No dia 11 de dezembro o Flamengo assinou o convênio com a Confederação Brasileira de Clubes e conseguiu para seus cofres olímpicos R$ 1,3 milhão para investimento em “Aquisição de Equipamentos e Materiais para modalidades Olímpicas do Clube de Regatas do Flamengo”, decorrente do edital de chamamento interno.
É o terceiro edital que o Rubro Negro participa. Nos dois primeiros o clube recebeu R$ 7,4 milhões, e agora totaliza quase R$ 9 milhões para investimento direto em seus esportes olímpicos.
Para quem está por fora sobre o assunto: após uma longa batalha em Brasília, que se iniciou ainda com os ex-presidente Marcio Braga para alterar a legislação federal, os clubes formadores conseguiram que 0,5% da receita das loterias federais fosse destinada a eles. Antigamente, esse valor era todo repassado apenas às Confederações, e quem realmente forma os atletas olímpicos ficava sem nenhum recurso.
A Confederação Brasileira de Clubes administra o dinheiro e publica editais para a partilha dessa grana.
Isso só foi possível graças às Certidões Negativas de Débito obtidas logo nos primeiro meses de gestão e depois com a alteração do seu estatuto para alinhar à Lei Pelé. O que deram ao Flamengo a oportunidade de apresentar projetos para captar receita via incentivo fiscal de IR, ICMS, além de receber diretamente a verba destinada aos clubes formadores.
Apesar de ser um investimento direto – não precisa passar a sacolinha pelas empresas para buscar renúncia fiscal,o trâmite burocrático é grande e necessário: são exigidos diversos requisitos para confeccionar um projeto e cada um deste é pontuado de acordo com a relevância, viabilidade técnica, histórico de ações já desenvolvidas, capacidade técnica na execução e clareza na apresentação e metas.
O Flamengo esteve presente em todos os três editais já publicados, e é o clube com maior captação até então.
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sábado, 19 de dezembro de 2015
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Posicionamento de Alexandre Póvoa sobre as eleições de 2015 no Flamengo
O vice-presidente de esportes olímpicos virou o grande coringa da eleição no Flamengo. A grande questão é quem ele vai apoiar no pleito Rubro Negro.
Para acabar com os boatos, ele manda um texto que divulgamos aqui no blog:
Caros sócios e Nação rubro-negra,
Há duas semanas, foi anunciado, em reunião que não participei por estar fora do Rio de Janeiro, que a antiga Chapa Azul, vencedora do pleito de 2012, estaria se dividindo em duas alas (ambas formadas por excelentes pessoas) para a disputa das eleições para a Presidência do Flamengo, a serem realizadas ao final de 2015. Quase que imediatamente, mesmo acostumado com a complicada vida política do nosso clube, recebi por diversas fontes, com surpresa, o anúncio do meu nome apoiando, ao mesmo tempo, à cada uma das duas candidaturas, que surgiram dessa divisão. Para completar, também chegaram a mim a publicação de alguns gentis e-mails que sugeriam o meu nome como candidato ao pleito presidencial. Portanto, acho necessário me posicionar.
Antes, uma introdução importante. Cada um tem sua raiz que nos liga ao Flamengo: Tenho consciência que a grande maioria dos torcedores do Flamengo enxerga o futebol “da primeira à décima prioridade” na escala de paixão rubro-negra. De dirigentes a torcedores, passando pelos nossos blogs rubro-negros, “99% dos olhos” estão voltados ao futebol e o humor da segunda-feira normalmente é definido pelo resultado de domingo.
Respeito a todos, mas para quem não me conhece, lembro a minha história no clube, da qual me orgulho muito: Meu falecido pai foi Grande Benemérito e tenho a honra de ser atleta laureado de basquete, tendo como maior troféu da minha vida ter usado o Manto Sagrado dos 13 a 24 anos de idade. Hoje, meu filho de 9 anos me emociona vestindo também o Manto Sagrado, dessa vez no futsal. São várias gerações da família defendendo o Flamengo. Sou sócio há 33 anos em quatro níveis: Sócio laureado, Sócio proprietário, Sócio emérito e Sócio torcedor (+ Paixão). Para mim, a Gávea é minha segunda casa, devo metade da minha formação pessoal à minha família e os outros 50% à minha vida como atleta do Flamengo. Apesar de estar presente, desde a minha mais tenra infância, em todos os domingos e quartas ao Maracanã e em diversos estádios de futebol, minha profunda raiz me faz enxergar o Flamengo em uma dimensão muito mais ampla. Vibro com a inauguração do novo dojo ou da futura nova piscina olímpica como em cada gol do Guerrero. Lutar pela Arena da Gávea (Esportes Olímpicos) me motiva tanto quanto lutar pelo nosso sonhado estádio. O recente título mundial de basquete me gerou emoção equivalente àquela madrugada de Tóquio, quando ainda era criança. Afinal, só existem três clubes no mundo que são campeões mundiais de futebol e basquete: Flamengo, Real Madrid e Barcelona (colocados na ordem correta!).
O Flamengo, para mim, é único e indivisível: Futebol, Gávea e Esportes Olímpicos. Novamente, respeito a todos, mas costumo brincar ao dizer aos “amigos 100% futebol” de que eles não conhecem a verdadeira dimensão se ser rubro-negro por completo. Com esse ideal (obviamente, com o futebol sendo o grande carro-chefe do clube) e, acreditando muito no grupo que ofereceu seu tempo, credibilidade e prestígio na construção de uma proposta de literalmente mudar o Flamengo, aceitei o honroso convite para ser o VP de Esportes Olímpicos (feito à época pelo Bap), para tomar parte do Conselho Diretor que traçou as estratégias gerais da verdadeira revolução realizada no clube e, mais recentemente, para participar do Conselho de Futebol. Tenho enorme orgulho de ter trabalhado com o Eduardo, Bap, Wallim, Dr. Walter, Tostes, Claudio, Landim, Flávio, Gustavo, Wrobel, Biscotto, Rafael e entre tantos outros companheiros VPs que recuperaram o Flamengo nos últimos dois anos e meio, juntamente com a colaboração decisiva dos antigos e novos conselheiros e de vários grupos políticos formados por grandes rubro-negros (não vou nominá-los, para não correr o risco de esquecer algum).
Na pasta de Esportes Olímpicos, acredito que as realizações falam por si mesmas. Atingimos nossa “suada” autossustentabilidade total em relação ao resto do clube e entregaremos todas as áreas esportivas reformadas ou inteiramente novas na Gávea até o final de 2015. Mantivemos o nível técnico histórico (23 atletas e cinco profissionais presentes no último Pan Americano e a média de três títulos por mês entre as diversas modalidades, desde 2013). A cereja no bolo foi representada pelas conquistas do nosso basquete “Campeão de Tudo” – deca estadual, tri brasileiro, Liga das Américas e nossa maior glória - o Mundial Interclubes – além dos convites para jogos contra equipes da NBA. Deixando claro que as conquistas foram do grupo, com o apoio total da presidência e dos diversos VPs, dentro da difícil realidade dos Esportes Olímpicos.
É com o sentimento de enorme decepção e tristeza que eu assisto agora o surgimento de duas candidaturas dentro do mesmo grupo. Não cabe a mim julgar a postura de A, B ou C nesse processo, todos são grandes rubro-negros com o democrático e legítimo direito de se posicionar. Mas é lamentável e frustrante essa cisão após termos caminhado juntos na parte mais difícil da estrada, quando juntos salvamos o Flamengo de uma situação de quase ingovernabilidade financeira e nos tornamos exemplos para o país na questão da luta pela responsabilidade fiscal do esporte. Vislumbramos, a partir dos próximos anos, excelentes perspectivas para mudarmos de patamar, recolocando o Flamengo no lugar em que ele merece no futebol e esportes olímpicos, além do potencial renascimento como clube social. Tenho a convicção que o futebol voltará aos seus tempos de glória muito em breve. Não simplesmente contratando, como é o clamor simplório recorrente, mas reaprendendo a fazer um grande trabalho de grupo, como exige qualquer esporte coletivo, combinado com a força de nossa camisa.
Evidentemente, cometemos muitos erros também que precisam ser corrigidos - sou muito crítico e faço questão de colocar explicitamente as minhas opiniões internamente - com a ajuda de todos os rubro-negros, da jovem e da velha guarda, até porque a história gloriosa do Flamengo começou 117 anos antes dessa administração. A verdadeira modernidade consiste em nos prepararmos diariamente para a evolução que o futuro nos impõe, mas sem jamais nos esquecermos de nossas tradições e de nossas raízes, em outras palavras, das pessoas – que de forma amadora ou profissional – ajudaram a construir a grandeza do Flamengo.
