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segunda-feira, 8 de maio de 2017

Estadual 2017: Flamengo 2 x 1 Fluminense - CAMPEÃO ESTADUAL


Após três anos sem levantar um título, um mísero turno de carioca, a torcida finalmente voltou a soltar o grito de campeão.

Nesse domingo, o Rubro Negro venceu novamente o Fluminense, dessa vez por 2 x 1, e garantiu o trigésimo quarto título estadual, sem perder nenhum jogo, contra trinta e um do Fluminense.

Um Fluminense que era considerado, e até de forma justa, a equipe mais bem montada, dona do melhor ataque e de um futebol envolvente, que joga pra cima dos adversários, com laterais que ajudam na saída de bola e seus atacantes chegam com velocidade.

A equipe tricolor teve duas semanas livres antes das finais.  Já o Flamengo foi para duas batalhas duríssimas nas últimas quartas feiras. Méritos da preparação física da turma da Gávea. Foi inegável o preparo do Rubro Negro, principalmente por ter buscado o resultado no segundo tempo na quarta-feira e neste domingo. Destaque também para a força psicológica da equipe, que começa a entender que são capazes de muito mais e sair de situações adversas.

Após ter levado um baile tático do Zé Ricardo, Abel Braga teve a semana para pensar na estratégia que colocaria em prática no domingo. Não tinha muito mistério: era partir pra cima desde o começo, semelhante aos 15 minutos iniciais do segundo tempo do primeiro jogo. O problema é que agora a defesa Rubro Negra não aguentou a pressão e, logo com três minutos, sofreu o gol e deixou a decisão indefinida.

Novamente a zaga da Gávea toma gol de cabeça. Nas últimas quatro partidas sofreu quatro gols, sendo três de bola pelo alto: Atlético Paranaense, Universidad Católica e Fluminense.

O gol inicial quebrou a estratégia e principalmente tirou espaço que o Berrío teria para partir para cima do tricolor.

O Flamengo acalmou do seu jeito: trocando passes, chegando a ter mais de 70% de posse de bola. Porém, de perigo mesmo só teve o chute do Éverton aos 30 minutos.

A equipe tricolor só chegava com perigo nos cruzamentos e não conseguiu acertar uma escapada em velocidade, a não ser no último minuto. Vaz salvou.

No começo do segundo tempo o Fluminense voltou melhor e criou boas chances. Acertou as jogadas em velocidade e por detalhes não ampliou. Zé Ricardo precisou mudar: tirou Berrío e colocou Gabriel. Mas a substituição que novamente resolveu foi a entrada do Rodinei no lugar do Trauco. O time ficou mais incisivo, porém o gol não saía.

Coube a Guerrero, que chutou apenas quatro vezes, número pequeno se comparados aos incríveis 14 contra o Católica pela Libertadores, fazer o gol que empataria a partida e faria o Flamengo campeão, quando tudo se encaminhava pra decisão por pênaltis.

Em sua melhor fase, o peruano vive seu melhor momento na Gávea e, justamente aí, conquista seu primeiro título com o Manto Rubro Negro. Sensacional!

Os quase 70 mil torcedores no Maracanã ainda viram a arrancada de Rodinei para virar a partida e liquidar a fatura.

É um título que pode virar prêmio de consolação se não ganhar mais nada na temporada, porém pode fazer parte de uma tríplice coroa lá no final do ano. Mais do que isso, é um título importante demais para Zé Ricardo, que viveu uma fase de grande instabilidade no meio do Carioca. Quando parecia que tudo iria naufragar com a contusão do Diego, vem conseguindo uma sequência excepcional nessa reta final. Nas últimas seis partidas são cinco vitórias e apenas uma derrota, e tendo jogador melhor.

Com o surgimento de jogadores como o Renê, Rodinei e o Márcio Araújo.

Importante também para coroar a ótima fase do Guerrero e, principalmente, para encher de confiança o elenco Rubro Negro.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Estadual 2017: Flamengo 1 x 0 Fluminense


No primeiro jogo da final do Estadual, o Flamengo teve uma bela atuação e venceu o Fluminense por 1 x 0. Resultado que saiu barato para a equipe das Laranjeiras, reforçando a dificuldade Rubro Negra em definir com mais tranquilidade seus jogos.

O Flamengo vinha de uma sequência de quatro empates, porém, depois do 0 x 0 na semifinal da Taça Rio contra o Vasco, a equipe apresentou boas partidas: CAP, Botafogo, CAP e Fluminense com um total de 59 finalizações, média de 14 por jogo, sendo que nas duas últimas partidas foram 36 finalizações. Entretanto, foram apenas seis gols nesses quatro jogos. Falta letalidade, falta quem decida nesse tanto volume de finalização.

Nesse domingo, Abel confessou que se surpreendeu pela postura Rubro Negra, pois, pelo fato do Flamengo ter atuado no meio da semana, fora de casa e pela Libertadores, achou que as duas equipes começariam se estudando, sem agressividade, até por se tratar de uma decisão em 180 minutos.

Zé Ricardo, sem seu principal jogador, sem o dono do meio de campo, preparou diversas armadilhas para neutralizar o adversário, anulando o melhor ataque do país e a correria tricolor.

Éverton e Berrío pelas pontas inibiram os avanços de Wellington Silva e Richarlison. Com a marcação avançada, pressionou a saída de bola do tricolor. Com os três volantes embolou o meio de campo.

Foi um amplo domínio, pouco chutão e boas triangulações. E não foi uma posse de bola infrutífera, mas de boas chegadas ao ataque, porém, sem conseguir o gol, que saiu justamente nessa pressão do Éverton, após falha do Renato Chaves.

A única jogada de perigo do tricolor, foi nas costas do Pará, pois Berrío não acompanhou e Vaz fez bom corte.

Sem Diego, Guerrero continua sendo o dono do meio de campo, do ataque, da função de pivô. É inacreditável o domínio e categoria do peruano, que mata no peito qualquer chutão que recebe.

Éverton jogou no sacrifício, revelou que só entrou em campo na base da infiltração, e foi decisivo para a vitória, não só pelo gol, mas pela atuação na extremidade do campo, auxiliando na marcação e sendo agudo no ataque. Bem diferente do Gabriel, por exemplo. É uma situação que preocupa, pois Éverton não tem reserva.

No segundo tempo o Fluminense voltou para o tradicional abafa. Mas o Flamengo forçou o tricolor a mudar sua postura tradicional de jogo, e passou a erguer bolas na área e buscar faltas para tentar chegar à área Rubro Negra, além dos escanteios. Coisa até então incomum pelas Laranjeiras. Méritos para Zé Ricardo.

Méritos também para Réver e Vaz, que cortaram todos os cruzamentos de forma impecável. Após 15 minutos de pressão, que incluiu uma bola na trave, após desvio do Vaz, o Flamengo procurou esfriar o jogo, ficar mais tempo com a posse de bola, porém sem abdicar ao ataque.

