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domingo, 9 de setembro de 2018

Brasileirão 2018: Flamengo 2 x 0 Chapecoense


O Flamengo não precisava jogar bem, mas tinha a obrigação de sair com a vitória. Contra um dos lanternas, no Maracanã, o Rubro Negro derrotou a Chapecoense por 2 x 0 e voltou a vencer, após duas derrotas seguidas pelo Brasileirão.

O problema foi que todos os rivais do G4 venceram. Desse modo, a equipe segue na quarta colocação, a cinco do líder, Internacional.

A próxima partida será contra o Vasco, em Brasília, que está na beira da zona de rebaixamento e perdeu as últimas quatro partidas.

Porém, antes, tem o também cambaleante Corinthians, que aposta todas suas fichas na Copa do Brasil e com certeza será mais competitivo do que foi contra o Palmeiras nesse domingo.


O JOGO

Nesse sábado, diante de mais de 30 mil torcedores, o Flamengo fez o que mais tem feito: posse de bola, chegando a 69%. Mesmo com os 10 chutes do primeiro tempo, as tramas ofensivas eras pouco perigosas.

É uma esquema que está sendo o coveiro dos atacantes.

Na imagem do @11tegen11 revela que não adianta fazer rodízio de atacantes, o time não joga em função deles que, praticamente, não participam das ações ofensivas. É preciso organização, talvez com Vitinho mais por dentro, perto do centroavante.


Um dado para corroborar: Fernando Uribe foi o segundo jogador que menos tocou na bola, ficando atrás apenas de Marlos Moreno. Como o único atacante da equipe, mais da metade dos seus passes foram no meio de campo. No futebol mexicano, seu forte era o cruzamento. E não lembro quando ele teve uma oportunidade pelo alto.

Nesse jogo de sábado, faltou Diego recuar e ser o cabeça pensante desse meio de campo, principalmente por Paquetá e Cuellar não estarem em campo. As jogadas ofensivas eram iniciadas por Pires e Renê.

O grande diferencial foi a movimentação de Arão. Após o gol de Renê, somente aos 44 minutos do primeiro tempo, Éverton Ribeiro e Rodinei fizeram boa jogada pela esquerda, Arão ultrapassou e por pouco Diego não marcou. Foi a única jogada de triangulação com ultrapassagem criada.

É curioso que a equipe explora as jogadas pelo lado, joga de forma protocolar pelo meio de campo, mas não consegue a profundidade para cruzar de forma perigosa. Faltam laterais eficiente nesse fundamento.

Na imagem do site WhoScored.com revela como as principais forças ofensivas surgiram pelo lado do campo, mais fortemente pela direita.


A vitória não mascara os problemas ofensivos e nem trás confiança ao torcedor. Para quarta a única certeza é de que o Flamengo terá posse de bola, agora, se será efetivo, criativo e decisivo, ninguém é capaz de apostar.

quinta-feira, 21 de setembro de 2017

Copa Sul-Americana 2017 - Oitavas de final: Flamengo 4 x 0 Chapecoense

Juan: segundo maior zagueiro artilheiro da história do Fla. 

Uma semana após a pior atuação sob o comando de Reinaldo Rueda, o Flamengo fez uma de suas melhores partidas da temporada, goleou o Chapecoense por 4 x 0 e, pela primeira vez, se classificou para as quartas de final da Copa Sul-Americana.

Ainda tem o jogo contra o Avaí pelo Brasileiro antes da grande decisão do dia 27 de setembro, mas é animador ver que o time reagiu bem ao esporro público do treinador, após o empate patético na partida de ida em Chapecó.

Por mais que o adversário não seja um dos mais fortes, que pudesse oferecer grandes dificuldades na marcação ou perigo à defesa Rubro Negra, aí entra o mérito de um Flamengo que soube controlar o jogo, chegando a ter mais 65% de posse de bola no primeiro tempo, ser agudo, ofensivo e vertical.

Foi um time vibrante, querendo vencer, insatisfeito, com fome de gols. Que não permitiu o Chapecoense jogar ou chegar com perigo.

E grande parte desses méritos se devem à dupla de volantes, que chegaram de surpresa no ataque, especialmente Cuellar. Dificilmente quando o colombiano joga bem o Flamengo também não vai bem. Ontem foi sua melhor atuação desde o jogo contra o Figueirense no Pacaembu. Foram 66 passes corretos, quatro desarmes, dois chutes e um gol - o dono do meio de campo.


Após um dos melhores 45 minutos iniciais, o Flamengo continuou o ímpeto ofensivo e de muita luta, respondendo às críticas do treinador. Não houve relaxamento, administração de resultado. Foram mais 45 minutos de pressão para ampliar o marcador e não permitir o Chapecoense jogar.

Chegando ao fim com 57% de posse de bola e 14 finalizações – oito no gol.


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Mesmo sem gols, partida monstra do Guerrero, participando diretamente de três gols e sendo responsável pelas principais jogadas ofensivas com seu certeiro papel de pivô.