Tenho recebido dezenas de contatos de amigos e desconhecidos, a maioria atônita e decepcionada com essa divisão, me perguntando sobre “de qual lado eu vou ficar”. Já inventaram o “Azul-Turquesa, o Azul-Marinho e outros tons de azul” para a campanha. Diante desse cenário, para mim, é muito fácil a resposta. Eu sempre estarei do lado do Flamengo, em qualquer circunstância! O que é melhor para o Flamengo nesse momento? Já comuniquei que certamente, pelo menos eu, não serei mais um a contribuir para que o Flamengo saia ainda mais prejudicado com essa cisão. A descontinuidade – independente da minha pessoa – do trabalho que está sendo realizado nos Esportes Olímpicos, pelo menos até a Olimpíada de 2016 – seria trágica para o clube nesse momento de piora do cenário econômico do país. São mais de 700 atletas e 150 profissionais, que esperaram e lutaram por décadas por esse momento do esporte olímpico do Flamengo e não temos o direito de decepcioná-los.
Portanto, vou atuar nesse processo eleitoral como bombeiro, de hoje até dezembro, para que essa divisão seja revertida até lá. Temos que preservar e construir pontes que não podem, de forma alguma, ser ameaçadas de implosão com declarações e atitudes no calor da emoção, que inevitavelmente surgirão em uma campanha eleitoral. Ou que, pelo menos, após as eleições, o grupo (caso saia vencedor com uma das vertentes) volte a caminhar junto na continuidade da reconstrução do Flamengo, dado que os desafios são ainda imensos. Minha posição é que lutarei, até o fim, com todas as minhas forças, pela unidade da antiga Chapa Azul (com a adição de todas as correntes do clube que possuam a mesma filosofia). Convoco a todos os rubro-negros, que apoiam as transformações realizadas no Flamengo desde 2013, a fazerem o mesmo. Essa divisão é péssima para o Flamengo e ameaça as enormes conquistas que atingimos até agora.
Sou testemunha da histórica luta – quase de sobrevivência - dos esportes olímpicos dentro no Brasil e no Flamengo em particular. Poucos ajudam, portas dificilmente estão abertas, seja no setor público ou, principalmente, no segmento privado. Portanto, nosso clube tem que aproveitar ao máximo o ciclo olímpico para conseguir mudar de patamar– desde a reformulação da estrutura física da Gávea até o nosso projeto em desenvolvimento de ciência integrada e aplicada do esporte (Projeto Cuidar), passando pela manutenção e reforço de todas as modalidades. A maioria das pessoas não tem a menor ideia da nossa árdua luta nos últimos 30 meses em um país de infeliz monocultura esportiva e que enxerga o esporte como simples lazer e não como instrumento de transformação na vida das pessoas. Estamos em meio ao desenvolvimento de uma parceria ambiciosa com o Comitê Olímpico dos EUA, que se ampliou profundamente na nossa gestão. Outras parcerias com outros comitês estão sendo discutidas. Vários projetos oriundos de Leis de Incentivo e programas (ICMS, IR, Lei Pelé) estão em momentos importantes. Nosso Projeto Anjo da Guarda conclama a participação de todos os rubro-negros que pagam Imposto de Renda. Nosso basquete campeão do mundo quer continuar no topo e estamos tentando, com enormes dificuldades, voltar à Superliga de Vôlei. O desvio da atenção dessa luta para qualquer embate político seria irresponsável e temerário para o nosso clube, sobretudo entre forças que tanto contribuíram para chegarmos a esse momento. Recuso-me a fazê-lo, pelo bem do Flamengo. É hora de total tranquilidade para completar esse ciclo, que me desculpem os amantes de um lado ou do outro, mas o Flamengo estará para mim sempre à frente de qualquer outra prioridade pessoal. Essa minha missão até o final do ano, apesar de extremamente desgastante em termos pessoais, é mais importante para o clube. Mas é claro que o cargo de qualquer vice-presidente, seja nesse termo ou no próximo, independente de nomes, está obviamente sempre em aberto, seja pela minha vontade de sair ou pelo desejo do atual ou do futuro presidente. Mas pelo menos o caminho estará pronto para quem vier a me suceder e o Flamengo multiplicará suas chances de continuar grande como sempre foi.
Portanto, minha posição nesse momento é de continuar na minha trincheira lutando pelo nosso clube, como VP de Esportes Olímpicos e participante do Conselho do Futebol, sem tomar partido e buscando a união de um grupo no qual tanto acreditei e que, como rubro-negro, tenho orgulho de estar participando. Vou continuar cobrando diariamente, como sempre fiz nesses últimos dois anos e meio, a busca pela excelência e pela correção de rumos em áreas específicas. Com essa lamentável cisão, serei neutro em termos de nomes, mas defenderei nas eleições de 2015 as realizações desse grupo, a partir de contribuições fundamentais das duas alas que se formam. No caso do sucesso dos esportes olímpicos (modéstia à parte), todos participaram de alguma forma. Clamo a todos os verdadeiros rubro-negros que nunca deixem de ajudar o Flamengo por conta do candidato A,B ou C.
Ouço todos os pré-candidatos, imprensa e blogs se focando somente no futebol, nossa grande paixão. Porém, é inegociável o meu compromisso com um Flamengo único, indivisível, tendo obviamente o futebol como o grande carro-chefe, mas sendo também forte e vencedor como clube multiesportivo e social. O Flamengo é diferente de qualquer outro clube de futebol do mundo por essa grandeza. Se não pensarmos assim, é o primeiro passo para sermos iguais aos outros.
Minha preocupação não é nem tanto com o “2016 em diante”, pois tenho certeza que, se qualquer uma das duas alas vencer a eleição, o Flamengo estará ainda no caminho correto (independente da minha presença). O maior desafio é chegarmos bem até lá, do ponto de vista de continuidade da reestruturação e do atingimento de resultados esportivos e, mais importante, com as pontes preservadas.
Quanto à proposição do meu nome ao cargo máximo do nosso clube, fico bastante honrado e agradeço a quem se lembrou de mim. Sem querer ser pretensioso, tornar-me Presidente do Flamengo algum dia não é somente um sonho, trata-se de um desejo real para o qual pretendo trabalhar muito para concretizar mais adiante, como uma consequência natural da minha vida dentro do clube. Porém, infelizmente, para mim, por questões profissionais e de estágio de vida, hoje é completamente impossível me dedicar de forma integral e assumir esse desafio nesse momento. Sei da responsabilidade de ser presidente dessa Nação. Tudo tem a sua hora na vida e tenho certeza que, quando esse momento chegar, estarei pronto para oferecer o meu nome. Até esse dia, vou fazer o meu máximo, como em toda a minha vida, sendo dirigente, conselheiro, sócio, atleta ou na condição de mais um torcedor de arquibancada, para fazer o que realmente me importa: Retribuir ao Flamengo, todos os dias, de alguma forma, um pouco de tudo que esse clube me deu, desde a minha formação pessoal dentro da Gávea até as grandes alegrias proporcionadas por essa Paixão.
Saudações rubro-negras,
Alexandre Póvoa
VP Esportes Olímpicos
Para acabar com os boatos, ele manda um texto que divulgamos aqui no blog:
Caros sócios e Nação rubro-negra,
Há duas semanas, foi anunciado, em reunião que não participei por estar fora do Rio de Janeiro, que a antiga Chapa Azul, vencedora do pleito de 2012, estaria se dividindo em duas alas (ambas formadas por excelentes pessoas) para a disputa das eleições para a Presidência do Flamengo, a serem realizadas ao final de 2015. Quase que imediatamente, mesmo acostumado com a complicada vida política do nosso clube, recebi por diversas fontes, com surpresa, o anúncio do meu nome apoiando, ao mesmo tempo, à cada uma das duas candidaturas, que surgiram dessa divisão. Para completar, também chegaram a mim a publicação de alguns gentis e-mails que sugeriam o meu nome como candidato ao pleito presidencial. Portanto, acho necessário me posicionar.
Antes, uma introdução importante. Cada um tem sua raiz que nos liga ao Flamengo: Tenho consciência que a grande maioria dos torcedores do Flamengo enxerga o futebol “da primeira à décima prioridade” na escala de paixão rubro-negra. De dirigentes a torcedores, passando pelos nossos blogs rubro-negros, “99% dos olhos” estão voltados ao futebol e o humor da segunda-feira normalmente é definido pelo resultado de domingo.
