Mostrando postagens com marcador Borderô Financeiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Borderô Financeiro. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de março de 2017

Estreia do Flamengo na Libertadores tem recorde de audiência. E o investimento para abrir o Maracanã

AUDIÊNCIA

A TV Globo obteve na quarta-feira a maior audiência da Libertadores desde 2010, justamente de um jogo do Flamengo, pelas quartas de final contra o Universidad Católica (2 x 1).

Foram 35 pontos de audiência e mais da metade das televisões ligadas na partida de quarta-feira contra o San Lorenzo. Em 2010 a audiência foi de 38 pontos.

Em São Paulo, a estreia do Palmeiras na competição rendeu apenas 24 pontos de média.

O Flamengo segue batendo recorde de audiência. A final da Taça Guanabara rendeu a maior audiência pelo Campeonato Carioca desde 2010.

Realmente, a divisão das cotas ainda é muito desigual, o Rubro Negro tem que ganhar muito mais do que ganha.


FINANÇAS

Dentro de campo o Flamengo conseguiu o que mais queria: estrear com vitória na Libertadores, com goleada, boa atuação no segundo tempo e uma renovação de esperança ao torcedor.

Foram investidos R$ 1,7 milhão para recuperação do estádio apenas para esse jogo contra o San Lorenzo, em uma obra que custou mais de 1 bilhão para os cofres do poder público. O custo operacional da partida foi de R$ 424 mil.

A renda bruta foi de R$ 3,6 milhões. A FERJ, que em nada tem a ver com o espetáculo, afinal é a Conmebol a organizadora da Libertadores, levou 10% da renda bruta (R$ 362 mil).

Por fim, o clube da Gávea levou pra casa 638 mil.




segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Está tudo errado: aluguel caro, custo operacional absurdo, renda dividida com pequeno e a FERJ rindo a toa


Por pouco o glorioso Audax, que não colocou um torcedor no Maracanã, não lucrou mais do que o Flamengo na estreia do Campeonato Carioca.

Art. 14 do regulamento: O resultado financeiro da partida, apurado em borderô, será todo do clube que tiver o mando de campo, exceto quando houver a participação de qualquer um dos chamados clubes grandes (Fluminense, Botafogo, Flamengo e Vasco), casos em que a distribuição do resultado será na proporção de 60% para o vencedor, 40% para o perdedor e, em havendo empate, 50% para cada associação.

Com uma receita bruta de R$ 525 mil, 76% foi para cobrir as despesas da partida. Restou apenas R$ 121 mil a ser distribuído na proporção 60% x 40%. O Flamengo, abatendo a penhora do acordo com o TRT, levou para a Gávea R$ 56 mil. O Audax arrecadou o total de R$ 48 mil.

A FERJ abocanhou 10% da renda bruta. O aluguel do estádio foi de R$ 119 mil; custo operacional de R$ 105 mil (R$ 8,2 reais por cabeça) e despesa operacional de 20 mil. Simplesmente é impossível fazer futebol profissional dessa forma.

Comparando, a Federação Paulista cobra apenas 5% da renda bruta. No Pacaembu, o Palmeiras pagou R$ 48 mil de aluguel, sendo obrigado a pagar apenas 29% para cobrir as despesas, levando para casa R$ 184 mil, ou 46% da renda.

E ainda, os clubes grandes não são obrigados a dividir a renda com os pequenos. O Linense, adversário do Palmeiras, não levou nada para casa.

Ao final do Campeonato Carioca do ano passado fiz um post cobrando uma resposta dos clubes ao fato da Federação ter lucrado mais do que os autores do espetáculo. Pelo visto, nada foi feito. Pioraram a situação.

E a conta cai toda na suposta elitização do Flamengo. É foda!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Flamengo arrecada em Brasília mais do que o jogo do hexa. FERJ tem final de semana de ouro


O Flamengo arrecadou R$ 2,7 milhões brutos de renda no jogo de sábado contra o Coritiba no Mané Garrincha. De bilheteria conseguiu um valor líquido de R$ 1,3 milhão, dos bares conseguiu mais R$ 320 mil. Abatendo o valor da penhora, restaram limpos ao clube o valor de R$ 1,4 milhão.

Para se ter uma ideia do expressivo valor, no jogo do hexa em 2009 o Flamengo levou pra casa R$ 1,1 milhão líquido.

Mas os descontos são absurdos. Só a FERJ, nesse final de semana, levou pra casa mais de R$ 300 mil. Para autorizar Flamengo e Botafogo a jogarem fora, aumentou sua taxa de 5% para 10%. Do Rubro Negro levou R$ 270 mil, do Alvinegro R$ 36 mil.

É um escândalo. A FERJ já havia lucrado mais que os próprios clubes no Estadual. E para liberar os dois clubes a jogarem fora do Rio na rodada passada, vejam só, cobrou 10% da renda, quando geralmente cobra a metade. É um assalto, ou os times cariocas se unem ou vão continuar sendo molestados dessa forma.

E tem mais. O aluguel foi de R$ 351 mil. O Governo do Distrito Federal construiu o estádio mais caro da Copa, totalmente desproporcional à saúde financeira dos clubes e agora acha que vai impedir o Mané Garrincha de virar elefante-branco às custas do Flamengo? E se não lotasse? Será que a demanda continua? Para jogar em Brasília o público precisa ser pra lá dos 40 mil, se não é prejuízo.

Como teve prejuízo o Botafogo no clássico contra o Fluminense na Arena Pernambuco. Com um público de oito mil torcedores, aluguel do estádio de R$ 270 mil, 10% da FERJ e outros descontos, o Alvinegro teve que pagar R$ 41 mil.

Bem fez o Flamengo em tirar o jogo de volta contra o ASA de Brasília.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

CBF ainda não divulgou o borderô da maior renda da história

O tão esperando borderô de Santos x Flamengo ainda não foi liberado no site da CBF. Tirando Grêmio x Náutico, o boletim financeiro de todos os jogos da primeira rodada do Campeonato Brasileiro já foi liberado.

Com a maior renda da história, a Federação Brasiliense já procurou a CBF para tentar levar o Flamengo pra lá outra vez. Mas desta vez a negociação não será tão simples, afinal, o Rubro Negro não ficará sem a renda milionária em troca de uma valor estipulado como fez o Santos.

Enquanto aguardamos a divulgação, alguns comentários:

- Corinthians teve praticamente todos seus ingressos vendidos. O público foi de 29.295 com tíquete médio de R$ 32 e uma renda bruta de R$ 940 mil.Tendo ingressos de todos os valores: de R$ 15 uma meia-entrada para arquibancada a R$ 180 inteira para uma cadeira numerada. O Corinthians levou pra casa R$ 602 mil. Por exemplo, não superou os R$ 800 mil que o Santos levou por vender seu jogo. Deve ser sua maior renda neste campeonato.

- O Vasco teve um público de 11 mil torcedores com a arquibacanda custando R$ 30, ficando com míseros R$ 31 mil líquidos. A FERJ desta vez não cobra 10% sobre a renda como fazia no Estadual. A taxa cai para a metade.

- O Fluminense jogando em Macaé, cobrando R$ 20 a inteira, teve um prejuízo de R$ 36 mil.