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terça-feira, 24 de janeiro de 2017
Esportes olímpicos ganham R$ 4,9 milhões para investimentos na área
Cerca de R$ 84 milhões foram distribuídos para os 30 principais clubes formadores de esportes olímpicos do país, visando o próximo ciclo olímpico.
O Flamengo recebeu o valor de R$ 4.968.491,52 e visa beneficiar 747 atletas, além de 32 profissionais da pasta.
Dos clubes do Rio, o Vasco recebeu R$ 2,5 milhões e o Fluminense R$ 4,7 milhões. A lista completa está aqui.
No primeiro edital o clube conseguiu R$ 5,4 milhões, no segundo edital foram mais R$ 2 milhões, no terceiro edital foram mais R$ 1,3 milhão e agora mais R$ 4,9 milhões, totalizando mais de R$ 13,6 milhões em investimentos em cerca de três anos.
O próximo edital já foi lançado e desta vez será visando a participação em campeonatos e aquisição de equipamentos esportivos. Confira aqui.
Muitos devem estar se perguntado de onde vem essa grana.
Explicando: após uma longa batalha em Brasília, que se iniciou ainda com os ex-presidente Marcio Braga para alterar a legislação federal, os clubes formadores conseguiram que 0,5% da receita das loterias federais fosse destinada a eles, os que de fato revelam atletas olímpicos.
Antigamente, esse valor era todo repassado apenas às Confederações, e quem realmente forma os atletas olímpicos ficava sem nenhum recurso. A Confederação Brasileira de Clubes administra o dinheiro e publica editais para a partilha dessa grana.
Apesar de ser um investimento direto – não precisa passar a sacolinha pelas empresas para buscar renúncia fiscal, como no caso via ICMS pro basquete, o trâmite burocrático é grande e necessário: são exigidos diversos requisitos para confeccionar um projeto e cada um deste é pontuado de acordo com a relevância, viabilidade técnica, histórico de ações já desenvolvidas, capacidade técnica na execução e clareza na apresentação e metas.
A história completa pode ser acompanhada aqui.
terça-feira, 19 de julho de 2016
Com verba dos EUA, Flamengo renova seu ginásio de basquete; Piscina será inaugurada no domingo
Com a parceria do Comitê Olímpico Americano, o Flamengo reformou o piso do ginásio Hélio Maurício, e o espaço agora conta com eólicos e vaporizadores, que reduzem em 10 graus a temperatura ambiente, inclusive nos vestiários, além da iluminação led.
Os americanos do basquete vão estrear este novo ginásio.
E no domingo o Flamengo vai inaugurar a nova piscina com grande festa na Gávea. Fruto do investimento da verba oriunda da Confederação Brasileira de Clubes.
Os americanos do basquete vão estrear este novo ginásio.
E no domingo o Flamengo vai inaugurar a nova piscina com grande festa na Gávea. Fruto do investimento da verba oriunda da Confederação Brasileira de Clubes.
sábado, 19 de dezembro de 2015
Flamengo consegue mais R$ 1,3 milhão para estruturar seus esportes olímpicos
No dia 11 de dezembro o Flamengo assinou o convênio com a Confederação Brasileira de Clubes e conseguiu para seus cofres olímpicos R$ 1,3 milhão para investimento em “Aquisição de Equipamentos e Materiais para modalidades Olímpicas do Clube de Regatas do Flamengo”, decorrente do edital de chamamento interno.
É o terceiro edital que o Rubro Negro participa. Nos dois primeiros o clube recebeu R$ 7,4 milhões, e agora totaliza quase R$ 9 milhões para investimento direto em seus esportes olímpicos.
Para quem está por fora sobre o assunto: após uma longa batalha em Brasília, que se iniciou ainda com os ex-presidente Marcio Braga para alterar a legislação federal, os clubes formadores conseguiram que 0,5% da receita das loterias federais fosse destinada a eles. Antigamente, esse valor era todo repassado apenas às Confederações, e quem realmente forma os atletas olímpicos ficava sem nenhum recurso.
A Confederação Brasileira de Clubes administra o dinheiro e publica editais para a partilha dessa grana.
Isso só foi possível graças às Certidões Negativas de Débito obtidas logo nos primeiro meses de gestão e depois com a alteração do seu estatuto para alinhar à Lei Pelé. O que deram ao Flamengo a oportunidade de apresentar projetos para captar receita via incentivo fiscal de IR, ICMS, além de receber diretamente a verba destinada aos clubes formadores.
Apesar de ser um investimento direto – não precisa passar a sacolinha pelas empresas para buscar renúncia fiscal,o trâmite burocrático é grande e necessário: são exigidos diversos requisitos para confeccionar um projeto e cada um deste é pontuado de acordo com a relevância, viabilidade técnica, histórico de ações já desenvolvidas, capacidade técnica na execução e clareza na apresentação e metas.
O Flamengo esteve presente em todos os três editais já publicados, e é o clube com maior captação até então.
É o terceiro edital que o Rubro Negro participa. Nos dois primeiros o clube recebeu R$ 7,4 milhões, e agora totaliza quase R$ 9 milhões para investimento direto em seus esportes olímpicos.
Para quem está por fora sobre o assunto: após uma longa batalha em Brasília, que se iniciou ainda com os ex-presidente Marcio Braga para alterar a legislação federal, os clubes formadores conseguiram que 0,5% da receita das loterias federais fosse destinada a eles. Antigamente, esse valor era todo repassado apenas às Confederações, e quem realmente forma os atletas olímpicos ficava sem nenhum recurso.
A Confederação Brasileira de Clubes administra o dinheiro e publica editais para a partilha dessa grana.
Isso só foi possível graças às Certidões Negativas de Débito obtidas logo nos primeiro meses de gestão e depois com a alteração do seu estatuto para alinhar à Lei Pelé. O que deram ao Flamengo a oportunidade de apresentar projetos para captar receita via incentivo fiscal de IR, ICMS, além de receber diretamente a verba destinada aos clubes formadores.
Apesar de ser um investimento direto – não precisa passar a sacolinha pelas empresas para buscar renúncia fiscal,o trâmite burocrático é grande e necessário: são exigidos diversos requisitos para confeccionar um projeto e cada um deste é pontuado de acordo com a relevância, viabilidade técnica, histórico de ações já desenvolvidas, capacidade técnica na execução e clareza na apresentação e metas.
O Flamengo esteve presente em todos os três editais já publicados, e é o clube com maior captação até então.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
Flamengo consegue mais R$ 2 milhões para investir em seus esportes olímpicos
Foi divulgada nessa quarta-feira a classificação final dos projetos avaliados pela Confederação Brasileira de Clubes, que administra e partilha recursos da Lei Pelé destinados aos clubes formadores.
O Flamengo vai receber quase dois milhões para investimentos em participação de seus atletas olímpicos em competições estaduais, regionais e nacionais.
Este segundo edital previa a distribuição de R$ 57 milhões, porém como o teto por projeto era de R$ 2 milhões e cada clube só apresentou um projeto, sobraram R$ 32 milhões que devem ser liberados em outros editais.
Com os R$ 5,4 milhões recebidos em três projetos aprovados no primeiro edital, o Flamengo agora soma R$ 7,4 milhões para investir em estrutura e participação de seus atletas nas competições.
Mais uma grande vitória Rubro Negra!
Mais uma grande vitória Rubro Negra!
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Flamengo habilitado para segundo edital na Confederação Brasileira de Clubes que distribuirá R$ 57 milhões
O Flamengo está habilitado para o segundo edital da Confederação Brasileira de Clubes que distribuirá R$ 57 milhões, conforme informação divulgada nesta sexta-feira pela CBC.
Depois de três projetos aprovados no primeiro edital que contemplaram remo e canoagem, ginástica, judô e vôlei e piscina, que totalizaram 5,4 milhões, dessa vez o projeto visa "Participação Rubro Negra em competições Estaduais, Regionais e Nacionais".
O Flamengo foi o único clube de futebol presente na lista. O Tijuca, no Rio, e os tradicionais Pinheiros, Minas, GNU e Sogipa também foram aprovados.
