Mostrando postagens com marcador Jayme. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Jayme. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 14 de maio de 2014
A saída justa, mas catastrófica do Jayme
A demissão do Jayme foi justa. Eliminado da Libertadores na primeira fase, campeão carioca, Jayme em momento algum armou um Flamengo confiável e nem dava sinais disso. Não dava mesmo para esperar o intervalo da Copa do Mundo.
Isso não apaga o excelente trabalho que fez no ano passado, quando pegou uma terra devastada pós-Mano e fez alterações decisivas, como o Amaral de volante, Paulinho caindo pela esquerda naquele inesquecível 4 x 0 contra o Botafogo, a opção pelo Samir e, principalmente, a confiança que passou ao time.
O problema é que não conseguiram evitar outra vez o famoso vazamento dos "corredores da Gávea". Ancelmo Gois soltou a bomba por volta das dez horas da manhã: "Ney Franco é o novo treinador do Flamengo". A notícia correu como um rastilho de pólvora e inacreditavelmente ninguém da diretoria Rubro Negra correu, onde quer que Jayme estivesse, para lhe contar a novidade.
O homem, justamente aborrecido, passou a fazer uma peregrinação pelas programas esportivos, rádios e jornais. Estava dado início ao momento mais complicado desta atual gestão. Tudo ampliado pela figura do próprio Jayme: gente boa, humilde, simples, com um histórico de serviços prestados ao clube. Se fosse um Luxemburgo dá vida estariam todos comemorando mais um fracasso.
O que era para ser mais uma demissão de treinador, virou um novela, e tendo personagens como Zico, Júnior. Todo mundo foi convocado a dar palpite e alguns estão perdendo a linha, como o Sr. Paulo Cézar Caju. Relevemos porque ele, no fundo, está defendo um amigo.
O erro não foi a demissão e muito menos mapear outro treinador. Geralmente demite-se o treinador e o auxiliar assume até a chegada do novo contratado. O problema é que neste caso o próprio Jayme era o auxiliar que entrou e permaneceu no lugar do Mano.
Falhou a comunicação, falhou Wallim Vasconcelos, que não tem mais condições nenhuma de continuar no cargo. Se não pela competência, pelo desgaste. Faltou o tato de perceber o incêndio que estava se formando. Pode recuar, pode ficar atrás das cortinas sem se expôr tanto. Não faço ideia de quem poderia assumir esse cargo amador e político, mas precisa de sangue novo na área.
Chega Ney Franco com sua comissão técnica, o que considero um equívoco, não pelo nome em si, mas por outra vez o Flamengo trocar a preparação física e todo corpo técnico cada vez que chega um novo treinador.
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Lucas Mugni merece a titularidade. Com a volta de Léo Moura, os volantes terão trabalho redobrado
Jayme confirmou Mugni de titular, pelo menos nos treinos e nas entrevistas, vamos ver confirma no domingo.
É inegável que o time ganhou sua presença em campo. O Flamengo ficou mais organizado porque passou a ter uma referência. No mapa de calor é revelado que ele jogou a maior parte do segundo tempo centralizado. Com isso, Cáceres, que no primeiro tempo ajudava no meio de campo, passou a marcar de perto Valdívia.
Com a confiança de um time bem equilibrado, o Flamengo acreditou, empatou pela segunda vez logo no começo da segunda etapa e viu que era capaz de vencer a partida. A marcação encurtou os espaços e teve o Paulinho na direita como referência em velocidade.
Com a volta de Léo Moura, os voltantes terão trabalho redobrado. Todos sabem que o ponto fraco do Flamengo, na defesa, é na lateral. Por isso minha opção seria a dupla Amaral e Cáceres. (Ainda penso seriamente em Wallace de volante) Márcio Araújo sai bem pro ataque, isso é bom, mas é lento na recomposição. E alguém vai precisar pregar no Conca, que poderia ser o Amaral. Porque se o argentino jogar livre como foi o Valdívia e o próprio Conca no campeonato carioca, não vai dar certo.
E o Fluminense não tem apenas o Conca, que nem tem feito boas partidas. É preciso atenção com o Wagner e Rafael Sóbis.
Com Éverton voltando de contusão e sem o Gabriel, não tem jeito, a opção é Luiz Antônio mesmo, que nem tem feito tantos bons jogos para começar de titular. Em um eventual segundo tempo com placar ruim, Éverton deverá ser a opção e o Luiz Antônio pode cair na lateral direita.
