Desde a eliminação da Libertadores o cargo do Zé Ricardo já balançava. Por mais que buscassem alguns fios de esperança, a execução nunca era a esperada.
A Arena da Ilha, sequência de jogos no Rio, reforços estreando, sempre a expectativa era de melhora, evolução, entretanto o ambiente se deteriorava a cada partida.
Voltando algumas casas: o time não encontrava mais o bom futebol desde quando faltavam 10 rodadas pro fim do Brasileirão, e terminou o ano empurrando com a barriga.
Friamente, dá pra contar nos dedos de uma mão quantas partidas convincentes o Flamengo fez neste ano.
O resumo da equipe no período Zé Ricardo foi: muita posse de bola, pouca agressividade, psicológico ruim, dificuldade em vencer jogo grande e, até certo ponto, organizada defensivamente - em que pese este quesito ter naufragado nas últimas partidas: o último jogo sem gol sofrido foi contra o Vasco.
É verdade também que por diversos jogos o Flamengo falhou clamorosamente na finalização. Perdeu gols certos, que poderiam ter aliviado a pressão da própria equipe e da comissão técnica.
Entretanto, quando alguma coisa vira rotina, significa que tem algo que não vem bem de forma sistemática.
*******************
Não via mais capacidade do Zé em extrair desse elenco o melhor futebol. O desespero de quem não enxergava mais modos de arrumar a equipe ficou evidente nesse domingo, na derrota para o Vitória em casa, quando utilizou um esquema ofensiva, com Trauco e Rodinei de laterais e ainda escalou Arão de primeiro volante, mesmo tendo Rômulo e Cuellar no banco.
Quando que Zé Ricardo utilizou Arão de primeiro volante logo de início em sua passagem pelo clube? Beirou a má-fé.
Inexplicável também foi a escolha do Geuvânio voltando de contusão, por exemplo, mesmo enquanto Berrío vinha bem jogo após jogo. Mesma coisa a estranha situação do Conca, que, mesmo sem Guerrero (um estrangeiro), não foi nem relacionado.
Evidente que o Zé não pode ser considerado o único culpado, por mais que tenha errado em insistir com jogadores ruins em detrimento de outros que poderiam mudar a dinâmica de um futebol engessado e sofrível, porém, é mais uma vítima do sistema fracassado do futebol Rubro Negro, liderado pelo Eduardo Bandeira, Fred Luz e Rodrigo Caetano que, entre erros e acertos, tem sido até o melhorzinho deles, sendo o único que, tardiamente, confrontou Rafael Vaz no vestiário pós-classificação dramática contra o Santos - sendo desautorizado pelo presidente em entrevista dias depois.
Quando o presidente é o vice-presidente da pasta, quando um CEO, que nunca discutiu questões táticas e técnicas do futebol dentro de campo e continua dando pitaco de forma inexplicável e quando Jayme ainda continua sendo membro da comissão técnica, significa que tem mais coisas erradas do que apenas o treinador.
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Eliminado da Libertadores, sem chance de título do Brasileirão, restam ainda as duas Copas: do Brasil e Sul-Americana. O ano não está perdido, por isto é um erro já começar a pensar em 2018.
As opções pra comandar o Flamengo à nível nacional são péssimas e nenhuma chegará com unanimidade e apoio da torcida. Por isso o foco deveria ser um treinador estrangeiro. Não me convence argumentos de adaptação, que estamos no meio do ano, que não conhecem o elenco. O time Rubro Negro tem diversos jogadores conhecidos por todo o futebol mundial. O futebol brasileiro é vastamente estudado, basta ver o show que treinadores sul-americanos dão quando enfrentam times brasileiros nas competições estrangeiras: dissecam o adversário com tranquilidade.
A diretoria, infelizmente, deve procurar o mais fácil para ela: Roger. Que encaixa no mesmo perfil de jogo do Zé Ricardo: posse de bola, controle de jogo e falta de agressividade. Não o vejo como solução. O perfil que o Flamengo precisa hoje é de um técnico experiente, que passe confiança, que encaixe uma nova forma da equipe jogar, enfim, que tenha uma nova fórmula, pois, a atual, já está desgastada e ninguém mais aguenta.