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Rueda adotou Paquetá, que vem correspondendo jogando no ataque, mesmo sem cacoete de atacante. É bom finalizador, além de habilidoso, passou na frente do Vizeu. Sem Éverton para a final da Copa do Brasil, não duvido nada do garoto ser o titular.


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Trauco, que viveu dias de ostracismo, após o péssimo jogo no Mineirão contra o Atlético Mineiro, voltou a ser titular e a fazer seu bom jogo ofensivo, principalmente os lançamentos pro Guerrero. Se o treinador conseguir acertar o posicionamento defensivo do peruano, o Flamengo ganha uma arma de peso para a sequência da temporada.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Brasileirão 2017: Flamengo 5 x 1 Chapecoense


Após nove rodadas finalmente o Flamengo desencantou, fez uma belíssima atuação e goleou a Chapecoense por 5 x 1.

Com a vitória, chegou aos 14 pontos, pontuação de sexto colocado, mas ocupa o oitavo lugar.

Nas últimas quatro partidas foram duas vitórias em casa e dois empates fora. Entretanto, no domingo, o objetivo é vencer o Bahia em Salvador de qualquer forma. O Rubro Negro nos últimos anos sempre foi forte jogando na casa do adversário, precisa voltar a ser para subir de vez na classificação.

Finalmente o Flamengo foi letal, decisivo e certeiro nas finalizações. O Rubro Negro é a equipe que mais finaliza no campeonato, porém era apenas a sétima em tiros certeiros. Hoje foram 18 chutes, 11 certeiros e cinco gols. Isto ainda com o bom Jandrei fazendo ótimas defesas. 

Após esta noite, continua a ser a equipe que mais finaliza, porém passou a ser a quarta em arremate ao gol.


O JOGO

Dentro de campo, Zé Ricardo inacreditavelmente voltou a escalar a dupla Márcio Araújo e Arão, mesmo após Cuellar ter feito duas partidas seguidas muito boas. O colombiano vinha de 15 desarmes em 318 minutos contra 13 desarmes do Márcio Araújo em 659 minutos. Mais do que números, a qualidade na saída de bola, que por vezes não é tão percebida, melhorou, o que faz diferença na transição.

O começo foi periclitante. A Chapecoense subia a marcação, pressionava a saída de bola e alugava o campo defensivo Rubro Negro. Foram três finalizações em 15 minutos. Em que pese não ter acertado o gol do Thiago nos primeiros 45 minutos.  

O Flamengo era lento, não encontrava saída. Parecia inseguro e ainda buscando se ajeitar dentro de campo.

Entretanto, na primeira troca de passes, com Guerrero fazendo o papel de pivô, a bola sobrou para Diego que marcou um golaço, abrindo o placar na Ilha do Urubu.

O gol deu confiança à equipe. Diego flutuava por todas as linhas, comandava o meio de campo Rubro Negro, voltando a ser aquele jogador antes da contusão.

Em contra-ataque puxado pelo próprio Diego, que colocou na medida para Guerrero marcar seu primeiro gol no campeonato. 

Com 2 x 0 o Flamengo voltou a ser a equipe que trocava passes com inteligência, procurava as triangulações, com destaque para Berrío e Éverton que faziam também uma boa partida.

Aos 39 minutos, para liquidar a partida, Guerrero teve mais uma boa chance, após ótimo passe do Éverton, na cara do goleiro, que salvou (O peruano não tenta uma cavadinha, só pancada à meia altura).

No segundo tempo o jogo parecia tranquilo e dominado. Guerrero teve mais duas chances e não conseguiu guardar na rede. O castigo veio com falha do Thiago, e o gol de empate parecia ser uma ameaça cada vez mais real. Como se comportaria o psicológico dos atletas?

Não tinha outra forma do Flamengo sair da pressão se não fosse através do terceiro gol. E Guerrero fez mais um, como ele gosta, após cabeçada do Arão a bola sobrou dividida para o peruano que guardou, e desmontou o adversário de vez.

Zé Ricardo entrou com Rhodolfo e Rômulo para subir a altura da defesa, pois a Chapecoense pressionava e de qualquer lugar que tinha oportunidade metia a bola na área.

E o Flamengo passeava no ataque. Tinha muito espaço e aproveitou. Diego marcou o quarto, Guerrero o quinto e por pouco não teve gol de Berrío e Vinicius Jr, que até marcou, porém foi devidamente anulado.

Se nesta quarta-feira lembrou bem distante o melhor futebol de 2016, sobrou em qualidade individual. O que jogaram Diego e Guerrero nesta noite foi impressionante. Com Éverton Ribeiro, Geuvânio, Rhodolfo, Conca, Rômulo, e ainda Berrío, Vinicius Jr, Éverton e Ederson, Zé Ricardo tem à disposição uma porção de jogadores decisivos, se conseguir organizar a equipe dentro de campo, as chances ficam ainda melhores.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Brasileirão 2016: Chapecoense 1 x 3 Flamengo


Uma vitória digna de um time que vai brigar pelo título do brasileiro. O Chapecoense havia perdido apenas uma partida em casa no campeonato e tinha o quarto melhor aproveitamento das últimas seis rodadas.

