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quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Com CEP e EXOS, Flamengo foi a equipe com menos jogadores lesionados no Brasil


No final do ano passado escrevi um post sobre a contratação da EXOS, empresa líder mundial em treinamento integrado de alta performance, nutrição e fisioterapia para atletas de elite.

Confira aqui.

Ao final do post escrevi que não dava par garantir que o clube ganharia todas as competições, mas que fosse um time menos instável fisicamente.

Aliada a esta ferramenta, em fevereiro deste ano o Flamengo inaugurou o o Centro de Excelência em Performance (CEP), apostando na alta tecnologia e o uso de aparelhos de última geração para elevar o nível da preparação física da equipe de futebol.

Com métodos científicos e dados que monitoram o desgaste do atleta, avaliação funcional e marcha. Também foi colhido material genético dos jogadores, que depois era cruzado para identificar alguma deficiência que propiciava a lesão.

O Flamengo mergulhou nas mais avançadas tecnologias à disposição no mercado mundial. O blog entrevistou o Dr. Gustavo Leporace, Diretor Técnico da Biocinética Fisioterapeuta, que realizou avaliação biocinética em 3D para correção de marcha e desequilíbrio muscular.

Confira aqui.

Os resultados vieram. Reportagem hoje no Globo Esporte informa que o Flamengo foi a equipe com menos lesões no ano entre os clubes que disputaram o brasileiro.

E isso tudo com um Centro de Treinamento ainda improvisado. Para 2017 a projeção é ainda melhor: CT completamente reformulado e de última geração, EXOS e CEP. E ainda com a expectativa de jogar no Rio de Janeiro, reduzindo significativamente as viagens a cada rodada.

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Muricy Ramalho: "Esse time vai ser quase imbatível"

É difícil prever se Muricy Ramalho ainda estivesse no Flamengo o time estaria brigando pela liderança, ainda mais porque muitos reforços chegaram na metade do ano, entretanto, ele foi um dos responsáveis pela guinada profissional em termos de tecnologia na preparação física, que tem feito a diferença neste campeonato.

O Atlético-MG na última rodada veio com oito desfalques por contusão. Na Gávea, apenas o Éderson, mas que foi praticamente assassinado pelo Fagner.

Em entrevista à Folha de São Paulo, o ex-treinador Rubro Negro elogiou a gestão e disse que o Flamengo será quase imbatível.

Confira o trecho:

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Valor Econômico: "À espera de novos gols"

Ótima reportagem escrita pelo Chico Santos no jornal Valor Econômico sobre o futebol carioca, Campeonato Estadual e administração dos clubes.

Confira trechos:

Para o jornalista João Máximo, autor de cinco livros sobre futebol (entre eles, "Gigantes do Futebol Brasileiro", em parceria com Marcos de Castro), a decadência começou com a fusão da Guanabara e Estado do Rio. "Parecia que [a fusão] daria [ao futebol carioca] uma dimensão de estado, como São Paulo, que tinha grandes times do interior. Aconteceu o contrário." O problema, na interpretação de Máximo, é que a fusão veio acompanhada de mudança no sistema de votos na nova Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj).

O voto qualitativo, que dava maior poder aos clubes que conquistavam títulos nas diversas categorias, passou a ser unitário, e com isso os interesses dos grandes clubes foram submetidos aos de clubes menores, incluindo ligas de pouca expressão fundadas no interior. A perda de poder dos grandes clubes para decidir sobre tabelas, calendários e competições teria levado ao progressivo esvaziamento do futebol carioca.

Pela estrutura atual de votos, os clubes da primeira divisão (série A) têm peso seis, os da segunda divisão (série B) têm peso quatro, os da terceira divisão (série C) têm peso dois e as ligas amadoras têm peso um. Como existem mais de 50 ligas amadoras e mais de 20 clubes na série C, bastam os votos desses dois segmentos para anular todos os votos da série A, na hipótese de os clubes grandes e pequenos da série A votarem juntos. Ao Valor, a Ferj através da assessoria de imprensa, disse que "apenas cumpre o que está estabelecido no seu estatuto desde a década de 1970, quando houve a fusão".

