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quarta-feira, 26 de junho de 2019
CBF não interromperá o calendário para outra Copa América em 2020. Os clubes precisam agir
Segundo o site Globo Esporte, em reportagem de Martín Fernandez, o Campeonato Brasileiro de 2020 não será interrompido para a realização de mais uma edição da Copa América (que raio de competição insuportável todo ano?!).
O torneio será realizado entre junho e julho com sede na Argentina e Colômbia.
Ao contrário do que prometeu no discurso de posse, confira aqui, quando na ocasião, o presidente eleito da CBF, Rogério Caboclo, afirmou que teriam mudanças no calendário do futebol brasileiro, e que em 2020 as Datas Fifa estariam livres no calendário das competições nacionais.
O calendário do ano que vem só ficará pronto no segundo semestre, mas o cenário para que não tenha interrupção é inevitável.
É hora dos clubes tomarem as rédeas e impedirem essa maluquice, especialmente quem será o mais atingido: o Flamengo, através do seu presidente, Rodolfo Landim, que inclusive está sendo o chefe da delegação brasileira na atual Copa América.
Que a CBF não liga a mínima para seu principal produto é fato, por outro lado, não adianta depois os clubes reclamarem de que estão perdendo seus principais jogadores durante o Campeonato Brasileiro.
Lembrando que a Conmebol irá paralisar suas competições em Datas Fifa.
sexta-feira, 1 de março de 2019
Presidente e vice do Flamengo pedem licença no momento mais delicado da história do clube
Com dois meses no cargo e diante da maior tragédia da história do clube, o presidente do Flamengo pediu licença até 16 de março.
Teoricamente o vice estaria ali para substituí-lo, no entanto, este também pediu licença. Rodrigo Dunshee, que também é o vice-presidente jurídico do clube, só volta dia 6 de março.
Quem assume a principal cadeira do clube até pelo menos a próxima quarta-feira é o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Alcides.
Tudo isso justamente em um momento delicado: quando o clube tem seu CT interditado pela prefeitura, quando o time vai estrear na Libertadores, quando as negociações com as famílias das vítimas do incêndio do Ninho do Urubu estão acontecendo.
Landim tem uma postura discreta na presidência. E vinha bem: não frequenta vestiário, não besbilhota os treinos, não se fez presente nas apresentações de Arrascaeta, Gabigol ou Bruno Henrique. Deixou para a direção do futebol o protagonismo. É o justo, cada um em seu lugar.
No entanto, tem momentos onde a figura do presidente, que representa a instituição, precisa aparecer, marcar presença. O que não aconteceu na primeira reunião de tentativa de acordo com as famílias, por exemplo. Demorou muito tempo também para se manifestar em coletiva para a imprensa. Reparem que, após a entrevista de domingo, cessaram as reportagens caluniosas.
É compreensivo que esteja vivendo momentos turbulentos. Quando uma pessoa se candidata à presidência do Flamengo já se prepara para passar por várias crises, protestos, falta de títulos, tendo que tomar decisões ligados ao futebol. Mas ter que administrar a morte de dez crianças dentro do próprio clube não é mera dificuldade cotidiana. É um baque.
É aceitável, vendo pelo lado humano, se afastar para respirar. Nesse momento que o vice deveria assumir suas responsabilidades. No entanto, o correto seria Rodolfo Landim cancelar qualquer viagem programada e permanecer junto ao clube nesse momento delicado.
Teoricamente o vice estaria ali para substituí-lo, no entanto, este também pediu licença. Rodrigo Dunshee, que também é o vice-presidente jurídico do clube, só volta dia 6 de março.
Quem assume a principal cadeira do clube até pelo menos a próxima quarta-feira é o presidente do Conselho Deliberativo, Antônio Alcides.
Tudo isso justamente em um momento delicado: quando o clube tem seu CT interditado pela prefeitura, quando o time vai estrear na Libertadores, quando as negociações com as famílias das vítimas do incêndio do Ninho do Urubu estão acontecendo.
