Na noite desta segunda-feira o Flamengo anunciou a contratação de Éverton Ribeiro, eleito o melhor jogador do campeonato brasileiro de 2013 e 2014 jogando pelo Cruzeiro. O contrato tem validade de quatro anos e o clube pagou R$ 22,6 milhões de reais, pouco abaixo da pedida inicial.
Segundo o presidente Eduardo Bandeira de Mello, a negociação em nada tem a ver com a venda do Vinicius Júnior, pois, segundo o mandatário, a negociação está em curso há um tempo, ou seja, o clube tem então uma bela grana para investir ainda mais no futebol.
Talvez pela primeira vez o diretor executivo do futebol Rodrigo Caetano tenha viajado para negociar um reforço e não deixar a negociação nas mãos do jogador, rezando para conseguir o rompimento do seu então clube sem o pagamento de multa.
Segundo o empresário do jogador, a presença de Caetano in loco nas negociações com os representantes do Al Ahli foi primordial para desatar o nó que existia.
No mundo árabe Éverton Ribeiro conquistou cinco títulos, com 26 gols em 103 partidas, com participação em 51 gols.
A janela de transferência abre em 20 de junho e a possível estreia será contra a Chapecoense, na Arena da Ilha, dia 22.
É a terceira janela do meio de ano que o Flamengo é o protagonista. Em 2015 veio o Guerrero, em 2016 o Diego e agora Éverton Ribeiro, sem falar do Conca em janeiro.
DENTRO DE CAMPO
Zé Ricardo tentou fazer do Mancuello esse jogador pela direita, que afunila pelo meio de campo, que ajuda na triangulação. Mas a cada partida ficava evidente que a tentativa era infrutífera.
Éverton Ribeiro chega para ser a peça de equilíbrio do elenco. Não é o atacante fazedor de gols que está faltando ao time e precisa ser contratado, pois, o outro Éverton continua titular, à princípio, e sendo um péssimo finalizador.
Mas para jogar pela direita, o novo reforço atuará onde gosta, participando ativamente das triangulações com Diego, Guerrero de pivô, flutuando no meio de campo, deixando o corredor livre para o lateral passar. Aí que o Rodinei, mais agudo, poderia voltar a ser opção de titular.
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| Éverton Ribeiro caindo pelo meio de campo |
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| Éverton Ribeiro fechando a segunda linha de quatro |
O treinador terá uma dor de cabeça quando tiver Conca à disposição, afinal, o futebol moderno abomina dois meias e logo todos querem saber "quem vai marcar nesse time?". Hoje a preferência é muito mais por três volantes, entretanto, aí ninguém pergunta: "quem arma nesse time?".
Domingo foi um claro exemplo de um Flamengo com três volantes, sem força ofensiva, sem criatividade, apenas controlando o adversário. Óbvio que o time já jogou bem com esse esquema, o primeiro jogo da final do estadual contra o Fluminense é um exemplo, porém na maioria das vezes não passa de simplesmente neutralizar o adversário.
Pra início de conversa, Diego e o próprio Éverton Ribeiro podem ajudar a fechar a linha de quatro, deixando Conca e Guerrero lá na frente. Em algumas situações de jogo "mais ofensivas", o Vinicius Jr poderá ser opção, destacando Rômulo de primeiro volante e armando à frente com: Éverton Ribeiro, Diego, Conca, Vinicius Jr e Guerrero.
As opções são variadas: ainda tem Ederson, Berrío, Vizeu e outras contratações que devem pintar.
O Flamengo se reforça bem para o restante do Brasileiro, monta um elenco vasto e com jogadores decisivos.
Pode e deve investir em mais contratações, no gol, na zaga, na volância e pelo menos um atacante matador. Se não gastaram a grana do Vinicius Jr, ainda tem muito dinheiro na carteira.