E poderia ter marcando o segundo, o terceiro se tivesse mais capricho no ataque. Cavalieri fez duas ótimas defesas em chutes de Guerrero e Mancuello, Éverton e Berrío falharam em alguns contra-ataques e Matheus Sávio desperdiçou a última bola.

O Fluminense conseguiu emplacar apenas um contra-ataque, após escanteio Rubro Negro. O que não pode acontecer novamente.

Vão pensando os tricolores que só perderam pela falha do zagueiro. O gol só saiu pela falha sim, mas justamente pela marcação avançada, pela postura de vencedor que o Flamengo se portou desde o começo.

O Fluminense teve a semana livre, jogou com reservas pela Primeira Liga, e terá novamente outra semana para se preparar para a final.

Já o Flamengo cumpriu seu primeiro objetivo da semana. Quarta é garantir a classificação para a próxima fase da Libertadores e no domingo levantar o troféu de campeão carioca.

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Estadual 2017: Flamengo 2 x 1 Botafogo


O Flamengo garantiu vaga na final do Estadual ao derrotar o Botafogo por 2 x 1, neste domingo, no Maracanã.

Na grande final em dois jogos o adversário será o Fluminense, os dois melhores times desse campeonato.

Diante de um adversário bem armado pelo Jair Ventura, o Flamengo anulou a principal força do alvinegro, que permite o adversário ficar com a bola e procura na velocidade acertar seus contra golpes.

Zé Ricardo armou a equipe novamente com três volantes e, à exemplo da partida contra o Universidad Católica, o time respondeu bem outra vez. Jogar com três zagueiros ou três volantes não significa retranca, da mesma forma que com três atacantes não é sinônimo de ofensividade.

No primeiro jogo pós-Diego, o técnico Rubro Negro buscou alternativas, já pensando no confronto contra o CAP, fora de casa, pela Libertadores: Márcio Araújo de primeiro volante, e quatro homens na frente: Gabriel e Arão pela direita, Rômulo e Éverton pela esquerda.

Tendo o empate como vantagem, o Flamengo tomava as rédeas da partida e fechava os espaços para impedir os contra-ataques do adversário.

Destaca-se o surpreendente jogo vertical do Márcio Araújo, imprimindo velocidade, e o uso praticamente zero do chutão. E Trauco, sendo muito importante na saída de bola. Aliás, Vaz jogou de forma séria, sem firulas, sem se achar o super craque da zaga. E foi bem.

Evidente que sem Diego perde-se o passe vertical, o chute de longa distância e a força na transição defesa-ataque. Mesmo assim o Flamengo ficou mais perto da área do Botafogo, teve algumas chances e poderia ter inaugurado o placar no primeiro tempo.

Os três volantes, que na prática vira apenas um, é sistema que pode ser moldado, pois, por mais que Arão e Rômulo sejam volantes que sabem o que fazer com a bola, o segundo, principalmente, não tem característica de jogar mais avançado.

No segundo tempo Gabriel centralizou seu jogo e o time fluiu com mais clareza. Escalando o Ederson, mais perto da área, ou até mesmo o Paquetá, o time pode ter atuação ainda melhor.

Mesmo após um bom tempo parado, Éverton continua sendo peça fundamental deste Flamengo. O problema é que não tem substituto.

E o que falar de Guerrero, que assumiu a função de principal jogador e tomou conta do ataque? Fez o importante papel de pivô, abrindo espaço para as chegadas de Gabriel e Éverton. Marcou dois gols, poderia ter matado a partida ao receber ótimo passe de Berrío. Foram cinco finalizações e quatro assistências. Pelo Carioca são nove gols em nove jogos. Na temporada, são 10 gols em 13 partidas, sem contar as brilhantes atuações que todo mundo via na seleção peruana e agora estão acontecendo na Gávea.

Com o placar de 2 x 0, Zé Ricardo tirou Rômulo e Éverton e colocou Trauco avançado, Renê na lateral e Berrío aberto na direita.

O Botafogo veio para o abafa. E conseguiu seu único gol na bobeira de Réver e Muralha, e somente por isso.

Agora começa a maratona. O foco é o jogo de quarta pela Libertadores!

quinta-feira, 20 de abril de 2017

A maratona do Flamengo: 10 jogos em 30 dias. E sem o Diego

O Flamengo se prepara para encarar a pior sequência de jogos na temporada sem seu principal jogador: Diego.

Com a definição do Atlético-GO como adversário nas oitavas de final da Copa do Brasil, o time já tem definido os confrontos de 10 jogos em 30 dias.

  • 23/04: Botafogo, semifinal do Estadual
  • 26/04: CAP, Libertadores - Curitiba
  • 30/04: Final do Estadual
  • 03/05: U. Católica, Libertadores - Rio de Janeiro
  • 07/05: Final do Estadual
  • 10/05: Atlético-GO, ida da Copa do Brasil - Rio de Janeiro
  • 13/05: Atlético-MG, primeira rodada do Brasileiro - Rio de Janeiro
  • 17/05: San Lorenzo, Libertadores - Fora de casa
  • 20/05: Atlético-GO, segunda rodada do Brasileiro - Fora de casa
  • 24/05: Atlético-GO, volta da Copa do Brasil - Fora de casa

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Clubes do Rio pagam para jogar a semifinal da Taça Rio. Ferj leva pra casa quase R$ 100 mil

Mesmo com um público de mais de 20 mil torcedores, Flamengo e Vasco amargaram prejuízos após a semifinal da Taça Rio no sábado.

Cada clube teve que pagar mais de R$ 210 mil para entrar em campo.

O preço Maracanã segue altíssimo. O aluguel do estádio foi de R$ 375 mil, porém os custos operacionais, que deveriam ficar a cargo da concessionária, foram de absurdos R$ 612 mil, mesmo com os setores leste superior e oeste fechados.

Ainda causa estranheza nesse custo operacional se comparado ao jogo contra o San Lorenzo, com todos os ingressos vendidos na estreia da Libertadores, que resultou em um gasto de R$ 429 mil.

Após criar esse regulamento bizarro, a FERJ levou sua bolada pra casa de R$ 87 mil.

Na outra semifinal, Fluminense e Botafogo tiveram de pagar R$ 168 mil para entrar em campo. A FERJ ganhou R$ 12 mil.



sábado, 8 de abril de 2017

Estadual 2017: Flamengo 0 x 0 Vasco


O Flamengo não passou de um empate sem gols contra o Vasco, está fora da decisão da Taça Rio, não vai ganhar nenhum dos dois turnos (são três anos sem títulos), porém, pode ser, incrivelmente, campeão carioca. É o regulamento da FERJ.

Já são quatro partidas sem vencer - três clássicos, com quatro empates. Semelhante à reta final do campeonato brasileiro, quando o Flamengo passou por imensas dificuldades e perdeu a disputa com o Palmeiras.

Não é por acaso que muita gente acha que a forma (desgastada) da equipe jogar continua semelhante ao final da temporada passada.

O primeiro tempo contra o Vasco foi horroroso: muitas faltas, poucas jogadas de perigo e sem agressividade no ataque.