Mugni entrou nos dois últimos jogos no segundo tempo e se destacou. Precisa aprender a jogar bem bem de titular. Contra o Palmeiras conseguiu alternar momentos de segurar a bola para esperar seu time avançar e de fazer bons lançamentos, como para o gol do Alecsandro. Sem dúvida será um bom teste para o jovem argentino.
domingo, 4 de maio de 2014
Com Nixon no ataque, Jayme deixa o 4-3-3. À força, é verdade!
Poucos notaram, mas depois de inúmeros jogos Jayme abandonou o 4-3-3 para escalar uma time, teoricamente, no 4-2-1-3.
Não por desejo, ele anda muito conservador, zero de ousadia, não quer de forma alguma largar o esquema campeão do ano passado, mas sim pelas circunstâncias. Com vários desfalques, Luiz Antônio será deslocado para a lateral direita, e no ataque, dois homens de frente: Alecsandro e Nixon.
Vamos ver como o time se comporta sem três volantes. Mugni anda caindo muito colocado no Alecsandro, à frente do Paulinho, por exemplo. Com dois atacantes, ele pode recuar mais e ser o responsável pela transição meio-ataque.
Outra expectativa é pela posição do Paulinho. Vai cair como o terceiro atacante ou vai compor o meio de campo? Pode ajudar o Mugni, fazendo o contraponto: um mais veloz, outro mais cadenciado. Pode funcionar.
Mesmo que o atacante seja o Nixon, ter novas perspectivas de mudança tática é animador. Tomara que funcione.
Já são cinco jogos sem vitória, dois jogos iniciais pelo Brasileirão sem fazer gol e na semana que vem tem o Fla x Flu e depois o São Paulo no Maracanã. O Flamengo precisa embalar neste campeonato.
terça-feira, 18 de março de 2014
Jayme fez o último treinamento antes do jogo decisivo contra o Bolívar
Na Bolívia, Jayme treinou a equipe para o decisivo duelo do Flamengo pela Libertadores contra o Bolívar.
Na atividade dessa terça-feira, chegou a colocar Paulinho e Alecsandro no lugar de Gabriel e Hernane. Mas depois retornou com a dupla. Pressinto que Jayme vai confirmar a primeira troca para começar a partida amanhã.
Com Cáceres machucado por seis semanas, Amaral volta ao time para jogar ao lado do Muralha. A minha opção seria por dois volantes marcadores, entretanto só restou o Feijão. Tentaria então um plano B: um time com três zagueiros, tendo o Chicão mais à frente e o Amaral de primeiro volante. Vai ser um drama na altitude ver Léo Moura e André Santos tendo que subir e marcar. Eles poderiam atuar na intermediária, sem tantas obrigações defensivas.
Verdade que Jayme desde que chegou em nenhum momento trabalhou nesta hipótese porque sempre confiou no seu meio de campo compactado. Seria uma boa opção também por ter, vejam vocês, três zagueiros de qualidade e déficit de volante.
Cadu volta ao time em seus momentos derradeiros de Flamengo. Outra vez prometeu empenho, briga, luta, mas não espero nada do que evitar tanta correria. Precisa cadenciar o jogo, ter inteligência e valorizar a posse de bola.
Voltam André Santos e Léo Moura nas laterais. É um alívio. Tudo que o time precisa agora é de jogadores experientes.
Jayme não pode terminar com uma substituição no bolso ou fazê-la aos 40 minutos. Que ele tenha a sabedoria de cobrar o que for necessário no decorrer do jogo.
E que São Judas proteja o Flamengo.
sábado, 8 de março de 2014
Muralha no lugar do Elano e Paulinho de volta ao banco. As boas novidades do Flamengo para esse domingo
Com Elano e André Santos machucados, Jayme confirmou apenas a titularidade do Hernane. Mas deu pistas de que pode colocar o Muralha como terceiro homem de meio de campo, com Márcio Araújo e Cáceres de volantes e na pontas o Gabriel e Éverton com Hernane no ataque.
Jayme busca mais uma opção para reforçar a marcação na recomposição do meio campo e dar mobilidade no ataque. Pode ser uma boa tentativa.
Entretanto, a melhor notícia é a volta do Paulinho ao banco de reservas. Jogador deveras importante para o esquema do Jayme, só que precisa recuperar a forma física.
O banco do Flamengo para o clássico contra o Botafogo fica bem qualificado: Mugni, Alecsandro e o próprio Paulinho.