Reinaldo Rueda seria o nome, se quisessem mesmo dar uma guinada e buscar algo novo, e não mais do mesmo.
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segunda-feira, 7 de agosto de 2017
segunda-feira, 10 de julho de 2017
O Flamengo nas últimas quatro rodadas do Brasileirão
Em quatro rodadas o Flamengo dizimou a diferença que era de oito pontos para a equipe do Grêmio e hoje está com um a mais, na segunda colocação. Porém, ainda noves pontos distantes do líder Corinthians.
O Rubro Negro saiu do 11º lugar para a vice-liderança.
Dentro de campo se o time ainda não apresenta um futebol de encher os olhos, melhora em alguns fundamentos.
No ataque falta uma maior compactação entre os jogadores. Por vezes o time atua ainda espaçado, com Diego voltando muito, e enfrenta dificuldades para furar a marcação.
Muita gente acredita se tratar de uma crítica ao Zé Ricardo quando se fala que o talento individual vem decidindo. Não que seja demérito, entretanto a sensação é de que pode mais.
Óbvio que só talentos individuais por si só não garantem nada. O Flamengo vem jogando de forma mais organizada. O que será comprovado neste post.
Não dá para dizer que a equipe não cria, pelo contrário: criava oportunidades, mas finalizava mal.
O Flamengo era a equipe que mais chutava, porém era segunda que mais errava. O índice de acertos nos chute cresceu de 34,5% para 50% nas últimas quatro rodadas.
Nas oito primeiras rodadas o Flamengo precisava de quase 12 finalizações para conseguir um gol. Nas últimas quatro precisou de 5,8 finalizações para marcar.
Com Éverton Ribeiro estreando, o time passou a ter um ponta que afunila, que faz o papel de meia à frente do Diego. Com essa novidade, a equipe passou a cruzar menos bolas na área: de 27 para 21 por jogo.
Na defesa, o Rubro Negro evoluiu bastante. Nas últimas quatro partidas a equipe levou apenas um gol em 43 finalizações sofridas.
Com Cuellar em campo, o time aumentou seu percentual de roubadas de bola: 17 para 20.
Valém destacar que o colombiano ficou no banco praticamente todo o Brasileiro no ano passado sendo pouco aproveitado, mesmo vendo Arão empurrando com a barriga e o Rubro Negro caindo de produção nas últimas 10 rodadas. Finalmente Zé Ricardo acordou. Antes tarde do que nunca.
Nas últimas seis rodadas o Flamengo lidera com 16 pontos. Superando o Corinthians no saldo de gols:
O Flamengo passou a ter a segunda melhor defesa. E é provado que ganha o Brasileirão quem sofre menos gols:
Em 12 rodadas, o Corinthians não sofreu gols em incríveis nove partidas. O Flamengo vem logo atrás com seis no total: Atlético-GO, Botafogo, Ponte Preta, Bahia, São Paulo e Vasco.
A evolução é evidente: nas últimas oito partidas, incluindo Copa do Brasil e Sul-Americana, são sete vitórias. Como já escrito por aqui: justamente na sua melhor fase no ano o Flamengo enfrentará uma dura sequência pela frente. Já passou por São Paulo e Vasco, agora tem Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras.
Com as vitórias, voltam também a confiança. É muito mais fácil corrigir os problemas do time acompanhado dos três pontos do que ameaçado de demissão e pressionado pelos resultados ruins.
O ponto vulnerável continua sendo no gol. Thiago não fez praticamente nenhuma defesa difícil. De cabeça dá para lembrar um chute do Luccas pela Ponte Preta, uma contra o Bahia, a do Luis Fabiano e só.
Pode parecer incoerente afirmar que o time precisou de 43 finalizações para levar um gol e o Thiago não ter reconhecimento nenhum. Porém, o mérito parece ser muito mais do sistema defensivo - aí entra o bom trabalho do Zé Ricardo, do que do goleiro que teria feito grandes defesas, o que não foi o caso ainda. Quem viu a atuação do Jéfferson contra o Atlético Mineiro pode comprovar.
