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segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Tostão e as opções táticas de Arrascaeta e Gabigol no Flamengo

Confira trecho da coluna do Tostão, dessa segunda, na Folha de SP, sobre o posicionamento tático de Arrascaeta e Gabigol, os novos reforços do Flamengo:

"Arrascaeta atua melhor pelo centro e perto do centroavante. Como o Cruzeiro tem Thiago Neves, Mano Menezes insistiu, por um bom tempo, para Arrascaeta se adaptar a jogar pela esquerda, marcando e atacando.  
Quando ele se cansava ou estava com preguiça para voltar, Mano colocava o disciplinado e veloz Rafinha.  
Gabigol é o melhor finalizador do futebol brasileiro. Fora isso, tem um repertório pequeno. Quando não faz gols, costuma ficar apagado. Os italianos só conheceram o lado sombrio do jogador. Gabigol pode atuar como um centroavante, da direita para o centro, para finalizar, ou como um segundo atacante, perto do centroavante. 
É bem diferente de Diego, que é um armador"

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Tostão: Vinicius Jr de atacante, caso Guerrero não jogue?

Trecho da coluna de Tostão, na Folha de SP de hoje, sugestiona Vinicius Jr no ataque, no lugar de Guerrero.

Confira trecho:


quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Tostão e os problemas do Flamengo nesta reta final do Brasileiro

Trecho da coluna do Tostão na Folha de São Paulo desta quarta-feira sobre o manjado futebol do Flamengo e sobre a má fase do Arão. 

Com Muricy ele era figura constante no ataque com o 4-3-3: Cuellar ou Márcio Araújo de primeiro volante e Mancuello pela esquerda e Arão pela direita. 

Agora, com Zé Ricardo o time passou a jogar no 4-2-1-3. Se por um lado Arão tornou-se o líder em roubadas de bola, do outro deixou Diego sozinho na função de armar o meio de campo.  

Arão vive má fase. Pode ser pelo cansaço, por ter que ficar mais preso pelo primeiro volante não ser confiável, o fato é que o meio de campo perde sem sua presença.

Segue a coluna:

O Flamengo sonhou que, no Maracanã, no reencontro saudoso com sua apaixonada torcida, ganharia todas as partidas. Ainda não venceu um jogo. Acontece! 
Enquanto o Palmeiras possui várias caras, estratégias, o que surpreende o adversário, o Flamengo faz sempre tudo igual. Os jogadores pelos lados quase só atuam pelos lados, o centroavante não sai do centro do ataque, e o meia de ligação ocupa sempre o mesmo espaço. A repetição excessiva cansa, empobrece. Quando tenta algo diferente, como a entrada do armador Mancuello, ele fica perdido, sem saber seu lugar. 
Antes da chegada de Diego, Willian Arão, marcava, armava e atacava. Era o meio-campista. Hoje, toda a armação está com Diego. Arão passou a ser um volante burocrático. Ele e Diego poderiam se completar na organização das jogadas. O fim da dependência a um único clássico meia de ligação foi um avanço no futebol. Essas críticas não apagam os muitos méritos do jovem técnico Zé Ricardo, uma grande promessa.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Tostão e o grande duelo desta noite entre Palmeiras x Flamengo

Confira trechos da ótima coluna do mestre Tostão, hoje, na Folha de SP:

"Existe hoje uma preocupação dos técnicos em formar jogadores de meio-campo que marcam e atacam. Não são volantes, nem meias. Pode chamá-los de meio-campistas, armadores defensivos e ofensivos, médios de apoio ou qualquer outro nome que quiser. Porém, isso ainda não foi suficiente para se formar um craque mundial. Renato Augusto é o melhor. Hoje, veremos, talvez, os dois que mais se destacam no Brasileirão com essas características: Willian Arão e Tchê Tchê. 
Palmeiras e Flamengo são duas equipes organizadas. Vejo o Flamengo mais calculista, equilibrado, sóbrio, enquanto o Palmeiras é uma mistura de disciplina tática e emoção, correria, pressão, abafa e, às vezes, anarquia. Os estilos refletiriam as personalidades dos dois treinadores? O Palmeiras, em muitos jogos, lembra-me o Galo Doido, dirigido por Cuca. 
Alguns vícios e atrasos de décadas anteriores, época dos supertécnicos, estão ainda impregnados no futebol brasileiro, como a marcação individual adotada por Cuca. Contra o Grêmio, Gabriel ia, por todo o campo, atrás de Luan e deixava enormes espaços na lateral direita, que o Grêmio não aproveitou. A marcação individual já foi abandonada há muito tempo, em todo o mundo, até em Messi. 
Gabriel Jesus, se não jogar, fará falta. Apesar de seu talento e excelentes atuações, noto nele uma excessiva preocupação em procurar o confronto físico e mostrar que é raçudo, já adulto e que não tem medo de cara feia. Ele tem muito mais talento que isso. Deveria se mirar nos grandes centroavantes, que fogem dos zagueiros, para enganá-los. Romário estava sempre livre. 
O jovem e bom técnico Zé Ricardo alterna a escalação de dois pontas velozes com a entrada de um armador, geralmente Alan Patrick, no lugar de um dos pontas. Com mais um meio-campista, o time troca mais passes e ajuda Diego na armação. Além disso, Alan Patrick volta para marcar pelos lados. Márcio Araújo continua jogando bem. Ele, Arão, Diego e, às vezes, Alan Patrick formam um bom meio-campo. Essa também é uma qualidade do Palmeiras. 
No passado, diziam que o jogo era decidido no meio-campo. Com os chutões e as bolas longas, típicos da época dos supertécnicos, o meio-campo passou a ser apenas um local de marcação e de passagem da bola pelo alto. Hoje, voltou a ter a importância que tinha."

