segunda-feira, 28 de abril de 2008

A Crueldade Rubro-Negra


Como é de tradição, o mengão chega a mais uma final em sua história, depois de conquistar o primeiro turno do carioca e esperar a decisão entre os emotivos e os afeminados, confirmamos que teríamos mais uma final contra os concorrentes vascaínos ao posto honrado de vice-campeão e saco de pancadas rubro-negro.

Prevejo um grande pecado futebolístico que estaremos a cometer, caso vençamos impiedosamente os nossos rivais sentimentais. Se isso ocorrer mais uma vez estaremos fazendo um cruel ato de desumanidade, pois, estaremos vencendo o time dos bons moços que jogam sempre unidos e fazem sempre boas ações, o clube dos homens que tem sentimento e se preocupam com fair-play no futebol, o clube que sempre é descaradamente roubado, principalmente em finais contra os rubro-negros compradores de juízes. Será uma grande injustiça, um clube como o Flamengo que esta a beira dos trinta títulos cariocas, brigar por mais unzinho contra o pobre foguinho que ostenta seus humildes, batalhados e nada roubados dezoito estaduais.

O Botafogo é sempre o clube que respeita os adversários, trabalha sempre honestamente em busca do título e mesmo assim prega a boa política de: ‘O importante é competir’. Os alvinegros sentimentais, são sempre merecedores de piedade, nunca compram juízes e sempre que ganham algum título é por puro e total mérito. Eles sempre foram e sempre serão o time dos caras que ajudam velhinhas a atravessarem a rua e que doam agasalhos a crianças carentes, serão sempre o time dos caras que nunca fazem nenhum tipo de falta grave, mas não que eles sejam desleais, mas pelo fato deles serem o clube cujo o lema é: ‘O importante é competir’. A torcida do Botafogo é sempre a torcida exemplar, que se preocupa com questões sociais e faz bandeirões para casos como João Hélio e Isabella Nordinni, ja a torcida do Flamengo é sempre a torcida maldosa, que cria musica para os rivais e as vezes até ofendendo a doentes, vide a suposta musica para a filha do Romário.

Ao ganharmos desses exemplos de bons cidadãos, bons atletas e bons dirigentes, estaremos cometendo um grande pecado futebolístico e provocando um choro compulsivo em todas as alas não flamenguistas do Brasil, principalmente nas alas homossexuais e nas de descendência portuguesa. Oremos para que São Zico nos perdoe por ganhar mais uma vez dessas puras, humildes e bondosas almas e por massacrar mais uma vez os caras legais, bonzinhos e emotivos sem a menor piedade. Tomara que o inferno futebolístico tenha um bom estádio para abrigar nossa torcida insaciável de títulos e que não perdoa nem mesmo um time tão simpático e amistoso como o Botafogo. Nós somos cruéis, egoístas, maldosos e sem coração, isso será uma grande covardia, preparem os lenços e apetrechos do tipo para dar todo apoio moral e psicológico ao nosso rival, que ao final da batalha, fará o que é de praxe, chorar descontroladamente. Que saudade do Vasco, que apanhava caladinho, sem reclamar e ainda se sentia feliz por ser vice do Mengão.

Agradecimento especial para Laíse Coelho pela colaboração dada à elaboração deste texto.

Um comentário:

Anônimo disse...

Acho que ficou bem definida a função do flamengo. Jogar em um time como esse não é para qlqr ser ; tem que ser responsa e presença!