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quarta-feira, 19 de abril de 2017

BWA entra em contato com o Flamengo buscando aproximação, o que é rechaçado pelo clube

Após ter garantido de que a BWA estava fora do consórcio com a Largadère, eis que a ex-parceira de venda de ingressos do Flamengo entrou em contato com dirigentes Rubro Negros, segundo o blog Bastidores FC, dispostos a uma aproximação, afirmando que os franceses estão bem perto de administrar o Maracanã, o que foi rechaçado pelo diretor geral do clube, Fred Luz.

O mesmo blog informa ainda que a Lagardère já tem uma sala no Maracanã, onde finaliza os cálculos de quanto de dinheiro será necessário para recuperar o estádio.

Para a conclusão da venda, resta apenas o aval do governador do estadio, Pezão.

Sobre o histórico deste blog com a BWA, confira aqui.

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

A briga pela administração do Maracanã

O que então era certa a realização de uma nova licitação do Maracanã há dois meses, agora não é mais. Mesmo tendo encomendado estudo de viabilidade econômica de uma nova disputa para a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o governo do Rio desistiu do procedimento licitatório e planeja a venda do estádio para o segundo colocado da disputa: Lagardère e a BWA.

A FERJ se unirá às duas empresas e deverá ser a operadora dos jogos.

Segundo o jornal O Globo, o principal responsável pela mudança de planos do executivo é Julio Bueno, ex-candidato à presidência do Fluminense e ex-secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, o mesmo que foi denunciado na semana passada pelo Ministério Público do Rio por ter concedido isenção fiscal à empresa Michelin. O MP-Rio pede o ressarcimento de mais de R$ 4 bilhões, além da sua condenação por improbidade administrativa.

A BWA já foi parceria do Flamengo na venda de ingressos. Em 2009, "na final" contra o Grêmio a policia militar apreendeu oito mil ingressos falsos, além de suspeitar da participação de diretores da empresa na quadrilha que vendia ingressos falsificados.

Segundo notícias da época, dos 76 mil ingressos produzidos para o jogo entre Flamengo e Grêmio, mais de 15 mil foram desviados pela própria empresa responsável pela confecção, a BWA, e estavam sendo vendidos por cambistas por um preço até cinco vezes maior. A quadrilha teria um lucro de cerca de R$ 4,5 milhões.

Em 2011 este blog já cobrava o fim da parceria com esta empresa. Confira aqui.

Já a empresa francesa Lagardère assumiu diversos estádios da última Eurocopa. Aqui no Brasil administrou o Castelão em abril de 2014. Logo na estreia do evento-teste os problemas foram enormes: portões fechados, apenas uma bilheteria aberta antes da partida, catracas sem leitura de ingressos e banheiros sem condições de uso.

O governo cearense retomou o estádio da administração privada. A mudança foi feita "considerando a existência de deficiências graves na organização da Concessionária Arena Castelão Operadora de Estádio S.A., afetando o regular desenvolvimento das atividades abrangidas pela Concessão, e causando inclusive risco à segurança de pessoas e bens e considerando que o Poder Concedente deve adotar medidas acautelatórias para assegurar a continuidade da prestação dos serviços públicos, de forma adequada e eficiente".

O Flamengo afirma que não jogará no Maracanã se não participar efetivamente da administração do estádio e se a empresa francesa Lagardère assumir a gestão. A cartada Rubro Negra veio através da proposta que a CSM, empresa parceira da dupla Fla-Flu fará para tentar arrematar o controle do estádio.

sábado, 2 de março de 2013

Flamengo rompe com a BWA

Mais boas notícias. O Flamengo rompeu com a BWA, sua antiga parceira para venda de ingressos. O contrato vigorava até o final de 2013. A Outplan será a nova parceira.

O presidente Eduardo Bandeira teve a mesma postura que Péter Siemsen, presidente do Fluminense, assim que assumiu o tricolor: pagou a multa e rompeu contrato com a empresa que tinha um serviço péssimo de venda de ingressos e cobrava a taxa mais alta.

Em 12 de julho, escrevi aqui que já era hora de romper com a empresa. Em 12 de março de 2011, também escrevi, veja aqui sobre a péssima parceria.

