Mostrando postagens com marcador Campeonato Carioca 2015. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Campeonato Carioca 2015. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 21 de abril de 2015

Campeonato Carioca 2015 - 2º jogo da semifinal: Flamengo 0 x 1 Vasco

O Flamengo chegou ao terceiro jogo seguido sem fazer um gol, por conta disso, além de perder a Taça Guanabara, perdeu para o Vasco por 1 x 0 com um pênalti que não aconteceu e está eliminado do campeonato carioca.

A equipe vascaína novamente teve a posse de bola, ajudada pelos vários chutões da zaga Rubro Negra que não encontrava ninguém para auxiliar na saída da bola, mas sem grande inspiração, apenas lançava bolas na área e não ameaçava o Paulo Victor.

Só a partir da metade do primeiro tempo (exatamente como no jogo passado, quando Éverton entrou no lugar do Jonas) que o Flamengo finalmente colocou a bola no chão e criou boas oportunidades, com Éverton isolando na cara do gol e Alecsandro em boa finalização para uma ainda melhor defesa de Martín Silva.

A entrada de Artur Maia no lugar de Luiz Antônio era uma boa ideia. Dagoberto entrou pelo Vasco e a partida seguia equilibrada, mas dessa vez com a equipe cruzmaltina mais perigosa e ameaçando Paulo Victor. Foram duas defesas antes do gol.

Até que em um erro de passe de Márcio Araújo no ataque o Vasco conseguiu rápido contra-ataque e o juiz viu pênalti no tranco legal de Wallace. O Flamengo desesperou-se. Luxemburgo tirou seus melhores jogadores: Éverton e Cirino e o time teve apenas uma chance de empatar, com o ótimo passe de Arthur Maia para Gabriel, com nova excelente defesa de Martín Silva.



*******************


O Flamengo termina o campeonato com uma série de incertezas. Culpa do departamento médico / preparação física que não colocou à disposição do treinador todos os jogadores em pleno abril.

Culpa do Luxemburgo, que, contra todos os prognósticos, encontrou um lugar perfeito pro Marcelo Cirino: jogando à frente, livre, sem obrigação de cobrir ninguém e muito menos de compor a segunda linha de quatro. Depois resolveu colocá-lo aberto nas extremidades e apagou o bom começo de temporada do principal reforço do Flamengo. E na reta final teve que lidar com inúmeros chutões e ligações diretas dos zagueiros. 

Alecsandro cumpriu perfeitamente o que foi proposto: fazer gols. Mas por sua permanência em campo o time deixou de fazer o que vinha fazendo no começo do campeonato: marcação pressão, avançando na saída de bola do adversário.

A melhor atuação foi no 5 x 1 contra o Friburguense. Mas a contusão de Arthur Maia embaralhou a cabeça do Luxemburgo, que passou a usar os três volantes e deixar Cirino aberto, longe da área.

Em março o blog já dizia: O Flamengo de Luxemburgo já esteve melhor nessa temporada. Não deu outra.

Agora é juntar os cacos, tentar rever em que circunstância o time apresentou seu melhor futebol e jogava com o que há de mais moderno no futebol. Porque hoje o Flamengo se resume a chutão e velocidade.

Mas antes o Luxemburgo precisará resolver onde vai executar seu projeto: se na Gávea ou se vai continuar alimentando seu ego e ouvindo propostas do tricolor do Morumbi cada vez que for chamado pelos dirigentes paulistas. Não há foco que resista. E quarta tem Copa do Brasil.


*******************


Saudades Fla-Press. 

Capa de esportes de O Globo no Estadual de 2014: "Com gol em impedimento, Flamengo leva o troféu"


Capa de esportes de O Globo no Estadual de 2015: "Vasco se impõe e vence o Flamengo"


sábado, 18 de abril de 2015

O meu time para a semifinal: Alecsandro voltaria pro banco e Arthur Maia titular


Já são 41 mil pagantes até sábado para o segundo jogo da semifinal entre Flamengo x Vasco.

Mas, se no domingo passado Luxemburgo teve todos os jogadores à disposição, dessa vez, uma semana depois, já voltou a ter dois desfalques: Canteros e Paulinho estão fora.

É inexplicável tanto desfalque, tantas contusões. Lembremos que Paulinho foi vetado no vestiário antes do Fla x Flu. Novamente: está muito estranho tudo isso, daqui a pouco o Brasileirão começa e os desfalques, se não incomodam em um Carioca, vão pesar no campeonato mais importante da temporada.

Dentro de campo Luxemburgo aposta em Éverton que, graças a Deus voltou e não sentiu. 

O Flamengo há dois jogos não faz gols, tirar o Alecsandro seria incoerente, mas eu voltaria a colocar o Marcelo Cirino com liberdade no ataque, sem prendê-lo às extremidades do campo, tendo Gabriel e Éverton abertos.

