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terça-feira, 8 de dezembro de 2015
Eduardo Bandeira de Mello é reeleito presidente do Flamengo
As pesquisas sérias já desenhavam uma vitória larga do atual presidente Rubro Negro. As parciais da boca de urna durante todo o dia referendavam a intenção de voto na chapa azul. E a abertura dos três malotes de cédulas confirmou a superioridade do Eduardo Bandeira de Mello neste pleito.
Ao contrário da tensa eleição passada, o Flamengo viveu uma segunda-feira eleitoral tranquila. Houve um clima de grande respeito entre os simpatizantes das chapas, que montaram três tendas na rua principal que dá acesso ao ginásio Hélio Maurício, local da votação e recepcionavam os eleitores.
Fui um dos 2753 votantes, de um colégio eleitoral com quase sete mil sócios. Um pouco acima dos
2.675 eleitores da eleição passada. O que representa em votos válidos: 59,8% para a chapa azul, 30,6% para a chapa verde e 9,5% para a chapa branca.
Patrícia Amorim obteve expressivos 914 votos na eleição passada, desta vez, entretanto, Cacau Cotta conseguiu apenas 259 votos. Significa uma redução drástica de votos para candidatos que não alinham à modernidade de uma gestão profissional.
Lendo alguns posts da eleição passada, o foco naquele pleito era a reestruturação financeira, ética, moral do clube, a sustentabilidade dos esportes olímpicos, a estruturação do clube social, a volta de patrocínios ao Manto e praticamente nada era dito ou prometido sobre futebol - vejam a quantidade de problemas que o clube vivia à época, desta vez não, o tema principal foi o futebol, aquilo que é a razão de viver do Flamengo.
O próximo treinador, inclusive, virou trunfo eleitoral, e foi neste ponto o tiro no pé da chapa verde que sacramentou sua derrota.
Muricy Ramalho foi anunciado ontem pelo presidente reeleito e será o próximo treinador. Não tem perfil de ser uma solução paliativa, mas de trabalhar à longo prazo, como se esperava do Mano Menezes. Sempre formou equipes vencedoras e fortes, é preciso saber agora o que evoluiu taticamente neste ano que ficou afastado do futebol.
Pela primeira vez o Flamengo começará um ano com um técnico diferente e de qualidade, e não preso ao passado de arrancadas e atuações enganadoras. Fale-se muito em contratações usando métodos científicos, construção definitiva do CT e o uso da EXOS para melhorar a performance dos atletas.
Mas, a meu ver, um dos pontos que precisa ficar claro é entender o papel de Rodrigo Caetano no futebol: é bom para negociações, acho que fez um bom trabalho contratando Guerrero, Émerson, Éderson, Allan Patrick e Kayke, mas que caíram na máquina de moer bons jogadores, já escrevi por aqui.
Entretanto, Rodrigo Caetano é fraco na cobrança do vestiário, no dia a dia dos jogadores e na intermediação entre jogadores e diretoria. Não tem perfil nenhum para fazer esse papel, que precisa ser de um gerente de futebol contratado exclusivamente para essa função. É um dos pontos primordial para o sucesso do próximo triênio.
Bandeira e sua chapa não têm mais o direito de errar. O foco, a concentração de todo trabalho, será no futebol, que começará do zero, visto que será preciso montar uma comissão técnica literalmente inteira, porque vários profissionais vão para a China acompanhando o Luxemburgo. E nem precisa pensar muito para radicalizar na revolução no futebol: foram 19 derrotas em 38 partidas. Um turno inteiro de fracasso.
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
O sucesso financeiro continua, mas e o futebol? O que farão de novidade após três anos de fracassos dentro de campo?
O Flamengo fora de campo continua bem, obrigado.
No balancete divulgado neste mês de outubro referente aos nove primeiros meses do ano, o Flamengo informa que está sendo “um ano de transição e investimentos fortes nas suas atividades fins para que possa consolidar a partir deste o início de um novo ciclo vencedor no plano esportivo.”
O Flamengo subiu sua receita bruta e líquida, somados os últimos doze meses, e apresentou uma redução de despesas acima dos juros.
O endividamento líquido atingiu R$ 463 milhões, uma redução de 15,9% em relação ao valor de 30/6/2015 e redução de 30,9% em relação ao valor em 31/12/2014.
De 2013 até hoje, o clube já pagou R$ 332 milhões, entre dívidas e juros.
Com o ingresso Rubro Negro ao Profut, o ganho no superávit chegou aos R$ 89 milhões.
(A análise completa dos números pode ser lida no excelente blog do Émerson Gonçalves)
Que vença chapa azul ou verde (as duas únicas chapas com gente séria neste pleito), a gestão financeira continuará progredindo, mas o que esperar do futebol?
Mauro César Pereira, ontem no Bate Bola da ESPN, foi certeiro no comentário: o Flamengo não tem critério para contratar seu treinador - escolhe apenas por oportunidade ou por grife.
