tipos que há, é óbvio que a conexão da bola entre passador e receptor se realiza de forma tranquila no chamado passe simples. Este tem sua utilidade, mas sua importância é limitada no sentido de que serve só para quebrar a pressão do rival e para a manutenção da bola enquanto não se configura uma situação oportuna para o chamado segundo tipo de passe, o decisivo, aquele que resolve.

Especialmente durante seu tempo no Atlético Nacional, Rueda se ateve muito à reflexão sobre o caráter do passe. Inteligente que é, concluiu pela obviedade de que o passe decisivo é o mais importante e de que o passador precisa contar com uma visão periférica lapidada de forma a entender a fuga da marcação de seus companheiros próximos ou distantes. Todavia, concluiu também por algo não tão óbvio, o fato de que o melhor passe é aquele que chega aonde o receptor determina, e não o contrário. Efeito disso é que com o treinamento correto, e exaustivo, o jogo inteligente se amplia, ganhando terreno não só na mente do passador, mas também dos receptores da bola. A partir daí, e sob a supervisão de Redín, Reinaldo Rueda revolucionou os treinos no Atlético Nacional.


Técnico estrangeiro no meio da temporada

Atualmente, se o nome de um técnico estrangeiro é apontado como possível ocupante do banco de uma equipe brasileira, logo surge o argumento de que ele não teria tempo para se adaptar, já que estamos no meio da temporada. Antes de examinarmos a questão, vale lembrar que ela é resultado de outra anterior, a de que um técnico de fora não dá certo no futebol brasileiro. Engraçado como muitos ainda enchem o peito para falar “futebol brasileiro”, como se ainda fôssemos, no contexto do futebol mundial, algo além de um retrato que se desbota na parede.

Pois bem, técnico estrangeiro no meio de temporada é uma fria, mas brasileiro também é. Fatores circunstanciais parecem primar sobre sucessos ou insucessos na troca de técnico no meio de temporada. Se não for assim, Levir Culpi, Autuori e Mancini são gênios, enquanto Dorival Junior, Eduardo Baptistas e Alexandre Gallo, toscos. Apenas três exemplos que pautam as situações de Santos, Atlético-PR e Vitória, após suas trocas de treinadores: há outros. Ora, vejamos, se conhecimento e intimidade com o futebol brasileiro são vitais, por quais motivos então um técnico novo em um clube, como Dorival Junior, atualmente no São Paulo, não dava jeito no Santos? Por que Mancini não praticou na Chapecoense os “milagres” que tem praticado no Vitória? Na verdade, números mostram que com exceção de Tite, nossos técnicos “de ponta” se equivalem.

A outra questão é que técnico estrangeiro não serve para o futebol nacional. Se isto é uma verdade, ela está pela metade, pois técnico brasileiro também não serve. Tempo médio de nossos técnicos nos clubes ilustram bem a afirmação. Esta situação escancara o que se espera de um comandante do banco de reservas: que faça milagres. Não há tempo para seu trabalho ea pressão que sofre é ininterrupta embora se transvista, após as primeiras derrotas, em apoio para inglês ver. Porém, não sejamos totalmente inflexíveis frente a uma triste realidade: tempo ideal para um treinador realizar o seu trabalho e construir uma equipe vencedora, no Brasil, não existe. Sendo assim, é necessário reconhecermos que os técnicos tradicionais, e que praticam o “mesmo”, apenas perpetuam o ciclo vicioso de suas contratações e demissões, nos clubes do país.Então, um ideal mais aceitável sobe ao palco: o de que um técnico diferenciado, com ideias novas e com amplo conhecimento teórico e prático de futebol converta o tempo longo das conquistas em tempo médio. Por isso Rueda seria bem-vindo ao Flamengo. Jorginho, Carpegiani e outros nomes que se especulam são, com todo o respeito, “o mesmo”; Rueda é o diferente.

Difícil determinar o que é tempo ideal para um técnico comandar no Brasil e obter êxitos, mas 14 meses, ofertados a Zé Ricardo, parecem suficientes; pode não ser o chamado tempo longo, mas, no mínimo, é um senhor tempo médio para um técnico de ponta. Se Reinaldo Rueda se perfila como um treinador acima da média, e se a ele for ofertado um tempo parecido e até menor do que o oferecido a Zé Ricardo, ele tem tudo para triunfar no banco de reservas do Flamengo.