Zé Ricardo novamente tentou Mancuello pela direita, de forma inócua. O argentino não ajudou na marcação e muito menos no ataque. Não encostava no Guerrero e nem caía pelo meio. Nenhum dos goleiros fez uma única defesa. Sem o Vaz, que virou referência em saída de bola (!!!), o Flamengo enfrentou dificuldades e o Vasco tentou aproveitar desses erros.

Diego se desdobrava: foi volante, meia e atacante. Voltava para fazer a transição, buscava o passe mais qualificado na vertical, porém só foi feliz nos minutos finais, quando Arão entrou livre pela direita.

Mapa de calor do Diego: presente em todo o campo (Via Footstats)

O Flamengo voltou mais ligado e disposto a decidir o jogo logo no começo do segundo tempo. Na primeira jogada, Gabriel chutou fraco. Com a marcação avançada, o Rubro Negro encurralava o Vasco na defesa. Guerrero encontrou liberdade na entrada da área e fez Martin Silva fazer grande defesa. Arão teve chance de marcar seu terceiro gol seguido de cabeça, mas cabeceou fraco em cima do goleiro. Rodinei também chutou de fora e quase marca.

Parecia que o gol seria questão de tempo. Zé Ricardo finalmente tirou o argentino para entrada do Berrío, visando aumentar a pressão. Foram criadas algumas boas jogadas com o Rodinei pela direita, mas aos poucos o Vasco foi esfriando a quentura da Gávea.

A melhor notícia da noite foi a boa atuação da dupla Réver e Donati, que ganharam todas. Foram firmes no desarmes e nas bolas aéreas. 

Réver é junto do Diego e Guerrero o jogador mais importante e regular desse time. Seu contrato se encerra em junho, torcemos para que não deixem o zagueiro escapar.

Márcio Araújo foi melhor do que Arão, que segue como titular absoluto de forma inexplicável. Entretanto, fica evidente que o futebol do Flamengo passou a declinar com a saída do Rômulo. 

O Flamengo chega ao jogo decisivo contra o Atlético Paranaense organizado defensivamente, mas pobre e previsível no ataque. Para quarta-feira não pode acontecer o quinto empate seguido. 

Por jogar com os pontas, o time sofre pelo desempenho ruim destes. Não há um driblador, um que tenha bom chute, só velocistas. Acredito em melhoras apenas com Vinicius Jr, Lincoln, e ainda com Conca e Ederson, para a segunda fase da Libertadores e o Brasileiro.

Sem isso, o ataque dependerá muito de habilidades individuais de Diego e Guerrero para o jogo mais importante do ano até agora. Espera-se que a atmosfera e o clima de final antecipada faça o desempenho da equipe melhorar e ganhar o jogo. 

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Estadual 2017: Flamengo 1 x 1 Fluminense


O Flamengo chega às partidas decisivas nesse começo de temporada com muitos questionamentos e problemas a serem resolvidos, apesar do retrospecto de uma derrota em 18 jogos e 41 gols marcados, com apenas 11 sofridos neste ano.

A marca serve apenas como amuleto para um trabalho que por ora parecia evoluir, mas que nos últimos jogos tem demonstrado uma queda acentuada de atuação do time, justamente na véspera do decisivo confronto contra o Atlético Paranaense pela Libertadores, na quarta-feira que vem.

São vários os problemas: a volta injustificável do Márcio Araújo, a problemática saída de bola, que tem sido responsabilidade do Rafael Vaz, e sua displicência com misto de soberba tem prejudicado a equipe. Ontem, as duas primeiras jogadas de perigo do Fluminense foram graças às saídas erradas de bola dos dois jogadores acima.

E porque não discutir o Arão? Suas atuações ruins não podem ser ofuscadas pelos dos dois gols nos dois últimos clássicos.

Reparem nesse lance, como ele se lança ao ataque quando a jogada está ainda sendo iniciada. O time além de perder a saída de bola, quando acontece uma falha o Arão já está lá na frente e os zagueiros ficam vencidos. O Cafú que volta pra ajudar na saída.


Aqui novamente a imensa dificuldade do Márcio Araújo em buscar o passe vertical, a transição mais rápida. Conclusão: Arão se manda pro ataque e sobra para o zagueiro sair jogando, errado.


Aqui outro problema: reparem onde estão os volantes e que basta um passe na vertical de um time rápido pra desmontar o sistema defensivo frágil Rubro Negro:


Cafú até tentou buscar o jogo. No começo, se aproximou do primeiro volante e conduziu pelo meio. Mas era um time ainda muito espaçado, sem aproximação, sem triangulação. A única tentativa de perigo era o chute de longa distância do Diego. Até houve uma tabelinha do Damião com o meia Rubro Negro, mas a marcação tricolor tirou.

Quem foi obrigado a trabalhar foi o Muralha, mesmo com um Fluminense reserva.

Sem a transição correta da defesa pro meio de campo o Flamengo vai continuar abusando do chutão. O time do ano passado sempre cruzou muito, bem mais do que o Palmeiras, mas acertava muito também, foi o terceiro melhor do campeonato (números do Footstats):


Porém, esse ano deu uma degringolada. Não pode 57 cruzamentos contra o Bangu:



Em lançamentos, apesar da quantidade alta, o número de acertos era maior do que o número de erros, especialmente após a estreia do Diego, contra o Grêmio, na segunda rodada do segundo turno:


Claramente o time tinha uma forma de jogar e dava certo, porém esse ano perdeu-se a identidade:


É preciso mudar, buscar alternativas e olhar quem pode fazer de diferente no banco de reservas. Poderia ter colocado o Renê e empurrado o Trauco pro ataque, como ponta, caindo pelo meio de campo, como já jogou pela seleção peruana.

Na quarta-feira contra o Volta Redonda tivemos as interessantes atuações do Cuellar e do Ronaldo, jogadores que dão andamento diferente na partida, não ficando apenas entre os zagueiros trocando passes laterais, mas com passes verticais.

Fica evidente também que a saída de Rômulo fez o nível do futebol do Flamengo cair e o treinador optou logo pelo jogador mais pragmático para substituí-lo.

O ultimo lance do clássico foi emblemático, onde a dupla Márcio Araújo e Gabriel gastam o tempo trocando passes de forma infrutífera é de lascar.

A partir de agora Zé Ricardo não terá mais opções de errar e terá muita coisa pra corrigir até quarta-feira que vem. Os jogadores também precisa assumir a responsabilidade e entrar com nível de concentração lá em cima, pois, a partir de agora, não existe mais jogo-treino.

É verdade que nos quatro jogos importantes no ano: dois da Libertadores, a semifinal contra o Vasco e a final da Taça Guanabara contra o Fluminense o time talvez tenha tido as melhores atuações do ano. Que esse seja o espírito. A partir de agora é só decisão.

quinta-feira, 30 de março de 2017

Estadual 2017: Flamengo 1 x 1 Volta Redonda


No desafio mais difícil em uma partida contra os pequenos neste Carioca, a garotada Rubro Negra teve trabalho para segurar o empate contra o Volta Redonda, na noite dessa quarta-feira.

