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domingo, 28 de outubro de 2018

Brasileirão 2018: Flamengo 1 x 1 Palmeiras

Novamente o Flamengo não conseguiu vencer uma partida decisiva no Maracanã. Nesse sábado, o time da Gávea empatou com o Palmeiras em 1 x 1 e segue a quatro pontos do líder, faltando sete rodadas.

A equipe paulista está invicta nesse segundo turno com Felipão no comando: são 16 jogos sem perder. E o tabu segue mantido: o Flamengo não vence o Palmeiras em Brasileiros desde 2014, ou em nove jogos.

Nas partidas cruciais de 2018, jogando no Rio, o Rubro Negro só conseguiu derrotar o Emelec pela Libertadores e o Grêmio pela Copa do Brasil. De resto, a equipe não superou o São Paulo, Corinthians, Cruzeiro e agora o Palmeiras.

Se voltar mais um ano, dois empates no Maracanã nas duas finais do ano passado: Cruzeiro e Independiente.

Por mais que Dorival tenha feito do Flamengo um time mais agressivo, com força ofensiva, que havia feito 10 gols em três jogos, ainda carece de jogadores decisivos.

Faltou também entrar no jogo de forma mais incisiva, mais violento, aproveitando-se da euforia da torcida, que lotou o Maracanã. O Rubro Negro, que teve a semana livre de treinamento, não conseguiu incendiar a partida. Era tudo que o adversário queria.

O Palmeiras segue a tônica pobre do futebol brasileiro: veio para se defender, não quis a posse de bola e para jogar por um gol. Além de fazer cera e retardar a partida até não quer mais. Segundo estatísticas, a bola ficou parada em 60% do jogo. Ou seja, de futebol mesmo foram pouco mais de 42 minutos.

Isto tudo sob uma arbitragem conivente com o anti-futebol. Não teve erro sério por parte do juiz, mas teve a conivência de não impedir esses números absurdos.

O Flamengo talvez seja um dos poucos times que escolhe propor o jogo, que quer construir as jogadas para buscar seu gol. Será sempre seu estilo - o que não pode ser confundido com posse de bola infrutífera. E, a partir daí, o elenco precisa ser pensado e formado: ter jogadores decisivos, que queiram ser protagonistas, que consigam uma jogada surpreendente, individual, quebrando o futebol reativo do adversário.

Evidente que o gol perdido do Paquetá será difícil de ser esquecido. Seria a virada dos sonhos, que colocaria o Maracanã abaixo, baixaria a diferença para um ponto e repetiria o Boca Jrs que, em poucos minutos, fez dois gols no final da partida contra o Palmeiras.

Não foi por essa isolada de Paquetá que o Flamengo deixará de ser campeão. O título foi comprometido pelos erros durante o campeonato quando a equipe era líder com boa vantagem e tudo foi perdido após a Copa do Mundo.

Por fim, uma das mudanças positivas de mentalidade da torcida é o fato de ninguém mais ficar satisfeito com vaga pra Libertadores. Coisa típica de anos atrás. Se não vier o título, é fracasso. Mais um, dessa gestão, que não vence nada de relevante no futebol há cinco anos.

terça-feira, 23 de outubro de 2018

Brasileirão 2018: Flamengo precisa quebrar tabu no sábado

O Flamengo não vence o Palmeiras há oito jogos pelo campeonato brasileiro.

Foram quatro empates e quatro vitórias da equipe paulista.

Brasileirão 2018: Palmeiras 1 x 1 Flamengo - Allianz Parque
Brasileirão 2017: Palmeiras 2 x 0 Flamengo - Allianz Parque
Brasileirão 2017: Flamengo 2 x 2 Palmeiras - Ilha do Urubu
Brasileirão 2016: Palmeiras 1 x 1 Flamengo - Allianz Parque
Brasileirão 2016: Flamengo 1 x 2 Palmeiras - Mané Garrincha 
Brasileiro 2015: Flamengo 1 x 2 Palmeiras - Maracanã
Brasileirão 2015: Palmeiras 4 x 2 Flamengo - Allianz Parque
Brasileirão 2014: Palmeiras 2 x 2 Flamengo - Pacaembu
Brasileirão 2014: Flamengo 4 x 2 Palmeiras - Maracanã

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Mais uma derrota de uma equipe outra vez desinteressada e um treinador com bom discuso, mas de péssima execução


Uma equipe em crise, que vinha de duas derrotas seguidas - sendo uma diante do maior rival, com a torcida pressionando e tacando pamonhas no ônibus que levou a delegação ao estádio.