A classificação dos projetos será divulgada no dia 25 de fevereiro e no dia 27 de fevereiro a publicação final de acordo com a disponibilidade orçamentária.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
Flamengo, agora um clube cidadão, recebe R$ 5,4 milhões para investimentos em estrutura olímpica na Gávea
Na sede da Gávea, o presidente do Flamengo formalizou o convênio com a Confederação Brasileira de Clubes para receber os novos recursos da Lei Pelé destinados aos clubes formadores.
Será um total de R$ 5,4 milhões. O Rubro Negro teve três entre os cinco projetos mais bem pontuados aprovados.
- Projeto Remo e Canoagem (Valor Aprovado R$ 1.614.741,38): flotilha nova (45 barcos) e diversos materiais específicos para o desenvolvimento dos esportes.
- Projeto Ginástica, Judô e Voleibol (Valor Aprovado R$ 1.749.358,00): Equipamentos de ginástica artística, dois dojos para o judô e materiais diversos de treinamento para o voleibol.
- Projeto Piscina (Valor Aprovado R$ 1.999.985,10): Piscina Myrtha Pools mais diversos equipamentos para a construção de um parque aquático moderno e material de treinamento para os atletas.
O segundo edital já foi lançado e o Flamengo novamente aparece entre as entidades aptas. Dessa vez serão distribuídos R$ 57 milhões. O resultado final dos projetos avaliados está previsto para sair no dia 27 de fevereiro de 2015.
A luta para que os clubes recebam fatia da renda dos esportes olímpicos, antes concentrada nas mãos das Confederações, é antiga, vem desde os tempos de Márcio Braga em meados de 2008.
O blog acompanhou essa batalha e faz a retrospectiva. Parabéns aos envolvidos:
20 de setembro de 2010: Clubes fazem lobby no Congresso para terem acesso a verba das Loterias
23 de fevereiro de 2011: Câmara aprova MP que alterava a Lei Pelé e garantia recursos aos clubes formadores.
18 de março de 2011: Sanção da presidente Dilma
03 de abril de 2013: Flamengo consegue pela primeira vez em sua história as Certidões Negativas de Débito, que lhe daria direito a participar de todos os convênios com o governo.
21 de abril de 2013: Com a grana congelada na conta, começa a briga ela regulamentação da partilha da receita entre os clubes.
13 de julho de 2013: Os principais clubes formadores fazem protesto formal contra a Confederação Brasileira de Clubes pela falta da partilha transparente.
20 de agosto de 2013: Empurra-empurra entre Governo Federal e Confederação Brasileira de Clubes sobre os critérios da destinação da verba.
09 de abril de 2014: Flamengo tem votação importante para adequar seu estatuto à Lei Pelé e assim receber a verba destinada aos clubes formadores.
15 de abril de 2014: Com grande esforço o Flamengo conseguiu modernizar seu estatuto e alinhar à nova legislação.
14 de agosto de 2014: Um esqueleto aparece no armário: o Flamengo havia sido inscrito no CADIN por conta de uma dívida antiga. O clube conseguiu resolver o problema.
20 de outubro de 2014: O Flamengo tem seus três projetos aprovados entre os cinco primeiros e receberá mais de R$ 5,3 milhões.
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Grande notícia: Flamengo consegue mais de R$ 5,3 milhões para investimentos nos esportes olímpicos
Saiu neste exato momento o resultado de habilitação, ordem de classificação e valor aprovado do dinheiro administrado pela Confederação Brasileira de Clubes.
A luta para que 0,5% da receita das loterias federais fosse destinada diretamente aos clubes formadores de atletas olímpicos é antiga. Confira a história aqui.
A luta para que 0,5% da receita das loterias federais fosse destinada diretamente aos clubes formadores de atletas olímpicos é antiga. Confira a história aqui.
A grana estava parada há três anos na conta da Confederação, aguardando a regulamentação e os critérios para distribuição pelo governo.
Foram criados diversos requisitos para pontuar um projeto: relevância, viabilidade técnica, histórico de ações já desenvolvidas, capacidade técnica na execução e clareza na apresentação e metas.
O Flamengo teve seus três projetos aprovados entre os cinco primeiros no ranking de pontuação no primeiro edital, cujo valor total foi de R$ 23 milhões, e foi o clube que mais conseguiu obter recurso:
- Para o remo - canoagem, o clube conseguiu R$ 1.614.741,38. (1º lugar)
- Para aquisição de equipamentos e materiais esportivos, o clube conseguiu R$ 1.749.358,00. (3º lugar)
- Para equipamentos para piscina, o clube conseguiu R$ 1.999.985,10. (5º lugar)
O segundo edital já foi lançado, o valor é de R$ 57.000.000,00. A conclusão de todo processo está previsto para fevereiro do ano que vem. O Flamengo também está na briga por parte dessa receita.
Agora serão encaminhadas algumas exigências para os clubes que tiveram seus projetos aprovados. A homologação final está prevista para o dia 04/11/2014.
Agora serão encaminhadas algumas exigências para os clubes que tiveram seus projetos aprovados. A homologação final está prevista para o dia 04/11/2014.
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
MPF recomenda corte de repasse de verba pública ao Pinheiros
A divulgação da lista de clubes aptos a participarem da partilha da verba da Confederação Brasileira de Clubes causou uma grande surpresa: a ausência do Pinheiros.
Mas pode haver uma explicação. Confira duas notas da coluna Painel Futebol Clube da Folha de São Paulo de hoje:
A lei que obriga clubes e entidades esportivas a realizarem mudanças estatutárias, visando transparência na gestão, pode fazer uma vítima. O Ministério Público Federal recomendou ao Ministério do Esporte que corte o repasse de verbas ao Clube Pinheiros.
A procuradoria do MPF apontou que o Pinheiros não cumpriu a lei que exige, entre outros temas, "gestão democrática" e "transparência da gestão da movimentação de recursos". Segundo o MPF, entre 2011 e 2014, o clube recebeu mais de R$ 30 milhões em recursos públicos.
Como é de conhecimento, o Flamengo teve que alinhar seu estatuto à Lei Pelé e incluiu alterações como a limitação do mandado do dirigente (quatro anos), permitida uma recondução, exigência de total transparência, participação de atletas nos diversos órgãos internos, obrigatoriedade de autonomia do Conselho Fiscal e veto ao nepotismo.
O problema de gestão vivido pelo exemplar Esporte Clube Pinheiros dá uma dimensão do feito Rubro Negro.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Flamengo dá mais um passo para tornar os esportes olímpicos independentes
O Flamengo está apto a receber a verba da Confederação Brasileira de Clubes. São cerca de R$ 130 milhões que estavam há anos parados na conta esperando a regulação para distribuição entre os membros. Trata-se de 0,5% de toda verba arrecadada da loteria.
Dos clubes olímpicos tradicionais, o Pinheiros ficou de fora. O Minas TC foi habilitado, além do Curitibano, Paulistano, GNU e do Tijuca. De times de futebol aparece apenas o Paraná.
O primeiro edital foi lançado e contempla a aquisição de equipamentos, totalizando o valor de R$ 20 milhões que serão distribuídos. Após essa fase de aptidão, vem a fase de habilitação e classificação. Dia 20 de outubro será divulgado o resultado final com a ordem das propostas apresentadas.
O segundo edital acabou de ser lançado e agora contemplará a formação de atletas olímpicos, totalizando R$ 57 milhões. O prazo final para a lista dos projetos aprovados é 27 de fevereiro do ano que vem.
O caminho percorrido foi longo. Dentro da Gávea, todo o esforço para transformar o Flamengo em uma instituição que cumpre suas obrigações como qualquer cidadão brasileiro e conseguir as Certidões Negativas. Com a credibilidade de volta, o clube pôde apresentar os primeiros projetos via incentivo fiscal pelo Ministério do Esporte e Governo Estadual.
Mas precisava dar mais um passo. Com o esforço dos clubes formadores de atletas olímpicos, conseguiram que um percentual da verba da loteria fosse para os verdadeiros produtores de matéria-prima para o futuro olímpico.
Entretanto, para isso, o Estatuto precisava ser adequado à Lei Pelé. Com uma mobilização que contou com o apoio de importantes atletas Rubro-Negros e diferentes correntes ideológicas da Gávea, o Flamengo conseguiu alinhar sua Carta Magna às Leis Federais - e se habilitar ao recebimento de verbas através desse mecanismo.
