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quarta-feira, 18 de março de 2015

MP para refinanciar a dívida dos clubes será assinada nessa quinta-feira

Agora parece que não tem volta: a Medida Provisória que refinancia a dívida dos clubes será assinada em cerimônia nesta quinta-feira, às 10:30, em Brasília.

O governo deixou para trás a Agência Reguladora, mas colocou a obrigatoriedade de investir no futebol feminino, que beira o ridículo.

Mas o texto é bom e a MP ficou bem parecida com a LRFE. Não será necessária dar entrada, como o Ministério da Fazenda queria, de 10%. O parcelamento será no prazo da Lei de Responsabilidade: 240 meses e nos três primeiros anos a parcela será menor para que os clubes organizem suas finanças.

As contrapartidas serão: necessidade de apresentação das Certidões Negativas de Débito antes das competições, obrigação de estar com o salário em dia, seja o registrado na carteira seja o direito de imagem, limitação de 30% em antecipação de receitas além do mandato, balanço financeiro precisará estar exposto no site oficial e as punições serão escalonadas.

Parece que a limitação em só gastar 70% da receita em salários entrará no texto. O que considero uma exigência descabida. Forçar o superávit é uma boa ideia, mas dizer que o clube que vai faturar R$ 350 milhões só poder pagar R$ 245 pra salário é uma intromissão indevida. Se a minha dívida está equilibrada, todas acordadas, tenho superávit todo ano, eu gasto com que eu quiser, o suficiente para manter minhas contas em dia com todas as certidões.

O ponto polêmico é a limitação do mandato do dirigente esportivo para quatro anos com direito a uma reeleição, conforme determina a Lei Pelé.

Na Gávea já funciona dessa forma. Para receber os R$ 7,4 milhões via Confederação Brasileira de Clubes, o Flamengo precisou adequar seu estatuto à Lei Pelé no ano passado, que previa ainda exigência de total transparência, participação de atletas nos diversos órgãos internos, obrigatoriedade de autonomia do Conselho Fiscal e veto ao nepotismo.

Para forçar a CBF, uma entidade privada, aos rigores da lei, a Medida Provisória quer obrigar os clubes, aqueles que aderirem ao financiamento, a só disputarem campeonatos se a Confederação se submeter à limitação do mandato.

Ainda sobre a Medida Provisória, não ficou claro como será formado o Comitê para controle das contrapartidas exigidas. A CBF quer que o STJD cuide, o que seria terrível.

Amanhã acontece a assinatura. Na quinta será publicado no Diário Oficial e a Câmara e depois o Senado terão 60 + 60 dias para deliberarem sobre o texto.

quarta-feira, 11 de março de 2015

Governo pede novo adiamento da votação da LRFE e promete MP até terça-feira

É o que informa a coluna Painel FC da Folha de São Paulo:

O governo federal se reuniu nesta terça-feira (10) à noite com os deputados Vicente Cândido (PT-SP), Otavio Leite (PSDB-SP) e outros parlamentares ligados ao esporte para pedir que o Congresso adie a votação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, programada para esta quarta-feira (11). 
Na negociação, o governo se comprometeu a editar a Medida Provisória que trata do tema até a próxima terça-feira (17) --ainda está pendente o aval do Ministério da Fazenda, que precisa aprovar as condições do financiamento. E indicou que, caso não cumpra o prometido, libera o Congresso para votar o texto do projeto de lei.

sábado, 7 de março de 2015

Crise política deve atrasar a aprovação do refinanciamento da dívida dos clubes

Em maio de 2014 foi aprovado pela comissão que analisava a dívida dos clubes o texto da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. Na reunião, apenas Romário votou contra, não pelo projeto em sim, mas por não incluir a CBF no texto.

Depois disso o projeto ficou perambulando entre reuniões envolvendo clubes, deputados e Bom Senso FC (confira aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) e em sessões da casa sem ser apreciado e deliberado com a justificativa de que era ano eleitoral. Como sabemos, em ano de eleição, Brasília para.

O governo neste ano entrou no jogo, ouviu diversos grupos e prometeu uma Medida Provisória com todas as contrapartidas necessárias e a obrigação de um novo modelo de gestão para moralizar o futebol brasileiro. 

