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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Flamengo anunciou renovação de Muralha, Arão, Juan e, infelizmente, de Márcio Araújo

O Flamengo anunciou a renovação de vínculo com Muralha, para o final de 2020, com William Arão, final de 2019, com Juan, final de 2017 e, infelizmente e com grande pesar, com Márcio Araújo também até dezembro de 2017.

É uma renovação que não faz sentido nenhum. Vamos lá: Márcio Araújo chegou em fevereiro de 2014 para substituir o Elias. Segundo Jayme, treinador à época e atualmente assistente do Zé Ricardo, os dois tinham as mesmas características:


Em 2014 também era ano de Libertadores, semelhante ao que o Flamengo viverá em 2017. Todo preparação para a competição começou a desandar quando perdeu seu principal jogador, responsável direto pelo título da Copa do Brasil, e depois trouxe um substituto que supostamente tinha as mesmas características do que saiu. Para a posição a equipe contava ainda com Amaral, Cáceres, Muralha e Feijão.


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No primeiro semestre, Cuellar era quem mandava na posição, mesmo jogando com Paulo Victor, Wallace e César Martins na defesa. Praticamente não atuou ao lado de Muralha, Réver e Vaz. E isso é bem significativo, pois mesmo assim conseguiu se destacar.


Perdeu a titularidade quando se machucou. Dos 21 jogos da temporada que começou de titular, apenas cinco foram no segundo semestre. Um desses cinco foi contra o Figueirense, no Pacaembu. Jogando ao lado do Arão, o Flamengo fez talvez seu melhor jogo da temporada. Uma prova de que o colombiano poderia ter sido melhor aproveitado.

Uma das escolhas mais questionáveis do Zé Ricardo foi essa insistência descabida com Márcio Araújo. Sua saída de bola é ruim, encontra séria dificuldade na transição defesa-ataque, no um contra um não se impõe, além de ter falhado em diversos posicionamentos defensivos. Tem apenas a velocidade como destaque. E olha que por diversas vezes chegava atrasado na recomposição e permitia clarão na entrada da área.

Em suma, Márcio Araújo não tem a mínima condição de continuar cerrando fileiras na Gávea. Um clube que terá uma receita de mais de R$ 400 milhões em 2017 não pode ter um jogador desse nível reinando como titular, sendo que, mesmo com seu contrato encerrando em dezembro, sequer foi disputado no mercado.

É no mínimo pra deixar pensativa a diretoria do Flamengo o titular absoluto e sem contrato não ser alvo de investidas de adversários, ao contrário do volante reserva.

Detalhe: em junho próximo, Márcio Araújo fará 33 anos.

Vamos ver o que o Flamengo prepara para a posição em ano de Libertadores. Porém, pelas movimentações iniciais, as notícias não são nada boas. Espero estar enganado, mas tem toda pinta de Márcio Araújo titular na Libertadores.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Tostão e os problemas do Flamengo nesta reta final do Brasileiro

Trecho da coluna do Tostão na Folha de São Paulo desta quarta-feira sobre o manjado futebol do Flamengo e sobre a má fase do Arão. 

Com Muricy ele era figura constante no ataque com o 4-3-3: Cuellar ou Márcio Araújo de primeiro volante e Mancuello pela esquerda e Arão pela direita. 

Agora, com Zé Ricardo o time passou a jogar no 4-2-1-3. Se por um lado Arão tornou-se o líder em roubadas de bola, do outro deixou Diego sozinho na função de armar o meio de campo.  

Arão vive má fase. Pode ser pelo cansaço, por ter que ficar mais preso pelo primeiro volante não ser confiável, o fato é que o meio de campo perde sem sua presença.

