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terça-feira, 26 de maio de 2015

Luxemburgo demitido


Luxemburgo teve o sexto melhor aproveitamento no Brasileirão passado. Começou bem o Estadual, tinha tudo para fazer da velocidade uma grande arma do Flamengo, mas se perdeu em meio a mudanças de esquema, propostas do São Paulo na reta final do Carioca e seus antigos vícios.

Virou um Joel com grife: só trabalha para apagar fogo. Na hora que começa uma nova temporada com objetivos mais nobres do que tirar o time da confusão, se embaralha.

Quando escalou Marcelo Cirino centralizado, como atacante, sem lugar fixo, parecia que o velho Luxa tinha voltado. Fez de um jogador que era conhecido apenas por sua velocidade e força física em artilheiro matador.

Mas tudo ruiu e o time não faz uma boa partida desde a metade do Carioca. A demissão é justa: são seis jogos sem vencer, um péssimo início de Brasileirão e a percepção de que o Flamengo não conseguiria evoluir.

Posso estar enganado, mas não via corpo mole dos jogadores, afinal time que quer derrubar treinador não faz gol aos 49 minutos (Contra o Avaí quase empatam novamente). O que se via era muita desorganização que só piorava no decorrer da partida.


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De todos os treinadores que o Flamengo contratou, e como contratou nessa gestão, quem eu apostei minhas fichas foi o Mano Menezes. Ele era o treinador pra ficar dois, três anos, sem precisar dessa loucura de três técnicos por ano. Tinha todo apoio possível, especialmente da torcida, e saiu inexplicavelmente. Depois disso começou esse rodízio maluco na Gávea.

O preocupante é que só vejo Tite e Marcelo Oliveira com esse perfil de fazer um trabalho à longo prazo. O nível no Brasil é bem ruim.

domingo, 24 de maio de 2015

Tostão hoje na Folha: "Luxa, diante do espelho"

Irretocável a coluna de Tostão hoje na Folha.

Além de sua mediocridade já reconhecida como técnico, Luxemburgo criticou, não sabia dessa, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Flamengo, aprovada pelo Conselho Deliberativo, no Bola da Vez a ESPN. Que tristeza tê-lo à frente do time.

Segue:

Na entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, Luxemburgo quis mostrar uma sabedoria e uma credibilidade que não tem. Foi contraditório, às vezes, incompreensível. Faz o mesmo discurso de 20 anos atrás, quando era o mais vitorioso técnico de clubes do Brasil, embora não tenha sido campeão da Libertadores. 
Esse longo tempo, em que Luxemburgo e outros treinadores foram tratados como supertécnicos, foi, paradoxalmente, uma época medíocre, de regressão do futebol brasileiro. 
Predominava o excesso de faltas, de simulações, de violência, de chutões, de jogadas aéreas, com partidas tumultuadas e truncadas. O jogo ficou mais feio e ineficiente. Proliferavam os volantes brucutus, um para proteger os zagueiros e mais um de cada lado, para a cobertura dos laterais. As equipes dependiam, ofensivamente, do avanço dos laterais e de um único meia, responsável pela armação das jogadas. 
Enquanto isso, os europeus, preocupados com a qualidade do espetáculo e em faturar mais, melhoraram os gramados, o conforto e a segurança nos estádios. A violência diminuiu, dentro e fora de campo. 
As partidas passaram a ser menos faltosas e menos violentas. Formaram-se duplas pelos lados, entre os laterais e os meias. Armadores brilhantes, que marcavam e apoiavam, com pouca força física e que eram pouco valorizados, como Xavi, Iniesta e outros, passaram a ser os grandes craques do futebol mundial. 
Os técnicos brasileiros que mais se destacavam nessa época, como Luxemburgo, Felipão e outros, são os que têm tido mais dificuldade de assimilar as mudanças que houve no futebol mundial e que, recentemente, chegaram ao Brasil, com Mano Menezes, no Grêmio, Tite, no Corinthians, campeão mundial de clubes, seguidos por Marcelo Oliveira e outros treinadores. 
Um dos motivos disso é que os técnicos mais vitoriosos de um período acham que o que deu certo tem de ser repetido. Querem ser mais importantes que a ciência. 
Anos atrás, Luxemburgo disse que seu maior problema no Real Madrid foi ter se sentido um Zé Mané, inibido, não ter imposto o prestígio que tinha no Brasil. Imagino que sentiu falta da badalação de grande parte da imprensa. 
Na entrevista, Luxemburgo defendeu, com veemência, uma grande ajuda do governo aos clubes, uma mamata oficial, e colocou as contrapartidas como algo secundário, a serem discutidas. Ao ser contestado, mudou o discurso e falou da importância de o clube dar alguma coisa em troca. Foi novamente contraditório ao ser contra a decisão do Flamengo de colocar no estatuto punições duras para dirigentes irresponsáveis, o que faz parte do projeto do governo para refinanciamento das dívidas. 
Luxemburgo costuma criticar a imprensa por criticá-lo, quando quer ser, além de um técnico, um gestor. Argumenta que a mesma imprensa elogiava Alex Ferguson por ter as duas funções. A grande diferença é que Ferguson conquistou, com o tempo, credibilidade. 
Hoje, Luxemburgo é apenas um técnico comum, bom, como tantos, embora não perceba. Diante do espelho, deve dizer: "Eu sou o Luxa, o supertécnico, o superestrategista, o que tem o melhor projeto".