Correndo em paralelo temos a LRFE, que virou um saladão, um texto bem ruim em comparação aos primeiros apresentados pelo deputado Otávio Leite. Foi contaminado pelo deputado da bancada da bola, o parlamentar Vicente Cândido, relator do novo projeto.

O problema agora é que o clima política em Brasília é péssimo. O ambiente não parece ser nada favorável para a resolubilidade do projeto em nenhuma das duas frentes. Conclusão: os clubes ficam prejudicados.

O Flamengo, por exemplo, que hoje paga R$ 4 milhões por mês em acordos federais, pagaria R$ 1,2 milhão. Isso com cálculos do ano passado, segundo o blog Balanço da Bola.

Confira notas da coluna Painel FC da Folha de São Paulo desse sábado:

O mal-estar instalado entre o Palácio do Planalto e o Congresso deve respingar no esporte, mais precisamente na medida provisória que trata do refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes. Com um projeto sobre o mesmo tema em tramitação na Câmara, parlamentares estão dispostos a não aprovar o texto produzido pela Casa Civil e pelo Ministério do Esporte. Essa atitude fará com que a MP não se efetive como lei. 
Editada, a medida provisória terá até 120 dias para ser aprovada no Congresso e se tornar lei. Caso isso não aconteça, a MP perde efeito. 
Essa pressão dos congressistas tenta fortalecer o projeto de lei na Câmara, defendido por situação e oposição --Vicente Cândido (PT-SP) e Otavio Leite (PSDB-RJ). O plano da bancada da bola é votar o texto na próxima semana.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

O refinanciamento da dívida dos clubes cada vez mais perto


Está em curso duas frentes de refinanciamento da dívida dos clubes.

Uma, na Câmara dos Deputados, com o projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte tendo contrapartidas e a outra via Medida Provisória pelo Governo Federal com apoio do Bom Senso FC e também com contrapartidas, porém criando uma Agência Reguladora, o que ao meu ver não parecer ser uma boa ideia.

Na Câmara o projeto é liderado pelo deputado Otávio Leite, que definitivamente não faz parte da bancada da bola. Foi aprovado nessa quinta-feira o regime de urgência da LRFE. Isso significa que o texto não precisa ser aprovado nas Comissões da casa. A deliberação na Câmara pode acontecer na próxima terça-feira.

Já o governo está preparando o texto final para enviar uma Medida Provisória que refinancia a dívida dos clubes também com contrapartidas. O prazo era antes do carnaval, porém foi adiado. Agora fala-se em primeira quinzena de março.

O ponto decisivo para a efetividade dessa lei, não importa qual seja a vitoriosa, é a criação de uma Comissão para avaliar se as obrigações estão sendo cumpridas pelos clubes ou não. Em caso negativo, que se puna gradativamente o clube, até o rebaixamento. E essa análise não pode ser da CBF e muito menos do SJTD.

O melhor mesmo dessa história e que uma vai pressionar a outra pela aprovação / assinatura, e isso será ótimo para o Flamengo e para o futebol brasileiro.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Reunião entre clubes e Bom Senso FC piora clima e governo vai decidir qual projeto vai apoiar

Azedou a relação da turma do Bom Senso com os clubes.

Nas reuniões preliminares se falava em acordo, pontos comuns e algumas arestas a serem aparadas. Agora cada parte apresentou um projeto e o governo vai decidir qual colocará em votação.

As principais divergências são o prazo para o início das punições em caso de não cumprimento, o teto para os gastos com o futebol e quem faria parte do conselho para fiscalizar as obrigações acordadas.

Os clubes querem que possíveis punições sejam aplicadas somente daqui a cinco anos. Já o Bom Senso quer que a pena seja aplicada em 2016. Nesta questão concordo com a turma do Bom Senso.

Apresentar Certidões Negativas e pagar salários em dia de atletas e funcionários não podem ser obrigações prolongadas por tanto tempo. É questão fundamental de avanço do futebol brasileiro para ontem.

Os clubes não querem uma limitação no teto de 70% para gastos com futebol. Alegam que a obrigação de não apresentar déficit em seu balanço financeiro em cinco anos já seria o suficiente. Podem ter razão.