Foi um teste interessante para os jogadores da base contra a bem armada equipe do Volta Redonda. Como deve ser o objetivo desse estadual.

Ronaldo foi o destaque nas funções ofensivas, foi dele o passe pro gol Cafú que deixou na medida pro Vizeu estufar a rede. E o volante deu outro passe vertical pro Vizeu, que acabou perdendo por preciosismo.

Porém, defensivamente o time sofreu. Bem aberto, marcando em cima e forçando erros na saída de bola, os donos da casa se criaram nas costas dos laterais Rubro Negros e o goleiro Thiago teve trabalho.

Ronaldo tem futuro, mas ainda precisa ser trabalhado. Não sei se está pronto pra ser titular, mas com certeza é um volante que precisa ser valorizado.

Cuellar, até pela idade, já é mais completo, é estranho como tem pouca oportunidade.

A decepção foi Mancuello. Era uma partida para se destacar e liderar a juventude da Gávea, mas pouco apareceu. Uma pena!

Com a volta de Diego, Guerrero e Trauco, mesmo com o Fluminense vindo com os reservas - por jogar na quarta-feira pela Sul-Americana, é jogo para o Flamengo entrar com seus titulares, porque depois terá a semana livre.


quinta-feira, 23 de março de 2017

Estadual 2017: Flamengo 3 x 0 Bangu

Com a vitória por 3 x 0 o Flamengo garantiu presença na semifinal do Estadual com a vantagem do empate, mesmo que não ganhe a Taça Rio.

Isto porque, o brilhante regulamento soma os pontos dos dois turnos, e o Rubro Negro lidera com tranquilidade. O primeiro ou segundo lugar geral não importa, pois na final não tem vantagem, apenas na semifinal.


Para obter a classificação o time da Gávea enfrentou um adversário com três zagueiros e seis homens completamente postados na defesa. E foi um sacrifício pro Flamengo encontrar o caminho do gol.

Foram inacreditáveis 79% de posse de bola. Inicialmente, com movimentação de Mancuello, o Rubro Negro tentava algumas triangulações pra chegar na área. O argentino deu alguns chutes, mas depois sumiu e foi a vez do Paquetá tentar arrumar algo de diferente do que circular a bola, aproveitar a ultrapassagem do lateral e erguer na área. Foram três bons passes do jovem armador.

Houve sim alguma tentativa de troca de passes mais intensas, mas a marcação ganhava todas. O resultado disso foram os 47 cruzamentos, 18 escanteios, 568 passes corretos e 29 finalizações. Quase um treino ataque x defesa.


Logo no começo da segundo etapa o único momento de perigoso do Bangu veio por meio do isolado Loco Abreu. Por sorte Bruno Luiz furou dentro da pequena área. Uma falha em um contexto semelhante ao jogo contra o Universidad Católica: o Flamengo pressiona a partida inteira, perde chances e leva um gol na única jogada do adversário.

Depois Zé Ricardo tirou Paquetá e Mancuello e colocou Damião e Berrío. A tentativa ficou clara: abrir o jogo com o colombiano e ter dois atacantes dentro da área, já que Vizeu saía muito e perdeu algumas boas chances.

O Flamengo era repetitivo e previsível, à espera de uma cabeçada certa de seus atacantes. Berrío novamente entrou muito bem e fez boa dupla com Pará.

Porém, por curiosidade, o gol saiu em um chute e não em cruzamento. René acertou um belo petardo de fora da área, indefensável e aliviou a torcida.

O Bangu abriu as pernas e o segundo gol saiu em ótima assistência do Pará e cabeçada do Damião.

Já o terceiro gol veio em uma jogada que torço para que sirva de modelo de que cruzamento não precisa ser apenas por cima, pode ser por baixo, para alguém que chegue de trás. Mateus Sávio fez o terceiro.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Estadual 2017: Flamengo 3 x 3 Fluminense


Seria um pecado se o Fla-Flu fosse sem torcida ou com apenas um lado da arquibancada cheio. Com torcida mista e um bom público no Engenhão, para uma venda de ingressos que começou em cima da hora, o tricolor levou nos pênaltis a Taça Guanabara, após empate em 3 x 3 no tempo normal.

Já o Flamengo, que não levanta um título há três anos, fica o gosto amargo e algumas mudanças que ficaram evidentes e passaram a ser necessárias para a estreia na Libertadores, já na quarta-feira.

É inegável que Zé Ricardo seja um estudioso, comprova isso nas coletivas, entretanto, neste domingo, ficou claro que o Abel, talvez por não contar com seu principal jogador e por ter atuado no meio da semana, além de ter viajado sete horas de ônibus, tenha se preocupado mais com o rival.

Na entrevista pós-jogo, o técnico Rubro Negro admitiu que foi surpreendido pela estratégia do Fluminense, pelo menos no primeiro tempo.

O que fez Abel? Sem contar com Scarpa, armou o time com três atacantes, sacrificando Richarlison e Welington para ajudar nas laterais, fechar com duas linhas de quatro e ter jogadores prontos pra escapar em velocidade.

Foi apavorante ver tantos buracos entre os zagueiros e os volantes, até mesmo quando não era jogada de contra-ataque. E não dá pra colocar na conta apenas dos zagueiros não. Os volantes Rômulo e Arão estiveram em uma tarde ruim e pecaram demais no posicionamento.

Por mais que o placar não revele uma superioridade, ficou evidente a dificuldade do Flamengo em jogar contra uma equipe prostrada na marcação. O time da Gávea caiu na armadilha criada pelo Abel: ficou com posse de bola e não descobriu outra fórmula de anular essa tática. Poderia ter marcado pressão, poderia ter devolvido a bola e não ter entrado no jogo de velocidade tricolor.

A impressão era que todo mundo atacava e ninguém se comprometia em ficar na retaguarda. Não tinha organização e nem ataque e defesa em bloco, como manda o futebol moderno. Mancuello fez outro péssimo jogo. Após boas partidas contra times pequenos, simplesmente não apareceu contra o Grêmio, Botafogo, Vasco e agora o Fluminense.

Não teve o passe vertical do Diego, as triangulações, as ultrapassagens dos laterais. As bolas erguidas na área viraram a única solução de jogo. A boa notícia é o que está jogando o Guerrero. Não só os ótimos números: sete gols em oito jogos, mas seu papel para o time, fazendo muito bem as jogadas de pivô, matando cada tijolada no peito e dando continuidade às jogadas. Sem falar a habilidade da cobrança magistral de falta. Foi o melhor em campo, talvez o único.

É preocupante ver que a primeira opção pra tentar mudar o jogo foi o Gabriel, ainda mais jogando como meia, tendo o Diego recuado. Tenho dúvidas se Paquetá não seria a melhor opção. O que mudou mesmo a situação do jogo foi a entrada do Berrio. Mesmo não dando o último passe pro Réver, que chegava livre pela direita, incendiou o jogo e mostrou que já pode ser o titular com sobras.

Pois é, apesar de tudo, o Flamengo poderia ter conseguido a segunda virada e saído com a vitória. Não dá pra dizer que não teve garra até o final.

