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sábado, 22 de julho de 2017

Brasileirão 2017: Flamengo 2 x 1 Coritiba


Uma vitória no finalzinho para aliviar a pressão, se manter no G4, entretanto, sem muita comemoração porque a atuação foi bem fraca.

A defesa, então organizada, falhou exatamente da mesma forma nos últimos quatro gols. Quando falham os zagueiros, os laterais e os volantes é papo de sentar todo mundo e resolver os erros, até porque os jogadores não foram o mesmo. Exceção do Rafael Vaz, que não fechou a cobertura da diagonal.

Com quatro jogadores poupados, Zé Ricardo levou à campo Rômulo e Arão, com Éverton Ribeiro centralizado, Berrío e Geuvânio nas pontas e Guerrero no meio. Um time mais fácil de entender e de jogar, do que vinha sendo com Diego e Éverton Ribeiro juntos.

Esta será uma das missões do treinador: não fazer os jogadores se adaptarem ao seu esquema, mas extrair deles o melhor dentro de suas características.

Dentro de campo, Geuvânio se movimentava bastante, caindo da esquerda para o meio / direita.

Éverton Ribeiro, desta vez, não precisou de voltar pra fazer a transição e ajudar na saída de bola. Não se viu isto hoje. Até porque o Flamengo entregou a bola para o Coritiba e não precisou de propor o jogo.

Méritos também de Rômulo e Arão, que continua sendo o único volante do elenco com cacoete pra avançar, tabelar com os laterais.

Quase aos sete minutos em contra-ataque puxado por Geuvânio, que viu Éverton Ribeiro pela direita, que lançou na medida o super veloz Berrío, para abrir o placar.

Contra o Palmeiras o placar foi aberto também aos sete minutos, e o time partiu para cima e merecia dois, três gols.

Desta vez foi diferente, a equipe se fechou em duas linhas de quatro, não avançou a marcação e apenas forçava erros de passe do Coritiba depois do meio de campo.

Tanto que a segunda chance com Éverton Ribeiro foi somente aos 29 minutos, após um passe exemplar de Geuvânio.

Exatamente, infelizmente, como manda a cartilha pífia do futebol brasileiro hoje: encontrou o gol, se fecha na defesa. É pouco para um time com tantos talentos.

Logo no começo do segundo tempo, outra falha da zaga, que joga em linha, ou seja, a cobertura é sempre necessária do zagueiro ao lado, no caso o Rafael Vaz.

E o time surtou. Os volantes cansaram, Geuvênio também. A situação poderia ter sido resolvida rapidamente se a arbitragem não anulasse o gol legal do Guerrero logo depois do empate.

Zé Ricardo tirou o melhor do time, Berrío, e colocou Vinicius Jr, que não era relacionado há três partidas. Geuvânio veio pra direita e o garoto foi pra esquerda.

E o Coritiba gostava cada vez mais do jogo e parecia mais perto da virada. E o Flamengo vivia uma bagunça imensa, uma zona completa.

Nos minutos finais o Rubro Negro foi para a pressão e poderia ter vencido sem tanto sufoco se não perdesse tantas chances. Teve Juan de cabeça na trave, pênalti não marcado no Vinicius Jr, Rômulo na cara, quando poderia ter rolado pro Vizeu.

Precisou do Vinicius Jr sofrer o segundo pênalti, em jogada individual, já nos acréscimos, para o tão sofrido segundo gol sairn em cobrança fria e calculista do Éverton Ribeiro.

Contra time abaixo da tabela o Rubro Negro vence, mesmo que seja com um pênalti no finalzinho. Agora o Flamengo vai definir sua vida em São Paulo: contra o Santos pela Copa do Brasil na quarta, e depois Corinthians e o novamente o peixe pelo Brasileiro.

Justamente quando as atuações não convencem e a equipe não consegue vencer confronto direto.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Brasileirão 2016: Flamengo 2 x 2 Coritiba


O Flamengo deu adeus à disputa do título brasileiro, termina mais um ano sem levantar um troféu e agora mira a segunda colocação do Brasileiro para, pelo menos, não perder grana nessa história.

O campeão leva R$ 17 milhões, o segundo R$ 10,7 milhões e o terceiro R$ 7,3 milhões.

E claro, garantir a vaga pra Libertadores diretamente para a fase de grupos.

