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quinta-feira, 23 de junho de 2016

Brasileirão 2016: Santa Cruz 0 x 1 Flamengo


No jogo passado o Flamengo amassou o tricolor paulista e não conseguiu a vitória. Ontem, jogando em Recife, o Rubro Negro fez o gol, se fechou e saiu com a vitória.

Com os três pontos o Flamengo dormiu no G4. E com a vitória fora de casa, o time é o líder dos jogos como visitante com nove pontos conquistados.

Não teve pressão, mas o risco de novamente a equipe não sair com a vitória existiu, principalmente pela imensa dificuldade ofensiva.

Milton Mendes bloqueou os laterais para impedir o Flamengo de chegar com muita gente ao ataque. Keno foi o responsável por quebrar as investidas do Rodinei pela direita.

Reparem que no gol, Allan Patrick gira para um lado, volta para o outro e só encontrou alguém porque Arão avançou e viu o campo livre pra marcar um golaço.

O Flamengo até começou buscando algumas jogadas no segundo tempo, mas errou todas as tentativas. Como de praxe, Zé Ricardo sacou o atacante e entrou com Cuéllar. Fechou o meio de campo com Márcio Araújo, abriu Arão e Allan Patrick e matou o jogo dos dois lados: nem o Santa Cruz conseguia mais chegar, nem o Rubro Negro encontrava inspiração pra matar no contra-ataque. Só que o treinador poderia ter prorrogado essa escolha, fez cedo demais.

Vizeu não conseguia fazer a função de pivô e bola praticamente não parava no ataque. Cirino jogando aberto, fechando a linha de quatro para ajudar na marcação, não consegue chegar forte e com intensidade ao ataque. Seu melhor momento, tanto com Luxemburgo como Muricy foi jogando perto da área, quase de segundo atacante.

Porém o objetivo cristalino do Zé é a marcação. Fecha as duas linhas de quatro e libera Allan Patrick e Vizeu dessa obrigação.

É o segundo jogo fora de casa que o Flamengo não sofre gol. Muralha e Rafael Vaz foram os grandes destaques e salvaram lances decisivos.

A defesa está segura com as novas contratações, a titularidade do Muralha (quantos gols sofridos com Paulo Victor) e o recuo do Arão, que voltou a ser segundo volante e é o líder em desarmes do campeonato.

Mas o ataque precisa de definição e reforços. Ederson é o único segundo atacante não velocista deste elenco e não está sendo utilizado. A diretoria precisa se entender com o Zé se ele vai querer esse estilo de jogador, ou vai querer mais um atacante que só corre e pouco pensa, para mudar também seu esquema e evoluir ofensivamente. O ideal seria um segundo homem de frente, que também marque gols.

A campanha é surpreendente. São 17 pontos, a defesa foi acertada, mas o ataque tem sido uma nulidade. É preciso gastar bem o dinheiro que resta nesta janela para manter o Flamengo no bolo e brigar pelo título na volta ao Maracanã - se voltar.