Se perguntarem porque querem o Muricy Ramalho, por exemplo, será que vão saber responder? Alguns meses atrás, sabiam porque queriam o Osvaldo de Oliveira? Ou o contrataram porque estava apenas no mercado? E o Cristóvão? É preciso um basta em tratar o futebol apenas com meras oportunidades que surgem.
Quando alguma chapa diz que pretende contratar um treinador estrangeiro: será que conseguem identificar o perfil do candidato? Ou apenas porque chegou à final da Libertadores?
Qual a filosofia que o clube pretende executar no próximo ano? Qual o perfil de treinador? Qual o estilo de jogo que o clube deseja em relação aos jogadores que estão no elenco x aqueles que pretende contratar x aqueles que encaixarão na característica do possível novo treinador? Vai ter novo técnico ou Osvaldo continua? Se continua, fica porque não encontrou ninguém ou porque este se encaixa no perfil desejado?
No episódio na suspensão dos cinco atletas, será que ninguém tinha conhecimento das farras pré-treino? Onde estavam Rodrigo Caetano, Biscotto ou Fred Luz que não enxergaram o clima péssimo no vestiário entre aqueles que queriam colocar o Flamengo no G4 e os que já estavam em ritmo de férias, poucos se importando com a boa receita e visibilidade em uma disputa de Libertadores?
No Corinthians é o Edu Gaspar que faz a intermediação entre diretoria e jogadores. Mas o ex-atleta não caiu de paraquedas: estudou e se capacitou para estar ali. E ainda tem o Alessandro, aquele mesmo ex-lateral e o Eduardo Ferreira como diretor-adjunto. Tudo sob a liderança do Andrés Sanchez.
Tite era conhecido como "empatite", passou um ano fora, se reciclando, estudando na Europa e continuou com suas características de forma uma defesa forte e evoluiu na forma de armar ofensivamente uma equipe, mesmo perdendo sua dupla de ataque titular. E mais: quando ataca é em bloco, quando defende é compactado.
Mesmo com zero de experiência no futebol brasileiro, tentaria contar com a experiência teórica do Leonardo. Contrataria Fábio Luciano, que está se preparando para assumir tal função, para ser o gerente do futebol, fazendo a intermediação entre vestiário e diretoria e sentaria com o Muricy para ver o que ele pretende nessa sua volta ao futebol, o que aprendeu de novidade nessa sua reciclagem de quase um ano e qual perfil de jogadores que deseja trabalhar. Manteria o Rodrigo Caetano apenas por sua experiência em intermediar as contratações, após a triagem do trio: Muricy, Leonardo e Fábio Luciano.
Hoje, nem a chapa azul nem a verde me encanta nesse sentido. Bandeira não dá sinais com quem pretende trabalhar e nem que terá mudanças significativas depois de três anos de rodízio de treinadores, dirigentes, do time brigando por nada nos três Brasileiros e com reforços apenas para o segundo turno.
E Wallim finge que nem passou pela Gávea. Finge que não contratou Ney Franco e esquece que deixou a direção do futebol com o time na lanterna.
Ainda aguardo sinais concretos de ambas as chapas para o futebol e não bravatas em hangouts da vida.
No balancete divulgado neste mês de outubro referente aos nove primeiros meses do ano, o Flamengo informa que está sendo “um ano de transição e investimentos fortes nas suas atividades fins para que possa consolidar a partir deste o início de um novo ciclo vencedor no plano esportivo.”
O Flamengo subiu sua receita bruta e líquida, somados os últimos doze meses, e apresentou uma redução de despesas acima dos juros.
O endividamento líquido atingiu R$ 463 milhões, uma redução de 15,9% em relação ao valor de 30/6/2015 e redução de 30,9% em relação ao valor em 31/12/2014.
De 2013 até hoje, o clube já pagou R$ 332 milhões, entre dívidas e juros.
Com o ingresso Rubro Negro ao Profut, o ganho no superávit chegou aos R$ 89 milhões.
(A análise completa dos números pode ser lida no excelente blog do Émerson Gonçalves)
Que vença chapa azul ou verde (as duas únicas chapas com gente séria neste pleito), a gestão financeira continuará progredindo, mas o que esperar do futebol?
Mauro César Pereira, ontem no Bate Bola da ESPN, foi certeiro no comentário: o Flamengo não tem critério para contratar seu treinador - escolhe apenas por oportunidade ou por grife.
Se perguntarem porque querem o Muricy Ramalho, por exemplo, será que vão saber responder? Alguns meses atrás, sabiam porque queriam o Osvaldo de Oliveira? Ou o contrataram porque estava apenas no mercado? E o Cristóvão? É preciso um basta em tratar o futebol apenas com meras oportunidades que surgem.
Quando alguma chapa diz que pretende contratar um treinador estrangeiro: será que conseguem identificar o perfil do candidato? Ou apenas porque chegou à final da Libertadores?
Qual a filosofia que o clube pretende executar no próximo ano? Qual o perfil de treinador? Qual o estilo de jogo que o clube deseja em relação aos jogadores que estão no elenco x aqueles que pretende contratar x aqueles que encaixarão na característica do possível novo treinador? Vai ter novo técnico ou Osvaldo continua? Se continua, fica porque não encontrou ninguém ou porque este se encaixa no perfil desejado?
