Mostrando postagens com marcador Lei de Incentivo Fiscal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Lei de Incentivo Fiscal. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 6 de março de 2014
Alexandre Póvoa fala sobre basquete, Final Four e as novidades dos esportes olímpicos
O vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa, volta ao blog para comentar sobre a boa fase do basquete, os gastos para sediar o Final Four da Liga das Américas e as novidades dos esportes olímpicos da Gávea, como a contratação da ex-ginasta Luisa Parente para ser gerente da modalidade no Flamengo.
1) Ao contrário do ano passado, quando o Flamengo chegou ao ápice ali pela metade do NBB, neste ano o Flamengo vai crescendo justamente no tempo certo, a curva está na crescente? Washam mais em forma e mais entrosado, Marquinhos e Marcelinho recuperados, time aprendendo a jogar sem o Benite. É por aí?
Essa temporada foi completamente diferente da anterior por diversos fatores. Em 2012/2013, o time era recém-formado, primeiro ano do Neto e uma equipe bastante modificada depois de fracassos anteriores com o Gonzalo Garcia. Não houve competições internacionais de seleção brasileira e pelo o que me foi relatado pela Comissão Técnica (ainda estamos falando da gestão anterior) houve tempo para a realização pré-temporada fortíssima. Enquanto os outros times não estavam tão preparados, o time entrou “cantando pneu” na NBB e fez aquela improvável espetacular série invicta, mesmo com o Marcelinho se machucando logo no começo.
Para quem conhece basquete, aquela supremacia toda não era compatível com a (pequena) diferença entre os times. Criamos uma boa gordura, mas aí o time começou a cair muito no meio do campeonato, mostrar inconstância e perder feio na Liga das Américas. No último jogo da primeira fase ganhamos na terceira prorrogação do Tijuca, que disputou rebaixamento. Atribuo isso a dois fatos: Primeiro, pela oscilação natural na competição e segundo pelo fato de o elenco ter alguns desequilíbrios na formação que dificultavam manter o padrão (desequilíbrios que buscamos corrigir para a atual temporada).
Porém, com a vantagem garantida nos playoffs (que foi fundamental), conseguimos voltar a crescer na reta final da competição e, apesar de todas as dificuldades, vencemos a NBB naquele memorável dia 01/06.
Na atual temporada, começamos por buscar corrigir os dois desequilíbrios que identificamos na equipe em 2012/13. Só quem nunca fez esporte repete a tola frase de que “em time que se está ganhando não se mexe”. É claro que se mexe, se for para melhor. Primeiro, identificamos a necessidade de uma consistência maior na armação. Um time de basquete não pode jogar do mesmo jeito ganhando ou perdendo de 30 pontos. Tem que ter o controle do jogo e essa é a função do armador, é ele quem dita o ritmo. Esse era um defeito do time do ano passado. Talvez eu seja velho, mas cresci vendo Hélio Rubens, Fausto, Nilo, Maury e mesmo aqui no nível local um Bigu, Bira, entre outros que considero armadores de verdade. O esforço para trazer o Nicolas foi nessa direção. Vários outros jogadores nos foram oferecidos. O desempenho dele só pode ser surpresa para quem não o acompanhava no ano passado, sempre foi a nossa primeira opção.
O outro desafio era conseguirmos uma rotação mais qualificada e menos instável de pivôs, já que éramos muito dependentes do Caio. Não conseguimos mantê-lo e optamos por trazer o Jerome e o Cristiano. Acreditamos que o time hoje consegue manter um bom padrão quando há rodízio entre os jogadores que jogam dentro do garrafão.
Posso dizer que em ambas as intervenções, estamos muito satisfeitos. O time esse ano é mais equilibrado que o do ano passado. No nosso planejamento, propositalmente, deixamos a vaga de um estrangeiro em aberto no começo do ano para reforçar mais à frente ou para suprir potenciais emergências (alguma contusão ou a observação em relação ao Marcelinho que voltava de séria contusão).
Aí começaram os problemas: Não pudemos fazer uma pré-temporada tão qualificada por conta da seleção no pré-Mundial; o Marquinhos teve complicações sérias na recuperação de uma cirurgia de joelho, que inicialmente era classificada como simples; o Benite teve aquela terrível contusão; e o Marcelinho naturalmente foi se readaptando aos poucos e não podia ser foçado. Enfim, diferente da temporada anterior, as coisas foram bastante complicadas no começo, por isso o time não largou tão bem. Mas o grupo foi bravo e muito raçudo e ficou rodeando as primeiras posições mesmo com todas as dificuldades.
Como havíamos reservado uma vaga para estrangeiro, a reposição do Benite (que esperamos que volte antes do final da NBB) ficou facilitada e o escolhido foi o Washam. É um jogador experiente, forte, duro na marcação, complementar à característica dos outros jogadores e que vai nos ajudar bastante. Aos poucos, com a volta do Marquinhos, recuperação total do Marcelinho e a progressiva entrada em forma do Washam e, na minha opinião, com uma rotação de banco melhor que a do ano passado (pena que não temos o Benite, mas o Gegê foi chamado à responsabilidade e tem respondido muito bem), estamos crescendo mais fortemente agora. Por ser um time mais equilibrado, acho que menor a chance de uma oscilação mais brusca adiante. Se vamos ganhar a NBB e a LDA é outra história, quem já jogou sabe que há muitas variáveis que influenciam. Mas acho que montamos um ótimo time para ganhar as duas competições. Além disso, o grupo é extremamente profissional e unido, o que em esportes coletivos, junto com a qualidade técnica, faz uma enorme diferença.
Fico feliz em termos ganhado também a LDB e pelo fato de cinco atletas daquele time estarem regularmente participando do grupo da NBB. Esse é o nosso objetivo de médio-longo prazo para todos os esportes do clube. O Flamengo tem que voltar a ser um formador de jogadores e há um plano já estabelecido para 2014 onde o Neto, Rodrigo (assistente dele) e o Chupeta trabalharão juntos em uma grande reformulação das categorias de base do Flamengo. Tudo isso sobre a supervisão do André Guimarães e o comando do Marcelo Vido, que está coordenando brilhantemente o processo de reestruturação do esporte olímpico do Flamengo, das escolinhas (agora Escola de Esportes) até as categorias adultas.
2) Um jogador que tem vindo do banco e ajudado muito é o Felício. Qual a avaliação desse jovem e excelente jogador?
O Cristiano tem um potencial monstruoso. Com o tamanho, envergadura e agilidade que tem, queremos ajuda-lo a chegar ao topo máximo. Além disso., é um garoto humilde excelente pessoa. Eu vi o Nenê jogar no juvenil e no adulto do Vasco e sinceramente, comparando os dois na mesma idade, o Cristiano não fica nada a dever (o que não quer dizer que vá chegar ao mesmo estágio do Nenê atual).
O Cristiano ficou quase um ano sem jogar nos EUA. Começou tímido, desequilibrou na LDB, está recuperando a confiança agora e vai nos ajudar demais nessa reta final de NBB e LDA. Precisa acreditar que tem uma força física enorme para buscar o contato embaixo do garrafão e não evitá-lo, como se fosse um jogador mais baixo, como fazia antes. No dia em que acreditar plenamente nele, com a orientação do Neto e comissão, acho que no mínimo o Brasil vai ganhar um jogador de seleção por muitos anos. Reparem que ele tem agilidade e velocidade para marcar alas (posição 3) também, podendo ser bastante útil defensivamente nesse quesito para grupo.
3) Final Four no Maracanãzinho. Qual o custo em dólares, estrutura, hospedagem. O que o Flamengo precisa oferecer para ser a sede? Como estão as negociações?
Primeiro, há de se vencer a briga política dentro da FIBA Américas (onde “todos falam espanhol”) para que as finais sejam no Rio. O custo total, contando a cota deles e estrutura/hospedagem é ao redor de R$ 600 mil. É caro, o tempo é curtíssimo, mas estamos correndo atrás de patrocinadores para tentar, junto com a projeção de bilheteria, viabilizar esse sonho (caso vençamos a briga política). O bacana é que, se conseguirmos, será a volta do basquete ao Maracanãzinho.
Nada é fácil em um país onde o futebol está em primeiro, segundo, terceiro e lá para décimo aparece o vôlei. Dura realidade, mas vamos brigar até o final. Agora, mesmo que o Final Four não seja aqui, com o nosso grupo, temos plena confiança nas nossas chances de vitória, onde quer que joguemos.
4) Como anda a captação via pessoa jurídica dos projetos do Ministério do Esporte?
O projeto de Ginástica Artística e Judô já está sendo executado. Para a nossa enorme alegria, trouxemos a Luisa Parente como gerente de nossa área e ela vai tocar diretamente essa reestruturação.
Já completamos os 20% em um segundo projeto, mas só vamos anunciar quando as duas empresas envolvidas assinarem o contrato conosco. Nos outros dois projetos que faltam, estamos bem encaminhados. Tenho confiança que teremos condições, ainda no primeiro semestre de 2014, de anunciar a plena autossuficiência nos esportes olímpicos. A luta é diária, mas cabe o registro de como o setor privado tem pouco interesse no esporte olímpico, mesmo através de lei de incentivo. Espero que após a Copa do Mundo, quando o esporte olímpico “vai virar moda” até 2016, esse quadro mude.
5) Quais os planos para 2014? A captação da pessoa física será reaberta no segundo semestre para novos projetos? Projeto via ICMS para o parque aquático?
Certamente, o Anjo da Guarda Rubro-Negro volta no segundo semestre e espero que seja um programa que vigore para sempre no Flamengo que sonhamos, cumpridor de seus deveres como clube cidadão. Tudo é muito novo para as pessoas. Se tivemos 822 que se deram ao trabalho de transferir seu imposto para o Flamengo nesse ano, que em 2014 consigamos manter essas pessoas e trazer mais 822. Nesse ritmo, em alguns anos, teríamos as pessoas físicas autossustentando integralmente as categorias de base dos esportes olímpicos do Flamengo, que é um sonho de todos nós.
O plano é entrar no círculo virtuoso de reapresentar anualmente os projetos de IR, ICMS, SICONV e Lei Pelé, além de continuar correndo atrás de patrocínios privados para que o Flamengo mude completamente de patamar no esporte olímpico. Isso envolve aumento progressivo e autossustentável de receitas para o financiamento operacional de cada esporte, melhora significativa na parte estrutural da Gávea e investimento em ciência do esporte (excelência).
A reforma física da Gávea (também com o dinheiro do Comitê Olímpico Americano) começa em 2014. O projeto do ICMS para a piscina já está aprovado e deve ser divulgado a qualquer momento no Diário Oficial. O mesmo deverá ser complementado por projetos de convênio com o SICONV.
2013 foi o ano da sobrevivência nos EOs, 2014 será o da reorganização definitiva e que 2015 comecemos a buscar a excelência sobretudo na formação de atletas, característica que infelizmente perdemos ao longo dos anos. Ninguém paga R$ 120 milhões de impostos por ano impunemente, mas vamos conseguir tirar o Flamengo desse atoleiro em que foi metido e teremos um clube caminhando para os nossos sonhos.