Desde que ficou em dia com seus impostos e débitos antigos, o clube recebeu, através de Leis de Incentivo (ICMS e IR) o aporte de algo em torno de R$ 25 milhões - que inclui a contribuição de R$ 1,2 milhão feita por torcedores em suas declarações de Imposto de Renda particulares. Considerando os dois anos de contrato de patrocínio estabelecido com a Caixa para o time de futebol, chegamos a um total aproximado de R$ 75 milhões arrecadados nesse período.
Esses valores propiciaram, entre outras coisas, a montagem do elenco do Basquete que venceu tudo em 2013 (Estadual, NBB e Liga das Américas) e a autossuficiência de Esportes Olímpicos como Judô e Ginástica e outros que estão muito próximos disso. Muito em breve, o clube estará confirmando sua histórica vocação de grande formador de atletas olímpicos e, para isso, contará com uma estrutura fortalecida, justamente, por receitas que, antes, sequer poderia almejar dada sua situação com os Entes Públicos.
Neste meio tempo surgiu ainda a inscrição do nome do clube no CADIN, o que colocaria por terra todo o esforço. Mas o Flamengo conseguiu retirar seu nome do cadastro informativo de créditos não quitados do setor público federal oferecendo o Centro de Treinamento e seus contratos de patrocínio.
O Rubro Negro apto significa que o clube cumpriu todas as rígidas exigências para ser habilitado e poder participar da distribuição dessa importante verba para a autossuficiência dos esportes olímpicos.
Tem gente que está com a língua tostada há tempo, ou o dedo:
terça-feira, 15 de abril de 2014
Estatuto modificado: o Flamengo caminha rumo à sustentabilidade olímpica
Foi uma noite histórica para os esportes olímpicos do Flamengo.
Foi aprovada nesta segunda-feira a adequação do estatuto à Lei Pelé. Com esse alinhamento, o clube continuará apresentando projetos para captação via Imposto de Renda e ICMS, além de participar das chamadas públicas e dos convênios com o Ministério do Esporte.
Além disso, está legitimamente apto a participar da partilha dos R$ 130 milhões, oriundos dos 0,5% da loteria, que está parada na conta da Confederação Brasileira de Clubes há três anos. Essa grana será dividida entre os principais clubes formadores de atletas olímpicos do país, o que se discute agora são os critérios para essa divisão.
A oposição, liderada por Leonardo Ribeiro, tentou uma emenda esdrúxula: que 20% de toda receita líquida do Flamengo fosse destinada para os esportes olímpicos, continuando assim a eterna dependência do futebol. Conseguiu apenas dois votos, foi clamorosamente derrotado e levou uma sonora vaia.
(Como seria salutar uma oposição justa e com valores à frente desses tempos amadores que graças a Deus vão ficando para trás)
Foi sem dúvida uma vitória política também. Durante a campanha a atual gestão foi acusada de ser peremptoriamente contrária aos esportes ditos amadores. Quando foi obrigada a encerrar diversas equipes adultas foi um escândalo. Muitos não entendiam, alguns disseram que seria retaliação, mas mesmo assim continuaram o trabalho, apesar da desconfiança dos atletas (que hoje fizeram campanha pela modificação e inclusive estiveram ontem à noite na Gávea), conseguiram as Certidões Negativas, apresentaram diversos projetos e lutaram com toda as forças para um fato inédito: modificação do arcaico estatuto de 1992.
Os esportes olímpicos caminham para a sustentabilidade, impedindo que todo esse custo caia no colo do já combalido do futebol. Vence o Flamengo, vence a tradição, vence o futebol Rubro Negro!
quarta-feira, 9 de abril de 2014
Votação importante no Conselho Deliberativo, na segunda-feira, para garantir recursos aos esportes olímpicos
Ainda não é a votação maior para alteração do estatuto que está por vir, mas na segunda-feira, dia 14 de abril, o Conselho Deliberativo votará adaptações importantes do estatuto à Lei Pelé.
Essa adaptação será necessária para que o Flamengo tenha acesso à parte do fundo de formação de atletas olímpicos de R$ 130 milhões que estão na conta há três anos. Trata-se da MP que alterou a Lei Pelé e garantiu ao CONFAO (Conselho de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos) 0,5% dos recursos da loteria esportiva.
Segundo a atual legislação, apenas as instituições com as Certidões Negativas de Débito e a adequação dos seus estatutos à Lei Pelé poderão participar dessa partilha e participar das chamadas públicas do Ministério do Esporte.
Estarão em discussão a limitação do mandado do dirigente - máximo de quatro anos permitida uma recondução, exigência de total transparência, participação de atletas nos diversos órgãos internos, obrigatoriedade de autonomia do Conselho Fiscal e veto ao nepotismo.
quinta-feira, 6 de março de 2014
Alexandre Póvoa fala sobre basquete, Final Four e as novidades dos esportes olímpicos
O vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa, volta ao blog para comentar sobre a boa fase do basquete, os gastos para sediar o Final Four da Liga das Américas e as novidades dos esportes olímpicos da Gávea, como a contratação da ex-ginasta Luisa Parente para ser gerente da modalidade no Flamengo.
1) Ao contrário do ano passado, quando o Flamengo chegou ao ápice ali pela metade do NBB, neste ano o Flamengo vai crescendo justamente no tempo certo, a curva está na crescente? Washam mais em forma e mais entrosado, Marquinhos e Marcelinho recuperados, time aprendendo a jogar sem o Benite. É por aí?
Essa temporada foi completamente diferente da anterior por diversos fatores. Em 2012/2013, o time era recém-formado, primeiro ano do Neto e uma equipe bastante modificada depois de fracassos anteriores com o Gonzalo Garcia. Não houve competições internacionais de seleção brasileira e pelo o que me foi relatado pela Comissão Técnica (ainda estamos falando da gestão anterior) houve tempo para a realização pré-temporada fortíssima. Enquanto os outros times não estavam tão preparados, o time entrou “cantando pneu” na NBB e fez aquela improvável espetacular série invicta, mesmo com o Marcelinho se machucando logo no começo.
Para quem conhece basquete, aquela supremacia toda não era compatível com a (pequena) diferença entre os times. Criamos uma boa gordura, mas aí o time começou a cair muito no meio do campeonato, mostrar inconstância e perder feio na Liga das Américas. No último jogo da primeira fase ganhamos na terceira prorrogação do Tijuca, que disputou rebaixamento. Atribuo isso a dois fatos: Primeiro, pela oscilação natural na competição e segundo pelo fato de o elenco ter alguns desequilíbrios na formação que dificultavam manter o padrão (desequilíbrios que buscamos corrigir para a atual temporada).
Porém, com a vantagem garantida nos playoffs (que foi fundamental), conseguimos voltar a crescer na reta final da competição e, apesar de todas as dificuldades, vencemos a NBB naquele memorável dia 01/06.
Na atual temporada, começamos por buscar corrigir os dois desequilíbrios que identificamos na equipe em 2012/13. Só quem nunca fez esporte repete a tola frase de que “em time que se está ganhando não se mexe”. É claro que se mexe, se for para melhor. Primeiro, identificamos a necessidade de uma consistência maior na armação. Um time de basquete não pode jogar do mesmo jeito ganhando ou perdendo de 30 pontos. Tem que ter o controle do jogo e essa é a função do armador, é ele quem dita o ritmo. Esse era um defeito do time do ano passado. Talvez eu seja velho, mas cresci vendo Hélio Rubens, Fausto, Nilo, Maury e mesmo aqui no nível local um Bigu, Bira, entre outros que considero armadores de verdade. O esforço para trazer o Nicolas foi nessa direção. Vários outros jogadores nos foram oferecidos. O desempenho dele só pode ser surpresa para quem não o acompanhava no ano passado, sempre foi a nossa primeira opção.
O outro desafio era conseguirmos uma rotação mais qualificada e menos instável de pivôs, já que éramos muito dependentes do Caio. Não conseguimos mantê-lo e optamos por trazer o Jerome e o Cristiano. Acreditamos que o time hoje consegue manter um bom padrão quando há rodízio entre os jogadores que jogam dentro do garrafão.