Landim tem uma postura discreta na presidência. E vinha bem: não frequenta vestiário, não besbilhota os treinos, não se fez presente nas apresentações de Arrascaeta, Gabigol ou Bruno Henrique. Deixou para a direção do futebol o protagonismo. É o justo, cada um em seu lugar.
No entanto, tem momentos onde a figura do presidente, que representa a instituição, precisa aparecer, marcar presença. O que não aconteceu na primeira reunião de tentativa de acordo com as famílias, por exemplo. Demorou muito tempo também para se manifestar em coletiva para a imprensa. Reparem que, após a entrevista de domingo, cessaram as reportagens caluniosas.
É compreensivo que esteja vivendo momentos turbulentos. Quando uma pessoa se candidata à presidência do Flamengo já se prepara para passar por várias crises, protestos, falta de títulos, tendo que tomar decisões ligados ao futebol. Mas ter que administrar a morte de dez crianças dentro do próprio clube não é mera dificuldade cotidiana. É um baque.
É aceitável, vendo pelo lado humano, se afastar para respirar. Nesse momento que o vice deveria assumir suas responsabilidades. No entanto, o correto seria Rodolfo Landim cancelar qualquer viagem programada e permanecer junto ao clube nesse momento delicado.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
sexta-feira, 28 de dezembro de 2018
Flamengo fecha diretoria para comandar o futebol
Ainda sem reforços para dentro de campo, o Flamengo finalizou a estrutura do seu comando do futebol. O último nome contratado foi de Paulo Pelaipe para ser o gerente, e trabalhar no dia a dia do futebol ao lado de Abel Braga.
A estrutura segue com Carlos Noval mantido como diretor executivo, Bruno Spindel agora como CEO e Marcos Braz o vice-presidente de futebol. E o comitê gestor formado por: BAP, Dekko Roisman, Fábio Palmer e Diogo Lemos - estes três últimos fazem parte de grupos políticos que ajudaram a eleger Rodolfo Landim.
Fica evidente o foco da nova gestão eleita em ter dirigentes experientes e com estilo forte na hora da cobrança do futebol. O que não deve ser confundido como autoritarismo, mas uma mudança no ambiente, viciado no espírito tolerante e paternalista, principalmente nas derrotas.
Na temporada passada faltou gente para auxiliar principalmente os treinadores jovens em tomadas de decisões. Era comum contratar um treinador sem bagagem e largá-lo às feras. Ou até mesmo o contrário: contratava-se um medalhão e deixava ele tomando conta de tudo e sendo responsável por todas as decisões dentro e fora de campo.
Pode não ser os nomes ideais, mas essas foram as apostas.
Dentro de campo o clube já perdeu Réver, Paquetá, Marlos Moreno, Geovânio, Rômulo, Mateus Sávio e Juan fica até abril, depois encerra carreira.
A temporada que se encerra comprovou que ter um elenco vasto, para dosar os jogadores principalmente naquele período entre partidas decisivas da Libertadores e Copa do Brasil, além de manter o nível no Brasileirão é fundamental.
O Palmeiras manteve seus principais nomes e fecha dezembro com cinco contratações de jovens promessas do futebol brasileiro, para reforçar ainda mais o forte elenco.
No aguardo do que essa gestão de futebol fará.
A estrutura segue com Carlos Noval mantido como diretor executivo, Bruno Spindel agora como CEO e Marcos Braz o vice-presidente de futebol. E o comitê gestor formado por: BAP, Dekko Roisman, Fábio Palmer e Diogo Lemos - estes três últimos fazem parte de grupos políticos que ajudaram a eleger Rodolfo Landim.
Fica evidente o foco da nova gestão eleita em ter dirigentes experientes e com estilo forte na hora da cobrança do futebol. O que não deve ser confundido como autoritarismo, mas uma mudança no ambiente, viciado no espírito tolerante e paternalista, principalmente nas derrotas.