Segue a coluna:

O Flamengo sonhou que, no Maracanã, no reencontro saudoso com sua apaixonada torcida, ganharia todas as partidas. Ainda não venceu um jogo. Acontece! 
Enquanto o Palmeiras possui várias caras, estratégias, o que surpreende o adversário, o Flamengo faz sempre tudo igual. Os jogadores pelos lados quase só atuam pelos lados, o centroavante não sai do centro do ataque, e o meia de ligação ocupa sempre o mesmo espaço. A repetição excessiva cansa, empobrece. Quando tenta algo diferente, como a entrada do armador Mancuello, ele fica perdido, sem saber seu lugar. 
Antes da chegada de Diego, Willian Arão, marcava, armava e atacava. Era o meio-campista. Hoje, toda a armação está com Diego. Arão passou a ser um volante burocrático. Ele e Diego poderiam se completar na organização das jogadas. O fim da dependência a um único clássico meia de ligação foi um avanço no futebol. Essas críticas não apagam os muitos méritos do jovem técnico Zé Ricardo, uma grande promessa.

quarta-feira, 1 de junho de 2016

Flamengo é a segunda equipe com mais desarmes certos no Brasileirão. Arão e Léo Duarte são os líderes

Com quatro rodadas do Campeonato Brasileiro e ocupando a quinta colocação com sete pontos, o Flamengo é a segunda equipe com mais desarmes certos - 90 recuperações, perdendo apenas para o Grêmio com 92.

O zagueiro Léo Duarte e o volante Arão são os destaques com 12 desarmes. O líder deste quesito é o Henrique do Cruzeiro com 20.

Outros números: o Flamengo é a equipe com mais dribles certos: 19 contra 18 do Corinthians e Santos.

O Rubro Negro é a quarta equipe com mais passes certos. O Santos lidera com 1801, Corinthians com 1739, Cruzeiro com 1731 e o Flamengo com 1648 passes corretos.

O time da Gávea é a equipe que mais sofreu falta no Brasileiro: 74. E é o time com mais cartões vermelhos: 02 expulsões.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Trio do Flamengo erra apenas cinco passes e ocupa todo meio de campo

Muricy confirmou na coletiva pós clássico de domingo que o time do primeiro tempo contra o Fluminense é o seu considerado titular.

Cuéllar, Arão e Mancuello foram responsáveis por 87 passes certos e apenas cinco errados. O colombiano, em sua estreia pelo estadual, acertou os 30 passes e não errou nenhum.

Segundo o mapa de calor, o trio dominou o meio de campo. Cuéllar caiu mais pela esquerda, Arão a direita e Mancuello flutuando pelo meio na transição defesa-ataque.

Cuéllar pela esquerda

Arão à direita
Mancuello mais centralizado

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

A aposta em William Arão e a contratação baseado em métodos científicos

Nas entrevistas pré-eleição o presidente reeleito, Eduardo Bandeira de Mello afirmou que as contratações para o novo triênio seriam baseadas em métodos científicos, para evitar erros do primeiro mandato.

Tenho grande curiosidade em saber como funciona esse trabalho, os métodos que usam, quem abasteceu os softwares, enfim, como estão unindo os dados científicos x necessidade do time / treinador x prospecção no mercado.

O blog já entrou em contato com Claudio Grillo, recém contratado como analista de desempenho, para uma entrevista, porém ele pediu para esperar pelo menos até começo da pré-temporada, pois está preparando planilhas e materiais antes de desembarcar em definitivo no Rio de Janeiro.

Também entramos em contato com coordenador científico Elliot Paes e em breve teremos uma entrevista dele aqui no Ninho.

Acredito que o Flamengo esteja muito bem servido com dois dos melhores profissionais no futebol brasileiro.

William Arão deve ter sido um desses alvos. Muricy elogiou a contratação, por se tratar de um segundo volante moderno, que infiltra, faz gols, mas também desarma. Foi o quarto melhor jogador neste quesito na série B. No total, marcou sete gols: três com o pé direito e quatro com o esquerdo, além de contribuir com seis assistências.

E com esse tipo de contratação que vamos avaliar se o método científico de contratação deu certo ou não. Mesma coisa com o lateral Rodinei. Vamos torcer para que tenham acertado.

Na volância já temos o Jonas de primeiro volante e Canteros, Arão e Jajá de segundo. Restaria a tal contratação de um volante de alto nível para completar. O ideal na verdade seria a contratação de dois volantes incontestáveis, mas pelo discurso do Rodrigo Caetano vem apenas mais um.

Isso, é claro, esquecendo a renovação do Márcio Araújo. Oremos!