Ambiente propício para qualquer adversário arrancar uma vitória jogando fora de casa.

Menos para Flamengo, que novamente jogou de forma desinteressada, como se fosse um amistoso, uma equipe pequena, sem avançar linhas, sem ameaçar o goleiro alviverde. Isso porque, com os três pontos, ficaria a um ponto de entrar no G4 e se classificar diretamente para a Libertadores.

Qual a motivação dessa gente?

Agora são 15 partidas sem uma vitória jogando em São Paulo e um desempenho pífio jogando fora de casa: dez jogos e nove derrotas.

Novamente o clube aposta tudo na Copa Sul-Americana, como apostou na Copa do Brasil e o resultado todos vimos.

Repetindo: são seríssimos os riscos do Rubro Negro nem chegar perto da pré-Libertadores e ver Botafogo e Vasco classificados.

Os problemas fora de campo são bastantes conhecidos e fica exaustivo listar todo santo post aqui no Ninho. Importantes diretores, como Rafael Strauch, pediram desligamentos do clube, o que demonstra, por bem ou por mal, que internamente Bandeira de Mello vai perdendo apoio. Demoraram a enxergar, hein?

Dentro de campo, Rueda fala em erros individuais, Éverton Ribeiro critica a organização. O treinador colombiano segue com ótimo discurso e demonstra estar realmente incomodado com as derrotas, porém não consegue colocar em prática nenhuma novidade.

Ao mesmo tempo, para tentar dar uma cara nova ao Flamengo, para se organizar de forma compacta e competitiva, é preciso um mínimo de interesse de quem está executando e confiança na comissão técnica. Não adianta formular táticas extraordinárias, montar jogo após jogo, se dentro de campo os jogadores não demonstram nenhuma empolgação pelas partidas do Brasileirão.

O pouco que se consegue de fervura, a busca pelo empate, após o 3 x 1 contra o Fluminense, é graças à turma da base, a Diego Alves, Cuellar e só.

Injustificável também Rueda colocar Márcio Araújo aos 25 minutos do segundo tempo com o Flamengo perdendo por 2 x 0. Manter Pará de capitão. Rafael Vaz de titular. Todo jogo são os mesmos que falham, entretanto, coincidentemente, continuam sendo titulares e entrando no decorrer da partida como se nada tivesse acontecido.

Que ano constrangedor.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

1º semestre de 2016: Flamengo aumenta sua receita, gasta mais com o futebol, porém R$ 36 milhões a menos do que o Palmeiras

Em coluna no jornal Lance desta quinta-feira, Amir Somoggi analisou as finanças do Flamengo, referentes ao primeiro semestre de 2016.

Confira aqui.

Em 2015 a receita total foi de R$ 356 milhões, com custos de futebol de R$ 147 milhões e superávit de R$ 130 milhões.

Nos primeiros seis meses de 2016, as receitas atingiram R$ 222 milhões, um aumento de 27% na comparação com o mesmo período de 2015.

O dado mais relevante é o aumento dos gastos com o futebol. Em todo 2015, o Flamengo gastou apenas 41% das suas receitas com o futebol. Corinthians, por exemplo, gastou 84%, Grêmio 101%, Palmeiras 70%.

Já no primeiro semestre deste ano, o Flamengo gastou R$ 97 milhões frente aos R$ 71 milhões dos primeiros seis meses de 2015, o que representa apenas 44% da receita total.

É evidente que com as contratações da metade do ano este percentual deve subir, mas revela que o Rubro Negro tem muita gordura para queimar em termos de gastos com o futebol.

Em termos comparativos, o Palmeiras gastou neste primeiro semestre R$ 134 milhões (86% em relação à receita) contra R$ 98 milhões do Flamengo (44% em relação à receita.

