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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Após três meses, Flamengo "inaugura" seu estádio na Ilha


A inauguração era prevista para a estreia da Libertadores contra o San Lorenzo em março. O Flamengo já foi eliminado da competição e, três meses depois, finalmente conseguiu terminar as reformas da Arena da Ilha e obter todas as licenças.

A capacidade ficou em pouco mais de 20 mil. A arquibancada começa do chão, a distância para o gramado é bem próxima, o que torna o estádio um caldeirão.

Evidente que o planejamento não foi o esperado, porém o clube deu aula da forma correta de reformar um estádio de futebol: se preocupou com o melhor gramado, estrutura de arquibancada segura, reforma do vestiário e urbanização ao redor. Tudo bem diferente do que o Botafogo fez no ano passado, como ficou provado no excelente post do Mauro César Pereira, colocando em risco seus torcedores.

Há previsão de ser lançado um pacote de três jogos na Ilha: Ponte Preta, São Paulo e Chapecoense. A estreia está confirmada contra o time de Campinas, no dia 14 de junho.

O mais importante, além da ótima estrutura: o clube, finalmente, ganha uma alternativa real e própria para fugir dos custos absurdos do Maracanã.


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Depois da entrevista coletiva em conjunto com o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, na véspera da partida contra o Atlético Mineiro, onde o Rubro Negro assinou com o executivo um protocolo de intenções para a construção do estádio na Gávea e a distribuição de cestas básicas para restaurantes populares do município, hoje estiveram presentes novamente o prefeito e a subsecretária de Esportes e Lazer da cidade, Patrícia Amorim.

Não havia necessidade desse evento para entrega das licenças, o que fica evidente o interesse político. Porém, é interessante ver onde esse flerte e essa aproximação vai chegar. Tomara que seja para a construção do estádio na Gávea.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Arena da Ilha: andamento das obras

As obras na Arena da Ilha estão com bom andamento e o Flamengo já pretende realizar treinamentos e fazer o reconhecimento do novo gramado, que está quase pronto, já na semana que vem.

A expectativa também é do time disputar pelo menos uma partida oficial antes da estreia na Libertadores, dia 08 de março contra o San Lorenzo. Seria o jogo contra o Madureira.

O gramado já está recebendo irrigação, as arquibancadas já estão quase prontas. O entorno do estádio está sendo pavimentando. Em breve as arquibancadas serão customizadas em vermelho e preto.

Confira as fotos divulgadas pelo Flamengo hoje:





quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Arena da Ilha: gramados são colocados

O trabalho segue em ritmo acelerado para que o Flamengo possa disputar seus jogos a partir de março na Arena da Ilha, ou Ilha da Nação.

Nesta quarta-feira o gramado está sendo colocado. A empresa responsável é a mesma que trabalhou no Centro de Treinamento Ninho do Urubu.

Por incrível que pareça, mesmo com o Botafogo tendo realizado seus jogos por lá na temporada passada, o péssimo gramado do estádio não foi trocado. São décadas sem uma reforma.

Seguem imagens:

 





domingo, 29 de janeiro de 2017

Arena da Ilha ganhando corpo de caldeirão

A Arena da Ilha já começa a ganhar corpo de caldeirão. As arquibancadas começam no chão, a distância será mínima para o gramado, ao fundo será reservado um espaço sem cadeira, formando um espaço popular.

Seguem fotos da @BravaRaca:


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Arena da Ilha: estrutura da arquibancada sendo construída

A estrutura da Arena da Ilha começa a ganhar cara. O estilo caldeirão do novo estádio também já começa a ficar visível.

Ao contrário do que foi com o Botafogo, desta vez as arquibancadas vão começar no chão. A distância será de 6m para o campo no meio e 7,5m atrás do gol, a metade do que era utilizada pelo alvinegro, sendo formada por uma espaço sem cadeiras, que será o setor popular com apenas um alambrado pequeno separando campo e torcida.

A empresa responsável é a Rohr Estruturas Tubulares, a mesma que ergueu a arena do vôlei de praia nos jogos olímpicos em Copacabana.

A foto foi tirada pela @BravaRaca:


quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Arena da Ilha: primeiras estruturas da arquibancada são montadas

A Arena da Ilha começa a ganhar suas primeiras estruturas. Com capacidade para pouco mais de 20 mil torcedores, o que garante pelo menos até as quartas de final da Libertadores, as arquibancadas, agora mais próximas do campo, já estão sendo montadas.