Respeito a todos, mas para quem não me conhece, lembro a minha história no clube, da qual me orgulho muito: Meu falecido pai foi Grande Benemérito e tenho a honra de ser atleta laureado de basquete, tendo como maior troféu da minha vida ter usado o Manto Sagrado dos 13 a 24 anos de idade. Hoje, meu filho de 9 anos me emociona vestindo também o Manto Sagrado, dessa vez no futsal. São várias gerações da família defendendo o Flamengo. Sou sócio há 33 anos em quatro níveis: Sócio laureado, Sócio proprietário, Sócio emérito e Sócio torcedor (+ Paixão). Para mim, a Gávea é minha segunda casa, devo metade da minha formação pessoal à minha família e os outros 50% à minha vida como atleta do Flamengo. Apesar de estar presente, desde a minha mais tenra infância, em todos os domingos e quartas ao Maracanã e em diversos estádios de futebol, minha profunda raiz me faz enxergar o Flamengo em uma dimensão muito mais ampla. Vibro com a inauguração do novo dojo ou da futura nova piscina olímpica como em cada gol do Guerrero. Lutar pela Arena da Gávea (Esportes Olímpicos) me motiva tanto quanto lutar pelo nosso sonhado estádio. O recente título mundial de basquete me gerou emoção equivalente àquela madrugada de Tóquio, quando ainda era criança. Afinal, só existem três clubes no mundo que são campeões mundiais de futebol e basquete: Flamengo, Real Madrid e Barcelona (colocados na ordem correta!).
O Flamengo, para mim, é único e indivisível: Futebol, Gávea e Esportes Olímpicos. Novamente, respeito a todos, mas costumo brincar ao dizer aos “amigos 100% futebol” de que eles não conhecem a verdadeira dimensão se ser rubro-negro por completo. Com esse ideal (obviamente, com o futebol sendo o grande carro-chefe do clube) e, acreditando muito no grupo que ofereceu seu tempo, credibilidade e prestígio na construção de uma proposta de literalmente mudar o Flamengo, aceitei o honroso convite para ser o VP de Esportes Olímpicos (feito à época pelo Bap), para tomar parte do Conselho Diretor que traçou as estratégias gerais da verdadeira revolução realizada no clube e, mais recentemente, para participar do Conselho de Futebol. Tenho enorme orgulho de ter trabalhado com o Eduardo, Bap, Wallim, Dr. Walter, Tostes, Claudio, Landim, Flávio, Gustavo, Wrobel, Biscotto, Rafael e entre tantos outros companheiros VPs que recuperaram o Flamengo nos últimos dois anos e meio, juntamente com a colaboração decisiva dos antigos e novos conselheiros e de vários grupos políticos formados por grandes rubro-negros (não vou nominá-los, para não correr o risco de esquecer algum).
Na pasta de Esportes Olímpicos, acredito que as realizações falam por si mesmas. Atingimos nossa “suada” autossustentabilidade total em relação ao resto do clube e entregaremos todas as áreas esportivas reformadas ou inteiramente novas na Gávea até o final de 2015. Mantivemos o nível técnico histórico (23 atletas e cinco profissionais presentes no último Pan Americano e a média de três títulos por mês entre as diversas modalidades, desde 2013). A cereja no bolo foi representada pelas conquistas do nosso basquete “Campeão de Tudo” – deca estadual, tri brasileiro, Liga das Américas e nossa maior glória - o Mundial Interclubes – além dos convites para jogos contra equipes da NBA. Deixando claro que as conquistas foram do grupo, com o apoio total da presidência e dos diversos VPs, dentro da difícil realidade dos Esportes Olímpicos.
É com o sentimento de enorme decepção e tristeza que eu assisto agora o surgimento de duas candidaturas dentro do mesmo grupo. Não cabe a mim julgar a postura de A, B ou C nesse processo, todos são grandes rubro-negros com o democrático e legítimo direito de se posicionar. Mas é lamentável e frustrante essa cisão após termos caminhado juntos na parte mais difícil da estrada, quando juntos salvamos o Flamengo de uma situação de quase ingovernabilidade financeira e nos tornamos exemplos para o país na questão da luta pela responsabilidade fiscal do esporte. Vislumbramos, a partir dos próximos anos, excelentes perspectivas para mudarmos de patamar, recolocando o Flamengo no lugar em que ele merece no futebol e esportes olímpicos, além do potencial renascimento como clube social. Tenho a convicção que o futebol voltará aos seus tempos de glória muito em breve. Não simplesmente contratando, como é o clamor simplório recorrente, mas reaprendendo a fazer um grande trabalho de grupo, como exige qualquer esporte coletivo, combinado com a força de nossa camisa.
Evidentemente, cometemos muitos erros também que precisam ser corrigidos - sou muito crítico e faço questão de colocar explicitamente as minhas opiniões internamente - com a ajuda de todos os rubro-negros, da jovem e da velha guarda, até porque a história gloriosa do Flamengo começou 117 anos antes dessa administração. A verdadeira modernidade consiste em nos prepararmos diariamente para a evolução que o futuro nos impõe, mas sem jamais nos esquecermos de nossas tradições e de nossas raízes, em outras palavras, das pessoas – que de forma amadora ou profissional – ajudaram a construir a grandeza do Flamengo.
Tenho recebido dezenas de contatos de amigos e desconhecidos, a maioria atônita e decepcionada com essa divisão, me perguntando sobre “de qual lado eu vou ficar”. Já inventaram o “Azul-Turquesa, o Azul-Marinho e outros tons de azul” para a campanha. Diante desse cenário, para mim, é muito fácil a resposta. Eu sempre estarei do lado do Flamengo, em qualquer circunstância! O que é melhor para o Flamengo nesse momento? Já comuniquei que certamente, pelo menos eu, não serei mais um a contribuir para que o Flamengo saia ainda mais prejudicado com essa cisão. A descontinuidade – independente da minha pessoa – do trabalho que está sendo realizado nos Esportes Olímpicos, pelo menos até a Olimpíada de 2016 – seria trágica para o clube nesse momento de piora do cenário econômico do país. São mais de 700 atletas e 150 profissionais, que esperaram e lutaram por décadas por esse momento do esporte olímpico do Flamengo e não temos o direito de decepcioná-los.
Portanto, vou atuar nesse processo eleitoral como bombeiro, de hoje até dezembro, para que essa divisão seja revertida até lá. Temos que preservar e construir pontes que não podem, de forma alguma, ser ameaçadas de implosão com declarações e atitudes no calor da emoção, que inevitavelmente surgirão em uma campanha eleitoral. Ou que, pelo menos, após as eleições, o grupo (caso saia vencedor com uma das vertentes) volte a caminhar junto na continuidade da reconstrução do Flamengo, dado que os desafios são ainda imensos. Minha posição é que lutarei, até o fim, com todas as minhas forças, pela unidade da antiga Chapa Azul (com a adição de todas as correntes do clube que possuam a mesma filosofia). Convoco a todos os rubro-negros, que apoiam as transformações realizadas no Flamengo desde 2013, a fazerem o mesmo. Essa divisão é péssima para o Flamengo e ameaça as enormes conquistas que atingimos até agora.
Sou testemunha da histórica luta – quase de sobrevivência - dos esportes olímpicos dentro no Brasil e no Flamengo em particular. Poucos ajudam, portas dificilmente estão abertas, seja no setor público ou, principalmente, no segmento privado. Portanto, nosso clube tem que aproveitar ao máximo o ciclo olímpico para conseguir mudar de patamar– desde a reformulação da estrutura física da Gávea até o nosso projeto em desenvolvimento de ciência integrada e aplicada do esporte (Projeto Cuidar), passando pela manutenção e reforço de todas as modalidades. A maioria das pessoas não tem a menor ideia da nossa árdua luta nos últimos 30 meses em um país de infeliz monocultura esportiva e que enxerga o esporte como simples lazer e não como instrumento de transformação na vida das pessoas. Estamos em meio ao desenvolvimento de uma parceria ambiciosa com o Comitê Olímpico dos EUA, que se ampliou profundamente na nossa gestão. Outras parcerias com outros comitês estão sendo discutidas. Vários projetos oriundos de Leis de Incentivo e programas (ICMS, IR, Lei Pelé) estão em momentos importantes. Nosso Projeto Anjo da Guarda conclama a participação de todos os rubro-negros que pagam Imposto de Renda. Nosso basquete campeão do mundo quer continuar no topo e estamos tentando, com enormes dificuldades, voltar à Superliga de Vôlei. O desvio da atenção dessa luta para qualquer embate político seria irresponsável e temerário para o nosso clube, sobretudo entre forças que tanto contribuíram para chegarmos a esse momento. Recuso-me a fazê-lo, pelo bem do Flamengo. É hora de total tranquilidade para completar esse ciclo, que me desculpem os amantes de um lado ou do outro, mas o Flamengo estará para mim sempre à frente de qualquer outra prioridade pessoal. Essa minha missão até o final do ano, apesar de extremamente desgastante em termos pessoais, é mais importante para o clube. Mas é claro que o cargo de qualquer vice-presidente, seja nesse termo ou no próximo, independente de nomes, está obviamente sempre em aberto, seja pela minha vontade de sair ou pelo desejo do atual ou do futuro presidente. Mas pelo menos o caminho estará pronto para quem vier a me suceder e o Flamengo multiplicará suas chances de continuar grande como sempre foi.