E o Arthur Maia como meia, e os volantes Jonas e Márcio Araújo. O time voltaria a uma característica que abandonou por ter o Alecsandro no ataque: marcar avançado, na pressão. Com o Arthur em campo, teria alguém para tentar evitar os chutões como vimos na semana passada, e ser a referência na saída de bola e distribuição pros ataques, ou contra-ataques.

Flamengo é mais time, tem jogadores mais técnicos, só não pode querer igualar ao Vasco na briga.

Foi uma semana livre, com poucos treinos, é verdades, o time precisará apresentar uma evolução técnica e sair do chutão. Pelo bem do Luxemburgo.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Estadual 2015 - 1º jogo da semifinal: Flamengo 0 x 0 Vasco


No primeiro jogo da semifinal, o empate ficou de bom tamanho para o Flamengo, que apesar de ter criado e perdido boas chances, abusou do nervosismo sem justificativa, jogadas violentas e viu o Paulo Victor salvar com três grandes defesas.

Se o time ao invés de jogar bola quiser igualar a partida na base da porrada e da pressão à arbitragem não vai chegar à decisão do campeonato carioca.

Foi uma atuação bem ruim. O Flamengo abusou dos chutões, não fechava a marcação de Pico e Pará e ficou sem saber como reagir a um adversário que só fazia o básico: colocava a bola no chão, conseguia boas jogadas em ultrapassagens dos laterais, mas, para sorte, não conseguia ser perigoso.

Assim como no Fla x Flu, novamente Jonas levou um cartão amarelo cedo e precisou de ser substituído. Por pouco o time não ficou com um a menos com pouco mais de 10 minutos de jogo, pois era lance de expulsão, apesar da não intenção.

O volante tem tudo para ser um grande jogador, sabe passar e tem mostrado que sabe chutar, precisará ser enquadrado pela comissão técnica.

Foi justamente por sua saída e a entrada do Éverton que o Flamengo cresceu no jogo a partir da metade final do primeiro tempo. Não porque encontrou uma forma de encarar o Vasco, mas simplesmente por ter mais um atacante de velocidade e segurar os laterais adversários, especialmente o bom Madson.

Gabriel colocou duas vezes Marcelo Cirino na cara do gol, que perdeu as duas. Outras chances foram criadas, só que nenhuma caiu nos pés do Alecsandro. Em um lance, Éverton iniciou a jogada e sobrou livre para Gabriel, que isolou.

O blog observou: só aos 36 minutos o Flamengo fez a primeira jogada com um lateral: Pará pela direita. De resto foi tudo na base da ligação direta. Preocupa a falta de saída de jogo, a ausência de tabelas para fazer a transição defesa-ataque, triangulações, a ultrapassagem dos laterais.

Jogar na base de velocidade é uma coisa, o que o time pratica hoje é tentar a sorte com lançamentos no espaço vazio. E o pior, mesmo esperando atrás da linha do meio de campo, não há compactação. Não conseguem encurtar a linha com metade do campo.

Hoje o time não marca mais avançado, como era feito no começo da temporada. O Flamengo é pior hoje do que o do começo da temporada.

No segundo tempo Luxemburgo mexeu bem. Pela primeira vez tivemos em campo o quarteto Paulinho, Éverton, Gabriel e Cirino, entretanto faltava novamente quem colocasse a bola no chão. Os ataques praticamente só envolviam os quatro. Arthur Maia até entrou nesse sentido, mas pesou a falta de ritmo.

Martín Silva nem apareceu na etapa final. Já Paulo Victor salvou duas vezes de forma sensacional.

Darei um crédito ao treinador, que só agora terá seus principais jogadores à disposição e a semana livre de treinamento. Vamos ver.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Artur Maia, Éverton e Canteros treinam e estão disponíveis para domingo

Arthur Maia ficou tanto tempo parado que ficou barbudo e parecido com o Gegê do basquete

Depois da pífia noite de ontem com o empate contra o lanterna, o Flamengo perdeu a chance de conquistar a Taça Guanabara, ficar em vantagem contra qualquer adversário até a final e ainda levar um milhão pra casa.

Dessa vez não teve gol de Alecsandro e assistência de Marcelo Cirino. Gabriel teve outra noite péssima. Precisando da vitória, as opções do banco foram Matheus Sávio e Jajá. Não tem condições.

O que mais irrita é que estamos em abril e Luxemburgo ainda não pôde colocar seus melhores atletas em campo. Com quatro meses de temporada e o time já joga com dez desfalques. Desde aquele ótimo 5 x 1 contra o Cabofriense, que Arthur Maia se machucou, o time não conseguiu jogar mais com seus titulares.