No episódio na suspensão dos cinco atletas, será que ninguém tinha conhecimento das farras pré-treino? Onde estavam Rodrigo Caetano, Biscotto ou Fred Luz que não enxergaram o clima péssimo no vestiário entre aqueles que queriam colocar o Flamengo no G4 e os que já estavam em ritmo de férias, poucos se importando com a boa receita e visibilidade em uma disputa de Libertadores?
No Corinthians é o Edu Gaspar que faz a intermediação entre diretoria e jogadores. Mas o ex-atleta não caiu de paraquedas: estudou e se capacitou para estar ali. E ainda tem o Alessandro, aquele mesmo ex-lateral e o Eduardo Ferreira como diretor-adjunto. Tudo sob a liderança do Andrés Sanchez.
Tite era conhecido como "empatite", passou um ano fora, se reciclando, estudando na Europa e continuou com suas características de forma uma defesa forte e evoluiu na forma de armar ofensivamente uma equipe, mesmo perdendo sua dupla de ataque titular. E mais: quando ataca é em bloco, quando defende é compactado.
Mesmo com zero de experiência no futebol brasileiro, tentaria contar com a experiência teórica do Leonardo. Contrataria Fábio Luciano, que está se preparando para assumir tal função, para ser o gerente do futebol, fazendo a intermediação entre vestiário e diretoria e sentaria com o Muricy para ver o que ele pretende nessa sua volta ao futebol, o que aprendeu de novidade nessa sua reciclagem de quase um ano e qual perfil de jogadores que deseja trabalhar. Manteria o Rodrigo Caetano apenas por sua experiência em intermediar as contratações, após a triagem do trio: Muricy, Leonardo e Fábio Luciano.
Hoje, nem a chapa azul nem a verde me encanta nesse sentido. Bandeira não dá sinais com quem pretende trabalhar e nem que terá mudanças significativas depois de três anos de rodízio de treinadores, dirigentes, do time brigando por nada nos três Brasileiros e com reforços apenas para o segundo turno.
E Wallim finge que nem passou pela Gávea. Finge que não contratou Ney Franco e esquece que deixou a direção do futebol com o time na lanterna.
Ainda aguardo sinais concretos de ambas as chapas para o futebol e não bravatas em hangouts da vida.
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Posicionamento de Alexandre Póvoa sobre as eleições de 2015 no Flamengo
O vice-presidente de esportes olímpicos virou o grande coringa da eleição no Flamengo. A grande questão é quem ele vai apoiar no pleito Rubro Negro.
Para acabar com os boatos, ele manda um texto que divulgamos aqui no blog:
Caros sócios e Nação rubro-negra,
Há duas semanas, foi anunciado, em reunião que não participei por estar fora do Rio de Janeiro, que a antiga Chapa Azul, vencedora do pleito de 2012, estaria se dividindo em duas alas (ambas formadas por excelentes pessoas) para a disputa das eleições para a Presidência do Flamengo, a serem realizadas ao final de 2015. Quase que imediatamente, mesmo acostumado com a complicada vida política do nosso clube, recebi por diversas fontes, com surpresa, o anúncio do meu nome apoiando, ao mesmo tempo, à cada uma das duas candidaturas, que surgiram dessa divisão. Para completar, também chegaram a mim a publicação de alguns gentis e-mails que sugeriam o meu nome como candidato ao pleito presidencial. Portanto, acho necessário me posicionar.
Antes, uma introdução importante. Cada um tem sua raiz que nos liga ao Flamengo: Tenho consciência que a grande maioria dos torcedores do Flamengo enxerga o futebol “da primeira à décima prioridade” na escala de paixão rubro-negra. De dirigentes a torcedores, passando pelos nossos blogs rubro-negros, “99% dos olhos” estão voltados ao futebol e o humor da segunda-feira normalmente é definido pelo resultado de domingo.
Respeito a todos, mas para quem não me conhece, lembro a minha história no clube, da qual me orgulho muito: Meu falecido pai foi Grande Benemérito e tenho a honra de ser atleta laureado de basquete, tendo como maior troféu da minha vida ter usado o Manto Sagrado dos 13 a 24 anos de idade. Hoje, meu filho de 9 anos me emociona vestindo também o Manto Sagrado, dessa vez no futsal. São várias gerações da família defendendo o Flamengo. Sou sócio há 33 anos em quatro níveis: Sócio laureado, Sócio proprietário, Sócio emérito e Sócio torcedor (+ Paixão). Para mim, a Gávea é minha segunda casa, devo metade da minha formação pessoal à minha família e os outros 50% à minha vida como atleta do Flamengo. Apesar de estar presente, desde a minha mais tenra infância, em todos os domingos e quartas ao Maracanã e em diversos estádios de futebol, minha profunda raiz me faz enxergar o Flamengo em uma dimensão muito mais ampla. Vibro com a inauguração do novo dojo ou da futura nova piscina olímpica como em cada gol do Guerrero. Lutar pela Arena da Gávea (Esportes Olímpicos) me motiva tanto quanto lutar pelo nosso sonhado estádio. O recente título mundial de basquete me gerou emoção equivalente àquela madrugada de Tóquio, quando ainda era criança. Afinal, só existem três clubes no mundo que são campeões mundiais de futebol e basquete: Flamengo, Real Madrid e Barcelona (colocados na ordem correta!).