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Tostão: "Flamengo pode evoluir, pois tem três bons jogadores no meio de campo"

Tostão, em sua coluna na Folha de São Paulo dessa quarta-feira, afirma que o Flamengo pode evoluir por ter três bons jogadores no meio de campo, mas Muricy vai precisar encontrar a posição do argentino Mancuello:

domingo, 24 de maio de 2015

Tostão hoje na Folha: "Luxa, diante do espelho"

Irretocável a coluna de Tostão hoje na Folha.

Além de sua mediocridade já reconhecida como técnico, Luxemburgo criticou, não sabia dessa, a Lei de Responsabilidade Fiscal do Flamengo, aprovada pelo Conselho Deliberativo, no Bola da Vez a ESPN. Que tristeza tê-lo à frente do time.

Segue:

Na entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, Luxemburgo quis mostrar uma sabedoria e uma credibilidade que não tem. Foi contraditório, às vezes, incompreensível. Faz o mesmo discurso de 20 anos atrás, quando era o mais vitorioso técnico de clubes do Brasil, embora não tenha sido campeão da Libertadores. 
Esse longo tempo, em que Luxemburgo e outros treinadores foram tratados como supertécnicos, foi, paradoxalmente, uma época medíocre, de regressão do futebol brasileiro. 
Predominava o excesso de faltas, de simulações, de violência, de chutões, de jogadas aéreas, com partidas tumultuadas e truncadas. O jogo ficou mais feio e ineficiente. Proliferavam os volantes brucutus, um para proteger os zagueiros e mais um de cada lado, para a cobertura dos laterais. As equipes dependiam, ofensivamente, do avanço dos laterais e de um único meia, responsável pela armação das jogadas. 
Enquanto isso, os europeus, preocupados com a qualidade do espetáculo e em faturar mais, melhoraram os gramados, o conforto e a segurança nos estádios. A violência diminuiu, dentro e fora de campo. 
As partidas passaram a ser menos faltosas e menos violentas. Formaram-se duplas pelos lados, entre os laterais e os meias. Armadores brilhantes, que marcavam e apoiavam, com pouca força física e que eram pouco valorizados, como Xavi, Iniesta e outros, passaram a ser os grandes craques do futebol mundial. 
Os técnicos brasileiros que mais se destacavam nessa época, como Luxemburgo, Felipão e outros, são os que têm tido mais dificuldade de assimilar as mudanças que houve no futebol mundial e que, recentemente, chegaram ao Brasil, com Mano Menezes, no Grêmio, Tite, no Corinthians, campeão mundial de clubes, seguidos por Marcelo Oliveira e outros treinadores. 
Um dos motivos disso é que os técnicos mais vitoriosos de um período acham que o que deu certo tem de ser repetido. Querem ser mais importantes que a ciência. 
Anos atrás, Luxemburgo disse que seu maior problema no Real Madrid foi ter se sentido um Zé Mané, inibido, não ter imposto o prestígio que tinha no Brasil. Imagino que sentiu falta da badalação de grande parte da imprensa. 
Na entrevista, Luxemburgo defendeu, com veemência, uma grande ajuda do governo aos clubes, uma mamata oficial, e colocou as contrapartidas como algo secundário, a serem discutidas. Ao ser contestado, mudou o discurso e falou da importância de o clube dar alguma coisa em troca. Foi novamente contraditório ao ser contra a decisão do Flamengo de colocar no estatuto punições duras para dirigentes irresponsáveis, o que faz parte do projeto do governo para refinanciamento das dívidas. 
Luxemburgo costuma criticar a imprensa por criticá-lo, quando quer ser, além de um técnico, um gestor. Argumenta que a mesma imprensa elogiava Alex Ferguson por ter as duas funções. A grande diferença é que Ferguson conquistou, com o tempo, credibilidade. 
Hoje, Luxemburgo é apenas um técnico comum, bom, como tantos, embora não perceba. Diante do espelho, deve dizer: "Eu sou o Luxa, o supertécnico, o superestrategista, o que tem o melhor projeto".