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Artur Maia, Éverton e Canteros treinam e estão disponíveis para domingo

Arthur Maia ficou tanto tempo parado que ficou barbudo e parecido com o Gegê do basquete

Depois da pífia noite de ontem com o empate contra o lanterna, o Flamengo perdeu a chance de conquistar a Taça Guanabara, ficar em vantagem contra qualquer adversário até a final e ainda levar um milhão pra casa.

Dessa vez não teve gol de Alecsandro e assistência de Marcelo Cirino. Gabriel teve outra noite péssima. Precisando da vitória, as opções do banco foram Matheus Sávio e Jajá. Não tem condições.

O que mais irrita é que estamos em abril e Luxemburgo ainda não pôde colocar seus melhores atletas em campo. Com quatro meses de temporada e o time já joga com dez desfalques. Desde aquele ótimo 5 x 1 contra o Cabofriense, que Arthur Maia se machucou, o time não conseguiu jogar mais com seus titulares.

Algo precisa ser revisto do departamento médico ou da preparação física.

Pelo menos hoje o trio Artur Maia, Éverton e Canteros treinaram e poderão participar do coletivo desta quinta-feira. Paulinho pode voltar para o segundo jogo da semifinal.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Luxemburgo acerta em deixar Marcelo livre. E a preocupação correta com os riscos da defesa pela falta de compactação


Marcelo Cirino já marcou em três meses a totalidade de gols que fez em uma temporada no Atlético Paranaense.

Luxemburgo tem razão quando diz que não o obrigou a jogar de atacante, mas sim o deixa livre, sem obrigações de marcar e podendo percorrer todo o campo ofensivo sem posicionamento fixo.

Ora abre e puxa a marcação pelo lado do campo, porém sem a obrigação de voltar para compor a defesa quando o time fica sem a posse de bola e ora entra na área como um centroavante.

Em ambas as situações tem feito chover nesse fraco Estadual: fez dois gols no sábado (é o artilheiro do campeonato com seis gols), deu pelo menos dois ótimos passes (já tem três assistências no campeonato) e meteu uma bola na trave (acertou 15 finalizações no Carioca, só perde para as 16 do Fred).

Na vitória contra o Friburguense por 2 x 0, foi importantíssimo ver também Gabriel jogando bem, criando jogadas e sendo importante para os gols do time e também foi bom ver Pará tomando conta da lateral direita, agora sem sombras, e distribuindo ótima assistência para o primeiro gol.

Se o primeiro tempo foi agradável, o segundo tempo foi péssimo. Luxemburgo tirou todos os jogadores rápidos e torceu para acabar o jogo. Sem Nixon, Éverton e Paulinho para jogar em velocidade e sem Arthur Maia para o meio de campo, só restou ao treinador entrar com Jonas - que tentou um chapéu antes do chute forte e quase marca um golaço, Luiz Antônio e dois atacantes lentos. Foram quatro volantes e dois homens e frente sem velocidade.

Finalmente foram inscritos cinco jogadores das divisões de base para a disputa do Estadual: Mateus Sávio, Douglas Baggio, Jorge, Jajá e Léo Duarte. O que é uma ótima notícia, principalmente para manter a principal característica da equipe.

Sem Marcelo Carijó e Gabriel, poderiam ter entrado Douglas Baggio e Mateus Sávio tranquilamente

De alerta fica a péssima composição da defesa Rubro Negra, que novamente sofreu perigo com bolas na trave e boas chegadas do adversário.

Como bem observou o amigo Gustavo Duarte na caixa de comentários no post sobre o Jonas: os zagueiros do Flamengo estão ficando muitas vezes no enfrentamento direto com os atacantes. E também a minha observação sobre o buraco atrás dos volantes.

Luxemburgo corroborou na coletiva pós jogo de sábado com as nossas opiniões:
Vi muitos enfrentamentos diretos de atacantes com os nossos zagueiros. E o problema não é só da defesa, começava antes. Não havia marcação. Wallace e Bressan acabaram se vendo diante dos atacantes adversários. É uma questão para se acertar. Se você pegar o gol que sofremos do Botafogo, vai ver os jogadores deles recebendo a bola nas costas dos nossos volantes

quinta-feira, 5 de março de 2015

As boas partidas de Jonas. E o que precisa para o time funcionar com três volantes


O volante Jonas estreou contra o Brasil de Pelotas na metade do segundo tempo. Foi o titular contra o Botafogo sendo o melhor dos três volantes. Distribuiu 26 passes certos e errou apenas um, além de sete desarmes.