Portanto, minha posição nesse momento é de continuar na minha trincheira lutando pelo nosso clube, como VP de Esportes Olímpicos e participante do Conselho do Futebol, sem tomar partido e buscando a união de um grupo no qual tanto acreditei e que, como rubro-negro, tenho orgulho de estar participando. Vou continuar cobrando diariamente, como sempre fiz nesses últimos dois anos e meio, a busca pela excelência e pela correção de rumos em áreas específicas. Com essa lamentável cisão, serei neutro em termos de nomes, mas defenderei nas eleições de 2015 as realizações desse grupo, a partir de contribuições fundamentais das duas alas que se formam. No caso do sucesso dos esportes olímpicos (modéstia à parte), todos participaram de alguma forma. Clamo a todos os verdadeiros rubro-negros que nunca deixem de ajudar o Flamengo por conta do candidato A,B ou C.
Ouço todos os pré-candidatos, imprensa e blogs se focando somente no futebol, nossa grande paixão. Porém, é inegociável o meu compromisso com um Flamengo único, indivisível, tendo obviamente o futebol como o grande carro-chefe, mas sendo também forte e vencedor como clube multiesportivo e social. O Flamengo é diferente de qualquer outro clube de futebol do mundo por essa grandeza. Se não pensarmos assim, é o primeiro passo para sermos iguais aos outros.
Minha preocupação não é nem tanto com o “2016 em diante”, pois tenho certeza que, se qualquer uma das duas alas vencer a eleição, o Flamengo estará ainda no caminho correto (independente da minha presença). O maior desafio é chegarmos bem até lá, do ponto de vista de continuidade da reestruturação e do atingimento de resultados esportivos e, mais importante, com as pontes preservadas.
Quanto à proposição do meu nome ao cargo máximo do nosso clube, fico bastante honrado e agradeço a quem se lembrou de mim. Sem querer ser pretensioso, tornar-me Presidente do Flamengo algum dia não é somente um sonho, trata-se de um desejo real para o qual pretendo trabalhar muito para concretizar mais adiante, como uma consequência natural da minha vida dentro do clube. Porém, infelizmente, para mim, por questões profissionais e de estágio de vida, hoje é completamente impossível me dedicar de forma integral e assumir esse desafio nesse momento. Sei da responsabilidade de ser presidente dessa Nação. Tudo tem a sua hora na vida e tenho certeza que, quando esse momento chegar, estarei pronto para oferecer o meu nome. Até esse dia, vou fazer o meu máximo, como em toda a minha vida, sendo dirigente, conselheiro, sócio, atleta ou na condição de mais um torcedor de arquibancada, para fazer o que realmente me importa: Retribuir ao Flamengo, todos os dias, de alguma forma, um pouco de tudo que esse clube me deu, desde a minha formação pessoal dentro da Gávea até as grandes alegrias proporcionadas por essa Paixão.
Saudações rubro-negras,
Alexandre Póvoa
VP Esportes Olímpicos
segunda-feira, 14 de abril de 2014
Votação decisiva para o futuro dos esportes olímpicos do Flamengo hoje no Deliberativo
Antes do post sobre o título estadual mais do que merecido do Flamengo na tarde de ontem no Maracanã: hoje é o dia de votação no Conselho Deliberativo às 19:30h para adaptar o estatuto à Lei Pelé.
No sábado, na Gávea, diversos atletas olímpicos percorreram o clube manifestando a necessidade de adequação do estatuto - que é de 1992, à legislação atual. É questão de sobrevivência.
Manter os esportes olímpicos não é tarefa fácil, torná-lo autossustentável então, missão árdua. Investimento privado é cada vez mais difícil pela pouca visibilidade e retorno e dividir a grana com as Confederações é impossível, restam então aos verdadeiros clubes formadores de atletas a busca por recursos públicos.
É nessa direção que o Flamengo caminha quando conseguiu as tão sonhadas Certidões Negativas na base de muito sacrifício, para ter acesso e apresentar projetos via IR e ICMS, além de participação nos convênios federais e entrar na partilha da grana da Confederação Brasileira de Clubes, os 0,5% de toda loteria esportiva. São mais de R$ 130 milhões parados na conta prontos para serem repartidos aos clubes que apresentarem todas as exigências previstas.
Mas para isso precisa hoje votar a favor da adequação do estatuto à Lei Pelé, para incluir questões básicas que qualquer gestão profissional precisa: limitação do mandado do dirigente (quatro anos), permitida uma recondução, exigência de total transparência, participação de atletas nos diversos órgãos internos, obrigatoriedade de autonomia do Conselho Fiscal e veto ao nepotismo.
CLÁUSULA DE CONFIDENCIALIDADE
Um dos pontos que ainda gera dúvida é a cláusula de confidencialidade, que está na Lei Pelé. É justamente para garantir que os sócios dos clubes tenham posse de contrato, quer dizer: amplia para todos os sócios além dos conselheiros acesso irrestrito aos documentos e informações relativos à prestação de contas, salvo aqueles com cláusulas de confidencialidade, os quais serão passados pelo Conselho Fiscal.
Já os conselheiros do clube não muda nada, pois continuam tendo acesso a todo tipo de contrato e documento, independente ou não ter conter cláusula de confidencialidade.
Os amantes dos esportes olímpicos e de toda tradição Rubro Negra no remo, basquete, natação, ginástica, pólo-aquático, judô, futsal não podem perder essa chance por disputa política, por mesquinhez.
Pela alteração do estatuto do Flamengo à Lei Pelé!
sábado, 26 de outubro de 2013
Daqui a pouco: lançamento do portal para apoiar os esportes olímpicos do Flamengo
Daqui a pouco o Flamengo lança o Anjo da Guarda. A maior campanha desse nível lançada por um clube, onde todos poderão destinar parte de seu Imposto de Renda devido a um dos projetos incentivados.
No portal online o torcedor poderá conhecer os projetos do Flamengo, simular o Imposto de Renda devido e gerar um boleto para a doação. O torcedor poderá também acompanhar o andamento das doações online pelo portal.
O blog, evidentemente, ainda trará informações completas sobre o funcionamento da campanha, porém é de suma importância uma boa campanha de divulgação do marketing Rubro Negro.
As Embaixadas, que andam sem nenhuma visibilidade até então, serão fundamentais para o sucesso da campanha. Somado ao marketing do clube, de preferência que os próprios atletas participem das propagandas do projeto, especialmente os do futebol.
Ex-atletas, artistas famosos, todos precisam estar juntos nessa empreitada decisiva para o futuro olímpico Rubro Negro. A imensa rede de contatos da atual diretoria também deve prevalecer.
É um projeto ousado que, se for bem divulgado e tiver um acesso simples, parece que é bem simples mesmo, tem tudo para ser um sucesso.
Agora é hora daquela imprensa que desacreditou dos atuais gestores e que decretou o fim das tradições olímpicas da Gávea quando a equipe adulta de natação, ginástica e judô foram suspensas, investir na divulgação desse projeto inovador e de suma importância para o Brasil.
quarta-feira, 21 de agosto de 2013
Falta dinheiro ou falta uma política clara para o esporte?
Excelente sequência de tuítes do José Cruz, afastado do seu blog no UOL para fazer parte da Comissão de Turismo e Esporte da Câmara presidida pelo deputado Romário.
Confira:
Confira:
Proposta de anistia a clubes caminha a passos largos
A anistia de 90% das dívidas fiscais e trabalhistas dos clubes continua caminhando a passos largos. Matéria do Sportv exibida na noite dessa terça-feira revela uma reunião entre presidentes de clubes e federações na sede da CBF com o autor do projeto de lei, o deputado Vicente Cândido e o presidente e o vice da CBF.
