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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Brasileirão 2018: Flamengo 2 x 0 Bahia



Nas duas últimas partidas jogando fora de casa (River Plate e Atlético Mineiro) o Flamengo teve apenas 40% da posse de bola, foi pressionado e soube sofrer.

Dessa vez, jogando diante de um Maracanã lotado, o Rubro Negro se impôs e fez uma de suas melhores apresentações nesse campeonato, pelo menos no primeiro tempo.

O time chegou a ter quase 75% de posse de bola, marcava alta e buscava com paciência os melhores ataques. O trio de meias se movimentava fortemente: Diego, Paquetá e Éverton Ribeiro armavam boas inversões para confundir o adversário. Pelos lados do campo, Rodinei e Vinicius Jr tinham o corredor livre para buscar profundidade.

O Flamengo não criou inúmeras chances, mas já merecia o gol pela forte organização tática, que impedia qualquer perigo de um inexpressivo Bahia. Foram três boas chegadas antes do placar ser inaugurado.

Dessa vez, Diego não prendeu tanto a bola. Buscou o passe rápido, de primeira. Forma 41 passes certos, apenas três errados e dois para finalização. Jogando dentro da área, onde é decisivo, foi dele o primeiro toque da tabela para Renê, que deixou o meia livre para abrir o placar.

O Bahia sentiu o golpe e tentou se lançar ao ataque. Na resposta, surpreendente assistência de Renê para Paquetá que, com categoria, fez 2 x 0 e deu justiça ao placar.

No segundo tempo, era impossível continuar jogando com a mesma intensidade dos primeiros 45 minutos. Marcando a partir do meio de campo, o Flamengo passou permitir que o Bahia mostrasse a que veio.

Para piorar: Barbieri ainda teve que fazer duas substituições por contusões. E o time piorou com a saída de Jonas e a entrada do Rômulo, que pouco ajudava o sistema defensivo. E a recomposição dos homens de frente não era tão ordenada.

Lá atrás, além da boa participação da zaga, Diego Alves fez a diferença, com duas ótimas defesas e uma simplesmente espetacular.

Foram incríveis 500 passes certos, o recorde da equipe nesse campeonato, e apenas 40 errados, segundo o Footstats. Mesmo com tanta posse de bola, o Flamengo também conseguiu 15 desarmes certos e nenhum errado.

E aí entra mérito evidente do treinador. Que consegue adaptar as circunstâncias de jogo para cada realidade. Não força a equipe ter posse de bola todo santo jogo de forma indiscriminada, mas escolhe momentos para saber recuar e aguardar, seja para matar no contra-ataque ou para a defesa segurar a barra lá atrás. Que consegue posicionar os jogadores de acordo com suas características, sem invenções.

Costuma-se falar que quando todo o elenco vai mal, o problema deixa de ser individual para ser do treinador. Agora, quando até o contestado Renê, outrora péssimo ofensivamente, consegue participar ativamente dos três últimos gols da equipe, dando assistência e tabelando, aí tem o dedo do treinador.

Outro número elogioso é o de cruzamentos. Mesmo com 500 passes certos, foram apenas seis cruzamentos - três corretos.

Enquanto o Grêmio reclama que não consegue fazer gols pelo fato dos seus adversários jogarem retrancados, o Flamengo buscou seus gols, mesmo contra um Bahia retrancado, através da triangulação, do passe vertical, da movimentação dos seus meias.

Quem ainda destoa disso tudo é Henrique Dourado. Esse parece que não vai se encaixar nunca nesse esquema de jogo Rubro Negro. O nove Rubro Negro precisa ser um atacante de mobilidade, que ajude na triangulação, nas tabelas, que se envolva com o sistema ofensivo. A posição deve ser o principal alvo da Gávea para reforçar a equipe.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Brasileirão 2017: Flamengo 4 x 1 Bahia


Pra quem não viu o jogo pode se enganar com o placar e pensar que foi uma brilhante atuação e a goleada foi fruto disso. Quem viu, sofreu com o fraco futebol apresentado durante quase todo jogo, especialmente no pobre primeiro tempo.

No entanto, pelo menos os últimos 20 minutos e os dois gols de Diego podem fazer a equipe voltar a resgatar a confiança perdida, outra vez, após os vários percalços da temporada.

É por esse terço final do jogo que a torcida espera e cobra tanto, diante de um elenco de bons jogadores, mas que não traduzem em campo as expectativas geradas.