Posso dizer que em ambas as intervenções, estamos muito satisfeitos. O time esse ano é mais equilibrado que o do ano passado. No nosso planejamento, propositalmente, deixamos a vaga de um estrangeiro em aberto no começo do ano para reforçar mais à frente ou para suprir potenciais emergências (alguma contusão ou a observação em relação ao Marcelinho que voltava de séria contusão).
Aí começaram os problemas: Não pudemos fazer uma pré-temporada tão qualificada por conta da seleção no pré-Mundial; o Marquinhos teve complicações sérias na recuperação de uma cirurgia de joelho, que inicialmente era classificada como simples; o Benite teve aquela terrível contusão; e o Marcelinho naturalmente foi se readaptando aos poucos e não podia ser foçado. Enfim, diferente da temporada anterior, as coisas foram bastante complicadas no começo, por isso o time não largou tão bem. Mas o grupo foi bravo e muito raçudo e ficou rodeando as primeiras posições mesmo com todas as dificuldades.
Como havíamos reservado uma vaga para estrangeiro, a reposição do Benite (que esperamos que volte antes do final da NBB) ficou facilitada e o escolhido foi o Washam. É um jogador experiente, forte, duro na marcação, complementar à característica dos outros jogadores e que vai nos ajudar bastante. Aos poucos, com a volta do Marquinhos, recuperação total do Marcelinho e a progressiva entrada em forma do Washam e, na minha opinião, com uma rotação de banco melhor que a do ano passado (pena que não temos o Benite, mas o Gegê foi chamado à responsabilidade e tem respondido muito bem), estamos crescendo mais fortemente agora. Por ser um time mais equilibrado, acho que menor a chance de uma oscilação mais brusca adiante. Se vamos ganhar a NBB e a LDA é outra história, quem já jogou sabe que há muitas variáveis que influenciam. Mas acho que montamos um ótimo time para ganhar as duas competições. Além disso, o grupo é extremamente profissional e unido, o que em esportes coletivos, junto com a qualidade técnica, faz uma enorme diferença.
Fico feliz em termos ganhado também a LDB e pelo fato de cinco atletas daquele time estarem regularmente participando do grupo da NBB. Esse é o nosso objetivo de médio-longo prazo para todos os esportes do clube. O Flamengo tem que voltar a ser um formador de jogadores e há um plano já estabelecido para 2014 onde o Neto, Rodrigo (assistente dele) e o Chupeta trabalharão juntos em uma grande reformulação das categorias de base do Flamengo. Tudo isso sobre a supervisão do André Guimarães e o comando do Marcelo Vido, que está coordenando brilhantemente o processo de reestruturação do esporte olímpico do Flamengo, das escolinhas (agora Escola de Esportes) até as categorias adultas.
2) Um jogador que tem vindo do banco e ajudado muito é o Felício. Qual a avaliação desse jovem e excelente jogador?
O Cristiano tem um potencial monstruoso. Com o tamanho, envergadura e agilidade que tem, queremos ajuda-lo a chegar ao topo máximo. Além disso., é um garoto humilde excelente pessoa. Eu vi o Nenê jogar no juvenil e no adulto do Vasco e sinceramente, comparando os dois na mesma idade, o Cristiano não fica nada a dever (o que não quer dizer que vá chegar ao mesmo estágio do Nenê atual).
O Cristiano ficou quase um ano sem jogar nos EUA. Começou tímido, desequilibrou na LDB, está recuperando a confiança agora e vai nos ajudar demais nessa reta final de NBB e LDA. Precisa acreditar que tem uma força física enorme para buscar o contato embaixo do garrafão e não evitá-lo, como se fosse um jogador mais baixo, como fazia antes. No dia em que acreditar plenamente nele, com a orientação do Neto e comissão, acho que no mínimo o Brasil vai ganhar um jogador de seleção por muitos anos. Reparem que ele tem agilidade e velocidade para marcar alas (posição 3) também, podendo ser bastante útil defensivamente nesse quesito para grupo.
3) Final Four no Maracanãzinho. Qual o custo em dólares, estrutura, hospedagem. O que o Flamengo precisa oferecer para ser a sede? Como estão as negociações?
Primeiro, há de se vencer a briga política dentro da FIBA Américas (onde “todos falam espanhol”) para que as finais sejam no Rio. O custo total, contando a cota deles e estrutura/hospedagem é ao redor de R$ 600 mil. É caro, o tempo é curtíssimo, mas estamos correndo atrás de patrocinadores para tentar, junto com a projeção de bilheteria, viabilizar esse sonho (caso vençamos a briga política). O bacana é que, se conseguirmos, será a volta do basquete ao Maracanãzinho.
Nada é fácil em um país onde o futebol está em primeiro, segundo, terceiro e lá para décimo aparece o vôlei. Dura realidade, mas vamos brigar até o final. Agora, mesmo que o Final Four não seja aqui, com o nosso grupo, temos plena confiança nas nossas chances de vitória, onde quer que joguemos.
4) Como anda a captação via pessoa jurídica dos projetos do Ministério do Esporte?
O projeto de Ginástica Artística e Judô já está sendo executado. Para a nossa enorme alegria, trouxemos a Luisa Parente como gerente de nossa área e ela vai tocar diretamente essa reestruturação.
Já completamos os 20% em um segundo projeto, mas só vamos anunciar quando as duas empresas envolvidas assinarem o contrato conosco. Nos outros dois projetos que faltam, estamos bem encaminhados. Tenho confiança que teremos condições, ainda no primeiro semestre de 2014, de anunciar a plena autossuficiência nos esportes olímpicos. A luta é diária, mas cabe o registro de como o setor privado tem pouco interesse no esporte olímpico, mesmo através de lei de incentivo. Espero que após a Copa do Mundo, quando o esporte olímpico “vai virar moda” até 2016, esse quadro mude.
5) Quais os planos para 2014? A captação da pessoa física será reaberta no segundo semestre para novos projetos? Projeto via ICMS para o parque aquático?
Certamente, o Anjo da Guarda Rubro-Negro volta no segundo semestre e espero que seja um programa que vigore para sempre no Flamengo que sonhamos, cumpridor de seus deveres como clube cidadão. Tudo é muito novo para as pessoas. Se tivemos 822 que se deram ao trabalho de transferir seu imposto para o Flamengo nesse ano, que em 2014 consigamos manter essas pessoas e trazer mais 822. Nesse ritmo, em alguns anos, teríamos as pessoas físicas autossustentando integralmente as categorias de base dos esportes olímpicos do Flamengo, que é um sonho de todos nós.
O plano é entrar no círculo virtuoso de reapresentar anualmente os projetos de IR, ICMS, SICONV e Lei Pelé, além de continuar correndo atrás de patrocínios privados para que o Flamengo mude completamente de patamar no esporte olímpico. Isso envolve aumento progressivo e autossustentável de receitas para o financiamento operacional de cada esporte, melhora significativa na parte estrutural da Gávea e investimento em ciência do esporte (excelência).
A reforma física da Gávea (também com o dinheiro do Comitê Olímpico Americano) começa em 2014. O projeto do ICMS para a piscina já está aprovado e deve ser divulgado a qualquer momento no Diário Oficial. O mesmo deverá ser complementado por projetos de convênio com o SICONV.
2013 foi o ano da sobrevivência nos EOs, 2014 será o da reorganização definitiva e que 2015 comecemos a buscar a excelência sobretudo na formação de atletas, característica que infelizmente perdemos ao longo dos anos. Ninguém paga R$ 120 milhões de impostos por ano impunemente, mas vamos conseguir tirar o Flamengo desse atoleiro em que foi metido e teremos um clube caminhando para os nossos sonhos.
6) Dinheiro do CONFAO já foi repartido?
