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quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A falta de efetividade dos pontas resultou na perda do título para o Palmeiras


O Flamengo passou por diversas dificuldades na temporada passada: chegou a não ter zagueiros no elenco e precisou de chamar o já dispensado César Martins, mas talvez o maior problema tenha sido a pouca efetividade dos pontas, o principal pilar do esquema do Zé Ricardo.

Se resolviam fechando e compactando a marcação, no ataque os quatro pontas mais utilizados foram uma lástima:

Cirino: 24 jogos, 2 gols, 0 assistência
Gabriel: 22 jogos, 3 gols, 0 assistência
Éverton: 30 jogos, 3 gols, 7 assistências
Fernandinho: 25 jogos, 3 gols, 3 assistências

Só Robinho sozinho fez 12 gols e 8 assistências em 30 jogos.

Foi por essa deficiência que o Flamengo não conseguiu superar o Palmeiras no Brasileiro. Quando o Éverton, o melhor desses, se machucou contra o Inter no Beira Rio, derrota de virada por 2 x 1, o Rubro Negro naufragou e não se encontrou mais. Só voltou a jogar o futebol que empolgou a torcida contra o Coritiba no Maracanã, apesar do empate, perdeu várias chances.

O time para a Libertadores precisa de reforços para mudar de patamar. Por enquanto só o Rômulo para titular é pouco, apesar de melhorar e muito a posição de volante, se Márcio Araújo for para o banco.

Entretanto, o Rubro Negro precisará investir em pelo menos um ponta de nível e o outro mediano. E não adianta esperar oportunidade de negócio apenas para ter jogador em fim de contrato e que chegue somente pelo salário.

Sem entrar no mérito do mecenato alviverde, que é exceção no futebol brasileiro, o Palmeiras já gastou R$ 25 milhões para jogar a Libertadores, e o Flamengo ainda está zerado nessa briga.

Não foi coincidência o time da Gávea elevar o nível de contratação no ano passado e ter brigado pelo título até as últimas rodadas. Tem elenco para outra vez brigar pelo título brasileiro, mas para a Libertadores ainda não subiu de patamar e não tem jogadores decisivos (Conca, quando jogar, será um desses), no ataque, além do Guerrero.