Confira o link aqui
O pano de fundo é o "Programa de Fortalecimento dos Esportes Olímpicos". O governo trocaria as dívidas dos clubes recebendo como contrapartida a criação de uma estrutura para formar novos atletas olímpicos. Foi formada uma comissão entre os dirigentes para unificar as particularidades de cada clube e, por fim, apresentar a proposta à presidente Dilma.
O problema é que meia dúzia de clubes tem algum histórico com os esportes olímpicos. Na matéria, o presidente da Ponte Preta mesmo já afirmou que seu clube não vai mexer nesse ramo. Qual a contrapartida para clubes que nunca trabalharam com esportes olímpicos? Como isso será contabilizado e fiscalizado?
(A matéria ainda mostra uma bizarrice sem tamanha quando cita o Vasco como exemplo de clube que está saneando suas dívidas sem citar o Flamengo, que está na vanguarda do pagamento dos seus impostos. E de um desconhecimento absurdo. Com certeza o jornalista conversou antes com Dinamite, este revelou que está tentando o acordo com a Procuradoria e concluiu-se então que estão resolvendo os débitos fiscais.)
Pois bem. Coluna de Mônica Bergamo hoje na Folha de São Paulo revela que a presidente Dilma deve se reunir com os dirigentes de clubes em breve. Caso a anistia fosse aprovada, seria apresentada como um "legado social" da Copa no Brasil para as eleições de 2014. Pois é.
A presidente Dilma Rousseff deve receber a seleção brasileira no dia 2 de setembro, em Brasília, onde os jogadores estarão concentrados para o amistoso contra a Austrália. Antes, ela pode ter um encontro com o presidente da CBF, José Maria Marin, e com as duas dezenas de presidentes de clubes da primeira divisão.
A ideia é abrir discussão com os cartolas sobre o projeto, já apelidado de "Proforte", de autoria do deputado federal Vicente Cândido (PT-SP). Ele prevê que as agremiações esportivas paguem as dívidas de impostos que têm com o governo dando bolsas para a formação de novos atletas.
A proposta enfrenta resistência da Receita Federal. O próprio ex-presidente Lula entrou no circuito para fazer o projeto andar. Caso aprovado, ele seria apresentado como um "legado social" da Copa de 2014 ao país.
terça-feira, 20 de agosto de 2013
Por incrível que pareça, dinheiro para formação de atletas olímpicos não falta. O problema é outro: a politicagem
É um troço que se contar em outro país vão dizer que é piada. Um empurra-empurra do governo federal e a Confederação Brasileira de Clubes impede que R$ 100 milhões provenientes da Nova Lei Pelé possam ser usados para a formação de atletas olímpicos pelos clubes tradicionais. É o que informa matéria do UOL da segunda-feira.
Os clubes divulgaram recentemente um manifesto afirmando que não reconhecem a atual diretoria da CBC e pediram providências ao Ministério do Esporte.
Em entrevista ao blog, Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, revelou preocupação com o fato de, agora com o dinheiro depositado, vários clubes sem nenhum histórico de formação de atletas olímpicos aparecerem para fazer parte do bolo de divisão.
O vice-presidente do Fluminense Ricardo Martins relatou que a nova diretoria da Confederação Brasileira de Clubes alterou os critérios, colocando a entidade também como recebedora do dinheiro que está depositado na conta:
Dinheiro para investimento daqueles que realmente formam atletas já tem, o esporte olímpico do Brasil só não precisa de politicagem barata para agradar a todos, deixando esvaziar-se pelo ralo uma receita preciosa para 2016:
Os clubes divulgaram recentemente um manifesto afirmando que não reconhecem a atual diretoria da CBC e pediram providências ao Ministério do Esporte.
Em entrevista ao blog, Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, revelou preocupação com o fato de, agora com o dinheiro depositado, vários clubes sem nenhum histórico de formação de atletas olímpicos aparecerem para fazer parte do bolo de divisão.
"O nosso atual risco é que surgiram na última hora um monte de clubes pequenos e oportunistas, que nunca formaram "nem um jogador de bola de gude", querendo uma parte do bolo. A CBC, pasme, já conta com 130 clubes (cabe ressaltar que somente quem tem as certidões negativas poderá receber os recursos). Os verdadeiros clubes formadores estão formando um grupo para ir ao Ministro do Esporte para denunciar a questão. Estamos preocupados."
O vice-presidente do Fluminense Ricardo Martins relatou que a nova diretoria da Confederação Brasileira de Clubes alterou os critérios, colocando a entidade também como recebedora do dinheiro que está depositado na conta:
"Nossas opiniões sobre critérios foram completamente desconsiderados passando o incentivo a ser distribuído para quaisquer clubes e a Instituições Educacionais , deturpando absolutamente o objetivo inicial que era apoiar efetivamente os clubes que realmente investem na formação de atletas".
Dinheiro para investimento daqueles que realmente formam atletas já tem, o esporte olímpico do Brasil só não precisa de politicagem barata para agradar a todos, deixando esvaziar-se pelo ralo uma receita preciosa para 2016:
"Queremos que todos tenham acesso ao dinheiro, mas que seja considerada a relevância de cada um, e não qualquer clube sem condições propor projetos que não vão levar a lugar nenhum só para angariar um pouco da verba", afirmou Póvoa à matéria do UOL.
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Projetos aprovados ultrapassam o valor da receita dos últimos anos dos esportes olímpicos
O Flamengo confirmou que teve os três primeiros projetos aprovados para captação: dois no âmbito Federal e um no âmbito Estadual, totalizando R$ 23,2 milhões. A receita dos esportes olímpicos nos últimos anos não chegava aos R$ 20 milhões.
Via Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, o Flamengo teve um projeto de R$ 6,7 milhões aprovados para investimentos na natação, polo aquático e nado sincronizado e um no valor de R$ 8 milhões para o judô e a ginástica.
E pela Lei de Incentivo Estadual, o basquete adulto do Flamengo terá à sua disposição, fora os possíveis patrocinadores, o valor de R$ 8,3 milhões para a próxima temporada.
Na gestão passada, o Instituto Atleta Rubro Negro teve cinco projetos aprovados com total de R$ 6,6 milhões, mas conseguiu apenas R$ 750 mil em um único projeto. A atual diretoria, quando tomou posse em dezembro, conseguiu correr salvar mais R$ 562 mil em captação com a SKY, o presidente da Cielo e o diretor do Bradesco, cujo prazo se esgotava no último dia do ano. Contei essa história aqui.
O Pinheiros é o recordista com cerca de R$ 93 milhões aprovados e R$ 50,5 milhões captados (12 projetos).
Agora é fazer uma grande campanha de captação com empresas e pessoas físicas. Grande trabalho da dupla Marcelo Vido e Alexandre Póvoa.
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Flamengo tem projeto de R$ 18 milhões para natação e ginástica aprovado
Ainda arrumando ânimo para escrever alguma coisa sobre o jogo de ontem, segue nota importantíssima da coluna do Ancelmo Góis sobre o uso da Lei de Incentivo ao Esporte do Governo Federal, graças à Certidão Negativa de Débito, pelo Flamengo.
Não saiu nada ainda no site do Ministério do Esporte, que atualiza os projetos aprovados e o andamento da captação.
O bom jornalista só mostra um total desconhecimento do que seja a Lei de Incentivo ao Esporte. Não é dinheiro do governo, mas sim dinheiro de imposto que seria repassado obrigatoriamente ao governo e agora vai direto para para os projetos aprovados, de forma voluntária. Ou seja, a empresa ou pessoa física é que escolhe repassar é patrocinar o projeto de captação do clube e não diretamente para o governo.
Não saiu nada ainda no site do Ministério do Esporte, que atualiza os projetos aprovados e o andamento da captação.
O bom jornalista só mostra um total desconhecimento do que seja a Lei de Incentivo ao Esporte. Não é dinheiro do governo, mas sim dinheiro de imposto que seria repassado obrigatoriamente ao governo e agora vai direto para para os projetos aprovados, de forma voluntária. Ou seja, a empresa ou pessoa física é que escolhe repassar é patrocinar o projeto de captação do clube e não diretamente para o governo.
"O Flamengo conseguiu junto ao governo federal aprovação de dois projetos de incentivo à natação e à ginástica olímpica. Foi autorizado a captar pela lei de incentivos fiscais até R$ 18 milhões, dinheiro meu, seu, nosso."
sábado, 13 de julho de 2013
Principais clubes formadores de atletas olímpicos protestam contra CBC
No dia 23 de fevereiro de 2011 foi aprovada após uma longa batalha a MP que alterava a Lei Pelé e garantia à Confederação Brasileira de Clubes 0,5 dos recursos destinados ao Ministério dos Esportes, os verdadeiros formadores de atletas olímpicos do país..