Além de todo o péssimo histórico da BWA, um dos motivos para o rompimento é o "sócio torcedor" que está por vir. Vamos ver o que o Flamengo vai oferecer de facilidade e até de descontos para o torcedor comprar seus ingressos.

Nesse domingo é dia do Cadastro Rubro Negro. Toda a torcida está convocada a entrar no site oficial do Flamengo e fazer seu cadastro. Imagino que lá devam ter perguntas que deverão direcionar a diretoria de marketing para montar cada pacote.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

É hora de romper com a BWA

Além do excelente patrocínio pontual de um milhão de reais no Fla x Flu, o Rubro Negro ainda utilizou os R$ 350.939,18 de renda líquida que teve direito para quitar de vez a dívida com a BWA e agora, depois de 30 meses, finalmente poderá levar já na partida contra o Corinthians a renda pra Gávea. A dívida era de quase R$ 13 milhões.

Não existe nenhum pendência e nenhum motivo para o Flamengo continuar tendo a BWA como parceira. O sistema é precário, vide o transtorno que foi o jogo do hexacampeonato contra o Grêmio em 2009. O sistema de vendas da "Ingresso Fácil" é péssimo e a entrega no estádio é amadora. Muitas vezes o torcedor já entra com a partida em andamento pelas longas filas para retirar seu tíquete comprado pela internet.

O Fluminense também passou pelo mesmo drama no jogo final do Brasileiro contra o Guarani em 2010 e no ano seguinte já rompeu com a empresa mesmo tendo contrato em vigor e sendo ameaçado por uma multa de R$ 5 milhões.

Outro ponto negativo: o custo para administrar a venda de ingressos pela BWA é muito maior que da Outplan, parceira do Fluminense e Botafogo.

No domingo, o mando de campo era do Fluminense, e a "Ingresso Mais", levou pouco mais de 5% da renda. Com a BWA a taxa é sempre de 10% toda partida.

E ainda, não existe mais a desculpa por não fazer um sócio-torcedor dando benefícios e facilitando a compra de ingressos. Pelos serviços ruins, pelo atendimento precário, é hora de romper com a BWA, cujo contrato se estende até 2013.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Público vem caindo nos jogos em Macaé, e Flamengo leva seu primeiro prejuízo no Estadual


Luxemburgo se animou com os jogos em Macaé, por ter um aeroporto, pelas boas condições do gramado, o bom estádio, mas se no começo a torcida estava bem animada, nesses últimos jogos o Moacyrzão não tem recebido bons públicos.

O primeiro jogo em Macaé foi na terceira rodada contra o Americano, só com Thiago Neves, os dez mil ingressos foram vendidos. Depois, sexta rodada contra o Boa Vista, primeiro jogo de Ronaldinho no estádio, todos os dez mil ingressos vendidos.

Aí na sétima rodada contra o Resende, 6.384 ingressos vendidos. Segunda rodada do segundo turno, jogo contra o Bangu, 6.958 ingressos vendidos e pela quarta rodada, mais um jogo em Macaé, sem Ronaldinho e Thiago Neves, contra o Cabofriense, apenas 2.447 ingressos foram vendidos, levando o Flamengo ao seu primeiro prejuízo na renda.

Nem a penhora conseguiu tirar sua graninha, e o Rubro Negro ainda teve que pagar R$ 18.041,29. Dá pra justificar que jogou sem Ronaldinho e Thiago Neves, que o time já foi campeão do primeiro turno, mas mesmo com os dois, a torcida em Macaé tem diminuindo.

Fora que contra esses times pequenos eles se defendem mais, o gramado parece ser menor e o ferrolho está armado. Acho que daria pra revezar mais os jogos e voltar a jogar no Engenhão. Pro Brasileirão, não vejo um estádio melhor.


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No clássico entre Botafogo x Vasco, foram vendidos 31.267 ingressos gerando uma renda de R$ 724.360,00. Ao contrário da BWA e seus custos de 10% na renda, a Ingresso Mais cobrou muito mais barato, e levou R$ 41.934,00. Bem abaixo da taxa cobrada pela empresa prestadora de serviço do Flamengo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Flu tem toda renda penhorada, Flamengo leva pouco mais de R$ 100 mil

No Fla x Flu, 26.131 ingressos foram vendidos, gerando uma receita de R$ 666.415,00. E o responsável pela confecção, pré-venda e venda dos ingressos foi a BWA, claro, levou seus 10% da renda bruta.

