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terça-feira, 30 de abril de 2019

"O modelo dos novos patrocínios de bancos digitais a clubes de futebol", por André Monnerat


O André Monnerat, que escrevia no ótimo Sobre Flamengo, fez uma análise sobre a nova febre dos patrocínios de bancos digitais no futebol, após a saída da Caixa Econômica Federal.

Confira um trecho:

"O patrocínio é ótimo para posicionamento da marca, que fica ligada aos valores que o patrocinado transmite; no caso do patrocínio de camisa, é muito bom para gerar também exposição e conhecimento. Mas, para gerar venda mesmo, ele certamente pode contribuir como uma engrenagem importante (ou não faria sentido nenhum a aposta, claro - e realmente acredito que um bom trabalho como patrocinador vale muito a pena), mas é preciso trabalho a mais. Estar na camisa é bom para o "topo de funil", mas pra fazer o torcedor passar da descoberta às fases de consideração, interesse, avaliação e compra, é preciso agir na ativação do patrocínio (área em que temos visto evolução nos últimos anos) e até mesmo em outras mídias e canais. Se a decisão da empresa é colocar todos os seus ovos na cesta do patrocínio, especialmente sem atenção especial à sua ativação, não é improvável que ele dure pouco";

Confira na íntegra aqui.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Flamengo anuncia o banco BS2 como patrocinador máster. Marketing e comunicação serão peça fundamental no negócio


O Flamengo anunciou seu novo patrocinador máster, após a saída da Caixa Econômica Federal. Trata-se da BS2, banco digital, que ainda precisa ser aprovado pelo Conselho Deliberativo.

O valor fixo será de R$ 30 milhões até dezembro do ano que vem.

Está praticamente decretado o fim dos tradicionais patrocínios máster para os clubes de futebol, onde a empresa estampava sua logomarca na camisa do time de futebol e a visibilidade era a única forma de anúncio.

A grande questão será ver se os clubes estão prontos para trabalhar nessa nova dinâmica do negócio.

Os clubes serão parceiros do negócio e vão precisar que seus profissionais de marketing sejam eficientes na ativação. Ou seja, o setor será peça importante da engrenagem que moverá o clube a ganhar milhões a mais, não podendo se usado para alocar apadrinhados políticos ou meros distribuidores de camisas.

Da mesma forma a comunicação, que será decisiva para um trabalho de convencimento do torcedor, sem, ao mesmo tempo, jogar todo o peso do sucesso no negócio nos seus ombros: "façam cartões, virem correntistas, peçam empréstimos, paguem os boletos no banco patrocinador".

Parte também do clube criar mecanismos de interligar seus produtos (sócio-torcedor, ingressos, descontos em produtos oficiais) aos seus bancos digitais. São inúmeras as possibilidades. E novamente: agora, mais do que nunca, será necessário ter profissionais capacitados, treinados e conhecedores do assunto.

A corrida já começou!