Esquema de jogo

Rueda é um adorador do 4-2-3-1, com dois volantes como peças vitrais da geração do jogo. Os dois laterais tendem a ser, primeiro, laterais, depois, apoiadores. Podem e devem apoiar, mas sem custos para o exercício da tarefa defensiva da equipe. Não estamos falando de laterais-zagueiros, pelo contrário até. Porém, são dos laterais que Rueda mais cobra atenção à parte defensiva. Depois destes, veem os volantes, de quem o sistema exige múltiplas funções, como a do tradicional auxílio aos laterais.

Os dois volantes precisam de mobilidade entre os zagueiros e a linha de três, mais à frente. No sistema, um deles recua para facilitar as triangulações e gerar uma saída com progressão em linha. Este jogador poderia ser Ronaldo ou Cuéllar. O campo se amplia para o passe, mas a bola vai circular numa linha horizontal até que o segundo volante a receba, se posicionando já como primeiro homem do setor criativo, ou ainda quando a bola for lançada diretamente para o meia centralizado e principal responsável pela criação das jogadas ofensivas. É vital para o sistema de Rueda que o passe saia limpo de seus volantes, pois se por um lado estes estão diretamente envolvidos na criação das jogadas, por outro, seus erros de passe podem ser o calcanhar de Aquiles do sistema defensivo.

Em situações de extrema necessidade, veremos uma transição ofensiva com 2-1-4-3, na qual dois zagueiros suportam um volante, enquanto o outro vira um meio-campista. Este jogador terá a seu lado um meia de origem e dois interinos, que são os laterais. A compactação vai saltar aos olhos, porém, uma pouco à frente veremos os dois extremos convertidos em atacantes, ao lado do camisa 9. Em tal contexto passador e receptor se confundem e a movimentação torna-se fluida e incessante, com ou sem a bola e tanto da parte dos passadores quanto dos receptores da redonda. Os ponteiros trocam de posições ou entram na área em diagonal, dificultando a marcação rival. Prioriza-se passe curto entre as linhas, contudo, por vezes, um passe final e decisivo surge justo do volante que se coloca à frente dos zagueiros. Este sistema cobrará do centroavante significativa precisão para entrar e sair da área, pivoteando e abrindo espaços para os dois pontas. Sabemos que Guerrero pode ser este jogador.


Uma linha de três sem Diego?

Provável. Há poucos técnicos tão flexíveis quanto Reinaldo Rueda, porém é a custos que ele abandona o 4-2-3-1. Com sua chegada, Berrio deverá ser o extremo pelo setor direito, pois sua associação com o lateral tecnicamente era um dos pontos fortes do campeão da Libertadores. Importa bem para o sistema que o extremo seja criativo, porém importa mais que ele tenha velocidade e até força física na execução de suas tarefas em campo. Para que o setor tenha um meia-atacante que se notabilize pela criatividade ele precisa exercê-la em altíssimo nível, de forma a compensar suas deficiências defensivas. E se este é o ponto, ele se complica ainda mais pelo fato de que pelo setor esquerdo Trauco não é um bom marcador.

Por outro lado, a linha de três exige um meia centralizado que saiba trabalhar atrás dos extremos. Este jogador há de ter uma visão periférica e precisa pensar rápido para gerar passes que quebrem as linhas defensivas e encontrem os atacantes em espaços vazios. Deste jogador o sistema exige uma alta velocidade de raciocínio e escolhas; sua mente precisa ter a velocidade física de um Orlando Berrio. No Atlético Nacional, este papel era exercido por Macnelly Torres, atleta que fisicamente nunca foi dos mais velozes. No entanto, nas situações de contragolpe ele era preciso nos passes longos no costado da zaga, em geral cruzados, e que deixavam Borja na cara do gol. Sua velocidade de raciocínio se fazia indispensável para o sucesso das jogadas. Percebemos que Everton Ribeiro pode ser um ponta-articulador dos bons, e que também pode atuar pelo setor esquerdo. Porém, dada à sua condição de principal passador da equipe, é bem provável que Rueda o utilize centralizado, no lugar ocupado hoje por Diego.