Máximo lembra que, antes da criação do Campeonato Brasileiro, eram os campeonatos estaduais que atraiam grandes públicos. No Rio, a construção do Maracanã (1950), o primeiro grande estádio do país e por muito tempo o maior do mundo, democratizou o acesso aos jogos e o Campeonato Carioca passou a atrair multidões. A competição nacional esvaziou as disputas regionais, mas, diz Máximo, o problema teve uma dimensão maior no Rio. "Hoje em dia, o estadual do Rio não tem mais o menor apelo."

A perda de poder dos grandes clubes para decidir sobre a organização de jogos teria levado ao declínio progressivo do futebol carioca Máximo também comenta que a decisão da Ferj de reduzir os preços dos ingressos para o Estadual deste ano praticamente inviabilizou, por exemplo, o programa de sócio-torcedor do Flamengo (paga-se uma contribuição mensal em troca do direito de assistir aos jogos do clube). Em outros estados, como o Rio Grande do Sul, o programa sócio-torcedor é um sucesso.

Máximo entende que o enfraquecimento das agremiações como clubes sociais, ao longo dos anos, também contribuiu para o empobrecimento do futebol carioca. "A receita do sócio para ajudar o time de futebol morreu." Também a paridade entre a renda de bilheteria dos jogos e o valor do passe dos jogadores se alterou em muito, com prejuízo para os clubes. Máximo lembra que em 1950 o Bangu contratou Zizinho, do Flamengo, considerado na época o maior jogador brasileiro, por um valor que equivalia à renda de um grande jogo. Em 1970, um jogo para 140 mil pessoas já não rendia o valor do passe de um grande jogador.

Apesar de observar avanços, Máximo ainda vê os grandes clubes cariocas com administrações marcadas mais pela paixão do que pela gestão. E alinha outros problemas que são comuns ao futebol brasileiro, como o crescimento da influência dos empresários sobre os jogadores a partir da Lei Pelé (9.615 de 24/03/1998). Pensada para acabar com a chamada "Lei do Passe", que prendia o jogador ao clube indefinidamente, a nova legislação acabou abrindo espaço para que os empresários tenham a maior fatia dos direitos federativos dos atletas. Com isso, diminuiu o interesse dos clubes pelas categorias de base, nas quais se formam jogadores iniciantes, para eventual futuro aproveitamento nos times principais. "Os craque agora estão lá fora", lamenta Máximo, sem otimismo quanto ao futuro.

(...)

O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) Pedro Trengrouse, que foi consultor da Organização das Nações Unidas (ONU) para a Copa de 2014, vê oportunidades de recuperação do futebol carioca pelo fato de os clubes ainda serem, segundo ele, os de maior torcida fora do Estado de origem. "Com exceção de São Paulo, Pernambuco e Rio Grande do Sul, o Flamengo tem mais torcida do que os clubes locais em todos os estados", afirma.

(...)

Zico tem diagnóstico claro sobre o declínio do futebol do Rio: "O futebol carioca não se renovou. Não evoluiu para oferecer melhores condições de trabalho para os profissionais". Lembra que nenhum clube do Rio possui um centro de treinamento moderno e completo, especialmente para as categorias de base, o que dificulta o desenvolvimento de novos talentos. [Ele próprio mantém um centro de treinamento, há alguns anos].

Também não há estádios em condições de receber grandes jogos, além do Maracanã, exceto o do Botafogo, que é alugado à prefeitura e está fechado desde março de 2013. Para Zico, os títulos ganhos por Flamengo e Fluminense em 2009, 2010 e 2012 foram circunstanciais e acabaram gerando diagnóstico falso: "Acharam que ganhando três vezes tinha que continuar tudo como estava".

O elevado endividamento dos clubes e os constantes atrasos dos salários são outros fatores que Zico acrescenta para compor cenário negativo do futebol carioca. "Você vai trabalhar onde recebe." Mas vê esforços no rumo de nova mentalidade, especialmente no seu Flamengo.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Votação da renegociação das dívidas adiada. Mas deliberação na próxima semana é dada como certa


Mais uma vez a votação para aprovar o projeto de renegociação das dívidas dos clubes foi adiada. Nova data marcada: terça-feira que vem. Os pontos polêmicos e previsíveis, de aumentar a tributação sobre a CBF e submeter a entidade a possíveis auditorias por parte dos órgãos fiscalização, serão retirados do projeto para que possa ser finalmente apreciado.

Foi um pedido dos clubes, para que a nova Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte seja aprovada o mais rapidamente possível.