A empresa responsável é a Rohr Estruturas Tubulares, a mesma que ergueu a arena do vôlei de praia nos jogos olímpicos em Copacabana.

Da arquibancada, a distância será de 6m para o campo no meio e 7,5m atrás do gol, a metade do que era utilizada pelo alvinegro, sendo formada por uma espaço sem cadeiras, que será o setor popular com apenas um alambrado pequeno separando campo e torcida.

As fotos são do André Oliveira (@juventudeandre):



quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Ilha da Nação: Deliberativo aprova projeto para erguer estrutura


O Conselho Deliberativo aprovou na noite desta terça-feira o projeto para a montagem do estádio Luso-Brasileiro, que vai abrigar o Flamengo pelos próximos três anos.

A empresa Rohr Estruturas Tubulares, a mesma que ergueu a arena do vôlei de praia nos jogos olímpicos em Copacabana, será a responsável pela estrutura das arquibancadas provisórias, cuja capacidade será pouco mais de 20 mil.

O Conselho de Administração aprovou na semana passada a tomada de empréstimo de R$ 12 milhões para a obra.

A primeira medida realizada foi a total retirada do péssimo gramado. A empresa responsável é a mesma do Maracanã.


A angulação das arquibancadas será máxima, que vão começar no chão, ao contrário do que era utilizado pelo Botafogo, a distância será de 6m para o campo no meio e 7,5m atrás do gol, a metade do que era utilizada pelo alvinegro, sendo formada por uma espaço sem cadeiras, que será o setor popular com apenas um alambrado pequeno separando campo e torcida.

O ideal seria fechar por completo o estádio, sem quinas, mas pelo tempo e pelo valor, não será possível. Além da arquibancada será necessário trocar o gramado e reformar o vestiário.

Entretanto, para não deixar o barulho da torcida vazar, segundo informações obtidas pelo Mundo Rubro Negro, são previstos outdoors entre os setor norte e leste e o placar eletrônico entre o setor leste e o sul, além de publicidade nas outras quinas para melhorar a acústica e abrir espaço de propaganda.

O vice-presidente de marketing Daniel Orleans trabalha pela possibilidade de ter naming rights no estádio da Ilha. Por isso, mesmo se a CSM, empresa parceira do Flamengo, ser a vencedora da compra da concessão, o Rubro Negro mandará alguns de seus jogos no novo estádio.

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Os novos donos do Maracanã devem ser conhecidos ainda este ano. Flamengo repudia parceria com empresa francesa e aposta na CSM


Com suspeita de superfaturamento na reforma do Maracanã, distribuição de propina para diversos políticos - inclusive para o presidente do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro, além de demonstrar incapacidade de administrar o estádio. São com esses atributos que a Odebrecht, inacreditavelmente, poderá escolher, vejam só, para quem venderá a concessão do Maracanã.

Duas empresas pleiteiam administrar o complexo envolvendo o estádio e o ginásio: CSM/GL/ Amsterdam Arenas e a Largadère/BWA.

Segundo o jornal O Globo desta terça-feira, o pool encabeçado pela CSM é o favorito para comprar a licitação, principalmente por ter como parceiros o Flamengo e o Fluminense.

O valor a ser pago será entre R$ 40 a R$ 60 milhões de reais, descontadas as dívidas do atual consórcio com fornecedores e bancos. O vencedor deverá ser anunciado esse ano, mas o processo será longo, devido ao due dilligence, uma espécie de aprofundamento das despesas do negócio, passivos trabalhistas, mobiliários, pessoal e dívidas gerais. Só depois dessa varredura no negócio que a compra poderá ser efetivada ou não.

A CSM acredita que o Maracanã só será viável com os clubes de futebol: "Isso é muito importante porque a gente tem de lembrar que o Maracanã é um estádio de futebol. O core business do Maracanã é o futebol. Você não consegue fechar contratos de patrocínios em que não se tem visibilidade clara de que tipo de futebol vai ter ali. Ou não consegue sequer chegar ao potencial. Você fica abaixo dele. Você não consegue fazer vendas de camarotes em contratos de longo prazo enquanto um clube diga que talvez jogue ali os próximos jogos, mas talvez não. Você precisa pacificar a relação com os clubes de futebol", afirmou o CEO da empresa Carlos Eduardo Caruso Ferreira, em entrevista ao blog do Rodrigo Capelo, na Época.