Os primeiros vinte minutos foram do Flamengo que brigava pelo título, que apresentava o melhor futebol do campeonato. Com Éverton e Gabriel abertos e Diego flutuando pelos dois lados do campo. Há muito tempo o time não apresentava tamanha intensidade. A última vez foi no primeiro tempo contra o Atlético Mineiro, justamente com essa mesma formação.

Com menos de cinco minutos o Flamengo abriu o placar com ótimo passe de Éverton. O time seguia na pressão, passava dos 70% de uma posse de bola ativa, entretanto aos poucos o Coritiba foi se ajeitando.

Muralha salvou uma cabeça incrível. E, na sequência, belíssimo contra-ataque puxado pelo Éverton culminando com gol de Diego.

E poderia ter pintado o terceiro se Arão não perdesse na cara do goleiro, após passe de calcanhar de Guerrero. Era pra ter finalizado a partida com um 3 x 0 inapelável.

Mas o final de ano do Flamengo tem sido cruel. E o Coritiba diminuiu no final do primeiro tempo.

Segundo a comissão técnica, Gabriel cansou. Justamente quando o esquema voltou a funcionar, Zé Ricardo escolheu voltar na segunda etapa com Mancuello. Inicialmente fechando como segundo volante e Arão pela direita, depois os dois inverteram. Entretanto o estrago já estava feito e nada foi corrigido para impedir o avanço do Coritiba, que cada vez mais ficava perto do empate.

Poderia ter entrado o Fernandinho, mesmo após a entrada do Mancuello, bastando tirar o Márcio Araújo o centralizando Arão de primeiro volante.

Mas a boa fase de alguns jogadores se esgotou. Fernandinho é um desses e perdeu um gol inacreditável. O castigo foi cruel e Kléber empatou aos 41 minutos.

O Flamengo que já viveu tempos brilhantes no brasileiro, se esgotou. Zé Ricardo que fazia ótimas leituras de jogo, se equivocou nestas últimas rodadas. E a boa fase de tantos jogadores médios acabou: Vaz, Pará, Damião e o Arão, que até contra o Figueirense fazia um ótimo campeonato. Talvez só o Réver continua regular.

E o que falar de Márcio Araújo, que nunca viveu grande fase e sempre foi titular absoluto, só pegando banco quando foi suspenso após expulsão contra o Palmeiras? É um acinte falar em renovação por dois anos depois dessa temporada horrorosa, culminando com esse jogo contra o Coritiba que foi uma vergonha!

Vamos ainda falar muito de Brasileiro. De um Zé Ricardo que caiu do céu, após o problema de saúde do Muricy, de uma diretoria que montou novamente boa parte do elenco titular no meio do campeonato, que gastou com estrangeiros que nem são aproveitados, que  dividiu o estádio quando tinha mando de campo para o Palmeiras, que chegou a ter que chamar o César Martins por que não tinha zagueiro no elenco, além de puxar um garoto da base.

Enfim, um final de ano melancólico.

domingo, 31 de julho de 2016

Brasileirão 2016: Coritiba 0 x 2 Flamengo


Curitiba outrora era uma cidade indigesta para o Flamengo, entretanto, de uns anos para cá, o Rubro Negro tem obtido bons resultados por lá.

Neste domingo a equipe da Gávea venceu bem, por 2 x 0 e segue firme no bolo da classificação, além de ser a melhor visitante do campeonato.

Detalhe: o time de melhor campanha como visitante foi campeão em nove das 13 edições do Brasileiro.

Assim como contra o América-MG, Zé Ricardo voltou a utilizar Mancuello e Allan Patrick juntos. Mas não se caracteriza um autêntico 4-4-2 por simplesmente ter dois meias. O esquema continua o mesmo: 4-1-4-1, entretanto com jogadores com características diferentes dos pontas.

Na direita, ao invés do Cirino, quem fez as funções por aquele lado foi o Allan Patrick. Mas precisava de alguém em velocidade e o jogo não fluía.

O ritmo foi lento. A saída de bola foi péssima e Muralha por diversas vezes era acionado para sair jogando. As jogadas de ultrapassagem com os laterais não aconteceram, a bola corria demais no gramado molhado. A primeira que deu certo foi quase no final do primeiro tempo, e Pará colocou na cabeça do Guerrero. Foi só.