Números e informações: Footstats e FutDados
O Rubro Negro saiu do 11º lugar para a vice-liderança.
Dentro de campo se o time ainda não apresenta um futebol de encher os olhos, melhora em alguns fundamentos.
No ataque falta uma maior compactação entre os jogadores. Por vezes o time atua ainda espaçado, com Diego voltando muito, e enfrenta dificuldades para furar a marcação.
Muita gente acredita se tratar de uma crítica ao Zé Ricardo quando se fala que o talento individual vem decidindo. Não que seja demérito, entretanto a sensação é de que pode mais.
Óbvio que só talentos individuais por si só não garantem nada. O Flamengo vem jogando de forma mais organizada. O que será comprovado neste post.
Não dá para dizer que a equipe não cria, pelo contrário: criava oportunidades, mas finalizava mal.
O Flamengo era a equipe que mais chutava, porém era segunda que mais errava. O índice de acertos nos chute cresceu de 34,5% para 50% nas últimas quatro rodadas.
Com Éverton Ribeiro estreando, o time passou a ter um ponta que afunila, que faz o papel de meia à frente do Diego. Com essa novidade, a equipe passou a cruzar menos bolas na área: de 27 para 21 por jogo.
Na defesa, o Rubro Negro evoluiu bastante. Nas últimas quatro partidas a equipe levou apenas um gol em 43 finalizações sofridas.
Com Cuellar em campo, o time aumentou seu percentual de roubadas de bola: 17 para 20.
Valém destacar que o colombiano ficou no banco praticamente todo o Brasileiro no ano passado sendo pouco aproveitado, mesmo vendo Arão empurrando com a barriga e o Rubro Negro caindo de produção nas últimas 10 rodadas. Finalmente Zé Ricardo acordou. Antes tarde do que nunca.
Nas últimas seis rodadas o Flamengo lidera com 16 pontos. Superando o Corinthians no saldo de gols:
O Flamengo passou a ter a segunda melhor defesa. E é provado que ganha o Brasileirão quem sofre menos gols:
Em 12 rodadas, o Corinthians não sofreu gols em incríveis nove partidas. O Flamengo vem logo atrás com seis no total: Atlético-GO, Botafogo, Ponte Preta, Bahia, São Paulo e Vasco.
A evolução é evidente: nas últimas oito partidas, incluindo Copa do Brasil e Sul-Americana, são sete vitórias. Como já escrito por aqui: justamente na sua melhor fase no ano o Flamengo enfrentará uma dura sequência pela frente. Já passou por São Paulo e Vasco, agora tem Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras.
Com as vitórias, voltam também a confiança. É muito mais fácil corrigir os problemas do time acompanhado dos três pontos do que ameaçado de demissão e pressionado pelos resultados ruins.
O ponto vulnerável continua sendo no gol. Thiago não fez praticamente nenhuma defesa difícil. De cabeça dá para lembrar um chute do Luccas pela Ponte Preta, uma contra o Bahia, a do Luis Fabiano e só.
Pode parecer incoerente afirmar que o time precisou de 43 finalizações para levar um gol e o Thiago não ter reconhecimento nenhum. Porém, o mérito parece ser muito mais do sistema defensivo - aí entra o bom trabalho do Zé Ricardo, do que do goleiro que teria feito grandes defesas, o que não foi o caso ainda. Quem viu a atuação do Jéfferson contra o Atlético Mineiro pode comprovar.
Números e informações: Footstats e FutDados
sexta-feira, 30 de junho de 2017
A entrevista do Zé Ricardo ao jornal O Globo
Quem está acompanhando atentamente o futebol do Flamengo não se surpreendeu com a entrevista do Zé Ricardo hoje ao O Globo. O problema é que ser coerente não quer dizer que esteja certo.
O treinador reconhece, entre tantas coisas, que a saída de bola da equipe precisa melhorar. Ao mesmo tempo que confirma a titularidade absoluta de Márcio Araújo.