O Flamengo pode entrar em campo com a chance de ser campeão da Taça Guanabara com duas rodadas de antecipação, basta para isso o Fluminense empatar contra Duque de Caxias no jogo das 16h e o Rubro Negro ganhar sua partida.
domingo, 24 de novembro de 2013
Com a palavra, Jayme de Almeida
"Quando o presidente do Flamengo e o Wallim (Vasconcellos, vice de futebol) me chamaram para substituir o Mano, a missão era escapar do rebaixamento. Foi duro, difícil, mas conseguimos. Enfrentamos uma equipe fortíssima, o Corinthians, campeão do mundo um ano atrás, conseguimos um resultado fantástico que nos tira qualquer dúvida. Quem acompanha o Flamengo sabe o que aconteceu com a saída do Mano. Parecia que ia desmontar tudo. Mas conseguimos, vamos para casa sem um peso nas costas. Eu só agradeço a todos que nos ajudaram muito e nos levaram a ter muita confiança"
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Jayme treina posicionamento da defesa nos cruzamentos
O Flamengo deve jogar com o time titular nesta quarta contra o São Paulo. Jayme comandou um treino hoje e exercitou as jogadas de bola na área da defesa Rubro Negra.
Nos três jogos contra o Goiás, o time levou dois gols de cabeça.
Na primeira parte do treino, Jayme comandou um trabalho de ataque x defesa. O time titular veio com Paulo Victor, Léo Moura, Chicão, Wallace e André Santos; Amaral, Luiz Antônio, Elias e Carlos Eduardo; Paulinho e Hernane. O time reserva não tinha goleiro e jogou com Digão, Samir, Frauches e João Paulo; Diego Silva, Val, Bruninho e Rafinha; Marcelo Moreno e Gabriel.
Na segunda parte, o treinador Rubro Negro treinou exaustivamente as bolas paradas. Jayme colocou os atletas para trabalharem cobranças de faltas pelas laterais e corrigiu os erros a todo momento.
Nos três jogos contra o Goiás, o time levou dois gols de cabeça.
Na primeira parte do treino, Jayme comandou um trabalho de ataque x defesa. O time titular veio com Paulo Victor, Léo Moura, Chicão, Wallace e André Santos; Amaral, Luiz Antônio, Elias e Carlos Eduardo; Paulinho e Hernane. O time reserva não tinha goleiro e jogou com Digão, Samir, Frauches e João Paulo; Diego Silva, Val, Bruninho e Rafinha; Marcelo Moreno e Gabriel.
Na segunda parte, o treinador Rubro Negro treinou exaustivamente as bolas paradas. Jayme colocou os atletas para trabalharem cobranças de faltas pelas laterais e corrigiu os erros a todo momento.
"A bola está passando muito fácil, vai tomar o gol de novo. Vamos acordar, gente! Moreno apareceu aí sozinho, caramba! Tem que acompanhar! Marca, não deixa o cara sozinho. Sem fazer falta, marca!"
terça-feira, 5 de novembro de 2013
Coluna de André Kfouri no Lance de domingo
A cena aconteceu ao final de uma das grandes noites de futebol que tivemos neste ano. Uma noite completa, em que o espírito, as imagens e os sons do velho Maracanã se reproduziram no novo estádio. Em que se comprovou que a arquitetura remodelada e as linhas modernas não têm significado sem os componentes humanos que justificam o jogo. Uma noite em que o poder do futebol mandou um recado a quem não o compreende.
A cena aconteceu depois que o Flamengo venceu o Botafogo no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil. O resultado só precisa ser mencionado porque explica o momento captado pelas câmeras do SporTV na área dos vestiários do Maracanã. Quem viu Jayme de Almeida abraçado ao neto, Breno, reviveu histórias próprias que o futebol proporciona como nenhuma outra atividade inventada pelo homem.
Ao encontrar o avô, Breno foi derrotado pela emoção. Talvez ele tivesse a precisa noção do que aqueles 4 x 0 representavam para Jayme, um treinador interino no comando do Flamengo, após anos e anos de trabalho silencioso. Talvez ele pudesse sentir a felicidade que seu avô tinha dentro de si naqueles breves intervalos em que um técnico pode saborear uma vitória.
Talvez Breno estivesse, apenas, comovido. Enquanto ele chorava no peito do avô, Jayme tentava acalmá-lo, confortá-lo. Passou a mão em sua cabeça, deu tapinhas carinhosos em suas costas, beijou-lhe a testa. O garoto enxugou o rosto com a camisa do Flamengo, ainda dominado pelos sentimentos. Jayme o pegou pelas bochechas, olhou para ele e sorriu.