Algo precisa ser revisto do departamento médico ou da preparação física.

Pelo menos hoje o trio Artur Maia, Éverton e Canteros treinaram e poderão participar do coletivo desta quinta-feira. Paulinho pode voltar para o segundo jogo da semifinal.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Estadual 2015: Flamengo 3 x 0 Fluminense


Jonas jogou apenas 45 minutos. Levou um cartão amarelo e teve que ser substituído. Mesmo assim, distribuiu 10 passes corretos, não errou nenhum, fez apenas um desarme e conseguiu acertar a finalização.

Apesar de não ser sua caraterística. No Sampaio Corrêa não marcou nenhum gol. Já no Flamengo já tinha apresentado sua nova arma na despedida do Léo Moura. Ontem, logo no clássico, conseguiu seu gol. E pode tentar mais: em cinco jogos deu apenas quatro chutes, segundo o Footstas. Foi bonito vê-lo emocionado.

Quem viu o placar de 3 x 0 contra o Fluminense e não assistiu ao jogo pode ter pensado que foi um baile, mas não foi. Pode ser incoerente pelo placar ou uma exigência descabida, mas o Flamengo irritou demais pela preguiça com que jogou.

Irritou até a torcida, que por minutos deixou de cantar porque não via em campo um time com sangue nos olhos para golear. Com um a mais não subiu a marcação, não virou o jogo com velocidade. Foi mais tático e disciplinado do que corajoso.

É verdade que com aquele meio campo não dá para cobrar muitas coisas, com Paulinho e Éverton o placar poderia ter sido ainda maior, pois Gabriel até que consegue uns dribles, porém nao consegue dar continuidade às jogadas. E olha que Alecsandro fez dois gols impedidos. 

O Flamengo chega a última rodada da Taça Guanabara sem utilizar seus principais jogadores juntos. Luxemburgo não teve à disposição os titulares: Paulinho, Éverton, Arthur Maia, Canteros, Samir e até porque não o Nixon.

Pro Estadual o time reagiu bem, graças ao invencível Marcelo Cirino, que se não faz gol, distribui assistência, e ao ótimo Alecsandro. Além do gol, começou de forma sensacional o terceiro, com uma linda matada no peito e uma abertura inesperada pro Marcelo na direita.

Mas é preciso ligar o alerta do departamento médico e a preparação física. Está muito estranho tanto contusão e tanta demora nas voltas.

quinta-feira, 26 de março de 2015

Campeonato Carioca 2015: Flamengo 2 x 1 Bangu


Dos 26 gols do Flamengo nessa Taça Guanabara, nada menos do que 19 foram marcados no segundo tempo, sendo que dez foram feitos nos primeiros 15 minutos da etapa final.

São números eloquentes e que demonstram que: ou Luxemburgo tem começado o jogo com gente boa no banco ou a preguiça inicial está sendo decisiva para os gols apenas no segundo tempo.

Infelizmente as constantes baixas tem prejudicado a formação do time ideal. Em entrevista recente, Luxa já disse que pensa em Marcelo jogando de forma aguda, mais perto da área, entretanto as contusões, principalmente dos jogadores que dão velocidade ao time, atrapalham nesse começo de ano.

Mas por vezes também a equipe está dispersa demais. O Flamengo passa o primeiro tempo arrastando, volta melhor na segunda etapa com as substituições, consegue os gols e começa a marcar atrás da linha do meio de campo pra tentar só contra-ataque.

Ontem o time perdeu a chance de ser líder porque ficou satisfeito com o 2 x 0. É bem verdade que perdeu muitos gols: Eduardo da Silva teve pelo menos cinco boas chances, acertou a trave, chutou em cima do goleiro e rente ao gol. E se o Flamengo desperdiçou chances é porque criou. Talvez foi o jogo onde o Flamengo mais tenha criado nesse campeonato.

Preocupa o nível ruim do Gabriel, contrastando com o bom final da temporada passada. A diferença fica mais visível quando Éverton entra e logo na primeira bola consegue uma ótima jogada. Foi assim ontem foi assim domingo. O time muda com ele em campo.

Quem entrou bem foi o Jorge. Fez boas jogadas, deu continuidade aos contra-ataques, mas o Bangu concentrou todo seu jogo pela esquerda. Mas foi uma estreia promissora ofensivamente.

Mateus Sávio entrou caindo na ponta direita mesmo sendo meia (Não faz muita diferença, até porque ele não ficará somente preso ao centro do campo). Mostrou firmeza e prendeu a bola até buscar a melhor opção.

A cada dia mais satisfeito com Pará na lateral e impressionado com Marcelo Cirino. Onde ele joga se destaca.