Afirma ainda que a partida de Márcio Araújo na quarta-feira foi exemplar. Em que pese ter ficado mais fixo, logo em uma função diferente, o que dizer então da atuação de Cuellar e suas oito roubadas de bola contra nenhuma do seu companheiro?
Lembram que falavam que Cuellar não seria capaz de atuar de primeiro volante porque não tinha velocidade? Entrou, vem jogando nesta posição, atuando bem, logo já arrumaram uma nova função pro Márcio Araújo.
É isso, a grande novidade foi revelada: estão há meses fazendo trabalho especial para Márcio Araújo evoluir na parte ofensiva, para que infiltre mais e melhor.
É espantoso acreditar que um jogador de 33 anos está sendo trabalhado para executar uma tarefa que nunca fez na vida. É imperioso questionar o porquê não executam esse trabalho com o Ronaldo, por exemplo.
Zé Ricardo ainda disse que como Diego e Guerrero não marcam, por isto a presença do Márcio Araújo é necessária. O que é um erro conceitual e fatual.
Conceitual porque a visão do treinador colide com o que diz o futebol moderno. Não existe mais a figura do volante cão de guarda, hoje todos precisam marcar ou serem treinados para marcar.
De fato porque Diego, ao contrário da declaração do Zé Ricardo, marca sim. E ainda, que belo volante de marcação, titular absoluto, que não figura no ranking de desarmes do Brasileiro, não?
Zé ainda tem a visão de que é preciso um volante veloz, pouco se importando se os números e as situações de jogo revelem justamente um jogador fraco na marcação, que corre como barata tonta atrás do oponente.
Em suma, é muita justificativa furada para manter um jogador fraco em uma posição estratégica da equipe. Sempre arrumam um jeito de arrumar função para o Márcio Araújo que ele não sabe executar.
Quem está sendo sacrificado, na verdade, é Diego, que todo jogo precisa voltar para iniciar as jogadas de ataque e morre no segundo tempo.
O mapa de calor do craque Rubro Negro dos últimos jogos tem ficado semelhante a de um volante.
Falta justamente o jogador que faça essa ligação entre Diego e Guerrero. Seria o Conca, mas Zé Ricardo já disse que essa chance é praticamente zero, pela falta de tempo para treinar.
Torcemos por Éverton Ribeiro.
O treinador reconhece, entre tantas coisas, que a saída de bola da equipe precisa melhorar. Ao mesmo tempo que confirma a titularidade absoluta de Márcio Araújo.
Afirma ainda que a partida de Márcio Araújo na quarta-feira foi exemplar. Em que pese ter ficado mais fixo, logo em uma função diferente, o que dizer então da atuação de Cuellar e suas oito roubadas de bola contra nenhuma do seu companheiro?
Lembram que falavam que Cuellar não seria capaz de atuar de primeiro volante porque não tinha velocidade? Entrou, vem jogando nesta posição, atuando bem, logo já arrumaram uma nova função pro Márcio Araújo.
É isso, a grande novidade foi revelada: estão há meses fazendo trabalho especial para Márcio Araújo evoluir na parte ofensiva, para que infiltre mais e melhor.
É espantoso acreditar que um jogador de 33 anos está sendo trabalhado para executar uma tarefa que nunca fez na vida. É imperioso questionar o porquê não executam esse trabalho com o Ronaldo, por exemplo.
Zé Ricardo ainda disse que como Diego e Guerrero não marcam, por isto a presença do Márcio Araújo é necessária. O que é um erro conceitual e fatual.
Conceitual porque a visão do treinador colide com o que diz o futebol moderno. Não existe mais a figura do volante cão de guarda, hoje todos precisam marcar ou serem treinados para marcar.
De fato porque Diego, ao contrário da declaração do Zé Ricardo, marca sim. E ainda, que belo volante de marcação, titular absoluto, que não figura no ranking de desarmes do Brasileiro, não?
Zé ainda tem a visão de que é preciso um volante veloz, pouco se importando se os números e as situações de jogo revelem justamente um jogador fraco na marcação, que corre como barata tonta atrás do oponente.