A verba na conta já passa dos R$ 100 milhões, mas está parada aguardando a regulamentação da distribuição do dinheiro. O que precisa ser feito agora é a partilha justa e transparente.
O problema é que agora surgiram diversos clubes que nunca investiram em esportes olímpicos querendo uma parte do bolo da partilha. Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos, explicou a situação em entrevista aqui no blog nessa semana:
"O Ministério dos Esportes concedeu à Confederação Brasileira de Clubes (CBC) a prerrogativa de propor a forma da distribuição de recursos - hoje temos quase R$ 100 milhões acumulados a serem alocados. Mas o nosso atual risco é que surgiram na última hora um monte de clubes pequenos e oportunistas, que nunca formaram "nem um jogador de bola de gude", querendo uma parte do bolo. A CBC, pasme, já conta com 130 clubes (cabe ressaltar que somente quem tem as certidões negativas poderá receber os recursos). Os verdadeiros clubes formadores estão formando um grupo para ir ao Ministro do Esporte para denunciar a questão. Estamos preocupados."
Foi divulgado um manifesto assinado pelos oito principais clubes formadores de esportes olímpicos e que são os pioneiros nessa briga, quando criaram o CONFAO, protestando contra a forma de partilha da CBC:
Durante o período transcorrido entre a aprovação da lei e o decreto regulamentador, foi criada uma comissão para propor regulamentação interna da CBC quanto à distribuição de recursos. Esta comissão enviou aos 170 Clubes associados da CBC um questionário, cuja compilação de todas as informações resultou em uma proposta com critérios justos e abrangentes para todos, contemplando os objetivos da Lei. Este relatório final consolidando as pretensões dos clubes, objetivando a arrecadação de recursos para a formação de atletas em diversos níveis, foi enviado à CBC. Porém, surpreendentemente, tal documento foi inteiramente desconsiderado pela nova direção da entidade na sua proposta final de distribuição dos recursos.
Neste final de semana, em Campinas, a Confederação Brasileira de Clubes convocou assembleia para a votação dessa proposta para divisão de recursos, em desacordo com alguns princípios que visam a formação de atletas no texto legal e os interesses dos clubes formadores. O documento aprovado posteriormente será encaminhado ao Ministério dos Esportes. Em função da estrutura corrente de manutenção do poder montada pela direção atual da CBC, será quase impossível reverter a situação.
Portanto, os clubes formadores:
1- Não reconhecem a atual Diretoria da CBC como representantes dos clubes formadores de atletas olímpicos e paralímpicos. Em processo pouco transparente, com indícios de irregularidades e ao arrepio da verdadeira democracia, essa Diretoria foi eleita em março/13, em sufrágio com chapa única sem a participação da maioria dos clubes formadores de atletas.
2- Receberam, surpreendentemente, somente no dia 8/7/13, a importante e complexa matéria que regulamenta a distribuição de recursos. A situação é agravada pela indefinição de parâmetros objetivos, para aprovação no dia 13/7/13, prazo extremamente exíguo para qualquer tipo de análise, o que faz não concordarmos com este procedimento;
3 - Solicitaram audiência com o Excelentíssimo Ministro dos Esportes Aldo Rebelo, para a exposição dos problemas que os Clubes Formadores de Atletas estão enfrentando, em razão dos aspectos acima relacionados.
Os clubes que investem e sempre formaram atletas continuarão lutando diariamente para o crescimento do Esporte Olímpico e Paralímpico Brasileiro.
Subscrevem os Clubes Fundadores do CONFAO:
Clube de Regatas do Flamengo
Esporte Clube Pinheiros
Fluminense Football Club
Grêmio Náutico União
Minas Tênis Clube
Sport Club Corinthians Paulista
E a Presidência do Conselho Superior da Confederação Brasileira de Clubes (CBC)
Iate Clube de Brasília
quarta-feira, 6 de março de 2013
Clipping de notícias sobre os esportes olímpicos do Flamengo
Vamos ao clipping de notícias do dia com a repercussão sobre o fim da equipe adulta de judô e natação. Todos foram unânimes nos elogios, mas apontaram falha grave na comunicação de demissão dos atletas. E também tem novidade sobre o basquete e a parceria com o Comitê Olímpico Americano.
Confira:
Coluna do jornalista Rodrigo Capelo que lembra muito bem o CONFAO, Conselho dos Clubes Formadores de Atletas Olímpicos. O blog acompanhou essa luta dos clubes lá em 2010 pelo recebimento de uma parte da verba de loterias que o Mistério do Esporte tem dinheito. Segundo os dirigentes do Flamengo, existe na conta R$ 72 milhões, mas falta regulamentação do governo para a verba, enfim, ser distribuída.
O beco sem saída dos esportes olímpicos do Flamengo
******************
Entrevista do blog Bala na Cesta com o diretor de esportes olímpicos do Flamengo, Marcelo Vido. Entre os vários assunto abordados, o dirigente fala sobre o basquete, afirmando que ele precisa ser autossustentável para prosseguir, mas que não há hipótese da modalidade acabar.
Diz que para a próxima temporada terá três marcas de patrocínio na camisa. O basquete hoje é deficitário, mas com mais dois patrocínios do nível da LOTERJ e seus R$ 100 mil por mês, praticamente já banca uma forte equipe. Mas é importante lembrar que o marketing pode muito mais, e não "apenas" captar patrocínios.
Diretor do Flamengo, Marcelo Vido afirma: ‘Basquete precisa ser autossustentável’
******************
Bela análise de Émerson Gonçalves do blog Olhar Crônico Esportivo sobre os cortes dolorosos e necessários. Diz que antes dos cortes a nova direção do clube correu atrás das mais diferentes autoridades e órgãos públicos, com ligações diretas com os esportes olímpicos ou não. Infelizmente não deu me nada. E completa: "Fica difícil e completamente sem sentido acusar a gestão de Bandeira de Mello de estar retaliando a administração de Patricia Amorim, como fez Diego Hypolito. O mais correto é justamente o contrário: criticar a ex-presidente por gastar além do possível sem o menor lastro para as despesas."
Cortes dolorosos e necessários
******************
Interessante análise de Cedrick Willian, ex-ginásta a especialista no esporte. Afirma que o único senão do fim da ginástica adulta do Flamengo foi pelo fato dos atletas terem tomado conhecimento das demissões pela imprensa, mas que os cortes eram necessários.
E tem a informação de um projeto para a reforma do ginásio. Uma ampliação para frente, para funcionar apenas a escolinha, e o ginásio de treinamento ficaria, e teria duas marcas de aparelhos: Gymnova e Spieth. Dependendo da competição que fossem participar, os atletas alternariam o treino nas marcas. Uma academia de musculação seria feita no segundo andar, que poderia ser usada tanto para os atletas da ginástia quanto do judô.
Vamos ver.
Palavra do Especialista: Situação do Flamengo e ginastas pode ser passageira
******************
Blog de José Cruz toca numa questão primordial: o silêncio do governo. E faz uma série de questionamentos pertinentes.
O desmanche olímpico e o silêncio do governo
******************
Blog de Alberto Murray sobre o fim da ginástica do Flamengo e uma análise precisa sobre a importância dos clubes para a formação de atletas olímpicos:
"...nem o Ministério do Esporte, nem o Comitê Olímpico Brasileiro dão a mínima para a base formadora das nossas delegações. Com tanto dinheiro público que jorra nos cofres do Comitê Olímpico Brasileiro, não é aceitável que não haja um projeto que faça com que os clubes, células mater do nosso esporte, mantenham e impulsionem seus esportes olímpicos".
Flamengo Abandona Ginástica Olímpica
******************
Site AHE informa que o Flamengo reprovou o contrato e vai renegociar com o Comitê Olímpico Americano a fim de tornar mais equilibrado o acerto. Alexandre Póvoa, VP de esportes olímpicos afirma que os americanos podem contribuir mais que os 400 mil dólares em melhorias na Gávea.
Flamengo reprova contrato e vai renegociar acordo com comitê olímpico dos EUA
******************
Pelo facebook, Rosicleia Campos, treinadora de judô da seleção brasileira, afirma que não procede a informação de que foi demitida pelo Flamengo e garante que fica, apesar de lamentar o fim da equipe adulta. Sem dúvida, uma boa notícia. As categorias de base terão uma treinadora do nível da Rosicleia.
