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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Carlos Eduardo, as categorias de base e o esquema de Dorival, agora convicto

Segue as notícias nesse pós-carnaval:

A primeira é o treinamento intensivo do Carlos Eduardo no período de festas em pleno Rio de Janeiro, que antecipou em duas semanas a possibilidade de estréia.

Abrindo um parênteses. Onde Ronaldinho passou o carnaval? Nada saiu na imprensa mineira, ninguém se importou com isso. E o Adriano, hein? Será que passou o carnaval no Mosteiro de São Bento? Pois é, não estavam no Flamengo, quem liga? É estranho demais isso.

Vida que segue. Como a comissão técnica não pôde acompanhar os treinamentos do jogador por conta do jogo contra o Friburguense, a novidade é que a movimentação do Carlos Eduardo foi filmada para ser analisada pelo staff do Dorival, segundo informações do Globo Esporte.

A segunda é o bom trabalho, entre acertos e erros, do Pelaipe. Agora o diretor de futebol está cuidando da base. Ele já acertou a contratação do Marcos Biasotto que estava no Grêmio e parte para profissionalizar as categorias de base sob o auxílio do Rafael Vieira, analista de desempenho que também foi contratado.

Foi criado uma central de dados com controle de idade. E também um modelo único de contratos de produtividade, com salários no mesmo patamar. Todos receberão praticamente a mesma base salarial, R$ 20 mil, quem vai tornar desigual a renda no contra-cheque ao final do mês serão os próprios jogadores, quando forem titulares e convocados para a seleção brasileira. É a meritocracia, atingindo desde o alto escalação dos executivos remunerados até as categorias inferiores, segundo informações do Extra Esportes.


A terceira e talvez a mais importante é que Dorival tem mantido a convicção do esquema com três atacantes - coisa que não teve ano passado, e pensou nos reforços dessa forma. Belo trabalho do treinador em união com o Pelaipe e Wallim na montagem do elenco.

Tem dado certo nesse começo, se vai continuar tendo sucesso até o final é outra história, mas esse esquema já tem o mérito de ter despontado um brilhante jogador como o Rafinha, um matador como o Hernane e com as entradas do Carlos Eduardo e o mais pra frente do Gabriel, a situação só tende a melhorar.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Carlos Eduardo é anunciado oficialmente


Não sei se é coincidência ou se querem mesmo marcar uma dia da semana para boas notícias, o fato é que é a terceira quinta-feira que a nova gestão do Flamengo anuncia novidades.

Dessa vez o nome é do Carlos Eduardo que estava no Rubin Kazan. Ele custou nada mais nada menos que 20 milhões de euros ao clube russo e o Flamengo conseguiu trazê-lo por empréstimo, só pagando salários por 18 meses.

A novela que virou essa negociação e os vários clubes que tiveram o interesse no jogador, Santos, Fluminense e Internacional justificam a demora para fechar a contratação. A dúvida agora é quanto ao seu futebol.

Afinal, ele não joga regularmente há dois anos. Se for aquele do Grêmio, quando ajudou seu ex-time a chegar à final da Libertadores em 2007, será um excelente reforço. Está longe de ser o camisa dez, o que é verdade, e vai atuar mais na esquerda.

De qualquer forma, parabéns ao Pelaipe, provou que sabe reforçar bem um time no caos financeiro. Com grana é fácil contratar. Com os cofres vazios é que você mostra sua experiência e contatos no mercado. E o Flamengo segue na mesma linha, contratando sem gastar um centavo nas negociações, apenas pagando o salário fixado no teto estipulado pela diretoria.

E o mais importante: foram contratados jogadores que darão velocidade ao time, se Dorival ajudar, claro.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Os passos de Paulo Pelaipe para profissionalizar o futebol do Flamengo

Muito boa a matéria do excelente Carlos Eduardo Mansur em O Globo desse sábado. Ele escreve sobre a contratação do Rafael Vieira, especialista em treinamento esportivo, cuja responsabilidade é implantar a Central de Análise de Desempenho. Já tratei de sua contratação no final do ano passado, veja aqui.

Paulo Pelaipe explica a utilidade dessa Central: "Se a gente precisar de um lateral com determinada característica, pode ir lá e ver quais estão disponíveis, qual o tempo de contrato, as condições. E terá imagens para avaliar. Isto dá agilidade no mercado"

Veja a primeira parte da matéria:


A base também terá seu destaque na busca pela profissionalização da gestão. Pelaipe informou ter determinado a Carlos Noval e Carlos Brasil, diretores das categorias de base do Flamengo, “que agridam o
mercado, no bom sentido”.


Pois é, o executivo de futebol que chegou em meio a muitas dúvidas, como uma pessoa truculenta e que nada tinha a ver com a modernidade do futebol e a ruptura do modelo antigo, e até como último da lista de preferência da torcida, dá sinais nesse começo de trabalho que os novos gestores fizeram uma boa escolha.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Dada a largada para a nova gestão do futebol


Foi anunciada oficialmente a contratação de Paulo Pelaipe para ser o diretor executivo do futebol Rubro Negro.

Muitos nomes foram cogitados: Felipe Ximenes, Eduardo Maluf - estes dois já estão virando tradição e até Newton Drumont e Fernando Carvalho, ambos com passagem pelo Inter, todos nomes mais conhecidos e com menos rejeição, mas no final, por uma série de fatores, o escolhido foi o executivo do Grêmio.

Já disseram muita coisa boa e outras nem tanto, mas ficou claro que precisamos nesse primeiro momento voltar a vencer e foi contratado o cara que sabe montar times fortes e tem experiência no mercado em negociações. O pulso firme no comando do vestiário também deve ter crescido os olhos da nova gestão.

Claro, poderia ter vindo um Ximenes, com grandes projetos e não conseguir executá-los porque não saberia montar um time nesse primeiro ano pela pouca experiência e com escassos recursos.

Com Pelaipe dá pra ter um time forte, segurar a pressão e começar o trabalho profissional, até por que não depende exclusivamente dele, mas também da estrutura que está sendo montada. Não adiantaria contratar um profissional para tocar o futebol e largá-lo às moscas como já fizeram. Formam o Conselho Gestor do futebol: Zico, BAP, Godinho, Wallim e Bandeira. Com Pelaipe recebendo as diretrizes do grupo. Um sozinho pode errar, mas com um grupo é bem mais complicado.

Lá no Sul, o novo diretor de futebol do Flamengo comandava uma equipe com mais de 70 funcionários. Se conseguirem formar uma estrutura como essa por aqui, já será uma vitória, especialmente criando algumas funções como o "analista de desempenho", "observadores técnicos", "avaliadores técnicos", "treinador de fundamentos" e uma equipe de "Psicossocial".


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De estranhar foi a recusa, até certo ponto lógica, do Wallim ao cargo de CEO. Tudo bem, não queria ser remunerado, mas não poderia ter avisado antes? Agora terão que correr atrás de gente do mercado para fazer a função tão importante no modelo proposto pela chapa vencedora.


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Eu, se fosse o Pelaipe, exigiria o fim das férias de Zinho e Dorival e já resolveria de uma vez o futuro dos dois. Ora essa.