O San Lorenzo ganhou um mapa da mina. Os erros agora estão nas mãos da equipe argentina. E o Flamengo sem poder avaliar, pois até hoje os argentinos não jogaram uma partida oficial, apenas amistosos.

O que resta ao Rubro Negro é aproveitar a falta de ritmo do adversário, marcar pressão e tentar jogar de forma organizada. Não tenham dúvidas que os argentinos vão jogar fechados e abusar da velocidade para tentar surpreender no Maracanã.

Espero que o Zé Ricardo tenha aprendido a lição e não seja surpreendido novamente.

E também coloquem o Muralha pra treinar pênaltis.

sexta-feira, 3 de março de 2017

Final da Guanabara com torcida mista: vence o futebol carioca. Botafogo sai derrotado nessa história


Está confirmada a final da Taça Guanabara no Engenhão com torcida mista. O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Gilberto Clovis Farias Matos, acatou o recurso da dupla Fla-Flu e suspendeu a liminar que obrigava torcida única em clássicos na cidade.

Após o sorteio, que definiu que o mando de campo da final seria do Fluminense, o tricolor poderia muito bem ter ficado na sua, vendido ingresso para a metade do Engenhão e disputado a final com torcida única.

Entretanto, o novo presidente das Laranjeiras Pedro Abad manteve-se firme até o final pela torcida mista. Antes da liminar cair, já havia informado ao Tribunal que jogaria sem torcida, demonstrando ter uma postura bem diferente do anterior, Peter Siemsen. Sem dúvida uma atitude que merece elogios.

Quem sai pequeno nessa história é o Botafogo, graças à postura patética de seu presidente, o Sr. Carlos Eduardo Pereira, que ainda tentou um recurso junto ao Tribunal de Justiça Desportivo do Rio para que o jogo fosse transferido para o Maracanã, o que foi negado.

O mandatário alvinegro continua incitando um ódio inexplicável ao Flamengo, afirmando que não é contra torcida mista, mas sim contra a torcida Rubro Negra. É um troço inexplicável.

Para domingo é bom ficar atento a qualquer tipo de manobra dentro e fora do Engenhão. Quem for ao estádio precisa entender que é uma partida que pode ser decisiva, pois a suspensão da liminar pelo TJ-Rio foi exclusiva para a final, e, tudo ocorrendo da melhor forma possível, pode ser estendida para outros clássicos.

quinta-feira, 2 de março de 2017

As notas desse carnaval


Vamos às notas desse carnaval:

- Após dois anos sem vitória, o Flamengo voltou a vencer o Vasco. No sábado de carnaval, o Rubro Negro venceu por 1 x 0 e classificou-se para a final da Taça Guanabara. O placar mínimo deve ser agradecido pelo cruzmaltino, pois se o jogo terminasse 3 x 0 não seria nenhum absurdo.

- Não assisti ao jogo, mas pelos melhores momentos e lendo algumas análises, o Flamengo foi amplamente superior, teve mais posse de bola e dominou a partida inteira, com destaque para a dupla de zaga, além do Diego, Guerrero e Trauco. 

- Com Mancuello o time da Gávea dominou o meio de campo e impediu o Vasco de jogar. Com Berrio e Gabriel em campo o Rubro Negro atropelou de forma incisiva, diante de um adversário sem forças para reagir.

- Agora tem-se um novo dilema: onde será a final? Ora, que se cumpra o regulamento, ou seja, pela impossibilidade de se jogar no Maracanã, a segunda opção é o Engenhão. 

- O Flamengo está gastando uma nota, mais de R$ 2 milhões, para deixar o Maracanã pronto para a estreia na Libertadores. De um estádio abandonado, com gramado ressecado, sem energia elétrica e sendo vítima de furto, para um local pronto para ser disputada uma partida de futebol. Tudo isso graças ao clube da Gávea - pela segunda vez em menos de seis meses. 

- Agora aparecem governo do estado, FERJ e dirigentes cretinos querendo que a final ocorra no Maracanã. Na hora de arregaçarem as mangas e impedirem a queda do maior patrimônio futebolístico do Rio, ninguém se manifestou, agora todo mundo quer dar palpite e utilizar o estádio.

- Como determina o regulamento, o mando da final da Taça Guanabara foi decidida pelo sorteio. E o Fluminense ganhou. O TJD determinou na tarde desta quarta-feira que esta partida seja disputada no Engenhão, repetindo, conforme determina o regulamento. Hoje deve ser resolvido se teremos duas torcidas ou não. Se a liminar que obriga apenas uma torcida nos jogos no Rio não cair hoje, o Engenhão terá apenas tricolores na arquibancada.

- Desastrosa e patética a participação do presidente do Botafogo, Sr. Carlos Eduardo Pereira, que afirmou que abre as portas do Engenhão se tiver apenas torcida do Fluminense, entretanto, se o torcida do Flamengo for autorizada pela justiça a estar presente na final, ele vetará o uso do estádio. Pereira fala como se o Engenhão fosse propriedade particular do alvinegro e não construído com dinheiro público, e como se apenas a torcida Rubro Negra arrumasse confusão. Novamente ele pisa no cadáver do trágico Flamengo x Botafogo para fazer política e alimentar um ambiente hostil, inflando uma suposta rivalidade com o clube da Gávea para satisfazer aqueles torcedores alvinegros radicais que ainda não engoliram a saída do William Arão e que enxergam o Rubro Negro como o maior inimigo. Está se formando um novo Eurico Miranda.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Estadual 2017: Flamengo 4 x 0 Madureira


O Flamengo derrotou o Madureira, que até então estava invicto, por 4 x 0 e garantiu o primeiro lugar na fase do grupo. Na semifinal da Taça Guanabara, a equipe Rubro Negra enfrentará o Vasco, no sábado, ainda em local indefinido.

Novamente não foi um jogo de encher os olhos, exceção à metade do segundo tempo. Pelo forte calor e pelo contexto de uma classificação garantida, o time não partiu para definir o jogo no começo.

E fez o que mais tem feito nos últimos jogos diante de um time todo fechado: muita troca de passes e bolas erguidas na área. Somente no primeiro tempo foram 26 no total, sendo incríveis 15 escanteios - resultados em sua grande maioria dos cruzamentos cortados.

Apenas um cruzamento foi de fato uma jogada trabalhada: bola pela direita, Mancuello desviou e Guerrero chutou em cima do goleiro.

O Flamengo tem os seis melhores passadores do campeonato: os dois zagueiros, os dois volantes e os dois laterais. O que revela um time ainda sem saída de bola contra adversários fechados.

Fonte: Footstats

Faltou Arão acelerar a saída de bola, faltou Trauco subir um pouco mais. Mancuello nem Diego conseguiram encontrar brechas na muralha de Madureira, que vestia uma camisa em homenagem ao glorioso Império Serrano.

Coube ao talento individual para abrir o marcador: Diego, na raça, deu carrinho, recuperou a bola e fez um belo gol, logo após o adversário ficar com um a menos.