No amistoso de ontem, levando-se em conta a fragilidade do adversário, novamente foi um dos destaques e apresentou um novo recurso: um chute excepcional e outro chute que passou por cima. No Sampaio Corrêa não marcou nenhum gol, vejam vocês.

Era tudo que o Flamengo precisava, principalmente se Luxemburgo continuar tentando fazer o time jogar com três volantes.

Jonas fez o que Canteros não conseguiu exercer contra o Botafogo, por exemplo. E olha que a qualidade técnica dos dois é desigual.

Com três volantes, Luxemburgo terá que fazer um destes jogar mais avançado, chutar mais a gol, chegar na área nos cruzamentos. Tudo isso que Canteros não está fazendo, resultando em um time que ataca com pouca gente na frente.

Domingo, no clássico, o Flamengo cruzou 36 bolas pra área e acertou apenas três! Ora os cruzamentos eram mal feitos, ora ninguém chegava na área. Gabriel não alcançou, Alecsandro nem viu a cor da bola e o artilheiro do time na temporada, Marcelo Cirino, dessa vez jogou mais nos lados do que de nove. E os volantes de surpresa? Nada!

Pelo menos no treino de hoje Luxemburgo já voltou com dois volantes - Márcio Araújo e Canteros e entrou com Mugni. Não escalaria o argentino, mas é bom ver que o treinador não insistirá nos três volantes.

Márcio Araújo fez bons jogos como primeiro volante. Ao lado de Canteros são os dois que mais acertaram passe nesse Campeonato Carioca. Jonas deve pegar a posição do Márcio Araújo em breve.

Novamente assumindo o caráter festivo do jogo de ontem, mas foi até interessante ver Alecsandro e Eduardo da Silva juntos com Gabriel e Marcelo abertos e estes abastecendo aqueles. Não foram poucas as vezes que o time chegou com perigo e os cruzamentos encontraram sempre gente na área.

As opções são várias. Mas começa do princípio de escalar apenas dois volantes. Não porque acho retranqueiro com três, mas sim porque o mais habilidoso precisa chutar mais e chegar na área como um atacante.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Ótimo trecho da coluna de Calazans sobre o trabalho do Luxemburgo em fazer do Marcelo um artilheiro

Estou desde sexta-feira para postar esse ótimo trecho da coluna de Fernando Calazans em O Globo.

O jornalista já sofreu pesadas críticas neste blog, mas para provar que não temos perseguição a nenhum cronista, se concordo digo que sim, caso contrário digo que não. Dessa vez ele foi perfeito em analisar a escolha do Luxa em fazer do Marcelo um artilheiro.

Prova que o treinador está motivado para sair da mesmice de um técnico comum. Se ele obtiver êxito, vai fazer do Marcelo um atacante raro no país. 

Confira:


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A boa coluna de Tostão hoje na Folha de São Paulo

Ótima coluna do Tostão nesta quarta-feira na Folha de São Paulo. 

Primeiro ele escreve da opção do Luxemburgo em fazer do Marcelo um camisa nove. Evidente que essa não é a sua função de origem. Mas o treinador está tentando aliar sua velocidade, explosão e força física e fazê-lo artilheiro.

Se não der certo? Ora, Luxemburgo já disse: "recoloco-o em sua posição". E está certíssimo. Se conseguir fazer do Marcelo além de todas duas qualidades um matador, vai ser um arma mortal do Flamengo.

E tem tempo pra isso. Admiro aquele que tenta inovar, que busca um diferencial e sai da mesmice. Tomara que dê certo. A torcida precisa compreender que ele vai perder muitos gols, mas pré-temporada e Estadual são para isso.

Tostão ainda escreve sobre a busca incansável do tão sonhado "camisa dez". A tendência no mundo, hoje, é outra. Por isso festejei a contratação do Jonas, volante que sai pro jogo. E bato palmas para o Luxemburgo ao tentar fazer de um atacante de velocidade e força física, um matador.

Confira trechos:

Quem deve melhorar neste ano é o Flamengo. Luxemburgo está certo ao colocar Marcelo mais à frente, para aproveitar sua velocidade e força física, apesar de não ter boa técnica para finalizar. Precisa treinar. Melhor seria se ele atuasse ao lado de outro atacante, mais lúcido e com bom passe. Não há esse jogador no elenco. Para funcionar bem, como o Flamengo tem jogado, com Marcelo sendo o único atacante fixo, os meias têm de chegar à frente e fazer gols.  
(...) 
O tempo passa, e continua, no Brasil, a nostalgia para com o clássico meia de ligação. O camisa 10. A tendência, no mundo, é outra, diminuir os especialistas e que atuem em pequenos espaços. É ter meias que joguem pelos lados e pelo centro, de um campo ao outro, e que marquem e ataquem. É ter laterais que, alternadamente, sejam defensores e apoiadores. É ter volantes que desarmem, toquem a bola e avancem para recebê-la. É ter centroavantes que não se limitem a finalizar. É ter goleiros que saibam também atuar fora do gol. É ter zagueiros que possuam bom passe e que não se limitem a atuar muito próximos à grande área.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Luxemburgo acerta no diagnóstico. Precisa aplicar o remédio na dose certa para escapar do perigo

"O Flamengo parou de vencer porque o time melhorou". Certeira análise do Luxemburgo ontem no Sportv. 

