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quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Libertadores 2018: A repercussão da imprensa mineira para o jogo dessa noite

Como sempre, expectativa grande para o jogo entre Cruzeiro x Flamengo pela partida de volta, das oitavas de final da Libertadores, no Mineirão.

Confira a capa do Superesportes:



No jornal O Tempo, a batalha aérea que os dois adversários vão travar. Destacando que o Flamengo enfrenta problemas para conter esse tipo de jogada: dos 17 gols sofridos no Brasileirão, nove foram em jogadas aéreas.



Um dos problemas da equipe de Mano Menezes tem sido constante: nas últimas oito partidas jogando no Mineirão, o Cruzeiro sofreu pelo menos um gol. A última vitória sem sofrer gol foi contra o Palmeiras por 1 x 0. De lá para cá, foram 10 gols sofridos em oito partidas jogando em Belo Horizonte.



À exemplo da imprensa gaúcha, O Tempo também destaca Paquetá como um dos protagonistas da noite. Por mais que o jovem Rubro Negro tenha um talento inegável, fica evidente que a imprensa mineira não assiste aos jogos do Flamengo. O nome da equipe atualmente é Éverton Ribeiro.



Mano Menezes está curtindo a ideia de que o Flamengo pode reverter o placar. O treinador estaria mais preocupado se todos tratassem o confronto como liquidado:



Para o Cruzeiro, não tem clima de "já ganhou":


E todos os jornais trazem estatísticas sobre o confronto:

- O Flamengo nunca conseguiu reverter um confronto de mata-mata como visitante, em que tenha sido derrotado no primeiro jogo como mandante.

- Em 31 oportunidades em que o mandante perdeu o primeiro jogo por dois ou mais gols e diferença em mata-mata da Copa Libertadores, em apenas duas vezes o placar foi revertido jogando fora de casa.

- No duelo entre Flamengo x Cruzeiro, em todas seis partidas eliminatórias, o mandante do jogo de volta levou a melhor.

- No Mineirão foram 33 partidas entre as duas equipes: 15 vitórias mineiras, 11 empates e sete vitórias cariocas, das quais apenas foi por dois gols de diferença: 2 x 0 no Brasileiro de 1991.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

O time para o jogo contra o Cruzeiro nesta quarta

Mano vive sua fase mais turbulenta no Flamengo, mas há solução.

Ele precisa fazer uma retrospectiva daquele intervalo do jogo contra o São Paulo e ver o que ruiu de lá pra cá. Lembremos que o time fez um bom primeiro tempo contra o tricolor. O time era consistente, apesar das limitações. Criava chances, mas desperdiçava oportunidades.

Porém os problemas ampliaram e hoje nem chances de gol conseguem criar. Mano fez algumas alterações até bem pensadas, mas que não surtiram efeito. Somado a desfalques importantes.

O fato é que elenco não está pronto para avançar, para enfrentar novidades, precisa jogar o time básico para não ter um final de ano perigoso.

E o papel do Mano é esse: não inventar Fernandinhos da vida. Voltar com João Paulo e Nixon.

É aproveitar a volta da boa fase do Felipe, que tem feito bons jogos. Quem sabe o gol do Carlos Eduardo não o anima (vergonha escrever isso), como o pênalti defendido pelo Felipe.

Só resta rezar pela volta do Elias e o time seria esse: Felipe, Luiz Antônio, González, Chicão e João Paulo; Cáceres, Elias, André Santos e Carlos Eduardo; Moreno e Nixon.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

No primeiro coletivo, boa atuação dos titulares em Pinheiral

No primeiro coletivo realizado por Mano Menezes após um período de treinamento, os titulares golearam os reservas por 4 x 0 em atuação empolgante de 50 minutos de trabalho.

Time titular: Felipe, Léo Moura, Wallace, González e João Paulo; Cáceres, Elias e Gabriel; Paulinho, Marcelo Moreno e Carlos Eduardo.

Time reserva: Paulo Victor, Digão, Renato Santos, Samir, Ramon (Frauches); Diego Silva; Luiz Antônio e Val; Nixon, Hernane e Rafinha.

Segundo o Globo Esporte, o começo foi de pressão dos reservas, com boa saída de bola de Val e velocidade dos pontas. Mano Menezes teve que parar o coletivo e pedir pro time titular valorizar a posse de bola e tocar de um lado pro outro e, só assim, os titulares passaram a dominar o meio de campo e fizeram os quatro gols com destaque para Marcelo Moreno.

Conforme os treinos da semana, Carlos Eduardo, Gabriel e Paulinho trocavam bastante de posição. As jogadas em triangulações continuaram e os volantes também subiram em algumas situações.

