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sexta-feira, 29 de maio de 2015
Flamengo anuncia Guerrero, e colhe os frutos do que plantou há dois anos
Na quarta-feira a coluna Painel Futebol Clube da Folha de São Paulo informava que a saída de Luxemburgo destravava pelo menos três negociações em curso na Gávea.
Isso porque, segundo o jornalista Bernardo Itri, empresários dos atletas que negociavam com o clube carioca não estavam gostando da interferência de Luxemburgo nas tratativas, o que atrapalhou as contratações. E que após a saída do treinador, as conversas caminhavam para um final feliz pro Rubro Negro.
Coincidência ou não, três dias após a saída do antigo técnico, o Flamengo anunciou a contratação do atacante Guerrero.
Um espetacular reforço dentro e fora de campo, que mexe em todos os níveis na estrutura do Flamengo. Desde o mais importante que é ter um atacante de referência dentro da área, o último foi o Adriano (ou não?), até o aumento do sócio-torcedor, da presença da torcida nos jogos e da confiança da própria equipe. É uma injeção de auto estima para um elenco que agora tem à frente um novo comandante e disputará um clássico no domingo.
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O Flamengo durante dois anos precisou ordenar a casa. Precisou dispensar Vagner Love no futebol, César Cielo na natação e montar elencos modestos. Muitos pensavam que o vice-presidente de finanças, Rodrigo Tostes, vazia isso porque curtia um masoquismo, como se somente se preocupasse em pagar dívidas, como se não fosse obrigado pela situação caótica com que encontrou o Clube. Ouviu muito que o "clube não era banco" e outras bobagens.
Pois bem, chegou o momento do Flamengo dar um passo dentro de suas limitações orçamentárias. Veio Marcelo Cirino no começo do ano, agora Paolo Guerrero, duas das melhores contratações da temporada no futebol brasileiro e pode vir mais gente. E olha que neste ano a situação ainda é periclitante. Como Bandeira sempre diz: esse ano está melhor do que o ano passado e ano que vem estará melhor do que esse ano.
Aos amigos jornalistas que até pouco tempo desconheciam o que estava em curso na Gávea e agora estão super preocupados com a austeridade financeira do Flamengo, não se preocupem. O presidente responderá em caso de prejuízo financeiro e gestão temerária com seus próprios bens e para isso não precisou de seguir Medida Provisória do Executivo: o estatuto do clube já comporta sua própria Lei de Responsabilidade Fiscal com duras penas para mandatários irresponsáveis.
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É muito, mais muito simbólica essa contratação do Guerrero. Tira um ídolo do rival midiático, revela a todos do que hoje o Flamengo é capaz e desnuda uma imagem de "clube europeu" do Corinthians.
O Rubro Negro está pelo menos dois anos à frente dos seus adversários. Passou por duros percursos, entretanto hoje já começa a colher os frutos. Não só da parte financeira, mas também de sua imagem e de credibilidade com o mercado.
Sem dúvida nenhuma é um grande dia para toda Nação Rubro Negra!
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Valor Econômico: "Flamengo supera Corinthians e mercado considera hoje o clube um exemplo de governança"
Reportagem do jornal Valor Econômico dessa segunda-feira revela um Flamengo com uma receita recorde de R$ 347 milhões, superando os R$ 258 milhões do Corinthians em 2014. Um crescimento de 27% em comparação ao ano passado para o time Rubro Negro e uma queda de 12% do time paulista.
O Flamengo aumentou sua receita, diminuiu sua despesa e atacou os débitos com o governo. Além de trabalhar o relacionamento com as empresas, com uma imagem de um clube transparente e com governança.
Confira trechos:
Segundo a matéria, o mercado especula que o Flamengo poderá chegar aos R$ 100 milhões em patrocínio e publicidade, hoje é de R$ 80 milhões. Pode ser que a informação do Renato Maurício Prado na semana passada, de que o clube terá em breve um patrocinador de uma multinacional no Manto seja verdadeira.
Rodrigo Tostes, vice-presidente de finanças, diz que a intenção hoje é administrar o Maracanã: "Se o consórcio abandonar o contrato, estamos preparados para pegar o estádio no dia seguinte:
sexta-feira, 14 de março de 2014
Vice-presidente de finanças do Flamengo, Rodrigo Tostes, ataca duramente a FERJ
O Flamengo está unido ao Vasco e Fluminense neste embate com a Federação, mas pode considerar-se sozinho nessa brava luta contra a FERJ.
Reparem que em toda entrevista que Rubens Lopes, reeleito por aclamação, concedeu durante o pleito, teve sempre como o alvo o clube Rubro Negro. Sua maior raiva é pelo fato do Flamengo não dever nada à Federação, ao contrário do Vasco e Fluminense que estão com empréstimos pendentes, não há dependência financeira.