Com Berrío titular, as primeiras ações do Flamengo eram óbvias que seriam concentradas pela direita. Até a marcação do Bahia acertar a marcação por lá, Pará e o colombiano trocavam algumas tabelinhas, porém sem muito perigo. Em apenas uma jogada Berrío acertou o cruzamento, porém Guerrero chegou atrasado.

O peruano é jogador de aproximação, de tabelar, e não de empurrar a bola pra rede dentro da pequena área. Apenas uma vez Diego tentou esse tipo de jogada com Guerrero, mas sem sucesso.

As duas melhores chances do primeiro tempo, entretanto, foram do Bahia. E graças a Diego Alves, que realizou duas grandes defesas, o placar não foi aberto e manteve o Flamengo na partida. Em outros tempos o adversário teria marcado e o nervosismo ficaria ainda mais evidente.

No segundo tempo o gol Rubro Negro logo no início foi importante. Diego perdeu uma boa oportunidade na cara do goleiro baiano. Em escanteio, na sequência, com apenas os dois na área, Guerrero desviou e Réver estufou a rede.

Como de costume, o Flamengo então passou a querer administrar o jogo. Começou a recuar bolinhas pro Diego Alves e atacar com uma preguiça eterna. Guerrero e Diego faziam uma partida bem ruim.

Éverton Ribeiro entrou ainda no intervalo no lugar de Berrío e, se não resolvia na individualidade, melhorou o conjunto Rubro Negro. Diego foi empurrado pro ataque, pra jogar mais perto da área.

Eis que a equipe baiana chega ao empate em cobrança de pênalti e todo nervosismo pairou na Ilha do Urubu. Diego passou a ser vaiado e o histórico de fracassos passou a rondar a equipe.

Até que Réver, novamente, salvou a pátria e em um belo gol de cabeça, após mais um escanteio cobrado alto, como se fosse um tiro de meta, marcou seu segundo gol da noite quando poucos esperavam.

Um alívio!

Com a virada, o Flamengo não recuou e partiu pra cima do Bahia. Com Paquetá entrando muito bem no lugar do Guerrero, Diego fez o terceiro de pênalti.

E Éverton, com a cabeça erguida e em em rara inteligência, deu um passe açucarado para Diego fazer o quarto gol, dentro da área, como segundo atacante, e liquidar a fatura.

Mesmo após ser vaiado, Diego não deu chilique, não xingou a torcida, pelo contrário, a reverenciou.


***************


A primeira partida de 10 jogos o Flamengo venceu. Restam agora nove vitórias, pela conta do professor Rueda, que ainda não encontrou o melhor futebol, mas tem uma sede incansável pelas vitórias, coisa que anda em falta há muito.

Ao contrário do alto escalação da Gávea, o colombiano não se conforma com derrotas: "Essa é a mística que o Flamengo precisa recuperar. De ser mau perdedor, de não aceitar as derrotas e buscar metas grandes".

Este tem que ser  o espírito!

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Brasileirão 2017: Bahia 0 x 1 Flamengo


Após uma boa partida na quinta-feira, o Flamengo voltou a apresentar o futebol decadente da pós-eliminação da Libertadores.

Jogando em Salvador, o Rubro Negro venceu o Bahia por 1 x 0, chegou a 17 pontos e assumiu um surpreendente terceiro lugar na tabela.

Nos últimos cinco jogos foram três vitórias e dois empates. Fica evidente, porém, a imensa dificuldade do Flamengo em progredir dentro de campo.

São exibições ruins, que se acentuam por escolhas mal feitas. Zé Ricardo afirmou que esperava mais do time, entretanto, como esperar uma melhora quando se repete os mesmos erros de escalação?

É inconcebível continuar escalando Márcio Araújo e Arão de titulares. O Flamengo foi eliminado da Libertadores, ficou perto de rodar da Copa do Brasil, as atuações deprimentes se sucedem no Brasileiro e a dupla de volantes continua intacta.

As justificas para escalar Márcio Araújo se multiplicam. A cada jogo o adversário é engradecido em algum ponto para Zé Ricardo optar pelo volante. Afinal, como não escalar o gênio da volância contra os potentes Chapecoense e Bahia? É um troço bizarro!

Todos os ataques do Bahia no primeiro tempo foram ocasionados por erros ridículos. Só William Arão permitiu três ataques perigosos dos donos da casa. Márcio Araújo e Rafael Vaz também falharam e por pouco o Rubro Negro não sofreu gol.

Rhodolfo teve que jogar pelos três e foi um dos melhores em campo.