Esperava uma partida terrível ontem, não fosse a noite atípica de um Eduardo da Silva que, diga-se, está sempre bem colocado nos cruzamentos, uma goleada não seria exagero.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Campeonato Carioca 2015: Flamengo 2 x 1 Vasco


Foi um Flamengo x Vasco que há muito tempo não se via. Um clássico com tudo que tem direito: temporal absurdo, 16 cartões, quatro expulsões, guerra nos bastidores e a vitória Rubro Negra por 2 x 1.

Nem a paralisação esfriou o Maracanã. As duas torcidas trataram de manter o grau de disputa e provocação elevado. Por alguns minutos pensei que o Vasco não voltaria à campo, mas a melhora no gramado era evidente, o sistema de escoamento do temporal deu certo, nem parecia que tinha caído aquela quantidade de chuva: o jogo deveria continuar.

Depois, soube-nos bastidores que o time cruzmaltino não queria voltar, pois com o suspensão da partida antes do primeiro tempo provocaria outro jogo com o placar zerado, conforme determina o bizarro regulamento da FERJ. Parece que o respeito não voltou em São Januário.

O primeiro tempo foi bem ruim do Flamengo. Com Luxemburgo armando o time no 4-3-3, vimos uma equipe sem saída de bola, dando muitos chutões e um Marcelo completamente preso na esquerda. Anderson Pico fazia uma partida horrorosa nos dois lados do campo.

Aproveitando-se do gramado ensopado, Alecsandro abriu o placar. Julio dos Santos poderia também ter empatado pelo mesmo problema do campo, mas explodiu na trave de Paulo Victor.

O Vasco voltou melhor depois da paralisação e logo conseguiu seu gol de empate em sua jogada mais forte: o cruzamento. Qualquer falta era motivo para lançar na grande área.

Luxemburgo voltou com Éverton no segundo tempo e alternou o esquema para 4-4-2. Com Marcelo tendo com quem jogar, a dupla infernizava a zaga vascaína pela esquerda. Ele precisa jogar nessa posição, mais perto da área, e não isolado no lado de campo.

Os volantes cresciam no jogo: Márcio Araújo pela direita encontrou Canteros na entrada da grande área, mas Martín Silva defendeu.

O argentino finalmente fez o jogo que precisa para ser este terceiro homem de meio de campo. Entrou de surpresa no primeiro tempo na grande área, logo depois do gol do Vasco, mas tocou para fora. Na segunda etapa, além do chute relatado acima, fez linda jogada pela direita, mas a defesa vascaína impediu o gol de Marcelo que esperava dentro da pequena área.

Com a entrada de Paulinho faltou pouco para o Flamengo ampliar o marcador. Pena que ficou pouvo tempo em campo. Esse trio Paulinho, Éverton e Marcelo ainda dará muitas alegrias ao torcedor.

Dessa vez foi o Vasco que, sem saída de bola, apelava para os chutões e se aproveitava de várias faltas bobas que os Rubro Negros cometiam e lançavam um bombardeio na área Rubro Negra.

quinta-feira, 12 de março de 2015

A volta surpreendente do Paulinho. Mas o Flamengo de Luxemburgo já esteve melhor nessa temporada


De bom futebol só teve durante os 25 minutos iniciais do segundo tempo. Digno de comentário só a volta incrível e surpreendente do Paulinho depois de um bom tempo parado, na vitória contra o Volta Redonda por 2 x 1, de virada, que manteve a equipe no G4.

Foram com as trocas do Luxemburgo no intervalo - entradas de Paulinho e Alecsandro, saídas de Mugni e Eduardo da Silva, que o Flamengo finalmente apresentou suas maiores características na temporada.

Com uma intensa troca de posições e movimentações com Paulinho na esquerda, Gabriel centralizado e Marcelo na esquerda, a virada parecia questão de tempo. E bloqueava qualquer contra-ataque do adversário que impedia qualquer perigo.

O tanto tempo parado não prejudicou Paulinho, que infernizou a defesa adversária. Fez o gol, perdeu duas chances incríveis e ainda deu ótimo passe para Canteros que finalmente deu um chute e o goleiro defendeu.

Mas foi o único que jogou. Marcelo fez sua pior partida, Gabriel teve boas chances pelo meio, mas precisa treinar e muito finalizações e Canteros forçava demais os passes na vertical.

Novamente o Flamengo abusou dos cruzamentos: errou 30 e só acertou sete, porém nenhum com perigo. É muito cruzamento alto, muito balão pra dentro da área. Precisa ser mais preciso. O melhor tem sido o Pará.

As jogadas pelos lados estão acontecendo, mas porque não cruzar rasteiro para trás e contar com as chegadas dos volantes ou do atacante que finge que vai, mas não vai e espera a bola chegar de frente pro goleiro? Falta acertar uma jogadinha dessa.

