sexta-feira, 6 de maio de 2016

Sobre Muricy Ramalho e Eduardo Bandeira de Mello

Apesar de encontrado uma forma de jogar bem com dois meias, Muricy pode usar o esquema que quiser: seja com dois meias, com três atacantes, com três zagueiros, mas é preciso ter um mínimo de organização.

Foram dez dias de treino, dez dias sem viagem, e o que vimos foi uma bagunça absurda contra o Fortaleza na quarta-feira atuando no infernal 4-3-3.

Cuellar sobrando sozinho na marcação, os meias avançando como atacantes, os zagueiros no mano a mano com os atacantes adversários.

O mais surreal foi ver uma linha de cinco atacantes. Impossível que o Muricy não tenha visto isso. É preciso um mínimo de organização técnica. Veja a imagem:



Ficou um vácuo entre meio de campo e ataque e entre meio de campo e zaga. O pobre do Cuellar sofreu com o espaçamento. Na disposição do futebol moderna, as linhas precisam ser encurtadas, compactadas. Tudo que hoje o Flamengo não tem:




Enquanto isso, na Libertadores, os dois únicos times brasileiros que se classificaram para as quartas de final são dirigidos por estrangeiros: Aguirre e Bauza. 

Sem contar a impressionante disciplina tática do Atlético Nacional e do baile que o Rosário Central deu no Grêmio na quinta-feira. Os dois vão se enfrentar em um super duelo tático na próxima fase da Libertadores.

Os técnicos brasileiros se mostram cada vez mais limitados e se sustentam mais no talento do que na capacidade de leitura tática de um jogo.


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O desgosto é grande por esse começo de segundo mandato da atual gestão. Seja na questão do estádio para mandar seus jogos, que foi tratada de forma amadora - até o Botafogo conseguiu uma casa, seja agora por virar neo-aliado da CBF, participando de coletiva da seleção brasileira, como se não tivesse um clube em crise e a atividade mais importante deste sendo tratado de forma nada profissional.

Se por acaso o Bandeira quer continuar nessa missão institucional, que continue e faça sua carreira. Mas entregue o futebol do Flamengo pra quem entenda.

Sou totalmente contrário à saída do Muricy neste momento. Ele já demonstrou que não fica preso a ideias: como Márcio Araújo, Émerson e três atacantes (voltou a usar não sei porque) mas, se demiti-lo, não poderá ser o único a sair: Rodrigo Caetano, Godinho, Fred Luz e Biasotto também precisam deixar o Flamengo. Estes são os responsáveis pelo rodízio de treinador e pelo fracasso do futebol que, se nada mudar, vai chegar a quatro anos seguidos da gestão Eduardo Bandeira de Mello.

4 comentários:

Ruy Moura disse...

André. Análise perfeita, tanto do futebol em campo, quanto fora dele! O que o EBM pretende na CBF? Está negando a autonomia e a vanguarda que propunha para o nosso Mengão no cenário futebolístico nacional. Vai se aliar à CBF por não conseguir combater?

Joanilson Silva disse...

Tenho visto isso Tbm, como podem o Mancu e o Arao estarem ao lado do Guerrero?

Sobre o EBM ñ sou defensor dele, concordo com o Luxa quando disse q eles ñ entendem nd de futebol.
Mas To achando pesa essa crítica td só Pq ele aceitou o convite, penso q ñ devemos ficar ao lado do inimigo, mas eu ñ ocupo um cargo político e ele sim, ñ pode é ele defender alguma das atrocidades q a CBF faz ou ficar calado quando algo de errado acontecer, aí sim vejo motivos para cair de pau nele.
A pouco tempo atrás falaram q ele ñ queria falar com a FERJ Pq teve sua moral atacada e reclamaram dele de levar para o lado pessoal.
Ó problema do Flamengo ñ está aí e nem em economizar p/ pagar suas obrigações, isso ñ é favor o nome já diz obrigação.
E ñ defendo é nem acho os azuis essa coca-cola toda, pois a quantidade de grana q vai pro lixo com a manutenção de alguns jogadores é fora do normal.
Entendo q eles tem q ser contados por isso e ñ Pq esta fazendo política.

Barreto disse...

André, desistiu de postar sobre o basquete?

André Amaral disse...

Barreto

Não consegui ver o jogo do sábado às 14 e sexta às 21h - horários péssimos...

Vou tentar ver amanhã

Abraços