Rosicleia garante que fica no Flamengo: 'Sou funcionária e não contratada'
Confira:
Coluna do jornalista Rodrigo Capelo que lembra muito bem o CONFAO, Conselho dos Clubes Formadores de Atletas Olímpicos. O blog acompanhou essa luta dos clubes lá em 2010 pelo recebimento de uma parte da verba de loterias que o Mistério do Esporte tem dinheito. Segundo os dirigentes do Flamengo, existe na conta R$ 72 milhões, mas falta regulamentação do governo para a verba, enfim, ser distribuída.
O beco sem saída dos esportes olímpicos do Flamengo
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Entrevista do blog Bala na Cesta com o diretor de esportes olímpicos do Flamengo, Marcelo Vido. Entre os vários assunto abordados, o dirigente fala sobre o basquete, afirmando que ele precisa ser autossustentável para prosseguir, mas que não há hipótese da modalidade acabar.
Diz que para a próxima temporada terá três marcas de patrocínio na camisa. O basquete hoje é deficitário, mas com mais dois patrocínios do nível da LOTERJ e seus R$ 100 mil por mês, praticamente já banca uma forte equipe. Mas é importante lembrar que o marketing pode muito mais, e não "apenas" captar patrocínios.
Diretor do Flamengo, Marcelo Vido afirma: ‘Basquete precisa ser autossustentável’
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Bela análise de Émerson Gonçalves do blog Olhar Crônico Esportivo sobre os cortes dolorosos e necessários. Diz que antes dos cortes a nova direção do clube correu atrás das mais diferentes autoridades e órgãos públicos, com ligações diretas com os esportes olímpicos ou não. Infelizmente não deu me nada. E completa: "Fica difícil e completamente sem sentido acusar a gestão de Bandeira de Mello de estar retaliando a administração de Patricia Amorim, como fez Diego Hypolito. O mais correto é justamente o contrário: criticar a ex-presidente por gastar além do possível sem o menor lastro para as despesas."
Cortes dolorosos e necessários
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Interessante análise de Cedrick Willian, ex-ginásta a especialista no esporte. Afirma que o único senão do fim da ginástica adulta do Flamengo foi pelo fato dos atletas terem tomado conhecimento das demissões pela imprensa, mas que os cortes eram necessários.
E tem a informação de um projeto para a reforma do ginásio. Uma ampliação para frente, para funcionar apenas a escolinha, e o ginásio de treinamento ficaria, e teria duas marcas de aparelhos: Gymnova e Spieth. Dependendo da competição que fossem participar, os atletas alternariam o treino nas marcas. Uma academia de musculação seria feita no segundo andar, que poderia ser usada tanto para os atletas da ginástia quanto do judô.
Vamos ver.
Palavra do Especialista: Situação do Flamengo e ginastas pode ser passageira
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Blog de José Cruz toca numa questão primordial: o silêncio do governo. E faz uma série de questionamentos pertinentes.
O desmanche olímpico e o silêncio do governo
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Blog de Alberto Murray sobre o fim da ginástica do Flamengo e uma análise precisa sobre a importância dos clubes para a formação de atletas olímpicos:
"...nem o Ministério do Esporte, nem o Comitê Olímpico Brasileiro dão a mínima para a base formadora das nossas delegações. Com tanto dinheiro público que jorra nos cofres do Comitê Olímpico Brasileiro, não é aceitável que não haja um projeto que faça com que os clubes, células mater do nosso esporte, mantenham e impulsionem seus esportes olímpicos".
Flamengo Abandona Ginástica Olímpica
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Site AHE informa que o Flamengo reprovou o contrato e vai renegociar com o Comitê Olímpico Americano a fim de tornar mais equilibrado o acerto. Alexandre Póvoa, VP de esportes olímpicos afirma que os americanos podem contribuir mais que os 400 mil dólares em melhorias na Gávea.
Flamengo reprova contrato e vai renegociar acordo com comitê olímpico dos EUA
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Pelo facebook, Rosicleia Campos, treinadora de judô da seleção brasileira, afirma que não procede a informação de que foi demitida pelo Flamengo e garante que fica, apesar de lamentar o fim da equipe adulta. Sem dúvida, uma boa notícia. As categorias de base terão uma treinadora do nível da Rosicleia.
Rosicleia garante que fica no Flamengo: 'Sou funcionária e não contratada'
A dura, mas correta decisão dos novos gestores do Flamengo
Quem analisava os últimos balanços via que não tinha muito o que fazer. Era necessário cortar na carne. Oras, se o futebol teve que perder um Vagner Love, por que o restante do clube permaneceria intacto?
Segundo o balanço financeiro referente ao ano de 2011, que foi rejeitado na última reunião do Conselho Deliberativo, a receita dos esportes olímpicos era de 19 milhões contra uma despesa de R$ 35 milhões, gerando um déficit de R$ 16 milhões que precisavam ser cortados ou então esse monstro nunca teria um fim.
Uma hora alguém teria que ter a coragem e dizer: "basta, chega de empurrar com a barriga".
Depois de acabar com a equipe adulta de natação, o judô e a ginástica também foram encerrados. O déficit caiu para R$ 5 milhões que serão assumidos pela nova gestão.
A base continua funcionando: o Flamengo tem 200 atletas do judô, sendo que 180 são de base. Na ginástica olímpica são 54 atletas, apenas 8 são da categoria principal. A expectativa é que quando subirem para a equipe profissional, o clube esteja respirando áres mais saudáveis financeiramente e possam competir pelo clube nos campeonatos brasileiros.
Claro que é triste. Evidente que não é uma decisão fácil, visto que são atletas esforçados, profissionais, que sabem que a porta do sucesso é bem estreita e não basta ser regular, tem que ser o melhor, tem que treinar para ser o destaque da modalidade, ao contrário do futebol, cujo mercado é maior e tem espaço para todo mundo, até para os perebas.
Agora, engana-se quem pensa que estava em curso algum projeto olímpico liderado por Patrícia Amorim e que agora está sendo destruído pelos novos gestores. O que existia era apenas a contratação pela simples contratação de grandes nomes do esporte.
Sem dúvida que esse tipo de "projeto" fica mais visível aos olhos da torcida e da crítica, mas quando se aprofunda em questões como: rombo milionário sem acréscimo de receita, piscina com vazamento resultando em mais de meio milhão de prejuízo, impostos atrasados impedindo assim a busca por recurso estatal, academia que também servia como sauna, fica claro a diferença de modelo e qual o rumo que os novos administradores estão tomando no Flamengo.
Primeiro tendo um Alexandre Póvoa, eleito por quatro anos seguidos como o melhor gestor de recursos do país, segundo pela escolha perfeita do Marcelo Vido, ex-Minas TC, para ser o executivo, terceiro pela busca implacável das Certidões Negativas de Débito, que seria um feito extraordinário e abriria as portas dos olímpicos para receber ajuda financeira do governo e quarto, pelas medidas duras, impopulares, como o fechamento para reforma da piscina, mas todas necessárias.
Uma outra vertente que o Flamengo provocou com essas decisões é de chacoalhar o COB, que repassa toda a verba para as federações e deixa, quem realmente trabalha o dia a dia do esporte, os clubes, com o pires na mão. O debate sobre a estrutura dos esportes olímpicos e o porquê de receber uma fatia tão pequeno bolo que todo mundo sabe que é grande merecem destaques, que foi ofuscado pelos dramas dos atletas agora sem clube e também pela falta de comunicação clara dos gestores com os esportistas.
Quando o boato já se espalhava, no jornal O Globo de sábado já tinha nota sobre isso, Vido e Póvoa poderiam ter antecipado a conversa com a turma da ginástica e do judô, apesar da decisão oficial ter sido tomada na segunda-feira à noite.
Por fim, continuam o remo, basquete, pólo e o nado sincronizado. Quanto ao basquete, segundo o Póvoa, não há risco do esporte acabar, visto que se tornou o segundo esporte entre a torcida, mesmo sendo deficitário, como também é o futebol.
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Entrevista com Alexandre Póvoa, vice-presidente de esportes olímpicos
O blog entrou em contato com Alexandre Póvoa para analisar esse quase um mês de trabalho à frente da vice-presidência de esportes olímpicos do Flamengo.
As respostas estão excelentes e vale muito a pena ler.
Confira como foi:
1) Como foi a recepção com sua chegada e da nova filosofia à frente dos esportes olímpicos por parte dos atletas do Clube?