A situação financeira tende a melhorar muito em 2017: a volta do Maracanã, o aumento já notável do Sócio Torcedor com a volta do time ao Rio, a confirmação da vaga na Libertadores, a renovação contratual de televisão para o campeonato Carioca e a assinatura recente do contrato com a construtora MRV de R$ 16 milhões em dois anos de contrato que ficará presente na parte superior do Manto. Superior, por exemplo, aos R$ 21 milhões por três anos do Corinthians na mesma posição do uniforme.

As perspectivas são excelentes e parece que finalmente o clube vai colher os frutos de três anos de austeridade financeira.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Brasileirão 2016: Palmeiras 1 x 1 Flamengo


Não sei se o Flamengo será campeão, mas sei que o orgulho voltou.

Cada time ganhou um ponto na noite desta quarta-feira, mas é o Rubro Negro que sai fortalecido após a bela atuação contra um Palmeiras nervoso, tenso em campo, mesmo jogando em casa, com torcida única e enfrentando um adversário jogando com um a menos desde o primeiro tempo.

Típico do Cuca: criou suspense na escalação do Gabriel Jesus - chegou a inclusive divulgar a escalação com Barrios de titular, como se fosse desestabilizar o time da Gávea, tentou a seu modo criar um clima emotivo, mas o resultado foi o Gabriel Jesus simulando pateticamente uma falta e Palmeiras assustado, sendo surpreendido por um Flamengo que partiu pra cima e acreditou na vitória menos em desvantagem numérica.

O Flamengo demonstrou novamente ter fôlego para enfrentar situações adversas. Já vinha acontecendo nas últimas três partidas (Figueirense, Ponte Preta e Vitória), entretanto, desta vez a amplitude foi maior e o time soube como ninguém enfrentar as dificuldades de jogar fora de casa, sem torcida e com jogador a menos, com bravura.

Os primeiros 10, 15 minutos foram de marcação avançada do time de Zé Ricardo. Pressionou pelos dois lados do campo. Mas aos poucos o Palmeiras encorpava o meio de campo e dominava, mas sem colocar o Muralha em perigo.

Até que Márcio Araújo, evidenciando toda sua fragilidade na marcação, no enfrentamento de jogadores rápidos, foi expulso. Zé vacilou em não ter tirado após o primeiro cartão e uma trombada logo depois.

Com um a menos, o treinador teve peito para tirar a grande estrela do time e manter os dois pontas. Foi inacreditável, mas deu certo. Zé queria evitar as jogadas pelas laterais e argumentou que Diego vinha de uma sequência de jogos duros. E mesmo assim o Palmeiras meteu 29 cruzamentos na área Rubro Negra. Era a única jogada possível. Não apresentaram mais nada, não giraram de um lado para o outro, não buscaram o passe qualificado na vertical. Era um time de uma nota só.

O Flamengo se fechou como pôde. Os zagueiros Réver e Vaz tiraram juntos 13 cruzamentos. Foram monstruosos nos cortes e mataram a única arma palmeirense.



Na única jogada de habilidade, originário de um lateral, Gabriel Jesus empatou.

Antes, Zé Ricardo tirou um dos pontas e escalou Allan Patrick que, à exemplo do jogo contra o Vitória, entrou bem. Surpreendentemente como um fantasma pela direita, sem marcação para fazer o gol, depois pela esquerda, escondendo e prendendo a bola no ataque.

Foi aí que o Flamengo criou duas ótimas chances de matar o jogo, infelizmente desperdiçou.

Uma substituição mais interessante que a entrada do Cirino, seria a entrada do Guerrero no lugar do esgotado Damião. O peruano consegue fazer melhor o papel de pivô e a bola ficaria mais no ataque.

Mas não há o que reclamar. Zé demonstra a cada jogo que sabe o que faz e tem convicção disso.

A zaga novamente expulsou o adversário de sua grande área. Dos 42 gols do Palmeiras no campeonato, 40 foram marcados dentro da área. Outra boa leitura de jogo do treinador Rubro Negro:


Já o Flamengo foi mais agudo e finalizou a maioria dos chutes na área paulista:


domingo, 16 de agosto de 2015

Brasileirão 2015: Palmeiras 4 x 2 Flamengo

Foram 21 finalizações do Flamengo, oito ao gol. O Palmeiras só acertou quatro, e fez quatro gols.

A defesa do Flamengo é a segunda mais vazada do campeonato, só perdendo para o Vasco. Não há ataque que resista a sua defesa levar nove gols nas últimas quatro partidas.