Em entrevista ao site da ESPN, o vice-presidente de finanças Rodrigo Tostes foi certeiro no ataque à FERJ:
A reportagem revelou que R$ 5,5 milhões já entraram no cofre da instituição em taxas cobradas nas novas arenas. Desses, R$ 1,9 milhões foram obtidos pelo Flamengo.
Durante o campeonato estadual a FERJ cobra 10% da receita bruta em toda partida. No Brasileirão o percentual já cai para 5%. Entretanto, para os clubes cariocas jogarem fora de casa, como no Mané Garrincha, a Federação cobrou 10% para "autorizá-los" a disputarem partidas fora do Rio de Janeiro. É um escárnio. O blog publicou sobre esse absurdo no ano passado.
Tostes completou:
Reparem que em toda entrevista que Rubens Lopes, reeleito por aclamação, concedeu durante o pleito, teve sempre como o alvo o clube Rubro Negro. Sua maior raiva é pelo fato do Flamengo não dever nada à Federação, ao contrário do Vasco e Fluminense que estão com empréstimos pendentes, não há dependência financeira.
Em entrevista ao site da ESPN, o vice-presidente de finanças Rodrigo Tostes foi certeiro no ataque à FERJ:
"Usam dinheiro do Flamengo, do torcedor, do sócio para distribuir para ligas. É um programa institucionalizado de distribuição da nossa receita com compra de votos. É o bolsa liga. Crie uma liga, vote em mim e eu te repasso o dinheiro que arrecado com os clubes grandes. Ou três grandes, pelo menos"
A reportagem revelou que R$ 5,5 milhões já entraram no cofre da instituição em taxas cobradas nas novas arenas. Desses, R$ 1,9 milhões foram obtidos pelo Flamengo.
Durante o campeonato estadual a FERJ cobra 10% da receita bruta em toda partida. No Brasileirão o percentual já cai para 5%. Entretanto, para os clubes cariocas jogarem fora de casa, como no Mané Garrincha, a Federação cobrou 10% para "autorizá-los" a disputarem partidas fora do Rio de Janeiro. É um escárnio. O blog publicou sobre esse absurdo no ano passado.
"E para liberar os dois clubes a jogarem fora do Rio na rodada passada, vejam só, cobrou 10% da renda, quando geralmente cobra a metade. É um assalto, ou os times cariocas se unem ou vão continuar sendo molestados dessa forma."
Tostes completou:
"Ser sócio de receita bruta é fácil. O grande questionamento é: para onde vai tanto dinheiro? Onde está a transparência? Eu tenho que pagar os impostos em dia. A organização do futebol do Rio é uma vergonha"
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Clube vive em 2014 seu auge no pagamento de dívidas. Mas há boas notícias para os próximos anos
A matéria mais importante desde começo de ano saiu no jornal O Globo deste domingo. Segundo reportagem escrita pelo sempre bom Carlos Eduardo Mansur, o Flamengo vai viver em 2014 o auge do pagamento de dívidas e impostos.
Mas há um alento: em 2015 as cifras dos acordos das dívidas diminuem drasticamente, e em 2016, o clube já vai trabalhar com sobras de caixa.
O orçamento para o ano é recorde: R$ 300 milhões. O dobro do ano passado. Mas deste valor, a metade será destinado ao pagamento de impostos atrasados ou correntes (R$ 100 milhões) e ainda dívidas cíveis e trabalhistas (R$ 56 milhões).
Isso tudo em um ano de uma disputa de Libertadores que, diga-se, não estava nos planos. Rodrigo Tostes, vice-presidente de finanças, afirma que o orçamento do futebol vai aumentar 30%.
Tostes defende ainda uma mudança no processo de gestão, afirmando que não pode ficar apenas na mão de uma ou duas pessoas a tomada de decisão na hora da contratação de reforço: "é poder demais".
Além de descrever como pensa ser o modelo de gestão de um clube:
"O futebol identifica as necessidades, as carências. E apresenta uma lista de nomes no mercado. O jurídico deve ter um modelo de contrato, que pode ter pequenas alterações negociadas. Junto com o financeiro, identifica-se a quantidade de recursos, senta-se também com o marketing e se avalia se receita e despesa estão batendo, se é possível cumprir aquele contrato. É preciso discutir porque pagar 400 e não 300, o critério, ter discussão e aprovação. O desafio é não perder agilidade. E o futebol ser avisado pelo financeiro do seguinte: quer pagar R$ 1 milhão por esse cara, este dinheiro vai sair desta continha aqui. Se tem R$ 2 milhões disponíveis, vai sobrar só R$ 1 milhão para o resto das carências do elenco."
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