O Flamengo, para mim, é único e indivisível: Futebol, Gávea e Esportes Olímpicos. Novamente, respeito a todos, mas costumo brincar ao dizer aos “amigos 100% futebol” de que eles não conhecem a verdadeira dimensão se ser rubro-negro por completo. Com esse ideal (obviamente, com o futebol sendo o grande carro-chefe do clube) e, acreditando muito no grupo que ofereceu seu tempo, credibilidade e prestígio na construção de uma proposta de literalmente mudar o Flamengo, aceitei o honroso convite para ser o VP de Esportes Olímpicos (feito à época pelo Bap), para tomar parte do Conselho Diretor que traçou as estratégias gerais da verdadeira revolução realizada no clube e, mais recentemente, para participar do Conselho de Futebol. Tenho enorme orgulho de ter trabalhado com o Eduardo, Bap, Wallim, Dr. Walter, Tostes, Claudio, Landim, Flávio, Gustavo, Wrobel, Biscotto, Rafael e entre tantos outros companheiros VPs que recuperaram o Flamengo nos últimos dois anos e meio, juntamente com a colaboração decisiva dos antigos e novos conselheiros e de vários grupos políticos formados por grandes rubro-negros (não vou nominá-los, para não correr o risco de esquecer algum).
Na pasta de Esportes Olímpicos, acredito que as realizações falam por si mesmas. Atingimos nossa “suada” autossustentabilidade total em relação ao resto do clube e entregaremos todas as áreas esportivas reformadas ou inteiramente novas na Gávea até o final de 2015. Mantivemos o nível técnico histórico (23 atletas e cinco profissionais presentes no último Pan Americano e a média de três títulos por mês entre as diversas modalidades, desde 2013). A cereja no bolo foi representada pelas conquistas do nosso basquete “Campeão de Tudo” – deca estadual, tri brasileiro, Liga das Américas e nossa maior glória - o Mundial Interclubes – além dos convites para jogos contra equipes da NBA. Deixando claro que as conquistas foram do grupo, com o apoio total da presidência e dos diversos VPs, dentro da difícil realidade dos Esportes Olímpicos.
É com o sentimento de enorme decepção e tristeza que eu assisto agora o surgimento de duas candidaturas dentro do mesmo grupo. Não cabe a mim julgar a postura de A, B ou C nesse processo, todos são grandes rubro-negros com o democrático e legítimo direito de se posicionar. Mas é lamentável e frustrante essa cisão após termos caminhado juntos na parte mais difícil da estrada, quando juntos salvamos o Flamengo de uma situação de quase ingovernabilidade financeira e nos tornamos exemplos para o país na questão da luta pela responsabilidade fiscal do esporte. Vislumbramos, a partir dos próximos anos, excelentes perspectivas para mudarmos de patamar, recolocando o Flamengo no lugar em que ele merece no futebol e esportes olímpicos, além do potencial renascimento como clube social. Tenho a convicção que o futebol voltará aos seus tempos de glória muito em breve. Não simplesmente contratando, como é o clamor simplório recorrente, mas reaprendendo a fazer um grande trabalho de grupo, como exige qualquer esporte coletivo, combinado com a força de nossa camisa.
Evidentemente, cometemos muitos erros também que precisam ser corrigidos - sou muito crítico e faço questão de colocar explicitamente as minhas opiniões internamente - com a ajuda de todos os rubro-negros, da jovem e da velha guarda, até porque a história gloriosa do Flamengo começou 117 anos antes dessa administração. A verdadeira modernidade consiste em nos prepararmos diariamente para a evolução que o futuro nos impõe, mas sem jamais nos esquecermos de nossas tradições e de nossas raízes, em outras palavras, das pessoas – que de forma amadora ou profissional – ajudaram a construir a grandeza do Flamengo.
Tenho recebido dezenas de contatos de amigos e desconhecidos, a maioria atônita e decepcionada com essa divisão, me perguntando sobre “de qual lado eu vou ficar”. Já inventaram o “Azul-Turquesa, o Azul-Marinho e outros tons de azul” para a campanha. Diante desse cenário, para mim, é muito fácil a resposta. Eu sempre estarei do lado do Flamengo, em qualquer circunstância! O que é melhor para o Flamengo nesse momento? Já comuniquei que certamente, pelo menos eu, não serei mais um a contribuir para que o Flamengo saia ainda mais prejudicado com essa cisão. A descontinuidade – independente da minha pessoa – do trabalho que está sendo realizado nos Esportes Olímpicos, pelo menos até a Olimpíada de 2016 – seria trágica para o clube nesse momento de piora do cenário econômico do país. São mais de 700 atletas e 150 profissionais, que esperaram e lutaram por décadas por esse momento do esporte olímpico do Flamengo e não temos o direito de decepcioná-los.
