Após três anos sem levantar um título, um mísero turno de carioca, a torcida finalmente voltou a soltar o grito de campeão.
Nesse domingo, o Rubro Negro venceu novamente o Fluminense, dessa vez por 2 x 1, e garantiu o trigésimo quarto título estadual, sem perder nenhum jogo, contra trinta e um do Fluminense.
Um Fluminense que era considerado, e até de forma justa, a equipe mais bem montada, dona do melhor ataque e de um futebol envolvente, que joga pra cima dos adversários, com laterais que ajudam na saída de bola e seus atacantes chegam com velocidade.
A equipe tricolor teve duas semanas livres antes das finais. Já o Flamengo foi para duas batalhas duríssimas nas últimas quartas feiras. Méritos da preparação física da turma da Gávea. Foi inegável o preparo do Rubro Negro, principalmente por ter buscado o resultado no segundo tempo na quarta-feira e neste domingo. Destaque também para a força psicológica da equipe, que começa a entender que são capazes de muito mais e sair de situações adversas.
Após ter levado um baile tático do Zé Ricardo, Abel Braga teve a semana para pensar na estratégia que colocaria em prática no domingo. Não tinha muito mistério: era partir pra cima desde o começo, semelhante aos 15 minutos iniciais do segundo tempo do primeiro jogo. O problema é que agora a defesa Rubro Negra não aguentou a pressão e, logo com três minutos, sofreu o gol e deixou a decisão indefinida.
Novamente a zaga da Gávea toma gol de cabeça. Nas últimas quatro partidas sofreu quatro gols, sendo três de bola pelo alto: Atlético Paranaense, Universidad Católica e Fluminense.
O gol inicial quebrou a estratégia e principalmente tirou espaço que o Berrío teria para partir para cima do tricolor.
O Flamengo acalmou do seu jeito: trocando passes, chegando a ter mais de 70% de posse de bola. Porém, de perigo mesmo só teve o chute do Éverton aos 30 minutos.
A equipe tricolor só chegava com perigo nos cruzamentos e não conseguiu acertar uma escapada em velocidade, a não ser no último minuto. Vaz salvou.
No começo do segundo tempo o Fluminense voltou melhor e criou boas chances. Acertou as jogadas em velocidade e por detalhes não ampliou. Zé Ricardo precisou mudar: tirou Berrío e colocou Gabriel. Mas a substituição que novamente resolveu foi a entrada do Rodinei no lugar do Trauco. O time ficou mais incisivo, porém o gol não saía.
Coube a Guerrero, que chutou apenas quatro vezes, número pequeno se comparados aos incríveis 14 contra o Católica pela Libertadores, fazer o gol que empataria a partida e faria o Flamengo campeão, quando tudo se encaminhava pra decisão por pênaltis.
Em sua melhor fase, o peruano vive seu melhor momento na Gávea e, justamente aí, conquista seu primeiro título com o Manto Rubro Negro. Sensacional!
Os quase 70 mil torcedores no Maracanã ainda viram a arrancada de Rodinei para virar a partida e liquidar a fatura.
É um título que pode virar prêmio de consolação se não ganhar mais nada na temporada, porém pode fazer parte de uma tríplice coroa lá no final do ano. Mais do que isso, é um título importante demais para Zé Ricardo, que viveu uma fase de grande instabilidade no meio do Carioca. Quando parecia que tudo iria naufragar com a contusão do Diego, vem conseguindo uma sequência excepcional nessa reta final. Nas últimas seis partidas são cinco vitórias e apenas uma derrota, e tendo jogador melhor.
Com o surgimento de jogadores como o Renê, Rodinei e o Márcio Araújo.
Importante também para coroar a ótima fase do Guerrero e, principalmente, para encher de confiança o elenco Rubro Negro.































