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terça-feira, 28 de maio de 2019
Abel Braga pede o boné e deixa o Flamengo
Finalmente acabou o tormento Abel Braga no Flamengo.
O treinador, nessa terça-feira, entregou o cargo após se dizer traído. A explicação: a possível procura dos dirigentes Rubro Negros por um novo treinador.
O mesmo Abel Braga, velho de guerra, que acertou tudo com a atual gestão ainda na época da campanha eleitoral da Gávea, que elegeu o presidente Rodolfo Landim, mesmo com Dorival Junior ainda no cargo.
É a desculpa perfeita para uma tentativa de uma saída honrosa, buscando a vitimização, ainda mais por ter as costas largas no meio esportivo.
Em cinco meses de trabalho o que se viu em campo foi sofrível. Mesmo após uma virada sensacional contra o Atlético-PR, a torcida não se iludiu e continuou protestando contra o treinador, no último domingo no Maracanã.
Era perceptível para todos que não teria qualquer evolução durante a Copa América e, mantê-lo mais um dia à frente do time, seria aumentar o desgaste e prejudicar o trabalho do novo treinador, que teria menos dias para corrigir os graves defeitos.
O fato é que Abel teve sorte da diretoria do Flamengo ser tão complacente com os retrocessos dentro de campo e a pura falta de organização tática da equipe. Sem contar as entrevistas, tecendo e reiterando elogios ao estádio Beira Rio e considerando derrotas normais contra Atlético-MG e Internacional. Pareceu que realmente não estava confortável e satisfeito no cargo que ocupava.
Abel retrocedeu o sistema defensivo. O Flamengo só não sofreu gols em 26% das partidas no ano. É a pior média entre os times que disputam o Campeonato Brasileiro. Em 30 jogos, o Flamengo tem o pior desempenho defensivo dos últimos cinco anos. A equipe vinha em uma queda no número total, passando de 24 gols sofridos em 2015, para 23 em 2016, para 21 em 2017 e 18 gols em 2018. Agora são 27 gols em 30 partidas.
Abel retrocedeu a forma de jogar. De uma equipe que tinha força na posse de bola e no controle do jogo, embora muito pouco incisiva, ou arame-liso, transformou-se em um time sem identidade. Quando era reativo, a defesa não segurava a pressão. E quando buscava o jogo, os principais lances de perigo eram de jogadas individuais.
Por outro lado, a diretoria sabia o que queria quando o trouxe: um treinador estilo paizão, para agregar o elenco. Evidentemente que, para isso, teria que colar nos líderes do elenco. Além disso, o ponto positivo, trouxe de volta um Flamengo que briga até o fim, que busca o resultado até o apito final.
Mas a fragilidade defensiva, a pouca compactação e organização demonstrada em campo deixava qualquer torcedor inseguro sobre qual Flamengo entraria em campo.
Mesmo campeão carioca, classificado para as oitavas de final da Libertadores, tendo vencido o primeiro jogo fora de casa das oitavas da Copa do Brasil e a seis (ou três) pontos do líder do Brasileiro, era forte a percepção de que esse time não iria longe, principalmente por sofrer muitos gols em grande quantidade de jogos.
Não há que se falar em fritura ou falta de apoio. Houve declaração pública do BAP e do Cacau Cotta ao Abel. Até soltaram uma nota oficial vergonhosa fez para defendê-lo. O que é bem feito para os dirigentes do Flamengo, que demoraram tanto a tomar uma decisão, que agora são tratados como traidores saíram como os vilões da história.
terça-feira, 21 de maio de 2019
Eis a razão da insegurança do torcedor Rubro Negro: o caos defensivo do Flamengo de Abel Braga
Por que o Flamengo campeão carioca, classificado para as oitavas da Libertadores com a melhor campanha do seu grupo e tendo vencido o primeiro jogo fora de casa pelas oitavas da Copa do Brasil não traz confiança ao torcedor?
A torcida está inquieta porque está desconfiada. Um time que sofre gol todo jogo não passa confiança.
No Brasileiro do ano passado, com apenas um volante de ofício, o Flamengo chegou ao jogo contra o Palmeiras, fora de casa, pela 12ª rodada no empate em 1 x 1, sem sofrer gols há cinco jogos.