Ao contrário de outras partidas e da intenção do Zé Ricardo ao escalar Matheus Sávio, o Flamengo não conseguiu reter a bola, que queimava no ataque.

Em sua estreia, Éverton Ribeiro teve atuação destacada nos primeiros minutos, caindo pelo meio de campo, invertendo com Diego. Os dois ainda tentaram trocar alguns passes, mas ficaram muito distantes e Diego por vezes recuava para ajudar na transição pro ataque.


Somente após a expulsão, aos 30 minutos, que o Flamengo reteve mais a bola, porém pouco criava e ainda sofria no contra-ataque pelos erros de passe.

De chance mesmo apenas nos pés do Guerrero e do chute do Diego.

Somente aos 10 minutos do segundo tempo a comissão técnica resolveu agir. Saiu o inoperante Mateus Sávio para a entrada do Vinicius Jr. Depois finalmente saiu um volante e Berrío foi a opção. O gol e os três pontos caíram do céu com a bola sobrada dentro da área pelo colombiano.

De resto, nada para comemorar a não ser a vitória.

O Flamengo deve acreditar que por ter tanto jogador bom, que uma hora esse time vai se encaixar. Que será de forma natural e nada precisa ser feito para corrigir os erros de agora. São 10 rodadas e dá pra contar nos dedos quantos tempos a equipe se apresentou bem.

A sequência agora será dura e, jogar dessa forma medíocre, confiando apenas no talento individual de alguns jogadores, pode não ser o suficiente.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Brasileirão 2014: Flamengo 1 x 1 Bahia

A fase é tenebrosa que nem sei por onde começar. São cinco pontos em seis jogos, sendo cinco partidas disputadas em casa. Um desastre: pior começo de campeonato do Flamengo na história dos pontos corridos.

Contra o Bahia foram 23 chutes do adversário contra três do Flamengo. Paulinho e Éverton trabalharam mais como assessores dos laterais do que efetivamente como pontas - na expectativa do contra-ataque. Elano foi uma negação, não dá pra entender Mugni preterido.

O time achou o gol e jogou como time pequeno, adequando ao discurso do Léo Moura na véspera. A entrevista do Ney Franco, pelo menos, foi verdadeira e sem acobertar a atuação pífia.

Nada anda. O time parece jogar em um nível físico muito abaixo, a marcação apenas cerca, não tem compactação, os espaços não são encurtados. Quando se assiste a outro jogo percebe-se claramente a diferença.

Alguém vai ter que agir. Jayme foi demitido justamente, mas não pode parar aí. Agora é contigo presidente Bandeira. Tem que identificar o foco de alguma divisão interna no grupo e agir, assim como com Renato Abreu no ano passado antes mesmo do Mano Menezes assumir.

Depois contratar um diretor pro futebol. Não dá pra ficar com um cara que nunca trabalhou na área e que fica pedindo ajuda a outros dirigentes pra tratar da pasta. Pela amor de Deus! Todos os times já focando no mercado e o Flamengo ainda mapeando e esperando a avaliação do Ney Franco dos próximos jogos.

E, por fim, vai ter que contratar. Agora mais do que nunca precisam de criatividades, parceiros Rubro Negros. Não pode é assistir a tudo passivamente, ou tudo pode ir por água abaixo. O futebol hoje é de lanterna do Brasileirão. Por sorte divina o Flamengo não entrou na zona do rebaixamento.

Será mais um ano nessa draga? Não há sócio-torcedor que aguente.

Dentro de campo, pode ter o Wallace como líder e capitão. Ao contrário do então suposto capitão Léo Moura, o zagueiro parece incomodado com essa situação:


quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Brasileirão 2013: Flamengo 2 x 1 Bahia


Todos vivos?

Hernane, agora com 11 gols no novo Maracanã, salvou o Flamengo, salvou a pele do Jayme e colocou o time com 40 pontos bem distante da zona do rebaixamento.

Jayme conquistou 17 dos 24 pontos disputados. Não merecia mesmo terminar como o vilão da noite. E tem que agradecer ao pique e esforço do Léo Moura para acertar o cruzamento, e o rei do Maracanã, devolver a felicidade à torcida.

Sem contar o milagre de Felipe com o infeliz do juiz dando quase um minuto a mais dos acréscimos. Quis matar a torcida, só pode.

O Bahia foi um adversário chato. Povoou o meio de campo, chegou até a marcar a saída de bola Rubro Negra. Já o Flamengo era lento na transição e forçava demais os passes longos. Paulinho era a válvula de escape pela direita e deu o primeiro chute só aos 35 minutos.