Por fim, ainda tem divergência sobre quem faria parte da Comissão que fiscalizaria o cumprimento das exigências. A CBF quer cinco, o Bom Senso sete. De acordo é que o órgão entre em vigor 90 dias após a assinatura da Lei.

Vamos ver quem ganha esse cabo de guerra com o executivo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Reunião na quarta-feira pode ser decisiva para aprovação da LRFE

Está marcada para quarta-feira a reunião que pode ser decisiva para a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.

Na reunião estarão presentes o Bom Senso FC e o Ministério do Esporte.

Os pontos já são conhecidos: as dívidas parceladas, a apresentação das Certidões Negativas de Débito deverão ser apresentadas antes das competições e haverá ainda o acompanhamento trimestral dos pagamentos dos salários aos atletas.

A novidade é que cinco anos após a implementação da Lei, os clubes não poderão apresentar déficit nas contas.

Em caso de descumprimento, as punições são gradativas: advertência, multa e rebaixamento. A perda de pontos foi excluída do projeto.

Com o fim da eleição, vamos ver se o Congresso volta a funcionar.

sábado, 4 de outubro de 2014

Novo acordo entre CBF e Bom Senso aproxima votação da LRFE

A votação  da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte ganhou nova data: 08 de outubro, quarta-feira da semana que vem.

Com as eleições neste domingo e o acordo entre o Bom Senso e a CBF, a aprovação no Congresso Nacional ficou mais próxima.

Os pontos divergentes: punições e conselho fiscalizador foram contornados. Os clubes terão que apresentar de três em três meses seus pagamentos em dia e as Certidões Negativas de Débitos. Quem não cumprir será punido com a seguinte gradação: advertência, advertência divulgada com proibição de inscrição de novos atletas, desclassificação e, por fim, rebaixamento.

E ainda: os clubes que não padronizarem seus balanços financeiros de acordo com o exigido pelo Conselho de Contabilidade serão punidos com multa.

Serão formados ainda dois comitês. Um representativo, formado pela CBF, clubes, atletas, treinadores, executivos, árbitros e patrocinadores. Cada um desses indicarão um representante de boa reputação e superior completo, que comporão o comitê executivo de fiscalização.

Só colocando a votação em pauta para crer na deliberação.

sábado, 26 de julho de 2014

Clubes se reúnem com governo federal que promete agilizar aprovação da LRFE

O governo federal prometeu acelerar a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte e não descarta o envio de uma Medida Provisória pois, por ser ano de eleição, restariam poucas datas para votação e seria grande a dificuldade na mobilização dos parlamentares.

Na reunião nesta sexta-feira, os presidentes de clubes expuseram para a presidente Dilma a situação financeira das instituições.

Para acelerar a aprovação, foi criada uma comissão mista, composta pelo Ministério do Esporte, Ministério da Fazenda, Advocacia-Geral da União e clubes. A ideia é que esse grupo feche o texto final do projeto de lei em 15 dias.

Ficou decidido que o projeto será monotemático: parcelar a dívida dos clube em 25 anos com contrapartidas rígidas. Sem itens considerados polêmicos.

Do Rio, apenas o Flamengo e Botafogo estiveram presente. O mandatário alvinegro protagonizou a cena da reunião. Segundo a Folha de São Paulo, ele chegou até a chorar ao relatar a situação financeira do clube e disse que, se não for aprovada logo a lei de refinanciamento, o Botafogo pode abandonar o Brasileiro.

É irônico, onde está a FERJ, aliada do Maurício Assumpção, que apoiou a reeleição de Rubens Lopes na Federação mesmo tendo um prejuízo de um milhão nos jogos do campeonato carioca? Agora vai precisar da união dos clubes para não abandonar o Brasileirão.

O ex-presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, respondeu duramente na ESPN: "O Botafogo não estaria nessa situação se ele não tivesse sonegado - isso mesmo, sonegado, não é outra palavra - 95 milhões de reais. Ele recebe o clube em 2008, quando o Botafogo assina o Timemania em 2008, nós tivemos a certidão negativa, que é o que o Flamengo fez no ano passado pagando R$ 70 milhões. Ele recebeu o clube com a certidão negativa do governo federal, e hoje está com 100% das receitas. Se tivesse pago corretamente, se fosse uma pessoa do bem, se não tivesse se lançado à política como futuro candidato ao PMDB do Rio, não teria essa situação".