Alternativa seria modificar o sistema para um 4-1-4-1. Mas se há uma grande vantagem em um elenco qualificado é que ele oferece opções para o técnico praticar o esquema que mais lhe convém. Diego poderia ser recuado para segundo volante. E pode. Mas, como vimos acima, é exigido dos volantes um altíssimo comprometimento também com a marcação. Desta forma, tudo indica que Diego possa ir para o banco de reservas.


Se confirmado Rueda...

Chegada de Rueda pode significar uma mudança real de patamar no Flamengo. O clube da Gávea teria no seu banco de reservas um dos mais inteligentes e vencedores técnicos das Américas. Teria uma equipe que joga da mesma forma dentro e fora de campo, o que contribui para assegurar a identidade futebolística da equipe e nutrir seu DNA de personalidade. Além disso, o clube poderia ser estimulado a investir pesado nas suas estruturas e no treinamento sofisticado de seus atletas, até mesmo os das categorias de base. Os assistentes de Rueda são todos eles profissionais sofisticados. Dentre eles, está Eduardo Velascos, tido como o melhor preparador de goleiros da Colômbia, e profissional com vários convites recusados para trabalhar no futebol europeu. Então, se for o caso de Reinaldo Rueda ser confirmado como o novo técnico,que ele tenha sorte, assim como o Flamengo em seu caminho. Caminho que de fato se anunciaria como novo, diferenciado e promissor.

Patrocínio do blog



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A demissão de Zé Ricardo, que não deveria ter saído sozinho como único culpado

Desde a eliminação da Libertadores o cargo do Zé Ricardo já balançava. Por mais que buscassem alguns fios de esperança, a execução nunca era a esperada.

A Arena da Ilha, sequência de jogos no Rio, reforços estreando, sempre a expectativa era de melhora, evolução, entretanto o ambiente se deteriorava a cada partida.

Voltando algumas casas: o time não encontrava mais o bom futebol desde quando faltavam 10 rodadas pro fim do Brasileirão, e terminou o ano empurrando com a barriga.

Friamente, dá pra contar nos dedos de uma mão quantas partidas convincentes o Flamengo fez neste ano.

O resumo da equipe no período Zé Ricardo foi: muita posse de bola, pouca agressividade, psicológico ruim, dificuldade em vencer jogo grande e, até certo ponto, organizada defensivamente - em que pese este quesito ter naufragado nas últimas partidas: o último jogo sem gol sofrido foi contra o Vasco.

É verdade também que por diversos jogos o Flamengo falhou clamorosamente na finalização. Perdeu gols certos, que poderiam ter aliviado a pressão da própria equipe e da comissão técnica.

Entretanto, quando alguma coisa vira rotina, significa que tem algo que não vem bem de forma sistemática.


*******************


Não via mais capacidade do Zé em extrair desse elenco o melhor futebol. O desespero de quem não enxergava mais modos de arrumar a equipe ficou evidente nesse domingo, na derrota para o Vitória em casa, quando utilizou um esquema ofensiva, com Trauco e Rodinei de laterais e ainda escalou Arão de primeiro volante, mesmo tendo Rômulo e Cuellar no banco.

Quando que Zé Ricardo utilizou Arão de primeiro volante logo de início em sua passagem pelo clube? Beirou a má-fé.

Inexplicável também foi a escolha do Geuvânio voltando de contusão, por exemplo, mesmo enquanto Berrío vinha bem jogo após jogo. Mesma coisa a estranha situação do Conca, que, mesmo sem Guerrero (um estrangeiro), não foi nem relacionado.

Evidente que o Zé não pode ser considerado o único culpado, por mais que tenha errado em insistir com jogadores ruins em detrimento de outros que poderiam mudar a dinâmica de um futebol engessado e sofrível, porém, é mais uma vítima do sistema fracassado do futebol Rubro Negro, liderado pelo Eduardo Bandeira, Fred Luz e Rodrigo Caetano que, entre erros e acertos, tem sido até o melhorzinho deles, sendo o único que, tardiamente, confrontou Rafael Vaz no vestiário pós-classificação dramática contra o Santos - sendo desautorizado pelo presidente em entrevista dias depois.