Nos seis primeiros jogos o time sofreu apenas dois gols e jogava por uma bola para vencer as partidas, especialmente com a entrada de Eduardo da Silva no segundo tempo. Com Marcelo e Wallace na zaga o Flamengo venceu por 1 x 0 o Botafogo, Sport e Coritiba. Depois conseguiu fazer avançar: sofrer um gol, mas fazendo dois, derrotando assim o Atlético-MG, Criciúma e Vitória.

Evidente que o time ganhou confiança, chegou a ficar na nona posição e, com uma postura tática bem superior a adversários melhores tecnicamente, o Rubro Negro passou a ter boas atuações contra o Corinthians, Fluminense, Palmeiras e São Paulo, entretanto, dessas boas atuações só saíram seis pontos.

Por não conseguir vencer quando jogava bem e perder quando atuou mal, o Flamengo agora está à beira do rebaixamento a quatro pontos da degola e disputará uma partida decisiva amanhã contra o Figueirense fora de casa.

Com a situação voltando a ficar periclitante, o time pode voltar a reconhecer suas limitações e jogar com sua característica antiga: dobrando a marcação e jogando por uma bola para escapar do perigo.

quinta-feira, 31 de julho de 2014

Sem Cáceres, Luxemburgo escala Muralha e Canteros como volantes


Sem poder contar com seu melhor volante, Luxemburgo vai de Muralha e Canteros contra o Chapecoense no domingo, seguindo a tônica do que foi a Copa do Mundo.

Apesar de ter dito na entrevista coletiva de apresentação que não viu nada de moderno na Copa do Mundo, deve ter lido pelo menos a coluna do Paulo Vinicius Coelho na Folha na segunda-feira:

"Ao meio-campista moderno, cabe jogar quando tem a bola e marcar quando não tem. O único jeito de acabar com o jogo do "resta-um" é ter armadores-volantes, capazes tanto de desarmar quanto de construir. Como Schweinsteiger, Kroos e Khedira."

Luxemburgo poderia ter escolhido Amaral, mas escolheu aquele que pode ser capaz de desarmar e construir, sem funcionar apenas como um primeiro volante clássico, estilo brucutu. O problema é que os jogos no sul sempre são mais pegados, pressão, marcação em cima, vamos ver como os volantes saem pro jogo e ao mesmo tempo mantêm a pegada na defesa.

O treinador puxou a orelha do Muralha, afirmou que se ele jogar com simplicidade vai se tornar um grande jogador, sem tocar de trivelinha para um lado e para o outro.

Canteros no domingo entrou perdido. Vamos ver como se posiciona na sua função original.

O Flamengo deve ir à campo escalado com: Paulo Victor; Luiz Antonio, Wallace, Marcelo e João Paulo; Muralha, Canteros, Lucas Mugni, Everton e Gabriel; Alecsandro.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

No Flamengo que dá errado: Luxemburgo volta à Gávea. Bateu o desespero!


Eu duvido que em condições normais o presidente Eduardo Bandeira de Melo aceitaria ter Luxemburgo como treinador, a antítese de toda cartilha propalada pela diretoria.

O problema é que a corda esticou demais, a inércia tomou conta e os velhos caciques voltaram à tona e pressionaram por medidas drásticas para tentar tirar o Flamengo da lanterna do Brasileirão. É o preço por todo vácuo administrativo no futebol dessa gestão.

Luxemburgo pode até dar certo e fazer um campeonato digno - o problema sempre é depois disso, mas tê-lo no futebol significa assumir todo o pacote Luxemburgo: não só ser o treinador, mas ser o gestor, o empresário, o negociador, o manager, o organizador da pré-temporada com o amigo-empresário de Londrina. Não duvido que Felipe Ximenes deixe o Flamengo em breve.

A preocupação agora é tirar o Flamengo da lanterna, evitar a desgraça e que se dane a eleição no ano que vem. Infelizmente precisava ser ou o Luxemburgo ou o Tite. Com todo dissabor que sinto, não enxergo outro treinador casca dura para fazer a limpa e o serviço que não fora feito durante o intervalo da Copa.

