Uma segunda-feira agitada para os negócios do Flamengo. Primeiro, saiu em pleno clima de fim de festa e às vésperas da eleição, o projeto de sócio-torcedor em parceria com a Ambev. Confira aqui.
E também o assunto mais crítico: foi lançado o edital de licitação para o Maracanã. Como já previsto, os clubes foram impedidos de participarem.
Assuntos tão importantes que, somado ao contrato da Adidas, só geram preocupações sobre a capacidade de Patrícia Amorim e sua equipe em tomar decisões tão importantes a longo prazo para o Clube.
Vamo lá:
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Bom, primeiramente é uma decisão completamente esdrúxula do governo estadual simplesmente excluir os clubes, em especial o Flamengo e o Fluminense, da licitação sem mais sem menos. Como se o Maracanã sobrevivesse sozinho, como se a vocação de “templo mundial do futebol” se sustentasse por si só.
Tudo bem que o Flamengo nem teria a Certidão Negativa de Débito para participar da concorrência, e como essa gestão é um fracasso administrativo, correríamos o risco de perder a licitação para o Fluminense, mas nem chamar os clubes para conversarem, tentarem, porque não, uma solução em conjunto, para quem foi por muito tempo o trem-pagador da Surderj, isso sim foi o mais absurdo.
Pois bem, agora não há mais o que reclamar. As cartas estão postas na mesa e acho que ainda dá pra salvar. O primeiro dirigente do Flamengo a se pronunciar foi Alexandre Wrobel, um dos poucos que se salva dessa gestão.
"Não acredito que esta decisão atrapalhe nossos planos de utilização do Maracanã. Sempre pensamos em parcerias com grandes empresas. Vamos estudar com calma. Tenho uma reunião amanhã [terça] no clube sobre isso e vamos ter uma posição mais atualizada",
O caminho é esse. Se fosse com os clubes à frente, teriam que procurar empresas para ajudarem na empreitada, a questão agora é que inverteu: as empresas virão à frente e os clubes na retaguarda. Por isso é bom ficar antenado e, porque não, buscar uma união pacífica entre Fla-Flu.
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O edital ainda fala em proibição de exclusividade. Mas o que seria exclusividade? Seria, por exemplo, se a Unimed (apesar do edital deixar claro que a empresa licitante não poderá ter vínculo de forma direta ou indiretamente com o clube de futebol) ganha a concorrência e só permite que o Fluminense jogue lá? Isso é o que o edital veda.
Porém, entendo, que não seria exclusividade se, por acaso a Unimed ganha a licitação, é claro que terá o Fluminense como principal parceiro e o Flamengo teria que pagar uma taxa para jogar no Maracanã. Seria um cenário trágico.
Por isso essa história de dizer "que se dane o Maracanã", pode fazer com que o
estádio caia no colo de uma Unimed da vida e o Flamengo tenha que jogar no
interior ou sendo obrigado a pagar ao tricolor para jogar no Mário Filho.
O risco ainda que vejo é de uma empresa estrangeira - especialista em eventos, shows, UFC, transformar a futura arena em praça de tudo, menos para o futebol. Por isso, outra vez, é hora da dupla Fla-Flu unir forças e impedir a espoliação de uma empresa privada.
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A empresa ganhadora do consórcio terá que investir mais R$ 469,4 milhões em obras no complexo até 2016, investimentos essenciais em bares, restaurantes e outras atividades, para que o concessionário tenha
receitas complementares.
E para isso, terá que demolir Parque Aquático Júlio Delamare e o Estádio Célio de Barro, mas com a obrigação de reerguer em outro local. Seria uma pena, porque o Flamengo poderia utilizar o Júlio Delamare para que sua equipe de esportes aquáticos treinasse por lá.