No segundo tempo Jayme errou em escolher o Gabriel para o lugar do Carlos Eduardo, tendo Bruninho, que já havia entrado bem contra o Botafogo, como opção. O meio de campo ficou pelo menos mais leve sem André Santos e Carlos Eduardo, porém pouco técnico com o péssimo Gabriel de camisa dez.

André Santos fez bela jogada na lateral e colocou na cabeça do Paulinho para abrir o placar. O Flamengo teve boas chances de ampliar: com Hernane - a bola bateu nas duas traves, Elias e o próprio Gabriel no contra-ataque.

Porém, outra vez o time recuou, rezando pelo final de jogo. Cristovão Borges colocou Souza e conseguiu incomodar demais a zaga. (Chicão marca mal demais, sem pegada nenhuma. Imagina se entrasse também o Obina?). E na tabelinha Souza-Fernandão, o Bahia empatou.

Daí veio outra grande lançamento do Luiz Antônio para Léo Moura, que cruzou para Hernane colocar o Flamengo de novo na frente. Para alívio da torcida e dos ouvidos do Jayme que tirou o cansado do Elias e, com o time empatando, resolveu colocar o Val.

Para domingo, é poupar Elias, Léo Moura e Wallace e jogar tudo na quarta-feira contra o Botafogo pela Copa do Brasil.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Brasileirão 2013: Bahia 3 x 0 Flamengo

Tenebroso, tenebroso. O Flamengo perdeu para o Bahia por 3 x 0 e voltou para a zona de rebaixamento. São dez pontos em dez jogos, uma campanha pífia.

A maioria dos posts sobre o jogo comentaram mais sobre a situação do futebol do que sobre a partida de fato, o rosário de erros é enorme. Meu comentário é rápido: com a grana curta, as contratações deveriam ter sido certeiras, mas não foram, seja pela imprevisibilidade natural do futebol ou por erro de análise.

Todo o time têm uma ou duas contratação que falha, mas com grana você tem mais opções e os acertos acabam salvando a pele do dirigente. No Flamengo não, com uma folha mensal de um time de futebol para pagar todo mês sob forma de acordo da Receita Federal, os reforços deveriam ter sido cirúrgicos, porém a principal contratação, veja só, do salário de meio milhão de reais, é um desastre.

Pois bem. O Flamengo fez uns 20 minutos muito bom na Fonte Nova. Mantendo o domínio do jogo, trocava bem os passes, apesar de excesso de individualidade quando chegava à frente. O Bahia parecia que jogava fora de casa, todo fechado e saindo no contra-ataque. A partir da metade do primeiro tempo os donos da casa equilibraram o meio de campo e o Flamengo aceitou.

E Felipe outra vez resolveu falhar. Um chute de longa distância, deu rebote e o adversário fez 1 x 0. Sem reação, com os pontas Paulinho e Carlos Eduardo perdidos, Adryan, que até então era o melhor, caindo de produção, restou ao Bahia pressionar, e num erro inacreditável de Heber Roberto Lopes que apontou como válido o segundo gol mesmo com o assistente tendo levantando a bandeira desde o começo do lance.

Daí em diante o Flamengo perdeu a cabeça. No segundo tempo Mano tentou colocar Fernando (ex-Fernandinho) e Gabriel nas pontas, bem abertos. Mas o Bahia armou uma retranca dura de ultrapassar. Num raro erro da zaga baiana, Marcelo Moreno teve a chance de diminuir para tentar incendiar o jogo, mas Lomba fez grande defesa.

Os donos da casa ainda fizeram o terceiro para fechar o caixão Rubro Negro. Uma noite trágica para o Flamengo.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Brasileirão 2012 - 28ª Rodada: Flamengo 0 x 0 Bahia

A torcida outra vez empurrou o time, colocou 30 mil numa quinta no Engenhão. O Flamengo até criou algumas boas chances, mas a falta de gols pode colocar tudo a perder. O Rubro Negro é um dos piores ataques do campeonato.

O primeiro tempo foi horrível, o Flamengo escapou facilmente de sair de campo perdendo por dois ou três gols. Dorival pedia marcação, mas com Ibson e Renato de volantes seria difícil mesmo. Um lance protagonizado pelo jovem e bom Gabriel do time baiano sobre o Ibson, salvo pelo Felipe, foi o reflexo da facilidade que o Bahia teve no primeiro tempo, reflexo da péssima marcação do meio campo.