Como este blog escreveu, o objetivo de aliviar os clubes precisa ser mantido. O que não deixa de ser uma vitória da CBF. Seu lobby é pesadíssimo no Congresso, a bancada da bola é imbatível no alinhamento político para impedir transtornos à instituição. Mas os times interessados nesse financiamento não podem ter o ônus dessa luta gloriosa.

Entretanto, sendo esperançoso e até de certo modo ingênuo, vejo um ponto positivo: os clubes, para executar o parcelamento, serão obrigados a seguirem regras rígidas de gestão, serão forçados a ter uma administração profissional. No futuro, serão estes que cobrarão da CBF e das Federações mudança no modelo dessas instituições, aí sob forma da Lei e mais fortes financeiramente.

terça-feira, 29 de abril de 2014

Comissão do Proforte volta a se reunir nesta terça-feira para discussão e votação - Atualizado


Nesta terça-feira será dado prosseguimento à discussão na Comissão do Proforte, com o substitutivo proposto pelo relator, o deputado Otávio Costa, que derrubou o projeto original (anistia de 90% da dívida em troca de apoio aos esportes olímpicos) para criar a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.

Essa Lei compreende no alongamento das dívidas fiscais em 25 anos tendo contrapartidas claras, como a obrigação de apresentar as Certidões Negativas antes dos campeonatos, ter uma gestão democrática, manter os salários em dia de atletas e funcionários, padronizar o balanço financeiro, responsabilização pessoal do dirigente, e evitar a antecipação de receitas que ultrapasse o fim do mandato.

O problema é que nessa tacada querem pegar a CBF, como por exemplo incluir nessa Lei de Responsabilidade: auditoria nos contratos de patrocínio e tirar 10% destes para um fundo do esporte da base. O foco precisa ser mantido, não adianta querer abraçar o mundo. Se ampliar o parcelamento dos débitos fiscais e designar uma série de regras para se manter o acordo for aprovado, já será um grande avanço.

A reunião está marcada para às 15h nesta terça-feira. Se for aprovado na Comissão e nenhum deputado exigir a deliberação para o Plenário, o projeto já sai da Comissão para o Senado Federal.


ATUALIZADO:

Coluna De Prima, do Lance informa a estratégia de votação do relator Otávio Leite:

"Com a oposição de parlamentares ligados à CBF aos substitutivos do Proforte, que será votado nesta terça-feira em Brasília, o deputado Otávio Leite vai propor que as emendas sejam votados em separado. Primeiro, a lei de responsabilidade fiscal e a renegociação da dívida. Depois, a taxação da CBF para financiar o futebol de base."

À ESPN, O presidente do Coritiba e representante dos clubes no debate afirmou que não vê necessidade de contrapartidas para aprovação do parcelamento, e disse que o projeto pode ser enterrado se a taxação à CBF entrar em pauta:

 "Não tem nenhum privilégio. Os clubes estão reembolsando R$ 4 bilhões perdidos ao Governo. Eles ainda se submetem a responsabilidade fiscal com penalidades pesadas. O Governo ainda nesta semana, via BNDES, abriu uma linha de crédito subsidiado de R$ 42 milhões às (companhias) elétricas. As montadores tiveram redução de IPI no valor de R$ 28 bilhões. Os usineiros tiveram mais de R$ 9 bilhões. Que privilégio os clubes terão? "Em relação a CBF, essa taxa é totalmente inconstitucional. É apenas palco para promoção política. Este é o problema. O projeto será inviabilizado pela vaidade política de alguns".

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Bancada da bola adia votação do novo Proforte para a próxima terça-feira


Não foi dessa vez que a Comissão que analisa a criação do Proforte votou o substituto proposto pelo deputado Otávio Leite, que cria a Lei de Incentivo Fiscal do Esporte.

Um dos pontos polêmicos é quando declara o futebol nacional como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e propõe que, por exemplo, a CBF e as Federações tenham os contratos de patrocínio auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sempre que solicitado pelo Executivo ou por membro do Poder Legislativo e que 10% desses patrocínios sejam dedicados a um  fundo de esporte da base.

A bancada da bola reagiu e impediu a votação nesta quarta-feira. Nova data foi marcada: 29 de abril, terça-feira que vem.