Na atual temporada o Rubro Negro é a pior equipe nesse quesito: em apenas 27,5% dos jogos não sofreu gol. Ou: em 29 jogos o time sofreu 25 gols. É apenas o 12º melhor desempenho.
No Brasileirão, já são cinco partidas e em todas sofreu gol. A torcida fica angustiada, porque vê o Palmeiras na liderança com quatro jogos sem ser vazado e sofrendo apenas oito gols em 27 jogos disputados na temporada.
Para o Brasileirão de pontos corridos é catastrófico ter a pior defesa. Nas últimas quatro edições, os campeões foram os elencos que menos sofreram gols.
É claro um retrocesso, principalmente porque no campeonato passado quando foi vice-campeão brasileiro, o Flamengo sofreu apenas 29 gols, três a mais que o campeão Palmeiras. Esse ano já são sete gols em cinco rodadas.
E, bem ou mal, agora conta com o reforço de Rodrigo Caio, bem superior ao decadente Réver.
Não há confiança que não sofra abalo quando o próprio treinador admite e aceita derrotas por jogar fora de casa. Abel Braga repetiu o mesmo discurso nas derrotas contra o Internacional e Atlético-MG: que era normal perder no Beira Rio e Independência.
Nas duas últimas dez edições, em oito o campeão brasileiro foi o time com a melhor campanha atuando como visitante. Então se quiser ser campeão, vai ter que começar a tratar os jogos fora de casa como decisivos sim, tirando a normalidade da derrota. Essa era a promessa de Rodolfo Landim enquanto candidato.
No jogo em Belo Horizonte, o Flamengo jogou com um a mais a segunda etapa inteira. E a equipe não teve capacidade de tirar vantagem. Abel, como tem sido costume, tirou o jogador do passe vertical, empilhou atacantes e fez a equipe cruzar 50 bolas na área mineira.
Fica evidente que o treinador não tem ideia do que fazer para arrumar a defesa e agora tratou de bagunçar o sistema ofensivo. A permanência de Abel Braga é insustentável. Problema que ele tem muitos amigos na imprensa esportiva, é muito querido no meio do futebol e as críticas são praticamente nulas.
O ex-jogador Júnior, atual comentarista, chegou a comentar que Arrascaeta e Gabigol não estavam nos planos do Abel, que os dois caíram no colo, como se fosse um fardo que agora o treinador precisa carregar. Dureza! É bom perguntar antes se vai querer o Rafinha pra lateral direita. Vai que prefere Rodinei e Pará.
Ano passado o Palmeiras estava a oito pontos do Flamengo quando demitiram o Roger, mesmo sendo o líder da primeira fase da Libertadores, e terminaram com oito pontos de frente graças à demora na saída do Barbieri e a vinda do Dorival.
Quando mais tempo Abel demorar a sair, mais difícil será de reorganizar a bagunça.
quarta-feira, 3 de abril de 2019
Mesmo com talentos individuais, Flamengo constrói seu ataques em jogadas coletivas
O excelente Footstats fez uma análise sobre a coletividade dos 20 principais times de futebol do Brasil. O vídeo completo está aqui.
No primeiro gráfico mostra a quantidade de gols oriundas de assistências, em jogadas trabalhadas. Não conta gol de falta ou em jogadas individuais, por exemplo.
Mesmo tendo grandes talentos, jogadores que podem desequilibrar uma partida de forma individual, dos 32 gols do Flamengo, 26 foram originados em assistências. Ou seja: 81% dos gols Rubro Negros foram em jogadas com a participação de mais de um atleta, mostrando a força da coletividade.
Confira:
Um exemplo é que dos 28 gols marcados pelo Rubro Negro no Carioca, 27 foram de dentro da área. O gol do Renê contra o Fluminense foi o único fora desse conceito. Na Libertadores, os quatro gols do time da Gávea foram marcados dentro da área.
Em termos de finalização, o Flamengo novamente demonstra força coletiva: é a segunda equipe que mais constrói jogadas em suas finalizações, só perdendo para o Cruzeiro, embora tenha média de incríveis 16,1 finalizações por partida, a melhor de todo o Brasil.
No primeiro gráfico mostra a quantidade de gols oriundas de assistências, em jogadas trabalhadas. Não conta gol de falta ou em jogadas individuais, por exemplo.