Entretanto, o que tem mais preocupado é a defesa e a falta de compactação dos volantes. Novamente os zagueiros tiveram que enfrentar os atacantes diretamente e sem combate dos volantes. No gol do Volta Redonda, uma bola que estava no ataque com Gabriel, onde foram parar os volantes? Está tudo muito espaçado. O adversário depois que passa da marcação (quando tem) do ataque Rubro Negro tem chegado com muita facilidade ao gol do Paulo Victor. É bola na trave quase todo jogo.

E agora outra preocupação. Sem Samir e Cáceres, os cruzamentos somado a uma linha de impedimento bizarra que estão fazendo quase prejudicaram o Flamengo no final da partida. A fase do Wallace é bem ruim.

Dois jogadores que têm entrado bem e estariam próximos de serem titulares, a meu ver: Luiz Antônio, como atacante pela direita com o Pará, e o volante Jonas imediatamente no lugar do Márcio Araújo.

O Flamengo de Luxemburgo já esteve melhor nessa temporada.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Campeonato Carioca 2015: Madureira 1 x 1 Flamengo


O Flamengo empatou com o Madureira jogando fora de casa por 1 x 1 e perdeu a liderança, em partida válida pela 6ª rodada da Taça Guanabara.

Luxemburgo estreou com uma formação nova: três volantes e três atacantes. Na verdade era um Cáceres fixo, Canteros mais à frente e Márcio Araújo de típico meia. Deu certo até por volta dos 30 minutos.

Ao contrário dos outros jogos, o Flamengo começou disposto a resolver o jogo logo no começo. Com o trio de volantes leve, a marcação começou avançada. Márcio Araújo era o destaque outra vez: procurava espaço, fazia boas tabelas com Éverton, acertava bons passes verticais e perdeu uma ótima chance. O Madureira acertou a trave. O Rubro Negro também. Em uma dessas marcações avançadas, quase marcou.

Mas tudo desmoronou quando o time levou o gol. O Flamengo não soube reagir bem. Canteros insistia em lançamentos descalibrados e Marcelo estava irreconhecível escondido atrás dos zagueiros.

Cáceres fazia uma péssima partida. Dos 14 passes do primeiro tempo, errou 10. Sem contar os erros de posicionamento. Não faz sentido voltar ao esquema do ano passado: espero que Jonas esteja sendo preparado e estreie rapidamente e, apesar do meu desgosto, Luiz Antônio nas partidas em que entrou jogou bem e poderia ser novamente testado.

Na volta do vestiário Luxemburgo voltou com Eduardo da Silva no lugar de Gabriel. Mas estranhamente Marcelo continuou sumido, dentro da área e o brasileiro-croata jogou mais aberto. Não deu pra entender.

O Flamengo foi pro abafa. Mas criava pouco. Conseguiu seu gol com Bressan em lance duvidoso. O empate terminou justo.

Serão dois jogos importantes e decisivos nesta semana. O ano começa verdadeiramente a partir de agora. E o preparativo não foi nada bom.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Campeonato Carioca 2015: Flamengo 2 x 0 Boa Vista


Apesar de todo transtorno que o pobre do torcedor teve para entrar no estádio, muita gente entrou no segundo tempo e outros tantos nem isso conseguiram, 24 mil estiveram presentes no Maracanã para apoiar o Flamengo a derrotar o Boa Vista por 2 x 0 e terminar a rodada líder da Taça Guanabara.

O primeiro tempo foi bem ruim. E não foi a primeira vez neste campeonato. O time entra muito morno e demora a esquentar.

Com os lados dos campos congestionados, faltou ultrapassagem dos laterais e principalmente Arthur Maia puxar o jogo pelo meio de campo. Ele atuou justamente pelos lados que já tem Éverton e Marcelo, conforme informa o mapa de calor do Footstas:

Arthur Maia atuando pelos extremos do campo
E com Arthur sumido, Canteros também não apareceu, apesar de ser o melhor passador do Campeonato Carioca. Por incrível que pareça Márcio Araújo, o segundo com o melhor passe do Estadual, era o jogador mais lúcido do meio de campo Rubro Negro.

A primeira chance surgiu apenas aos 25 minutos com cabeçada de Éverton. Depois o Flamengo se soltou mais, tentou acelerar os passes e contou com as subidas do Pará, que teve atuação destacada também no segundo tempo quando atuou na esquerda. Com cruzamentos precisos, foi um dos melhores da partida. Nixon também perdeu uma chance de cabeça.

O Flamengo voltou do vestiário disposto a ganhar a partida. Subiu a marcação, roubou algumas bolas perto da grande área, mas errava muito por displicência. Marcelo jogou isolado a partida inteira, e conseguiu uma bela escapada em contra-ataque para abrir o placar. 