Sai Ney Franco sem conseguir uma mísera vitória. Sem apresentar evolução após trinta dias de treino. Mantendo os mesmos jogadores que colocaram o time nessa situação. Sem ter o respaldo da diretoria. Chega Luxemburgo, que conseguiu em 2011 colocar o Flamengo na Libertadores, melhor campanha Rubra Negra dos últimos quatro anos. Se não fosse a sequência sem vitórias poderia ter ganho aquele campeonato.

Domingo tem o clássico contra o Botafogo. Vamos ver como organiza o time no treino desta quinta-feira. Uma vitória e as nuvens negras podem dar um tempo da Gávea.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Uma simples demissão de treinador virou um festival de cinismo e mentiras


Nem deu pra curtir a classificação, o estádio cheio e muito menos se programar para assistir os jogos do Flamengo na fase de grupos da Libertadores. A demissão do treinador, que é a coisa mais normal do mundo em outros times, virou um festival de cinismo, mentiras de ontem que viraram a verdade de hoje, uma vergonha.

Tudo protagonizado pela mentirosa compulsiva chamada Patrícia Amorim. Pra se ter uma idéia, Luxemburgo conseguiu sair-se como vítima dessa história do vilão Ronaldinho.

Pois bem, tirando o festival de fritura que ele foi colocado e a forma com que foi demitido, na tarde do "jogo do ano", Luxemburgo não pode reclamar de nada e muito menos se passar por vítima. Por onde andou sempre teve problema com o principal jogador, com boa parte do grupo, sempre esteve envolvido com contratações duvidosas e apenas conquistou alguns estaduais.

Claro, também teve seus méritos. Tirou os treinos da Gávea, forçando a reestruturação imediata do Centro de Treinamento. Pegou um time brigando para não cair e colocou-o - aos trancos e barrancos, em um bom quarto lugar no brasileirão. Mas sua maior falha foi na organização do time. Fez um excelente primeiro turno, mas na crise dos dez jogos não soube tirar coelho da cartola e mudar o maldito esquema.

Vai embolsar a multa contratual de R$ 4 milhões mais os três meses de salários atrasados, segundo a Folha de São Paulo dessa sexta. O Corinthians contratou o Douglas, por exemplo, por três milhões com salários de R$ 300 mil.

Agora o mais inacreditável é como tudo isso aconteceu. Que nível chegamos. Patrícia Amorim avisa Léo Moura e Ronaldinho para não se preocuparem porque o novo treinador seria Joel Santana. Que era para o time fazer de tudo dentro de campo - insinuando um corpo mole, porque Luxemburgo não seria mais o treinador. Depois que a notícia vazou, a presidente tratou de dizer oficialmente que era tudo mentira em entrevista à radio Tupi. A conversa fiada não durou um dia. E ela ainda teve a cara de pau que negar que não tinha conversado ainda com Joel Santana e Léo Rabello acaba de revelar que o acerto havia acontecido ontem mesmo. Meu Deus!



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Então existiu de fato o doping emocional antes da partida, que deu efeito pelo menos onde o fôlego do time aguentou. Há quanto tempo não vimos um Ronaldinho buscando jogo daquele jeito? É triste, mas é verdade: os jogadores ameaçaram entregar uma Libertadores, que é tão importante para a instituição, em troca da cabeça do treinador.

Aconteceu em 2009 na saída do Cuca. Lembro daquele Sport x Flamengo, o time abriu 2 x 0 e permitiu a virada justamente para derrubar o então treinador. Chegou Andrade, uniu o time, formou a família, teve seus méritos dentro de campo e recuperando alguns jogadores importantes e conquistou o hexa. Porém é tiro curto, em janeiro já havia perdido a moral com o grupo.



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O mais interessante agora seria fechar com um executivo profissional para blindar o futebol. Fala-se em Eduardo Maluf. Seria uma boa, claro, se o dono do futebol e o dono da chave do cofre, Michel Levy, aceitar.



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E vamos lá para Joel Santana por dois anos de contrato. Outra besteira inacreditável. Pra que esse tempo de contrato sabendo que ela pode sair esse ano da presidência? Para lá em janeiro o outro presidente ter que pagar a multa rescisória e mais uma vez sangrar o cofre Rubro Negro?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Rodrigo Caetano e a blindagem no futebol

Matéria hoje no jornal O Globo diz que a principal missão do Rodrigo Caetano, novo executivo do Fluminense, é blindar o futebol tricolor. Foram tomadas medidas regulamentares para que a imagem do jogador na vida social fosse preservada, e consequentemente o clube e a patrocinadora.

"Tenho que ser o suporte e estar atento as detalhes para proteger atletas e a instituição. É sim uma tentativa de blindar o futebol", afirmou Rodrigo Caetano.

Quem agradece é Abel Braga que só terá a responsabilidade de treinar seu elenco de estrela. O Vasco foi campeão da Copa do Brasil com salários atrasados. A notícia vazou em forma de crise, rebelião como acontece agora? Rodrigo Caetano segurou a onda e quem agradeceu foi Ricardo Gomes. Essa é a missão de quem fica na retaguarda do futebol. Além de ter competência nas contratações, é necessário ganhar a confiança dos jogadores.