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Presidentes dos clubes se reúnem nesta sexta-feira com a presidente

Coluna Painel Futebol Clube da Folha de São Paulo informa que os presidentes dos clubes vão se reunir nesta sexta-feira com a presidente Dilma pedindo urgência na aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal:

Clube dos 12. Dilma Rousseff marcou para amanhã às 11h uma reunião com os clubes para tratar da situação do futebol nacional. O encontro, em Brasília, será com presidentes de 12 agremiações: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Botafogo, Flamengo, Inter, Grêmio, Atlético-MG, Bahia, Coritiba, Santa Cruz e Paysandu. Os cartolas vão usar a reunião para pedir urgência na aprovação da lei de refinanciamento das dívidas fiscais dos clubes. 
Terra arrasada. Os dirigentes pretendem expor à presidente Dilma o cenário caótico das finanças do futebol. "Os clubes não têm mais dinheiro. A situação é essa. Não vou esconder nada na reunião", afirma Vilson Ribeiro, presidente do Coritiba e chefe da comissão de clubes constituída pela CBF. 
Tema... Para conseguir aprovação rápida do projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que refinancia a longo prazo as dívidas dos clubes, os cartolas vão propor à presidente que o texto foque apenas este ponto. E que outros temas que estavam no texto, como a liberação de apostas, sejam analisados em outro PL. 
...único. O mesmo pensamento vale para os itens que tratavam da CBF. Na visão dos clubes, a taxação sobre os contratos de patrocínio da entidade, que constava no PL, deve ser apreciada posteriormente também.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Café com a presidente e manifestação dos clubes antes dos jogos, tudo pela aprovação da LRFE

O esforço do deputado Otávio Leite na reunião da câmara dos líderes não surtiu efeito. Sem apoio do governo e de sua base aliada, a votação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte não aconteceu nesta terça-feira.

Os clubes planejam uma reunião com a presidente Dilma Rousseff e o Flamengo vai entrar no jogo de hoje contra o Atlético Paranaense com uma faixa pedindo urgência na aprovação da Lei. 

É o que informa a coluna Painel FC da Folha de São Paulo:

Café com a presidente Interessados na aprovação da lei de refinanciamento das dívidas fiscais, os principais clubes brasileiros articulam um encontro com a presidente Dilma Rousseff para dar celeridade ao tema em Brasília. Querem aproveitar o momento pós-Copa e a intenção da petista em promover mudanças no futebol para ganhar apoio do governo. A proposta é que Dilma discuta o projeto com os presidentes dos maiores clubes nacionais.

Meio de campo. Um dos interlocutores usados pelos clubes para tentar a aproximação com a presidente é o deputado federal Marco Maia (PT-RS). O parlamentar tem relação com o futebol e já foi até chefe de delegação da seleção brasileira em 2012.

Faixas... O Flamengo, um dos clubes mais empenhados na aprovação da lei, planeja inclusive uma manifestação no jogo desta quarta-feira (16). O time deve entrar em campo em Macaé, contra o Atlético-PR, com uma faixa pregando que o projeto avance em Brasília.

 ...a campo. O clube carioca está inclusive conversando com os outros times do Brasileiro para que eles encampem a ideia e também entrem em campo com as faixas. Pedem que as equipes se manifestem já nesta rodada do meio da semana ou, no máximo, no final de semana.

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Governo teme que LRFE vire uma nova Timemania

O Globo também desta sexta-feira informa que ainda falta o sinal verde do Ministro da Fazenda Guido Mantega para a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. O grande temor do governo é de criar uma nova Timemania.



À época, os clubes reconheceram inúmeras dívidas, até aquelas que ainda não estavam transitada em julgado, para que o acordo com o governo fosse aprovado. A contrapartida seria a de profissionalização da gestão e manter os impostos correntes em dia. A cláusula que obrigaria transformação em clube/empresa caiu durante as votações por lobby dos próprios clubes e da CBF.