E ainda deu passe para Éverton fazer o segundo. Em cinco jogos, Marcelo tem quatro gols e três assistências, é o segundo melhor finalizador com 10 chutes certeiros. Fred tem 11.

A defesa não passou segurança quado o Boa Vista tentou imprimir uma pressão no final do jogo. 

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Valor Econômico: "À espera de novos gols"

Ótima reportagem escrita pelo Chico Santos no jornal Valor Econômico sobre o futebol carioca, Campeonato Estadual e administração dos clubes.

Confira trechos:

Para o jornalista João Máximo, autor de cinco livros sobre futebol (entre eles, "Gigantes do Futebol Brasileiro", em parceria com Marcos de Castro), a decadência começou com a fusão da Guanabara e Estado do Rio. "Parecia que [a fusão] daria [ao futebol carioca] uma dimensão de estado, como São Paulo, que tinha grandes times do interior. Aconteceu o contrário." O problema, na interpretação de Máximo, é que a fusão veio acompanhada de mudança no sistema de votos na nova Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

O voto qualitativo, que dava maior poder aos clubes que conquistavam títulos nas diversas categorias, passou a ser unitário, e com isso os interesses dos grandes clubes foram submetidos aos de clubes menores, incluindo ligas de pouca expressão fundadas no interior. A perda de poder dos grandes clubes para decidir sobre tabelas, calendários e competições teria levado ao progressivo esvaziamento do futebol carioca.

Pela estrutura atual de votos, os clubes da primeira divisão (série A) têm peso seis, os da segunda divisão (série B) têm peso quatro, os da terceira divisão (série C) têm peso dois e as ligas amadoras têm peso um. Como existem mais de 50 ligas amadoras e mais de 20 clubes na série C, bastam os votos desses dois segmentos para anular todos os votos da série A, na hipótese de os clubes grandes e pequenos da série A votarem juntos. Ao Valor, a Ferj através da assessoria de imprensa, disse que "apenas cumpre o que está estabelecido no seu estatuto desde a década de 1970, quando houve a fusão".

Máximo lembra que, antes da criação do Campeonato Brasileiro, eram os campeonatos estaduais que atraiam grandes públicos. No Rio, a construção do Maracanã (1950), o primeiro grande estádio do país e por muito tempo o maior do mundo, democratizou o acesso aos jogos e o Campeonato Carioca passou a atrair multidões. A competição nacional esvaziou as disputas regionais, mas, diz Máximo, o problema teve uma dimensão maior no Rio. "Hoje em dia, o estadual do Rio não tem mais o menor apelo."

A perda de poder dos grandes clubes para decidir sobre a organização de jogos teria levado ao declínio progressivo do futebol carioca Máximo também comenta que a decisão da Ferj de reduzir os preços dos ingressos para o Estadual deste ano praticamente inviabilizou, por exemplo, o programa de sócio-torcedor do Flamengo (paga-se uma contribuição mensal em troca do direito de assistir aos jogos do clube). Em outros estados, como o Rio Grande do Sul, o programa sócio-torcedor é um sucesso.

Máximo entende que o enfraquecimento das agremiações como clubes sociais, ao longo dos anos, também contribuiu para o empobrecimento do futebol carioca. "A receita do sócio para ajudar o time de futebol morreu." Também a paridade entre a renda de bilheteria dos jogos e o valor do passe dos jogadores se alterou em muito, com prejuízo para os clubes. Máximo lembra que em 1950 o Bangu contratou Zizinho, do Flamengo, considerado na época o maior jogador brasileiro, por um valor que equivalia à renda de um grande jogo. Em 1970, um jogo para 140 mil pessoas já não rendia o valor do passe de um grande jogador.

Apesar de observar avanços, Máximo ainda vê os grandes clubes cariocas com administrações marcadas mais pela paixão do que pela gestão. E alinha outros problemas que são comuns ao futebol brasileiro, como o crescimento da influência dos empresários sobre os jogadores a partir da Lei Pelé (9.615 de 24/03/1998). Pensada para acabar com a chamada "Lei do Passe", que prendia o jogador ao clube indefinidamente, a nova legislação acabou abrindo espaço para que os empresários tenham a maior fatia dos direitos federativos dos atletas. Com isso, diminuiu o interesse dos clubes pelas categorias de base, nas quais se formam jogadores iniciantes, para eventual futuro aproveitamento nos times principais. "Os craque agora estão lá fora", lamenta Máximo, sem otimismo quanto ao futuro.

(...)

O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Pedro Trengrouse, que foi consultor da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Copa de 2014, vê oportunidades de recuperação do futebol carioca pelo fato de os clubes ainda serem, segundo ele, os de maior torcida fora do Estado de origem. "Com exceção de São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, o Flamengo tem mais torcida do que os clubes locais em todos os estados", afirma.