Na temporada passada faltou gente para auxiliar principalmente os treinadores jovens em tomadas de decisões. Era comum contratar um treinador sem bagagem e largá-lo às feras. Ou até mesmo o contrário: contratava-se um medalhão e deixava ele tomando conta de tudo e sendo responsável por todas as decisões dentro e fora de campo.
Pode não ser os nomes ideais, mas essas foram as apostas.
Dentro de campo o clube já perdeu Réver, Paquetá, Marlos Moreno, Geovânio, Rômulo, Mateus Sávio e Juan fica até abril, depois encerra carreira.
A temporada que se encerra comprovou que ter um elenco vasto, para dosar os jogadores principalmente naquele período entre partidas decisivas da Libertadores e Copa do Brasil, além de manter o nível no Brasileirão é fundamental.
O Palmeiras manteve seus principais nomes e fecha dezembro com cinco contratações de jovens promessas do futebol brasileiro, para reforçar ainda mais o forte elenco.
No aguardo do que essa gestão de futebol fará.
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
Dias após a vitória nas urnas, Rodolfo Landim acena para Patrícia Amorim ser a dirigente dos esportes olímpicos do Flamengo
A nova diretoria eleita do Flamengo ainda nem tomou posse, mas algumas decisões beiram o bizarrismo.
A pior de todas é a volta de Patrícia Amorim ao clube. Não que a ex-atleta mereça ser banida do Rubro Negro, até porque a raia quatro, a mais nobre, da nova piscina da Gávea foi batizada com seu nome, mas trazê-la de volta, justamente nessa gestão, é um troço inacreditável.
Patrícia Amorim deixou o Flamengo com uma dívida de R$ 750 milhões ao final do seu mandato. Com um rombo gigantesco naquela que deveria ser sua área, os esportes olímpicos. E justamente essa turma que foi eleita agora fez parte do processo de saneamento financeiro do clube lá em 2013, tendo que desfazer de diversas equipes olímpicas e dispensar Vagner Love e Dorival Jr. Será que esqueceram do vazamento da piscina, que resultava em um prejuízo de meio milhão de reais?
No entanto, nada foi mais grave do que, em 2011, a ex-presidente ter ficado ao lado do Capitão Léo, então presidente do Conselho Fiscal, que instaurou uma série de inquéritos - nunca comprovados, e abandonado o Zico, após convidá-lo para ser o executivo do futebol.
Em entrevista à ESPN Brasil, Rodolfo Landim não rechaçou a ideia de que Patrícia Amorim possa ser a vice-presidente. Tudo para agradar aos feudos eleitorais da Gávea que o ajudaram a eleger.
Com a ruptura da antiga chapa azul, os dois lados tiveram que buscar alianças com grupelhos que até então estavam no ostracismo. Agora paga-se o preço.
É justamente por isso que preferem manter o quadro eleitoral de votantes do Flamengo limitado a pouco mais de três mil sócios. Se ampliam a votação para os sócios-torcedores - após alguns anos de carência, e faz como o Internacional, por exemplo, que contou com 60 mil sócios aptos a votar, esses grupos políticos perdem qualquer influencia na eleição. Quem ganhar, terá que gerir para a torcida, e não para seus apoios eleitorais, distribuindo suas vice-presidências para figuras que nem deveriam ter mais qualquer poder de decisão ou relevância no clube.
Será lamentável, e a nova gestão vai começar muito mal se, após um duro trabalho de reconstrução dos esportes olímpicos comandado por Marcelo Vido e Alexandre Póvoa, justamente para cobrir o rombo deixado por Patrícia Amorim e por sua então vice-presidente, Cristina Callou, estas voltarem a comandar ou indicar um nome para a pasta.
A pior de todas é a volta de Patrícia Amorim ao clube. Não que a ex-atleta mereça ser banida do Rubro Negro, até porque a raia quatro, a mais nobre, da nova piscina da Gávea foi batizada com seu nome, mas trazê-la de volta, justamente nessa gestão, é um troço inacreditável.