Mesmo com um a menos, o Flamengo não conseguia se impor no segundo tempo, e ainda levou perigo, graças à saída errada de bola do Arão. Trauco não cortou o cruzamento e a trave salvou Muralha de levar o empate. Foi o único perigo real.

Zé Ricardo viu bem: tirou Arão e entrou com Paquetá. O time começava a ficar mais leve e veloz. Trauco distribuiu sua quinta assistência e deixou Guerrero livre para marcar o segundo.

É o sexto gol em seis jogos. Marca impressionante do peruano, que além dos gols tem realizado boas movimentações.

Zé Ricardo fez outra boa substituição: Vizeu no Guerrero, que já tinha amarelo. E o Flamengo partiu pra cima de forma alucinada em busca de gol.

Mesmo com o adversário recuado, o Flamengo saía com velocidade e viu na velocidade e inteligência dos seus dois jovens a arma para ampliar o marcador.

Como um ponta, Vizeu deu passe açucarado para Mancuello fazer o terceiro. Quase marca mais um em cabeçada pra fora. E para completar, Paquetá, com a marcação chegando, descobriu um chute inacreditável para fazer o quarto gol.

O Flamengo conseguiu unir a força de seus dois principais jogadores neste começo de temporada: Diego e Guerrero com o talento e velocidade de seus principais talentos: Vizeu e Paquetá.

Se no primeiro tempo foram 26 bolas erguidas, no segundo tempo foram apenas 12. Esse precisa ser o time. Com velocidade na saída de bola, Mancuello mais centralizado, Trauco avançado e sendo efetivo nas subidas, Vizeu com ótima movimentação. Rômulo por vezes vindo parar na direita. Foi interessante.

Quarta-feira contra o Ceará pela Primeira Liga acaba oficialmente a pré-temporada. Depois vem Vasco, Fluminense e San Lorenzo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Estadual 2017: Flamengo 2 x 1 Botafogo


Quando o adversário vem com reservas logo se pressupõe uma obrigação de goleada, uma atuação impactante que não deixa dúvida da superioridade do time titular.

Mas geralmente não funciona assim, principalmente quando é um clássico. Precisando vencer para não ser eliminado, os reservas do Botafogo poderiam ter saído como o empate contra os titulares Rubro Negros.

No entanto o Flamengo continua invicto no ano em jogos oficiais com cinco vitórias, imarcando gols em todos os tempos. Guerrero começa a temporada com cinco gols, média de um gol por jogo. E o Rubro Negro voltou a vencer o alvinegro após dois anos.

Não foi um grande jogo do time de Zé Ricardo. A equipe se apresentou de forma razoável no primeiro tempo, mas novamente o time se limitou a trocar muitos passes, girar a bola, mas sem força ofensiva. Por isso os 34 cruzamentos e nenhuma jogada trabalhada pelo meio, triangulação, como vimos nos três primeiros jogos do Estadual.

De positivo tem sido a bola parada com Diego. Por outro lado, segue um mistério quem enganou o Vaz nas cobranças de falta.

Contra o Grêmio o Flamengo já enfrentou dificuldades pra ultrapassar a marcação, mas não sofreu tanto na defesa: Muralha fez apenas uma super defesa no chute do Bolanos. Já contra o Botafogo os problemas defensivos ficaram mais expostos, principalmente ali na intermediária, que não parece bem compactada e no lado do Vaz-Trauco.

A entrada do Mancuello que tão bem funcionou anteriormente, não deu certo nem contra o Grêmio nem contra o alvinegro. Sua interessante movimentação pelo meio, caindo como segundo atacante quando o cruzamento vinha da esquerda, simplesmente não apareceu nos dois jogos.

As cinco vitórias são importantes, combros Diego são 15 vitórias, seis empates e apenas uma derrota, entretanto é preciso corrigir para evoluir taticamente. Com a classificação garantida para as semifinais da Taça Guanabara, o time titular precisa treinar durante a semana e jogar apenas duas vezes, pelo menos até a estreia na Libertadores contra o San Lorenzo, dia 08 de março.

Por isso, contra o América-MG em Brasília pela Primeira Liga, a comissão técnica não pode ter duvida: por mais que seja pouco aproveitável para avaliação de jogadores quando se joga com um time todo reserva, agora se faz necessário, principalmente porque as viagens têm sido rotina nesse começo de temporada.

E Thiago, Rodinei, Cuellar, Donatti, Ronaldo, Cafú e René precisam jogar.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Vasco, Botafogo e Fluminense, em três rodadas, acumulam quase 1 milhão de prejuízo

Após três rodadas de Taça Guanabara, todos os clubes do Rio, exceto o Flamengo, precisaram pagar para jogar.

O Vasco acumulou um prejuízo de R$ 150 mil, o Fluminense terminou com déficit de R$ 169 mil e o Botafogo, jogando duas vezes no Engenhão e pagando custos altos para públicos péssimos, já pagou R$ 627 mil para jogar, totalizando um prejuízo de mais de R$ 950 mil para os três clubes.

O Flamengo é a única equipe que teve superávit: R$ 308 mil.

A Federação do Rio segue com o bolso cheio. Nos jogos entre Vasco, Flu e Botafogo, a FERJ levou R$ 78 mil em taxas. Somente nos jogos do Flamengo, a Federação teve um lucro de R$ 58 mil.

À título de comparação, o Palmeiras, na estreia do campeonato paulista, levou pra casa R$ 956 mil líquidos.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Estadual 2017: Flamengo 4 x 0 Nova Iguaçu


O Flamengo venceu o Nova Iguaçu por 4 x 0 e se manteve invicto na Taça Guanabara com três vitórias, onze gols feitos e apenas um sofrido.

Os gringos são os destaques: Trauco tem três assistências e um gol, Mancuello tem duas assistências e dois gols e Guerrero tem quatro gols. Dos onze gols, sete foram marcados por estrangeiros.

É o melhor começo de campeonato carioca desde 2011, com Ronaldinho e Luxemburgo. Porém são apenas números, visto que de 2008 a 2011 o Rubro Negro venceu os cinco primeiros jogos, o que nunca foi garantia de sucesso para o restante da temporada.

Porém, é inegável que neste ano tem algo de diferente. São adversários frágeis sim, mas o que importa neste momento é avaliar o futebol apresentado pelo Flamengo, e as apresentações têm sido produtivas, com boa organização, muito volume de jogo e sem dar chance para o adversário.

Na tarde deste sábado, mesmo sem Rômulo e Diego, poupados, o Rubro Negro manteve o nível das outras partidas. Se não tão bem como na quarta-feira, mas seguro da execução das jogadas e na proposta do Zé Ricardo.

O primeiro gol poderia ter saído em cobrança de falta a um passo da entrada da área, após falta em cima do Márcio Araújo. Entretanto, é impressionante como ainda permitem o Vaz cobrar faltas, mesmo tendo em campo Mancuello e Guerrero, que costuma ter bons aproveitamentos nos treinos. Vaz até é um bom zagueiro, mas alguém precisa chegar nele e dizer que não é o craque que pensa. Até o pênalti ele queria bater, meu Deus!