Novamente o time fez um bom primeiro tempo, porém outra vez a defesa falhou na bola alçada na área. É insuportável, virou doença crônica e por isso precisa receber um tratamento especial urgente para o segundo turno.

Sai zagueiro, entra zagueiro e os problemas persistem. O treinador tem obrigação de resolver esse problema que tem matado as últimas boas atuações.

Se ainda sonham com a Copa do Brasil, em mata-mata não tem condições do time ter uma média de mais de dois gols sofridos por partida.

E arbitragem foi decisiva de maneira absurda: deixou de marcar dois pênaltis claros: um em Pará (com três minutos) e outro no Guerrero, somada ainda à expulsão do goleiro alviverde pois era o último homem e o gol era evidente.

O mesmo arbitro que marcou esse pênalti no mergulho do Vagner Love na vitória do Corinthians contra o Figueirense. Confira aqui. E foi incapaz de marcar duas faltas claras neste domingo.


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Cristóvão escalou corretamente. O primeiro tempo é reflexo do bom time titular que formou: o Flamengo chegou a ter 84% de posse de bola com 15 minutos de jogo e errou apenas dez passes. Um domínio completo.

Cristóvão voltou ainda melhor pro segundo tempo. Sacou Jonas amarelado e entrou com Éderson. O time viveu 15 minutos incríveis: chegava pelos dois lados, fez dois gols, Pará acertou a trave e o time chegou aos 75% de posse de bola.

A virada Rubro Negra veio aos 12 minutos. O time dominava e não permitia o Palmeiras respirar, mas o gol bobo na falha do Samir desmoronou o Flamengo de forma impressionante. O Palmeiras chegou ao 4 x 2 com 25 minutos, ou: 13 minutos.

Aí faltou o Cristóvão atuar para estancar a hemorragia, mas também faltava banco, faltava um primeiro volante pra empurrar o Márcio Araújo pra direita. Erro absurdo liderar o Cáceres, ainda mais com a quantidade de cartão amarelo que o Jonas leva.



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E o que Flamengo está esperando para se manifestar de maneira firme contra a arbitragem patética desse primeiro turno?

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Brasileirão 2014: Palmeiras 2 x 2 Flamengo


O bom jogo contra o Corinthians se prolongou com o firme primeiro tempo da partida contra o Palmeiras, mas tudo desandou no segundo tempo.

Muito tendem a culpar o Luxemburgo pela saída Cáceres, mas o grande vilão foi o gol bizarro sofrido logo no começo do segundo tempo. Um chutão da zaga palmeirense e três jogadores Rubro Negros conseguiram perder a jogada para o Diogo, que havia marcado seu último gol ainda pela Portuguesa...contra o Flamengo.

A substituição foi compreensiva. Com seus dois volantes amarelados e já sem poder contar com o Canteros para domingo, Luxemburgo tirou Cáceres para ter pelo menos um volante para salvar o Fla x Flu.

Se o Flamengo segura a pressão inicial e consegue cozinhar o jogo, com Cáceres ou sem Cáceres ganharia a partida.

Foi um primeiro tempo exemplar. Era um Flamengo marcando muito, os volantes praticamente desarmavam todas as jogadas ofensivas do adversário, praticamente não permitindo trabalho ao Paulo Victor. O Palmeiras não chutou ao gol nenhuma vez, é estatístico. E tinha espaço para contra-atacar e liquidar o jogo se pressionasse mais um pouco.

O gol no começo do segundo tempo e a entrada do Valdívia atraíram o Palmeiras todo para o campo Rubro Negro. Verdade que com Cáceres em campo a vida do chileno ficaria mais complicada, visto que Amaral não conseguiu continuar com a boa marcação do paraguaio da etapa inicial.

A pressão era gigantesca e a bola não parava no ataque Rubro Negro. Contrariando o que tem sido uma das grandes armas do Flamengo nos últimos jogos: o preparo físico superior na etapa final. A tentativa por Luiz Antônio foi válida no sentido de recompor o meio de campo e a marcação pela direita, mas a opção é muito miserável.

A virada só não veio porque Valdívia resolveu aparecer e deixou seu time com um a menos. E aí foi por muito pouco que o Flamengo não conseguiu o terceiro gol.