Márcio Braga, então presidente do Flamengo, comemorou a aprovação da Medida Provisória que, na euforia, chegou a prometer em 2006 a construção do estádio Rubro Negro, do Centro de Treinamento e até de voltar a ver o Clube campeão mundial em cinco anos.

A Timemania infelizmente foi um grande fracasso. As apostas eram caras, os prêmios irrisórios e a falta de visibilidade levou o que seria a salvação dos clubes a um grande problema. No primeiro ano, apenas R$ 34 milhões foram alcançados para abater a dívida dos clubes. Conforme legislação aprovada, a diferença entre o valor arrecadado pela loteria e o valor da parcela mensal a ser paga deveria ser quitada pelo próprio clube.

Os clubes se afundaram, não conseguiram honrar com seus compromissos mensais e abandonaram o acordo tendo mais dívidas do que quando entraram.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Clubes pressionam por votação da LRFE e pedem audiência com a presidente

A Copa vai terminando, mas talvez o maior legado para o futebol brasileiro ainda não aconteceu, que é a aprovação da Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.

A votação na Câmara já fora adiada por diversas vezes. A previsão agora é de que seja colocada em pauta apenas em agosto. Os clubes lançaram nesta quarta-feira uma "Declaração da Copa", pedindo audiência com a presidente Dilma e seus ministros: Aldo Rebelo e Guido Mantega, respectivamente do esporte e da fazenda.

O presidente Eduardo Bandeira foi o porta voz do encontro realizado hoje.
O Flamengo está suando para conseguir manter as CND, os compromissos em dia, assumimos um parcelamento extremamente severo porque, afinal de contas, a gente devia e quem deve tem de pagar. Se for aprovada a lei, não só vamos ter essas novas medidas de responsabilidade que vão obrigar os clubes a andar na linha, pagar salários e impostos em dia, sob pena de sanções esportivas e até pessoais para os dirigentes. Por isso está sendo previsto esse escalonamento, esse alongamento da dívida, sem perdão, sem anistia, sem nada disso. Se isso acontecer, será melhor financeiramente para o Flamengo e todos os clubes, e para a Receita Federal também. Isso representa cerca de R$ 140 milhões por ano em recuperação de crédito pela União.

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Bancada da bola adia votação do novo Proforte para a próxima terça-feira


Não foi dessa vez que a Comissão que analisa a criação do Proforte votou o substituto proposto pelo deputado Otávio Leite, que cria a Lei de Incentivo Fiscal do Esporte.

Um dos pontos polêmicos é quando declara o futebol nacional como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil e propõe que, por exemplo, a CBF e as Federações tenham os contratos de patrocínio auditados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), sempre que solicitado pelo Executivo ou por membro do Poder Legislativo e que 10% desses patrocínios sejam dedicados a um  fundo de esporte da base.

A bancada da bola reagiu e impediu a votação nesta quarta-feira. Nova data foi marcada: 29 de abril, terça-feira que vem.

O projeto original previa uma anistia de 90% da dívida tendo como contrapartida investimentos nos esportes olímpicos. Não prosperou, daria margem para muita subjetividade. Agora o objetivo é parcelar 100% da dívida dos clubes em 25 anos,  forçando as instituições esportivas a mudarem seu modelo de gestão, criando mecanismos claros de controle como a obrigação de apresentar Certidões Negativas, balanço financeiro padronizado e proibição de antecipar cotas de televisão por um período superior ao tempo de mandato.

Esse precisa ser o foco. Saudável a coragem do deputado Leite, mas infelizmente não dá pra abraçar o mundo. Se aprovar esse substituto com as propostas apresentadas já será um grande avanço.

sábado, 19 de abril de 2014

Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte prevista para ser votada antes da Copa do Mundo

Notícias dos jornais Folha de São Paulo e Lance sobre o novo texto do Proforte, que institui a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte e a previsão de votação:

Em Brasília, o deputado Otávio Leite (RJ) diz que o texto do Proforte vai ser votado na comissão, “queiram ou não”, até dia 23. Otimista, deputado ainda prevê que a lei deve ser aprovada pelo Senado e sancionada pela presidente Dilma antes da Copa do Mundo.  
Em trânsito no Congresso, o projeto de lei que prevê o refinanciamento das dívidas dos clubes promove uma alteração significativa no modelo atual de administração dos clubes. 
O texto do PL diz que nenhum presidente poderá antecipar receitas de contratos com a TV ou com patrocinadores por um período superior ao de sua gestão. Ou seja, se um cartola tem mandato até 2016, ele só poderá antecipar receitas de contratos até aquele ano. 
Se aprovada, a lei complicará a vida de novos dirigentes, pois diversos clubes já têm contratos adiantados até 2017.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Proforte sepultado. Vem agora uma de Lei de Responsabilidade Fiscal para os esporte

O Proforte está enterrado.