Não sabemos o que o avô disse ao neto durante o abraço. Não precisamos saber. Assim como não se questiona a emoção de uma criança de doze anos, não se duvida do valor das palavras de alguém como Jayme. Palavras que têm revelado sensatez, transmitido sobriedade, demonstrado a humildade de quem foi chamado a apagar um incêndio e está determinado a fazê-lo sem se vangloriar. Palavras que têm a forma e o tom do que é de verdade. Algo raro no futebol.
Jayme de Almeida é a calma que vem depois da tempestade. Emergiu para ocupar um espaço que ficou vago repentinamente, aceitou a missão de manejar o barco por águas perigosas. Tem conduzido o Flamengo da ameaça do rebaixamento no Campeonato Brasileiro à semifinal da Copa do Brasil. Já é mais do que se poderia pedir a alguém na situação dele, e parece claro que não é por acaso.
A sensação não deve ser confundida com um elogio a capacidades técnicas ou táticas que não teriam aparecido em tão pouco tempo. É, sim, um aplauso à maneira como Jayme se porta e se manifesta. Posturas que refrescam uma função egocêntrica.
A cena entre o avô e o neto pode ser o retrato da atuação de Jayme como técnico do Flamengo. Ele trouxe conforto a um vestiário desamparado, descobriu confiança em um time inseguro. Abraçou-o e o acalmou num momento de descontrole. Garantiu que tudo ficaria bem e, sorrindo, beijou-lhe a testa. Desde então, o Flamengo tem retribuído o carinho.
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Fala Jayme
"Os jogadores entenderam minha mensagem, de um Flamengo mais forte, mais confiante. Eles acreditaram, estão jogando com um amor muito grande, e a torcida percebeu isso. Não temos um craque, somos um grupo de mais de 30 jogadores. Esses meninos, que um dia foram ridicularizados, hoje mostram os seus méritos"
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
PVC na Folha: "O país dos interinos"
Coluna do PVC na Folha de São Paulo dessa segunda-feira.
Confira trechos:
Confira trechos:
Dirigente prefere muitas vezes contratar o técnico-grife para se proteger; melhor proteger o clube.
Questionado sobre o risco de manter Jayme de Almeida no comando do Flamengo, um dia depois do pedido de demissão de Mano Menezes, o vice-presidente de futebol Wallim Vasconcellos foi enfático: "Arriscado, por quê? Com o Andrade não foi assim, antes de ser campeão em 2009? E com o Carlinhos, campeão em 1987 e 1992? O Jayme tem pele rubro-negra, e os jogadores o adoram. Isso pode ser muito importante para recuperar a equipe."
A vitória sobre o Criciúma e o empate com o Botafogo indicam que a diretoria rubro-negra tinha razão. A experiência contrasta em parte com a do São Paulo, que escapou do abismo momentaneamente depois de contratar Muricy, a segunda grife contratada em três meses, depois do fracasso da outra, Paulo Autuori.
(...)
Mas dirigente prefere muitas vezes contratar o técnico-grife para proteger a si próprio. Melhor ter certeza de estar tomando a decisão certa, cara ou barata. Proteger o clube. Não há receita exata. O melhor jeito é o dirigente conhecer seu time, a necessidade do momento e apostar no cara certo, seja um nomão ou nomezinho.
Há quatro anos, o Flamengo demitiu Cuca e efetivou Andrade. Foi campeão brasileiro (ilustração 1). Hoje, Cuca é campeão da Libertadores, e Andrade nunca mais teve a oportunidade de fazer um bom trabalho --foi rebaixado para a Série C pelo Brasiliense. Em 1998, o Corinthians perdeu Luxemburgo para a seleção e efetivou seu auxiliar, Oswaldo de Oliveira. Um ano depois, Oswaldo liderava o timaço campeão brasileiro (ilustração 2).
Há outros exemplos de sucesso com técnicos tampões. Carlinhos, citado por Wallim Vasconcellos, saiu de interino para campeão brasileiro em 1987. Mário Travaglini foi campeão paulista assim, pelo Palmeiras, em 1966. José Poy chegou ao vice-campeonato brasileiro partindo de posição semelhante, em 1971. Se quem contrata confia e dá respaldo, pode dar certo.
Em 2005, o Grêmio contratou Mano Menezes, que só tinha no currículo a semifinal da Copa do Brasil pelo 15 de Campo Bom. Deu certo.
É possível que o ano termine deixando a pergunta: o que Jayme de Almeida tem que Mano Menezes não tem? Dinheiro é que não é.
Assinar:
Postagens (Atom)