O gol antes do tempo técnico foi importante. Adryan encontrou Trauco, que dominou com categoria, cruzou na área: Guerrero furou e Mancuello fechou como um segundo atacante pela direita.

Depois disso, debaixo de um calor violento der Bangu, o Flamengo cadenciou. Com Adryan pela esquerda, Gabriel mais centralizado e Mancuello pela direita, o Flamengo permitia a posse de bola ao adversário e buscava o contra-ataque.

Quando recuperou o fôlego, acelerou o ataque, desta vez pela direita em cruzamento perfeito de Pará e cabeçada de Guerrero para fazer 2 x 0.

O segundo tempo foi todo de Mancuello. Oficialmente ele está como ponta pela direita, mas que se movimenta bastante, seja caindo pelo meio de campo, seja como atacante. Parece que achou seu jogo - não é de volante, mas perto do gol.

Foi pelo meio que marcou um golaço de fora da área e por pouco não marca outro, aí dentro da área, o goleiro adversário espalmou.

O argentino se destacou em 2016 mais pelos gols do que por atuações fortes e consistentes. Parecido com o Arrascaeta, do Cruzeiro, que no primeiro ano foi mal, e só passou a se destacar pra valer no ano passado, com gols e assistências. Que seja assim com Mancuello, em seu segundo ano de Gávea.

Zé testou uma nova formação: Damião com Guerrero. Cirino também teve sua chance e deu passe pro pênalti sofrido por Damião. Guerrero, finalmente assumiu a responsabilidade - está bem mais confiante e seguro, e marcou seu quarto gol em três jogos, para fechar a goleada em 4 x 0.

É um bom começo, sem dúvida. Agora virão dois jogos importantes e que vão testar o Flamengo: Grêmio, mesmo com reservas, e Botafogo no domingo.

E está na hora do Zé Ricardo testar o goleiro Thiago, Donatti, Léo Duarte, Ronaldo. Se não for agora, quando será? No Brasileiro, na Libertadores que não serão!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Estadual 2017: Flamengo 3 x 0 Macaé


O Flamengo chegou à segunda vitória na Taça Guanabara, ao vencer facilmente o Macaé por 3 x 0. A classificação para a semifinal está praticamente garantida, com isso, na próxima rodada contra o Nova Iguaçu no caldeirão de Bangu, no sábado, Zé Ricardo já pode começar a testar novas opções e a rodar o time.

Ao contrário do péssimo primeiro tempo do jogo contra o Boa Vista, especialmente por ter Mancuello e Adryan presos na linha lateral, muito espaçados do Guerrero e sem a participação dos volantes.

Desta vez o Flamengo se comportou melhor, especialmente após a parada técnica e o 1 x 0 no primeiro tempo foi pouco, tamanha as chances que foram criadas nos vinte minutos finais.

Mancuello continuou na direita, porém mais integrado à proposta de jogo, perto da área, se movimentando bem pelo meio de campo, criando jogadas e ainda aparecendo para finalizar. Em duas rodadas, o argentino é o primeiro colocado no quesito assistências para finalização, com sete no total, superando Gustavo Scarpa que tem seis.

Éverton pela esquerda realmente ajuda melhor na recomposição e Trauco não sofreu tanto na defesa.

Entretanto, o melhor mesmo foi ver a dupla de volantes se acertando. Rômulo e Arão cresceram muito nessa segunda partida jogando juntos. Como previsto, ambos contribuíram para um passe mais qualificado e abasteceram bem o ataque com ótimos passes verticais: Rômulo para Guerrero e Arão para Mancuello, infelizmente não tiveram êxito.

Mapa de calor do Footstats: Rômulo, absoluto, tomando conta do meio de campo.

E Arão mais pela direita.



Destaque também para o Guerrero. Por ter mais gente jogando perto dele, está mais participativo, fez um gol, porém foi pessimamente anulado pelo arbitragem.

Foi um time que não ergueu bola na área de qualquer maneira, mas que buscou as infiltrações, as triangulações e sempre de forma agressiva e intensa. E demonstrou ser uma equipe também que não precisa jogar com dois pontas abertos e isolados, presos à linha lateral, mas pode usar um jogador que com características diferentes e mais efetivo, caindo mais pelo meio de campo e dando campo para os laterais avançarem.

Depois do Rodinei no jogo passado pela direita, desta vez Zé Ricardo apresentou uma proposta de jogar com três volantes no segundo tempo: Rômulo, Cuellar e Arão, porém a expulsão do Éverton prejudicou essa avaliação. Para quem não demonstrava repertório, Zé Ricardo tem feito boas evoluções neste ano.

É claro que tem que ser levado sempre em consideração o adversário. Porém, é que tem pra hoje, e o time vai se apresentando bem.

Na semana que vem, contra o Grêmio na quarta e Botafogo no final de semana, o desafio começa a aumentar.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Botafogo, Vasco e Fluminense com prejuízos no Estadual. Apenas o Flamengo e a FERJ saem com dinheiro no bolso

O Flamengo foi o único clube que não teve prejuízo financeiro na primeira rodada da Taça Guanabara. Isso porque vendeu seu jogo para Natal com cota fixa de R$ 300 mil. O Boa Vista levou R$ 200 mil.

Já Botafogo, com duas rodadas disputadas, teve um prejuízo de R$ 343 mil, Fluminense e Vasco acumularam um prejuízo de R$ 105 mil cada um, mesmo disputando o primeiro clássico do campeonato.

A Federação segue incólume aos déficits, e continua retirando 10% do dinheiro bruto apenas dos jogos com a participação dos grandes, e já acumula ganhos de mais de R$ 106 mil só em quatro jogos.

Para mascarar o prejuízo, a FERJ novamente acrescenta nos borderôs o dinheiro de transmissão da televisão.

Ou seja, dos R$ 15 milhões que a Globo paga aos grandes, o que chega líquido no bolso dos clubes é bem menor, justamente porque pagam para jogar o estadual. A Federação manipula como bem entende esse dinheiro, inclusive tirando dessa cota para inflar a premiação.





Como o Flamengo conseguiu tirar a FERJ da intermediação da sua negociação com a televisão, não foi incluída a cota de transmissão em seu borderô:


sábado, 28 de janeiro de 2017

Estadual 2017: Flamengo 4 x 1 Boa Vista


Na estreia da Taça Guanabara, primeiro jogo oficial do ano, o Flamengo conquistou a primeira vitória na temporada ao derrotar o Boa Vista por 4 x 1.

Não é para criar grande expectativas, mas para acalmar os ânimos após duas derrotas em amistoso da pré-temporada.

O primeiro tempo foi bem ruim. Pouca força ofensiva, Guerrero bem isolado e recebendo só passes longos. Os pontas do 4-2-3-1 - Mancuello pela direita e Adryan pela esquerda pouco se aproximaram do peruano. Arão seguia mal, errava na saída de bola e não participava do ataque.

Diego se movimentava bastante, ajudando na saída de bola, sempre buscando a melhor opção do passe.