Patrícia Amorim deixou o Flamengo com uma dívida de R$ 750 milhões ao final do seu mandato. Com um rombo gigantesco naquela que deveria ser sua área, os esportes olímpicos. E justamente essa turma que foi eleita agora fez parte do processo de saneamento financeiro do clube lá em 2013, tendo que desfazer de diversas equipes olímpicas e dispensar Vagner Love e Dorival Jr. Será que esqueceram do vazamento da piscina, que resultava em um prejuízo de meio milhão de reais?
No entanto, nada foi mais grave do que, em 2011, a ex-presidente ter ficado ao lado do Capitão Léo, então presidente do Conselho Fiscal, que instaurou uma série de inquéritos - nunca comprovados, e abandonado o Zico, após convidá-lo para ser o executivo do futebol.
Em entrevista à ESPN Brasil, Rodolfo Landim não rechaçou a ideia de que Patrícia Amorim possa ser a vice-presidente. Tudo para agradar aos feudos eleitorais da Gávea que o ajudaram a eleger.
Com a ruptura da antiga chapa azul, os dois lados tiveram que buscar alianças com grupelhos que até então estavam no ostracismo. Agora paga-se o preço.
É justamente por isso que preferem manter o quadro eleitoral de votantes do Flamengo limitado a pouco mais de três mil sócios. Se ampliam a votação para os sócios-torcedores - após alguns anos de carência, e faz como o Internacional, por exemplo, que contou com 60 mil sócios aptos a votar, esses grupos políticos perdem qualquer influencia na eleição. Quem ganhar, terá que gerir para a torcida, e não para seus apoios eleitorais, distribuindo suas vice-presidências para figuras que nem deveriam ter mais qualquer poder de decisão ou relevância no clube.
Será lamentável, e a nova gestão vai começar muito mal se, após um duro trabalho de reconstrução dos esportes olímpicos comandado por Marcelo Vido e Alexandre Póvoa, justamente para cobrir o rombo deixado por Patrícia Amorim e por sua então vice-presidente, Cristina Callou, estas voltarem a comandar ou indicar um nome para a pasta.
segunda-feira, 10 de dezembro de 2018
Novo presidente do Flamengo: Rodolfo Landim
Num universo de 40 milhões de torcedores, ver pouco mais de três mil sócios decidirem quem será o próximo dirigente máximo da Gávea é assustador.
À título de comparação, no mesmo sábado, o Internacional também elegeu seu presidente. Foram cerca de 64 mil sócios, que tiveram a opção de votar via internet, por aplicativo.
É um dos pontos que pouco avançou nos últimos seis anos e precisa ser discutido. Sem falar o fato da eleição ser apenas em dezembro, uma semana depois do fim do Brasileiro. O certo deveria ser em outubro, para que a transição dos eleitos e o planejamento da próxima temporada não ficasse prejudicado.
Politicamente, o Flamengo segue sendo tratado como clube de bairro, e dificilmente seus frequentadores e sócios vão querer que um torcedor lá da outro extremo decida quem vai administrar sua sede social.
Esquecem, no entanto, quem sustenta a Gávea é esse apaixonado e fanático Rubro Negro. Basta pegar os balanços financeiros e conferir que a sede do Flamengo é deficitária e quem sustenta as quadras, as piscinas e a sauna é o futebol, ou seja, seu torcedor.
******************
Após seis anos de Eduardo Bandeira de Mello, a nova gestão será conduzida por Rodolfo Landim. A gestão de títulos escassos, de poucas conquistas e muitos fracassos pagou seu preço. Por mais que os avanços estruturais, financeiros e na base tenham ocorridos, ter conquistado apenas uma Copa do Brasil e o mais grave, ver que a gestão em nada aprendeu com os erros cometidos ano após anos, foram essenciais para a derrota de Lomba, que passaria até impressão de que teria uma postura diferente do atual presidente, porém, quando esteve à frente do futebol ficou engessado pelo autoritarismo, desmandos e isolamento de Bandeira.