Em comissão geral será realizada no Plenário da Câmara nesta quarta-feira para debater o fortalecimento dos esportes olímpicos e a situação financeira dos clubes, o deputado Otávio Leite apresentou substitutivo que muda a característica inicial do projeto.

Na origem do Proforte estava a anistia de 90% das dívidas em troca de investimentos nos esportes olímpicos. Mas seria impossível contabilizar e fiscalizar as contrapartidas. E os clubes que não têm tradição em formar atletas olímpicos, o que fariam em troca? Sem entrar no mérito da imoralidade.

Agora, a dívida não será mais convertida em contrapartidas. Os investimentos em esportes olímpicos ficarão para um outro momento, aliás, como queria o presidente do Flamengo. A dívida seria parcelada em 25 anos tendo pré-requisitos claros e objetivos para executar esse acordo como:

1. Apresentação de Certidões Negativas de Débito um mês antes das competições, sob pena de rebaixamento;
2. Comprovação de salários em dia de atletas e funcionários do clube;
3. Responsabilização pessoal do dirigente esportivo;
4. Padronização do balanço financeiro e
5. Formação de um comitê de acompanhamento da execução dessas regras com representante dos clubes, dos jogadores, dos patrocinadores, da imprensa, do bom-senso e do Poder Executivo.

Seria uma espécie de Lei de Responsabilidade Fiscal para o esporte. Com regras claras de uma administração, como por exemplo a proibição de antecipação de receitas que ultrapasse o fim do mandato. “transparente, democrática e participativa”.

Confira trechos da excelente participação de Pedro Trengrouse, professor da FGV:

"O problema do futebol brasileiro não é dinheiro. O problema do futebol brasileiro é de gestão. E não é de gestão dos dirigentes, mas é de um modelo de gestão adequado para essa atividade, que, quando começou, há cem anos, era uma atividade lúdica e amadora, e hoje é um grande negócio. preciso, sim, separar o esporte olímpico do futebol. São coisas diferentes. É preciso, sim, que cada atividade do clube tenha um centro de custo independente, individualizado, que possa gerar as suas próprias receitas e controlar os seus próprios gastos.

Aliás, o modelo de financiamento do futebol, que é basicamente privado, com a Rede Globo, com a AMBEV, agora com a Odebrecht, com a OAS, ou seja, com os grandes grupos empresariais do Brasil sustentando essa atividade, é diferente do modelo de financiamento do esporte olímpico, que é financiado pelo Poder Público, e ponto. Mesmo aqueles que têm patrocínio só têm patrocínio de empresa pública. É Banco do Brasil, Caixa Econômica, Correios. Por quê? Porque, entre investir no futebol e investir em qualquer esporte olímpico, a empresa privada, que visa simplesmente o retorno do seu investimento, investe no futebol em vez de investir no esporte olímpico. Então, se o modelo de investimento é diferente, o modelo de gestão também tem que ser. É preciso inovar, talvez criar fundações quepermitam que esses clubes busquem, no Poder Público, através de emendas, convênios, contratos, a independência necessária para que o esporte olímpico possa se viabilizar no modelo de financiamento brasileiro, que é público para o esporte olímpico e privado para o futebol.

E esta Comissão, que não deve terminar simplesmente neste projeto de lei, tem condições de tocar isso adiante. Nós vivemos hoje um momento de CBF rica e clubes pobres, de federações ricas e clubes pobres. No Rio de Janeiro, agora, no campeonato estadual, nos 120 jogos da primeira fase, os clubes tiveram um prejuízo acumulado de 500 mil reais, enquanto a federação arrecadou, nesses mesmos jogos em que os clubes tiveram prejuízo, 800 mil reais. Para a federação foi lucrativo, mas para os clubes não foi.