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A boa coluna de Tostão hoje na Folha de São Paulo

Ótima coluna do Tostão nesta quarta-feira na Folha de São Paulo. 

Primeiro ele escreve da opção do Luxemburgo em fazer do Marcelo um camisa nove. Evidente que essa não é a sua função de origem. Mas o treinador está tentando aliar sua velocidade, explosão e força física e fazê-lo artilheiro.

Se não der certo? Ora, Luxemburgo já disse: "recoloco-o em sua posição". E está certíssimo. Se conseguir fazer do Marcelo além de todas duas qualidades um matador, vai ser um arma mortal do Flamengo.

E tem tempo pra isso. Admiro aquele que tenta inovar, que busca um diferencial e sai da mesmice. Tomara que dê certo. A torcida precisa compreender que ele vai perder muitos gols, mas pré-temporada e Estadual são para isso.

Tostão ainda escreve sobre a busca incansável do tão sonhado "camisa dez". A tendência no mundo, hoje, é outra. Por isso festejei a contratação do Jonas, volante que sai pro jogo. E bato palmas para o Luxemburgo ao tentar fazer de um atacante de velocidade e força física, um matador.

Confira trechos:

Quem deve melhorar neste ano é o Flamengo. Luxemburgo está certo ao colocar Marcelo mais à frente, para aproveitar sua velocidade e força física, apesar de não ter boa técnica para finalizar. Precisa treinar. Melhor seria se ele atuasse ao lado de outro atacante, mais lúcido e com bom passe. Não há esse jogador no elenco. Para funcionar bem, como o Flamengo tem jogado, com Marcelo sendo o único atacante fixo, os meias têm de chegar à frente e fazer gols.  
(...) 
O tempo passa, e continua, no Brasil, a nostalgia para com o clássico meia de ligação. O camisa 10. A tendência, no mundo, é outra, diminuir os especialistas e que atuem em pequenos espaços. É ter meias que joguem pelos lados e pelo centro, de um campo ao outro, e que marquem e ataquem. É ter laterais que, alternadamente, sejam defensores e apoiadores. É ter volantes que desarmem, toquem a bola e avancem para recebê-la. É ter centroavantes que não se limitem a finalizar. É ter goleiros que saibam também atuar fora do gol. É ter zagueiros que possuam bom passe e que não se limitem a atuar muito próximos à grande área.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mano Menezes por Tostão, na Folha de São Paulo

Trechos da coluna do mestre Tostão na Folha de São Paulo sobre o novo treinador Rubro Negro.

Mano na ESPN Brasil falou sobre seu atacante ideal: que não fica paradão na área, mas que abre espaço para quem vem de trás, e o Marcelo Moreno se encaixa bem nessas características.

E a tônica que parece ser seu trabalho: o jogo coletivo, todos marcando, ninguém parado.

Mano Menezes, no programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, mostrou, mais uma vez, que é o treinador brasileiro que melhor fala de detalhes técnicos e táticos e que possui mais argumentos para defender suas ideias.  
Muitos o acham professoral e chato. Melhor assim do que escutar a maioria dos técnicos, que não diz nada e/ou não tem nada para dizer.  
Mano disse que Fred é o melhor centroavante do Brasil, com o que concordo, mas queria um ataque com mais mobilidade, com Neymar mais perto do gol, pois é um excepcional artilheiro. Com um centroavante fixo, Neymar teria de ser um meia de ligação pelo centro, o que ele não é, ou atuar pela esquerda, longe do gol e com a obrigação de marcar o lateral.  
O ideal é ter um atacante que seja artilheiro, que se movimente muito e abra espaços para os meias penetrarem, que atue também de pivô e que possua velocidade para receber a bola nas costas dos zagueiros. Há vários atacantes no mundo com essas características. Em vez de pedir mais bolas para Fred finalizar, deveríamos pedir mais participação no jogo coletivo, o que o tornaria ainda melhor.  
 Mano criticou as partidas na América do Sul, excessivamente corridas, brigadas e com vários jogadores que correm demais com a bola.