O Rubro Negro saiu do 11º lugar para a vice-liderança.
Dentro de campo se o time ainda não apresenta um futebol de encher os olhos, melhora em alguns fundamentos.
No ataque falta uma maior compactação entre os jogadores. Por vezes o time atua ainda espaçado, com Diego voltando muito, e enfrenta dificuldades para furar a marcação.
Muita gente acredita se tratar de uma crítica ao Zé Ricardo quando se fala que o talento individual vem decidindo. Não que seja demérito, entretanto a sensação é de que pode mais.
Óbvio que só talentos individuais por si só não garantem nada. O Flamengo vem jogando de forma mais organizada. O que será comprovado neste post.
Não dá para dizer que a equipe não cria, pelo contrário: criava oportunidades, mas finalizava mal.
O Flamengo era a equipe que mais chutava, porém era segunda que mais errava. O índice de acertos nos chute cresceu de 34,5% para 50% nas últimas quatro rodadas.
Com Éverton Ribeiro estreando, o time passou a ter um ponta que afunila, que faz o papel de meia à frente do Diego. Com essa novidade, a equipe passou a cruzar menos bolas na área: de 27 para 21 por jogo.
Na defesa, o Rubro Negro evoluiu bastante. Nas últimas quatro partidas a equipe levou apenas um gol em 43 finalizações sofridas.
Com Cuellar em campo, o time aumentou seu percentual de roubadas de bola: 17 para 20.
Valém destacar que o colombiano ficou no banco praticamente todo o Brasileiro no ano passado sendo pouco aproveitado, mesmo vendo Arão empurrando com a barriga e o Rubro Negro caindo de produção nas últimas 10 rodadas. Finalmente Zé Ricardo acordou. Antes tarde do que nunca.
Nas últimas seis rodadas o Flamengo lidera com 16 pontos. Superando o Corinthians no saldo de gols:
O Flamengo passou a ter a segunda melhor defesa. E é provado que ganha o Brasileirão quem sofre menos gols:
Em 12 rodadas, o Corinthians não sofreu gols em incríveis nove partidas. O Flamengo vem logo atrás com seis no total: Atlético-GO, Botafogo, Ponte Preta, Bahia, São Paulo e Vasco.
A evolução é evidente: nas últimas oito partidas, incluindo Copa do Brasil e Sul-Americana, são sete vitórias. Como já escrito por aqui: justamente na sua melhor fase no ano o Flamengo enfrentará uma dura sequência pela frente. Já passou por São Paulo e Vasco, agora tem Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras.
Com as vitórias, voltam também a confiança. É muito mais fácil corrigir os problemas do time acompanhado dos três pontos do que ameaçado de demissão e pressionado pelos resultados ruins.
O ponto vulnerável continua sendo no gol. Thiago não fez praticamente nenhuma defesa difícil. De cabeça dá para lembrar um chute do Luccas pela Ponte Preta, uma contra o Bahia, a do Luis Fabiano e só.
Pode parecer incoerente afirmar que o time precisou de 43 finalizações para levar um gol e o Thiago não ter reconhecimento nenhum. Porém, o mérito parece ser muito mais do sistema defensivo - aí entra o bom trabalho do Zé Ricardo, do que do goleiro que teria feito grandes defesas, o que não foi o caso ainda. Quem viu a atuação do Jéfferson contra o Atlético Mineiro pode comprovar.
Números e informações: Footstats e FutDados