Landim, em sua campanha, não teve rodeios ou subterfúgios, não disse que "teriam avanços significativos ou que iria fazer diferente". Seu discurso foi baseado em uma promessa que quase nenhum dirigente fez: ser campeão, conquistar títulos, se incomodar pelo fracasso e muita cobrança.
Que seja tratado não como ídolo, mito, herói, mas que seja devidamente cobrado como dirigente.
Agora é hora de trabalhar. O Flamengo precisa voltar a conquistar títulos. O tempo já é curto!
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Coluna de Rodolfo Landim na Folha de São Paulo
Coluna de Rodolfo Landim na Folha de São Paulo. Engenheiro civil e de petróleo, faz parte da administração Rubro Negra como vice-presidente de planejamento.
Confira trechos da coluna:
Confira trechos da coluna:
No domingo último, fui ao Maracanã participar de sua grande festa de reinauguração. O estádio ficou lindo, a organização do evento foi excelente e quase tudo funcionou perfeitamente.
Mas, se por um lado o Rio de Janeiro passou a ter uma casa de espetáculo à altura do que de mais moderno existe no mundo, o benefício que ela trará para a melhoria do futebol é no mínimo questionável. (...)
O que chega realmente, na maioria das vezes, bem próximo ao ridículo é a arrecadação com os ingressos dos jogos.
Algumas causas podem ser atribuídas a isso, passando pela redução do público devido ao incremento dos assinantes em TV fechada de pay-per-view, pela segurança nos estádios e pela falta de ídolos jogando em equipes brasileiras.
Mas a qualidade dos estádios, aí incluindo não só o conforto como também a qualidade dos serviços oferecidos, certamente reduzem as possibilidades de cobrança de ingressos mais caros.
Via de regra, o que tínhamos no Brasil eram estádios muito antigos, com concepções ultrapassadas. E, com os clubes tendo baixíssima capacidade de investimento, pouco acontecia.
A iminência da chegada da Copa do Mundo promoveu por aqui, a exemplo do que ela e os campeonatos europeus de futebol proporcionaram a vários países daquele continente, a demanda por investimentos em modernização e construção de estádios.
Isso gerou uma expectativa positiva para os grandes clubes, que viram a possibilidade de surgir a oportunidade de gerir estádios modernos, financiados com dinheiro público, para a realização de seus jogos.
Pelo menos essa foi a solução adotada para o Corinthians com o Itaquerão, como também tinha sido a do Engenhão, estádio construído para os Jogos Pan-Americanos de 2007, no Rio, e que teve sua administração concedida ao Botafogo.
Mas, infelizmente, esse não será o destino do novo Maracanã. Os clubes de futebol, únicos agentes geradores de renda capazes de viabilizar economicamente a manutenção dos estádios através de suas torcidas e dos mandos de campo de suas partidas, foram incompreensivelmente alijados do processo "competitivo" que levou à escolha de um grupo concessionário.
Aos clubes sobrou a alternativa de negociar com os agentes privados escolhidos, em clara situação de desvantagem, a transferência de grande parte do valor que somente eles têm em troca do direito de poder jogar onde sempre foi a sua casa. E pior, tendo que ficar algemados a essa solução por décadas, impedindo assim que possam buscar alternativas em médio prazo.
A Copa certamente trará benefícios à infraestrutura do Rio e de outras cidades-sede. Quanto aos clubes locais, ainda é cedo para dizer...
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
"Gestão profissional, sempre" por Rodolfo Landim
Confira coluna de Rodolfo Landim, anunciado como vice-presidente de patrimônio do Flamengo, no jornal Folha de São Paulo. Ele escreve às sextas, a cada duas semanas, na versão impressa de "Mercado".
Ele e Alexandre Wrobel podem formar uma dupla de respeito! Torço para que aconteça a parceria.