Portanto, vou atuar nesse processo eleitoral como bombeiro, de hoje até dezembro, para que essa divisão seja revertida até lá. Temos que preservar e construir pontes que não podem, de forma alguma, ser ameaçadas de implosão com declarações e atitudes no calor da emoção, que inevitavelmente surgirão em uma campanha eleitoral. Ou que, pelo menos, após as eleições, o grupo (caso saia vencedor com uma das vertentes) volte a caminhar junto na continuidade da reconstrução do Flamengo, dado que os desafios são ainda imensos. Minha posição é que lutarei, até o fim, com todas as minhas forças, pela unidade da antiga Chapa Azul (com a adição de todas as correntes do clube que possuam a mesma filosofia). Convoco a todos os rubro-negros, que apoiam as transformações realizadas no Flamengo desde 2013, a fazerem o mesmo. Essa divisão é péssima para o Flamengo e ameaça as enormes conquistas que atingimos até agora.
Sou testemunha da histórica luta – quase de sobrevivência - dos esportes olímpicos dentro no Brasil e no Flamengo em particular. Poucos ajudam, portas dificilmente estão abertas, seja no setor público ou, principalmente, no segmento privado. Portanto, nosso clube tem que aproveitar ao máximo o ciclo olímpico para conseguir mudar de patamar– desde a reformulação da estrutura física da Gávea até o nosso projeto em desenvolvimento de ciência integrada e aplicada do esporte (Projeto Cuidar), passando pela manutenção e reforço de todas as modalidades. A maioria das pessoas não tem a menor ideia da nossa árdua luta nos últimos 30 meses em um país de infeliz monocultura esportiva e que enxerga o esporte como simples lazer e não como instrumento de transformação na vida das pessoas. Estamos em meio ao desenvolvimento de uma parceria ambiciosa com o Comitê Olímpico dos EUA, que se ampliou profundamente na nossa gestão. Outras parcerias com outros comitês estão sendo discutidas. Vários projetos oriundos de Leis de Incentivo e programas (ICMS, IR, Lei Pelé) estão em momentos importantes. Nosso Projeto Anjo da Guarda conclama a participação de todos os rubro-negros que pagam Imposto de Renda. Nosso basquete campeão do mundo quer continuar no topo e estamos tentando, com enormes dificuldades, voltar à Superliga de Vôlei. O desvio da atenção dessa luta para qualquer embate político seria irresponsável e temerário para o nosso clube, sobretudo entre forças que tanto contribuíram para chegarmos a esse momento. Recuso-me a fazê-lo, pelo bem do Flamengo. É hora de total tranquilidade para completar esse ciclo, que me desculpem os amantes de um lado ou do outro, mas o Flamengo estará para mim sempre à frente de qualquer outra prioridade pessoal. Essa minha missão até o final do ano, apesar de extremamente desgastante em termos pessoais, é mais importante para o clube. Mas é claro que o cargo de qualquer vice-presidente, seja nesse termo ou no próximo, independente de nomes, está obviamente sempre em aberto, seja pela minha vontade de sair ou pelo desejo do atual ou do futuro presidente. Mas pelo menos o caminho estará pronto para quem vier a me suceder e o Flamengo multiplicará suas chances de continuar grande como sempre foi.
Portanto, minha posição nesse momento é de continuar na minha trincheira lutando pelo nosso clube, como VP de Esportes Olímpicos e participante do Conselho do Futebol, sem tomar partido e buscando a união de um grupo no qual tanto acreditei e que, como rubro-negro, tenho orgulho de estar participando. Vou continuar cobrando diariamente, como sempre fiz nesses últimos dois anos e meio, a busca pela excelência e pela correção de rumos em áreas específicas. Com essa lamentável cisão, serei neutro em termos de nomes, mas defenderei nas eleições de 2015 as realizações desse grupo, a partir de contribuições fundamentais das duas alas que se formam. No caso do sucesso dos esportes olímpicos (modéstia à parte), todos participaram de alguma forma. Clamo a todos os verdadeiros rubro-negros que nunca deixem de ajudar o Flamengo por conta do candidato A,B ou C.
Ouço todos os pré-candidatos, imprensa e blogs se focando somente no futebol, nossa grande paixão. Porém, é inegociável o meu compromisso com um Flamengo único, indivisível, tendo obviamente o futebol como o grande carro-chefe, mas sendo também forte e vencedor como clube multiesportivo e social. O Flamengo é diferente de qualquer outro clube de futebol do mundo por essa grandeza. Se não pensarmos assim, é o primeiro passo para sermos iguais aos outros.
Minha preocupação não é nem tanto com o “2016 em diante”, pois tenho certeza que, se qualquer uma das duas alas vencer a eleição, o Flamengo estará ainda no caminho correto (independente da minha presença). O maior desafio é chegarmos bem até lá, do ponto de vista de continuidade da reestruturação e do atingimento de resultados esportivos e, mais importante, com as pontes preservadas.