O projeto original previa uma anistia de 90% da dívida tendo como contrapartida investimentos nos esportes olímpicos. Não prosperou, daria margem para muita subjetividade. Agora o objetivo é parcelar 100% da dívida dos clubes em 25 anos,  forçando as instituições esportivas a mudarem seu modelo de gestão, criando mecanismos claros de controle como a obrigação de apresentar Certidões Negativas, balanço financeiro padronizado e proibição de antecipar cotas de televisão por um período superior ao tempo de mandato.

Esse precisa ser o foco. Saudável a coragem do deputado Leite, mas infelizmente não dá pra abraçar o mundo. Se aprovar esse substituto com as propostas apresentadas já será um grande avanço.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Proforte sepultado. Vem agora uma de Lei de Responsabilidade Fiscal para os esporte

O Proforte está enterrado.

Em comissão geral será realizada no Plenário da Câmara nesta quarta-feira para debater o fortalecimento dos esportes olímpicos e a situação financeira dos clubes, o deputado Otávio Leite apresentou substitutivo que muda a característica inicial do projeto.

Na origem do Proforte estava a anistia de 90% das dívidas em troca de investimentos nos esportes olímpicos. Mas seria impossível contabilizar e fiscalizar as contrapartidas. E os clubes que não têm tradição em formar atletas olímpicos, o que fariam em troca? Sem entrar no mérito da imoralidade.

Agora, a dívida não será mais convertida em contrapartidas. Os investimentos em esportes olímpicos ficarão para um outro momento, aliás, como queria o presidente do Flamengo. A dívida seria parcelada em 25 anos tendo pré-requisitos claros e objetivos para executar esse acordo como:

1. Apresentação de Certidões Negativas de Débito um mês antes das competições, sob pena de rebaixamento;
2. Comprovação de salários em dia de atletas e funcionários do clube;
3. Responsabilização pessoal do dirigente esportivo;
4. Padronização do balanço financeiro e
5. Formação de um comitê de acompanhamento da execução dessas regras com representante dos clubes, dos jogadores, dos patrocinadores, da imprensa, do bom-senso e do Poder Executivo.

Seria uma espécie de Lei de Responsabilidade Fiscal para o esporte. Com regras claras de uma administração, como por exemplo a proibição de antecipação de receitas que ultrapasse o fim do mandato. “transparente, democrática e participativa”.

Confira trechos da excelente participação de Pedro Trengrouse, professor da FGV:

"O problema do futebol brasileiro não é dinheiro. O problema do futebol brasileiro é de gestão. E não é de gestão dos dirigentes, mas é de um modelo de gestão adequado para essa atividade, que, quando começou, há cem anos, era uma atividade lúdica e amadora, e hoje é um grande negócio. preciso, sim, separar o esporte olímpico do futebol. São coisas diferentes. É preciso, sim, que cada atividade do clube tenha um centro de custo independente, individualizado, que possa gerar as suas próprias receitas e controlar os seus próprios gastos.

Aliás, o modelo de financiamento do futebol, que é basicamente privado, com a Rede Globo, com a AMBEV, agora com a Odebrecht, com a OAS, ou seja, com os grandes grupos empresariais do Brasil sustentando essa atividade, é diferente do modelo de financiamento do esporte olímpico, que é financiado pelo Poder Público, e ponto. Mesmo aqueles que têm patrocínio só têm patrocínio de empresa pública. É Banco do Brasil, Caixa Econômica, Correios. Por quê? Porque, entre investir no futebol e investir em qualquer esporte olímpico, a empresa privada, que visa simplesmente o retorno do seu investimento, investe no futebol em vez de investir no esporte olímpico. Então, se o modelo de investimento é diferente, o modelo de gestão também tem que ser. É preciso inovar, talvez criar fundações quepermitam que esses clubes busquem, no Poder Público, através de emendas, convênios, contratos, a independência necessária para que o esporte olímpico possa se viabilizar no modelo de financiamento brasileiro, que é público para o esporte olímpico e privado para o futebol.

E esta Comissão, que não deve terminar simplesmente neste projeto de lei, tem condições de tocar isso adiante. Nós vivemos hoje um momento de CBF rica e clubes pobres, de federações ricas e clubes pobres. No Rio de Janeiro, agora, no campeonato estadual, nos 120 jogos da primeira fase, os clubes tiveram um prejuízo acumulado de 500 mil reais, enquanto a federação arrecadou, nesses mesmos jogos em que os clubes tiveram prejuízo, 800 mil reais. Para a federação foi lucrativo, mas para os clubes não foi.