Em suma, é muita justificativa furada para manter um jogador fraco em uma posição estratégica da equipe. Sempre arrumam um jeito de arrumar função para o Márcio Araújo que ele não sabe executar.
Quem está sendo sacrificado, na verdade, é Diego, que todo jogo precisa voltar para iniciar as jogadas de ataque e morre no segundo tempo.
O mapa de calor do craque Rubro Negro dos últimos jogos tem ficado semelhante a de um volante.
Falta justamente o jogador que faça essa ligação entre Diego e Guerrero. Seria o Conca, mas Zé Ricardo já disse que essa chance é praticamente zero, pela falta de tempo para treinar.
Torcemos por Éverton Ribeiro.
terça-feira, 13 de junho de 2017
A Ponte Preta novamente no caminho do Zé Ricardo
Zé Ricardo estreou no ano passado contra a Ponte Preta, fora de casa, conseguiu uma vitória de virada por 2 x 1 e seguiu até o fim do campeonato brasileiro.
Nesta quarta o treinador terá mais uma chance de provar que pode continuar à frente do Flamengo, justamente contra a equipe que iniciou sua trajetória no time principal.
A derrota contra o Sport parecia que seria o fim da linha para o treinador. Não foi. Deram mais uma sobrevida e mesmo assim o time não conseguiu derrotar o Avaí fora de casa e o pior: jogando da mesma forma.
A diretoria deve acreditar que, por ser extremamente competente na área administrativa, em algum momento as coisas vão naturalmente se acertar dentro de campo.
A eliminação da Libertadores, o sufoco desgraçado nas oitavas de final da Copa do Brasil não foram suficientes para uma mudança brusca na mentalidade, na escalação: precisou de uma sequência de resultados ruins no Brasileiro para, então, barrarem jogadores que andam em má fase ou que são ruins mesmo.
Aliás, que dificuldade em colocar no banco jogador ruim nesse Flamengo, hein?
Muralha foi o primeiro. Vaz foi o segundo. Mas a turma lá dentro anda tão distante da realidade que a dupla de volantes continuou titular absoluta até a última rodada.
Nos últimos cinco jogos, Márcio Araújo conseguiu apenas três desarmes. Arão confessou que não vive grande fase - precisou vir à público para dizer. Será que ninguém percebeu isso da comissão técnica?
Bastou o Mancuello entrar que cumpriu bem o papel de segundo volante.
Rômulo e Cuellar treinaram na segunda-feira e quem viu o amistoso pode comprovar a diferença de qualidade. Não são craques, mas vão ajudar bem mais a equipe se forem as opções.
Não é possível que Zé Ricardo morra abraçado a tanto jogador ruim e em má fase, quando se tem melhores opções no banco. Beira o inacreditável.
O jogo contra a Ponte Preta será de alto risco. Voltar com Vaz - Juan está vetado e manter a dupla de volantes será incendiar uma torcida que já anda irritada com a falta de cobranças, com o marasmo, com uma continuidade que só vem causando prejuízos ao Flamengo.
Não vejo mais Zé Ricardo como o treinador capaz de levar o Rubro Negro ao título. Mesmo que troque algumas peças do time titular, não o vejo com condições de aproveitar o elenco que cada vez mais fica recheado, alternar táticas, sem insistir nos dois jogadores abertos.
Torço para que amanhã seja diferente. Que a Ponte Preta seja novamente o adversário que conduza o time para uma nova fase no Brasileirão.
Nesta quarta o treinador terá mais uma chance de provar que pode continuar à frente do Flamengo, justamente contra a equipe que iniciou sua trajetória no time principal.
A derrota contra o Sport parecia que seria o fim da linha para o treinador. Não foi. Deram mais uma sobrevida e mesmo assim o time não conseguiu derrotar o Avaí fora de casa e o pior: jogando da mesma forma.
A diretoria deve acreditar que, por ser extremamente competente na área administrativa, em algum momento as coisas vão naturalmente se acertar dentro de campo.