Mesmo tendo grandes talentos, jogadores que podem desequilibrar uma partida de forma individual, dos 32 gols do Flamengo, 26 foram originados em assistências. Ou seja: 81% dos gols Rubro Negros foram em jogadas com a participação de mais de um atleta, mostrando a força da coletividade.
Confira:
Um exemplo é que dos 28 gols marcados pelo Rubro Negro no Carioca, 27 foram de dentro da área. O gol do Renê contra o Fluminense foi o único fora desse conceito. Na Libertadores, os quatro gols do time da Gávea foram marcados dentro da área.
Em termos de finalização, o Flamengo novamente demonstra força coletiva: é a segunda equipe que mais constrói jogadas em suas finalizações, só perdendo para o Cruzeiro, embora tenha média de incríveis 16,1 finalizações por partida, a melhor de todo o Brasil.
segunda-feira, 18 de março de 2019
Arrascaeta, desprezado por Abel, lidera em assistência para finalização no Carioca
Um dos méritos de Abel na condução dos trabalhos foi ter colocado em prática o que a torcida sempre exigiu: alternar time titular x reserva e priorizar a Libertadores.
No entanto, o erro imperdoável do treinador foi não ter insistido com Arrascaeta.
Vejamos esses números:
Com as quatro assistências para finalização do uruguaio no sábado contra o Volta Redonda, com um Flamengo praticamente formado por jogadores do time C ao seu lado (Vitinho e Berrío seriam os reservas de fato) sem qualquer entrosamento, o uruguaio chegou à marca de 24 assistências para finalização em oito jogos, e lidera nesse quesito no campeonato carioca:
É incrível como Abel desprezou o Arrascaeta, sempre o colocando em times reservas ou com terceiras opções. E nem é por ter sido a maior contratação da história, mas simplesmente por perder a chance de ter um jogador raro no futebol brasileiro em campo.
Qual técnico não gostaria de ter em seu time um meia que distribui passes verticais, que consagra seus atacantes, que quebra a defesa adversária com toques de primeira, com inteligência?
A notícia ruim é que Arrascaeta estará servindo à seleção uruguaia e ficará de fora do jogo contra o Madureira nessa terça-feira e Fluminense no final de semana. O Uruguai jogará na China contra o Uzbequistão e, caso vença, o ganhador de China e Tailândia.
sexta-feira, 8 de março de 2019
Flamengo com time misto para enfrentar o Vasco
Após a vitória no morro de Oruro e já visando a partida contra o LDU na próxima quarta-feira, Abel Braga entrará em campo para o clássico contra o Vasco com um time misto.
Nos treinos da semana, a equipe que entrou em campo foi: César, Rodinei, Thuler, Hugo Moura e Trauco; Piris e Ronaldo; Vitinho, Arrascaeta e Éverton Ribeiro; Vítor Gabriel.
A zaga é problema. Com Rhodolfo constantemente machucado, Abel terá que improvisar o volante Hugo Moura ao lado do Thuler. Aliás, era o próprio Moura que era o reserva na partida contra o San José pela Libertadores. É preciso corrigir com urgência a falta de zagueiros.
Será uma temporada onde o Flamengo usará bastante os reservas, e será preciso exigir resultado e competitividade. Reservas que não se acomodem, mas briguem por uma vaga no time titular. Essa será a chave para o sucesso na temporada.
É um time suficiente para vencer, entretanto, os times mistos do Flamengo geralmente costumam ter pouco ritmo de jogo e atuações ruins.
Será importante também para ver Arrascaeta jogando na sua posição, alternando com Vitinho na esquerda e não sendo o responsável pela saída de bola. Tendo o Éverton Ribeiro na direita.
A ver como o time se comporta, se entrará com espírito de final de copa do mundo ou como se fosse apenas mais um amistoso, o que será um grande equívoco.
Nos treinos da semana, a equipe que entrou em campo foi: César, Rodinei, Thuler, Hugo Moura e Trauco; Piris e Ronaldo; Vitinho, Arrascaeta e Éverton Ribeiro; Vítor Gabriel.