O Coritiba ameaçou logo na primeira jogada, mas depois praticamente não chegou.

Em uma partida tão equilibrada e sem grandes inspirações, quem tem jogador diferenciado fará a diferença, inclusive na briga pelo título.

E Mancuello é o cara do passe vertical, da assistência, e foi dele o excelente lançamento para Guerrero aplicar um belo chute e abrir o placar.

O Coritiba abusava dos cruzamentos. Foram incríveis 42 bolas na área, 35 apenas no segundo tempo. E o grande destaque foi o Rafael Vaz, o melhor dos zagueiros atuais, que tirou todas. Com a boa participação do Donatti, que entrou no lugar do Juan. Essa é uma das virtudes em ter um elenco para disputa de um campeonato longo.

Com 1 x 0, Zé mexeu bem colocando o Cirino, mas poderia ter tirado o Allan Patrick, que vinha pela direita e não o Mancuello. E ainda entrou com Cuellar no lugar do Allan Patrick. Desta vez teve sorte e o colombiano deu um grande passe para Cirino marcar o segundo o liquidar a partida. Não tem explicação para o Cuellar ser banco.

Para mostrar quem faz a diferença são os jogadores técnicos: Cuellar e Mancuello foram os autores das belas assistências para os dois gols.

Tudo que o Flamengo precisa hoje é disto, além da volta excelente do Guerrero da Copa América: quatro gols e duas assistências em seis jogos. E marcou pela terceira partida seguida.

E com a estreia do Diego, o Rubro Negro se qualifica para buscar o topo da classificação.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Brasileirão 2015: Flamengo 0 x 2 Coritiba; Atlético Mineiro 4 x 1 Flamengo

Não é hora de desespero. Depois de seis vitórias seguidas e 100% de aproveitamento, Osvaldo de Oliveira finalmente foi apresentado com o pior legado deixado pelo Cristóvão: a fragilidade defensivas nos cruzamentos.

Quando a zaga melhorou minimamente, levou apenas três gols em seis partidas, sendo dois de pênalti, o Flamengo venceu, convenceu e subiu pro G4. E não ganhou jogando no limite e com placar miserável, não.

Contra o Coritiba foi um desastre. Deu tudo errado e a derrota foi justa, mas contra o Atlético Mineiro foi uma derrota difícil de aceitar. Ainda mais pelo placar dilatado e irreal, a meu ver.

A zaga voltou a expôr seus erros clamorosos em cruzamentos. Apesar disto, o Flamengo fez um primeiro tempo bom, superior ao jogo de Brasília. 

Mas não se perde um pênalti, com o placar zerado e fora de casa contra um dos líderes do campeonato. Eu não sabia, mas é estatisticamente provado que o Vitor só agarra as cobranças de pênalti daquele lado, justamente o lado que o Allan Patrick bateu. O Flamengo deveria saber disto antes de jogar contra um dos melhores goleiros neste quesito.

A história, é verdade, poderia ter sido diferente se o Vitor, no lance, tivesse sido expulso, afinal era o último homem. Dizer que Cirino não ia em direção ao gol é um absurdo, até porque é preciso driblar o goleiro pro lado para marcar o gol escancarado.



Enfim, vendo pelo lado positivo, foi bom ver que o time não repetiu a atuação ruim de Brasília. Agora, Osvaldo terá uma semana para acertar o posicionamento defensivo e treinar os titulares com as voltas de Ederson e principalmente de Guerrero. O Rubro Negro está em sexto lugar, das próximas quatro partidas, três serão no Maracanã. 

Já de cara enfrenta o Vasco no domingo. Não é possível que o Flamengo continuará sua seca neste ano contra o adversário cruzmaltino em partidas que valem alguma coisa.

E vamos Mengão!

sábado, 13 de junho de 2015

Brasileirão 2015 - 7ª Rodada: Coritiba 0 x 1 Flamengo


Na primeira semana limpa de trabalho, Cristóvão foi premiado com uma importantíssima vitória contra o Coritiba por 1 x 0.

Hoje o time precisa muito mais vencer do que jogar bem. Recuperar a confiança é o primeiro passo.

É o terceiro Brasileiro seguido que o Flamengo consegue vencer fora de casa o adversário, que sempre foi uma dor de cabeça para o Rubro Negro.


O JOGO

O Flamengo começou sem muita movimentação, atacando somente pela direita com Gabriel e Luiz Antônio e algumas tentativas de cruzamento. 