Então, Deputado Otavio Leite, é preciso que todos estejam no mesmo barco. Se as certidões negativas de débito são importantes para a participação dos clubes nas competições e se a verificação dessas certidões deve se dar pelas federações e pela CBF, que estas sejam responsáveis solidariamente pelas dívidas que agora ajudam a controlar e ajudar a pagar. Mesmo porque, o dinheiro do futebol brasileiro hoje vem se concentrando nessas entidades e não nos clubes. E, se estamos todos no mesmo barco, que tenhamos todos a mesma responsabilidade. Eu quero ver se daqui para a frente nós vamos ter federação dizendo que o problema de gestão é sódos clubes, quando, na verdade, nós fazemos parte do mesmo sistema, e eles são tão responsáveis quanto os clubes. "


Bandeira de Mello:

"Eu gostaria de dizer aos senhores que estou muito feliz de estar aqui hoje participando de um processo que vai nos levar à criação de um instrumento de moralização do futebol brasileiro para um novo padrão de governança. É um instrumento também de recuperação financeira dos clubes brasileiros e talvez, principalmente, um instrumento que vai permitir a recuperação de crédito da Fazenda Nacional, que vem tendo dificuldade de se recuperar ao longo de muitos anos. Desde que o projeto foi apresentado como um projeto de reestruturação, eu entendi que o ponto principal do projeto era a mudança do padrão de governança, era a moralização do futebol brasileiro, o compromisso e a ideia de assegurar que, daqui para frente, os clubes não mais atrasariam impostos, não mais atrasariam seus compromissos a serviço da dívida e nem atrasariam seus compromissos com os jogadores e com seus funcionários."

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Em seminário no Rio, Bandeira de Mello deseja, a princípio, o alongamento das dívidas


Depois de duas audiências em Brasília, nesta quinta-feira foi realizada na Assembleia do Rio de Janeiro um seminário para discutir o Proforte (Programa de Fortalecimento dos Esportes Olímpicos), que prevê a renegociação e o parcelamento das dívidas públicas em troca de contrapartidas de gestão.

Dos grandes, estiveram presentes apenas o presidente do Flamengo e do Botafogo. É o que conta o blog do jornalista Carlos Eduardo Mansur. Eurico Miranda também esteve presente.

As dívidas seriam parceladas em até 20 anos, com desconto para quem pagar em até 15. Os clubes seriam obrigados a apresentarem as Certidões Negativas de Débito para participar do campeonato e não sofrer punição com perdas de pontos.

Esse é o desejo do presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello:
Minha sugestão é aprovar logo as obrigações, as medidas de governança dos clubes e o alongamento das dívidas. Depois, pode-se discutir questões de loteria, formação de atletas.

O problema é que o lobby para uma anistia de 90% das dívidas em troca de investimentos nos esportes olímpicos é bem forte. Porém ninguém sabe como quantificar anistia x investimento e como seria o mecanismo de controle. E ainda, e os clubes que não têm tradição nenhuma na formação de atletas olímpicos, o que fariam? Com todas essas dúvidas, a elaboração de um projeto de lei ficaria distante.

(Flamengo com Certidão Negativa de Débito e em dia com suas contas, foi, já o Fluminense não. Depois vai chorar que não teve o mesmo tratamento)

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Apenas 23 clubes de uma lista de 98 estão em dia com o parcelamento das dívidas. Flamengo presente

É o que informa o UOL nesta quarta-feira:

A lista conta com 98 clubes, dos quais 43 optaram por não aderir à loteria. Dos 55 que aderiram, 20 já foram excluídos por atrasos e inadimplência: o Fluminense, que no fim do ano passado devia R$ 97,7 milhões à Fazenda Nacional, é um deles; o Atlético-MG, devendo R$ 120,7 milhões seguiu o mesmo caminho. Ao Botafogo-RJ, que em dezembro devia R$ 166,2 milhões, também foi mostrada a porta de saída.

Os casos mais gritantes são os do Internacional-RS, que, segundo a PGFN , tem 19 parcelas em atraso, e do Botafogo-SP, que tem 20. Vasco, Grêmio, Santos e Portuguesa também estão entre os atrasados.