6) Dinheiro do CONFAO já foi repartido?
Não. O Ministério dos Esportes já assinou a última portaria que faltava destinando 20% (!!!!) dos recursos para despesas administrativas da Confederação Brasileira de Clubes. Falta agora a mesma fazer o chamamento público para que os clubes apresentarem os projetos. Acreditamos que esses recursos possam entrar a partir do segundo semestre desse ano e é mais uma fonte de recursos que contamos, apesar de ser uma lei muito mais restrita comparativamente aos projetos de IR e ICMS. Nada é fácil, até aqui tem gente caindo de paraquedas querendo parte dos recursos, mas vamos lutar até o fim para receber de volta cada centavo que o Flamengo tiver direito como um dos maiores formadores de atletas olímpicos do Brasil.
Marcadores:
Alexandre Póvoa,
Basquete,
Confao,
Entrevista,
Gestão dos Esportes Olímpicos,
Ginástica,
Lei de Incentivo Fiscal,
Liga das Américas,
Portal Anjo da Guarda
sábado, 25 de janeiro de 2014
Flamengo consegue aporte de R$ 6 milhões para CT profissional via ICMS
Após garantir R$ 8 milhões da TIM para o basquete, o Flamengo conseguiu um aporte de R$ 6 milhões da AMBEV para as obras do CT do módulo profissional. Tudo isso graças às Certidões Negativas de Débito. É o que informa o site Falando de Flamengo.
Não é aquela parceria que prometeram uns tempos atrás. Agora é via isenção fiscal, ICMS, que tem sido o melhor caminho porque é estadual. E aqui no Rio o Flamengo largou na frente e está conseguindo as melhores oportunidade.
Como o São Paulo, Pinheiros e Minas fizeram lá em 2008 via Ministério do Esporte quando conseguiram aprovar diversos projetos pela Lei de Incentivo ao Esporte. Hoje é uma guerra. Milhares de projetos, a concorrência é enorme.
Além da AMBEV, o clube fechou parceria com a empresa Lafarge, líder mundial em materiais de construção, no valor de R$ 1,5 milhão.
sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Alexandre Póvoa e as boas novidades para este 2014
O vice-presidente de esportes olímpicos Alexandre Póvoa conversa com o blog sobre este começo de 2014. Confira:
RECURSOS DA TIM
O processo foi sofrido, mas finalmente recebemos os recursos oriundos da empresa patrocinadora oriundos da lei de incentivo. Com isso, estamos acertando com os jogadores os meses atrasados de salários (na realidade, o total de outubro a dezembro ainda vão faltar uns 15%). Depois de um ano de 2013 dificílimo para o clube, estamos começando a respirar e queremos pagar todos os nossos compromissos. Acertamos o pagamento parcelado da premiação da NBB 5. Além disso, jogadores mais antigos tinham dívidas de gestões passadas. acertamos um parcelamento mais longo e começamos a pagar. Enfim, hoje está tudo conversado com os jogadores e todas as pendências equacionadas. Ainda temos um valor bem menor restando para autossustentar o basquete nesse restante de temporada, mas na semana passada o patrocinador finalmente liberou e estaremos buscando patrocínio para a camisa. Enfim, estamos otimistas que conseguiremos chegar bem ao final dessa temporada e, mais importante, planejar a temporada de 2014/15 para que esses problemas não ocorram mais.
Deixando claro que não estamos fazendo mais que nossa obrigação, não é mérito algum . Ainda falta cerca de 1/8 do nosso orçamento total para ficarmos 100% autossustentáveis. Esperamos conseguir na venda das propriedades da camisa, apesar de ser longe de ser fácil como as pessoas imaginam.
Ano de dificuldades, grupo crescendo jogo a jogo, com a entrada do Marquinhos e Washam espero uma equipe mais consistente e com mais opções. A garotada, além de ganhar a LDB, está ocupando o seu espaço. O grupo tem sido muito forte esse ano, apesar de todos os problemas, merecem aplausos. O objetivo é chegarmos na primeira fase da Liga das Américas em Quito com todos 100%.
JUDÔ E GINÁSTICA ARTÍSTICA - PRIMEIROS ESPORTES AUTOSSUSTENTÁVEIS
Foi o primeiro projeto a atingir os 20% (o que já financia as despesas dos esportes no ano de 2014). O mundo dá muitas voltas e fico feliz que eles tenham sido os primeiros, depois dos cortes que fizemos no começo do ano passado. E virão mais boas notícias por aí para ambos os esportes, já que começaremos a reforma parcial do ginásio incendiado agora em fevereiro (para que a ginástica possa ao menos voltar para lá) e o centro de lutas é a prioridade do Comitê Olímpico dos EUA, devendo ser a primeira obra deles na Gávea.
Contatamos 131 empresas, 11 aportaram recursos e estamos esperando a resposta de cerca de mais 10 outras nesse começo de ano. 2 milhões de reais captados de pessoa jurídica em projetos de IR e R$ 14,3 milhões em ICMS (basquete + CT). Esperamos fechar os 20% dos três projetos restantes (Esportes Terrestres, Aquáticos e Remo). Mas o processo decisório nas empresas, sobretudo quando se trata de esporte olímpico, é muito lento.
NÚMEROS FINAIS DA CAMPANHA ANJO TORCEDOR
Sim, 822 anjos, com R$ 1,2 milhões de arrecadação vindos de 25 (!!!) estados diferentes. Apesar de ser muito aquém do potencial do Flamengo, ficamos satisfeitos com os resultados. O programa é novo, as pessoas têm receio quando se fala em IR e não tivemos muitos recursos para uma divulgação mais ampla.
Em 2012, naquela correria de final de ano para conseguirmos ainda financiar o projeto do Instituo do Atleta Rubro-Negro, foram 2 anjos. Em 2013, foram 822. Em 2014, temos que mirar o dobro, tanto de pessoas, quanto de arrecadação. E aí começa o ciclo virtuoso. Esse ano estaremos nos relacionando bastante com quem contribuiu, acho que será bem bacana.
A decepção fica por conta de algumas pessoas (notadamente “notáveis’ rubro-negros) que, mesmo podendo contribuir com o clube de graça, foram contactados e não passaram nem perto da campanha. Deixa para lá, a vida continua e como falei, o mundo dá as suas voltas.
NOVOS PROJETOS
Os projetos abaixo estão em fase final de aprovação.
- Projeto da reconstrução do parque aquático (Gávea): Em fase de aprovação no Governo Estadual
- Projeto de construção de uma academia para atletas olímpicos (Gávea): Em fase de aprovação no Governo Estadual
- Projeto de aquisição de flotilha de remo: Em fase de aprovação no Governo Estadual
NOVIDADES DO DINHEIRO DO CONFAO
Sim, boas notícias. O Ministro assinou a última portaria que faltava estabelecendo 20% (!!!!, mais dinheiro desperdiçado) como teto para as despesas administrativas da CBC. Pelo menos o dinheiro está liberado, faltando a CBC soltar o chamamento público, que deve ocorrer no segundo trimestre. Acesso direto, através de projetos a serem aprovados, aos recursos da Lei Pelé – Orçamento total aproximado a ser distribuído em 2014 – R$ 140 milhões (ou 80% disso...).
CHAMADA PÚBLICA DO MINISTÉRIO DO ESPORTE
Sim. Vamos buscar cada centavo de que temos direito. Acesso direto, através de projetos a serem aprovados, aos recursos do convênios do SICONV (Ministério dos Esportes) - Orçamento total a ser distribuído em 2014 – R$ 220 milhões.
2014
Fazer esporte olímpico nesse país é trabalho para alguns idealistas. A dificuldade é enorme, o Governo apoia muito pouco, as confederações sugam a maio parte dos recursos de grandes corporações o interesse das empresas em apoiar é, em geral, baixíssimo. Passada a Copa, espero que ventos favoráveis comecem a soprar. Mas estamos esperançosos que em termos de Flamengo, com mais dois anos desse trabalho, mudaremos de patamar e começaremos a voltar a sermos referência.
RECURSOS DA TIM
O processo foi sofrido, mas finalmente recebemos os recursos oriundos da empresa patrocinadora oriundos da lei de incentivo. Com isso, estamos acertando com os jogadores os meses atrasados de salários (na realidade, o total de outubro a dezembro ainda vão faltar uns 15%). Depois de um ano de 2013 dificílimo para o clube, estamos começando a respirar e queremos pagar todos os nossos compromissos. Acertamos o pagamento parcelado da premiação da NBB 5. Além disso, jogadores mais antigos tinham dívidas de gestões passadas. acertamos um parcelamento mais longo e começamos a pagar. Enfim, hoje está tudo conversado com os jogadores e todas as pendências equacionadas. Ainda temos um valor bem menor restando para autossustentar o basquete nesse restante de temporada, mas na semana passada o patrocinador finalmente liberou e estaremos buscando patrocínio para a camisa. Enfim, estamos otimistas que conseguiremos chegar bem ao final dessa temporada e, mais importante, planejar a temporada de 2014/15 para que esses problemas não ocorram mais.
Deixando claro que não estamos fazendo mais que nossa obrigação, não é mérito algum . Ainda falta cerca de 1/8 do nosso orçamento total para ficarmos 100% autossustentáveis. Esperamos conseguir na venda das propriedades da camisa, apesar de ser longe de ser fácil como as pessoas imaginam.
Ano de dificuldades, grupo crescendo jogo a jogo, com a entrada do Marquinhos e Washam espero uma equipe mais consistente e com mais opções. A garotada, além de ganhar a LDB, está ocupando o seu espaço. O grupo tem sido muito forte esse ano, apesar de todos os problemas, merecem aplausos. O objetivo é chegarmos na primeira fase da Liga das Américas em Quito com todos 100%.
JUDÔ E GINÁSTICA ARTÍSTICA - PRIMEIROS ESPORTES AUTOSSUSTENTÁVEIS
Foi o primeiro projeto a atingir os 20% (o que já financia as despesas dos esportes no ano de 2014). O mundo dá muitas voltas e fico feliz que eles tenham sido os primeiros, depois dos cortes que fizemos no começo do ano passado. E virão mais boas notícias por aí para ambos os esportes, já que começaremos a reforma parcial do ginásio incendiado agora em fevereiro (para que a ginástica possa ao menos voltar para lá) e o centro de lutas é a prioridade do Comitê Olímpico dos EUA, devendo ser a primeira obra deles na Gávea.
Contatamos 131 empresas, 11 aportaram recursos e estamos esperando a resposta de cerca de mais 10 outras nesse começo de ano. 2 milhões de reais captados de pessoa jurídica em projetos de IR e R$ 14,3 milhões em ICMS (basquete + CT). Esperamos fechar os 20% dos três projetos restantes (Esportes Terrestres, Aquáticos e Remo). Mas o processo decisório nas empresas, sobretudo quando se trata de esporte olímpico, é muito lento.
NÚMEROS FINAIS DA CAMPANHA ANJO TORCEDOR
Sim, 822 anjos, com R$ 1,2 milhões de arrecadação vindos de 25 (!!!) estados diferentes. Apesar de ser muito aquém do potencial do Flamengo, ficamos satisfeitos com os resultados. O programa é novo, as pessoas têm receio quando se fala em IR e não tivemos muitos recursos para uma divulgação mais ampla.
Em 2012, naquela correria de final de ano para conseguirmos ainda financiar o projeto do Instituo do Atleta Rubro-Negro, foram 2 anjos. Em 2013, foram 822. Em 2014, temos que mirar o dobro, tanto de pessoas, quanto de arrecadação. E aí começa o ciclo virtuoso. Esse ano estaremos nos relacionando bastante com quem contribuiu, acho que será bem bacana.
A decepção fica por conta de algumas pessoas (notadamente “notáveis’ rubro-negros) que, mesmo podendo contribuir com o clube de graça, foram contactados e não passaram nem perto da campanha. Deixa para lá, a vida continua e como falei, o mundo dá as suas voltas.
NOVOS PROJETOS
Os projetos abaixo estão em fase final de aprovação.
- Projeto da reconstrução do parque aquático (Gávea): Em fase de aprovação no Governo Estadual
- Projeto de construção de uma academia para atletas olímpicos (Gávea): Em fase de aprovação no Governo Estadual
- Projeto de aquisição de flotilha de remo: Em fase de aprovação no Governo Estadual
NOVIDADES DO DINHEIRO DO CONFAO
Sim, boas notícias. O Ministro assinou a última portaria que faltava estabelecendo 20% (!!!!, mais dinheiro desperdiçado) como teto para as despesas administrativas da CBC. Pelo menos o dinheiro está liberado, faltando a CBC soltar o chamamento público, que deve ocorrer no segundo trimestre. Acesso direto, através de projetos a serem aprovados, aos recursos da Lei Pelé – Orçamento total aproximado a ser distribuído em 2014 – R$ 140 milhões (ou 80% disso...).
CHAMADA PÚBLICA DO MINISTÉRIO DO ESPORTE
Sim. Vamos buscar cada centavo de que temos direito. Acesso direto, através de projetos a serem aprovados, aos recursos do convênios do SICONV (Ministério dos Esportes) - Orçamento total a ser distribuído em 2014 – R$ 220 milhões.
2014
Fazer esporte olímpico nesse país é trabalho para alguns idealistas. A dificuldade é enorme, o Governo apoia muito pouco, as confederações sugam a maio parte dos recursos de grandes corporações o interesse das empresas em apoiar é, em geral, baixíssimo. Passada a Copa, espero que ventos favoráveis comecem a soprar. Mas estamos esperançosos que em termos de Flamengo, com mais dois anos desse trabalho, mudaremos de patamar e começaremos a voltar a sermos referência.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Um dia histórico para os esportes olímpicos: TIM libera o dinheiro para o basquete. Judô e Ginástica agora são autossustentáveis
Um grande dia para os esportes olímpicos da Gávea. O dinheiro do patrocínio da TIM via Lei de Incentivo Estadual foi liberado e o Flamengo vai pagar os dois meses de salários atrasados.
São R$ 8,3 milhões. Para se ter uma ideia, a receita dos esportes olímpicos nos últimos anos era de R$ 20 milhões.
Segundo entrevista do diretor Marcelo Vido ao Globo Esporte, o basquete ainda não é totalmente autossustentável, pois depende de um percentual muito baixo de recurso até julho para cobrir todo o orçamento. A premiação pela conquista do último NBB não poderá ser paga com esse dinheiro, por que segundo a Lei de Incentivo, cada centavo precisa ser gasto com o time atual.
E o mesmo Vido confirmou que o judô e a ginástica artística são os dois primeiros esportes autossustentáveis.
O site do Ministério do Esporte não está atualizado para se confirmar os valores arrecadados de cada projeto. Por sua vez, falta o clube divulgar o quanto foi arrecadado no site do projeto.
Tudo isso só foi possível graças às Certidões Negativas de Débito, que possibilitou a aprovação de quatro projetos para serem captados via renúncia de imposto de renda. Hoje temos vários times com graves crises financeiras e salários atrasados. O Flamengo cantou a pedra lá em janeiro, se antecipou, teve que cortar na raiz, ouviu muita bobagem de precipitados, gente de boa fé, porém com um conceito totalmente errado de gestão, e agora colhe os frutos de uma administração responsável.
Jorge Luiz Rodrigues precipitado, mesmo com toda experiência jornalística, não captou o que estava em curso na Gávea. Isso com apenas três meses de gestão.
E um exemplo de como o conceito de gestão dos esportes olímpicos era mal aplicado. Trecho do post do gente boa Francisco Moraes. Precisaram romper com os vícios na Gávea. E conseguiram.
São R$ 8,3 milhões. Para se ter uma ideia, a receita dos esportes olímpicos nos últimos anos era de R$ 20 milhões.
Segundo entrevista do diretor Marcelo Vido ao Globo Esporte, o basquete ainda não é totalmente autossustentável, pois depende de um percentual muito baixo de recurso até julho para cobrir todo o orçamento. A premiação pela conquista do último NBB não poderá ser paga com esse dinheiro, por que segundo a Lei de Incentivo, cada centavo precisa ser gasto com o time atual.
E o mesmo Vido confirmou que o judô e a ginástica artística são os dois primeiros esportes autossustentáveis.
O site do Ministério do Esporte não está atualizado para se confirmar os valores arrecadados de cada projeto. Por sua vez, falta o clube divulgar o quanto foi arrecadado no site do projeto.
Tudo isso só foi possível graças às Certidões Negativas de Débito, que possibilitou a aprovação de quatro projetos para serem captados via renúncia de imposto de renda. Hoje temos vários times com graves crises financeiras e salários atrasados. O Flamengo cantou a pedra lá em janeiro, se antecipou, teve que cortar na raiz, ouviu muita bobagem de precipitados, gente de boa fé, porém com um conceito totalmente errado de gestão, e agora colhe os frutos de uma administração responsável.
Jorge Luiz Rodrigues precipitado, mesmo com toda experiência jornalística, não captou o que estava em curso na Gávea. Isso com apenas três meses de gestão.
E um exemplo de como o conceito de gestão dos esportes olímpicos era mal aplicado. Trecho do post do gente boa Francisco Moraes. Precisaram romper com os vícios na Gávea. E conseguiram.
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Campanha de captação de Imposto de Renda será lançada no sábado na Gávea
Os esportes olímpicos estão prestes a viverem uma nova fase no Flamengo. É um projeto audacioso e inédito. Confira trechos do email enviado por Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos.
Todo o rubro-negro, até 31/12, poderá doar até 6% de seu IR total devido de 2013 para quatro projetos de esportes olímpicos (já aprovados) e do CT (a ser aprovado). Além disso, será a primeira vez que abriremos um instrumento para a doação de qualquer valor ao Flamengo - se o sujeito quiser doar além dos 6% de IR, poderá fazê-lo. A doação será realizada através de nosso site, com a emissão de boleto bancário. Quando efetuar o pagamento, a pessoa receberá o comprovante do projeto/Ministério dos Esportes para que possa ser usado como desconto em sua declaração de IR em abril (tal qual um recibo médico).
Isso tudo só está sendo possível pela decisão política adotada pela atual diretoria de voltar a pagar impostos e recuperar as certidões negativas de débito. Os projetos incentivados são uma forma de reaver parte desse imposto pago, iniciando um novo círculo virtuoso em nosso clube, sobretudo para os esportes olímpicos.
PROGRAMAÇÃO:
No dia 25/10 (sexta), às 11 hs da manhã, coletiva de imprensa explicando a campanha com a presença de atletas.
No dia 26/10 (sábado), entre 10:30 e 12:30 hs, evento no parque aquático na Gávea, com a presença de dois atletas de cada esporte (um antigo representativo e outro atual), Charanga e convidados (figuras ilustres rubro-negras). Às 12 hs, Eduardo Bandeira de Mello e Alexandre Póvoa farão a primeira doação simbólica através de computadores que estarão espalhados pelo ambiente.
PESSOA FÍSICA E JURÍDICA
Todos são importantes: na pessoa física (na própria ou espalhando a campanha entre amigos), na jurídica (na própria ou indicando empresas) e sobretudo na alma rubro-negra. No caso das empresas, o investimento (com contrapartidas de marketing) pode ser de até 1% do I.R. devido (lucro real) e/ou 4% do ICMS devido. Já estamos em contato com mais de 100 companhias, não é um processo fácil, precisamos da ajuda de todos (o total de projetos soma aproximadamente R$ 75 milhões). Qualquer indicação de empresa e de pessoas físicas de alta renda que queiram contribuir pode ser feita no endereço de email: projetosincentivados@flamengo.com.br
Todo o rubro-negro, até 31/12, poderá doar até 6% de seu IR total devido de 2013 para quatro projetos de esportes olímpicos (já aprovados) e do CT (a ser aprovado). Além disso, será a primeira vez que abriremos um instrumento para a doação de qualquer valor ao Flamengo - se o sujeito quiser doar além dos 6% de IR, poderá fazê-lo. A doação será realizada através de nosso site, com a emissão de boleto bancário. Quando efetuar o pagamento, a pessoa receberá o comprovante do projeto/Ministério dos Esportes para que possa ser usado como desconto em sua declaração de IR em abril (tal qual um recibo médico).
Isso tudo só está sendo possível pela decisão política adotada pela atual diretoria de voltar a pagar impostos e recuperar as certidões negativas de débito. Os projetos incentivados são uma forma de reaver parte desse imposto pago, iniciando um novo círculo virtuoso em nosso clube, sobretudo para os esportes olímpicos.
PROGRAMAÇÃO:
No dia 25/10 (sexta), às 11 hs da manhã, coletiva de imprensa explicando a campanha com a presença de atletas.
No dia 26/10 (sábado), entre 10:30 e 12:30 hs, evento no parque aquático na Gávea, com a presença de dois atletas de cada esporte (um antigo representativo e outro atual), Charanga e convidados (figuras ilustres rubro-negras). Às 12 hs, Eduardo Bandeira de Mello e Alexandre Póvoa farão a primeira doação simbólica através de computadores que estarão espalhados pelo ambiente.
PESSOA FÍSICA E JURÍDICA
Todos são importantes: na pessoa física (na própria ou espalhando a campanha entre amigos), na jurídica (na própria ou indicando empresas) e sobretudo na alma rubro-negra. No caso das empresas, o investimento (com contrapartidas de marketing) pode ser de até 1% do I.R. devido (lucro real) e/ou 4% do ICMS devido. Já estamos em contato com mais de 100 companhias, não é um processo fácil, precisamos da ajuda de todos (o total de projetos soma aproximadamente R$ 75 milhões). Qualquer indicação de empresa e de pessoas físicas de alta renda que queiram contribuir pode ser feita no endereço de email: projetosincentivados@flamengo.com.br
terça-feira, 24 de setembro de 2013
TIM confirma que é a empresa parceira para o basquete do Flamengo
O Flamengo só vai confirmar quando tiver 100% fechado, disse Alexandre Póvoa na quinta-feira aqui no blog. Mas o projeto de R$ 8,3 milhões aprovado via Lei de Incentivo Estadual para o basquete tem como empresa parceira a TIM.
A nota enviada ao Lance pela empresa confirma a informação:
O projeto de R$ 8 milhões para uma temporada do basquete é espetacular. É o valor de patrocínio master de muito time de futebol por aí. Seria um passo gigantesco para a autossuficiência do basquete, uma promessa de campanha.
E ainda resta o patrocínio principal para o basquete, que também está sendo negociado.
A média de recursos captados dos projetos aprovados pelo Ministério do Esporte é de 29,8%, segundo informou o jornal O Globo de domingo. Chegar a quase 100% na primeira captação seria um marco, um grande incentivo para os outros projetos.
Lembrando que dia no dia 15 de outubro o Flamengo vai lançar uma campanha para que os torcedores deduzam parte de seu Imposto de Renda a pagar em prol dos esportes olímpicos.
A nota enviada ao Lance pela empresa confirma a informação:
“Atualmente, a TIM estampa sua marca nas camisas de 14 clubes brasileiros e, entre eles, está o Clube de Regatas do Flamengo. O objetivo é estar cada vez mais próxima dos consumidores brasileiros por meio do futebol, considerado uma paixão nacional. Por acreditar na força do esporte brasileiro e, em complemento ao patrocínio - já existente - ao clube, a companhia optou por apoiar o basquete do Flamengo“
O projeto de R$ 8 milhões para uma temporada do basquete é espetacular. É o valor de patrocínio master de muito time de futebol por aí. Seria um passo gigantesco para a autossuficiência do basquete, uma promessa de campanha.
E ainda resta o patrocínio principal para o basquete, que também está sendo negociado.
A média de recursos captados dos projetos aprovados pelo Ministério do Esporte é de 29,8%, segundo informou o jornal O Globo de domingo. Chegar a quase 100% na primeira captação seria um marco, um grande incentivo para os outros projetos.
Lembrando que dia no dia 15 de outubro o Flamengo vai lançar uma campanha para que os torcedores deduzam parte de seu Imposto de Renda a pagar em prol dos esportes olímpicos.
quinta-feira, 19 de setembro de 2013
Alexandre Póvoa fala sobre captação e basquete: "Os próximos dois meses e meio serão decisivos para 2014"
O Flamengo conseguiu a aprovação via Lei de Incentivo Fiscal para mais dois projetos olímpicos. Um para investimento na base do vôlei, tênis, basquete e futsal e o outro para investimento em atletas de alto rendimento do remo e da canoagem, totalizando R$ 12,4 milhões.
Já são cinco projetos aprovados, quatro via governo Federal e um via governo estadual, somando o valor de R$ 35 milhões previstos. Para se ter uma ideia, a receita dos esportes olímpicos nos últimos anos era de R$ 20 milhões, e basicamente era proveniente do clube social, de patrocínio era quase insignificante.
Pois bem, se não bastasse todo o aperto financeiro, a conquista pela Certidões Negativas de Débito e a parte burocrática da aprovação dos projetos, agora tem mais uma batalha. Essa sem dúvida a mais árdua: a busca pela captação desses recursos.
Conversei com Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, sobre essa nova etapa. Confira:
CAMPANHA NACIONAL PARA CAPTAÇÃO:
BASQUETE:
Já são cinco projetos aprovados, quatro via governo Federal e um via governo estadual, somando o valor de R$ 35 milhões previstos. Para se ter uma ideia, a receita dos esportes olímpicos nos últimos anos era de R$ 20 milhões, e basicamente era proveniente do clube social, de patrocínio era quase insignificante.
Pois bem, se não bastasse todo o aperto financeiro, a conquista pela Certidões Negativas de Débito e a parte burocrática da aprovação dos projetos, agora tem mais uma batalha. Essa sem dúvida a mais árdua: a busca pela captação desses recursos.
Conversei com Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, sobre essa nova etapa. Confira:
Estamos trabalhando muito em contatos com empresas. Não é fácil como as pessoas imaginam, muitas empresas não querem se associar a projetos esportivos (preferem lei de incentivo à cultura, por exemplo), outras já têm o orçamento dessa rubrica já todo comprometido, outras não querem nem saber de associar o nome a clubes de futebol, outras só investem em projetos sociais, enfiam, é muito mais complicado que eu imaginava. A concorrência mesmo pelo dinheiro incentivado é enorme.
Estamos tentando mobilizar o máximo de gente de dentro e fora do clube para ajudar em contatos, até porque para o IR o dia 31/12 é um deadline importante. Para o ICMS (as empresas pagam todo mês), por incrível que pareça, temos sentido mais simpatia das empresas em contribuir (apesar de elas serem obrigadas pela lei a colocar 1/6 dos recursos em "dinheiro bom").
Por essas dificuldades, não trabalharia com a possibilidade de uma captação integral dos recursos. Acho que se conseguirmos captar 50%, já será uma grande vitória. Lembrando que pegamos o clube com um déficit nos EOs + remo ao redor de R$ 17 MM e tivemos que tomar atitudes drásticas. Hoje o déficit ex-basquete (vou falar mais adiante) é de aproximadamente uns R$ 5 a 6 milhões. Queremos, no mínimo, fechar essa conta, para que a partir de 2014 possamos com maior tranquilidade pensar em voos mais altos.
CAMPANHA NACIONAL PARA CAPTAÇÃO:
Vamos lançar em meados de outubro uma campanha nacional de captação de recursos de pessoas físicas (IR). Estamos montando todo o sistema eletrônico para que não tenhamos problemas, até que para cada doação deve ser emitido um recibo. Se tivermos 10 mil doações, serão dez mil recibos, não podemos errar. Estou bastante otimista já que, diferentemente do sócio torcedor, nesse caso o torcedor não tem ganho extra. É simplesmente deixar de dar dinheiro para o Mantega para ajudar ao Flamengo.
Quanto ao basquete, é importante esclarecer que estávamos com uma empresa totalmente acertada já em julho para bancar todo o projeto do ICMS. Ficamos felizes com o título e com a garantia de financiamento para 2013/14. Infelizmente, graças a um fogo amigo de dentro do Flamengo (o que é mais triste), essa empresa foi obrigada a desistir poucos dias antes do dinheiro entrar (já em agosto).
Agora, estamos com outra empresa acertada e com os trâmites burocráticos andando. Não achamos normal ficar com salários atrasados e nunca teríamos assumido a responsabilidade de renovar com o time sem recursos. Estamos perdendo noites de sono com a questão dos salários atrasados e já conversamos com a equipe muito sinceramente sobre isso. Agora, estamos um pouco mais tranquilos novamente porque conseguimos a reposição da empresa patrocinadora do projeto. Mas só vamos anunciar quando tiver tudo 100% fechado (da mesma forma que fizemos com o anúncio de jogadores), inclusive a parte burocrática, que é bem complicada. É um projeto de R$ 8 milhões.
É muito triste ver as pessoas de um passado negro no Flamengo torcerem e agirem contra nos bastidores para o enorme esforço que estamos fazendo. Isso prejudicou muito o basquete nesses últimos três meses. Estamos pagando impostos (o que não é mais que nossa obrigação) e tentando tornar o nome do Flamengo respeitado novamente. Evidentemente, ninguém paga perto de R$ 100 milhões de impostos em 12 meses sem consequências em termos de limitações de investimento (vide o futebol). Sabíamos que 2013 seria dificílimo. Mas não tinha outro caminho para interrompermos a tragédia que vinha se anunciando (penhora total das receitas do clube). É claro que também cometemos um monte de erros, mas a intenção é a melhor possível.
Esses próximos dois meses e meio serão decisivos para 2014. Precisamos da ajuda de todos para captar recursos.
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Carta de Alexandre Póvoa para a Nação Rubro Negra
Confira carta enviada pelo vice-presidente de esportes olímpicos Alexandre Póvoa.
Caso você tenha uma empresa, conheça um amigo ou parente que tenha uma pessoa jurídica, entre em contato, envie esse post, e venha se associar ao Flamengo em algum dos projetos abaixo.
Quem souber de alguma empresa, escreva na caixa de comentários do blog ou envie um e-mail.
A pessoa física também poderá ajudar, bastando doar 6% do seu IR para um dos projetos do Clube. Em breve será lançada uma grande campanha para que todos possam contribuir.
Caros amigos rubro-negros,
Três meses após conseguirmos aprovar as certidões negativas de débito e depois de um trabalho altamente profissional de elaboração dos projetos, aprovamos no Estado do Rio de Janeiro e no Governo Federal três leis de incentivo para o esporte (ICMS e Imposto de Renda, somando R$ 23,2 milhões de potencial renúncia fiscal do Estado e da União (basquete adulto, esportes aquáticos e vôlei/ginástica artística).
Estamos já começando a visitar empresas que queiram se associar ao Flamengo transferindo 1% do seu I.R. a pagar e/ou 4% do ICMS no Estado do RJ. Portanto, não trata-se de patrocínio direto e sim de a empresa decidir se associar ao Flamengo em algum projeto, transferindo para o clube parte do imposto que teria que pagar de qualquer maneira.
Para os senhores terem uma ideia, estaremos encaminhando mais quatro projetos: remo, esportes coletivos( basquete de base, vôlei, futsal e tênis), construção do parque aquático e construção do CT para o futebol de base. Todo esse montante, se aprovado, pode chegar a aproximadamente R$ 60 milhões de potencial de captação (cerca de R$ 30 milhões de ICMS e R$ 30 milhões de I.R).
PRECISAMOS DA AJUDA DE TODOS OS RUBRO NEGROS PARA INDICAREM EMPRESAS E NOMES A SEREM CONTACTADOS E VISITADOS PARA TENTARMOS A CAPTAÇÃO DESSES RECURSOS QUE SERÃO FUNDAMENTAIS NO ALÍVIO DAS FINANÇAS DOS ESPORTES OLÍMPICOS E DO CLUBE EM GERAL. É FUNDAMENTAL A ABERTURA DE PORTAS NESSE MOMENTO.
As pessoas físicas também podem doar 6% do seu IR a pagar para os projetos federais. Em breve, estaremos iniciando uma campanha nacional para que os rubro-negros possam contribuir.
PROJETOS APROVADOS E APTOS À CAPTAÇÃO:
- Flamengo Olímpico – Natação, Polo Aquático e Nado Sincronizado (Lei de Incentivo Federal)
Valor APROVADO: R$ 6.787.623,47 (em renúncia fiscal do Governo Federal).
Com este projeto o Flamengo poderá aumentar e requalificar seu quadro de atletas e corpo técnico, tornando-se mais competitivo e presença garantida nas principais competições do Brasil, de base e se ponta. Beneficiará de 419 atletas.
- Flamengo Olímpico – Esportes Terrestres – Judô e Ginástica (Lei de incentivo Federal)
Valor APROVADO: R$ 8.024.416,32 (em renúncia fiscal do Governo Federal).
Este projeto pode marcar a retomada das equipes adultas de Ginástica Artística ao Clube, em melhores condições de treinamentos, inclusive com a aquisição de novos equipamentos. Beneficiará 190 atletas.
- Fla Basquete – 2013 (Lei de Incentivo Estadual)
Valor total do projeto APROVADO: R$ 8.360.645,81 (em renúncia fiscal do Estado). Projeto aprovado e publicado no Diário Oficial do Estado em 08/07/13.
Destina-se à manutenção da equipe de basquetebol masculina adulta do Clube, prevendo a sua participação nos campeonatos NBB, Liga das Américas e Estadual 2013/2014 e todo o suporte necessário, como locação de ginásios e capacitação de profissionais.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Projetos aprovados ultrapassam o valor da receita dos últimos anos dos esportes olímpicos
O Flamengo confirmou que teve os três primeiros projetos aprovados para captação: dois no âmbito Federal e um no âmbito Estadual, totalizando R$ 23,2 milhões. A receita dos esportes olímpicos nos últimos anos não chegava aos R$ 20 milhões.
Via Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, o Flamengo teve um projeto de R$ 6,7 milhões aprovados para investimentos na natação, polo aquático e nado sincronizado e um no valor de R$ 8 milhões para o judô e a ginástica.
E pela Lei de Incentivo Estadual, o basquete adulto do Flamengo terá à sua disposição, fora os possíveis patrocinadores, o valor de R$ 8,3 milhões para a próxima temporada.
Na gestão passada, o Instituto Atleta Rubro Negro teve cinco projetos aprovados com total de R$ 6,6 milhões, mas conseguiu apenas R$ 750 mil em um único projeto. A atual diretoria, quando tomou posse em dezembro, conseguiu correr salvar mais R$ 562 mil em captação com a SKY, o presidente da Cielo e o diretor do Bradesco, cujo prazo se esgotava no último dia do ano. Contei essa história aqui.
O Pinheiros é o recordista com cerca de R$ 93 milhões aprovados e R$ 50,5 milhões captados (12 projetos).
Agora é fazer uma grande campanha de captação com empresas e pessoas físicas. Grande trabalho da dupla Marcelo Vido e Alexandre Póvoa.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Flamengo tem projeto de R$ 18 milhões para natação e ginástica aprovado
Ainda arrumando ânimo para escrever alguma coisa sobre o jogo de ontem, segue nota importantíssima da coluna do Ancelmo Góis sobre o uso da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, graças à Certidão Negativa de Débito, pelo Flamengo.
Não saiu nada ainda no site do Ministério do Esporte, que atualiza os projetos aprovados e o andamento da captação.
O bom jornalista só mostra um total desconhecimento do que seja a Lei de Incentivo ao Esporte. Não é dinheiro do governo, mas sim dinheiro de imposto que seria repassado obrigatoriamente ao governo e agora vai direto para para os projetos aprovados, de forma voluntária. Ou seja, a empresa ou pessoa física é que escolhe repassar é patrocinar o projeto de captação do clube e não diretamente para o governo.
Não saiu nada ainda no site do Ministério do Esporte, que atualiza os projetos aprovados e o andamento da captação.
O bom jornalista só mostra um total desconhecimento do que seja a Lei de Incentivo ao Esporte. Não é dinheiro do governo, mas sim dinheiro de imposto que seria repassado obrigatoriamente ao governo e agora vai direto para para os projetos aprovados, de forma voluntária. Ou seja, a empresa ou pessoa física é que escolhe repassar é patrocinar o projeto de captação do clube e não diretamente para o governo.
"O Flamengo conseguiu junto ao governo federal aprovação de dois projetos de incentivo à natação e à ginástica olímpica. Foi autorizado a captar pela lei de incentivos fiscais até R$ 18 milhões, dinheiro meu, seu, nosso."
segunda-feira, 8 de julho de 2013
Alexandre Póvoa e os projetos de captação de recurso via Lei de Incentivo
Sobre os projetos apresentados pelo Flamengo para captação via incentivo fiscal, veja post, confira a conversa que o blog teve com Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, sobre esse assunto e outros:
1) Qual valor para o projeto basquete via governo estadual? E qual valor dos dois projetos via governo federal?
Cada projeto contempla valores entre R$ 7 e 8 milhões. Cabe lembrar que tanto os projetos estaduais como federais não permitem o pagamento de contratos de imagem de atletas profissionais. Os recursos são destinados ao pagamento de contratos CLT (comissões técnicas principalmente), despesas correntes (viagens, hotéis, aluguéis, entre outros), investimentos (físicos, compra de equipamentos), marketing (ativação em geral), entre outros.
Para quem não conhece, os projetos, se aprovados, propiciam certificados de ICMS (estadual) e Imposto de Renda (federal) para que o Flamengo possa "vender" para empresas e pessoas físicas.
No caso do I.R, as empresas e as pessoas físicas podem destinar, respectivamente, até 1% e 6% de seu imposto de renda devido para os projetos esportivos. No caso da lei estadual do Rio de Janeiro, as companhias podem usar até 4% do ICMS devido para investir recursos nos esportes inclusos nos projetos.
Portanto, é importante ressaltar que tanto as pessoas jurídicas como físicas não desembolsam recursos extras para participar das leis de incentivo. Ao invés de pagar o I.R ou ICMS para os governos, pode-se optar em transferir parte desses recursos para os clubes, com alguma contrapartida de marketing (no caso de empresas).
2) Quais seriam os outros dois projetos no âmbito estadual e outros três no Federal?
Nos esportes olímpicos, faltam os projetos para a reconstrução da piscina e para os esportes terrestres (basquete de base, vôlei, tênis e futsal). No resto do clube, estão sendo escritos os projetos do remo e do centro de treinamento do futebol de base.
Muitos perguntam por que não elaborar projetos com valores mais altos - por exemplo, R$ 15 milhões para esportes aquáticos ao invés de R$ 8 milhões ? Primeiro, porque um dos pontos óbvios para a aprovação pelas comissões governamentais consiste na razoabilidade dos valores, dado que o dinheiro é finito; segundo, porque para o projeto ir em frente, é necessário captar, no mínimo, 20% do montante pedido. Para um projeto de R$ 8 milhões, a partir de R$ 1,6 milhões captados, cabe ao Flamengo decidir se vai "fechar e readequar o projeto" ou se vamos continuar tentando captar a integralidade.
Quanto mais elevado (e irreal) o valor do projeto, obviamente mais difícil o atingimento dos 20%, podendo ser um verdadeiro "tiro no pé".
Cabe lembrar que estamos começando a restaurar o processo de credibilidade do Flamengo. O processo de captação de recursos – seja via patrocínios ou lei de incentivos – não é fácil, sobretudo em uma economia que começa a desacelerar.
3) Por falar em basquete, o Flamengo negocia com a Loterj, SKY e Harley-Davison para ser patrocinadores?
Estamos conversando com várias empresas - tanto para patrocínios diretos como para investimentos via leis de incentivo. O financiamento da equipe de basquete se dará com um mix desses dois instrumentos.
4) O Flamengo tem hoje uma equipe exclusiva para trabalhar nessa captação fiscal?
Temos que dividir em três etapas essa explicação: confecção do projeto, captação de recursos (após a aprovação) e prestação de contas.
Na parte de confecção dos projetos, trabalhamos com dois consultores - um para os projetos estaduais e outro para o federais - que se juntam a uma pessoa da equipe de esportes olímpicos do clube focada nesse assunto.
Na captação com empresas/pessoas físicas, não teremos exclusividade na distribuição via terceiros, o que ampliará a rede de potenciais empresas. Em outras palavras, poderemos buscar empresas através tanto do esforço próprio de nossa área de marketing como de terceiros.
Assim que os projetos começarem a entrar, teremos que contar com pelo menos uma pessoa própria do clube para trabalhar na prestação de contas, que é bastante minuciosa.
Após conseguirmos as certidões, estamos começando nossa estruturação e gradativamente vamos montar essa equipe à medida que os projetos forem sendo aprovados. Cabe ressaltar que o pagamento das três figuras (confecção, intermediação na captação e prestação de contas) fazem parte dos valores contemplados nos projetos (ou seja, quem paga é o próprio projeto e não o clube).
5) A renúncia fiscal pela pessoa física é possível. Qualquer torcedor que tenha que pagar o IR de 2014 pode destinar uma parte ao Clube. Vai haver uma campanha para isso?
Qualquer torcedor que tenha I.R a pagar poderá contribuir, por isso estamos acelerando para que os projetos federais sejam aprovados no segundo semestre. Temos discutido sobre a melhor forma, mais adiante, para o lançamento de uma campanha de esclarecimento sobre a lei de incentivo, associada a um convite para que os rubro-negros possam ajudar o Flamengo. O processo é extremamente simples, já fizemos isso ano passado na última hora, quando ajudamos a diretoria anterior a captar cerca de R$ 600 mil em projetos existentes.
6) O dinheiro do CONFAO já está na conta, o que falta passa ser liberado para os clubes?
Essa é uma luta histórica. Já estamos na fase final, mas sempre há obstáculos. A Presidenta Dilma assinou a lei, mas falta regulamentar. O Ministério dos Esportes concedeu à Confederação Brasileira de Clubes (CBC) a prerrogativa de propor a forma da distribuição de recursos - hoje temos quase R$ 100 milhões acumulados a serem alocados. Mas o nosso atual risco é que surgiram na última hora um monte de clubes pequenos e oportunistas, que nunca formaram "nem um jogador de bola de gude", querendo uma parte do bolo. A CBC, pasme, já conta com 130 clubes (cabe ressaltar que somente quem tem as certidões negativas poderá receber os recursos). Os verdadeiros clubes formadores estão formando um grupo para ir ao Ministro do Esporte para denunciar a questão. Estamos preocupados.
De qualquer maneira, aguardamos que esse dinheiro entre no Flamengo no segundo semestre e passe a ser anualmente outra fonte de financiamento para os esportes olímpicos.
7) O convênio com o Ministério do Esporte para aparelhos, academia e remo estão em que pé?
Estamos conversando. O Marcelo Vido esteve já duas vezes em reuniões em Brasília sobre o assunto com pessoas importantes no Ministério, onde temos sido muito bem recebidos. Todos têm elogiado muito o fato de termos feito uma gestão séria, reconquistando as certidões. O processo, porém, é diferente (o Ministério só abre a temporada de projetos uma vez por ano, agora em agosto/setembro) e só envolve o financiamento de equipamentos. Estamos também começando a escrever os projetos, a burocracia é grande. A vantagem é que, nesse caso, os recursos vêm diretamente do Ministério dos Esportes, depois do projeto aprovado não precisamos de mais nada (empresas ou pessoas físicas).
8) Como está a Escola de Esportes Sempre Flamengo?
As escolinhas do Flamengo estavam abandonadas em termos de estrutura. Os professores são excelentes, verdadeiros abnegados. Não havia uniforme e se as crianças não levassem suas próprias bolas (basquete, vôlei, futsal) não havia aula, porque o clube não fornecia nada. Os responsáveis pelas categorias de base dos diversos esportes não tinham nenhuma ligação com as escolinhas, o que não faz nenhum sentido esportivo.
Quando tivemos que, por uma questão de falta de recursos, de interromper temporariamente as atividades das categorias adultas de natação, judô e ginástica artística no começo de 2013, ouvi gente graúda da diretoria anterior afirmar que " o Flamengo não é clube de escolinha". Muito triste - porém revelador - o tom pejorativo.
Por isso, mudamos inteiramente o conceito desgastado de "escolinha" para Escola de Esportes Sempre Flamengo, com total integração e supervisão com os respectivos técnicos e líderes dos diversos esportes. Temos garantia agora que os destaques dos nossos mais de 2 mil alunos serão futuros atletas do clube. Criamos o uniforme obrigatório para todas as aulas e todo o material novo é fornecido 100% pelo clube (Adidas). Estamos preparando atividades também extra-aula, com a presença de atletas e treinadores do clube. Enfim, estamos criando conceitos inteiramente novos, o nome "Escola de Esportes" não é à toa.
Estamos melhorando progressivamente a qualidade na formação de atletas. Em termos de quantidade, esse será um processo natural que virá em conjunto com a melhora do clube social e consequente prospecção de novos sócios. A trajetória será longa, mas com a ajuda dos verdadeiros rubro-negros que valorizam a base conseguiremos chegar à excelência.
O respeito aos atletas, desde o iniciante até o profissional, constitui-se no persistente caminho para que o Flamengo volte a "fazer craque em casa". Que o Flamengo seja genuinamente um "clube de escolinha", cada vez mais forte, com todo o orgulho.
1) Qual valor para o projeto basquete via governo estadual? E qual valor dos dois projetos via governo federal?
Cada projeto contempla valores entre R$ 7 e 8 milhões. Cabe lembrar que tanto os projetos estaduais como federais não permitem o pagamento de contratos de imagem de atletas profissionais. Os recursos são destinados ao pagamento de contratos CLT (comissões técnicas principalmente), despesas correntes (viagens, hotéis, aluguéis, entre outros), investimentos (físicos, compra de equipamentos), marketing (ativação em geral), entre outros.
Para quem não conhece, os projetos, se aprovados, propiciam certificados de ICMS (estadual) e Imposto de Renda (federal) para que o Flamengo possa "vender" para empresas e pessoas físicas.
No caso do I.R, as empresas e as pessoas físicas podem destinar, respectivamente, até 1% e 6% de seu imposto de renda devido para os projetos esportivos. No caso da lei estadual do Rio de Janeiro, as companhias podem usar até 4% do ICMS devido para investir recursos nos esportes inclusos nos projetos.
Portanto, é importante ressaltar que tanto as pessoas jurídicas como físicas não desembolsam recursos extras para participar das leis de incentivo. Ao invés de pagar o I.R ou ICMS para os governos, pode-se optar em transferir parte desses recursos para os clubes, com alguma contrapartida de marketing (no caso de empresas).
2) Quais seriam os outros dois projetos no âmbito estadual e outros três no Federal?
Nos esportes olímpicos, faltam os projetos para a reconstrução da piscina e para os esportes terrestres (basquete de base, vôlei, tênis e futsal). No resto do clube, estão sendo escritos os projetos do remo e do centro de treinamento do futebol de base.
Muitos perguntam por que não elaborar projetos com valores mais altos - por exemplo, R$ 15 milhões para esportes aquáticos ao invés de R$ 8 milhões ? Primeiro, porque um dos pontos óbvios para a aprovação pelas comissões governamentais consiste na razoabilidade dos valores, dado que o dinheiro é finito; segundo, porque para o projeto ir em frente, é necessário captar, no mínimo, 20% do montante pedido. Para um projeto de R$ 8 milhões, a partir de R$ 1,6 milhões captados, cabe ao Flamengo decidir se vai "fechar e readequar o projeto" ou se vamos continuar tentando captar a integralidade.
Quanto mais elevado (e irreal) o valor do projeto, obviamente mais difícil o atingimento dos 20%, podendo ser um verdadeiro "tiro no pé".
Cabe lembrar que estamos começando a restaurar o processo de credibilidade do Flamengo. O processo de captação de recursos – seja via patrocínios ou lei de incentivos – não é fácil, sobretudo em uma economia que começa a desacelerar.
3) Por falar em basquete, o Flamengo negocia com a Loterj, SKY e Harley-Davison para ser patrocinadores?
Estamos conversando com várias empresas - tanto para patrocínios diretos como para investimentos via leis de incentivo. O financiamento da equipe de basquete se dará com um mix desses dois instrumentos.
4) O Flamengo tem hoje uma equipe exclusiva para trabalhar nessa captação fiscal?
Temos que dividir em três etapas essa explicação: confecção do projeto, captação de recursos (após a aprovação) e prestação de contas.
Na parte de confecção dos projetos, trabalhamos com dois consultores - um para os projetos estaduais e outro para o federais - que se juntam a uma pessoa da equipe de esportes olímpicos do clube focada nesse assunto.
Na captação com empresas/pessoas físicas, não teremos exclusividade na distribuição via terceiros, o que ampliará a rede de potenciais empresas. Em outras palavras, poderemos buscar empresas através tanto do esforço próprio de nossa área de marketing como de terceiros.
Assim que os projetos começarem a entrar, teremos que contar com pelo menos uma pessoa própria do clube para trabalhar na prestação de contas, que é bastante minuciosa.
Após conseguirmos as certidões, estamos começando nossa estruturação e gradativamente vamos montar essa equipe à medida que os projetos forem sendo aprovados. Cabe ressaltar que o pagamento das três figuras (confecção, intermediação na captação e prestação de contas) fazem parte dos valores contemplados nos projetos (ou seja, quem paga é o próprio projeto e não o clube).
5) A renúncia fiscal pela pessoa física é possível. Qualquer torcedor que tenha que pagar o IR de 2014 pode destinar uma parte ao Clube. Vai haver uma campanha para isso?
Qualquer torcedor que tenha I.R a pagar poderá contribuir, por isso estamos acelerando para que os projetos federais sejam aprovados no segundo semestre. Temos discutido sobre a melhor forma, mais adiante, para o lançamento de uma campanha de esclarecimento sobre a lei de incentivo, associada a um convite para que os rubro-negros possam ajudar o Flamengo. O processo é extremamente simples, já fizemos isso ano passado na última hora, quando ajudamos a diretoria anterior a captar cerca de R$ 600 mil em projetos existentes.
6) O dinheiro do CONFAO já está na conta, o que falta passa ser liberado para os clubes?
Essa é uma luta histórica. Já estamos na fase final, mas sempre há obstáculos. A Presidenta Dilma assinou a lei, mas falta regulamentar. O Ministério dos Esportes concedeu à Confederação Brasileira de Clubes (CBC) a prerrogativa de propor a forma da distribuição de recursos - hoje temos quase R$ 100 milhões acumulados a serem alocados. Mas o nosso atual risco é que surgiram na última hora um monte de clubes pequenos e oportunistas, que nunca formaram "nem um jogador de bola de gude", querendo uma parte do bolo. A CBC, pasme, já conta com 130 clubes (cabe ressaltar que somente quem tem as certidões negativas poderá receber os recursos). Os verdadeiros clubes formadores estão formando um grupo para ir ao Ministro do Esporte para denunciar a questão. Estamos preocupados.
De qualquer maneira, aguardamos que esse dinheiro entre no Flamengo no segundo semestre e passe a ser anualmente outra fonte de financiamento para os esportes olímpicos.
7) O convênio com o Ministério do Esporte para aparelhos, academia e remo estão em que pé?
Estamos conversando. O Marcelo Vido esteve já duas vezes em reuniões em Brasília sobre o assunto com pessoas importantes no Ministério, onde temos sido muito bem recebidos. Todos têm elogiado muito o fato de termos feito uma gestão séria, reconquistando as certidões. O processo, porém, é diferente (o Ministério só abre a temporada de projetos uma vez por ano, agora em agosto/setembro) e só envolve o financiamento de equipamentos. Estamos também começando a escrever os projetos, a burocracia é grande. A vantagem é que, nesse caso, os recursos vêm diretamente do Ministério dos Esportes, depois do projeto aprovado não precisamos de mais nada (empresas ou pessoas físicas).
8) Como está a Escola de Esportes Sempre Flamengo?
As escolinhas do Flamengo estavam abandonadas em termos de estrutura. Os professores são excelentes, verdadeiros abnegados. Não havia uniforme e se as crianças não levassem suas próprias bolas (basquete, vôlei, futsal) não havia aula, porque o clube não fornecia nada. Os responsáveis pelas categorias de base dos diversos esportes não tinham nenhuma ligação com as escolinhas, o que não faz nenhum sentido esportivo.
Quando tivemos que, por uma questão de falta de recursos, de interromper temporariamente as atividades das categorias adultas de natação, judô e ginástica artística no começo de 2013, ouvi gente graúda da diretoria anterior afirmar que " o Flamengo não é clube de escolinha". Muito triste - porém revelador - o tom pejorativo.
Por isso, mudamos inteiramente o conceito desgastado de "escolinha" para Escola de Esportes Sempre Flamengo, com total integração e supervisão com os respectivos técnicos e líderes dos diversos esportes. Temos garantia agora que os destaques dos nossos mais de 2 mil alunos serão futuros atletas do clube. Criamos o uniforme obrigatório para todas as aulas e todo o material novo é fornecido 100% pelo clube (Adidas). Estamos preparando atividades também extra-aula, com a presença de atletas e treinadores do clube. Enfim, estamos criando conceitos inteiramente novos, o nome "Escola de Esportes" não é à toa.
Estamos melhorando progressivamente a qualidade na formação de atletas. Em termos de quantidade, esse será um processo natural que virá em conjunto com a melhora do clube social e consequente prospecção de novos sócios. A trajetória será longa, mas com a ajuda dos verdadeiros rubro-negros que valorizam a base conseguiremos chegar à excelência.
O respeito aos atletas, desde o iniciante até o profissional, constitui-se no persistente caminho para que o Flamengo volte a "fazer craque em casa". Que o Flamengo seja genuinamente um "clube de escolinha", cada vez mais forte, com todo o orgulho.
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Com as CNDs, Flamengo apresenta seus primeiros projetos para captação
O Flamengo deu a largada para tornar seus esportes olímpicos autossustentáveis. Com as Certidões Negativas de Débitos, a diretoria já protocolou três projetos, totalizando R$ 22 milhões, segundo informações do site oficial.
Via Governo Estadual, o clube deu início ao processo de tramitação da Lei de Incentivo Estadual (ICMS) para o basquete. Pelo Governo Federal, foram apresentados dois projetos, para os esportes aquáticos e o judô/ginástica artística, via Lei de Incentivo Federal (Imposto de Renda).
Mais dois projetos no âmbito Estadual e outros três no Federal estão sendo finalizados para serem apresentados até o final de agosto.
Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, convocou empresas, para patrocínio direto ou via recurso fiscal e até o torcedor, pessoa física mesmo, que tenha imposto de renda a pagar em 2014, que destine para os projetos do Flamengo.
É necessário aí que haja uma grande campanha informativa para conscientizar o torcedor a fazer essa destinação.
Uma história
O Flamengo já buscou recursos via de Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal na gestão passada, quando teve cinco projetos aprovados graças ao Instituto Atleta Rubro Negro totalizando R$ 6,6 milhões, mas por incapacidade absurda conseguiu apenas R$ 750 mil em um único projeto.
Os outros projetos foram totalmente ignorados pela gestão de marketing, responsável pela captação na época. Quando a atual diretoria venceu a eleição, dia 03/12/2012, membros da própria chapa azul durante a transição correram para tentar salvar e captar algum recurso, pois o prazo que já havia sido prorrogado por dois anos estava expirando em 31 de dezembro.
Aos 45 minutos do segundo tempo, faltando dias para vencer o prazo determinado pelo Ministério do Esporte, conseguiram R$ 562 mil com apoio das Furnas, SKY e duas pessoas físicas, o presidente da CIELO e o diretor do Bradesco.
Conclusão, se a diretoria passada tivesse captado todo o valor aprovado pelo Ministério, o corte que fizeram esse ano poderia não ter sido tão drástico como foi.
Via Governo Estadual, o clube deu início ao processo de tramitação da Lei de Incentivo Estadual (ICMS) para o basquete. Pelo Governo Federal, foram apresentados dois projetos, para os esportes aquáticos e o judô/ginástica artística, via Lei de Incentivo Federal (Imposto de Renda).
Mais dois projetos no âmbito Estadual e outros três no Federal estão sendo finalizados para serem apresentados até o final de agosto.
Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, convocou empresas, para patrocínio direto ou via recurso fiscal e até o torcedor, pessoa física mesmo, que tenha imposto de renda a pagar em 2014, que destine para os projetos do Flamengo.
É necessário aí que haja uma grande campanha informativa para conscientizar o torcedor a fazer essa destinação.
Uma história
O Flamengo já buscou recursos via de Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal na gestão passada, quando teve cinco projetos aprovados graças ao Instituto Atleta Rubro Negro totalizando R$ 6,6 milhões, mas por incapacidade absurda conseguiu apenas R$ 750 mil em um único projeto.
Os outros projetos foram totalmente ignorados pela gestão de marketing, responsável pela captação na época. Quando a atual diretoria venceu a eleição, dia 03/12/2012, membros da própria chapa azul durante a transição correram para tentar salvar e captar algum recurso, pois o prazo que já havia sido prorrogado por dois anos estava expirando em 31 de dezembro.
Aos 45 minutos do segundo tempo, faltando dias para vencer o prazo determinado pelo Ministério do Esporte, conseguiram R$ 562 mil com apoio das Furnas, SKY e duas pessoas físicas, o presidente da CIELO e o diretor do Bradesco.
Conclusão, se a diretoria passada tivesse captado todo o valor aprovado pelo Ministério, o corte que fizeram esse ano poderia não ter sido tão drástico como foi.
domingo, 31 de março de 2013
Matéria do jornal O Globo revela como Pinheiros mantém suas modalidades olímpicas
Matéria do jornal O Globo desse domingo revela que o Pinheiros é o recordista e pioneiro na captação de
verba
federal
desde
que
a
Lei
de
Incentivo
ao
Esporte
entrou
em
vigor,
em
2007.
Foi criada uma gerência específica para a captação de aporte via renúncia fiscal, assim como também o Minas TC tinha sob o comando de Marcelo Vido, agora executivo de esportes olímpicos do Flamengo.
O Pinheiros teve cerca de R$ 93 milhões aprovados e R$ 50,5 milhões captados (12 projetos). Para o último ciclo olímpico (entre 2008 e 2012), conseguiu cerca de R$ 38 milhões (oito projetos). O clube investe em 16 modalidades olímpicas (alto rendimento e formação) e atualmente está captando para quatro projetos já aprovados (R$ 12 milhões). Não há lucro no meio olímpico. O lucro na visão dos pinheirenses é a ideologia, é a referência histórica.
Sua força é na categoria de base. Cerca de 70% dos atletas de alto rendimento são provenientes das categorias de base, como deve ser o pensamento de qualquer clube social, além da estrutura para os atletas de alto rendimento.
O Flamengo, via Instituto Atleta Rubro Negro, conseguiu aprovar uma série de projetos, mas o Ministério do Esporte barrou essa captação porque o Instituto estava ligado ao Clube que, até então, era devedor e não tinha a Certidão Negativa de Débito.
Por grande esforço dessa atual gestão conseguiram uma série de parcelamento e a Certidão Negativa chegou. Das seis necessárias, falta apenas uma, a da Fazenda Municipal. Com isso o Clube pode receber receitas pelos benefícios fiscais.
A matéria ainda fala dos clubes de futebol que ignoram os esportes olímpicos, mas o foco são os clubes de São Paulo. Cita, por exemplo, que o Santos não tem as Certidões, o São Paulo as tem, mas usa a Lei de Incentivo para seu CT de Cotia e um projeto de atletismo em uma comunidade carente. Já o Corinthians conseguiu recentemente sua Certidão e aprovou três projetos, totalizando R$ 41 milhões, mas também para investimentos em seu CT.
Foi criada uma gerência específica para a captação de aporte via renúncia fiscal, assim como também o Minas TC tinha sob o comando de Marcelo Vido, agora executivo de esportes olímpicos do Flamengo.
O Pinheiros teve cerca de R$ 93 milhões aprovados e R$ 50,5 milhões captados (12 projetos). Para o último ciclo olímpico (entre 2008 e 2012), conseguiu cerca de R$ 38 milhões (oito projetos). O clube investe em 16 modalidades olímpicas (alto rendimento e formação) e atualmente está captando para quatro projetos já aprovados (R$ 12 milhões). Não há lucro no meio olímpico. O lucro na visão dos pinheirenses é a ideologia, é a referência histórica.
Sua força é na categoria de base. Cerca de 70% dos atletas de alto rendimento são provenientes das categorias de base, como deve ser o pensamento de qualquer clube social, além da estrutura para os atletas de alto rendimento.
O Flamengo, via Instituto Atleta Rubro Negro, conseguiu aprovar uma série de projetos, mas o Ministério do Esporte barrou essa captação porque o Instituto estava ligado ao Clube que, até então, era devedor e não tinha a Certidão Negativa de Débito.
Por grande esforço dessa atual gestão conseguiram uma série de parcelamento e a Certidão Negativa chegou. Das seis necessárias, falta apenas uma, a da Fazenda Municipal. Com isso o Clube pode receber receitas pelos benefícios fiscais.
A matéria ainda fala dos clubes de futebol que ignoram os esportes olímpicos, mas o foco são os clubes de São Paulo. Cita, por exemplo, que o Santos não tem as Certidões, o São Paulo as tem, mas usa a Lei de Incentivo para seu CT de Cotia e um projeto de atletismo em uma comunidade carente. Já o Corinthians conseguiu recentemente sua Certidão e aprovou três projetos, totalizando R$ 41 milhões, mas também para investimentos em seu CT.
sexta-feira, 1 de março de 2013
A busca incansável pela Certidão Negativa de Débito [3]
Excelente notícia que saiu hoje no Lance:
Em breve o Clube terá as benditas Certidões Negativas de Débito e em tempo recorde, visto que o Corinthians demorou dois anos para obter as suas. Será excelente principalmente para os esportes olímpicos do Flamengo, que poderam captar recursos via Leis de Incentivo Fiscal.
Parabéns a todos os envolvidos.
A Procuradoria Geral da Fazenda Nacional concordou com a proposta de acordo do Flamengo para o pagamento das dívidas fiscais e agora falta a Justiça homologar a decisão para que as parcelas mensais comecem a ser pagas. O departamento jurídico mobiliza sua força para conseguir as certidões negativas de débito municipal, federal e trabalhista, o que ainda não tem previsão. Os dirigentes esperam obter as certidões o quanto antes para ao menos se beneficiar das Leis de Incentivo ao Esporte.
Em breve o Clube terá as benditas Certidões Negativas de Débito e em tempo recorde, visto que o Corinthians demorou dois anos para obter as suas. Será excelente principalmente para os esportes olímpicos do Flamengo, que poderam captar recursos via Leis de Incentivo Fiscal.
Parabéns a todos os envolvidos.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
A busca incansável pela Certidão Negativa de Débito [2]
Boas notícias do Marcus Castro, Rubro Negro e Procurador do Estado:
- Houve importante progresso na negociação entre Flamengo e a PFN em busca do parcelamento dos débitos tributários do clube.
- Muita coisa foi paga, parte do que foi penhorado irá ser liberado para mais pagamentos, e o resto será parcelado.
- O parcelamento proposto está dentro da autorização legal que a AGU tem para fazer acordo: máximo de 60 meses. Vão pagar em menos tempo.
- O total do executável beirava os R$ 180 milhões, cerca de R$ 30 já foram pagos esse ano e mais R$ 30 serão pagos na assinatura. O restante parcelado.
- Assim que o acordo for homologado, podemos dizer que, enquanto o Fla pagar as parcelas ele estará em dia, podendo inclusive emitir CND.
- E, com a CND (Certidão Negativa de Débito) nas mãos, torna-se bem provável o tal patrocínio com a Caixa, por exemplo. Além das várias possibilidades de CT e Olímpicos.
- Houve importante progresso na negociação entre Flamengo e a PFN em busca do parcelamento dos débitos tributários do clube.
- Muita coisa foi paga, parte do que foi penhorado irá ser liberado para mais pagamentos, e o resto será parcelado.
- O parcelamento proposto está dentro da autorização legal que a AGU tem para fazer acordo: máximo de 60 meses. Vão pagar em menos tempo.
- O total do executável beirava os R$ 180 milhões, cerca de R$ 30 já foram pagos esse ano e mais R$ 30 serão pagos na assinatura. O restante parcelado.
- Assim que o acordo for homologado, podemos dizer que, enquanto o Fla pagar as parcelas ele estará em dia, podendo inclusive emitir CND.
- E, com a CND (Certidão Negativa de Débito) nas mãos, torna-se bem provável o tal patrocínio com a Caixa, por exemplo. Além das várias possibilidades de CT e Olímpicos.
sábado, 23 de fevereiro de 2013
A busca incansável pela Certidão Negativa de Débito
Outra boa matéria do excelente jornalista Carlos Eduardo Mansur no jornal O Globo desse sábado. A busca pela Cetidão Negativa de Débito virou prioridade dos novos gestores.
O Flamengo já pagou R$ 25 milhões em impostos só nesse começo do ano, dando uma prova à Procuradoria Geral da Fazenda de que está disposto a cumprir seus compromissos.
A busca pela CND permitiria ao clube fomentar seus esportes olímpicos via Lei de Incentivo Fiscal, além de negociar contratos para o futebol via empresas estatais.
Foi-se descobrindo um rombo no recolhimento de Imposto de Renda, situação que não acontecia há cinco anos. Em qualquer empresa privada, o seu gestor já poderia atrás das grades. Ano passado o Flamengo deixou de pagar parcelas do programa de refinanciamento de dívidas com o Refis e a Timemania. Estas parcelas já foram quitadas, assim como a comprovação do recolhimento de todos os impostos que incidem sobre os salários.
O Flamengo já pagou R$ 25 milhões em impostos só nesse começo do ano, dando uma prova à Procuradoria Geral da Fazenda de que está disposto a cumprir seus compromissos.
Nos próximos dias, o Flamengo entregará uma proposta de acordo à Procuradoria. Nela, fixa um valor mensal a ser pago, em troca da emissão da certidão. Para dar sinais ao governo de que quer romper com a tradição de mau pagador, se propõe a oferecer como garantias seus contratos de patrocínio e até o terreno do CT do Ninho do Urubu.
A busca pela CND permitiria ao clube fomentar seus esportes olímpicos via Lei de Incentivo Fiscal, além de negociar contratos para o futebol via empresas estatais.
Regularizar a situação fiscal e conseguir a certidão permitiria ao Flamengo fomentar os esportes olímpicos com leis de incentivo. Hoje, as modalidades não são sustentáveis. Além disso, interromperia a incidência das penhoras de valores mais altos. Por fim, permitiria contratos com estatais. O patrocínio da Caixa Econômica Federal, com valores próximos de R$ 35 milhões, é uma possibilidade real que está na mesa, mas o Flamengo não é elegível para recebê-lo.
Foi-se descobrindo um rombo no recolhimento de Imposto de Renda, situação que não acontecia há cinco anos. Em qualquer empresa privada, o seu gestor já poderia atrás das grades. Ano passado o Flamengo deixou de pagar parcelas do programa de refinanciamento de dívidas com o Refis e a Timemania. Estas parcelas já foram quitadas, assim como a comprovação do recolhimento de todos os impostos que incidem sobre os salários.
A diretoria costuma usar imagens para explicar a razão dos investimentos tímidos no futebol, mostrando que a regularização fiscal virou prioridade. Por exemplo, dirigentes comentam que os R$ 25 milhões pagos em impostos permitiriam ao clube ter contratado “dois Montillos”. No entanto, seria impossível garantir que o argentino receberia seus salários em dia.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Cristina Callou e a administração dos esportes olímpicos do Flamengo
A vice-presidente de esportes olímpicos Cristina Callou foi entrevistada pelo blog Esporte Rio, veja aqui. Entre outros assuntos, falou sobre o dinheiro do esporte amador, a falta de patrocínio para os esportes olímpicos e o projeto de reforma do Parque Aquático Fadel Fadel.
Ela afirma que os esportes olímpicos não são auto-sustentáveis e que entram na fila do já famoso regime de caixa único. Isso quer dizer que o dinheiro de todos os patrocínios, mais contratos de televisão, mais receita do Clube social entram em um único caixa e depois a verba é distribuída para cada departamento.
Segundo o balanço de 2010, a despesa dos esportes olímpicos/Clube social foi de R$ 45 milhões. Os gastos com os esportes olímpicos aumentaram em R$ 20 milhões, já no futebol o corte foi brutal: R$ 19 milhões, coincidência ou não, praticamente o mesmo valor. Bem diferente dos 5% que Cristina Callou afirmou na entrevista.
O Flamengo conseguiu aprovar lá no começo do ano cinco projetos através de um Instituto formado por ex-atletas olímpicos do Clube que somam cerca de R$ 9 milhões e contemplam oito modalidades: natação, pólo aquático, nado sincronizado, basquete, vôlei, remo, judô e ginástica olímpica. O prazo para captação é até 31 de dezembro renovável por mais um ano, porém, segundo o Ministério do Esporte, até agora só um projeto foi captado, o "Esportes Terrestres Individuais", com valor de R$ 225 mil, 1/5 do total do projeto. E já se vão quase um ano.
Foi comentado também que o Flamengo nunca teve na área de marketing um profissional exclusivo para os esportes olímpicos. O que se sabe é que quem estava lá pediu para sair. Trata-se de Alexandre Franklin. Vamos ver como Marcus Duarte, novo executivo profissional, vai resolver esse vazio.
E segundo Cristina Callou, já existe um projeto pronto para a reforma do parque aquático Fadel Fadel. O total é de R$ 4 milhões e agora está em busca de parceiros. Será que nenhuma empresa gostaria de ter um César Cielo como garoto propaganda e em troca reformaria as piscinas do Clube?
Ela afirma que os esportes olímpicos não são auto-sustentáveis e que entram na fila do já famoso regime de caixa único. Isso quer dizer que o dinheiro de todos os patrocínios, mais contratos de televisão, mais receita do Clube social entram em um único caixa e depois a verba é distribuída para cada departamento.
Segundo o balanço de 2010, a despesa dos esportes olímpicos/Clube social foi de R$ 45 milhões. Os gastos com os esportes olímpicos aumentaram em R$ 20 milhões, já no futebol o corte foi brutal: R$ 19 milhões, coincidência ou não, praticamente o mesmo valor. Bem diferente dos 5% que Cristina Callou afirmou na entrevista.
O Flamengo conseguiu aprovar lá no começo do ano cinco projetos através de um Instituto formado por ex-atletas olímpicos do Clube que somam cerca de R$ 9 milhões e contemplam oito modalidades: natação, pólo aquático, nado sincronizado, basquete, vôlei, remo, judô e ginástica olímpica. O prazo para captação é até 31 de dezembro renovável por mais um ano, porém, segundo o Ministério do Esporte, até agora só um projeto foi captado, o "Esportes Terrestres Individuais", com valor de R$ 225 mil, 1/5 do total do projeto. E já se vão quase um ano.
Foi comentado também que o Flamengo nunca teve na área de marketing um profissional exclusivo para os esportes olímpicos. O que se sabe é que quem estava lá pediu para sair. Trata-se de Alexandre Franklin. Vamos ver como Marcus Duarte, novo executivo profissional, vai resolver esse vazio.
E segundo Cristina Callou, já existe um projeto pronto para a reforma do parque aquático Fadel Fadel. O total é de R$ 4 milhões e agora está em busca de parceiros. Será que nenhuma empresa gostaria de ter um César Cielo como garoto propaganda e em troca reformaria as piscinas do Clube?
quarta-feira, 16 de março de 2011
A Lei de Incentivo Fiscal, Lei Rouanet, e as polêmicas dos projetos aprovados
A polêmica toda pela liberação de R$ 1,3 milhões do Ministério da Cultura via Lei Rouanet para encampar seu videolog “O Mundo Precisa de Poesia”, que promete trazer diariamente um vídeo da cantora declamando grandes obras, pode ser levada para o esporte também.
A Lei de Incentivo Fiscal, que corresponde à Lei Rouanet da cultura, superou a marca de R$ 180 milhões ano passado.
A Lei é clara: Poderão receber os recursos oriundos dos incentivos previstos nesta Lei os projetos desportivos destinados a promover a inclusão social por meio do esporte, preferencialmente em comunidades de vulnerabilidade social.
E ainda: É vedada a utilização dos recursos oriundos dos incentivos previstos nesta Lei para o pagamento de remuneração de atletas profissionais.
Para um projeto ser aprovado ele passa por uma Comissão Técnica, com justificativa, objetivos, cronograma de execução física e financeira, metas e vários outros ítens, ou seja, não é fácil enganar ou fazer algo mandrake. Em seguida, é preciso ser feito um relatório e enviar para a equipe do Ministério, que ainda vai ao local fiscalizar, mas é estranho alguns projetos aprovados, como o do São Paulo, que conseguiu captar através da Lei para reformar sua arquibancada e um estacionamento de veículos, que custou R$ 4,3 milhões e que nada tem a ver com o princípio da legislação, quem investigou, como passou?
O Flamengo já conseguiu aprovar seus projetos, inclusive já captou R$ 225 mil, conseguidos com a Usina Termelétrica Norte Fluminense. Algumas ações a serem desenvolvidas pelo Clube: bolsa Atleta Rubro Negro, eventos Regionais e nacionais em diversos Estados, investimento na infra-estrutura, recursos Humano, moradia e alimentação para atletas de outros estados. Bem ou mal, encampa os princípios da Lei.
Mas o dinheiro é meu, é nosso. A empresa deixa de pagar seu imposto ao Governo para investir nesses projetos, e muitas vezes de caráter duvidos, seja no esporte, seja na cultura. Não é porque é o Flamengo que pode tudo, por isso a preocupação com o que e onde será investido o dinheiro, para no futuro não ser motivo de escândalo.
A Lei de Incentivo Fiscal, que corresponde à Lei Rouanet da cultura, superou a marca de R$ 180 milhões ano passado.
A Lei é clara: Poderão receber os recursos oriundos dos incentivos previstos nesta Lei os projetos desportivos destinados a promover a inclusão social por meio do esporte, preferencialmente em comunidades de vulnerabilidade social.
E ainda: É vedada a utilização dos recursos oriundos dos incentivos previstos nesta Lei para o pagamento de remuneração de atletas profissionais.
Para um projeto ser aprovado ele passa por uma Comissão Técnica, com justificativa, objetivos, cronograma de execução física e financeira, metas e vários outros ítens, ou seja, não é fácil enganar ou fazer algo mandrake. Em seguida, é preciso ser feito um relatório e enviar para a equipe do Ministério, que ainda vai ao local fiscalizar, mas é estranho alguns projetos aprovados, como o do São Paulo, que conseguiu captar através da Lei para reformar sua arquibancada e um estacionamento de veículos, que custou R$ 4,3 milhões e que nada tem a ver com o princípio da legislação, quem investigou, como passou?
O Flamengo já conseguiu aprovar seus projetos, inclusive já captou R$ 225 mil, conseguidos com a Usina Termelétrica Norte Fluminense. Algumas ações a serem desenvolvidas pelo Clube: bolsa Atleta Rubro Negro, eventos Regionais e nacionais em diversos Estados, investimento na infra-estrutura, recursos Humano, moradia e alimentação para atletas de outros estados. Bem ou mal, encampa os princípios da Lei.
Mas o dinheiro é meu, é nosso. A empresa deixa de pagar seu imposto ao Governo para investir nesses projetos, e muitas vezes de caráter duvidos, seja no esporte, seja na cultura. Não é porque é o Flamengo que pode tudo, por isso a preocupação com o que e onde será investido o dinheiro, para no futuro não ser motivo de escândalo.
Assinar:
Postagens (Atom)

_picnik.jpg)