Com três volantes Canteros foi o mais participativo, porém sem grande atuação. Jonas e Márcio Araújo apenas serviam para fazer a bola girar - passe pro lado.

O mais importante é que a defesa ficou mais arrumada e sofreu apenas um gol em três jogos com a volta do Samir. 

Algumas intervenções do Cristóvão deram certas, como o Luiz Antônio na lateral e Eduardo titular no ataque. Méritos do treinador.

No primeiro lance de perigo das duas equipes, Eduardo da Silva abriu o placar. 

Porém, novamente a arbitragem prejudicou o Flamengo. É o sexto jogo nesse campeonato e a diretoria precisa agir urgentemente, da mesma forma que o Alexandre Póvoa agiu nos playoffs do NBB. Se na quadra não queriam o terceiro título seguido, no futebol o clube vive uma batalha na vanguarda pela Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte.

Já tivemos um impedimento mal marcado contra o Sport que daria condições do Gabriel cruzar para três jogadores livres; bola que saiu e muito no gol do Avaí; pênalti mal marcado contra o Fluminense; pênalti não marcado em toque de mão a favor do Rubro Negro contra o Cruzeiro; pênalti claramente não marcado em cima do Gabriel contra o Chapecoense e hoje uma expulsão totalmente injusta de Jonas que nem falta fez no primeiro cartão amarelo.

Com um a menos o time manteve a calma para não rifar a bola: soube controlar. Paulo Victor fez apenas uma importante defesa, assim como no jogo passado, logo depois da expulsão de Jonas. Se empatam ali a coisa ficaria complicada.

Uma pena que mesmo com Paulinho e Cirino entrando no segundo tempo e jogando por apenas 30, 40 minutos o time não conseguiu imprimir velocidade.

Serão mais duas semanas livres e dois jogos em casa: Atlético Mineiro e Vasco.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Copa do Brasil 2014 - Oitavas de final: Flamengo 3 x 0 Coritiba


Todos vivos? Como dormir?

Foi mais uma oitava de final de Copa do Brasil cardíaca e com final feliz para a Nação Rubro Negra.

Se no ano passado o adversário foi um duro Cruzeiro, esse ano seu rival era o placar muito adverso. O time precisa pelo menos igualar o 3 x 0 para levar a decisão pros pênaltis. Em 2013 Elias marcou aos 42 minutos, em 2014 Eduardo da Silva aos 35.

(Ainda teve uma defesa sensacional de Paulo Victor logo depois do terceiro gol)

Luxemburgo montou um time misto. Chicão e Samir formavam a dupla de zaga, Luiz Antônio atuava como lateral direito, Recife no lugar de Cáceres e à frente: Gabriel, Paulinho e Alecsandro.

Mas o plano do treinador foi minando logo no começo com as saídas de Luiz Antônio e Paulinho machucados. O que virou uma ótima notícia para o Flamengo, que passou a ter Léo Moura e Éverton e Eduardo da Silva já começando o segundo tempo.

O Coritiba abusava das faltas, parando todas as jogadas com muita violência. O gol de pênalti no finalzinho do primeiro tempo foi um alívio para um time que demonstrou mais vontade do que técnica e poucas ameaças ao goleiro adversário.

Mais um pênalti, dessa vez mal marcado, e o Flamengo estava a um gol da esperança. Éverton, que tem feito excelentes partidas engoliu na velocidade o marcador e colocou na área para Eduardo da Silva fazer o 3 x 0.

Vamos pros pênaltis: 1) Paulo Victor sensacional. 2) Cobrança pífia de João Paulo. 3) Frieza do montro Eduardo da Silva, sendo obrigado a marcar ou cravaria a eliminação Rubro Negra. 4) Léo Moura perdeu a chance de fechar. 5) Mas Carlinhos carimbou a trave e, dessa vez, 6) Canteros não desperdiçou e garantiu a classificação. 7) Os cobradores da Gávea não perceberam que o goleiro do Coritiba só caía para o mesmo.

Uma classificação épica não atrapalha, não cansa, não desgasta. Pelo contrário, motivará ainda mais o time para uma sequência de cinco jogos, sendo quatro em casa pelo Brasileirão antes das quartas de final da Copa do Brasil.