Não. O Ministério dos Esportes já assinou a última portaria que faltava destinando 20% (!!!!) dos recursos para despesas administrativas da Confederação Brasileira de Clubes. Falta agora a mesma fazer o chamamento público para que os clubes apresentarem os projetos. Acreditamos que esses recursos possam entrar a partir do segundo semestre desse ano e é mais uma fonte de recursos que contamos, apesar de ser uma lei muito mais restrita comparativamente aos projetos de IR e ICMS. Nada é fácil, até aqui tem gente caindo de paraquedas querendo parte dos recursos, mas vamos lutar até o fim para receber de volta cada centavo que o Flamengo tiver direito como um dos maiores formadores de atletas olímpicos do Brasil.
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sexta-feira, 17 de janeiro de 2014
Alexandre Póvoa e as boas novidades para este 2014
O vice-presidente de esportes olímpicos Alexandre Póvoa conversa com o blog sobre este começo de 2014. Confira:
RECURSOS DA TIM
O processo foi sofrido, mas finalmente recebemos os recursos oriundos da empresa patrocinadora oriundos da lei de incentivo. Com isso, estamos acertando com os jogadores os meses atrasados de salários (na realidade, o total de outubro a dezembro ainda vão faltar uns 15%). Depois de um ano de 2013 dificílimo para o clube, estamos começando a respirar e queremos pagar todos os nossos compromissos. Acertamos o pagamento parcelado da premiação da NBB 5. Além disso, jogadores mais antigos tinham dívidas de gestões passadas. acertamos um parcelamento mais longo e começamos a pagar. Enfim, hoje está tudo conversado com os jogadores e todas as pendências equacionadas. Ainda temos um valor bem menor restando para autossustentar o basquete nesse restante de temporada, mas na semana passada o patrocinador finalmente liberou e estaremos buscando patrocínio para a camisa. Enfim, estamos otimistas que conseguiremos chegar bem ao final dessa temporada e, mais importante, planejar a temporada de 2014/15 para que esses problemas não ocorram mais.
Deixando claro que não estamos fazendo mais que nossa obrigação, não é mérito algum . Ainda falta cerca de 1/8 do nosso orçamento total para ficarmos 100% autossustentáveis. Esperamos conseguir na venda das propriedades da camisa, apesar de ser longe de ser fácil como as pessoas imaginam.
Ano de dificuldades, grupo crescendo jogo a jogo, com a entrada do Marquinhos e Washam espero uma equipe mais consistente e com mais opções. A garotada, além de ganhar a LDB, está ocupando o seu espaço. O grupo tem sido muito forte esse ano, apesar de todos os problemas, merecem aplausos. O objetivo é chegarmos na primeira fase da Liga das Américas em Quito com todos 100%.
JUDÔ E GINÁSTICA ARTÍSTICA - PRIMEIROS ESPORTES AUTOSSUSTENTÁVEIS
Foi o primeiro projeto a atingir os 20% (o que já financia as despesas dos esportes no ano de 2014). O mundo dá muitas voltas e fico feliz que eles tenham sido os primeiros, depois dos cortes que fizemos no começo do ano passado. E virão mais boas notícias por aí para ambos os esportes, já que começaremos a reforma parcial do ginásio incendiado agora em fevereiro (para que a ginástica possa ao menos voltar para lá) e o centro de lutas é a prioridade do Comitê Olímpico dos EUA, devendo ser a primeira obra deles na Gávea.
Contatamos 131 empresas, 11 aportaram recursos e estamos esperando a resposta de cerca de mais 10 outras nesse começo de ano. 2 milhões de reais captados de pessoa jurídica em projetos de IR e R$ 14,3 milhões em ICMS (basquete + CT). Esperamos fechar os 20% dos três projetos restantes (Esportes Terrestres, Aquáticos e Remo). Mas o processo decisório nas empresas, sobretudo quando se trata de esporte olímpico, é muito lento.
NÚMEROS FINAIS DA CAMPANHA ANJO TORCEDOR
Sim, 822 anjos, com R$ 1,2 milhões de arrecadação vindos de 25 (!!!) estados diferentes. Apesar de ser muito aquém do potencial do Flamengo, ficamos satisfeitos com os resultados. O programa é novo, as pessoas têm receio quando se fala em IR e não tivemos muitos recursos para uma divulgação mais ampla.
Em 2012, naquela correria de final de ano para conseguirmos ainda financiar o projeto do Instituo do Atleta Rubro-Negro, foram 2 anjos. Em 2013, foram 822. Em 2014, temos que mirar o dobro, tanto de pessoas, quanto de arrecadação. E aí começa o ciclo virtuoso. Esse ano estaremos nos relacionando bastante com quem contribuiu, acho que será bem bacana.
A decepção fica por conta de algumas pessoas (notadamente “notáveis’ rubro-negros) que, mesmo podendo contribuir com o clube de graça, foram contactados e não passaram nem perto da campanha. Deixa para lá, a vida continua e como falei, o mundo dá as suas voltas.
NOVOS PROJETOS
Os projetos abaixo estão em fase final de aprovação.
- Projeto da reconstrução do parque aquático (Gávea): Em fase de aprovação no Governo Estadual
- Projeto de construção de uma academia para atletas olímpicos (Gávea): Em fase de aprovação no Governo Estadual
- Projeto de aquisição de flotilha de remo: Em fase de aprovação no Governo Estadual
NOVIDADES DO DINHEIRO DO CONFAO
Sim, boas notícias. O Ministro assinou a última portaria que faltava estabelecendo 20% (!!!!, mais dinheiro desperdiçado) como teto para as despesas administrativas da CBC. Pelo menos o dinheiro está liberado, faltando a CBC soltar o chamamento público, que deve ocorrer no segundo trimestre. Acesso direto, através de projetos a serem aprovados, aos recursos da Lei Pelé – Orçamento total aproximado a ser distribuído em 2014 – R$ 140 milhões (ou 80% disso...).
CHAMADA PÚBLICA DO MINISTÉRIO DO ESPORTE
Sim. Vamos buscar cada centavo de que temos direito. Acesso direto, através de projetos a serem aprovados, aos recursos do convênios do SICONV (Ministério dos Esportes) - Orçamento total a ser distribuído em 2014 – R$ 220 milhões.
2014
Fazer esporte olímpico nesse país é trabalho para alguns idealistas. A dificuldade é enorme, o Governo apoia muito pouco, as confederações sugam a maio parte dos recursos de grandes corporações o interesse das empresas em apoiar é, em geral, baixíssimo. Passada a Copa, espero que ventos favoráveis comecem a soprar. Mas estamos esperançosos que em termos de Flamengo, com mais dois anos desse trabalho, mudaremos de patamar e começaremos a voltar a sermos referência.
RECURSOS DA TIM
O processo foi sofrido, mas finalmente recebemos os recursos oriundos da empresa patrocinadora oriundos da lei de incentivo. Com isso, estamos acertando com os jogadores os meses atrasados de salários (na realidade, o total de outubro a dezembro ainda vão faltar uns 15%). Depois de um ano de 2013 dificílimo para o clube, estamos começando a respirar e queremos pagar todos os nossos compromissos. Acertamos o pagamento parcelado da premiação da NBB 5. Além disso, jogadores mais antigos tinham dívidas de gestões passadas. acertamos um parcelamento mais longo e começamos a pagar. Enfim, hoje está tudo conversado com os jogadores e todas as pendências equacionadas. Ainda temos um valor bem menor restando para autossustentar o basquete nesse restante de temporada, mas na semana passada o patrocinador finalmente liberou e estaremos buscando patrocínio para a camisa. Enfim, estamos otimistas que conseguiremos chegar bem ao final dessa temporada e, mais importante, planejar a temporada de 2014/15 para que esses problemas não ocorram mais.
Deixando claro que não estamos fazendo mais que nossa obrigação, não é mérito algum . Ainda falta cerca de 1/8 do nosso orçamento total para ficarmos 100% autossustentáveis. Esperamos conseguir na venda das propriedades da camisa, apesar de ser longe de ser fácil como as pessoas imaginam.
Ano de dificuldades, grupo crescendo jogo a jogo, com a entrada do Marquinhos e Washam espero uma equipe mais consistente e com mais opções. A garotada, além de ganhar a LDB, está ocupando o seu espaço. O grupo tem sido muito forte esse ano, apesar de todos os problemas, merecem aplausos. O objetivo é chegarmos na primeira fase da Liga das Américas em Quito com todos 100%.