"Ao longo de minha vida, tive a felicidade de poder participar de algumas experiências inesquecíveis nas quais, depois de muito planejamento, trabalho árduo e conhecimento aplicado, o objetivo foi alcançado.
Porém, apesar de nem sempre tão visíveis, é importante destacar que outros fatores críticos de sucesso sempre estiveram presentes e provavelmente tenham sido os mais determinantes: a clara visão inicial de onde e como se queria chegar ao objetivo, a atuação harmônica em equipe e a conquista mais do que da razão, do coração dos envolvidos. E tudo em um ambiente de gestão profissional e com mecanismos de incentivo corretos.
O que os jornais anunciaram no início desta semana foi exatamente o coroamento da primeira etapa de uma história de sucesso que se desenha, baseada nos mesmos princípios, mostrando também o quão mobilizadora pode ser a busca de um ideal coletivo.
Em junho, após mais um dissabor de fim de semana, alguns poucos flamenguistas fanáticos, todos desde sempre assíduos frequentadores das arquibancadas dos estádios de futebol e profissionalmente bem-sucedidos em suas carreiras empresariais, resolveram se encontrar em uma pizzaria no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.
O tema da conversa era a indignação geral de ver o clube querido, paixão que unia todos os presentes, em situação totalmente incompatível com o que seria de esperar de uma agremiação amada por 40 milhões de brasileiros. E, pior, sem haver à vista nenhuma expectativa de melhoria para o quadro tanto no curto como no longo prazo.
O baixo aproveitamento do potencial gerador de riqueza e por consequência de bons resultados para o clube parecia evidente, principalmente levando em conta que os torcedores são um público absolutamente fiel à marca.
Além disso, via-se na mídia quase tantas notícias sobre personalidades ligadas ao Flamengo nas páginas das "colunas sociais" e até mesmo policiais quanto nas dedicadas ao esporte, explicando, pelo menos em parte, a razão desse quadro geral.
O diagnóstico era claro. Precisava haver o resgate da credibilidade e da imagem do clube, a começar pela reformulação do seu processo de gestão. Era necessário profissionalizar os quadros administrativos, criar planos de ação emergenciais, estabelecer metas e modificar as expectativas quanto aos resultados futuros sob o risco de perder o bonde da história e ver o seu maior patrimônio, a fanática e devotada torcida, definhar com o tempo. Mas como fazer as mudanças?
A princípio, pareciam existir barreiras intransponíveis, já que nenhum dos envolvidos sequer conhecia o estatuto ou tinha qualquer envolvimento político no clube. Mas mesmo assim o projeto foi lançado e rapidamente começou a obter inúmeras e importantes adesões, inclusive do ídolo máximo do clube, Zico. A ideia espalhou-se como uma verdadeira epidemia do bem em que os contaminados multiplicaram esforços conectados por uma rede de esperança e fé que não poderia ter outro fim que uma vitória majoritária consagradora.
Passados apenas alguns dias das eleições do Flamengo, o clube já é outro. É certo que os problemas que existiam continuam por lá. Porém hoje há uma grande equipe de profissionais de sucesso comprometidos e dispostos a doar seu tempo e experiência para solucioná-los, uma enorme equipe de voluntários querendo contribuir para reerguer o clube e a certeza de todos de que o gigante que se mostrava adormecido acordou.
A responsabilidade que recai sobre esse grupo de profissionais é ainda maior pela natural visibilidade que o Flamengo tem como clube de maior torcida no país e o natural efeito multiplicador que o sucesso da adoção de um modelo de gestão como o que se vislumbra poderá trazer para a melhoria do futebol como negócio no Brasil.
Será também uma boa oportunidade para provar aos incrédulos que gestão profissional e futebol são miscíveis, aliás, como já vem sendo praticado há quase duas décadas em outros países do mundo.
Quem viver, verá..."
Ele e Alexandre Wrobel podem formar uma dupla de respeito! Torço para que aconteça a parceria.