Pros clubes restou R$ 344.300,45, pelo empate, cada um levou 50%. Mas a penhora foi violenta pro Fluminense, o time com a maior dívida do futebol brasileiro. Todos os R$ 172.150,23 que o tricolor teria direito foi retido para pagamento de quatro ordens judiciais.

Já o Flamengo, teve duas penhoras, somando o valor de R$ 43.037,55, e restando líquido pro clube: R$ 129.112,67.

Já que os clubes do Rio agora estão unidos, com agenda em comum, é hora de cobrar uma diminuição da taxa da FERJ, que sempre cobra 10% em cima da renda bruta.

sábado, 12 de março de 2011

Flamengo e a péssima parceria com a BWA

Saiu na coluna Panorama Esportivo desse sábado, em O Globo:


A questão não é jogar ou não no Engenhão, não é isso que vai definir a administração da bilheteria, o problema é o contrato que o Flamengo tem com a BWA, ou seja, qualquer jogo que tiver o mando de campo, essa empresa vai ter o direito de comercializar os ingressos, infelizmente.

Agora é fato que o Bangu, por ter o mando de campo, poderia muito bem ter colocado seu jogo no Engenhão, aí sim a Ingresso Mais faria o trabalho com um menor custo. No Moacyrzão, sete mil ingressos foram vendidos, sobrando apenas R$ 10 mil para o Flamengo, descontando as penhoras, e quase R$ 9 mil para o adversário.

O presidente do Botafogo tem razão na comparação. A BWA, na final da Taça Guanabara, levou R$ 114.893,00. Já na semifinal entre Flamengo x Botafogo, com os serviços da Ingresso Mais, o custo ficou em apenas R$ 38.238,00.

O Vasco já se livrou da BWA, e no clássico com o Flamengo no primeiro turno, a Outplan levou apenas R$ 25 mil, muito menos que os 10% que a BWA costuma levar em cima da venda dos ingressos.

O Fluminense tomou coragem e rompeu com a BWA, mesmo sendo ameaçado pela empresa de uma multa de R$ 5 milhões por quebra de contrato, que iria até 2012. O Flamengo tem compromisso até 2013, fora os empréstimos, os adiantamentos que foram feitos, um verdadeiro prejuízo, que é pouco comentando pelos poderes do Clube.

Fora o péssimo atendimento, as falsas promessas e os escândalos, como na final do Brasileiro em 2009 contra o Grêmio.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

R$ 1.157.078,70 entraram no caixa do Clube apenas na partida de ontem


Além dos R$ 900 mil de patrocínios pontuais apenas na estréia de Ronaldinho, o Flamengo conseguiu mais R$ 257.078,77 referente a 60% da renda líquida na partida de ontem.

Com todo os ingressos vendidos desde segunda-feira, a renda bruta foi de R$ 918.545,00. Abatendo as despesas de R$ 347.258,85 (10% da BWA e da FERJ são brutais) a renda líquida foi de R$ 571.286,15 que depois foi dividido 60% para o vencedor e 40% para o derrotado e ainda teve uma penhora no valor do Flamengo de R$ 85.692,92.

O Nova Iguaçu perdeu a invencibilidade, mas levou pra casa mais de R$ 228 mil. Deve ter bancado a folha do mês tranquilamente.

Falando ainda sobre a BWA. Como é precário o atendimento dessa empresa "parceira" do Flamengo, que ainda levou mais de R$ 90 mil pelo "serviço". Ela está no direito dela, cabe ao Flamengo cobrar um serviço e um atendimento melhor a torcida.

Como informou o excelente site Fim de Jogo. Muitos torcedores tiveram que esperar mais de uma hora e meia na fila para retirar seu ingresso comprado pela internet e tiveram que entrar com o jogo já começando.

Vergonha absoluta!

Foto: Fim de Jogo