JUDÔ E GINÁSTICA ARTÍSTICA - PRIMEIROS ESPORTES AUTOSSUSTENTÁVEIS
Foi o primeiro projeto a atingir os 20% (o que já financia as despesas dos esportes no ano de 2014). O mundo dá muitas voltas e fico feliz que eles tenham sido os primeiros, depois dos cortes que fizemos no começo do ano passado. E virão mais boas notícias por aí para ambos os esportes, já que começaremos a reforma parcial do ginásio incendiado agora em fevereiro (para que a ginástica possa ao menos voltar para lá) e o centro de lutas é a prioridade do Comitê Olímpico dos EUA, devendo ser a primeira obra deles na Gávea.
Contatamos 131 empresas, 11 aportaram recursos e estamos esperando a resposta de cerca de mais 10 outras nesse começo de ano. 2 milhões de reais captados de pessoa jurídica em projetos de IR e R$ 14,3 milhões em ICMS (basquete + CT). Esperamos fechar os 20% dos três projetos restantes (Esportes Terrestres, Aquáticos e Remo). Mas o processo decisório nas empresas, sobretudo quando se trata de esporte olímpico, é muito lento.
NÚMEROS FINAIS DA CAMPANHA ANJO TORCEDOR
Sim, 822 anjos, com R$ 1,2 milhões de arrecadação vindos de 25 (!!!) estados diferentes. Apesar de ser muito aquém do potencial do Flamengo, ficamos satisfeitos com os resultados. O programa é novo, as pessoas têm receio quando se fala em IR e não tivemos muitos recursos para uma divulgação mais ampla.
Em 2012, naquela correria de final de ano para conseguirmos ainda financiar o projeto do Instituo do Atleta Rubro-Negro, foram 2 anjos. Em 2013, foram 822. Em 2014, temos que mirar o dobro, tanto de pessoas, quanto de arrecadação. E aí começa o ciclo virtuoso. Esse ano estaremos nos relacionando bastante com quem contribuiu, acho que será bem bacana.
A decepção fica por conta de algumas pessoas (notadamente “notáveis’ rubro-negros) que, mesmo podendo contribuir com o clube de graça, foram contactados e não passaram nem perto da campanha. Deixa para lá, a vida continua e como falei, o mundo dá as suas voltas.
NOVOS PROJETOS
Os projetos abaixo estão em fase final de aprovação.
- Projeto da reconstrução do parque aquático (Gávea): Em fase de aprovação no Governo Estadual
- Projeto de construção de uma academia para atletas olímpicos (Gávea): Em fase de aprovação no Governo Estadual
- Projeto de aquisição de flotilha de remo: Em fase de aprovação no Governo Estadual
NOVIDADES DO DINHEIRO DO CONFAO
Sim, boas notícias. O Ministro assinou a última portaria que faltava estabelecendo 20% (!!!!, mais dinheiro desperdiçado) como teto para as despesas administrativas da CBC. Pelo menos o dinheiro está liberado, faltando a CBC soltar o chamamento público, que deve ocorrer no segundo trimestre. Acesso direto, através de projetos a serem aprovados, aos recursos da Lei Pelé – Orçamento total aproximado a ser distribuído em 2014 – R$ 140 milhões (ou 80% disso...).
CHAMADA PÚBLICA DO MINISTÉRIO DO ESPORTE
Sim. Vamos buscar cada centavo de que temos direito. Acesso direto, através de projetos a serem aprovados, aos recursos do convênios do SICONV (Ministério dos Esportes) - Orçamento total a ser distribuído em 2014 – R$ 220 milhões.
2014
Fazer esporte olímpico nesse país é trabalho para alguns idealistas. A dificuldade é enorme, o Governo apoia muito pouco, as confederações sugam a maio parte dos recursos de grandes corporações o interesse das empresas em apoiar é, em geral, baixíssimo. Passada a Copa, espero que ventos favoráveis comecem a soprar. Mas estamos esperançosos que em termos de Flamengo, com mais dois anos desse trabalho, mudaremos de patamar e começaremos a voltar a sermos referência.
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
Audiência na Câmara discute liberação de verba para clubes formadores de atletas olímpicos
São R$ 105 milhões parados na conta da Caixa Econômica Federal a dois anos dos jogos olímpicos.
Foi realizada nesta terça-feira audiência pública da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara para buscar uma forma de liberar essa verba oriunda da Lei Pelé. O embate entre os verdadeiros clubes formadores de atletas olímpicos e a Confederação Brasileira de Clubes ficou mais evidente.
Os membros do CONFAO divulgaram meses atrás uma carta aberta protestando contra a CBC, que já conta com mais de 130 clubes a grande maioria clubes pequenos e sem nenhum tradição na formação atletas olímpicos querendo também participar da partilha da bolada. Confira aqui.
Nova reunião em Brasília foi marcada para o dia 12 de novembro em busca do consenso.
Matéria da Agência Câmara:
Foi realizada nesta terça-feira audiência pública da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara para buscar uma forma de liberar essa verba oriunda da Lei Pelé. O embate entre os verdadeiros clubes formadores de atletas olímpicos e a Confederação Brasileira de Clubes ficou mais evidente.
Os membros do CONFAO divulgaram meses atrás uma carta aberta protestando contra a CBC, que já conta com mais de 130 clubes a grande maioria clubes pequenos e sem nenhum tradição na formação atletas olímpicos querendo também participar da partilha da bolada. Confira aqui.
Nova reunião em Brasília foi marcada para o dia 12 de novembro em busca do consenso.
Matéria da Agência Câmara:
O diretor-executivo da CBC, Edson Garcia, alega que falta segurança jurídica para o uso desses R$ 105 milhões sem o risco de enfrentar problemas com o Tribunal de Contas da União e outros órgãos de controle.
"Eu sempre falo para os clubes: 'cuidado, tenham mais tranquilidade. Trabalhar com dinheiro público não é fácil'. Com recursos públicos, a lei tem que permitir e dizer como deve ser usado, porque, se a gente errar uma vez, o recurso para. E, ao parar, prejudica toda uma formação."
Segundo Garcia, a CBC representa mais de 13 mil clubes brasileiros. No entanto, há dissidências claras. Os grandes clubes formadores de atletas olímpicos, por exemplo, não se sentem representados pela entidade e cobram a liberação imediata dos recursos, como afirma o vice-presidente de esportes olímpicos do Flamengo, Alexandre Póvoa.
"Já passou mais do que o tempo necessário para receber esse dinheiro. Quem está esperando regulamentações e TCUs da vida é quem não faz esporte olímpico e não tem pressa porque não vive o dia a dia do esporte para saber o sofrimento que é cada atleta olímpico brigando sem receber recursos e sem estrutura."
Além da dissidência dentro da CBC, também não há consenso quanto ao leque de beneficiados. O recurso é disputado por clubes com foco em alto rendimento e outros de cunho mais social.
O Ministério do Esporte, responsável pelo repasse dos recursos, está concluindo as portarias necessárias para a efetiva liberação do dinheiro por meio de chamada pública, ou seja, uma seleção de projetos apresentados pelos clubes. O secretário de alto rendimento do ministério, Ricardo Leyser, afirma que a regulamentação só não foi feita antes porque faltava a definição dos critérios de distribuição por parte da CBC.
"Obviamente que o ministério só vai se sentir confortável com a distribuição e utilização desses recursos quando esses critérios estiverem claros. Não é uma questão de burocracia. É uma questão técnica: cadê os critérios? Como isso vai ser distribuído?"
Para os deputados Otávio Leite e Afonso Hamm, a situação beira o "absurdo".
Otávio Leite: "Nós vivemos o tempo da hipertransparência. É tudo aberto. Não é possível mais, a dois anos das Olimpíadas, não se ter um centavo para fortalecer a formação de atletas olímpicos havendo recursos. Coisas do Brasil".
Afonso Hamm: "Na verdade, é uma vergonha nacional nós termos a lei e não termos a capacidade de fazer a gestão desses recursos". Os deputados marcaram nova reunião para o dia 12 de novembro em busca do consenso.
sábado, 13 de julho de 2013
Principais clubes formadores de atletas olímpicos protestam contra CBC
No dia 23 de fevereiro de 2011 foi aprovada após uma longa batalha a MP que alterava a Lei Pelé e garantia à Confederação Brasileira de Clubes 0,5 dos recursos destinados ao Ministério dos Esportes, os verdadeiros formadores de atletas olímpicos do país..