"Ao longo de minha vida, tive a felicidade de poder participar de algumas experiências inesquecíveis nas quais, depois de muito planejamento, trabalho árduo e conhecimento aplicado, o objetivo foi alcançado.
Porém, apesar de nem sempre tão visíveis, é importante destacar que outros fatores críticos de sucesso sempre estiveram presentes e provavelmente tenham sido os mais determinantes: a clara visão inicial de onde e como se queria chegar ao objetivo, a atuação harmônica em equipe e a conquista mais do que da razão, do coração dos envolvidos. E tudo em um ambiente de gestão profissional e com mecanismos de incentivo corretos.
O que os jornais anunciaram no início desta semana foi exatamente o coroamento da primeira etapa de uma história de sucesso que se desenha, baseada nos mesmos princípios, mostrando também o quão mobilizadora pode ser a busca de um ideal coletivo.
Em junho, após mais um dissabor de fim de semana, alguns poucos flamenguistas fanáticos, todos desde sempre assíduos frequentadores das arquibancadas dos estádios de futebol e profissionalmente bem-sucedidos em suas carreiras empresariais, resolveram se encontrar em uma pizzaria no Jardim Botânico, no Rio de Janeiro.
O tema da conversa era a indignação geral de ver o clube querido, paixão que unia todos os presentes, em situação totalmente incompatível com o que seria de esperar de uma agremiação amada por 40 milhões de brasileiros. E, pior, sem haver à vista nenhuma expectativa de melhoria para o quadro tanto no curto como no longo prazo.
O baixo aproveitamento do potencial gerador de riqueza e por consequência de bons resultados para o clube parecia evidente, principalmente levando em conta que os torcedores são um público absolutamente fiel à marca.
Além disso, via-se na mídia quase tantas notícias sobre personalidades ligadas ao Flamengo nas páginas das "colunas sociais" e até mesmo policiais quanto nas dedicadas ao esporte, explicando, pelo menos em parte, a razão desse quadro geral.
O diagnóstico era claro. Precisava haver o resgate da credibilidade e da imagem do clube, a começar pela reformulação do seu processo de gestão. Era necessário profissionalizar os quadros administrativos, criar planos de ação emergenciais, estabelecer metas e modificar as expectativas quanto aos resultados futuros sob o risco de perder o bonde da história e ver o seu maior patrimônio, a fanática e devotada torcida, definhar com o tempo. Mas como fazer as mudanças?
A princípio, pareciam existir barreiras intransponíveis, já que nenhum dos envolvidos sequer conhecia o estatuto ou tinha qualquer envolvimento político no clube. Mas mesmo assim o projeto foi lançado e rapidamente começou a obter inúmeras e importantes adesões, inclusive do ídolo máximo do clube, Zico. A ideia espalhou-se como uma verdadeira epidemia do bem em que os contaminados multiplicaram esforços conectados por uma rede de esperança e fé que não poderia ter outro fim que uma vitória majoritária consagradora.
Passados apenas alguns dias das eleições do Flamengo, o clube já é outro. É certo que os problemas que existiam continuam por lá. Porém hoje há uma grande equipe de profissionais de sucesso comprometidos e dispostos a doar seu tempo e experiência para solucioná-los, uma enorme equipe de voluntários querendo contribuir para reerguer o clube e a certeza de todos de que o gigante que se mostrava adormecido acordou.
A responsabilidade que recai sobre esse grupo de profissionais é ainda maior pela natural visibilidade que o Flamengo tem como clube de maior torcida no país e o natural efeito multiplicador que o sucesso da adoção de um modelo de gestão como o que se vislumbra poderá trazer para a melhoria do futebol como negócio no Brasil.
Será também uma boa oportunidade para provar aos incrédulos que gestão profissional e futebol são miscíveis, aliás, como já vem sendo praticado há quase duas décadas em outros países do mundo.
Quem viver, verá..."
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