A eliminação da Libertadores, o sufoco desgraçado nas oitavas de final da Copa do Brasil não foram suficientes para uma mudança brusca na mentalidade, na escalação: precisou de uma sequência de resultados ruins no Brasileiro para, então, barrarem jogadores que andam em má fase ou que são ruins mesmo.
Aliás, que dificuldade em colocar no banco jogador ruim nesse Flamengo, hein?
Muralha foi o primeiro. Vaz foi o segundo. Mas a turma lá dentro anda tão distante da realidade que a dupla de volantes continuou titular absoluta até a última rodada.
Nos últimos cinco jogos, Márcio Araújo conseguiu apenas três desarmes. Arão confessou que não vive grande fase - precisou vir à público para dizer. Será que ninguém percebeu isso da comissão técnica?
Bastou o Mancuello entrar que cumpriu bem o papel de segundo volante.
Rômulo e Cuellar treinaram na segunda-feira e quem viu o amistoso pode comprovar a diferença de qualidade. Não são craques, mas vão ajudar bem mais a equipe se forem as opções.
Não é possível que Zé Ricardo morra abraçado a tanto jogador ruim e em má fase, quando se tem melhores opções no banco. Beira o inacreditável.
O jogo contra a Ponte Preta será de alto risco. Voltar com Vaz - Juan está vetado e manter a dupla de volantes será incendiar uma torcida que já anda irritada com a falta de cobranças, com o marasmo, com uma continuidade que só vem causando prejuízos ao Flamengo.
Não vejo mais Zé Ricardo como o treinador capaz de levar o Rubro Negro ao título. Mesmo que troque algumas peças do time titular, não o vejo com condições de aproveitar o elenco que cada vez mais fica recheado, alternar táticas, sem insistir nos dois jogadores abertos.
Torço para que amanhã seja diferente. Que a Ponte Preta seja novamente o adversário que conduza o time para uma nova fase no Brasileirão.
terça-feira, 11 de abril de 2017
Flamengo com desfalques e as opções do Zé Ricardo para o decisivo jogo contra o CAP
O Flamengo terá sérios desfalques para a decisiva partida contra o CAP, nesta quarta-feira no Maracanã. Além do Bérrio, Éverton e Rômulo não se recuperaram e também estão de fora do jogo.
A lógica do Zé Ricardo deverá ser Márcio Araújo de primeiro volante, com Mancuello e Gabriel.
Mas a estratégia de fazer do Mancuello um meia que joga aberto, que chega ao ataque, que afunila e que se movimenta bastante, só ficou na tentativa. Na prática isso não acontece: o time fica engessado, não há jogadas pela direita, Pará não aproveita o corredor livre e a marcação fica prejudicada.
Tem sido frequente o Flamengo melhorar quando o Mancuello sai e entra o Bérrio, por exemplo. Foi assim justamente na estreia da Libertadores.
Há quem diga que o Zé Ricardo poderá utilizar três volantes, com Márcio Araújo, Cuellar e Arão, para empurrar o Diego para perto do ataque. Há até quem especula que o Ederson possa ser utilizado.
Entretanto, uma opção que precisa ser considerada seria de empurrar o Trauco pro ataque e escalar o Renê na lateral. Poderia acontecer do Pará com o Rodinei pela direita, mas este último foi dispensado e está fora da relação da partida.
Uma ideia sempre especulada seria colocar dois atacantes, Damião e Guerrero, visto que Vizeu também não foi relacionado, porém podem desconsiderar, tendo em vista que essa formação sequer foi testado no time titular.
O Atlético Paranaense virá todo fechado em busca do empate. Um gol Rubro Negro logo no começo seria o ideal. O problema é que falta ao Flamengo um driblador, alguém que não utilize somente a velocidade pra desmontar a defesa adversária, mas que desequilibre no drible rápido. Só vejo essa possibilidade com Vinicius Júnior e para a segunda fase da Libertadores.