E o Flamengo foi lá e conseguiu uma expressiva vitória por 3 x 1, com o adversário ainda fazendo um belo jogo, o que só valoriza a vitória Rubro Negra.

Com o resultado o Rubro Negro assumiu a segunda colocação, a três pontos do líder do Palmeiras.

Zé Ricardo montou a mesma equipe que venceu o Grêmio na semana passada: Gabriel e Éverton com o Guerrero de atacante. Entretanto, desta vez não deu certo. O gol no começo - novamente Pará consagrando o Diego ou Diego consagrando o Pará, acabou sendo a única finalização de um pobre primeiro tempo.

E jogando fora de casa, com 1 x 0 no placar com menos de 10 minutos de jogo foi um prato cheio para o time recuar e buscar os contra-ataques, o que não aconteceu. O Chapecoense que inicialmente sentiu o gol, viu que o Flamengo se posicionava na altura do meio de campo, pressionou e lançou inúmeras bolas na área Rubro Negra, até conseguir o empate. Com certeza viu o jogo de quarta-feira, porém a dupla da zaga era outra e tirou todas.

Durante a semana Zé Ricardo treinou um outro esquema: dois atacantes com a entrada do Mancuello com Diego pelo meio. E aos 15 minutos fez a mudança: saíram Gabriel e Éverton e entraram Damião e Mancuello.

Em 30 minutos Diego cresceu, comandou o meio de campo com excelência - são dois gols em dois jogos, e no ataque Damião, Guerrero e Mancuello trocavam passes envolventes e criavam chances.

Guerrero encontrou com quem jogar e tabelar, saindo mais da área e deixando Damião como referência no ataque. O peruano sofreu pênalti, Damião fez 2 x 1, e depois perdeu outras duas boas chances.

Porém é verdade que neste esquema a defesa fica vulnerável e o Chapecoense pressionou, chegou com perigo e por pouco não empatou.

Mas em um escanteio curto, cobrado para gastar tempo, resultou no terceiro gol em finalização sensacional do argentino. Lembrou aquele gol das tabelinhas entre Adriano e Love na saída de jogo.

O Flamengo caminha pra brigar pelo título. Tem um elenco vasto e agora se percebe o Zé buscando alternativas, um plano B em caso de dificuldade do time titular. Pode ser o passo decisivo para se manter no topo e brigar pelo título até o final. Usar os dois atacantes será em situações extraordinárias, mas vai precisar encaixar melhor a marcação nessa formação.

domingo, 13 de setembro de 2015

Brasileirão 2015: Chapecoense 1 x 3 Flamengo


E segue a campanha invicta do Flamengo neste segundo turno. Jogando fora de casa a equipe derrotou o Chapecoense por 3 x 1 e permanece na quarta colocação. Agora são seis vitórias seguidas em seis rodadas neste returno.

São tantos pontos positivos e impressionantes, como por exemplo, 1) Flamengo é a equipe que menos sofreu finalizações contra seu gol no segundo turno, 2) são apenas três gols sofridos em seis jogos, sendo dois destes de pênalti, 3) o time não se abala quando leva um gol, pelo contrário, faz justamente o que precisa ser feito: coloca a bola no chão e mata o jogo com o terceiro gol. Em outros tempos um golzinho do adversário era motivo para desestabilizar o ambiente, 4) reservas dando conta do recado e substituindo titulares imprescindíveis e 5) cada jogo um atleta vem decidindo, mostrando que o elenco não era tão ruim como se pensava.

Mas, a meu ver, já escrevi no post passado, o maior mérito dessa equipe com Osvaldo de Oliveira é a troca de passes efetiva. Pouco tem sido dito pelos analistas, espero que continuem assim.

Os gols do Flamengo estão saindo após longa e incansáveis trocas de passes. Lembro bem que Cristóvão tentou até fazer de um time cuja característica é a velocidade, que valorizasse a posse de bola, porém foi com o novo treinador que a bola no pé significou envolvimento da defesa adversária de forma ofensiva e, por outro lado, proteção à defesa: ser a equipe que menos sofreu finalização neste segundo turno é fruto disso.

A equipe Rubro Negra foi soberana no primeiro tempo. Jogou firme, com marcação forte na saída de bola e praticamente não deu chance do Chapecoense respirar.

Chegou ao ponto de, segundo a imprensa, os torcedores catarinenses abandonarem o estádio antes do intervalo.

Já na etapa final, com 2 x 0 no placar, o Flamengo recuou e via Apodi infernizar o Jorge na defesa. Só que agora, ao contrário do Cristóvão, Osvaldo fez uma ótima e básica leitura de jogo colocando Luiz Antônio na lateral. Problema corrigido e fatura liquidada, se não fosse o pênalti bobo de Márcio Araújo, que vem tendo um melhor posicionamento: não avança e cobre as duas laterais.

Mas Kayke, após assistência de Éderson, outra boa notícia, garantiu a vitória com autoridade.

Destaques para César Martins que, depois de um começo titubeante, se firma como titular e para Paulinho crescendo a cada partida.