A zaga é problema. Com Rhodolfo constantemente machucado, Abel terá que improvisar o volante Hugo Moura ao lado do Thuler. Aliás, era o próprio Moura que era o reserva na partida contra o San José pela Libertadores. É preciso corrigir com urgência a falta de zagueiros.
Será uma temporada onde o Flamengo usará bastante os reservas, e será preciso exigir resultado e competitividade. Reservas que não se acomodem, mas briguem por uma vaga no time titular. Essa será a chave para o sucesso na temporada.
É um time suficiente para vencer, entretanto, os times mistos do Flamengo geralmente costumam ter pouco ritmo de jogo e atuações ruins.
Será importante também para ver Arrascaeta jogando na sua posição, alternando com Vitinho na esquerda e não sendo o responsável pela saída de bola. Tendo o Éverton Ribeiro na direita.
A ver como o time se comporta, se entrará com espírito de final de copa do mundo ou como se fosse apenas mais um amistoso, o que será um grande equívoco.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
A expectativa para a estreia na Libertadores: Um Flamengo com mais cara individual do que coletiva
O mês de março chegou e com ele iniciam os principais objetivos da temporada. Logo na terça-feira de carnaval a equipe estará em Oruru, na Bolívia, para estrear na Libertadores contra o San José, a 3.700 m de altitude.
No último jogo preparatório do ano, uma vitória contra a Portuguesa por 3 x 1. O placar poderia ter sido maior, tamanha as chances criadas e desperdiçadas e tamanha a fraqueza adversário, que só havia feito um gol no campeonato carioca.
No entanto, o Flamengo ainda segue sem apresentar uma evolução em termos de organização. É um punhado de ótimos jogadores, de grandes talentos individuais, mas não há um entendimento claro do que pensa Abel Braga.
Pode até parecer contraditório: porque um time que cria tantas chances de gols, ainda é uma incógnita do que esperar na estreia da Libertadores?
Nesse começo de temporada, o Flamengo apresentou problemas na saída de bola, dificuldade quando a marcação avança (exemplo do clássico contra o Fluminense) e o foco muito no talento individual. Não é ainda um time que a torcida sabe o que esperar em campo. Mas que acredita e torce por um passe vertical do Arrascaeta, por um jogada individual do Bruno Henrique e por um acerto na finalização do Gabigol. Ou por uma bola na área diante de um adversário totalmente fechado.
Abel Braga atrapalha a evolução da equipe quando escala Arrascaeta pela direita, e não pela esquerda. Sendo que pode muito bem puxar Bruno Henrique para a direita, ou seja, tem opções, não precisa improvisar.
É um sério problema também não ter quem faça a ligação defesa e ataque. Para ser mais claro: não tem segundo volante. Quem jogar ali será improvisado. A equipe se divide em duas. Daí a percepção falsa que muitos tem, inclusive o treinador, de que Arão é o jogador responsável por entregar esse equilíbrio, de ser esse homem que liga os dois pólos. No entanto, na prática, o que se vê é o volante jogando avançado, que não ajuda na saída de bola e não atua como o homem surpresa lá na área adversária.
Para completar as notícias negativas, é preocupante sofrer gols em tantos jogos. Nesse estadual, contra equipes semi-amadoras, o Flamengo só não sofreu gol contra o Cabofriense. Verdade que tem muito de falta de concentração. Nos dois últimos jogos sofreu o gol com 3 x 0 no placar. Sem falar das bobeadas do Arrascaeta - que vai ficar marcado pelos adversários que estudarem a equipe.
De positivo, ver que Gabigol e Bruno Henrique encarnaram de vez o que é jogar no Flamengo é um grande alívio Não sentiram o peso do manto e estão resolvendo lá na frente. São os dois titulares absolutos e decisivos, que a equipe tanto precisou em outros anos.
Serão três jogos na sequência: San José na terça, Vasco no sábado e depois LDU na quarta no Maracanã.