Partidaça do Canteros, sua melhor desde que chegou à Gávea. Que falta fará no Fla x Flu.

domingo, 4 de maio de 2014

Brasileirão 2014: Flamengo 4 x 2 Palmeiras


O Flamengo derrotou o Palmeiras no Maracanã, conquistou a primeira vitória no Brasileirão e finalmente quebrou a série de cinco jogos sem vitórias.

Mas não dá mesmo para elogiar o Jayme. Depois de treinar na semana com três atacantes, ele arma o time com quatro homens de frente. Foi uma bagunça. A marcação pressionada não fora feita e muito menos as jogadas em velocidades esperadas foram realizadas.

Com Nixon na direita, Negueba na esquerda, Alecsandro na área e Paulinho perdido, a linha de passe tinha Cáceres e Márcio Araújo como meias, a saída de bola era péssima e a recomposição fraca, logo Valdívia jogava livre, sem sofrer nenhuma marcação individual. (Semana que vem tem Conca, será que ele vai jogar sozinho também?) Com um maior domínio no meio de campo, foi do chileno as jogadas nas costas da defesa Rubro Negra, que marcava mal demais, deixando um vácuo entre a defesa e os volantes, justamente pela participação injustificada dos dois volantes como meias.

Jayme fez o lógico: tirou um atacante, colocou Mugni e foi dele a jogada do empate logo no começo do segundo tempo. O Flamengo era outro, encurtou os espaços e brigava por cada bola dividida. Cáceres pôde apertar a marcação em Valdívia, que pouco fez na segunda etapa. Segundo o ótimo Footstas, o Palmeiras tinha sofrido somente cinco finalizações certas nos dois primeiros jogos do Brasileirão. Aos 20 minutos do segundo tempo já havia levado mais de cinco.

Com uma melhor compactação, Lucas Mugni se posicionou no grande círculo, soube prender bem a bola quando necessário e lançou de maneira precisa para o gol da virada do Alecsandro.

Lucas Mugni centralizado
Alecsandro era onipresente. Marcou dois gols, deu duas assistências e ainda voltava ao meio campo para ajudar nas invertidas de bola. Foram 12 no total. Paulinho se posicionou na direita, pronto para várias arrancadas. Negueba na esquerda ajudava mais na marcação e fazia umas corridas malucas sem que ninguém pudesse o acompanhar à beira da linha lateral.

Jayme ganha ainda uma sobrevida, mas vai precisar de, no mínimo, ter pelo menos coerência no que treina e no que coloca à campo.

Ou pode ouvir melhor seus jogadores, como o zagueiro Wallace, que viu tamanha inoperância no meio de campo que participou do primeiro gol: "Que sirva de lição, não podemos entrar como entramos. Também é uma questão tática, entramos no 4-4-2, com duas linhas de quatro, e não estávamos acostumados a jogar assim, é diferente. Quando o Lucas (Mugni) entrou facilitou no meio. Ele tirou o espaço do Josimar, eles não conseguiram atacar e facilitaram o nosso trabalho".

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

NBB 2013/2014: Flamengo 84 x 76 Palmeiras


Coloca mais uma na conta. Foi a 11ª vitória do Flamengo no NBB. Na noite desta quinta-feira, o time derrotou o Palmeiras em uma partida dura por 84 x 76.

Não vi e nem acompanhei o jogo. Cheguei no último quarto. Período justamente onde o Flamengo abriu sua maior vantagem e garantiu a vitória. Os times foram para o vestiário e o placar apontava 39 x 37 para o alviverde.

Apesar de todas as críticas, o cara continua fazendo a diferença. Marcelinho foi o cestinha com 21 pontos com 5 assistências.

Mais quatro jogadores terminaram com dois dígitos na pontuação. Olivinha, jogaço, 17 pontos e 9 rebotes, Marqunhos e Meyinsse com 12 pontos (7 rebotes) e Laprovittola com 10 pontos e 5 assistências.

Quem esteve no Tijuca pode comentar sobre o que viu. Disseram que o Washam também fez um bom jogo.

Próximo jogo será o clássico contra o Pinheiros, sábado, no Tijuca, às 19h.

De lamentar, a sempre tosca Torcida Jovem do Flamengo criando uma clima ruim no ginásio, cantando músicas provocativas para o presidente Bandeira de Mello, que sentou na arquibancada para assistir o jogo.