Que falta faz um cara pra comandar o futebol e tirar o foco de todos os problemas e responsabilidades do Luxemburgo. Até ogro do Marcos Braz fez muito bem isso em 2009, quando também teve problemas de salários.

Mas esse é  método de trabalho do Luxemburgo. Centralizador, além de treinar, quer negociar, indicar jogador que ninguém nunca viu, organizar a pré-temporada. Mas será que Luxemburgo não percebe que não tem mais cacife pra isso? O clima é insustentável entre os próprios jogadores. Ninguém mais o suporta.

Por isso sou favorável a demissão sumária do treinador, mas antes a urgência seria fechar com um executivo pro futebol, depois pensaria em alguém pra treinar. E também a demissão e um profissional pro lugar do patético vice-financeiro Michel Levy.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Amistoso: Flamengo 2 x 2 Corinthians


A discrepância que foi o Flamengo do primeiro tempo para o segundo assustou. O tom da entrevista coletiva do Luxemburgo depois do jogo também não foi nada bom. Segundo o treinador, o time não está comprometido com a pré-temporada, que, em breve, vai vir a público para falar sobre os problemas internos do Flamengo e a obrigação no momento é classificar para a fase de grupos. Bem capaz de pedir demissão depois disso. O que seria bem ruim, diga-se.

Apesar de todos os desmandos do futebol, Luxemburgo parece ser um dos poucos que está focado e até certo ponto angustiado pela situação atual.

É fato que a diretoria e o diretor-financeiro-infiltrado não souberam conduzir questões de salários, premiações, contratos sem assinatura, os jogadores perderam o foco legal às vésperas da estréia na Libertadores.

A partida: no primeiro tempo o Rubro Negro estava até melhor, dentro do nível que se espera de um amistoso, Itamar perdeu um gol incrível, mas Ronaldinho só buscava lançamentos pro ataque sem ousadia, Renato sem função. Chegou um momento que o Corinthians apertou a saída de bola, subiu a defesa e juntou com o meio de campo para sufocar o Flamengo. O primeiro gol saiu com erro na saída de bola de Airton e Willians e o segundo com falha da zaga. Felipe fez ainda duas belas defesas.

Na segunda etapa o nível foi outro. Com dois bons volantes que sabem sair pro jogo e boa movimentação no ataque, o Flamengo criou algumas oportunidades e quase virou a partida, se não fosse a preciosidade de Negueba. Destaques para Luiz Antônio, João Felipe, Camacho (outra vez), Lucas e Botinelli.

Não é o melhor do mundo, o clima deve estar péssimo entre o grupo, mas Luxemburgo precisa ser certeiro na escolha do time que vai jogar em Potosi. Vai precisar unir o que há de melhor do time considerado titular e os destaques do time reserva. Não tem mais nada a perder, já errou demais em escalações, pelo menos se sair, sai de cabeça erguida e com a missão cumprida.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Amistoso: Londrina 0 x 1 Flamengo


Luxemburgo escrachou pra valer logo no primeiro jogo do ano. Escalou um time com inéditos quatro volantes - Airton, Willians, Luiz Antônio e Renato com Ronaldinho e Deivid na frente. O que pretendeu com isso eu não sei (pressionar a diretoria, ou está pensando mesmo nesse esquema para Potosi?), o fato é que mesmo não tendo elenco, Luxemburgo geralmente sempre escolhe as piores peças. Uma escalação medíocre com um Botinelli e Thomás no banco.

Ou um surpreendente Camacho, que entrou no lugar do Negueba e deu três belos lançamentos. Mas na frente Jael desperdiçou todos os bons passes. Não sei se vale a pena ter Jael e Itamar no time, dois jogadores parecidos. Thomás pode ser uma opção de velocidade.

O primeiro tempo não poderia esperar outra coisa. Foi terrível, a lentidão, pouca gente no ataque, um Ronaldinho errando todos os passes (para quem estava voando nos treinos, foi decepcionante), enfim, pavoroso. Filme repetido da temporada passada que já foi debatido a exaustão aqui no blog e em todas as análises pós-jogo dos blogs Rubro Negros.

No segundo tempo Luxemburgo fez o básico, armou um meio de campo mais leve e mais veloz. É caso de estudo como o treinador se preocupa em segurar mais o time considerado titular e arma um esquema mais justo pros reservas.

Todos os onze foram substituídos no intervalo, e o meio de campo/ataque foi formado com Vitor Hugo, Muralha, Botinelli e Negueba, Itamar e Jael. O time teve uma melhor movimentação com mais gente lá no ataque. O resultado foi imediato, várias chances criadas.

Mais uma vez Botinelli cobrou magistralmente a falta e deu a vitória ao Flamengo, como no ano passado contra o América-MG.

Pra domingo é preciso unir o que tem de melhor nesses dois times para enfrentar o Corinthians. Não dá pra continuar dando murro em ponta de faca. É simples, mas para Luxemburgo está virando esquizofrenia.

Meu time: Felipe, Léo Moura, Alex Silva, Welligton e Júnior César, Airton e Luiz Antônio (Renato), Botinelli e Ronaldinho, Deivid e Thomás.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O quê que Londrina tem?


Sabemos que o Flamengo não paga nada para treinar em Londrina. Sérgio Malucelli é amigo do Luxemburgo e permite que o clube faz sua pré-temporada lá, em troca o empresário ganha a divulgação do seu Centro de Treinamento e sonha em receber alguma seleção para a Copa do Mundo de 2014.

Mas será que é só isso mesmo? Pois bem, eis que um amigo envia uma reportagem dando conta da contratação do atacante Itamar desde novembro do ano passado pela imprensa local. O atacante mantinha sua forma física no Londrina (time) a espera do anúncio com o Flamengo.

Veja no último parágrafo, reportagem datada de 05/11/2011, aqui:

Silvinho não treinou devido a uma virose. Em seu lugar, atuou o uruguaio Matías Cardaccio, que deve ser reforço do São Paulo na próxima temporada. O companheiro de ataque de Warlley no trabalho foi Itamar, ex-atacante do São Paulo e Palmeiras, que mantém a forma no Londrina antes de fechar com o Flamengo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

A figura decorativa da presidente

Que dificuldade em entender o Flamengo nesse final de ano. Apesar de todas as dúvidas, tenho apenas uma certeza: Patrícia Amorim não manda em nada, é apenas uma figura decorativa. Se digladiam pelo poder: Luxemburgo, Michel Levy e Leonardo Ribeiro.

Dois dias atrás a renovação do Felipe parecia complicada, já tinha torcedor escalando o time titular com Paulo Victor, mas eis que na noite dessa quinta-feira o goleiro anunciou a renovação de contrato até 2016. Sabemos que foi o Luxemburgo que bancou a contratação lá no começo, é fato que queria a sua continuidade, e Michel Levy, para demonstrar quem é que tem a última palavra, acertou a renovação do Felipe. Quer dizer, os R$ 3 milhões o Flamengo tinha.

Os dois já estão estremecidos desde o fim do estadual quando não foi pago a premiação pelo título invicto no prazo combinado. Hoje vivem uma guerra de vaidades para saber quem tem mais poder.

Só no Flamengo o vice de finanças é a estrela da festa e vive de entrevistas falando sobre reforços. Sua função não tem nada a ver com quem vai contratar, e sim dizer quanto dinheiro tem, como pode pagar e garantir isso depois. O que ele entende de futebol? Qual sua experiência no mercado de contratações? De negócios com empresários?

Agora surge o presidente do Conselho Fiscal, que não é dirigente do futebol, não tem poder nenhum de demitir, contratar, nada, mas deu sua alfinetada no treinador que controla o futebol.

E onde foi parar a presidente para colocar ordem na casa e colocar cada um no seu lugar? Se quem está à frente do futebol é o Luxemburgo, que seja dele a escolha e responsabilidade da formação do time, apesar de não ser minha preferência. O que não dá é um ficar boicotando o outro.

Sem falar no Veloso, executivo de futebol profissional, que também não manda em nada, só diz amém às ações do Luxemburgo. Pobre Flamengo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Luxa e a participação no Bem Amigos


Luxemburgo esteve ontem no Bem Amigos e admitiu que errou.

Não, não admitiu que errou deixando Muralha fora do banco de reservas. Não, não admitiu que puniu Welligton para demonstrar autoridade e dizer quem manda no futebol colocando em campo a dupla de zaga reservas e lenta. Não, não admitiu que errou escalando Renato, pelo contrário, deixou a resposta no ar "tem perguntas que não precisam ser respondidas". Hum?

Sim, disse que errou ao apostar no Thomás pensando que ele já estaria preparado para ser a solução do Flamengo. Não Luxemburgo!. Thomás não é a solução para ser campeão. O fato é que ele jogou bem todas as vezes que entrou e o melhor, o time vinha jogando um futebol agradável, criando boas oportunidades, vencendo e convencendo e até, vejam só, melhorando a atuação do Deivid.

Mas e contra o Coritiba? Thomás deu duas escorregadas, todo mundo viu que tinha que mudar as chuteiras por que o gramado estava molhado. Mas não, Luxemburgo, o visionário, preferiu sacá-lo. Colocou nos ombros do garoto a responsabilidade dos 2 x 0. Contra o Grêmio colocou o Muralha no lugar do Thomás, domingo quis fechar o time colando Willians. Com o time perdendo, por que não um atacante? A desculpa era de que não queria levar uma goleada do sensacional Coritiba.

Agora o porquê do Renato nunca ser substituído e a resposta "tem perguntas que não precisam ser respondidas". Como assim? Teorias conspiratórias dão contra que se Renato sair ele perde o grupo. Ou será que o treinador considera-o tão imprescindível assim a ponto de nem entrar em discussão sua saída? Só vamos saber qualé dessa história sinistra na hora da renovação ou não do contrato do volante.

Está também explicado os vários empates. Luxemburgo sempre preferiu entrar com um time fechado e depois tentar a sorte no segundo tempo. Algumas vezes conseguiu, outras não.

Outro erro que custou caro foi a falta de sensibilidade em saber como jogar em casa e como jogar fora de casa. Com a melhor campanha da história dos pontos corridos como visitante, dá pra dizer que acertou o time jogando fora, mas com um desempenho pífio dentro de casa, a maioria das vezes abdicava de jogar, e tentava vencer com apenas 30 minutos de futebol.  

A prova está aí: Flamengo tem 57 gols marcados e é recordista de gols no 2º tempo, 37, ou 64%, justamente quando muda o esquema. 

Quinta-feira já saberemos o que vai rolar: a volta dos três volantes e depois os garotos da base tentando salvar a pátria no segundo tempo faltando meia-hora pra acabar o jogo.

domingo, 13 de novembro de 2011

Luxemburgo e o coração mole com Willians, sem o apóio do grupo

Uns dizem que Luxemburgo só anistiou Willians por que ele quer usar o volante de moeda de troca com o Ibson do Santos. A coluna Panorama Esportivo desse sábado do jornal O Globo afirmou, porém, que Luxemburgo foi apenas pragmático e pensou na utilidade do jogador na reta final do campeonato.

E o pior - ou melhor, sem o apóio de nenhum jogador.

A intenção do treinador abre espaço para várias discussões, o fato é que Willians já tirou o moicano, literalmente o estereótipo do sucesso que subiu à cabeça, aqueles que se acham o craque, mas na verdade tem um futebolzinho pífio.


Está sendo um campeonato marcante para o Flamengo. Hoje, mais do que nunca, o time precisa fazer história


Não está sendo apenas mais um Brasileirão, mas O Brasileirão para o Flamengo. Faltando cinco rodadas o time já tem a melhor campanha jogando como visitante, o mais número de gols marcados, a maior série invicta da história do Clube, e pelo lado negativo, ficou dez rodadas sem vencer, a pior marca da história Rubro Negra.

Dá pra lembrar ainda a épica vitória contra o Santos, a emocionante virada contra o Fluminense, o fim da freguesia para o Cruzeiro, e hoje pode quebrar outra marca histórica: nos últimos sete jogos só deu Coritiba.

Para isso Luxemburgo mantém o quarteto ofensivo: Thiago Neves, Thomás, Ronaldinho e Deivid. Renato volta ao time, mas vai jogar recuado, como volante. Ele até vinha jogando bem nessa posição, mas o último jogo foi bem traumático. Ele perdeu a bola no ataque e na volta o Grêmio fez seu primeiro gol e depois levou uma caneta humilhante do bravo André Luiz.

Luxemburgo afirmou que não entraria com dois garotos da base. Pura bobagem. O que precisa ser analisado agora não é a experiência e sim que está jogando melhor. Muralha seria a minha opção, depois do Fla x Flu e principalmente da excelente atuação contra o Cruzeiro.

Contra o Cruzeiro Maldonado saiu no intervalo para o Muralha entrar, foi a senha para a goleada expressiva. O problema reside aí: eu duvido que Luxemburgo faça isso com Renato. Não dá pra aceitar essa titularidade sem limites, como se Renato fosse o craque e as substituições girassem em torno dele.

Em 2009 o Flamengo venceu dois jogos decisivos fora de casa, o Atlético-MG e o Palmeiras, sempre com estádios lotados e muita pressão. Hoje a história precisa se repetir. Contra o Grêmio foi por pouco, contra o Coritiba a vitória não pode escapar.

sábado, 22 de outubro de 2011

Aprendam Guardiola, Mourinho e Alex Ferguson. Luxemburgo é o gênio do futebol


Essa eu nunca vi: por não saber quem vai colocar em campo, Luxemburgo não deu treino, e o Flamengo terminou a semana sem um único coletivo, um único treino, nada, absolutamente nada. Que projeto revolucionário e inovador. Gênio.

É aquela rodada que tem tudo para ser excelente, os rivais do topo da tabela jogam fora de casa, mas está com cara de uma partida sem grandes inspirações, de um gol de Renato Abreu depois das alterações no segundo tempo.

Mesmo sem Ronaldinho e Thiago Neves, vamos ver qual será a reação desse time depois da surra de quarta-feira, e o peso da responsabilidade de ter o Brasileirão como última salvação do ano.

Com Renato liberado pelo efeito suspensivo, não acredito nem em Thomás ou Adryan como titulares. Aposto em Maldonado, Willians, Renato, Fierro, Jael e Negueba ou Diego Maurício.