Mostrando postagens com marcador Copa Libertadores 2018. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa Libertadores 2018. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de setembro de 2018

Libertadores 2018: Após outra figuração, o que pretendem fazer para corrigir os equívocos?

Ao que tudo indica, o Flamengo estará no ano que vem disputando a terceira Copa Libertadores seguida.

Após a eliminação de quarta, o que será que aprenderam com mais uma desclassificação precoce?

Nas quatro últimas edições, em três o clube foi eliminado na fase de grupo e esse ano, após só vencer o Emelec na fase inicial, já rodou nas oitavas.

Será que alguém da direção atual do futebol consegue listar os equívocos cometidos? Onde falharam? Onde não podem mais errar?

Ou acreditam piamente que "só faltou um gol" e por isso a desclassificação? Ou estão levando a sério que só foi eliminado por detalhes e estão todos de parabéns. 

E isso vale para os dois grupos que estarão em disputa para comandar o Flamengo pelos próximos três anos e hoje se estapearam infantilmente pela cor da chapa da eleição en dezembro. 

Essa foi a capa do Extra dessa sexta-feira. O que farão para evitar um novo vexame desse tipo?


sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Libertadores 2018: Cruzeiro 0 x 1 Flamengo

Mais uma vez o Flamengo encerrou precocemente sua participação da Copa Libertadores, e a gestão Bandeira de Mello, após três participações, sendo duas seguidas, não conseguiu passar de uma mera oitavas de final.

É triste como não não conseguem enxergar erros cruciais temporada após temporada e continuam encobertando as eliminações seguidas como se fossem a coisa mais natural do mundo.

A comemoração do sexto lugar no Brasileiro do ano passado é o grande reflexo do que se tornou o clube.

As declarações do Barbieri após a eliminação, tratando como "extremamente positivo", afirmando que a equipe "fez um grande jogo" e que "por detalhes não fez o segundo" são uma grande sacanagem com o torcedor.

Quem viu o jogo enxergou um Cruzeiro muito mais perto de marcar do que o Flamengo, mesmo depois do gol de Léo Duarte.

Basta dizer que Diego Alves foi o melhor do Rubro Negro. Ao contrário, Fábio, nem sentiu o cheiro da bola nas luvas. Já com o pés, foi o jogador que mais teve posse de bola a partida inteira, segundo o Footstats: 19,07%. Em segundo ficou Éverton Ribeiro, com 13,23%.

Para tentar surpreender o Cruzeiro, Barbieri apostou bem com Vitinho de atacante e Marlos Moreno na esquerda. O que tornaria um Flamengo praticamente com cinco atacantes de bastante movimentação para confundir a zaga mineira. Porém, se as intenções foram boas, dentro de campo o resultado foi nulo. Vitinho não jogou entre os zagueiros de falso nove e Moreno errou praticamente tudo, mostrando que tende a ser mais um jogador de segundo tempo.

O Cruzeiro montou bem, como sempre, seu sistema defensivo, impedindo qualquer chance Rubro Negra a partida inteira, e mereceu a classificação. Nem quando sofreu o gol se abalou, ficou desesperado ou quis recuar: pelo contrário, jogou uma partida tipicamente de mata-mata e não teve mais futebol depois disso. Para ser franco, parecia que nem tinha sofrido o gol.

Em 180 minutos, o Flamengo só jogou os 25 minutos finais. Lembrando que no Maracanã o placar só foi de 2 x 0 porque Diego Alves evitou a goleada. Fica evidente que Barbieri perdeu o duelo tático com o Mano Menezes, apesar de ter ganho contra o Renato Gaúcho. O treinador Rubro Negro já deveria ter um plano B preparado para em caso de insucesso no primeiro treino.

Novamente foi uma sucessão de erros e parece que ninguém lá dentro é capaz de corrigir. Erro na escolha do treinador no começo do ano, acreditando em Rueda, insistindo com Carpegiani e depois apostando no Barbieri, que é até um bom treinador, mas ainda cru para uma disputa desse nível. E ainda teve a inexplicável escalação do Paquetá contra o River lá na Argentina, os valores dos ingressos absurdos no primeiro jogo das oitavas, falta de prioridade, falta de montagem de um elenco para aguentar as três frentes, falta de cobrança, falta de mentalidade aguerrida.

O Flamengo está longe de ser uma equipe competitiva para disputar a Libertadores. Consegue algum resultado à nível nacional, ou uma Sul-Americana, mas sempre erra aqui e ali e deixa escapar o tão sonhado título. O Rubro Negro inicialmente precisa voltar a conquistar ou se consolidar de forma relevante no país para depois alcançar voos maiores.

Problema que ainda pensam que basta aumentar a receita do futebol todo ano que as conquistas virão naturalmente. É preciso algo mais, enxergar o futebol de forma mais competitiva, consolidada.

O que essa diretoria já provou há tempos que não vai conseguir.

Enfim, termina o tão temido mês de agosto. O Flamengo terminou de +4 para -4 pro líder do Brasileirão, caindo para terceiro, foi eliminado da Libertadores e está na semifinal da Copa do Brasil.

E domingo já tem pelo menos 40 mil torcedores para torcer pelo Rubro Negro contra o Ceará no Maracanã. Se tem alguém que merece aplausos nessa temporada, é a torcida.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Libertadores 2018: A repercussão da imprensa mineira para o jogo dessa noite

Como sempre, expectativa grande para o jogo entre Cruzeiro x Flamengo pela partida de volta, das oitavas de final da Libertadores, no Mineirão.

Confira a capa do Superesportes:



No jornal O Tempo, a batalha aérea que os dois adversários vão travar. Destacando que o Flamengo enfrenta problemas para conter esse tipo de jogada: dos 17 gols sofridos no Brasileirão, nove foram em jogadas aéreas.



Um dos problemas da equipe de Mano Menezes tem sido constante: nas últimas oito partidas jogando no Mineirão, o Cruzeiro sofreu pelo menos um gol. A última vitória sem sofrer gol foi contra o Palmeiras por 1 x 0. De lá para cá, foram 10 gols sofridos em oito partidas jogando em Belo Horizonte.



À exemplo da imprensa gaúcha, O Tempo também destaca Paquetá como um dos protagonistas da noite. Por mais que o jovem Rubro Negro tenha um talento inegável, fica evidente que a imprensa mineira não assiste aos jogos do Flamengo. O nome da equipe atualmente é Éverton Ribeiro.



Mano Menezes está curtindo a ideia de que o Flamengo pode reverter o placar. O treinador estaria mais preocupado se todos tratassem o confronto como liquidado:



Para o Cruzeiro, não tem clima de "já ganhou":


E todos os jornais trazem estatísticas sobre o confronto:

- O Flamengo nunca conseguiu reverter um confronto de mata-mata como visitante, em que tenha sido derrotado no primeiro jogo como mandante.

- Em 31 oportunidades em que o mandante perdeu o primeiro jogo por dois ou mais gols e diferença em mata-mata da Copa Libertadores, em apenas duas vezes o placar foi revertido jogando fora de casa.

- No duelo entre Flamengo x Cruzeiro, em todas seis partidas eliminatórias, o mandante do jogo de volta levou a melhor.

- No Mineirão foram 33 partidas entre as duas equipes: 15 vitórias mineiras, 11 empates e sete vitórias cariocas, das quais apenas foi por dois gols de diferença: 2 x 0 no Brasileiro de 1991.

Libertadores 2018: Flamengo pode ter surpresa na escalação para hoje

É o que crava o bom jornalista Venê Casagrande, que trabalhava até então no Esporte Interativo.

Segundo o repórter, Barbieri deixou Marlos Moreno de titular e alterou Henrique Dourado e Vitinho de atacante.

Confira:


Tomara que o treinador consiga apresentar uma carta na manga, uma novidade que surpreenda os adversários e recoloque a equipe de volta nos trilhos, conforme cobramos aqui.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Libertadores 2018: A derrota do Santos no Tribunal e as falhas absurdas da CONMEBOL, por Giuliano Cosenza

                                                                        
Por Giuliano Cosenza, autor do @ScoutSudamerica

O Santos perdeu nos tribunais e foi punido pela CONMEBOL, sendo considerado derrotado na primeira partida por 3-0. Muitos torcedores ficaram com questionamentos sobre o procedimento que resultou na punição do clube da Baixada Santista, e iremos responder ponto a ponto do por que da punição ao clube pela escalação do uruguaio Carlos Sanchez, e o também sobre caso Bruno Zuculini do River Plate.

CONMEBOL

A Confederação Sulamericana de Futebol é conhecida por sua falta de profissionalismo. Com a mudança no comando e o novo presidente, o paraguaio, Alejandro Dominguez, se imaginava uma mudança nas formas de gestão da entidade. Entretanto, o que se observou foi a manutenção dos velhos problemas pelo qual os torneios do continente passam: punições brandas para crimes graves, desorganização dos campeonatos, aparente parcialidade em julgamentos e problemas nos estádios por todo os países. Casos de racismo ainda são comuns aqui na América do Sul e, por mais que essa novo diretoria se diga moderna, as penas para os times de torcedores que cometem injúrias raciais não passam de uma leve multa. Também não é incomum vermos verdadeiras emboscadas para times visitantes, principalmente em estádios menores, como ocorreu com o time e torcida do San Lorenzo ao visitar o Deportes Temuco, no Chile, esse ano pela Copa Sulamericana. O fato é que a CONMEBOL ganhou uma roupagem nova, vendendo ter novas ideias e desejo de renovação, mas na verdade pouco mudou em relação às administrações anteriores.

COMET

O Sistema Profissional de Gestão de Competições (COMET) chegou a América do Sul em 2013 e tinha como objetivo, segundo a própria CONMEBOL, “dar um passo a frente no processo de modernização” das competições. Esse software tem como função dinamizar os processos de registros e administração de todos os elementos que compõem um jogo de futebol, desde jogadores até estádios.

O problema foi que esse sistema só foi verdadeiramente implementado pela CONMEBOL em 2016, ou seja, todos os acontecimentos anteriores ao sistema foram apagados pelo sistema e não foram incorporados no portal. Com isso, punições como a de Bruno Zuculini, do River Plate, e Carlos Sanchez, do Santos, não apareceram na consulta ao sistema. A entidade afirma que o sistema serve apenas para consulta, não tendo, portanto, nenhum caráter oficial. Assim, o Santos deveria ter ido buscar outras formas para saber se o volante uruguaio estava suspenso, mas é difícil cobrar algo dos dirigentes do Peixe quando nem a confederação não informa corretamente no seu sistema, mesmo que este sirva apenas como uma consulta informal.

BRUNO ZUCULINI

O caso Sanchez fez a CONMEBOL trazer a público uma lista de jogadores com suspensões pendentes. Justamente o primeiro nome do documento, datado de fevereiro de 2016, é de Bruno Zuculini, do River Plate, com duas partidas de punição para cumprir.

Fica evidente que o atleta atuou as sete partidas da Libertadores de forma irregular. Condição suficiente para uma possível exclusão do River da competição, certo? Porém, o clube argentino tinha um documento datado de fevereiro de 2017, da própria CONMEBOL, atestando que Zuculini estava apto a entrar em campo. Quer dizer, nem a Confederação sabia das suspensões pendentes em plena era da modernidade do futebol. Ao assumir o erro administrativo, já disse que não irá punir o River Plate na Libertadores.

Segundo regras da CONMEBOL, o prazo para o clube reclamar da possível condição irregular de algum atleta do adversário é de 24h. Como nem Flamengo, nem Emelec e nem o Santa Fé reclamaram, não há que se falar em punição. Era óbvio que era impossível saber sobre a regularidade de fato do atleta.

O Racing, adversário do River Plate nas oitavas de final da Libertadores, só tomou conhecimento duas semanas depois do primeiro confronto e entrou com recurso para fazer com que o seu adversário seja punido pelo placar de 3-0, o que já foi negado pela Confederação.

CARLOS SANCHEZ

O volante uruguaio foi expulso na eliminação do River Plate pro Huracán, na Copa Sulamericana, em 2015, e foi punido pelo tribunal em três jogos. Em 2016, no centenário da instituição, a CONMEBOL anistiou todas as punições pela metade, e de 3 jogos, a punição de Carlos Sanchez caiu para apenas 1 jogo. Porém, como sua expulsão foi em 2015, esse dado não foi colocado para consulta no COMET, que foi universalizado apenas em 2016.

A CONMEBOL também possui um sistema de anistia com o passar do tempo para jogadores expulsos. No caso do “Pato” Sanchez, como foi punido em 1 jogo, sua anistia se daria em três anos, mas eles não tinham sido completados ainda no dia da partida entre Santos e Independiente.



O curioso é que o Independiente só notou a escalação irregular de Sanchez no Santos, após, vejam só, ser alertado pela CONMEBOL. A própria entidade que comanda o futebol sul-americano vai administrando de acordo com seus interesses.

Essa série de desinformações e amadorismo por parte da entidade máxima do futebol Sulamericano levou a punição do Santos e sua derrota por 3-0 na partida de ida das oitavas da Copa Libertadores. Agora a missão pro Peixe será duríssima na próxima terça feira, em que terá que derrotar o “Rey de Copas” por no mínimo quatro gols de diferença para levar a classificação.

Na noite desse domingo surgiu a notícia de que o Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) poderia intervir na Libertadores, paralisando os jogos das oitavas de final, até o julgamento final do caso. Fato que foi negado pela Conmebol

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

Libertadores 2018: Flamengo 0 x 2 Cruzeiro

Ainda digerindo uma das derrotas mais vexaminosas dos últimos anos. Em pleno Maracanã, pela partida de ida das oitavas de final da Libertadores, o Flamengo foi derrotado por 2 x 0 para o Cruzeiro.

E ficou baratíssimo: Diego Alves evitou um goleada.

Essa derrota já se iniciou lá na Argentina, quando Paquetá, pendurado, entrou desnecessariamente em campo contra o River Plate, pela última rodada da fase de grupos da Libertadores, mesmo com a classificação para as oitavas garantida..

E contou depois com sucessivas erros e equívocos, desde a cobrança absurda dos valores dos ingressos, quebrando uma importante sinergia que tem conduzindo torcida e time nos últimos meses (valor do ticket médio da partida de quarta foi de R$ 78), até a insistência inexplicável por Réver titular.

Antes da Copa do Mundo, o Flamengo havia sofrido 14 gols em 20 partidas. Após, são oito gols em sete jogos. A marcação compactada não existe mais, a linha de impedimento está sendo mal feita e um dos pontos fortes de sucesso do trabalho de Barbieri acabou.

Os zagueiros Rubro Negros com melhores aproveitamentos em desarmes são Thuler com 87,5% e Léo Duarte com 86,3%. Réver é o lanterna com 27,2% e tem sido titular como se fosse cadeira cativa.

A equipe não está sendo jogar quando não tem um dos seus três meias. Jean Lucas ainda não se encontrou desde sábado, quando foi titular também contra o Grêmio.

O Cruzeiro não teve nenhum destaque individual, mas mostrou uma força absurda no jogo coletivo, ajudado pelas dezenas de escanteios do Flamengo (13) e bolas erguidas na área sem qualquer perigo (36).

Barbieri terá também que acertar o posicionamento de Vitinho, mesmo sem ter tempo para treinar. É certo que o recém-contratado não pode ficar preso na linha lateral. No CSKA, jogava de falso nove, mais perto da área, conforme mapa de calor.


Problema é que terá que mudar a forma da equipe jogar com partidas decisivas em andamento


*******************


Semana passada o Flamengo teve uma de suas melhores atuações na temporada. Uma semana depois parece que tudo desmoronou. 

Foram duas partidas seguidas péssimas, voltando a ser o time arame-liso, sem agressividade, sem força ofensiva e o pior: mesmo com posse de bola superior ao adversário, a defesa ficou mais desprotegida. 

Ainda para piorar, pois na Gávea há uma diretoria paterna, que não cobra, que não pressiona seus jogadores. As sucessivas derrotas são encaradas de forma natural e corriqueira.

Agora serã duas partidas seguidas no Rio. Para domingo, já foram vendidos mais de 40 mil ingressos. Depois vem a tentativa de classificação contra o Grêmio também no Maracanã.

terça-feira, 31 de julho de 2018

Atenção aos prazos para inscrição de reforços no Brasileirão e Libertadores

O prazo para inscrever novos jogadores na Copa do Brasil se esgotou. Apenas Uribe e Vitinho foram contratados e devidamente regularizados.

Agora é preciso correr para agilizar as novas contratações e as devidas inscrições para o Brasileiro e Libertadores.

Lembrando que faltam 15 dias para o fechamento da janela brasileira para registro de contratações internacionais. Depois disso, só negociações nacionais.

Ainda dá tempo de qualificar o elenco para continuar lutando nas três frentes.

LIBERTADORES

Para o confronto contra o Cruzeiro o prazo de inscrição é 48h antes do início da fase, ou seja, o Flamengo tem até segunda-feira da semana que inscrever algum novo reforço.

BRASILEIRÃO

Conforme previsão no regulamento da CBF, o prazo de inscrição é mais extenso: 4 de setembro.

segunda-feira, 4 de junho de 2018

Libertadores 2018: Cruzeiro será o adversário. Agosto cardíaco confirmado!


Em sorteio realizado nessa segunda-feira, foram definidos os confrontos das oitavas de final da Libertadores 2018.

A chave do lado Rubro Negro ficou pesada: nas oitavas o adversário será o Cruzeiro, se tudo der certo, as quartas de finais será contra o Boca Juniors. E depois uma possível semifinal contra Palmeiras e Corinthians.

Lembrando que o Flamengo não terá Paquetá no jogo de ida contra o Cruzeiro no Maracanã.
Caso o adversário seja o Boca Juniors nas quartas, o Rubro Negro definirá a classificação jogando em casa.

É respirar na Copa do Mundo, torcer para Vinicius Jr ficar e cobrar da diretoria bons reforços nessa janela.

Porque agosto promete:

1/8 - Grêmio (fora/Copa do Brasil)
5/8 - Grêmio (fora/Brasileiro)
8/8 - Cruzeiro (casa/Libertadores)
12/8 - Cruzeiro (casa/Brasileiro)
15/8 - Grêmio (casa/Copa do Brasil)
19/8 - Atlético-PR (fora/Brasileiro)
22/8 - Vitória (casa/Brasileiro)
26/8 - América-MG (fora/Brasileiro)
29/8 - Oitavas Liberta (fora/Libertadores)

sexta-feira, 25 de maio de 2018

Libertadores 2018: Os classificados para as oitavas de final

Após o fim da fase de classificação, eis os 16 times classificados para as oitavas, que conta com seis brasileiros, seis argentinos e 13 campeões.

Agora é aguardar o sorteio no dia 4/6.


quinta-feira, 24 de maio de 2018

Libertadores 2018: River Plate 0 x 0 Flamengo


Após a sofrida vitória contra o Emelec na semana passada, o zagueiro Réver, em entrevista, disse que o time brigaria pelo primeiro lugar do seu grupo da Libertadores. Para tanto, teria que vencer o River Plate na Argentina.

Passada a euforia, mesmo com todos os principais titulares e arriscando jogadores pendurados - inclusive o melhor da equipe: Paquetá, o Rubro Negro foi um time que em nenhum momento jogou para vencer.

Não deu para entender esse planejamento. E ainda não poupou os titulares para o jogo que vale a liderança do Brasileirão, no sábado, em Belo Horizonte, contra o Atlético Mineiro.

Não sei se faltou vontade, simplesmente. O Flamengo continua desorganizado taticamente. O River permitiu nos dois tempos uns 10 a 15 minutos iniciais de sossego, depois, em ambos os tempos, avançava uma marcação pressão que impedia qualquer transição defesa x ataque quando o Rubro Negro recuperava a bola.

Diego Alves precisou ser acionado várias vezes e quase entrega um gol no final.

Foram 51 passes errados no total, indicando uma média de apenas 81% de acerto no passe, segundo o Footstats. É o pior número da temporada para uma equipe que teve apenas 40% de posse de bola.

Não dá pra dizer que só faltou vontade de vencer.

Não que o River tenha aplicado um massacre. Na verdade os argentinos criaram poucas chances e tentavam aproveitar os erros de passe do Flamengo.

Paquetá pecava por preciosismo, que precisa ser corrigido. No ataque, Henrique Dourado foi constrangedor. A bola não chega, ele também não cria as jogadas, não prende o marcador. Um troço inacreditável.

Faltou Everton Ribeiro assumir a sua importância nesse meio de campo. Das vezes que participou, foi bem. Porém, preferiu - sabe-se lá por qual motivo, ficar escondidinho na direita.

De resto teve um River Plate distribuindo porradas, um pênalti absurdo não marcado a favor do Flamengo, outra vez, e uma satisfação inexplicável pelo empate.

Tanto que a primeira substituição da equipe da Gávea foi somente aos 36 minutos, cansando ainda mais os titulares. E depois Marlos Moreno entrando aos 41, para jogar seus cinco minutos protocolares.

Na fase de grupo foram apenas duas vitórias (as duas contra o Emelec) e quatro empates. E a classificação garantida para as oitavas de final da Libertadores após três edições sendo eliminado. Pelo menos isso.

Porém, o futebol ainda continua pobre.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Libertadores 2018: Flamengo 2 x 0 Emelec


Foram três eliminações seguidas na fase de grupo da Libertadores. E sempre de forma dramática, com gols nos minutos finais. As coisas pro Flamengo nessa competição nunca foram agradáveis.

Para evitar a quarta eliminação, bastava vencer o Emelec no Maracanã. Ou teria que arrumar ponto na Argentina contra o River.

Era nítida toda essa carga emocional sob os jogadores. A pressão para vencer e escapar de uma nova eliminação foi ainda mais sentida quando, por incrível que pareça, o Flamengo conseguiu o seu gol, logo no começo do segundo tempo.

O Rubro Negro, que deveria matar o jogo no contra-ataque, era quem levava os contragolpes.

Com sete desarmes do monstruoso Cuellar, o Flamengo recuperou 34 bolas, recorde dessa edição da Libertadores, no entanto, da maioria das vezes, entregava de bandeja para o adversário.

Era um time nervoso, sem organização para atacar e se defender. Teve momentos que parecia pelada, tamanha as jogadas toscas que aconteciam. Espero que tenha sido mais pelo peso de ser um jogo decisivo de Libertadores do que falta de trabalho tático da comissão técnica.

A bola não parava no ataque, quem pegava já partia para o ataque de qualquer maneira, era só correria. E o Emelec conseguia boas trocas de passes e movimentação que envolviam a defesa Rubro Negra com certo perigo.

O começo de jogo foi todo do Emelec, que parecia mais confortável em campo, impondo uma marcação mais alta e complicando a saída de bola.

Somente por volta dos 20 minutos que o Flamengo conseguiu pressionar e criar as melhores chances. Juan cabeceou duas vezes na trave e Dourado perdeu boa oportunidade dentro da pequena área.

O gol logo depois do intervalo tinha tudo para encaminhar uma boa vitória. Porém, não existe jogo tranquilo quando se trata do Rubro Negro na Libertadores.

Precisando da vitória, o Emelec não se intimidou com a força da torcida no Maracanã e buscava o empate.

A falta que faz o Guerrero é impressionante. Toda bola tocada para o Dourado, de costas para a zaga, era perdida. Não lembro de nenhuma jogada que tenha passado pelo atacante e resultado em continuidade.

Paquetá estava em uma noite ruim, Diego melhorou no segundo tempo, mas o show mesmo foi de Éverton Ribeiro, que assumiu a função de craque do time ajudando na transição e fazendo os dois gols da vitória. Já vem há jogos sendo o melhor desse meio de campo.

Não faltou raça, o time correu muito, lutou até o fim para garantir a vitória. Jonas poderia ter entrado antes para melhorar a marcação. Diego Alves salvou de forma incrível um chute colocado já depois dos 40 minutos. O goleiro ainda tirou uns minutos fazendo cera nos momentos de desespero.

O alívio só veio nos minutos finais, com o gol de falta do Éverton Ribeiro.

A equipe lidera o Brasileirão, está nas quartas da Copa do Brasil e nas oitavas da Libertadores. A parada para a Copa do Mundo será primordial para corrigirem as deficiências desse elenco, especialmente na zaga e um atacante pro lugar do Guerrero, porque Dourado não conta.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Libertadores 2018: River vence fora de casa e Flamengo só precisará vencer o Emelec no Maracanã

O Flamengo está a uma vitória de garantir a vaga para as oitavas de final da Libertadores.

Na noite dessa quinta-feira o River Plate derrotou o Santa Fé, fora de casa, por 1 x 0 e confirmou sua classificação. Agora para o Flamengo basta vencer o Emelec, lanterna do grupo com um ponto, no Maracanã. Já são mais de 30 mil ingressos vendidos.

O Rubro Negro pode até perder os dois jogos, e se classificar com ridículos seis pontos, que garante a vaga, desde que na última rodada Emelec e Santa Fé empatem.

Se conseguir perder essa classificação e ser eliminado pela quarta vez seguida da fase de grupos da Libertadores, a Conmebol tem que proibir a participação do Flamengo nessa competição.

Caso se classifique, os jogos das oitavas serão apenas depois da Copa do Mundo. Será o tempo de demitir o treinador e buscar reforços.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Libertadores 2018: 50 mil estarão presentes no treino dessa quarta-feira no Maracanã


Quando anunciaram o treino aberto em plena terça-feira, às 15h, no Maracanã, dava pra desconfiar que não teria um apelo tão grande.

A fase não é das melhores e o sentimento de vários é de um time distante do torcedor. 

O Flamengo lançou a ideia e o torcedor abraçou: todos os ingressos foram trocados por 1kg de alimento não perecível. Ou seja, 50 mil torcedores são esperados no treino de logo mais.

Tudo para apoiar o Rubro Negro que enfrentará o Santa Fé nessa quarta-feira, ainda sem torcida, podendo fazer sete pontos na fase de grupos e ficar muito perto da classificação para as oitavas de final da Libertadores, coisa que não consegue há três edições.

O torcedor, que por um bom tempo ficou longe e afastado dos estádios por uma série de políticas ruins na precificação, vai poder reencontrar seu lugar hoje no Maracanã.

Que seja um pontapé para a diretoria rever o sócio-torcedor que naufraga e não para de diminuir. Que inibe muita gente de frequentar os estádios porque simplesmente não tem condições de fazer parte do sócio-torcedor e pagar mensalmente um valor fixo, além do valor do ingresso.

É fato que as dificuldades do Maracanã pós-Copa do Mundo, a enorme quantidade de gratuidade, entre outros motivos, devem ser levados em consideração, no entanto, fica claro que se precisasse fechar um setor da arena da ilha era fechado para ter menor prejuízo. O que é um sinal claro do que a atual gestão pensa.

Não de forma populista, mas é evidente que esse modelo precisa ser revisto. Esse torcedor, carente de voltar ao Maracanã, precisa ser repensado. 

Há na torcida todos os times de classe social. Inclusive ainda tem a questão do off-Rio, coisa que nenhum outro clube existe, nessa dimensão. É precisa saber trabalhar para toda essa imensa torcida que o Flamengo possui.

Na foto, o torcedor emocionado por ter garantido seu ingresso para assistir ao treino

quinta-feira, 15 de março de 2018

Libertadores 2018: Emelec 1 x 2 Flamengo


Na melhor atuação do ano, o Flamengo conseguiu uma excelente vitória fora de casa por 2 x 1, de virada, contra o Emele e assumiu a liderança do grupo da morte da Libertadores com quatro pontos.

Sair sem os três pontos seria uma injustiça e um preço muito alto a ser pago pelos absurdos gols perdidos e novamente pela arbitragem que, pelo segundo jogo seguido, prejudica o Rubro Negro.

Nesse sentido, mesmo com a vitória, a diretoria não pode deixar de protestar pesadamente e formalmente contra a arbitragem da Conmebol. No gol do River Plate na primeira rodada, três jogadores claramente impedidos (sem contar o pênalti em toque de mão) e agora, contra o Emelec, um dos pênaltis mais absurdos não marcados.

Mais do que a vitória, foi uma atuação surpreendente, de um time que soube sair de varias adversidades durante a partida, coisa que não estava acostumado a fazer jogando fora de casa na Libertadores.

Logo de cara, o absurdo dos absurdos a não marcação do pênalti, após um tapa na bola do defensor equatoriano dentro da área. Inacreditável!

O Flamengo se desestabilizou inicialmente. Paquetá fez uma falta desnecessária no meio de campo, levou amarelo e parecia nervoso. Jonas deu outra pegada no adversário. A saída de bola era prejudicada pela subida de marcação do Emelec. Mesmo com tudo isso, Diego Alves não fez nenhuma defesa.

Passada a irritação e a súbita pressão de um adversário jogando diante de sua torcida, o Flamengo tratou de mostrar que não ficaria somente na defesa levando pressão. Diego dava prosseguimento com rapidez nos ataques e a bola chegava com facilidade no ataque. A primeira finalização foi de Paquetá pela direita. Depois, duas oportunidades com Dourado dentro da área e uma cabeçada certeira de Rhodolfo, para defesaça do goleiro adversário.

Jonas e Diego foram os donos do meio de campo.

Mapa de calor de Jonas e Diego, respectivamente (via Footstats)

Foram oito desarmes do Jonas e cinco passes para finalização de Diego.

O problema é o histórico do Flamengo na Libertadores: bom domínio, várias chances criadas, mas desperdiçadas.

Novamente o segundo tempo começa com posse de bola, controle da partida, e um adversário que não ameaçava o gol do Diego Alves. Porém, aconteceu o que a torcida mais temia. Uma bola marota na área, muito espaço pra finalização e gol do Emelec.

E aqui entra outro ponto da superação do time da Gávea: em outros tempos a equipe ficaria abatida pelo gol sofrido. No entanto, era um Flamengo diferente, que acreditou que poderia vencer. Foram 25 desarmes certos contra apenas sete do Emelec.

Eis que entra então Vinicius Jr, que já deveria ter entrado contra o River Plate no Engenhão, com a missão de furar o bloqueio equatoriano. Contra três marcadores o garoto parte para cima da defesa, dribla o terceiro e empata a partida.

Era o que um Flamengo, tão cheio de toque lateral e falta de objetividade, precisava. Um belo gol, que fez o adversário ficar atordoado e o Rubro Negro buscar a virada.

A virada poderia ter saído em cabeçadas de Dourado, que inacreditavelmente perdeu duas chances claríssimas.

No entanto, a vitória tinha que cair nos pés de Vinicius Jr. Em uma deixada de Diego, o garoto mandou com categoria para fazer 2 x 1 e deixou o Flamengo com quatro pontos, na liderança do grupo.

Que fique marcado e seja uma revirada nessa temporada. Uma equipe que era acostumada a derrotas e que aceitava passivamente os erros. Ontem, era um cobrando o outro pelos erros ou pelo passe não dado.

Esse é o Flamengo que todos nós esperamos.

domingo, 11 de março de 2018

A primeira derrota na história para o Macaé. E o duro jogo contra o Emelec pela Libertadores

Novamente o time reserva não conseguiu garantir os três pontos pelo campeonato carioca. Nesse sábado, o Flamengo foi derrotado pela primeira vez na história para o Macaé. São as marcas de uma desastrosa gestão do futebol, desde a presidência até o treinador, que veio para ser uma espécie de gerente e caiu de paraquedas no cargo após a saída de Reinaldo Rueda.

Ficou comprovado que o time é dependente de Lucas Paquetá. Enquanto esteve em campo, no primeiro tempo, o Flamengo até fazia uma boa partida, criou várias chances, arrumou boas jogadas de efeito, mas não conseguiu seu gol.

O time com dois meias - sendo ele o Paquetá, e dois jogadores de velocidade ficou mais incisivo e menos lento do que com os três meias. Este precisa ser o esboço do time.

No entanto, Capergiani já ensaia a volta de Arão à equipe e, provavelmente, a saída do Éverton Ribeiro.

Após a saída de Paquetá o Flamengo se perdeu e virou uma bagunça. Geuvânio, interessante no primeiro tempo, cansou. Vinicius Jr não arrumou mais nada no ataque e no primeiro chute a gol, em falha de Diego Alves - lento e sem reação rápida, o Macaé abriu o placar. 

Léo Duarte, outra vez, teve sua chance e novamente foi mal. Após levar dois amarelos foi expulso. E por pouco o Macaé não amplia o placar.

Praticamente em todas as posições são necessários reforços: zagueiro, laterais, volante e meia. E segue Rodrigo Caetano inimputável tocando o futebol como se não houvesse amanhã.


***************


E já na quarta-feira o time enfrenta o adversário mais complicado da fase de grupo da Libertadores: Emelec, fora de casa.

A não ser que faça o melhor jogo do ano, não será surpresa o Flamengo sair derrotado e ficar em situação dificílima, outra vez, na fase de grupo.

O atual campeão equatoriano venceu as quatro primeiras partidas do campeonato nacional e segue líder invicto.

Jogando no Capwell, o Emelec não perde há 28 jogos pelo campeonato equatoriano.

Pela Libertadores, nas últimas 13 partidas em casa, venceu sete, empatou duas e perdeu quatro. Uma dessas para o próprio Flamengo, em 2013, por 2 x 1, com de Paulinho nos acréscimos, após lançamento de Negueba.

quinta-feira, 1 de março de 2018

Libertadores 2018: Flamengo 2 x 2 River Plate

Ninguém pode alegar surpresa. Na estreia da Libertadores o Flamengo repetiu os mesmos problemas de outros anos e cedeu o empate aos 42 minutos do segundo tempo.

Sem a vitória, a classificação ficou muito difícil, até pelo desempenho ruim da equipe jogando fora de casa. Porque será praticamente impossível chegar às oitavas se precisar de resultado contra os argentinos em pleno Monumental na última rodada.

É preciso, antes, analisar o contexto, de um time titular que foi poupado de uma viagem desgastante para Cuiabá, visando justamente a estreia na competição sul-americana, e que demonstrou uma extrema lentidão, pouca troca de posicionamento e quase nenhuma movimentação, triangulação.

O primeiro tempo foi pavoroso. Apenas um chute a gol em jogada individual de Henrique Dourado. De resto foi terrível. Um time burocrático, sem emoção, frio. Com as arquibancadas vazias, formava um cenário perfeito com a intensidade do jogo.

O Flamengo permitia o River ter a posse de bola e marcava muito atrás. Os argentinos foram mais ousados e avançaram por vezes a linha, pressionando a lenta saída de bola Rubro Negra.

Paquetá jogava preso na linha lateral. Diego prendia excessivamente. Éverton Ribeiro pouco aparecia e não podia contar com a ultrapassagem do péssimo Pará.

No segundo tempo um Flamengo mais presente no ataque. Logo aos oito minutos, pênalti sofrido por Diego e cobrado magistralmente por Dourado. A comemoração nem durou muito. Em cobrança de falta, bola erguida, falha de Diego Alves e o empate do River Plate veio poucos minutos depois.

Rodinei entrou e melhorou a equipe dos dois lados do campo. Mesmo tendo vocação ofensiva, marcava bem e fechava o lado direito.

Finalmente havia alguma movimentação no ataque e Paquetá, aparecendo pela direita, encontrou Éverton livre dentro da área, que dominou com categoria e chutou cruzado para fazer 2 x 1.

O jogo seguia controlado. O River pouco ameaçava. Então começaram os problemas físicos: Jonas e Éverton pediram pra sair. O que é estranho ter tantos desgastes logo no começo da temporada e justamente quando o time principal foi poupado visando a estreia da Libertadores.

Cada vez mais o Flamengo se viu sem saída no ataque, sem posse de bola e vendo o adversário mais perto da sua área. Rondando, cruzando bolas, buscando passes na vertical.

Em uma das poucas jogadas de ultrapassagem dos laterais, Renê teve boa oportunidade para cruzar na medida para Henrique Dourado que fechava pelo meio. Porém, de cabeça baixa, errou o passe.

Carpegiani então resolveu fazer a estreia de Arão, sem jogar desde 2017. É impressionante como não aprendem. Era evidente que a equipe continuaria sem a posse de bola, sem ataque, sem jogador de velocidade pra prender a bola lá na frente. A escolha do técnico foi sofrer e rezar pelo apito final.

Fosse em uma partida comum do campeonato carioca, o treinador teria colocado o Vinicius Jr no Éverton. Mas em Libertadores o Flamengo treme. Em Libertadores o adversário por pior que for será endeusado como se fosse o melhor time do mundo. Aí veio a escolha por mais um volante para "reforçar" a marcação. Era fácil prever que o River viria pra cima de qualquer maneira.

Mais grave do que Arão não ter se jogado antes do chute, foi ver que na hora do gol de empate nada mais nada menos do que sete jogadores Rubros Negros estavam na entrada da pequena área, revelando uma equipe acuada, medrosa, além de sérios problemas de organização defensiva.



Diego Alves, claramente sem ritmo de jogo. Falhou nos dois gols, ainda saiu errado outra vez e soltou uma bola fácil.

Carpegiani precisa definir quem será seu lateral direito, pra não queimar uma substituição de bobeira.

Iria falar de arbitragem, mas é um assunto que cansa. É óbvio que o Flamengo foi prejudicado. Mas o próprio time já havia resolvido dentro de campo com o 2 x 1. O erro foi não ter aprendido a jogar como time experiente e copeiro. Bem disse o Pratto: o Rubro Negro tem jogadores habilidosos, mas falta pegada.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Libertadores 2018: Dossiê River Plate, por Joza Novalis

Confira a análise completa sobre o rival do Flamengo, na estreia da Libertadores dessa quarta-feira, por Joza Novalis.


River Plate rival do Flamengo na data de hoje, como está? Um lixo: bom deixar claro. E o que isto significa? Depende. Muita coisa, Ou nada. Mas por quê? Ora, pois! Basta olharmos para o elenco do River para pensarmos...que luxo! O fato é que um time de futebol sairá desta dualidade, hoje à noite. E o que ele levará para campo é tão imprevisível quanto ao gigantismo que porta. E se isto parece assustador, joguemos lenha na fogueira do assombro: o inimigo da esquadra argentina não é o Flamengo; o inimigo é invisível, o Rubro-Negro, só uma parte dele.

Luz sobre o momento do River 

A equipe dirigida por Marcelo Gallardo ocupa a 20ª posição da tabela da Superliga, que é composta por 28 equipes. Das 17 partidas que disputou, venceu cinco, empatou quatro e sofreu oito derrotas. Seu ataque marcou 20 gols e sofreu 23; sua defesa levou gols praticamente todos os jogos, exceto nas vitórias por 2x0 contra o Unión, pela 12ª rodada, e contra o Olimpo, pela 14ª, e por 1x0 contra o Temperley na rodada inicial da Superliga, ainda em 2017. No momento, o Millo está a 24 pontos do líder e grande rival, Boca Juniores, e a preocupação já não é com o título. Preocupação suprema é a de chegar entre os seis primeiros de modo a conseguir uma vaga na próxima libertadores. Fácil? Bem, por enquanto parece que não, pois são nove pontos de distância do sexto colocado, o Huracán. Além disso, para piorar, a equipe dirigida por Gallardo está a oito pontos do Colón, o 11º colocado e última equipe da tabela na zona de classificação para a Copa Sul-Americana.

Pouco? Bem, fora de casa já são seis derrotas consecutivas. Para se ter uma ideia do feito, isto não ocorria no campeonato argentino há 78 anos. Como visitante, a última vitória foi em setembro, quando superou o San Martín, em San Juan, por 3x1. Na ocasião, Gallardo colocara em campo uma equipe praticamente reserva, pois poupava jogadores para o confronto de volta contra o Wilstermann e que levaria sua equipe às semifinais da última edição da Libertadores de América.

Quando o River joga alguma coisa, como joga? Quem sabe? 

Ao menos em termos de esquema, nem Gallardo consegue responder. O técnico já usou desde o 3-2-2- 3, praticamente excluindo laterais, na partida contra o Wilstermann, a inúmeros outros, como 4-3-2-1, 4-4-2, 4-3-1-2, 4-2-2-2 entre outros. Mas se tudo depende do momento, nem tudo depende do rival. Explicando: Diante de dificuldades, o River tende a pensar o rival não por se preocupar com os perigos que ele possa lhe causar, mas por descobrir formas de como vencê-lo melhor. Arrogância pura de um clube gigante que acredita haver somente um rival com sua estatura na América do Sul: o Boca Juniors. Duas notas sobre o caso. Primeira é que o Boca pensa a mesma coisa. Segunda, é que a mesma postura nosso clubes costumam, em regra, praticar. E em parte o futebol não evolui por aqui porque os pequenos, médios e grandes (exceto Boca e River) da América do Sul espanhola seguem nos olhando de forma atenta enquanto nós só construímos uma dimensão mínima sobre eles quando os encontramos dentro de campo.

Mas vejamos pelo lado positivo. Se para o River o Mengão é mais um empecilho a ser superada rumo ao caneco da competição, cabe saber tirar vantagens disto, se enquadrar na perspectiva do Millo, mas, sobretudo, não gerar enquadramento para o foco dos argentinos. Ser visto como uma mera pedra no caminho de alguém tem lá suas vantagens. No momento, ainda mais, pois mesmo agora a equipe argentina não está muito atenta à esquadra carioca: foco é todo em si mesmo e na tentativa de matar o que possa ser o seu inimigo invisível.

O esquema no Rio será um 4-3-1-2, com os seguintes intérpretes: Armani; Montiel (Mayada), Martínez Quarta, Maidana, Saracchi (Casco); Enzo Pérez, Leonardo Ponzio, Bruno Zuculini; Juna Fernando Quintero; Nacho Scocco e Lucas Pratto.

Dúvida somente acerca de quem vai ser o enganche, já que Pity Martínez, lesionado, não atuará. Juan Fernando Quintero ou De La Cruz pode ocupar a vaga do pequeno “menino mágico” de Bajo Belgrano. Quintero é um monstro de jogador, mas ainda se adapta ao novo país, clube e comissão técnica. Enquanto isso, seu futebol vive de “brilharecos”. Sim, alguns deles tão decisivos que chegam a assustar. Mas embora não cave buracos em campo para se esconder, o meia passa muito tempo desaparecido na superfície do campo. De La Cruz não porta a mesma magia do colombiano, mas se notabiliza por unir força, condução e bom passe em velocidade. Mas ao contrário de Quintero tende, por vezes, a considerar excessiva a responsabilidade jogada às suas costas. Além disso, é mais fácil de ser anulado do que Juan Fernando.

Atuar com um enganche é traço decisivo da personalidade do River. Porém, Gallardo tem se notabilizado por reduzir a responsabilidade da criação que tradicionalmente fica muito a cargo deste jogador. Sendo assim, os laterais atuam praticamente como alas. Tecnicamente eles são tão habilidosos quanto quaisquer daqueles que atuam do meio-campo para frente. Portanto, a pressão tende a ser alta e de face dupla: tem quantidade e qualidade. Pensando exclusivamente no 4-3-1-2, diríamos que enquanto persiste um equilíbrio possível ele se transforma no 2-3-1-4. No desespero, numa espécie de 2-2-1-5 ou coisa parecida. Mas isto quando a equipe atua diante de seus torcedores. Na partida de hoje, nem tanto. Ponzio e Zuculini atuarão como um dobre 5 defensivo, enquanto Pérez, o camisa 8 do trio, se permitirá avançar um pouco, embora somente na boa.

Montiel ou Mayada, na lateral direita e Saracchi ou Casco na esquerda, o que podem representar? Um erro. Todos são laterais com características ofensivas. Ou seja, se Gallardo deseja segurá-los no setor defensivo não terá facilidades para tal, pois não sabem marcar. Jeito é o Flamengo abusar de jogar pelos lados do campo. Mas se tiver de fazê-lo que o faça com prudência e sabedoria, pois Zuculini ficará atento a bolas perdidas pelo ataque rubro-negro e se elas chegarem aos seus pés, o passe preciso vai ser não apenas o desafogo da equipe de Gallardo, mas também a construção do jogo ainda antes da faixa central.

Nacho Scocco é dos jogadores mais sóbrios na equipe argentina. Pratto ainda caça borboletas, ou, dito de outra maneira, ainda procura pelo espaço correto do campo por onde possa atuar. Para um defensor atento vale sempre a dica: se um jogador está perdido, não o perca de vista, por certo. Mas convém tomar cuidado para não se perder na partida juntamente com ele. Ou seja, o olhar sobre Luccas Pratto pode ser de longe, de média distância ou de perto; sobre el Nacho é olhos nos olhos. 

Tudo resulta em pressão e leva à intensidade. Mas qual? Ou, “a força da camisa entra em campo?”

Ninguém entende o que se passa com o Millo. Contudo, a gota que entona o copo não parece ser gerada na competição local. Ela estaria na Libertadores e pode não ser transparente, mas rubro-negra. Possível problema para o Fla está no fato de que tanto jogadores quanto comissão técnica parecem entender este fato. Afinal, para Gallardo: “O vento que sopra contra nossa equipe é preciso ser afrontado de frente. E a partida contra o Flamengo, na quarta, será o momento decisivo para tal”, Muñeco Gallardo, momento depois da última derrota para o Velez Sarsfield por 1x0.

Falta de grana? Longe disso. Foram 43 milhões de dólares em reforços nas duas últimas janelas e a chegada de 11 reforços. Uma grana alta gasta apenas em dois goleiros, dois defensores, quatro meias e três atacantes. De todos eles, somente Armani se converte no maior acerto: é o único que convence, por hora. Pinola, Pratto e Pérez estão mal, não convencem e não justificam suas contratações. Do que funcionava antes, tínhamos um meio-campo com Nacho Fernandez, Ponzio, Rojas e Pity. Nacho e Martínez perderam sintonia e parecem desconhecer os espaços que cada um percorre na cancha. Em tais momentos, Fernandez compensa um pouco ao virar um bom marcado. Problema é que melhores que ele sentam no banco de reservas. Pior ainda no caso de “el” Pity, que some da partida. Pelo caráter de sua personalidade, quando isto acontece ele tende a se intimidar, o que o leva a falhar nas escolhas mesmo nos poucos momentos em que a pelota chega aos seus pés. Rojas ocupa o setor esquerdo e, no momento, bate cabeça sobretudo com o ala.

Mas o problema maior foi de planejamento. Alário era um nove que resolvia. Pratto não é este jogador, é diferente, embora útil e muito acima da média. Scocco ocupa seu lugar, e escancara dois problemas. Também ele não se parece com Alário, mas com Pratto. Além disso, o ex-jogador são-paulino é o quê? Um extremo pela esquerda do campo? Ora, neste caso ele tampouco possui as características de Driussi. Jeito qual é? Quem sabe? Mas talvez fosse o caso de mandar um deles para o banco de reservas. Problema é que Gallardo não entende que certos testes precisam ter hora marcada para acabar. Mas o Muñeco tem culpa? Sim, pois no River, ao contrário do que acontece por aqui, quem define a contratação de um jogador, não é o departamento de futebol, mas o técnico. Foi o treinador do River quem levou o nome de Lucas Pratto para os dirigentes. Erro grave? Da missa, contudo, só a metade. Foi o mesmo Gallardo quem levou, depois, o nome de Silvio Romero para o departamento de futebol. Romero pode ser um 8, um segundo atacante ou um falso nove, mas também não é um jogador com as características de Alário e tampouco com as de Sebastián Driussi. Se a mudança de esquema era o que estava na órbita, ela deveria ser processada, em treinos, bem antes dos reforços chegarem, mesmo antes do fim do ano; o que não aconteceu. Ou seja, uma fortuna foi gasta de maneira pouco pensada, o que contrasta com a eficiência na gestão anterior de recursos que redundou numa liquidez ímpar na história do clube argentino.

Dentro de campo a criatividade sumiu. A equipe tem sérias dificuldades na distribuição da bola, com poucas opções claras de passes, pois as linhas não são claras para o portador da bola. Disto resulta decisões erradas ou insuficientes. A falta de ideias para romper linhas inimigas gera o toque de bola esvaziados de expetativas. A previsibilidade salta aos olhos dos marcadores, que bloqueiam facilmente as tentativas de construção de jogo ou os poucos ataques que delas resultam. Se há um grave perigo para a essência do jogo propositivo é a presença nele da desordem. Ela desorienta as ações nos momentos da necessária recomposição. Isto é precisamente o que acontece atualmente com o rival do Flamengo. Dentro disso, posse de bola quer dizer muito pouco, pois basta apenas uma delas perdida na fase ofensiva para que seus rivais o consigam golpear com um contragolpe fatal.

Se tais problemas parecem impossíveis de serem solucionados, ao menos a estreia do River ocorre fora de casa, onde o jogo especulativo tende a ser mais eficiente do que o seu contrário. Claro que neste contexto o Flamengo pode tirar vantagens, pois encaixará com mais facilidade uma pressão sobre os argentinos. Porém, uma coisa é pressionar um Boavista, a outra fazê-lo contra um rival do quilate de um River Plate. Ocorre que se há um traço positivo na adoção do jogo especulativo ele está precisamente na observação, da equipe que o adota, sobre quem o pressiona em seu campo de defesa. E o caráter do olhar de jogadores de um time pequeno sempre é menos apurado do que aquele que portam os atletas de uma esquadra de porte.

Intensidade não falta ao River. Problema é o seu caráter. Sobra sangue nos olhos, mas ninguém sabe como canalizá-lo para o futebol propositivo que está no DNA da equipe. O esquema não ajuda, o desentrosamento tampouco. Algo precisa dispará-lo e isto pode contudo aparecer na estreia contra o Flamengo. Trata-se do tal “inimigo invisível”. Na falta de uma configuração sobre o que ele possa ser ao menos vale uma caracterização qualquer.

No momento, de duas semanas para cá, ela tem se construído no discurso de que o mundo está contra o River, que perseguido caminha só, amparado apenas na sua tradição. Conversa? Vão nessa! Grandes ídolos do passado, que sempre palpitam demais canalizam suas observações à necessidade da equipe se reconectar com sua história e levar esta alma de gigante para o jogo. Uma alma gigantesca que não merecia, por exemplo, os prejuízos que a arbitragem tem praticado contra ela. E para tal nada como a péssima arbitragem Jorge Baliño, que fez algo raro: errou e prejudicou a equipe de Gallardo.

Era tudo o que o elenco millonario precisava para atribuir um sentido à intensidade que praticam em campo. O inimigo que era invisível ganha corpo agora no vento que sopra contra e que atenta gravemente à estatura e “dignidade” do clube. E “O vento que sopra contra nossa equipe é preciso ser afrontado de frente. E a partida contra o Flamengo, na quarta, será o momento decisivo para tal”. Este é o cambaleante e perigoso rival que o Rubro-Negro vai recepcionar e tentar superar na noite de hoje? Possível? Quem sabe?

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Libertadores 2018: River ganhou apenas duas vezes nas últimas dez partidas no Brasil

Nas últimas dez partidas do River aqui no Brasil, a equipe argentina conseguiu apenas duas vitórias: 3 x 1 contra o Corinthians, pelas oitavas de final da Libertadores, e 3 x 0 contra o Cruzeiro, pelas quartas de final.

De resto foram seis derrotas e dois empates.

Porém, no confronto contra o Flamengo, os argentinos levam vantagem: em 10 jogos, foram cinco vitórias contra quatro do Rubro Negro e um empate.

Da última vez que se encontraram, vitória argentina por 2 x 1 em 2000, pelas quartas de final da Copa Mercosul.

Libertadores 2018: A força do milionário River copeiro, que busca o cenário ideal para sair da crise

Foram 23 milhões de dólares em contratações para conquistar o título argentino e a Libertadores. Porém, o River Plate está a 24 pontos do líder, seu principal rival Boca Junior, amargando a 21ª colocação. Desde setembro não ganha uma partida jogando fora de casa: são seis derrotas seguidas.

Dos contratados, apenas o goleiro Armani obteve um bom rendimento e virou titular absoluto.

Longe até da zona de classificação para a Libertadores, o River aposta todas as fichas nesta competição. E busca a vitória perfeita para recuperar a moral.

É o que explica reportagem do jornal Clarín, destacando que o Flamengo, que vem de um vice-campeonato da Sul-Americana, é o adversário mais difícil do grupo.

Nas última nove competições internacionais, a equipe argentina foi campeão em cinco, tendo um vice-campeonato, duas semifinais e uma oitava de final.

Os experientes Leonardo Ponzio e Jonatan Maidana são as apostas do treinador Marcelo Gallardo, que dirigiu 57 partidas pelo River em competições internacionais, ganhando 31, empatando 15 e perdendo 11 (63% de aproveitamento). Pela Copa Libertadores, acumula 16 vitória, 11 empates e sete derrotas (58% de aproveitamento).

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Libertadores 2018: Mudança do árbitro de Flamengo x River

A Conmebol anunciou na noite dessa segunda-feira mudança na arbitragem para a estreia do Flamengo na Libertadores contra o River Plate.

O peruano Victor Hugo Carrillo apresentou problemas de saúde e em seu lugar foi escalado outro profissional do Peru: Michael Espinoza.

Confira o comunicado:


A opinião do Salvio Spinola, comentarista de arbitragem da ESPN:


O jornal Clarín ficou surpreso com a troca, faltando 48h para o começo da partida, e tentou entrar em contato com fontes da Conmebol sobre quais seriam os problemas de saúde, porém ninguém soube informar. O peruano vetado foi árbitro em jogos do River por três ocasiões e em ambas com vitória dos argentinos.