Quando o presidente é o vice-presidente da pasta, quando um CEO, que nunca discutiu questões táticas e técnicas do futebol dentro de campo e continua dando pitaco de forma inexplicável e quando Jayme ainda continua sendo membro da comissão técnica, significa que tem mais coisas erradas do que apenas o treinador.


*****************


Eliminado da Libertadores, sem chance de título do Brasileirão, restam ainda as duas Copas: do Brasil e Sul-Americana. O ano não está perdido, por isto é um erro já começar a pensar em 2018.

As opções pra comandar o Flamengo à nível nacional são péssimas e nenhuma chegará com unanimidade e apoio da torcida. Por isso o foco deveria ser um treinador estrangeiro. Não me convence argumentos de adaptação, que estamos no meio do ano, que não conhecem o elenco. O time Rubro Negro tem diversos jogadores conhecidos por todo o futebol mundial. O futebol brasileiro é vastamente estudado, basta ver o show que treinadores sul-americanos dão quando enfrentam times brasileiros nas competições estrangeiras: dissecam o adversário com tranquilidade.

A diretoria, infelizmente, deve procurar o mais fácil para ela: Roger. Que encaixa no mesmo perfil de jogo do Zé Ricardo: posse de bola, controle de jogo e falta de agressividade. Não o vejo como solução. O perfil que o Flamengo precisa hoje é de um técnico experiente, que passe confiança, que encaixe uma nova forma da equipe jogar, enfim, que tenha uma nova fórmula, pois, a atual, já está desgastada e ninguém mais aguenta.

Reinaldo Rueda seria o nome, se quisessem mesmo dar uma guinada e buscar algo novo, e não mais do mesmo.

Basquete: TIM renova patrocínio via incentivo fiscal

Agora é oficial: foi publicado no Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro a autorização para o aporte da TIM para o basquete Rubro Negro e o Centro de Treinamento, via incentivo fiscal.


Para o basquete, a fruição foi de R$ 8,3 milhões, cumprindo assim o pagamento de mais uma temporada para os cofres do clube, e ainda com uma sobra para esta que começa agora.

Já para o Centro de Treinamentos, a TIM vai pagar, via ICMS, o valor de R$ 2,5 milhões.



domingo, 30 de julho de 2017

Brasileirão 2017: Corinthians 1 x 1 Flamengo


Na tarde deste domingo o Flamengo deixou escapar uma ótima oportunidade de vencer o líder Corinthians, ao empatar em 1 x 1, jogando em São Paulo.

É preocupante o poder de fogo ruim da equipe neste Brasileiro contra adversários diretos. Dos 10 primeiros colados do Brasileirão o Flamengo conseguiu vencer apenas o Vasco. 

A equipe terá o Santos na quarta-feira para diminuir esse aproveitamento ruim.

Dentro de campo o Flamengo começou até melhor. Após escapar de uma blitz inicial, o Rubro Negro não se intimidou pelos 12 pontos de vantagem e um estádio com todos os ingressos esgotados e colocou o bloco na rua.

Com boas participações de Guerrero e Éverton Ribeiro, o Flamengo finalizou três vezes, porém, todas fora do gol.

Entretanto, aos poucos o Corinthians foi colocando em prática seu futebol. Não é à toa que não perdeu nenhum jogo neste primeiro turno. E à exemplo de Cruzeiro, Palmeiras e Coritiba, os paulistas jogaram no ponto vulnerável Rubro Negro: o passe vertical entre o lateral e o zagueiro.

Em jogada trabalhada, o Corinthians teve um gol absurdamente anulado, após passe vertical entre Juan e Trauco aos 12 minutos. O placar não foi alterado, mas o psicológico do Flamengo ficou outra vez surtado, como se realmente tivesse levado o gol. Nada funcionava no ataque e era questão de tempo pros donos da casa abrirem o placar.

Após erro de passe de Trauco no ataque, os paulistas tramaram um rápido contra-ataque, Jô marcou outra vez e desta vez valeu. A princípio parecia uma bola até de fácil marcação do Pará, tanto que Réver nem parte para a dobra e vai recuando, porque acredita que seu lateral vai dar um carrinho, uma trombada, pelo menos. Nada disso acontece e o Corinthians abriu o placar.