Sábado contra o Grêmio os desfalques serão muitos, mas o Maracanã não terá uma cadeira vazia. O sócio-torcedor voltará a crescer nesse meio tempo para o torcedor garantir o ingresso dessas grandes partidas que ainda estão por vir.

Isso é Flamengo, sempre muito sofrido, na raça, no canto da torcida que acreditou desde o começo. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Copa do Brasil 2014 - Oitavas de final: Coritiba 3 x 0 Flamengo

Ainda sem entender porque um time que vive sua melhor fase no Brasileirão, encorpado e ganhando quatro partidas seguidas abriu mão da Copa do Brasil logo nas oitavas de final e contra o lanterna do Brasileirão. E podendo enfrentar na próxima fase enfrentar o América-RN.

Isso faltando mais de um turno e o time a cinco pontos da zona do rebaixamento. Os tempos de lanterna devem ter traumatizados o Flamengo.

Nas oitavas contra o Cruzeiro no ano passado o Rubro Negro estava com três pontos a menos do que tem hoje. E tinha uma sequência duríssima.

É um pensamento medíocre. O time é reconhecidamente limitado, precisa sempre jogar com os brios e resolvem dispensar a chance do único título do ano. Como se uma eliminação precoce fosse garantir o time na primeira divisão.

Ignoraram o bom ambiente que as fases decisivas poderiam trazer, a torcida presente, uma boa renda, o aumento do número de sócios e o tetracampeonato da Copa do Brasil, oras.

Agora o Flamengo parte para uma maratona de três semanas seguidas com jogos quarta e domingo. Adiantou alguma coisa jogar do jeito que jogou? Resolveu todos os problemas do Flamengo não seguir jogando com o mesmo espírito que "saiu da confusão" do Brasileirão?

A única meta do Luxemburgo e não rebaixar o Flamengo e começar o ano que vem como treinador da Gávea, como se tivesse cumprido uma dura tarefa, como se oito partidas de um mata-mata não tivessem a cara de um Rubro Negro aguerrido como vinha sendo. Em 2011 o mesmo treinador ignorou a Sul-Americana e levou uma surra do Universidad do Chile em pleno Engenhão. Agora repete o mesmo erro.

E ainda perdeu seu atacante mais eficiente para domingo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Brasileirão 2014: Coritiba 0 x 1 Flamengo


Segunda vitória seguida do Flamengo no campeonato para finalmente sair da zona de rebaixamento. Jogando fora de casa na então temida Curitiba, o Rubro Negro derrotou o Coritiba por 1 x 0 gol de Éverton.

São quatro jogos com Luxemburgo: três vitórias e apenas um gol sofrido. Nas 11 partidas anteriores foram 19 gols sofridos.

E foi no estilo do atual treinador de ser: marcando muito, jogando como time que reconhece suas limitações e buscando um gol para vencer a partida.

O Flamengo no primeiro tempo marcou pressão, bloqueando as jogadas de velocidade do Coritiba e controlando o ímpeto ofensivo do adversário.

Alternando chutões com toque de bola e jogadas em velocidades, Éverton foi o destaque: perdeu um gol livre em ótimo passe de Canteros, fez seu gol após roubada de bola e deu um passe limpo para o chute torto de Alecsandro dentro da pequena área. Um pecado.

O Coritiba sem Alex abusava dos cruzamentos. Eduardo da Silva sofreu com os chutões e praticamente não viu a cor da bola. Alecsandro teve uma atuação bem ruim.

No segundo tempo o Flamengo já não marcava mais pressão e deixava o adversário todo no seu campo de defesa. Mesmo com a entrada do Lucas Mugni o time não conseguia manter a posse de bola e muito menos ameaçava o goleiro coxa branca.

Apesar de maior posse de bola, o Coritiba não conseguia abafar, continuava ameaçando apenas nas bolas paradas.

Só aliviou e o Flamengo voltou a tocar bola quando ficou com um jogador a mais após expulsão de Robinho.

No estilo de um "Luxemburgo humilde" acertou a defesa, tirou o clube da zona do rebaixamento. Agora falta acertar o contra-ataque e melhorar o sistema ofensivo. A diretoria também precisa agir, vendeu Hernane e vai trazer quem?