Dificilmente o Flamengo conseguirá reencontrar seu bom futebol nesta noite, porém, caso não resolva na tática ou na técnica, que seja na raça!
domingo, 22 de janeiro de 2017
Basquete e futebol: as derrotas do Flamengo nesse sábado
Um sábado de derrotas: no NBB, o basquete perdeu para Franca na prorrogação por 83 x 80, e no primeiro jogo oficial do ano, em amistoso fora de casa, o futebol foi derrotado pelo Vila Nova por 2 x 1.
No Tijuca, após ótimo triunfo contra o Mogi fora de casa, o Flamengo entrou em quadra com os desfalques de Marcelinho, Humberto e Fischer e deixou a vitória escapar, mesmo iniciando o quarto final com dez pontos de vantagem: 57 x 47.
Nos segundos finais, JP Batista ainda teve dois lances livres para abrir cinco pontos, mas perdeu as duas oportunidades.
Era Marquinhos quem deveria ter recebido a bola à espera da falta, e não ele ter cobrado na saída.
O armador Coelho, que até então havia errado as cinco bolas de três que tentou, matou no estouro do cronômetro e empatou a partida: 70 x 70, sem ninguém ter cometido falta.
Foram muitos erros nos lances livres pela equipe da Gávea: 21/36, apenas 58% de aproveitamento.
Na prorrogação o Flamengo ficou atrás durante os cinco minutos, conseguindo o empate nos segundos finais com dois lances livres de Olivinha, mas novamente Franca achou outra bola de três, e desta vez foi para garantir a vitória: 83 x 80.
Marquinhos terminou como cestinha com 21 pontos. Olivinha segue com regularidade incrível, terminando com 19 pontos e 12 rebotes, mais um duplo-duplo. E Rollins fez boa estreia: em 26 minutos foram 10 pontos e oito rebotes.
Terça-feira o confronto será contra o Bauru, também no Tijuca.
No futebol, em amistoso disputado no Serra Dourada, o Flamengo foi derrotado pelo Vila Nova por 2 x 1.
Zé Ricardo optou pelo Mancuello na ponta direita, mas o que se viu em campo foi um Rubro Negro parecido com o de 2016. No começo do jogo manteve a posse de bola, o argentino conseguia construir algumas boas jogadas, boas inversões, porém a execução sempre culminava com cruzamentos infrutíferos pra área.
Exatamente como terminou o Flamengo no final da temporada: muito passe, sem profundidade, sem força ofensiva, sem marcação adiantada, com Guerrero sempre isolado.
O Vila Nova foi melhorando, parecia bem mais disposto e, apesar do começo da temporada, fazia o jogo do ano contra o maior clube do país e com transmissão ao vivo pela televisão. Passou a bloquear as jogadas pelos lados e conseguiu um belo gol, após falha na marcação da entrada da grande aérea. Poderia ter ampliado com uma bola na trave logo depois.
A cratera na entrada da área continua. Os volantes avançam demais, chegam a participar da armação de forma contundente, e os zagueiros não sobem, não acompanham para encurtar o campo. O atacante veloz que cai nesse vácuo entre zagueiros e volantes, se dá muito bem.
Para o segundo tempo, Zé Ricardo colocou os onze que estavam no banco. O time parecia mais leve, com boas participações de Trauco pela lateral. Mas foi pelos pés do Adryan, pelo meio, que deu bela assistência para Damião empatar.
Na sequência, novamente Trauco encontrou Damião dentro da área, que furou. Wallyson, pelo contrário, não furou e marcou mais um golaço.
Daí em diante só deu Vila Nova e o Flamengo não reagiu em momento algum.
Zé terá a missão de deixar o velho time de 2016 para trás. Todavia, o elenco permanece o mesmo. Se por um lado é bom pela continuidade, por outro chegou apenas um reforço para o time titular: Rômulo, e em outras posições a deficiência continua, ou seja: ainda conta com jogadores limitados e que já vão para cinco anos de Flamengo sem apresentar um futebol decente, como é o caso do Gabriel.
Ainda é necessário pelo menos dois atacantes que deem profundidade e força ofensiva à equipe. Falta pouco, entretanto, não adianta trazer um Marcos Guilherme, por exemplo, apenas por ser uma "oportunidade de mercado" ou por ser "sem custos". Vai ser preciso gastar para trazer quem faça a diferença.
No Tijuca, após ótimo triunfo contra o Mogi fora de casa, o Flamengo entrou em quadra com os desfalques de Marcelinho, Humberto e Fischer e deixou a vitória escapar, mesmo iniciando o quarto final com dez pontos de vantagem: 57 x 47.
Nos segundos finais, JP Batista ainda teve dois lances livres para abrir cinco pontos, mas perdeu as duas oportunidades.
Era Marquinhos quem deveria ter recebido a bola à espera da falta, e não ele ter cobrado na saída.
O armador Coelho, que até então havia errado as cinco bolas de três que tentou, matou no estouro do cronômetro e empatou a partida: 70 x 70, sem ninguém ter cometido falta.
Foram muitos erros nos lances livres pela equipe da Gávea: 21/36, apenas 58% de aproveitamento.
Na prorrogação o Flamengo ficou atrás durante os cinco minutos, conseguindo o empate nos segundos finais com dois lances livres de Olivinha, mas novamente Franca achou outra bola de três, e desta vez foi para garantir a vitória: 83 x 80.
Marquinhos terminou como cestinha com 21 pontos. Olivinha segue com regularidade incrível, terminando com 19 pontos e 12 rebotes, mais um duplo-duplo. E Rollins fez boa estreia: em 26 minutos foram 10 pontos e oito rebotes.
Terça-feira o confronto será contra o Bauru, também no Tijuca.
No futebol, em amistoso disputado no Serra Dourada, o Flamengo foi derrotado pelo Vila Nova por 2 x 1.
Zé Ricardo optou pelo Mancuello na ponta direita, mas o que se viu em campo foi um Rubro Negro parecido com o de 2016. No começo do jogo manteve a posse de bola, o argentino conseguia construir algumas boas jogadas, boas inversões, porém a execução sempre culminava com cruzamentos infrutíferos pra área.
Exatamente como terminou o Flamengo no final da temporada: muito passe, sem profundidade, sem força ofensiva, sem marcação adiantada, com Guerrero sempre isolado.
O Vila Nova foi melhorando, parecia bem mais disposto e, apesar do começo da temporada, fazia o jogo do ano contra o maior clube do país e com transmissão ao vivo pela televisão. Passou a bloquear as jogadas pelos lados e conseguiu um belo gol, após falha na marcação da entrada da grande aérea. Poderia ter ampliado com uma bola na trave logo depois.
A cratera na entrada da área continua. Os volantes avançam demais, chegam a participar da armação de forma contundente, e os zagueiros não sobem, não acompanham para encurtar o campo. O atacante veloz que cai nesse vácuo entre zagueiros e volantes, se dá muito bem.
Para o segundo tempo, Zé Ricardo colocou os onze que estavam no banco. O time parecia mais leve, com boas participações de Trauco pela lateral. Mas foi pelos pés do Adryan, pelo meio, que deu bela assistência para Damião empatar.
Na sequência, novamente Trauco encontrou Damião dentro da área, que furou. Wallyson, pelo contrário, não furou e marcou mais um golaço.
Daí em diante só deu Vila Nova e o Flamengo não reagiu em momento algum.
Zé terá a missão de deixar o velho time de 2016 para trás. Todavia, o elenco permanece o mesmo. Se por um lado é bom pela continuidade, por outro chegou apenas um reforço para o time titular: Rômulo, e em outras posições a deficiência continua, ou seja: ainda conta com jogadores limitados e que já vão para cinco anos de Flamengo sem apresentar um futebol decente, como é o caso do Gabriel.
Ainda é necessário pelo menos dois atacantes que deem profundidade e força ofensiva à equipe. Falta pouco, entretanto, não adianta trazer um Marcos Guilherme, por exemplo, apenas por ser uma "oportunidade de mercado" ou por ser "sem custos". Vai ser preciso gastar para trazer quem faça a diferença.
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