O saldo é de 23 clubes, de uma lista de 98, participando da Timemania e em dia com todas as parcelas. Estão nesse grupo Palmeiras, Corinthians e Flamengo.

Romário protocola requerimento nesta quarta-feira para saber, de fato, qual a dívida real dos clubes

Nesta quarta-feira acontece a primeira reunião ordinária da Comissão Especial do Proforte, que analisa projeto de lei para anistiar dívida fiscal do futebol em troca de investimento nos esportes olímpicos.

Um dos temas desta reunião será o debate sobre histórico, perfil e estrutura da dívida dos Clubes de Futebol, das Confederações e Federações dos Esportes Olímpicos, que terá ainda a deliberação do requerimento do deputado Romário para que o governo informe, em definitivo, o valor das dívidas dos clubes.

Isso porque, no sábado passado, o Estadão informou que o Banco Central vai à Justiça cobrar multas a clubes de futebol por irregularidades no fechamento do câmbio por ocasião da transação de jogadores.

“Já recebemos os valores do INSS e Receita Federal, em torno de R$ 4 bilhões, e quando se pensa que é só isso surgem novos débitos”, afirmou o deputado Romário.


A reunião está marcada para às 10h em Brasília.

(Interessante ver o Fluminense nesta lista, depois vamos ter que aguentar o presidente tricolor choramingando pelo tratamento desigual na tentativa do acordo com o Governo. Ah, bom ver o Flamengo fora dessa lista.)

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Clubes poderão renegociar suas dívidas ainda esse ano e obter até 45% de desconto

Informação do blog do deputado Romário:

O coordenador-geral da Dívida Ativa da União, Luiz Roberto Beggiora, apresentou nesta quarta-feira (11), na Câmara dos Deputados, o valor das dívidas de 100 clubes brasileiros com a União. Somados até o ano de 2012, os débitos da Previdência Social, da dívida ativa e de impostos chegam a R$ 2 bilhões. O tema foi discutido na Comissão Especial do Proforte, que busca uma alternativa para o endividamento dos clubes.
(...)
Mesmo sem o Proforte, os clubes poderão obter um desconto de 30 a 45% em suas dívidas se renegociarem com o governo até o próximo dia 31. A informação também foi dada por Beggiora. De acordo com ele, o prazo foi reaberto em outubro pela Lei 12.865/2013.

Com esta lei, os devedores poderão parcelar, em até 180 meses, ou quitar integralmente seus débitos à vista com a Receita Federal. Porém, quanto menor o prazo de pagamento, maior o desconto sobre multas de mora e encargo legal.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Audiência pública debate dívida dos clubes. Flamengo não quer anistia, mas sim um prazo maior para pagá-la

Na tarde desta terça-feira foi realizada uma audiência pública em Brasília para debater as dívidas dos clubes, que apresentaram uma nova cartada: punições àqueles que não cumprirem suas obrigações em em troca um acordo a longo prazo dos seus débitos.

Ainda: clubes que não apresentassem as Certidões Negativas de Débitos seriam impedidos de disputarem campeonatos. Quem atrasasse salários durante o campeonato seria punido com a perda de pontos.

O presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, foi um dos que participaram do debate:

É mais que necessário que os clubes passem a viver uma nova realidade em termos de padrões de gestão, respeitando os setores públicos, seus empregados e torcedores com o cumprimento em dia de suas obrigações. Sem nenhuma anistia, sem nenhum perdão. Vários setores do mundo empresarial brasileiro, como o setor da agricultura, por exemplo, se valem do alongamento de dívidas. Não é nenhum tipo de vergonha.

Mas a disposição em pagar o que deve não é unanimidade. O Proforte proposto pela bancada da bola - anistia de 90% da dívida com o pagamento em 240 prestações dos 10% restantes em troca de investimentos nos esportes olímpicos, segue tendo seu lobby nas reuniões fechadas.

O deputado Romário é contra qualquer anistia e também não acredita em punição da CBF a clubes. O presidente do Coritiba rebateu, afirmando que se estiver no regulamento, este terá que ser cumprido.

Romário e Jerônimo Goergen elogiaram o discurso do presidente Rubro Negro: