A equipe vascaína novamente teve a posse de bola, ajudada pelos vários chutões da zaga Rubro Negra que não encontrava ninguém para auxiliar na saída da bola, mas sem grande inspiração, apenas lançava bolas na área e não ameaçava o Paulo Victor.
Só a partir da metade do primeiro tempo (exatamente como no jogo passado, quando Éverton entrou no lugar do Jonas) que o Flamengo finalmente colocou a bola no chão e criou boas oportunidades, com Éverton isolando na cara do gol e Alecsandro em boa finalização para uma ainda melhor defesa de Martín Silva.
A entrada de Artur Maia no lugar de Luiz Antônio era uma boa ideia. Dagoberto entrou pelo Vasco e a partida seguia equilibrada, mas dessa vez com a equipe cruzmaltina mais perigosa e ameaçando Paulo Victor. Foram duas defesas antes do gol.
Até que em um erro de passe de Márcio Araújo no ataque o Vasco conseguiu rápido contra-ataque e o juiz viu pênalti no tranco legal de Wallace. O Flamengo desesperou-se. Luxemburgo tirou seus melhores jogadores: Éverton e Cirino e o time teve apenas uma chance de empatar, com o ótimo passe de Arthur Maia para Gabriel, com nova excelente defesa de Martín Silva.
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O Flamengo termina o campeonato com uma série de incertezas. Culpa do departamento médico / preparação física que não colocou à disposição do treinador todos os jogadores em pleno abril.
Culpa do Luxemburgo, que, contra todos os prognósticos, encontrou um lugar perfeito pro Marcelo Cirino: jogando à frente, livre, sem obrigação de cobrir ninguém e muito menos de compor a segunda linha de quatro. Depois resolveu colocá-lo aberto nas extremidades e apagou o bom começo de temporada do principal reforço do Flamengo. E na reta final teve que lidar com inúmeros chutões e ligações diretas dos zagueiros.
Alecsandro cumpriu perfeitamente o que foi proposto: fazer gols. Mas por sua permanência em campo o time deixou de fazer o que vinha fazendo no começo do campeonato: marcação pressão, avançando na saída de bola do adversário.
A melhor atuação foi no 5 x 1 contra o Friburguense. Mas a contusão de Arthur Maia embaralhou a cabeça do Luxemburgo, que passou a usar os três volantes e deixar Cirino aberto, longe da área.
Em março o blog já dizia: O Flamengo de Luxemburgo já esteve melhor nessa temporada. Não deu outra.
Agora é juntar os cacos, tentar rever em que circunstância o time apresentou seu melhor futebol e jogava com o que há de mais moderno no futebol. Porque hoje o Flamengo se resume a chutão e velocidade.
Mas antes o Luxemburgo precisará resolver onde vai executar seu projeto: se na Gávea ou se vai continuar alimentando seu ego e ouvindo propostas do tricolor do Morumbi cada vez que for chamado pelos dirigentes paulistas. Não há foco que resista. E quarta tem Copa do Brasil.
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Saudades Fla-Press.
Capa de esportes de O Globo no Estadual de 2014: "Com gol em impedimento, Flamengo leva o troféu"
Capa de esportes de O Globo no Estadual de 2015: "Vasco se impõe e vence o Flamengo"