É assustador o quanto o Flamengo vem falhando neste posicionamento e ninguém consegue corrigir. Além da defesa em linha, o time não consegue pressionar quando perde a posse de bola. Contra o Palmeiras o zagueiro Mina fez a transição sem qualquer problema e lançou para Roger Guedes virar a partida. Desta vez foi o zagueiro Balbuena que para Jô abrir o placar, outra vez sem ser pressionado.

Era tudo que o líder queria: placar inaugurado, marcação pesada e enfrentando um adversário com pouco repertório ofensivo e nenhuma agressividade. 

Não se sabe o que deve ter pensado, talvez pelos três desfalques, o Corinthians não pressionou em busca do segundo gol, mesmo sendo superior taticamente.

No intervalo Zé Ricardo sacou Cuellar e colocou Arão. Deixou de utilizar dois volantes e armou um time no 4-1-4-1, deixando Márcio Araújo fixo à frente da zaga, evitando seus avanços vergonhos ao ataque.

E foi um Flamengo diferente. Mais confiante, com posse de bola agressiva, subindo a marcação e não deixando o adversário passar do meio de campo. Apesar do Corinthians estar acostumado a sofrer e rebater bolas erguidas na área - a única forma que encontram de jogar contra os líderes, não emplacou nenhum contra-ataque para matar o jogo, como vinha conseguindo. Ou seja: sofreu porque o adversário jogou mais. 

Mesmo com mais domínio no ataque e levando pouco perigo na defesa, a única arma do Flamengo era o cruzamento. Foram 27 só no segundo tempo. Apenas com a entrada do Berrío o time passou a tocar mais a bola e a encontrar espaços.

Guerrero teve a primeira chance, após cruzamento do Diego. Juan teve ótima cabeçada defendida pelo Cássio, após cruzamento via escanteio. Até que Réver, após toque de Juan em cruzamento no escanteio, fez um belo gol de voleio. 

O Corinthians assustou e não sabia o que fazer. Finalmente uma equipe tirou o líder da zona de conforto. Com a torcida em silêncio, o Flamengo encontrava espaço de forma surpreendente, especialmente pela direita com Berrío, que fez ótima tabela com Guerrero, encontrou Arão que deixou livre para Diego desgraçadamente isolar, aos 28 minutos. Foi a única jogada trabalhada pelo meio de campo. O que falta para o time executar mais esse tipo de jogada?

Zé Ricardo colocou Vinicius Jr muito tarde, aos 40 minutos. Pela esquerda o jovem desmontou Fágner e chegou duas vezes com perigo. O Flamengo acreditava na vitória e fazia por merecer. A pressão por pouco não fez a virada acontecer com um gol contra: Pedro Henrique desviou um cruzamento para o próprio gol, que tocou na trave.

Na única participação no segundo tempo, Diego Alves defendeu o chute cruzado do Jô, impedindo uma vitória corinthiana que seria muita injusta.


***************


A atuação do segundo tempo, por mais que tenha sido executada por cruzamentos, confirma a impressão de que a equipe pode render mais. A busca por um segundo volante que forme a segunda linha de quatro, que tire o monopólio de Diego e Éverton Ribeiro das jogadas pelo meio, confirma a ideia do Zé Ricardo em buscar um jogador que consiga ajudar nessa transição. Cuellar pode até ter habilidade, fez gol importante pela Copa do Brasil, mas não é tanto a dele.

(Meu primeiro volante seria o Rômulo ou Cuellar, podendo jogar com Berrío, Arão, Diego e Éverton Ribeiro; Ou com Rômulo ou Cuellar, com Diego e Éverton Ribeiro centralizados e Berrío e Éverton nas pontas)

Neste domingo o treinador encontrou o Arão para essa posição - talvez o único com cacoete nesse elenco, que já tinha entrada bem contra o Fluminense e mudado o panorama daquele jogo.

A dúvida é se foi uma atuação fora da curva, ou se começa a aparecer um novo Flamengo. Se os três pontos infelizmente não vieram, que tenha sido pelo menos uma injeção de ânimo pela boa partida contra o líder +12 do campeonato.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Copa do Brasil 2017: Santos 4 x 2 Flamengo

Mais uma vez o Flamengo garante a classificação para a próxima fase e a torcida sente mais alívio do que euforia, após o apito final.