Então, Deputado Otavio Leite, é preciso que todos estejam no mesmo barco. Se as certidões negativas de débito são importantes para a participação dos clubes nas competições e se a verificação dessas certidões deve se dar pelas federações e pela CBF, que estas sejam responsáveis solidariamente pelas dívidas que agora ajudam a controlar e ajudar a pagar. Mesmo porque, o dinheiro do futebol brasileiro hoje vem se concentrando nessas entidades e não nos clubes. E, se estamos todos no mesmo barco, que tenhamos todos a mesma responsabilidade. Eu quero ver se daqui para a frente nós vamos ter federação dizendo que o problema de gestão é sódos clubes, quando, na verdade, nós fazemos parte do mesmo sistema, e eles são tão responsáveis quanto os clubes. "


Bandeira de Mello:

"Eu gostaria de dizer aos senhores que estou muito feliz de estar aqui hoje participando de um processo que vai nos levar à criação de um instrumento de moralização do futebol brasileiro para um novo padrão de governança. É um instrumento também de recuperação financeira dos clubes brasileiros e talvez, principalmente, um instrumento que vai permitir a recuperação de crédito da Fazenda Nacional, que vem tendo dificuldade de se recuperar ao longo de muitos anos. Desde que o projeto foi apresentado como um projeto de reestruturação, eu entendi que o ponto principal do projeto era a mudança do padrão de governança, era a moralização do futebol brasileiro, o compromisso e a ideia de assegurar que, daqui para frente, os clubes não mais atrasariam impostos, não mais atrasariam seus compromissos a serviço da dívida e nem atrasariam seus compromissos com os jogadores e com seus funcionários."

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O fim do Proforte é um bom sinal para o futebol brasileiro

A Comissão que debate a dívida fiscal dos clubes enterrou o Proforte, pelo menos no modelo proposto de anistia em troca de investimentos nos esportes olímpicos.

A participação de dois especialistas na reunião em Brasília nesta quarta-feira, Amir Somoggi e Fernando Ferreira, revelou que a anistia da dívida fiscal só resolveria uma parte desse problema, isso porque a dívida que está crescendo é aquela contraída via empréstimos bancários. São aqueles compromissos acima da capacidade de pagamento, especialmente na hora da contratação de reforços.

Tudo caminha agora para que o Proforte seja uma "lei de responsabilidade fiscal" do futebol, tendo contrapartidas claras para os clubes beneficiados: modelo profissional de gestão, controle dos gastos condicionado à capacidade de arrecadação, transparência, e que o gestor seja responsável pelas dívidas que a instituição esportiva venha a contrair.

E segue o debate.

sexta-feira, 1 de março de 2013

A busca incansável pela Certidão Negativa de Débito [3]

Excelente notícia que saiu hoje no Lance:

A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional concordou com a proposta de acordo do Flamengo para o pagamento das dívidas fiscais e agora falta a Justiça homologar a decisão para que as parcelas mensais comecem a ser pagas. O departamento jurídico mobiliza sua força para conseguir as certidões negativas de débito municipal, federal e trabalhista, o que ainda não tem previsão. Os dirigentes esperam obter as certidões o quanto antes para ao menos se beneficiar das Leis de Incentivo ao Esporte.

Em breve o Clube terá as benditas Certidões Negativas de Débito e em tempo recorde, visto que o Corinthians demorou dois anos para obter as suas. Será excelente principalmente para os esportes olímpicos do Flamengo, que poderam captar recursos via Leis de Incentivo Fiscal.

Parabéns a todos os envolvidos.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

A busca incansável pela Certidão Negativa de Débito [2]

Boas notícias do Marcus Castro, Rubro Negro e Procurador do Estado:

- Houve importante progresso na negociação entre Flamengo e a PFN em busca do parcelamento dos débitos tributários do clube.

- Muita coisa foi paga, parte do que foi penhorado irá ser liberado para mais pagamentos, e o resto será parcelado.

- O parcelamento proposto está dentro da autorização legal que a AGU tem para fazer acordo: máximo de 60 meses. Vão pagar em menos tempo.

- O total do executável beirava os R$ 180 milhões, cerca de R$ 30 já foram pagos esse ano e mais R$ 30 serão pagos na assinatura. O restante parcelado.