(...)

Zico tem diagnóstico claro sobre o declínio do futebol do Rio: "O futebol carioca não se renovou. Não evoluiu para oferecer melhores condições de trabalho para os profissionais". Lembra que nenhum clube do Rio possui um centro de treinamento moderno e completo, especialmente para as categorias de base, o que dificulta o desenvolvimento de novos talentos. [Ele próprio mantém um centro de treinamento, há alguns anos].

Também não há estádios em condições de receber grandes jogos, além do Maracanã, exceto o do Botafogo, que é alugado à prefeitura e está fechado desde março de 2013. Para Zico, os títulos ganhos por Flamengo e Fluminense em 2009, 2010 e 2012 foram circunstanciais e acabaram gerando diagnóstico falso: "Acharam que ganhando três vezes tinha que continuar tudo como estava".

O elevado endividamento dos clubes e os constantes atrasos dos salários são outros fatores que Zico acrescenta para compor cenário negativo do futebol carioca. "Você vai trabalhar onde recebe." Mas vê esforços no rumo de nova mentalidade, especialmente no seu Flamengo.

A falta de bom senso com torcedor que se aventura às 22h para jogos no Maracanã pelo Estadual

Jogo de quarta-feira contra o Cabofriense terminou perto da meia noite, entretanto a Supervia interrompeu os serviços por volta das 23h30min.

É muito fácil os poderes públicos aprovarem a instituição da lei da meia-entrada, serem a favor de ingressos baratos, porém na hora que o torcedor precisa de ajuda que vai lhe favorecer na prática, o governo do Rio não move uma palha para solicitar a concessionária que estenda os serviços do metrô para pelo menos meia hora após os jogos que começam às 22h em partidas de menor público.

Teve torcedor que inclusive comprou antecipadamente o bilhete de volta para evitar tumulto de volta e quanto chegou na estação simplesmente não tinha mais metrô. É muita falta de bom senso.

Confira nota da coluna Panorama Esportivo do jornal O Globo:


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Campeonato Carioca 2015: Flamengo 5 x 1 Cabofriense


O Flamengo precisou de levar o gol de empate para acordar e golear a equipe da Cabofriense com quatro gols na segunda etapa.

Mas o primeiro tempo não foi bom. Sem compactação e deixando muito espaço na defesa, o adversário conseguia infringir a defesa Rubro Negra. Sem resposta, as jogadas em velocidade do Flamengo não fluíram e o gol só saiu nos pés de Arthur, que viu Pará na ultrapassagem pela direita que colocou na cabeça do Marcelo.

A presença de Arthur no meio de campo foi o que de melhor aconteceu na primeira etapa.

O gol logo no começo do adversário despertou de vez o Flamengo no segundo temo, que conseguiu seus gols em diversos estilos: na bola parada, em escanteios perfeitos batidos pelo Arthur, na aula de contra-ataque de Marcelo-Éverton-Eduardo e na boa participação na direita com Luiz Antônio, que fez um bom jogo e tem se mostrado, a contragosto deste blog, uma opção interessante para o Luxemburgo.

Foi prazeroso ver o Flamengo não saciado com cinco gols e buscando golear e explorar suas principais qualidades: a velocidade.

Luxa continua correto em fazer do Marcelo um artilheiro, e o melhor, o jogador não se limita a esperar dentro da área, tem corrido e infernizado muito a defesa adversária. Ontem jogou nos dois lados do campo, puxou o contra-ataque para o quarto gol e ainda fez as vezes de pivô esperando a chegada de um colega de equipe.

Tem oito finalizações certas no campeonato, mesmo número do Fred, por exemplo.

O time tem tudo para ser o mais veloz do Brasil - ainda tem o Paulinho, porém ainda pode sentir dificuldade quando tem o campo para jogar. A aposta do treinador é contar com uma dupla de volante que saía para o jogo.

Hoje mantém Canteros e Márcio Araújo de titulares, respectivamente o primeiro e o terceiro jogador que mais acertaram passes nesse Carioca. Jonas não estreou ontem, mas por sua característica: melhor desarme da série B e acerto considerável de passes, pode fechar ainda mais a recomposição na defesa. E mostra que Luxemburgo está no caminho do que há de mais moderno no futebol.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Campeonato Carioca 2015: Flamengo 4 x 0 Barra Mansa


Dos 476 passes certos do Flamengo na vitória ontem contra o Barra Mansa pelo Campeonato Carioca por 4 x 0, os volantes foram responsáveis por 185.

Márcio Araújo foi responsável por incríveis 85 acertos e Canteros por 100.