O que essa gente quer mais? Na Libertadores os ingressos custam R$ 25. Agora tem um novo Sócio Torcedor por R$ 29,90. Na verdade, todos nos sabemos que o eles querem, só que não terão mais.

sexta-feira, 29 de março de 2013

NBB 2012/2013: Flamengo 81 x 61 Palmeiras


Uma grande noite para o basquete do Flamengo, que derrotou o Palmeiras em casa por 81 x 61 e viu o Brasília ser derrotado pelo Pinheiros por 92 x 89, com um chute de três no estouro do crônometro de Rafael Mineiro.

Com esses resultados, o Flamengo praticamente garantiu o primeiro lugar e a vantagem de decidir em casa na fase final. Restam quatro jogos, Pinheiros e Paulistano em São Paulo e Suzano e Tijuca no Rio, e o time precisa vencer apenas dois jogos. Não tem como perder essa liderança.

A promoção que a diretoria fez deu resultado e o Tijuca ficou pequeno. No intervalo ainda foram sorteadas camisas de basquete para a torcida. Uma grande festa.

Marquinhos foi o cestinha do Flamengo com 23 pontos. Benite terminou com 13 pontos, Olivinha anotou 13 pontos e 7 rebotes, Caio Torres conseguiu 9 pontos e 9 rebotes e Duda com 3/4 na linha de três terminou com 11 pontos.


A PARTIDA

O jogo começou equilibrado, com o Palmeiras sendo liderado pelo Kaleb Brown, mas o Flamengo comandado por Benite e Marquinhos virou o jogo e abriu 15 x 11. Com uma defesa bem postada e a marcação apertada de Kojo em cima do americano Kaleb, o Rubro Negro descia bem no ataque sempre procurando a melhor jogada, especialmente com Caio Torres no garrafão para fechar o primeiro quarto em 22 x 12.

No segundo quarto o grande destaque foi Duda, autor de três bolas de três, terminou o quarto com 11 pontos e viu o Flamengo chegar à marca de 8/13 na linha de três pontos. A defesa levou apenas 11 pontos e a força ofensiva Rubro Negra era ampla, indo para o vestiário com um tranquilo placar de 43 x 23.

No terceiro quarto um apagão do Flamengo. O Palmeiras abriu 10 x 0 com destaque para Tiagão e obrigou José Neto a parar o jogo. Marquinhos tentava reagir, mas o time fez um quarto bem ruim e perdeu por 22 x 11.

No quarto decisivo o Rubro Negro começou ligado, abrindo 7 x 0 e impedindo qualquer reação alviverde. Com direito um toco espetacular de Kojo, o Flamengo voltou a imprimir um ritmo forte, com destaque para Olivinha e Benite, e fechou a partida com vinte pontos de vantagem: 81 x 61.

sábado, 19 de janeiro de 2013

NBB 2012/2013: Palmeiras 61 x 106 Flamengo


O Flamengo volta de São Paulo com a invencibilidade intacta e duas vitórias com placar centenário. Nesse sábado o time derrotou o Palmeiras por 106 x 61 e conseguiu a 13º vitória consecutiva no NBB. Agora o Rubro Negro vai até Belo Horizonte enfrentar o Minas TC nessa segunda-feira.

O cestinha do jogo dessa vez foi o ala-armador Benite, que fez grande partida, anotando 28 pontos com 5 rebotes e 6 assistências. Marquinhos terminou com 20 pontos, seguido por 16 pontos e 8 rebotes de Olivinha, 10 pontos com 8 rebotes para Caio Torres e, por fim, 10 pontos para o armador Kojo.

Vitor Benite foi o nome do primeiro quarto de um Flamengo que começou avassalador, abrindo 10 x 0, forçando o treinador do Palmeiras a parar a partida. Porém nada parava Benite que continuava feroz na linha de três e acertou as quatro bolas que tentou, fazendo 29 x 14.

No segundo quarto com as entradas de Duda, Gegê e Feliz, o Flamengo demorou a se acertar e viu a vantagem cair para sete pontos. Mas depois o time voltou a se impôr, indo para para o vestiário vencendo por 52 x 38.