Entretanto, a equipe seguia espaçada. A única jogada que restava era os cruzamentos. E Trauco foi o nome: nos primeiros minutos tinha achado um que quase resultou no gol do Mancuello. Na segunda vez encontrou Guerrero que cabeceou de forma certeira pro gol.

Mas o peruano, como já esperado, sofria na defesa, especialmente porque Adryan não o ajudava na recomposição. Por vezes ficava no 2x1. Nos cortes rasteiros foi bem, entretanto, no cruzamento, falhou.

No segundo tempo o time voltou o mesmo. Passou por problemas na defesa para segurar a velocidade do Boa Vista, que aproveitava os erros da saída de bola Rubro Negra.

Foi novamente nos pés do Trauco, agora com o Mancuello mais centralizado e próximo da área, perto do Guerrero. Após ótima troca de passes tramada por Trauco - Guerrero - Mancuello - Trauco, que finalizou com categoria.

Zé Ricardo resolveu então tirar Adryan, colocar Mancuello na esquerda e Rodinei pela direita, fazendo uma espécie de cosplay do Berrío, recém contratado. E foi uma ótima sacada.

Todos cresceram no jogo e a marcação ajeitou. O treinador destravou um Flamengo lento e previsível que vivia de bolas na área. As jogadas em profundidade que não aconteciam com Mancuello, por razões óbvias, multiplicaram com Rodinei e Pará. E pela esquerda, fechando pelo meio e ficando mais perto da área, Mancuello crescia de produção e criava boas jogadas.

O terceiro gol veio em escapada do Rodinei pela direita, que encontrou Guerrero livre na área para fazer 3 x 1.

O time seguia organizado, mas a marcação ainda falhava. Muralha fez uma defesa sensacional e impediu o segundo gol do Boa Vista, após novo erro do Trauco pelo alto, e com Réver e Vaz olhando os atacantes.

Pela esquerda, com Mancuello, Trauco deu outra assistência para Diego fazer o quarto gol.

Dias após a saída do melhor lateral do último Brasileiro, o novo contratado para a posição termina o jogo com duas assistências e um gol, apesar dos problemas defensivos. Em 2016, Trauco terminou o ano com nove assistências e um gol.

É uma ótima notícia, mas já é bom o Flamengo se preparar com um substituto para futuras convocações da seleção peruana.

Futuramente pode até jogar avançado, fazendo o que o Rodinei fez pela direita. E alguém que proteja a lateral.

Muito bom o Guerrero já iniciar a temporada com dois gols, e em um time organizado, mais próximo dele, com alguém para dialogar, cresce de produção.

Respira o Flamengo, depois de uma semana absurdamente ruim!


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Flamengo insiste em não assinar com televisão e campeonato carioca sofre por falta de patrocínio


No final do ano passado, o jornalista Ancelmo Gois contou que a Kleffer, empresa que comprou os direitos da Federação de Futebol do Rio de Janeiro de vender as placas de publicidade dos jogos do Campeonato Carioca, não havia conseguido vender nenhuma.

Escrevemos sobre o assunto aqui.

Por esse motivo, a empresa ingressou com ação na justiça pedindo revisão do contrato. Os motivos? Nenhuma empresa se interessou em divulgar suas propriedades nos jogos do Estadual, em virtude da ausência do Flamengo, até o momento, das transmissões da competição, além da liminar obtida pelo Rubro Negro, que garante ao clube a liberdade de vender as publicidades estáticas em seus jogos sem a intermediação da FERJ. Segundo decisão, a Federação não pode criar obstáculos que impeçam o clube de tratar diretamente com os anunciantes, caso contrário, terá de pagar multa de R$ 50 mil por cada descumprimento.

Pois bem. O Mundo Rubro Negro obteve com exclusividade acesso ao processo judicial. Confira aqui.

Na verdade, trata-se de ação da Sportplus, detentora dos direitos de exploração das placas de publicidade estática no Campeonato Carioca, que pede à Justiça que obrigue a FERJ a renegociar o valor do contrato por conta da liminar obtida pelo Flamengo, que impede a Federação de comercializar as placas nos jogos do clube.

Além disso, nenhuma empresa se interessou em comprar placas de publicidade pelo fato de não ter confirmada a transmissão dos jogos do Rubro Negro pela TV Globo.

Em petição, a Sportplus, que vendeu no ano passado a metade dos direitos de comercialização para a Kleffer, empresa do ex-presidente Kléber Leite, afirma que o que importa para os anunciantes é " (...) a exposição de anúncios no entorno dos campos de futebol de jogos que tenham a maior audiência possível e, como é notório, o Flamengo possui a maior torcida do país".

E ainda que os possíveis anunciantes questionam a ausência do Flamengo nas transmissões, “ (...) o que comprova, mais uma vez, que o interesse dos anunciantes são, principalmente, os jogos do Flamengo e a possibilidade de anunciar nos referidos jogos".

Em troca de e-mails anexados aos autos e obtido exclusivamente pelo ótimo Mundo Rubro Negro, a gerente de marketing da Papelex afirma que, sem Flamengo, sem interesse em comercializar as placas de publicidade.



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Faltando 20 dias para o começo do campeonato, o clube da Gávea se mantém firme em não assinar contrato com a TV Globo, pois tem uma lista de exigências, entre elas: impedir que a FERJ seja a intermediária do repasse financeiro referente ao contrato de televisão, redução de 10% para 5% da taxa dos jogos (semelhante ao campeonato paulista) e ter direito a negociar as placas de publicidade dos seus jogos.

A proposta da TV Globo é de R$ 120 milhões por oito anos, valor considerado pequeno e sem reajuste inflacionário por um longo período, sendo que 10% iriam para o bolso da FERJ (R$ 12 milhões) e cada um dos quatro grandes clubes receberia R$ 15 milhões/ano. Mas este valor só será confirmado se o Rubro Negro assinar o contrato.



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O desespero dos co-irmãos é comovente. Em reportagem do Fut Rio, os dirigentes dos clubes pequenos imploram para que o Flamengo volte atrás e assine com a televisão e atacam o clube por "só pensar nele".

Há anos que esses mesmos clubes são aliados da FERJ. Em diversas deliberações sempre votaram ao lado da Federação e contra o Rubro Negro. Por que, por exemplo, não apoiam as reivindicações Rubro Negras?

Em 2016, por exemplo, foram unânimes em aprovar artigo que, vejam que absurdo, retirava as cotas de televisão se a dupla Fla-Flu jogasse a Primeira Liga.


O próprio presidente da Federação afirmou no ano passado que a não participação do Flamengo não atrapalhava em nada o campeonato.



Novamente o Flamengo acionou judicialmente a Federação solicitando que sejam divulgados de forma transparente os demonstrativos financeiros, citando para quais clubes a FERJ emprestou dinheiro, pois há suspeita de que, nas deliberações dos arbitrais, os clubes pequenos sejam coagidos a votar a favor de quem os financia.

Por fim, sem alguém tinha dúvida de que o Flamengo é o trem pagador de qualquer campeonato que dispute, as dúvidas foram sanadas.