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Brasileirão 2013: Coritiba 0 x 2 Flamengo

Wallace: melhor em campo, grande jogo

Há 15 anos o Flamengo não voltava com os três pontos de Curitiba. E veio com um gosto especial: segunda vitória consecutiva inédita nesse campeonato e uma boa atuação do time sob o comando de Jayme.

Que escalou o Carlos Eduardo no lugar do Luiz Antônio. O domínio foi todo do Flamengo no primeiro tempo. Pela direita surgiram as melhores jogadas e sempre a base de tabelas e toques rápidos. Tem sido uma característica interessante deste time.

Pela direita, Léo Moura teve a ajuda de Carlos Eduardo e Paulinho, que fez a primeira boa jogada, porém chutou torto e Hernane nem conseguiu chegar na bola. Na esquerda André Santos e João Paulo permaneciam isolados.

Elias após uma atuação apagada no último jogo, comandou o time no ataque, sempre buscando passes verticais.

Entretanto, foi pela esquerda, com André Santos fechando dentro área, as duas jogadas mais perigosas: uma cabeçada e um chute.

A marcação Rubro Negra funcionava no meio de campo. Ora avançava, ora postava para dar o bote atrás da linha que divide o gramado. Alex, para tentar fugir do Amaral, jogou mais enfiado na área e não como um clássico meia, melhor para o Flamengo.

(Por falar no volante, bela sacada do Jayme em ver no Amaral o primeiro volante de ofício)

O único lance de perigo do Coritiba foi nos acréscimos, com João Paulo salvando em cima da linha. Em seguida André Santos fez seu gol. Uma vitória parcial justa.

Na volta do segundo tempo a pressão foi toda dos donos da casa. Mas o gol do Flamengo logo no começo de Wallace foi um duro golpe nas pretensões adversárias de sufocar o Rubro Negro.

Depois partiu pra cima no desespero e abusava dos cruzamentos. Paulo Victor tirava tudo, do seu jeito. Espaço para contra-atacar tinha, mas o Flamengo errava o passe decisivo. Hernane então, parecia embriagado pela artilharia e quando acha que joga mais do que joga, desperdiça chances de matar o jogo.

André Santos e Cadu estavam mortos, o duro de ter os dois juntos é esse. A entrada do Cáceres e a expulsão do Germano consolidaram a vitória com direito a olé. Histórico.

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 2 x 2 Coritiba


Frustrante. Um resultado típico de Flamengo: abre boa vantagem, perde pênalti, goleiro adversário resolve agarrar tudo e pronto, um inferno.

Na estreia oficial de Mano Menezes, o Flamengo empatou com o Coritiba em Brasília por 2 x 2 e, com os resultados desse domingo, vai passar a semana na zona do rebaixamento.

Mano colocou o time que vinha treinando. E fez um bom primeiro tempo, apesar do susto logo no começo com uma cabeçada na trave do Felipe. Depois disso o Flamengo dominou o meio de campo, pouco sofreu na defesa, com boas participações de Marcelo Moreno e Elias.

Marcelo Moreno marcou e o time conseguiu criar outras boas jogadas, com o pênalti e João Paulo inspirado na esquerda. Pela direita, Léo Moura e Paulinho não tiveram uma boa noite. Gabriel poderia ter invertido com Paulinho.

Esperava-se um Flamengo marcando pressão, sufocando a saída de bola. Aconteceu o contrário, o time marcava atrás, esperando o Coritiba, mas mesmo assim não conseguiu encaixar nenhum contra-ataque. De positivo os poucos erros de passes, de negativo o Carlos Eduardo inútil.

No segundo tempo outro gol no começo. Finalmente de escanteio, Cáceres marcou um gol que deveria dar tranquilidade ao Flamengo e aproveitar a pressão da torcida para liquidar a fatura.

Porém, quatro minutos depois, a zaga voltou a falhar e dessa vez não teve trave para salvar. Tomou gol e o time desmanchou. Que falta faz um líder em campo, que falta faz um Alex. (Ao final do jogo, o meia disse que, quando tomou o segundo gol, conversaram ali rapidamente e o time se organizou.)

O Flamengo demorou a colocar a bola no chão. O Coritiba com apenas um volante parecia mais perto da virada. Mano tentou reforçar o meio de campo, conseguiu estancar a pressão adversária e até criou boas chances, mas o gol não saiu.