A ver como o time se comporta no momento que a temporada começa pra valer.
domingo, 13 de janeiro de 2019
Postura diferente: mesmo com conquista, Abel Braga reclama do time do segundo tempo
Mesmo com o título, Abel Braga não economizou reclamações com a postura e falta de competitividade dos titulares no segundo tempo, e colocou a conquista na conta dos reservas:
Outro ponto reiterado em coletiva, foi sobre a utilização de todo elenco durante a temporada. Ou seja, não terá time titular todos os jogos em todas as competições, como fez o Flamengo erradamente no ano passado. Por isso a importância de ter um numeroso plantel:
E por fim, a busca por mais um zagueiro:
"Quem ganhou esse título foi o time da primeira parte, que não tive coletivo e foi competitivo. O time considerado titular, não sei se por ter um a mais, não foi assim. E botei a boca neles. Não achem que não. Tentaram as jogadas mais difíceis".
Outro ponto reiterado em coletiva, foi sobre a utilização de todo elenco durante a temporada. Ou seja, não terá time titular todos os jogos em todas as competições, como fez o Flamengo erradamente no ano passado. Por isso a importância de ter um numeroso plantel:
"Temos que copiar o que dá certo. E vamos fazer como o Palmeiras fez ano passado e equilibrado o plantel. Não dá para jogar quarta e domingo, quarta e domingo".
E por fim, a busca por mais um zagueiro:
"Esperamos mais um zagueiro. Nao sei como vai ser. Qual treinador não quer um Dedé? Um Kanneman? O Rodrigo mostrou porque foi contratado. Ele corta fazendo passe. Continuamos esperando. Não podemos ser time de índio, só para frente. Temos que ter tranquilidade."
quarta-feira, 2 de janeiro de 2019
Abel Braga é apresentado e alinha discurso com a nova diretoria
Na apresentação de Abel Braga como treinador do Flamengo, um discurso alinhado com a proposta da nova diretoria.
Após 15 anos, o treinador retorna à Gávea empolgado, com fome por títulos e da necessidade de se criar uma nova identidade entre equipe e torcida.
Outro ponto que fica evidente é quando Abel diz que não é normal ter tanto favoritismo e falhar na hora de vencer: "Vamos ter que descobrir. Vou tentar", disse. Claramente um dos sintomas apontados pela nova diretoria, diante de tantos fracassos nas últimas temporadas nos momentos cruciais e jogos decisivos.
O Flamengo se cerca de profissionais que buscam encontrar aquilo que é invisível, o detalhe que faltou para a conquista de títulos.
Um dos erros cometido ano passado foi no miolo da temporada, em agosto / setembro, ter encarado a maratona de jogos em três competições com o time titular - e fracassado em todas.
Abel saiu do senso comum de que entra pra vencer todas as competições (na teoria é lindo), e colocou os pingos nos is: "Estrategicamente foi cometido um erro em 2018 quando se colocou uma equipe titular em todos os campeonatos. Não suporta. Ninguém prepara um time para 80 jogos. Nesse início de repente não vai ter um time titular. Vamos ter que rodar. Senão não tem treino".
Na entrevista, fugiu do tatiquês e palavras rebuscadas para dar ar de moderno e estudioso dos jovens treinadores. Por outro lado, não demonstrou ter mentalidade atrasada e distante do futebol moderno praticado. Abel não seria o meu treinador, mas foi uma opção segura e visando resultado rápidos. É compreensivo que, após cinco anos sem levar um troféu relevante e depois de uma campanha baseada em promessas por títulos, a opção mais pragmática tenha sido adotada. Da mesma forma está acontecendo agora, na busca por reforços: todos experientes, titulares e campeões em seus clubes. É coerente.
Dentro de campo, ainda disse que gosta de jogar no 4-3-3 ou, 4-1-4-1. Por isso o Flamengo vai precisar de jogadores para as pontas. Hoje o elenco conta com Vitinho, Berrío e Éverton Ribeiro. Este último ainda é dúvida pois, com a saída do Paquetá e possivelmente do Diego, pode ser que venha a ser deslocado para o meio de campo. Aí o time precisaria de mais três reforços para a posição.
sexta-feira, 14 de dezembro de 2018
Na ânsia e pressa por títulos, a escolha por Abel Braga e não Sampaoli
Em 2015, a então chapa verde, hoje chapa roxa, tinha como trunfo eleitoral a contratação de Jorge Sampaoli, então no auge, valorizado, com brilhantes e encantadores trabalhos no Universidad do Chile e recém campeão da Copa América pela seleção chilena.
Três anos depois, agora em baixa, após uma passagem no Sevilla e um fracasso retumbante na seleção argentina, Sampaoli foi ignorado pelo mesmo grupo que, agora, venceu a eleição no Flamengo.