- Assim que o acordo for homologado, podemos dizer que, enquanto o Fla pagar as parcelas ele estará em dia, podendo inclusive emitir CND.

- E, com a CND (Certidão Negativa de Débito) nas mãos, torna-se bem provável o tal patrocínio com a Caixa, por exemplo. Além das várias possibilidades de CT e Olímpicos.

sábado, 23 de fevereiro de 2013

A busca incansável pela Certidão Negativa de Débito

Outra boa matéria do excelente jornalista Carlos Eduardo Mansur no jornal O Globo desse sábado. A busca pela Cetidão Negativa de Débito virou prioridade dos novos gestores.

O Flamengo já pagou R$ 25 milhões em impostos só nesse começo do ano, dando uma prova à Procuradoria Geral da Fazenda de que está disposto a cumprir seus compromissos.

Nos próximos dias, o Flamengo entregará uma proposta de acordo à Procuradoria. Nela, fixa um valor mensal a ser pago, em troca da emissão da certidão. Para dar sinais ao governo de que quer romper com a tradição de mau pagador, se propõe a oferecer como garantias seus contratos de patrocínio e até o terreno do CT do Ninho do Urubu.

A busca pela CND permitiria ao clube fomentar seus esportes olímpicos via Lei de Incentivo Fiscal, além de negociar contratos para o futebol via empresas estatais.

Regularizar a situação fiscal e conseguir a certidão permitiria ao Flamengo fomentar os esportes olímpicos com leis de incentivo. Hoje, as modalidades não são sustentáveis. Além disso, interromperia a incidência das penhoras de valores mais altos. Por fim, permitiria contratos com estatais. O patrocínio da Caixa Econômica Federal, com valores próximos de R$ 35 milhões, é uma possibilidade real que está na mesa, mas o Flamengo não é elegível para recebê-lo.

Foi-se descobrindo um rombo no recolhimento de Imposto de Renda, situação que não acontecia há cinco anos. Em qualquer empresa privada, o seu gestor já poderia atrás das grades. Ano passado o Flamengo deixou de pagar parcelas do programa de refinanciamento de dívidas com o Refis e a Timemania. Estas parcelas já foram quitadas, assim como a comprovação do recolhimento de todos os impostos que incidem sobre os salários.

A diretoria costuma usar imagens para explicar a razão dos investimentos tímidos no futebol, mostrando que a regularização fiscal virou prioridade. Por exemplo, dirigentes comentam que os R$ 25 milhões pagos em impostos permitiriam ao clube ter contratado “dois Montillos”. No entanto, seria impossível garantir que o argentino receberia seus salários em dia.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Mais uma vitória decisiva para o futuro do Clube

Votação no escuro

Mais uma vitória da atual gestão. Foi eleito nessa noite como novo presidente do Conselho Deliberativo, o ex-presidente Delair Dumbrosck por 49 votos de diferença. Agora é rumo às mudanças que o Flamengo precisa.

A vitória no parlamento Rubro Negro era importantíssima para a sonhada modernização do estatuto, pois qualquer alteração que precisar ser feita, é por lá que tem que passar e, uma vitória da oposição, além de poder impedir esta democratização, poderia ser pedra no sapato na aprovação, por exemplo, dos grandes patrocínios para o Clube e possíveis parcerias.

A criação de um sócio-torcedor com direito a voto é um dos projetos da nova gestão e precisa ser aprovado pelo Conselho. Patrícia Amorim em 2009 também conseguiu eleger o presidente do Congresso da Gávea, gabou-se de nunca ter perdido uma eleição no Deliberativo, mas foi incapaz de propor uma alteração no estatuto ampliando o colégio eleitoral e abrindo as portas para aquele torcedor que não tem interesse em passar o final de semana no clube, mas apenas escolher seu representante.

A chapa azul prova que não é necessário alteração no estatuto para profissionalizar a gestão, pois ele não impede a contratação de gestores e muito menos desobriga o clube a ser tratado como uma empresa de grande porte, ele apenas obriga a ter os vice-presidentes amadores, exatamente como Eduardo Bandeira de Mello arquitetou.

A nova gestão do Clube tem mais uma ferramenta em mãos para executar as modernizações necessárias para elevar o Clube onde ele merece estar. Que sejam rápidos para aproveitar essa boa fase de calmaria e paz na política Rubro Negra. Parabéns aos articuladores da chapa! O Blog está na torcida!