Ps1. E esse gramado de um bilhão e meio de reais, hein?
Ps2. Três pênaltis perdidos. Renato, Léo Moura e Marcelo Moreno, quem será o cobrador da vez?

domingo, 9 de setembro de 2012

Brasileirão 2012 - 23º Rodada: Coritiba 3 x 0 Flamengo


E estamos nós outra vez vivendo o drama da luta contra o rebaixamento. O time hoje tem 27 pontos, segundo os especialistas, o corte é de 44 pontos. Quer dizer, o Flamengo vai precisar de 17 pontos em 16 partidas, ou seis vitórias nessas 16 partidas restantes para se livrar da degola.

É inacreditável que em três anos dessa gestão, dois brasileiros foram flertando com o rebaixamento e um brigando apenas pela Libertadores. E o orçamento não para de subir. Enquanto a grana da televisão bate recorde, o desempenho cai. Alguma coisa está errada e precisa mudar.

Mas, antes, o Flamengo precisa escapar dessa draga que se meteu. A partida contra o Coritiba já era derrota mais do que esperada: o time perdeu os últimos oitos jogos jogando em Curitiba. Escrever o que depois daquilo? Sem ânimo.

Agora Dorival terá que fazer milagre para montar um time com as peças disponíveis e enfrentar uma sequência cruel pela frente. Acho que o primeiro passo seria escalar uma dupla de volantes, sem aquele volante-lento. Esquece esse troço de losngo. Depois é tirar o Ibson do time. O técnico observou muito bem que o Renato está fazendo falta, sim, sem dúvida, mas ainda não enxergou que a entrada do Ibson piorou o esquema e o Flamengo virou um time de pelada.

Quarta-feira já tem jogo, Dorival terá pouco tempo pra pensar. Se ele tiver lendo conselhos por aí, colocaria um time fechado, voltaria com Airton, agradeceria de joelhos a volta do Renato e seja o que Deus quiser.

Um empate na Vila seria excelente. E depois é lotar o Engenhão com ingressos a um real para enfrentar o Grêmio no domingo.

Que porre essa situação! E tome noites rezando, fazendo contas, rezando e fazendo contas....

domingo, 10 de junho de 2012

Brasileirão 2012 - 4º Rodada: Flamengo 3 x 1 Coritiba


Finalmente, depois de três empates, a primeira vitória do Flamengo no campeonato brasileiro. O time venceu o Coritiba por 3 x 1 e vai dormir na sexta posição nesse sábado. Mas a situação dentro de campo não foi nada boa.

A grande sacada do Joel foi ter dado mais movimentação no ataque com as entradas do Luiz Antônio, o melhor do primeiro tempo, caindo sempre bem pela direita e sendo uma boa opção na velocidade. Renato ficou fixo como segundo volante, acertadamente.

Se dessa vez o time não marcou pressão como contra o Internacional, compensou pela boa presença no ataque, apesar dos muitos erros de passe. E foi premiado com dois gols com menos de vinte minutos de jogo. Porém, não dá pra assistir tranquilo a uma partida do Flamengo atual. Com falha de Welligton e do Paulo Victor, o zagueiro Émerson descontou.

Diego Maurício formou com Love uma dupla que dá muito dinâmica, buscam espaço, brigam, pecam um pouco pelo excesso de individualidade e pelo erro de passe na última bola. A média do Love é impressionante: quatro jogos, quatro gols.

Agora, no segundo tempo, foi uma negação. O Flamengo não conseguia controlar a partida mesmo jogando em casa. Joel fez uma boa escolha, colocando Renato na lateral esquerda e entrando com Botinelli no meio, mas nem isso funcionou. Depois viu que o Coritiba estava chegando cada vez mais, tirou o cansado Luiz Antônio, que voltou pra segundo volante, e colocou Muralha.

E como o time correu perigo, só não levou gol por pura sorte. O adversário teve duas chances na cara do Paulo Victor, as duas foram para fora.

Joel vai precisar treinar muito a posse de bola, o controle da partida, as viradas de jogo pra sair de situações como desse segundo tempo.

Marlon fez uma boa partida, não comprometeu, ao contrário do seu colega de zaga. Com as várias convocações do Gonzáles para a seleção chilena, a diretoria precisa urgentemente contratar outro bom zagueiro. E o treinador testar o Thiago Medeiros que veio do Madureira.

domingo, 13 de novembro de 2011

34º Rodada do Brasileirão: Coritiba 2 x 0 Flamengo


Que desânimo! Flamengo mantém a história de não ganhar em Coritiba e vê o título bem distante.