Quanto à proposição do meu nome ao cargo máximo do nosso clube, fico bastante honrado e agradeço a quem se lembrou de mim. Sem querer ser pretensioso, tornar-me Presidente do Flamengo algum dia não é somente um sonho, trata-se de um desejo real para o qual pretendo trabalhar muito para concretizar mais adiante, como uma consequência natural da minha vida dentro do clube. Porém, infelizmente, para mim, por questões profissionais e de estágio de vida, hoje é completamente impossível me dedicar de forma integral e assumir esse desafio nesse momento. Sei da responsabilidade de ser presidente dessa Nação. Tudo tem a sua hora na vida e tenho certeza que, quando esse momento chegar, estarei pronto para oferecer o meu nome. Até esse dia, vou fazer o meu máximo, como em toda a minha vida, sendo dirigente, conselheiro, sócio, atleta ou na condição de mais um torcedor de arquibancada, para fazer o que realmente me importa: Retribuir ao Flamengo, todos os dias, de alguma forma, um pouco de tudo que esse clube me deu, desde a minha formação pessoal dentro da Gávea até as grandes alegrias proporcionadas por essa Paixão.
Saudações rubro-negras,
Alexandre Póvoa
VP Esportes Olímpicos
Para acabar com os boatos, ele manda um texto que divulgamos aqui no blog:
Caros sócios e Nação rubro-negra,
Há duas semanas, foi anunciado, em reunião que não participei por estar fora do Rio de Janeiro, que a antiga Chapa Azul, vencedora do pleito de 2012, estaria se dividindo em duas alas (ambas formadas por excelentes pessoas) para a disputa das eleições para a Presidência do Flamengo, a serem realizadas ao final de 2015. Quase que imediatamente, mesmo acostumado com a complicada vida política do nosso clube, recebi por diversas fontes, com surpresa, o anúncio do meu nome apoiando, ao mesmo tempo, à cada uma das duas candidaturas, que surgiram dessa divisão. Para completar, também chegaram a mim a publicação de alguns gentis e-mails que sugeriam o meu nome como candidato ao pleito presidencial. Portanto, acho necessário me posicionar.
Antes, uma introdução importante. Cada um tem sua raiz que nos liga ao Flamengo: Tenho consciência que a grande maioria dos torcedores do Flamengo enxerga o futebol “da primeira à décima prioridade” na escala de paixão rubro-negra. De dirigentes a torcedores, passando pelos nossos blogs rubro-negros, “99% dos olhos” estão voltados ao futebol e o humor da segunda-feira normalmente é definido pelo resultado de domingo.
Respeito a todos, mas para quem não me conhece, lembro a minha história no clube, da qual me orgulho muito: Meu falecido pai foi Grande Benemérito e tenho a honra de ser atleta laureado de basquete, tendo como maior troféu da minha vida ter usado o Manto Sagrado dos 13 a 24 anos de idade. Hoje, meu filho de 9 anos me emociona vestindo também o Manto Sagrado, dessa vez no futsal. São várias gerações da família defendendo o Flamengo. Sou sócio há 33 anos em quatro níveis: Sócio laureado, Sócio proprietário, Sócio emérito e Sócio torcedor (+ Paixão). Para mim, a Gávea é minha segunda casa, devo metade da minha formação pessoal à minha família e os outros 50% à minha vida como atleta do Flamengo. Apesar de estar presente, desde a minha mais tenra infância, em todos os domingos e quartas ao Maracanã e em diversos estádios de futebol, minha profunda raiz me faz enxergar o Flamengo em uma dimensão muito mais ampla. Vibro com a inauguração do novo dojo ou da futura nova piscina olímpica como em cada gol do Guerrero. Lutar pela Arena da Gávea (Esportes Olímpicos) me motiva tanto quanto lutar pelo nosso sonhado estádio. O recente título mundial de basquete me gerou emoção equivalente àquela madrugada de Tóquio, quando ainda era criança. Afinal, só existem três clubes no mundo que são campeões mundiais de futebol e basquete: Flamengo, Real Madrid e Barcelona (colocados na ordem correta!).
O Flamengo, para mim, é único e indivisível: Futebol, Gávea e Esportes Olímpicos. Novamente, respeito a todos, mas costumo brincar ao dizer aos “amigos 100% futebol” de que eles não conhecem a verdadeira dimensão se ser rubro-negro por completo. Com esse ideal (obviamente, com o futebol sendo o grande carro-chefe do clube) e, acreditando muito no grupo que ofereceu seu tempo, credibilidade e prestígio na construção de uma proposta de literalmente mudar o Flamengo, aceitei o honroso convite para ser o VP de Esportes Olímpicos (feito à época pelo Bap), para tomar parte do Conselho Diretor que traçou as estratégias gerais da verdadeira revolução realizada no clube e, mais recentemente, para participar do Conselho de Futebol. Tenho enorme orgulho de ter trabalhado com o Eduardo, Bap, Wallim, Dr. Walter, Tostes, Claudio, Landim, Flávio, Gustavo, Wrobel, Biscotto, Rafael e entre tantos outros companheiros VPs que recuperaram o Flamengo nos últimos dois anos e meio, juntamente com a colaboração decisiva dos antigos e novos conselheiros e de vários grupos políticos formados por grandes rubro-negros (não vou nominá-los, para não correr o risco de esquecer algum).