Segundo Carlos Eduardo, o Flamengo seria o dono de todas as receitas ligadas ao jogo de futebol, ou seja, seria o dono do evento.

Já a Lagardère adota um discurso diferente. Em entrevista ao mesmo blog do Capelo, o diretor de Arenas Flávio Portela afirmou que o Maracanã pode sobreviver sem o Flamengo jogando lá, e aposta na experiência para tocar o estádio: "Experiência de 20 anos de mercado, 50 arenas. Posso adiantar que vai ser um plano 360 graus que envolve, lógico, futebol como um dos principais ativos da arena, mas há grandes shows, eventos, feiras, a vida 24 por sete, museu, e assim vai. Vamos posicionar a arena na escala Brasil e na escala mundo. Colocá-la no mapa nacional e internacional".

O Flamengo, em nota oficial divulgada na tarde desta terça-feira, afirmou que não jogará no Maracanã se a empresa francesa Lagardére comprar a concessão do estádio: "O Flamengo se recusa a firmar um compromisso de longo prazo com entidades que no passado e em tratativas recentes não apresentaram comportamento compatível com os princípios e valores adotados pelo clube".

Uma clara manifestação contrária à BWA, parceira da empresa francesa no negócio, que durante anos foi responsável pela venda de ingressos para os jogos da equipe Rubro Negra.

Em 2011, este blog cobrou pelo fim da parceria com a BWA.



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Enquanto isso, o Flamengo segue tocando sua vida. O Conselho Deliberativo aprovou na noite de segunda-feira o contrato assinado pela diretoria para o uso da Arena na Ilha do Governador. A capacidade será em torno de 22 mil. Segundo Rafael Strauch, dirigente do clube, será um estádio para maximizar o desempenho esportivo, o estilo que é visto na Inglaterra e nos jogos da Libertadores.

O projeto do estádio deve sair em breve. Informações dão conta que a arquibancada será inclinada e mais próxima do gramado, formando um verdadeiro caldeirão.

sábado, 26 de novembro de 2016

Flamengo encontra alternativa para mandar seus jogos no Rio. É a primeira correção dos erros de 2016

Um ano atrás o diretor Fred Luz dizia que o clube estudava uma forma de viabilizar juntamente com Fluminense e Botafogo a Arena na Ilha do Governador, porém não tinha projeto e nem viabilidade financeira para levar os jogos do Flamengo pra lá.

Confira aqui.

Mas ficou por aí e o Botafogo, em coletiva no dia 28 de abril anunciou a parceria com a Portuguesa para utilizar seu estádio, evitando o desgaste das viagens a cada rodada do Brasileirão.

Em junho escrevi aqui no blog elogiando a atitude pró-ativa dos dirigentes alvinegros: "O estádio está bem bonito. Ficou personalizado, o que era uma reivindicação da torcida, já que no Engenhão isto não era possível, e as cadeiras são próximas ao campo, também ao contrário do Engenhão. Se a torcida alvinegra comprar o estadio, aquilo pode virar um caldeirão".

Além de ter um time ajeitado, um dos pontos que levou uma equipe média do Botafogo a brigar pelos primeiros lugares foi a sua mini-arena, que bem ou mal incomodava o adversário. Da mesma forma que o caiu do céu o Kléber Andrade para o Rubro Negro.

Eu cobrei neste mesmo post uma solução do Flamengo para 2017.

Eis que finalmente, um ano depois, o clube acordou e conseguiu fechar rapidamente e na surdina com a Portuguesa para mandar seus jogos na Ilha. É a primeira correção dos erros de 2016: ter uma casa para jogar sem precisar de viajar a cada rodada.

A capacidade atual é de 15 mil. Já falaram em dobrar e até colocar 40 mil de capacidade. Vamos acompanhar se vão conseguir as licenças para tal. Além da arquibancada, terá que ter um gramado novo. O atual é uma lástima.

Torço para que seja uma arquibancada deste tipo da Arena de Deodoro. Daria pra fazer um caldeirão de fazer tremer os adversário na Libertadores.


Também não tem como deixar de comemorar o fato de ser uma resposta concreta ao imbróglio do Maracanã. Com os últimos acontecimentos, ninguém sabe ao certo o que acontecerá com o estádio. O mais importante é que o clube hoje tem uma alternativa dentro do Rio para mandar seus jogos e sem depender do poder público, e agora aguarda os desdobramentos jurídicos, políticos e criminais que envolvem o Maracanã.