É difícil raciocinar e entender o que se passa na cabeça do Luxemburgo.

É injustificável deixar Muralha fora até do banco de reserva.
É injustificável bancar a titularidade míope de Renato. Até quando?
É injustificável tirar Thomás ainda no primeiro tempo.
É injustificável voltar a jogar com três volantes e aquele futebol pífio, dependente exclusivamente de Ronaldinho, que hoje outra vez não foi decisivo como se espera.

O primeiro tempo foi bem ruim. Não vi Thomás jogando tão mal assim a ponto de ser substituído, escorreu umas duas vezes, mas antes poderia ter trocado as chuteiras. Ok, vai lá, tira-se o Thomás, que segundo o Luxemburgo está cru para certos jogos, mas colocar Willians foi demais.

O Flamengo voltou a ser aquele time previsível, velho, intragável. O futebol que tanto encantou voltou a ser medíocre, típico de três volantes e três atacantes, esperando Ronaldinho decidir. E hoje esteve longe de ser o cara pra isso.

E olha que o Coritiba nem jogou tanto assim, não teve nada demais, nada de espetacular. O segundo tempo só cozinhou o jogo todo. As alterações mataram qualquer possibilidade de reação.

A falha no primeiro gol mostrou que muitas vezes o zagueiro não é o responsável exclusivo pelos gols sofridos. O sistema defensivo é muito mais que as críticas folclóricas ao Welligton. Hoje, por exemplo, a dupla de zagueiros foi trocada e o time sofreu o mesmo gol, realmente idêntico, ao gol sofrido contra o Cruzeiro.

Luxemburgo quis fazer o mais difícil. Voltou com Willians e Renato, tirando Muralha e Thomás justamente depois de uma brilhante apresentação contra o Cruzeiro. Quis comprovar sua tese que não é responsabilidade dos garotos da base ganhar título, e quem se ferra nessa história é o Flamengo.

Ronaldinho parece já estar em contagem regressiva para suas férias.

Não duvido nada que contra o Figueirense entre com Airton, Willians e Renato pra terminar o melancólico final de Brasileirão.

domingo, 7 de agosto de 2011

15º Rodada do Brasileirão: Vitória com cara de campeão e gol do Jael, o cruel


Uma vitória com cara de campeão. Valorizado ainda pelo bom time do Coritiba que fez uma partida muito correta taticamente e vai tirar ponto de muito time ainda nesse campeonato.

O Flamengo agora chega aos 73.3% de aproveitamento, dorme na liderança, abre 11 pontos do Botafogo, primeiro time que está fora da classificação para a Libertadores, e não leva gol a três partidas.

No primeiro tempo o domínio foi total do Coritiba. Com mais posse de bola, marcação avançada, forçando o Flamengo a dar chutões pra frente e errando muitos passes na saída de bola. Um desastre. Como contra o Cruzeiro, o único lance de perigo foi a cobrança de falta do Renato. O Coritiba apesar do bom volume de jogo teve apenas uma jogada de perigo, no chute do Bill e a grande defesa do Felipe.

Segundo tempo Luxemburgo mudou o esquema, tirou o volante Muralha, colocou Botinelli e recuou Renato. A posse de bola melhorou, a saída de jogo com Renato recuado funcionou, mas o ataque estava pouco inspirado. Deivid conseguiu perder um gol praticamente sem goleiro.

Quando tudo caminhava para o empate, faltando dez minutos Luxemburgo tira Thiago Neves e Deivid e coloca Jael e Diego Maurício. Jael meteu uma na trave, e aos 44 minutos fez de cabeça, depois de um presente no cruzamento na medida de Ronaldinho.

Já é a quarta partida que Ronaldinho decide. Foi no jogo épico contra o Santos, depois contra o Grêmio, quarta contra o Cruzeiro e hoje contra o chato time do Coritiba. Verdade que não fez um grande jogo, mas brigou, lutou, procurou jogo até o final, e foi premiado pelo esforço.

No meio da semana tem Sul-Americana, Luxemburgo deve montar um time misto. E no domingo tem partida fora de casa contra o Figueirense, e o Flamengo terá a volta do Airton, Luiz Antônio e a estréia de Alex Silva.