A verba na conta já passa dos R$ 100 milhões, mas está parada aguardando a regulamentação da distribuição do dinheiro. O que precisa ser feito agora é a partilha justa e transparente.
O problema é que agora surgiram diversos clubes que nunca investiram em esportes olímpicos querendo uma parte do bolo da partilha. Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, explicou a situação em entrevista aqui no blog nessa semana:
"O Ministério dos Esportes concedeu à Confederação Brasileira de Clubes (CBC) a prerrogativa de propor a forma da distribuição de recursos - hoje temos quase R$ 100 milhões acumulados a serem alocados. Mas o nosso atual risco é que surgiram na última hora um monte de clubes pequenos e oportunistas, que nunca formaram "nem um jogador de bola de gude", querendo uma parte do bolo. A CBC, pasme, já conta com 130 clubes (cabe ressaltar que somente quem tem as certidões negativas poderá receber os recursos). Os verdadeiros clubes formadores estão formando um grupo para ir ao Ministro do Esporte para denunciar a questão. Estamos preocupados."
Foi divulgado um manifesto assinado pelos oito principais clubes formadores de esportes olímpicos e que são os pioneiros nessa briga, quando criaram o CONFAO, protestando contra a forma de partilha da CBC:
Durante o período transcorrido entre a aprovação da lei e o decreto regulamentador, foi criada uma comissão para propor regulamentação interna da CBC quanto à distribuição de recursos. Esta comissão enviou aos 170 Clubes associados da CBC um questionário, cuja compilação de todas as informações resultou em uma proposta com critérios justos e abrangentes para todos, contemplando os objetivos da Lei. Este relatório final consolidando as pretensões dos clubes, objetivando a arrecadação de recursos para a formação de atletas em diversos níveis, foi enviado à CBC. Porém, surpreendentemente, tal documento foi inteiramente desconsiderado pela nova direção da entidade na sua proposta final de distribuição dos recursos.
Neste final de semana, em Campinas, a Confederação Brasileira de Clubes convocou assembleia para a votação dessa proposta para divisão de recursos, em desacordo com alguns princípios que visam a formação de atletas no texto legal e os interesses dos clubes formadores. O documento aprovado posteriormente será encaminhado ao Ministério dos Esportes. Em função da estrutura corrente de manutenção do poder montada pela direção atual da CBC, será quase impossível reverter a situação.
Portanto, os clubes formadores:
1- Não reconhecem a atual Diretoria da CBC como representantes dos clubes formadores de atletas olímpicos e paralímpicos. Em processo pouco transparente, com indícios de irregularidades e ao arrepio da verdadeira democracia, essa Diretoria foi eleita em março/13, em sufrágio com chapa única sem a participação da maioria dos clubes formadores de atletas.
2- Receberam, surpreendentemente, somente no dia 8/7/13, a importante e complexa matéria que regulamenta a distribuição de recursos. A situação é agravada pela indefinição de parâmetros objetivos, para aprovação no dia 13/7/13, prazo extremamente exíguo para qualquer tipo de análise, o que faz não concordarmos com este procedimento;
3 - Solicitaram audiência com o Excelentíssimo Ministro dos Esportes Aldo Rebelo, para a exposição dos problemas que os Clubes Formadores de Atletas estão enfrentando, em razão dos aspectos acima relacionados.
Os clubes que investem e sempre formaram atletas continuarão lutando diariamente para o crescimento do Esporte Olímpico e Paralímpico Brasileiro.
Subscrevem os Clubes Fundadores do CONFAO:
Clube de Regatas do Flamengo
Esporte Clube Pinheiros
Fluminense Football Club
Grêmio Náutico União
Minas Tênis Clube
Sport Club Corinthians Paulista
E a Presidência do Conselho Superior da Confederação Brasileira de Clubes (CBC)
Iate Clube de Brasília
domingo, 21 de abril de 2013
O Flamengo e a MP para reestruturar as dívidas dos clubes
O deputado Otávio Leite é considerado o intermediário do Flamengo em Brasília. Na semana passada o presidente Eduardo Bandeira de Melo acompanhado de Flávio Godinho, vice de relações externas, e Delair Dumbrosck, presidente do Conselho Deliberativo, estiveram na Câmara e também conseguiram uma audiência com o Ministro do Esporte Aldo Rebello.
Nesta semana a comitiva Rubro Negra desembarca outra vez em Brasília, dessa vez no Senado Federal, para angariar apoio à MP que reestrutura as dívidas dos clubes.
O blog entrou em contato e conversou com o deputado Otávio Leite para ter as primeiras impressões sobre o assunto, confira:
1) O dinheiro já está na conta, o que falta para os clubes do Conselho Nacional de Clubes Formadores de Atletas Olímpicos receberem a verba? Como será feita essa divisão?
Isso significa que avançamos! A CEF está cumprindo a Lei. Já são R$ 74 milhões depositados na CBC. Estimando-se outros R$ 50 milhões neste ano. O desafio é estabelecer a partilha justa e transparente. A regulamentação saiu. Estão definindo critérios.
Temos que acompanhar de perto. Até por possuirmos uma legitimidade especial para reivindicar - afinal essa Lei é produto da postura de vanguarda do Flamengo (membro do Confao) ao tempo do Marcio Braga, quando apresentei o projeto de lei inicial que deu origem à luta. Ele e o Delair foram diversas vezes a Brasília.
2) O senhor é a favor da doação da prefeitura de terrenos para os clubes do Rio construírem seus CTs e, como o Flamengo já tem seu local, receber R$ 5 milhões? Não teria que ter uma contrapartida social?
Sim, mediante contrapartida, a começar pela oferta de espaço para a rede de ensino. Não obstante, eu estenderia para os pequenos clubes. Até criaria novos pequenos clubes. Mais oportunidade para base. Tem muita área publica ociosa .
3) A nova gestão com muito esforço conseguiu suas Certidões Negativas de Débito. Como tem sido o reflexo dessa nova diretoria em Brasília e no meio político/empresarial?
Fui com o nosso Bandeira de Mello, com o Godinho e o Delair percorrer os corredores do Congresso. Mostrar a cara e prestar contas. Eu disse na auditoria pública da Comissão de Esporte, na frente do Ministro Aldo Rebelo: "o Flamengo teve a coragem de cortar na carne. Sacrificar o campeonato carioca para construir o futuro". Vários deputados quiseram ouvir o Bandeira, "como conseguistes", perguntavam. A reposta: "Ué, paguei R$ 40 milhões em dívidas. Mas será preciso muito mais. O Flamengo é instituição da república!"
4) Seria justo para o Flamengo, por exemplo, que estrangulou suas receitas para fazer um acordo a longo prazo?
Diante da ausências de saídas essa passou a ser uma opção. A compreensão da torcida é um pedagógico sinal de maturidade do futebol. Vejo assim, embora sei que a paixão atropela a razão. Temos que ganhar em campo sempre!
5) Qual sua opinião sobre a MP que garante o clube o pagamento de um valor - 10% da dívida e o resto seria anistiada em contrapartida aos investimentos nos esportes olímpicos.
Estamos articulando firme. Um grupo de deputados, de vários partidos e estados, plural, com diálogo direto com o Mininistro dos Esportes. É uma vergonha o pais financiar bilhões em estádios e nada fazer para que os clubes saiam do atoleiro. Grandes e pequenos. Essa é uma oportunidade estratégica. Mas tudo tem que ter clareza, sacrifícios e responsabilidades criminais para gestores inescrupulosos.
6) O senhor é favorável ao rebaixamento de clubes inadimplentes e a responsabilidade civil e até criminal do dirigente esportivo?
Totalmente a favor. Precisamos implantar um novo modelo de gestão. Com deveres claros e puníveis. Como qualquer infração, merece punição exemplar. Está na hora de mexer na CBF pra valer, mas isso é uma outra história.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Boa e má notícia com a sanção da presidente Dilma
A Lei nº 12.395, que altera o texto da Lei Pelé, foi sancionada pela presidente Dilma. Boas e más notícias. A boa, é que os clubes formadores de atletas olímpicos e paraolímpicos, receberão cerca de R$ 40 milhões do Ministério dos Esportes, por intermédio das loterias esportivas.