No segundo tempo o Flamengo voltou marcando melhor, permitindo apenas 23 pontos do Palmeiras. José Neto outra vez rodou o banco todo e a vantagem só subia: 30 pontos, 40 pontos, terminando em 106 x 61.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Brasileirão 2012 - 17º Rodada: Palmeiras 1 x 0 Flamengo

Vagner Love: sem seu gols, Flamengo não ganha

Depois de duas vitórias e dois jogos sem tomar gol, eis que o Flamengo não conseguiu sair de uma desvantagem numérica ainda na metade do primeiro tempo e saiu derrotado pa o Palmeiras.

Dorival manteve o esquema, porém com o desfalque do Cáceres , o treinador optou por uma escalação onde o volante mais habilidoso, Luiz Antônio, jogou como principal marcador e Ibson, que deveria ser o responsável pelas subidas ao ataque, falhou.

(Nesse trio de volantes, Renato e Cáceres encaixaram muito bem. Mas o Luiz Antônio ainda não encontrou seu jogo. Está na linha tênue entre ser uma surpresa no ataque e marcar bem as costas do Léo Moura. Não consegue uma coisa nem outra. Por que não colocar um meia pra jogar ali? O time fica sem o passe vertical e depende muito das jogadas em velocidade dos pontas ou de uma jogada individual do Love)

O time começou bem, trocando passes, virando o jogo, trabalhando com as pontas, mas antes mesmo da expulsão do Ibson, era o Palmeiras que chegava com mais perigo, acertava os passes mais decisivos e com uma marcação Rubro Negra frágil na entrada da área, só era bloqueado quando definitivamente estava dentro da grande área pelo bravo Welinton, que fez uma boa partida - era chutão pra tudo que é lado.

Porém, depois da lamentável expulsão do Ibson, o Palmeiras fez seu gol. Parecia ser uma bola fácil de defender, mas sobrou para Barcos, em um impedimento difícil de ser marcado.

Dali em diante exerceu uma marcação, sufocando o Flamengo, bloqueando as saídas pelas pontas - Thomás só recebia de costas e era facilmente marcado. Poderia ter invertido mais vezes com o Negueba, fizeram essa troca uma vez e confundiu a defesa adversária.

No segundo tempo Dorival ainda tentou algumas trocas. Entraram Deivid, Fernandinho e Mattheus, mas o time não conseguiu encontrar o caminho para criar oportunidades de gol pro Vagner Love manter sua boa série.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

29º Rodada do Brasileirão: Flamengo 1 x 1 Palmeiras


Como o Flamengo foi bonzinho com o Palmeiras. Meu Deus era jogo pra não deixar os caras respirarem, para fazer o adversário passar mal tamanha a pressão, apesar do esquema utilizado. É isso, o time não conseguiu desmontar o Palmeiras em momento algum, nem quando achou seu gol.

O Flamengo abusou dos erros de passe, os benditos três volantes empacam o meio de campo que ataca com pouca gente. Sério, qual a intenção do Luxemburgo em isolar Thiago Neves, Deivid e Botinelli?

Não dá pra entender a titularidade absoluta do Renato. Vejam só, saiu um volante de origem - Airton, e ficou um Renato improvisado de volante. É surreal. Não tem explicação. Luxemburgo sempre faz as mesmas substituições no intervalo, porque não começa logo com o time que imagina pro segundo tempo e depois se não acertar parte para outra tentativa?

Lembrando: nos últimos sete jogos, os onze gols foram todos no segundo tempo, geralmente quando Luxemburgo faz suas alterações tradicionais.

Começa com Airton e Muralha, Botinelli e Thiago Neves, Jael e Diego Maurício. Não deu certo? Tira Botinelli e Diego Maurício e coloca Negueba e Thomás, por exemplo. O que não pode é perder 45 minutos com três volantes que não acertam passe de dois metros.

O primeiro tempo tirando as inacreditáveis bolas na trave e um chute do Thiago Neves, o Palmeiras foi mais perigoso nos contra-ataques.

No segundo tempo a situação piorou, apesar do gol ilegal de Thiago Neves. Nem com o gol o Flamengo resolveu matar de vez a partida. O Palmeiras foi valente, corajoso, não ficou só na defensiva e trocava vários passes no ataque sem ser incomodado.