A bola não parava no ataque, a dificuldade na saída de bola era irritante, sem contar os inúmeros passes errados quando o time conseguia chegar na defesa adversária, corroborando o fato que o lance mais perigoso do time foi já nos acréscimos, quando Lomba salvou.

Welligton Silva, preocupado com as bolas nas costas, já que a marcação era terrível, pouco apoiava. Realmente não deu pra entender a escolha de Dorival em deixar Cáceres no banco. A saída de bola poderia ter sido melhor e o time não tomaria tanto sufoco como tomou.

No segundo tempo a entrada do Adryan fez o time permanecer mais tempo no ataque e criar as grandes chances. Cléber Santana entrou no jogou e meteu uma bola na trave. Adryan ainda teve duas cabeçadas, e fez um gol impedido, marcado corretamente.

Mas Dorival errou em tirar Cléber Santana, que vinha bem com a entrada do Adryan. Wellington Bruno até foi bem, se movimentou bastante, procurou algumas jogadas, mas faltou o gol. O Bahia teve uma grande chance, mas Felipe salvou de maneira espetacular.

O time cercou por aqui, por ali, mas não conseguir marcar seu tão sonhado gol. Chances são criadas, oportunidades não faltam, mas quando a sorte está distante, tudo complica. O time precisa melhorar seu aproveitamento ofensivo para liquidar as chances de entrar na zona da degola.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Brasileirão 2012 - 9º Rodada: Bahia 1 x 2 Flamengo


A torcida não está tendo vida tranquila nesse Brasileirão não. Mais um final dramático, quase o time leva o empate nos minutos finais como na temporada passada, porém dessa vez o Flamengo segurou a pressão, Paulo Victor fez defesas sensacionais e o Rubro Negro conseguiu mais três pontos que o mantém na cola dos líderes.

Sem criatividade, principalmente pela opção do Joel em colocar o único meia criativo, Adryan, como ponta esquerda, o Flamengo pouco criou. Ele pode até jogar na esquerda, mas precisa ter liberdade para cair no meio de campo. Um bom camisa dez seria excelente para haver essa inversão. Não dá pra fazer com um Renato.

Não é a primeira vez que o treinador tem essa opção: em 2007, o talentoso Renato Augusto teve que ser submetido a uma curta faixa de campo. E claro, sempre a preferência por um volante armando o time. Ibson não foi bem, não é a dele. Quando recuou no segundo tempo, perdeu algumas bolas que não pode acontecer de maneira alguma.

Hernane conseguiu marcar seu segundo gol com o Manto e, mais que isso, foi um jogador bem eficiente. Marcou muito, jogou com raça e ainda teve que encarar os vários chutões no segundo tempo. Gostei mesmo.

Com a expulsão injusta de Luiz Antônio e o empate no placar, o segundo tempo foi todo do Bahia. E não dá pra reclamar que o Joel fechou o time com volantes. Pelo contrário. Apenas colocou Airton na direita, Ibson e Renato de volantes. Depois tentou dar velocidade com o que tinha no banco de reservas, Diego Maurício e Negueba, mas foi em boa jogada de Hernane que lançou para Ibson sofrer seu terceiro pênalti nesse Brasileirão.

O zagueiro Arthur Sanchéz fez uma boa partida. Foi firme, seguro, sempre com muita vontade. Vamos ver como se comporta no próximo jogo.

Ramon fez uma partida regular. Não apoiou tanto. Dessa vez o gol saiu nas costas do Luiz Antônio e também em virtude da falha de posicionamento da zaga.

Foi isso. Se não foi na técnica, foi na raça, que andava meio esquecida. E ficou claro que não há nada em curso para derrubar o treinador. O elenco sofre de carências, se a diretoria fosse mais competente com alguns bons reforços e um novo treinador, o time poderia sonhar com algo melhor do que uma posição no meio da tabela.

Agora começa a pedreira com os jogos no meio da semana. Quarta-feira tem o Corinthians. Terá a volta de Vagner Love, Botinelli, possivelmente de Léo Moura e quem sabe a estréia de Cáceres.

E também será uma semana decisiva para reforços de fora do Brasil. Vamos ver o que vão arrumar depois de tantas negativas e fracassos.

domingo, 4 de setembro de 2011

21º Rodada do Campeonato Brasileiro Flamengo 1 x 3 Bahia


Sexta partida sem vitória, foram três empates e três derrotas e uma situação que começa a sair do controle. O Flamengo perdeu a competitividade, perdeu sua característica que vinha dando tão certo. Luxemburgo precisa estancar essa queda já pro próximo jogo.