Na pasta de Esportes Olímpicos, acredito que as realizações falam por si mesmas. Atingimos nossa “suada” autossustentabilidade total em relação ao resto do clube e entregaremos todas as áreas esportivas reformadas ou inteiramente novas na Gávea até o final de 2015. Mantivemos o nível técnico histórico (23 atletas e cinco profissionais presentes no último Pan Americano e a média de três títulos por mês entre as diversas modalidades, desde 2013). A cereja no bolo foi representada pelas conquistas do nosso basquete “Campeão de Tudo” – deca estadual, tri brasileiro, Liga das Américas e nossa maior glória - o Mundial Interclubes – além dos convites para jogos contra equipes da NBA. Deixando claro que as conquistas foram do grupo, com o apoio total da presidência e dos diversos VPs, dentro da difícil realidade dos Esportes Olímpicos.
É com o sentimento de enorme decepção e tristeza que eu assisto agora o surgimento de duas candidaturas dentro do mesmo grupo. Não cabe a mim julgar a postura de A, B ou C nesse processo, todos são grandes rubro-negros com o democrático e legítimo direito de se posicionar. Mas é lamentável e frustrante essa cisão após termos caminhado juntos na parte mais difícil da estrada, quando juntos salvamos o Flamengo de uma situação de quase ingovernabilidade financeira e nos tornamos exemplos para o país na questão da luta pela responsabilidade fiscal do esporte. Vislumbramos, a partir dos próximos anos, excelentes perspectivas para mudarmos de patamar, recolocando o Flamengo no lugar em que ele merece no futebol e esportes olímpicos, além do potencial renascimento como clube social. Tenho a convicção que o futebol voltará aos seus tempos de glória muito em breve. Não simplesmente contratando, como é o clamor simplório recorrente, mas reaprendendo a fazer um grande trabalho de grupo, como exige qualquer esporte coletivo, combinado com a força de nossa camisa.
Evidentemente, cometemos muitos erros também que precisam ser corrigidos - sou muito crítico e faço questão de colocar explicitamente as minhas opiniões internamente - com a ajuda de todos os rubro-negros, da jovem e da velha guarda, até porque a história gloriosa do Flamengo começou 117 anos antes dessa administração. A verdadeira modernidade consiste em nos prepararmos diariamente para a evolução que o futuro nos impõe, mas sem jamais nos esquecermos de nossas tradições e de nossas raízes, em outras palavras, das pessoas – que de forma amadora ou profissional – ajudaram a construir a grandeza do Flamengo.
Tenho recebido dezenas de contatos de amigos e desconhecidos, a maioria atônita e decepcionada com essa divisão, me perguntando sobre “de qual lado eu vou ficar”. Já inventaram o “Azul-Turquesa, o Azul-Marinho e outros tons de azul” para a campanha. Diante desse cenário, para mim, é muito fácil a resposta. Eu sempre estarei do lado do Flamengo, em qualquer circunstância! O que é melhor para o Flamengo nesse momento? Já comuniquei que certamente, pelo menos eu, não serei mais um a contribuir para que o Flamengo saia ainda mais prejudicado com essa cisão. A descontinuidade – independente da minha pessoa – do trabalho que está sendo realizado nos Esportes Olímpicos, pelo menos até a Olimpíada de 2016 – seria trágica para o clube nesse momento de piora do cenário econômico do país. São mais de 700 atletas e 150 profissionais, que esperaram e lutaram por décadas por esse momento do esporte olímpico do Flamengo e não temos o direito de decepcioná-los.
Portanto, vou atuar nesse processo eleitoral como bombeiro, de hoje até dezembro, para que essa divisão seja revertida até lá. Temos que preservar e construir pontes que não podem, de forma alguma, ser ameaçadas de implosão com declarações e atitudes no calor da emoção, que inevitavelmente surgirão em uma campanha eleitoral. Ou que, pelo menos, após as eleições, o grupo (caso saia vencedor com uma das vertentes) volte a caminhar junto na continuidade da reconstrução do Flamengo, dado que os desafios são ainda imensos. Minha posição é que lutarei, até o fim, com todas as minhas forças, pela unidade da antiga Chapa Azul (com a adição de todas as correntes do clube que possuam a mesma filosofia). Convoco a todos os rubro-negros, que apoiam as transformações realizadas no Flamengo desde 2013, a fazerem o mesmo. Essa divisão é péssima para o Flamengo e ameaça as enormes conquistas que atingimos até agora.