O Welligton vinha fazendo uma grande partida, inclusive foi o responsável pelo desarme que originou o gol, mas falhou na marcação, junto com Júnior César

Péssimo jogo de Willians. Roubou apenas uma bola e errou tudo que tinha direito. Muralha depois de ser aprovado na prova de fogo do Fla x Flu merecia ter outra chance.

Uma noite para esquecer. É esperar os resultados dessa quinta-feira para ver o tamanho do prejuízo. Se a vantagem para o líder caiu para três pontos ou se vai subir para cinco.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Flamengo terá que superar falta de gols no primeiro tempo para desmontar o Palmeiras


As notícias vindas de São Paulo são as piores possíveis para o Palmeiras: o volante João Vitor foi covardemente agredido por bandidos travestidos de torcedor, a delegação que viajaria na noite de terça para o Rio de Janeiro só vem na manhã dessa quarta, e o Felipão pediu o afastamento do Kléber do jogo por ser o suposto líder do motim ou vai pedir demissão.

Como o Flamengo precisa reagir a tudo isso? Tem que entrar com agressividade máxima e buscando o gol logo no começo da partida, sem dó, como time que vai brigar pelo título. Um gol desmonta o já frágil psicológico dos jogadores, e de um treinador que já jogou a toalha na rodada passada.

Porém a maioria dos gols Rubro Negros foram marcados no segundo tempo e apenas um único gol foi marcado antes dos 15 minutos de jogo. O time terá que superar suas limitações.

Essa informação só indica o quanto Luxemburgo tem errado na escalação inicial. Geralmente o primeiro tempo do Flamengo é bem ruim, aí no segundo tempo quando o time não consegue seu gol ou está perdendo, Renato é recuado para volante e entra mais um meio de campo ou atacante.

Eu começaria com Ronaldinho no banco, e se precisar, que entre na metade do segundo tempo. É hora de aproveitar a empolgação de Botinelli, apesar de não confiar na regularidade do argentino.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

10º Rodada do Brasileirão: um empate fora de casa contra um adversário direto


Luxemburgo que já foi elogiado por colocar o time pra cima, terminando partidas sem volantes como contra o América-MG, porém dessa vez ele não fez nenhuma questão de buscar a vitória contra o Palmeiras.

O Palmeiras, que jogando em casa havia conquistado suas cinco vitórias e não sofrido nenhum gol, dessa vez tropeçou. Claro que um empate fora de casa contra um adversário direto é bom, mas ficou com aquele gostinho de que esse time pode mais e tinha ainda boas opções no banco pra vencer o jogo.

O aproveitamento do Flamengo caiu para 66,6%. O São Paulo tem 70% e o Palmeiras 63,3%. Números normais de quem vai brigar por título, mas o líder tem absurdos 93,3%. O Corinthians precisa agora um aproveitamento de 51% para chegar aos 71 pontos, pontuação de campeão. Algo vai acontecer aí, não é possível.

Ainda sobre números, o Flamengo já enfrentou os três times que estão no G4. Venceu um em casa, empatou com um fora de casa e conseguiu tirar pontos em casa de um líder que estão pintando como imbatível.

Vamos ao jogo, o time vem marcando bem, é a terceira partida sem levar gols, Airton tem mérito nisso, mas como o time caiu de produção no ataque. Os jogadores estão muito espalhados, falta velocidade, tabelinhas curtas.

Essa insistência com Renato não tem lógica. O time ataca com três jogadores contra cinco, seis defensores. Luxemburgo trocou Deivid por Diego Maurício no segundo tempo, troca simples e nada mudou: Ronaldinho caiu mais pro meio, Diego Maurício abriu pela esquerda, mas eram os volantes que continuavam a armar as jogadas.

Ou Renato sai do time para entrar o Botinelli ou então um segundo atacante de velocidade, se não vai complicar. Os gols do Deivid sempre foram quando o time estava com um atacante de velocidade.

Merece destaque o bom segundo tempo do Wellinton, depois do pênalti infantil no primeiro tempo.

Sempre criticam o Ronaldinho, mas será que Thiago Neves vive uma ressaca eterna? Como está fácil roubar a bola dele. E o Léo Moura, quando vai voltar a jogar? Quando vai voltar a descer na linha de fundo e impedir que o Willians se aventure como ponta direita?