Hoje é um time que tem medo de chutar, que não tem mais a posse de bola como destaque, perdeu a força da marcação, e o pior, jogando sem garra, sem vontade.

Gostei do time com Willians e Renato, só que na frente colocaria o Negueba ou Diego Maurício para jogar com um atacante mais fixo na área, Jael ou Deivid. E acertaria a postura do Willians. Ele tem que entender que agora é primeiro volante, precisa ficar mais fixo na marcação e não tentar matar a marcação logo no primeiro bote. Ele tem errado muito assim, e depois precisa fazer falta.

Os responsáveis pela criação no meio de campo, Botinelli e Thiago Neves, mais uma vez nada jogaram.

E a zaga lá trás voltou a falhar feio na bola aérea. Dois gols saíram de cruzamento. Meteu na área é gol. E ainda teve a falha na cobertura na direita, que começou lá no meio de campo com o lateral Dodô passando como quis até chegar na cara do gol.

Felipe evitou uma goleada maior. As substituições no segundo tempo não surtiram efeito. Nem pro abafa o time conseguiu pressionar o Bahia

Último jogo que Renato fez gol foi no empate contra o Ceará, justamente quando Ronaldinho não esteve em campo. Quando o time não tem pra onde correr, é fraco tecnicamente, os atacantes batem cabeça, sobra para Renato fazer seu golzinho de falta. E o mais triste é que nem com o gol de empate, jogando em casa, o Flamengo conseguiu jogar bem depois.

E na partida seguinte, quando ninguém mais acreditava no time depois de mais um tropeço contra o time cearense, teve aquele jogo épico contra o Santos. Que se repita agora com a volta do Ronaldinho da seleção. É jogo que pode fazer a diferença não só na tabela, mas até emocionalmente. E devolver a confiança aos jogadores.

Essa semana tem decisão médica para saber se Airton, Maldonado e Alex Silva voltam contra o Corinthians. É torcer para que pelo menos o Airton volte, está fazendo muito, mas muita falta.

domingo, 29 de maio de 2011

2º Rodada do Brasileirão: um péssimo empate contra o Bahia

Egídio, mais uma boa partida na esquerda

Que lamentável. Jogo controlado, adversário sem poder de reação, com um a menos. O time deu aquela recuada básica, não soube segurar a bola no ataque e para completar, Luxemburgo colocou o Bahia no jogo com a entrada do Jean e depois do Fernando, que errou tudo, absolutamente tudo que tentou. Péssimo resultado!

No primeiro tempo o Flamengo não fazia uma grande partida, mas jogava melhor que o Bahia. Até que a zaga começou a aprontar. Tomar gol de jogadinha de lateral que o atacante faz a parede é demissão sumária de todos os zagueiros.

A boa no ataque era na lateral direita, com o Galhardo sempre com espaço. O lateral fazia boa partida no ataque e bem ruim na defesa. Foi lá que saiu o gol de empate do Ronaldinho, e mais duas boas jogadas. Mas no erro da recomposição o Bahia fez o gol no contra-ataque, justamente quando o Flamengo era melhor e criava as melhores chances.

Segundo tempo foi domínio completo do time. Egídio fazia grande partida, marcava bem e se apresentava no ataque. Botinelli empatou e com grande jogada de Diego Maurício, Egídio virou. Um belo gol.

Mas o time foi recuando, achando que o jogo já estava ganho, e pronto, no erro na saída de bola levou o empate. Na única chance do Bahia no segundo tempo. Que castigo. Poucos falaram, mas o Felipe falhou no chute do Jóbson. Achei bem defensável.

Ronaldinho e Thiago Neves não jogaram bem. Ronaldinho ficou muito marcado no ataque e poucas vezes caiu pela esquerda pra tentar puxar os zagueiros. Errou alguns passes. Thiago Neves foi pior. Sumiu na esquerda, não teve uma grande chance, poderia ter invertido com o Gaucho e ido pro ataque.

Está na hora de Wanderley voltar pro banco e quem sabe entrar no segundo tempo. Diego Maurício já merece a titularidade.

O Flamengo nos últimos quatro jogos fez 10 gols. Media de 2,5 por partida. Só que levou sete. Hoje a defesa é o drama do time, por isso as negociações com Airton e Alex Silva, que devem avançar nessa semana.