Desde 2008 Márcio Braga se unia aos presidentes do Pinheiros, Minas, Vasco, Fluminense, Corinthians, Grêmio Náutico União (RS) e Sogipa (RS) reivindicando participação nos recursos das loterias destinadas ao Comitê Olímpico Brasileiro.
Nada mais justo para quem levou 70% dos atletas na última Olimpiada. Além Lei de Incentivo ao Esporte, surge aí mais uma frente de beneficios pelo dinheiro público para financiar o esporte.
A notícia ruim, e que a partir desta quinta-feira, dirigentes não podem mais ser condenados pelo endividamento excessivo dos clubes e associações esportivas que administram. Ou seja, os cartolas respondem somente pelas dívidas que forem de encontro ao novo Código Civil ou ao estatuto do clube.
Uma punição mais ampla dependeria da transformação de todos os clubes em empresas.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Vitória dos clubes na Câmara Federal
Vitória dos clubes formadores de atletas olímpicos. Depois de muita luta, muito debate político, a Câmara aprovou agora à noite a Medida Provisória que altera a Lei Pelé e garante recursos para aqueles que realmente investem e formam os atletas olímpicos, e agora segue para sanção presidencial.
A emenda, que veio do Senado, garante à Confederação Brasileira de Clubes 1/6 dos recursos destinados ao Ministério dos Esportes provenientes da Loteria Federal, o que representaria cerca de R$ 30 milhões por ano para os clubes formadores.
O governo agora quer garantias que a verba seja repassada para todos os clubes sócios da Confederação Brasileira de Clubes, não apenas aos oito fundadores - Pinheiros, Minas, Flamengo, Vasco, Fluminense, Corinthians, Grêmio Náutico União (RS) e Sogipa (RS) e quer que haja a fiscalização desse dinheiro e a existência de projetos para o seu uso.
Ótima notícia, sem dúvida nenhuma, para quem formou 77% dos atletas que foram a Olimpíada de Pequim. Vamos ficar ligado o para saber quais projetos serão investidos e como será feito o controle da divisão da grana pela CBC.
Ainda falta a sanção da presidente, mas de qualquer forma, uma grande vitória para o esporte olímpico.
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Senado salva os clubes formadores de atletas olímpicos
O senador Álvaro Dias contrariou decisão anterior da Câmara e colocou os clubes formadores de atletas olímpicos na lista de beneficiários da Lei Piva. Essa Lei estabelece que 2% da arrecadação bruta de todas as loterias federais do país sejam repassados ao Comitê Olímpico Brasileiro e ao Comitê Paraolímpico Brasileiro.
A expectativa é que o Ministério do Esporte decidiu destinar 1/6 do que recebe da Lei Piva para os clubes, ou cerca de R$ 30 milhões.
Sobre a responsabilização dos dirigentes por más administrações, os dirigentes respondem com base no Código Civil, de maneira solidária e ilimitadamente pelos atos ilícitos praticados, pela gestão temerária ou contrários ao previsto no estatuto.
Uma punição mais ampla dependeria da transformação de todos os clubes em empresas, mas esse fato não ocorreu, por isso, a limitação as punições presentes no Código Civil.
Agora, como sofreu emenda, a Medida Provisória 502/10 que altera a Lei Pelé, terá que voltar para a Câmara para o debate a aprovação integral do projeto.
Decisao justa, afinal 77% da delegação brasileira na Olimpíada de Pequim 2008 foram formadas pelos clubes, ora, e estes não receberam um centavo do COB.
A expectativa é que o Ministério do Esporte decidiu destinar 1/6 do que recebe da Lei Piva para os clubes, ou cerca de R$ 30 milhões.
Sobre a responsabilização dos dirigentes por más administrações, os dirigentes respondem com base no Código Civil, de maneira solidária e ilimitadamente pelos atos ilícitos praticados, pela gestão temerária ou contrários ao previsto no estatuto.
Uma punição mais ampla dependeria da transformação de todos os clubes em empresas, mas esse fato não ocorreu, por isso, a limitação as punições presentes no Código Civil.
Agora, como sofreu emenda, a Medida Provisória 502/10 que altera a Lei Pelé, terá que voltar para a Câmara para o debate a aprovação integral do projeto.
Decisao justa, afinal 77% da delegação brasileira na Olimpíada de Pequim 2008 foram formadas pelos clubes, ora, e estes não receberam um centavo do COB.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
COB continuará rico, Clubes continuarão com pires nas mãos
Os Clubes perderam a guerra com o COB.
O Governo pediu e foi retirada da medida provisória 502/2010 que altera a Lei Pelé do artigo que previa que os clubes recebessem 0,5% dos recursos de loterias, que por sua vez seriam tirados do percentual de 4,5% que o Ministério do Esporte recebe e repassa ao COB, e assim distribui conforme seus interesses políticos.
Esses recursos deveriam ser aplicados no desenvolvimento do esporte olímpico, desde uma escolinha até uma equipe de alto rendimento. A CBC (Confederação Brasileira de Clubes) já teria articulado o acordo e todos os detalhes com o Deputado Federal José Rocha, responsável pela Medida Provisória 502/10, mas na última hora, o COB pressionou o Governo e o artigo foi excluído.
Edson Garcia, diretor executivo da CBC, confessa que ficou atônito com a retirada do ítem, e protestou: "O governo acha que o Brasil disputará os Jogos Olímpicos de 2016 com quem? Os clubes formadores precisam ter verba para preparar os atletas. Não vai ter atleta para 2016"
A medida provisória será encaminhada ao Senado e, se aprovada sem alterações, seguirá para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
Os clubes, agora, pretendem entrar em contato com senadores para que eles encaixem de novo na medida provisória o artigo que trata da reivindicação dos clubes, pois o artigo foi derrubado na Câmara. Se tiver êxito, a matéria voltará para a Câmara.
O pior é ainda ter que ouvir do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, pérolas como: "O COB não tem atletas nem forma atletas e que é missão das confederações nacionais e clubes a detecção de novos talentos e de formação de atletas.
Engraçado, o COB tem o monopólio das verbas federais, mas não tem a obrigação de formar atletas e ser cobrado pelos resultados pífios?
O Governo pediu e foi retirada da medida provisória 502/2010 que altera a Lei Pelé do artigo que previa que os clubes recebessem 0,5% dos recursos de loterias, que por sua vez seriam tirados do percentual de 4,5% que o Ministério do Esporte recebe e repassa ao COB, e assim distribui conforme seus interesses políticos.
Esses recursos deveriam ser aplicados no desenvolvimento do esporte olímpico, desde uma escolinha até uma equipe de alto rendimento. A CBC (Confederação Brasileira de Clubes) já teria articulado o acordo e todos os detalhes com o Deputado Federal José Rocha, responsável pela Medida Provisória 502/10, mas na última hora, o COB pressionou o Governo e o artigo foi excluído.
Edson Garcia, diretor executivo da CBC, confessa que ficou atônito com a retirada do ítem, e protestou: "O governo acha que o Brasil disputará os Jogos Olímpicos de 2016 com quem? Os clubes formadores precisam ter verba para preparar os atletas. Não vai ter atleta para 2016"
A medida provisória será encaminhada ao Senado e, se aprovada sem alterações, seguirá para a sanção da presidente Dilma Rousseff.
Os clubes, agora, pretendem entrar em contato com senadores para que eles encaixem de novo na medida provisória o artigo que trata da reivindicação dos clubes, pois o artigo foi derrubado na Câmara. Se tiver êxito, a matéria voltará para a Câmara.
O pior é ainda ter que ouvir do presidente do COB, Carlos Arthur Nuzman, pérolas como: "O COB não tem atletas nem forma atletas e que é missão das confederações nacionais e clubes a detecção de novos talentos e de formação de atletas.
Engraçado, o COB tem o monopólio das verbas federais, mas não tem a obrigação de formar atletas e ser cobrado pelos resultados pífios?
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