Renato Gaúcho e Abel Braga eram as primeiras opções de Rodolfo Landim para ser o treinador.
O próprio Santos tinha Abel Braga como favorito. Porém, com a concorrência Rubro Negra, apostou em Sampaoli. Sem qualquer novela ou concorrência pesada, e com salário razoável, o chileno acertou com a equipe santista por dois anos de contrato.
O Flamengo atual, ansioso e necessitado de títulos, cuja seca já dura longos cinco anos, apostou no mais conservador e pragmático possível. A escolha por Abel levou-se em conta muito mais sua experiência no comando, no trato com os jogadores no vestiário, do que uma preferência ou encaixe do seu estilo e forma de jogar.
Não considero Abel um retranqueiro clássico, de jogar com duas linhas de quatro na defesa. Ano passado, o Fluminense foi o terceiro time do país que mais marcou gols, ficando atrás apenas de Palmeiras e Flamengo. Evidente que com as baixas, o tricolor virou um arremedo de equipe, sem condições de praticar algum jogo propositivo.
A vocação do Flamengo é o jogo ofensivo, a impetuosidade, a troca de passes, o que foi muito confundido nos últimos anos por posse de bola infrutífera, sem qualquer força ofensiva, especialmente por Zé Ricardo e Maurício Barbieri. Dorival Jr conseguiu aliar posse com gols, mas já era tarde pra buscar o título.
O que encaixaria perfeitamente no estilo de jogo de Sampaoli. No entanto, basicamente, a escolha pelo chileno exigiria tempo para implantar sua forma de atuar e convicção no trabalho realizado. Já com Abel a expectativa é por resultado mais imediato, por já conhecer o ambiente, os jogadores e a cultura por aqui.
Evidente que pode dar certo, até acredito que dará, principalmente pela força do elenco que deverá ser montado e pela vontade de novo treinador Rubro Negro em conquistar títulos, mas é inexplicável ao ter duas opções de escolha, terem preterindo Sampaoli.
Três anos depois, agora em baixa, após uma passagem no Sevilla e um fracasso retumbante na seleção argentina, Sampaoli foi ignorado pelo mesmo grupo que, agora, venceu a eleição no Flamengo.
Renato Gaúcho e Abel Braga eram as primeiras opções de Rodolfo Landim para ser o treinador.
O próprio Santos tinha Abel Braga como favorito. Porém, com a concorrência Rubro Negra, apostou em Sampaoli. Sem qualquer novela ou concorrência pesada, e com salário razoável, o chileno acertou com a equipe santista por dois anos de contrato.
O Flamengo atual, ansioso e necessitado de títulos, cuja seca já dura longos cinco anos, apostou no mais conservador e pragmático possível. A escolha por Abel levou-se em conta muito mais sua experiência no comando, no trato com os jogadores no vestiário, do que uma preferência ou encaixe do seu estilo e forma de jogar.
Não considero Abel um retranqueiro clássico, de jogar com duas linhas de quatro na defesa. Ano passado, o Fluminense foi o terceiro time do país que mais marcou gols, ficando atrás apenas de Palmeiras e Flamengo. Evidente que com as baixas, o tricolor virou um arremedo de equipe, sem condições de praticar algum jogo propositivo.
A vocação do Flamengo é o jogo ofensivo, a impetuosidade, a troca de passes, o que foi muito confundido nos últimos anos por posse de bola infrutífera, sem qualquer força ofensiva, especialmente por Zé Ricardo e Maurício Barbieri. Dorival Jr conseguiu aliar posse com gols, mas já era tarde pra buscar o título.
O que encaixaria perfeitamente no estilo de jogo de Sampaoli. No entanto, basicamente, a escolha pelo chileno exigiria tempo para implantar sua forma de atuar e convicção no trabalho realizado. Já com Abel a expectativa é por resultado mais imediato, por já conhecer o ambiente, os jogadores e a cultura por aqui.
Evidente que pode dar certo, até acredito que dará, principalmente pela força do elenco que deverá ser montado e pela vontade de novo treinador Rubro Negro em conquistar títulos, mas é inexplicável ao ter duas opções de escolha, terem preterindo Sampaoli.
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