A qualidade na saída de bola com Márcio Araújo permitiu um time mais solto e mais veloz em campo. Com ele fixo como primeiro volante e um adversário sem grandes forças ofensivas, Canteros pôde avançar mais ao ataque e mostrou que tem muita categoria pra atuar por lá. Restar ver contra um time melhor.

No ataque vimos um Marcelo se movimentando muito. Assim como Nixon e Éverton. Arthur Maia fez um bom jogo, mas falta encontrar seu lugar nesse vasto campo de jogadores velozes. Pode ser mais objetivo e rápido no passe.

Luxemburgo provou que está mesmo motivado. Poderia ter deixado o Marcelo sem nenhuma obrigação de atacar, só jogando em velocidade ali na direita como era no Atlético-Paranaense. Mas mostrou que não quer ser mais um treinador, quer fazer a diferença. Com dois gols de artilheiro, Cirino não ficou preso na área como um clássico nove. Caiu por ambos os lados e deu bons passes.

Já foi possível ver também algumas jogadas ensaiadas.

O Flamengo perdeu muitos gols. O placar poderia ter sido maior. Foi uma vitória sem grandes sustos, como deve ser contra times pequenos. O time caiu de rendimento quando entraram Alecsandro e Mugni.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Flamengo cogitou abandonar o Estadual. FERJ agenda reunião para melhorar o campeonato

As pressões Rubro Negras parecem ter surgido efeito e uma nova reunião na FERJ está marcada para quinta-feira, com boas pautas em discussão visando formatar um campeonato carioca mais atraente de fato.

Antes: além do manifesto assinado e publicado por Flamengo, Fluminense e Consórcio Maracanã simultaneamente em seus sites, foi publicado o mesmo "Manifesto por um futebol carioca profissional" hoje no jornal O Globo.

E foi na coluna Panorama Esportivo, editado por Mauricio Fonseca e agora por Carlos Eduardo Mansur, após saída de Jorge Luiz Rodrigues, que veio as boas notícias.

Confira:



quinta-feira, 20 de novembro de 2014

FERJ parte para o ataque. Flamengo se apresentou muito mal para essa guerra


É verdade que as reuniões da FERJ devem ser uma farra, com pauta pré-definida, com a presença de todos os clubes, inclusive os da Liga Amadora, e todos praticamente com o mesmo peso no voto, mas a ausência do presidente do Flamengo nas reuniões da Federação para discutir o formato do Estadual de 2016 a 2020 foi um grande equívoco.

Embora Eduardo Bandeira de Mello tenha apresentado a versão, hoje, ao jornal O Globo, de que houve reunião com os quatro grandes, a Federação e a TV e que nesse encontro foram apresentadas as propostas, especialmente para se ter um campeonato menor.

E, ainda, que fora apresentado um documento propondo mudanças mais profundas do que os temas discutidos nos fóruns, como mudança de gestão e de governança.

Entretanto, nesses encontros, essa era a chance de bater de frente com Rubens Lopes que dominou a fala e partiu para o que ataque contra os grandes clubes, exceção do Vasco, agora com Eurico Miranda, e do Botafogo, na reunião de ontem. Falou por quase três horas. Alguém o interpelou?

Como uma das retaliações, a FERJ determinou que poderão inscrever apenas 28 atletas, sendo três goleiros. Antigamente era ilimitado. Com isso, impede os clubes de inscreverem atletas das categorias de base e assim não "desprestigiar o campeonato", na visão da Federação.

Querem ainda multar os dirigentes que reclamarem e "desprestigiarem" o campeonato. Sim, é inacreditável que a principal instituição de futebol do Estado trate seus principais parceiros nesse nível de negociação.

Relembrando as façanhas da Federação:

- Em 2013 a FERJ foi a líder em receita no Campeonato Carioca enquanto os clubes pagaram para jogar.

- Em 2014 a FERJ aumentou a premiação do campeonato, mas fazendo caridade com o chapéu alheio: tirou 10% do valor da cota de televisão de Flamengo e Vasco para engordar o prêmio do campeão carioca.

- Em 2014 a FERJ maquiou os borderôs somando a pífia receita dos jogos com o valor da cota líquida de televisão para "ninguém sair mais no prejuízo".

- Em 2014 a FERJ aprovou o regulamento em que nos confrontos entre grandes x pequenos a renda fica repartida da seguinte forma: vencedor leva 60% e o perdedor 40%. Em caso de empate: 50% para cada. Na Federação Paulista o perdedor não leva absolutamente nada para casa. São os grandes que dominam!

- Em 2014 a FERJ abocanhava 10% da renda. A Federação Paulista leva apenas 5%.

Flamengo, Fluminense e Vasco declararam guerra quando não apoiaram a reeleição de Lopes. Mas se apresentaram muito mal na batalha.