Contra o Atlético Goianiense, o time abriu o placar, levou o empate e ficou a um gol de ser eliminado das oitavas de final. O Rubro Negro só conseguiu o gol da vitória aos 36 minutos, para alívio da torcida.

Agora nas quartas de final, novamente a torcida passou por maus momentos contra o Santos na Vila Belmiro.

Após vencer o jogo de ida em casa por 2 x 0, o Flamengo chegou a ficar na frente duas vezes na partida, entretanto, conseguiu a proeza de levar quatro gols - o quarto sofrido nos minutos finais, e ficou a um gol de ser eliminado.

O apito final outra vez foi mais de alívio do que de comemoração.

Entre os jogadores o sentimento não foi muito diferente. Réver saiu esbravejando: "Espero que a gente acorde para que não aconteça novamente". Os próprios companheiros ficaram enfurecidos com a jogada estulta do Rafael Vaz, quando a partida já estava controlada após o gol de Guerrero no começo do segundo tempo. Em minutos tudo desmoronou, o Santos ganhava por 3 x 2 com apenas 11 minutos da segunda etapa e precisava de apenas mais dois gols para chegar à semifinal.

Tem sido inconcebível a postura do Zé Ricardo, como ele coloca tudo a perder apostando em jogadores medíocres e comprometedores. Ele mesmo desvaloriza e joga no lixo o próprio trabalho, que não está mais lá essas coisas há um bom tempo.

Duas semanas atrás Rafael Vaz estava cobrando falta na entrada da área com 2 x 2 no placar, mesmo tendo Guerrero em campo. Ontem quis fazer graça, sair jogando e errou. É uma clara demonstração de falta de comando.

A prática tem sido rotineira: a torcida pressiona, o treinador barra os péssimos jogadores. Depois espera passar a fervura e volta com toda a turma. O que revela a falta de coerência.

Para se ter uma ideia do tamanho do absurdo: Vinicius Jr estava no banco, porém quem entrou foi Gabriel,  que há meses não jogada uma partida sequer.



***************


A discussão poderia ter sido de uma possível evolução do futebol, uma classificação obtida com autoridade após vencer os dois jogos. Até mesmo uma equipe que teria aprendido com os erros da eliminação da Libertadores, conseguindo jogar sob pressão.

No entanto, o Santos nem precisou de jogar muito, bastou contar com os erros de sempre dos mesmos jogadores: falhas bisonhas de Rafael Vaz e Muralha, além do inútil Márcio Araújo.

Novamente o Flamengo desmoronou quando leva um gol. Até os 30 minutos do primeiro dominava a partida. Berrío na cara do gol demonstrou ser frio para outra vez marcar. O Rubro Negro poderia ter pressionado para ampliar, mas como tem sido rotina, não soube definir. Até que Bruno Henrique acerta um belo chute e empata o jogo. E por pouco o Santos não vira, se o juiz não voltasse corretamente atrás do pênalti mal marcado.

O fim do primeiro tempo foi um alívio. A torcida vive de refrigérios.

No intervalo o time se acalmou, voltou a tocar bola no segundo tempo e Guerrero colocou o Flamengo na frente outra vez. Era a chance da equipe jogar no erro do adversário, aproveitar o desespero e liquidar a fatura. Só que nada disso foi possível, pois Rafael Vaz tratou de querer sair jogando, errou e no escanteio o Santos empatou em falha de Muralha. No minuto seguinte, diante de um Rubro Negro surtado, nova falha absurda da defesa e ainda contando com erro de combate do Márcio Araújo, veio a virada do Santos. Isto tudo com apenas 11 minutos de jogo.

Os donos da casa subiram de 60% para 73% de posse de bola, diante de um Flamengo assustado, que trocava passes na defesa sem conseguir avançar.

Se o Santos consegue o quarto gol mais cedo, a eliminação seria iminente. Por sorte Copete só marcou já nos acréscimos para fazer 4 x 2....em nova falha de Muralha, que, segundo o Zé Ricardo, estava treinando bem e pronto para voltar à titularidade.

O Flamengo chega a uma semifinal da Copa do Brasil jogando bem menos do que seu adversário Botafogo., bem treinado e organizado dentro de suas limitações Mesmo tendo um elenco melhor, Zé Ricardo não consegue entregar um produto de qualidade.