Sou testemunha da histórica luta – quase de sobrevivência - dos esportes olímpicos dentro no Brasil e no Flamengo em particular. Poucos ajudam, portas dificilmente estão abertas, seja no setor público ou, principalmente, no segmento privado. Portanto, nosso clube tem que aproveitar ao máximo o ciclo olímpico para conseguir mudar de patamar– desde a reformulação da estrutura física da Gávea até o nosso projeto em desenvolvimento de ciência integrada e aplicada do esporte (Projeto Cuidar), passando pela manutenção e reforço de todas as modalidades. A maioria das pessoas não tem a menor ideia da nossa árdua luta nos últimos 30 meses em um país de infeliz monocultura esportiva e que enxerga o esporte como simples lazer e não como instrumento de transformação na vida das pessoas. Estamos em meio ao desenvolvimento de uma parceria ambiciosa com o Comitê Olímpico dos EUA, que se ampliou profundamente na nossa gestão. Outras parcerias com outros comitês estão sendo discutidas. Vários projetos oriundos de Leis de Incentivo e programas (ICMS, IR, Lei Pelé) estão em momentos importantes. Nosso Projeto Anjo da Guarda conclama a participação de todos os rubro-negros que pagam Imposto de Renda. Nosso basquete campeão do mundo quer continuar no topo e estamos tentando, com enormes dificuldades, voltar à Superliga de Vôlei. O desvio da atenção dessa luta para qualquer embate político seria irresponsável e temerário para o nosso clube, sobretudo entre forças que tanto contribuíram para chegarmos a esse momento. Recuso-me a fazê-lo, pelo bem do Flamengo. É hora de total tranquilidade para completar esse ciclo, que me desculpem os amantes de um lado ou do outro, mas o Flamengo estará para mim sempre à frente de qualquer outra prioridade pessoal. Essa minha missão até o final do ano, apesar de extremamente desgastante em termos pessoais, é mais importante para o clube. Mas é claro que o cargo de qualquer vice-presidente, seja nesse termo ou no próximo, independente de nomes, está obviamente sempre em aberto, seja pela minha vontade de sair ou pelo desejo do atual ou do futuro presidente. Mas pelo menos o caminho estará pronto para quem vier a me suceder e o Flamengo multiplicará suas chances de continuar grande como sempre foi.
Portanto, minha posição nesse momento é de continuar na minha trincheira lutando pelo nosso clube, como VP de Esportes Olímpicos e participante do Conselho do Futebol, sem tomar partido e buscando a união de um grupo no qual tanto acreditei e que, como rubro-negro, tenho orgulho de estar participando. Vou continuar cobrando diariamente, como sempre fiz nesses últimos dois anos e meio, a busca pela excelência e pela correção de rumos em áreas específicas. Com essa lamentável cisão, serei neutro em termos de nomes, mas defenderei nas eleições de 2015 as realizações desse grupo, a partir de contribuições fundamentais das duas alas que se formam. No caso do sucesso dos esportes olímpicos (modéstia à parte), todos participaram de alguma forma. Clamo a todos os verdadeiros rubro-negros que nunca deixem de ajudar o Flamengo por conta do candidato A,B ou C.
Ouço todos os pré-candidatos, imprensa e blogs se focando somente no futebol, nossa grande paixão. Porém, é inegociável o meu compromisso com um Flamengo único, indivisível, tendo obviamente o futebol como o grande carro-chefe, mas sendo também forte e vencedor como clube multiesportivo e social. O Flamengo é diferente de qualquer outro clube de futebol do mundo por essa grandeza. Se não pensarmos assim, é o primeiro passo para sermos iguais aos outros.
Minha preocupação não é nem tanto com o “2016 em diante”, pois tenho certeza que, se qualquer uma das duas alas vencer a eleição, o Flamengo estará ainda no caminho correto (independente da minha presença). O maior desafio é chegarmos bem até lá, do ponto de vista de continuidade da reestruturação e do atingimento de resultados esportivos e, mais importante, com as pontes preservadas.
Quanto à proposição do meu nome ao cargo máximo do nosso clube, fico bastante honrado e agradeço a quem se lembrou de mim. Sem querer ser pretensioso, tornar-me Presidente do Flamengo algum dia não é somente um sonho, trata-se de um desejo real para o qual pretendo trabalhar muito para concretizar mais adiante, como uma consequência natural da minha vida dentro do clube. Porém, infelizmente, para mim, por questões profissionais e de estágio de vida, hoje é completamente impossível me dedicar de forma integral e assumir esse desafio nesse momento. Sei da responsabilidade de ser presidente dessa Nação. Tudo tem a sua hora na vida e tenho certeza que, quando esse momento chegar, estarei pronto para oferecer o meu nome. Até esse dia, vou fazer o meu máximo, como em toda a minha vida, sendo dirigente, conselheiro, sócio, atleta ou na condição de mais um torcedor de arquibancada, para fazer o que realmente me importa: Retribuir ao Flamengo, todos os dias, de alguma forma, um pouco de tudo que esse clube me deu, desde a minha formação pessoal dentro da Gávea até as grandes alegrias proporcionadas por essa Paixão.
Saudações rubro-negras,
Alexandre Póvoa
VP Esportes Olímpicos
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