Os laterais não apoiaram tanto e alinharam-se com os zagueiros.

Bem animado pro jogo contra o São Paulo no sábado.

As orientações de Mano Menezes nos treinos da semana


Mano Menezes estreia no sábado contra o São Paulo em Uberlândia e segue preparando o time em Pinheiral. Os treinos em horário integral aconteceram ontem e hoje, já nesta quarta as atividades serão na parte da manhã e na quinta volta ser o dia inteiro.

Desde que chegou, Mano efetivou Cáceres de titular e vem jogando com o seguinte time: Felipe, Léo Moura, Wallace, González e João Paulo; Cáceres, Elias e Gabriel; Carlos Eduardo, Paulinho e Marcelo Moreno.

Mas o destaque, segundo reportagens, tem sido os seguidos trabalhos com triangulações.

Confira as seguintes orientações:

1) Incentivo para os jogadores chegarem ao ataque pelas laterais e sempre através de triangulações, sem ligação direta.

2) Na tarde de ontem os jogadores passaram quase duas horas treinando finalização e diversas formas de se chegar ao gol adversário, sempre em trio.

3) Atenção ao setor defensivo, posicionando todos os jogadores na marcação, menos Carlos Eduardo e Paulinho, com os pontas Gabriel e Paulinho fechando a linha de quatro com os volantes, sempre com a missão de evitar conclusões do adversário e, após o desarme, conduzir a bola até a intermediária ofensiva.

4) Posicionamento de Carlos Eduardo se aproximando bastante de Marcelo Moreno, mas também mudando de posição e se movimentando com Gabriel e Paulinho que jogavam abertos.

5) Pouca participação ofensiva dos laterais e várias triangulações dos homens de frente - essa tem sido a tônica.

6) Cruzamento no bico da grande área após ultrapassagem em falso do lateral para puxar a marcação desse que vai cruzar para a área.

7) Toda movimentação está sendo filmada por membros da comissão técnica para serem analisados pelo treinador.

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Começa o trabalho de Mano Menezes à frente do Flamengo

E começou o trabalho de Mano Menezes. Foi divulgada a programação das duas primeiras semanas de trabalho no Flamengo.

Hoje e amanhã o elenco treina em período integral no CT Ninho do Urubu. Na sexta o trabalho acontecerá somente pela tarde e no sábado e domingo pela manhã.

Já na semana que vem o time viaja e treinará no CT João Havelange, em Pinheiral. De segunda a quinta, em período integral e sexta pela manhã. No sábado, dia 29, teremos a estreia do Mano em amistoso contra o São Paulo em Uberlândia.

Vamos ver como Mano Menezes executa seu trabalho e suas idéias. Qual será seu esquema, onde vai colocar o Carlos Eduardo depois de dizer que ele jogava no Grêmio de segundo atacante e não na frente dos volantes. Deve cair pela esquerda encostando no ataque. Quem serão seus zagueiros, onde Elias atuará.

Rumo aos treinos, agora sem Renato.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Mano Menezes por Tostão, na Folha de São Paulo

Trechos da coluna do mestre Tostão na Folha de São Paulo sobre o novo treinador Rubro Negro.

Mano na ESPN Brasil falou sobre seu atacante ideal: que não fica paradão na área, mas que abre espaço para quem vem de trás, e o Marcelo Moreno se encaixa bem nessas características.

E a tônica que parece ser seu trabalho: o jogo coletivo, todos marcando, ninguém parado.

Mano Menezes, no programa Bola da Vez, da ESPN Brasil, mostrou, mais uma vez, que é o treinador brasileiro que melhor fala de detalhes técnicos e táticos e que possui mais argumentos para defender suas ideias.  
Muitos o acham professoral e chato. Melhor assim do que escutar a maioria dos técnicos, que não diz nada e/ou não tem nada para dizer.  
Mano disse que Fred é o melhor centroavante do Brasil, com o que concordo, mas queria um ataque com mais mobilidade, com Neymar mais perto do gol, pois é um excepcional artilheiro. Com um centroavante fixo, Neymar teria de ser um meia de ligação pelo centro, o que ele não é, ou atuar pela esquerda, longe do gol e com a obrigação de marcar o lateral.  
O ideal é ter um atacante que seja artilheiro, que se movimente muito e abra espaços para os meias penetrarem, que atue também de pivô e que possua velocidade para receber a bola nas costas dos zagueiros. Há vários atacantes no mundo com essas características. Em vez de pedir mais bolas para Fred finalizar, deveríamos pedir mais participação no jogo coletivo, o que o tornaria ainda melhor.  
 Mano criticou as partidas na América do Sul, excessivamente corridas, brigadas e com vários jogadores que correm demais com a bola.

Mano Menezes é o treinador do Flamengo. E o seu trabalho tático no Grêmio e Corinthians

Mano Menezes foi contratado pelo Flamengo e assinou até dezembro de 2014. Parece que finalmente o ano começa pra valer. Na segunda ele já se apresenta e começa a intertemporada nesse intervalo salvador de Copa das Confederações.

Sem dúvida foi a melhor escolha feita. Não é inexperiente e muito menos ultrapassado, e sempre realizou longos e bons trabalhos pelos clubes que passou sem ser demitido: Grêmio e Corinthians.

Pelo Grêmio chegou em abril de 2005 com a missão de tirá-lo da segundona. Conseguiu de forma épica na batalha dos aflitos. Em 2006 conquistou o campeonato gaúcho e levou o time ao terceiro lugar no Brasileirão. No ano seguinte foi bicampeão estadual, eliminou o São Paulo e o Santos na Libertadores, mas perdeu a final para o Boca Juniors. Aproveitamento de: 59.5%.

Chegou ao Corinthians no final de 2007 também com a missão de tirá-lo da série B. Em 2008 perdeu a final da Copa do Brasil para o Sport, mas conseguiu subir para a série A. Em 2009 conquistou a Copa do Brasil e o campeonato paulista. Em 2010 fez a melhor campanha da primeira fase da Libertadores, mas topou com o Flamengo nas oitavas e foi deliciosamente eliminado. Em junho do mesmo ano acertou sua ida para a Seleção Brasileira. Outra vez não foi demitido. Aproveitamento de: 64.4%




Minha maior expectativa é pelo seu excelente trabalho tático. Gosta do 4-2-3-1, mas no Corinthians chegou a usar o 4-4-2. Gosta de muita movimentação do quarteto da frente com todos marcando a saída de bola, especialmente os dois meias de velocidade pelos lados que precisam voltar para compor a linha defensiva do meio de campo. Seus volantes saem bastante pro jogo. Elias agradece.

Quem conhece bem sobre variações táticas é o Eduardo Cecconi, que escreveu sobre o trabalho do Mano no Grêmio e Corinthians.

No Olímpico, o treinador foi considerado um estudioso dos conceitos da Europa, transitando entre o 4-5-1 e o 4-1-4-1. Com ele, o Grêmio sempre privilegiou a compactação entre defesa e meio, valorizou articuladores com boa conclusão de média distância, e se amparou na presença de um atacante de referência - para ser a bola de segurança. Não é por acaso que os jogadores mais destacados na era Mano Menezes foram os meias que se aproximavam do ataque - como Hugo, Leo Lima e Diego Souza; e os meio-campistas mais defensivos, também com passagem à frente, como Lucas e Tcheco.  
Mas no Corinthians, Mano Menezes preferiu não corromper a característica histórica do time paulista. O Timão de 2008 é uma equipe extremamente leve, rápida e ofensiva. O sistema tático é o legítimo 4-4-2 brasileiro, com meio-campo em quadrado. Os dois volantes sabem jogar (Elias e Cristian), assim como a dupla de articuladores (Morais e Douglas). Outra diferença em comparação com o Grêmio: não há centroavante de referência. No ataque, aparecem dois atacantes de velocidade e movimentação (Dentinho e Herrera). 
Mesmo jogando com volantes sempre presentes no ataque, meias que lembram os antigos pontas-de-lança, e atacantes rápidos, Mano Menezes também liberou os laterais. André Santos, principalmente, pela esquerda; Alessandro um pouco menos, na direita. O Corinthians de Mano Menezes joga com a bola no pé, troca passes e apresenta um repertório vasto de movimentações sincronizadas - diagonais, trocas de função, aproximações, tabelas e abertura de espaços. A maioria dos gols surge de infiltrações pela área, e conclusões de média distância.  
Mas, para não dizer que Mano Menezes abandonou completamente as origens, é bom destacar: o Corinthians é uma equipe abnegada na marcação. Talvez pela urgência do retorno à Série A, e pela característica dos jogadores - aliando velocidade e preparo físico - parece existir um pacto entre Mano e os atletas, algo do tipo "estamos no 4-4-2, temos dois meias e dois atacantes, os laterais passam...mas todo mundo tem que marcar!". Sem a bola, os meias do Corinthians alinham com os volantes, formando duas linhas de quatro jogadores compactadas à frente da área, enquanto Herrera e Dentinho exercem pressão na saída de bola, forçando o adversário a sair pelos lados ou quebrar o passe.  
Mano Menezes soube entender a característica do grupo, o perfil da instituição, e a exigência técnica do campeonato. Impôs a superioridade do Corinthians sem recair no defensivismo, como ocorreu algumas vezes no Grêmio.