Acabamos de chegar. O processo de adaptação às filosofias diferentes naturalmente demora. Seria mais fácil e mais confortável para todos continuar com o modelo amador que impera nos clubes brasileiros desde sempre. Como agravante, os esportes olímpicos foram muito maltratados nos dez anos pré-gestão da Patrícia Amorim, que pegou esse mote e se elegeu em grande parte por conta desse segmento. Então, criou-se a falsa impressão (que muitas pessoas pouco éticas fizeram questão de alimentar) que, com o potencial saída do grupo anterior, os esportes olímpicos seriam extintos no Flamengo. Na verdade, boatos muito feios e mentiras circularam no clube e na Internet durante a campanha, que fizemos questão de combater até com uma “Carta Aberta aos Esportes Olímpicos”, distribuída antes das eleições dentro do clube (nos mesmos moldes da “Carta ao Povo Brasileiro” escrita pelo então candidato à presidência da República Lula em 2002). Aliás, uma das coisas que o nosso grupo irá combater até o final desse mandato é a forma atrasada de se fazer política no nosso clube.
Mas a eleição acabou. Temos realmente uma visão muito diferente da gestão anterior (caso contrário, não seríamos oposição) não só na gestão de esportes olímpicos como no clube como um todo. Vamos profissionalizar o Flamengo de A a Z e os vice-presidentes terão um papel puramente de planejamento e avaliação. Os diretores executivos são responsáveis pela execução do plano no dia-a-dia e nos estruturaremos para voltarmos a sermos muito grandes nos esportes olímpicos. Não acreditamos na tola dicotomia pregada entre futebol e esportes olímpicos, vamos correr atrás de recursos para dar fim a essa dependência que hoje existe. Não acreditamos na infantil aparente contradição entre clube social e esportes olímpicos, vamos trabalhar na grandeza do Flamengo e na construção de um Plano Diretor inteligente para a Gávea, onde há espaço para todos. O Flamengo sempre teve a tradição olímpica e vai mantê-la, mas de uma forma muito mais profissional, que é o único caminho para viabilizar esses esportes nos dias atuais.
2) Quando você parou e disse: "vamos encerrar a natação adulta do Flamengo" porque falta estrutura básica para a modalidade?
Durante o período de transição, nos foi informado o tamanho do relevante buraco do orçamento dos esportes olímpicos. Do total de despesas do nosso segmento para 2012, nem 20% haviam sido cobertas por receitas oriundas diretamente dos esportes olímpicos.
Dentro desse quadro, com exceção do basquete adulto, praticamente todos os contratos estavam vencendo e tínhamos que tomar decisões. Para completar, recebemos o clube com três meses de salários atrasados nos esportes olímpicos, além de diversas dívidas passadas com federações /confederações e atrasos de pagamentos de fornecedores e aluguéis que poderiam levar o Flamengo à situações constrangedoras (perder jogos por W.O. ou ter atletas despejados ou morando sem água e luz, por exemplo).
Governar é fazer escolhas a partir de critérios claros. Determinamos as três regras a serem perseguidas para que um esporte olímpico permaneça no Flamengo em alto nível (veja bem, não estou falando nem da base nem escolinhas, que a princípio deverão sempre existir, estamos nos referindo a atletas de ponta):
1 - O Flamengo tem que entrar nas competições com plenas chances de ganhar. Para fazermos times para disputar competições sem chances de vitória, só para dizer que estamos disputando, preferimos não participar para não colocar a marca Flamengo em risco.
2 - Os atletas de ponta têm que servir de exemplo para as categorias de base, não somente em conduta como também treinando no clube para ser espelho para os mais jovens.
3 - Todo o esporte deve ser, a médio prazo, autossustentável.
O item 3 não é coberto por nenhum esporte do clube, nem o futebol. O orçamento do clube social também não é equilibrado. Por isso, precisamos, em todos os âmbitos, ajustar o orçamento, buscando cortar despesas e ir atrás de mais receitas. É assim na nossa casa, na nossa empresa. Por que não seria assim no Flamengo? Seria por que o dinheiro não sai do nosso bolso? A partir da filosofia anterior equivocada de empurrar os problemas para sempre é que historicamente pessoas que não conseguiam sucesso em suas profissões fora dos muros da Gávea, vieram buscar esse status no Flamengo, isso sem falar de questões éticas. Sucessões de erros nos levaram ao caos administrativo e financeiro. Estamos interrompendo esse círculo vicioso e implementando uma forma profissional de gerir o clube.
Infelizmente, por culpa exclusiva do histórico do Flamengo (os nadadores nada têm a ver com isso), o parque aquático do Flamengo foi se deteriorando pela falta de manutenção (vazamentos, rachaduras, etc...) e hoje não apresenta condições técnicas para treinamento em alto nível. Pior do que isso, estamos fazendo estudos técnicos que já mostram que a piscina oferece até alguns riscos adicionais gerando, inclusive, uma despesa de conta de água simplesmente astronômica (por conta de vazamentos). Devemos divulgar detalhes nos próximos dias. Acho que algumas pessoas que foram contra a nossa posição em relação à natação adulta vão reformular seus conceitos em breve.
Sou do tempo que a própria nadadora de sucesso Patrícia Amorim, o vice-campeão olímpico Ricardo Prado entre outros grandes como Rômulo Arantes, Jorge Fernandes entre outras feras eram criadas naquela piscina, a partir de técnicos míticos como Rômulo Arantes pai e o Daltely Guimarães. Até a grande Maria Lenk, no fim da vida, nadou e morreu ali..
Portanto, o item 2 das exigências – treinar no Flamengo e servir de exemplo para os mais jovens - também estava prejudicado. Enfim, é muito mais importante para o Flamengo, até por uma questão de dignidade, nesse momento darmos um passo atrás para andar dois ou três mais adiante. É muito mais relevante tentarmos concentrar esforços na base e para reconstruir o nosso parque aquático do que ter um time de ponta de natação (com patrocínio que não cobria nem 20% dos custos em 2012). É uma análise lógica de relação custo-benefício que foi feita, com uma dose grande de respeito ao Flamengo enquanto instituição.
A decisão foi tomada pela vice-presidência de Esportes Olímpicos e, como qualquer proposta importante que possa afetar a imagem do Flamengo, deve ser discutida em colegiado. Então, debatemos o tema no Conselho Gestor e chegamos à aprovação da proposta de não renovação dos contratos que se encerrariam no dia 31/12 (ressalto que na verdade ninguém foi mandado embora, nenhum contrato foi rompido, que fique claro). Mas em relação à base da natação do Flamengo, deveremos inclusive reforçá-la e manter o bom trabalho técnico que tem sido realizado nessa faixa, apesar das enormes dificuldades de infraestrutura enfrentadas pelo clube.
3) A nova diretoria prova que não tem medo da repercussão negativa de cortes profundos, como César Cielo e o Vagner Love. Agora, com a intenção de reformar parque aquático, não seria mais fácil arrumar parcerias tendo um César Cielo como garoto propaganda?
Desde que o nosso maior ídolo Zico parou de jogar futebol e o Flamengo mesmo assim não acabou, com todo o respeito, não dá para ter medo de saída de ninguém. Nos caso citados e em qualquer outra ocasião, o importante é sermos 100% transparentes na comunicação. A verdadeira torcida e os sócios do Flamengo não são burros, muito pelo contrário, estão com o clube para o que der e vier. É claro que a passionalidade excessiva pode cegar no curto prazo, mas o verdadeiro torcedor, que paga seus ingressos sem privilégio algum e ama “sem exigir contrapartidas” vai compreender cinco minutos depois, após uma análise um pouco mais profunda, a análise de custo-benefício dos casos citados. Os fatos vão nos dando razão, e no caso de um dos citados, isso fica mais evidente ainda.
O bom gestor não é aquele que acerta sempre, até porque estamos longe da perfeição. Tem mérito aquele que acerta mais do que erra e sabe reconhecer e corrigir os rumos quando necessário. Aceitamos e queremos a participação de todos. A vantagem do nosso grupo é que absolutamente ninguém tem ambições políticas nem projetos de poder dentro ou fora do Flamengo. O grupo, em geral, tem sucesso profissional fora dos muros da Gávea. Vamos fazer o que julgamos certo fazer, não há nenhum interesse do grupo além de colocar o Flamengo em primeiro, segundo e terceiro lugares. Depois vem o presidente, os vice-presidentes, diretores, os atletas e funcionários, os técnicos, com o respeito que todos merecem. Podemos até errar nas decisões, mas sempre buscaremos ser transparentes e nos comprometemos a não deixar vazar nenhuma informação antes de estar 100% confirmado e decidido o que, aliás, era uma péssima prática histórica no Flamengo, que só afetava a nossa imagem.
Quanto ao Cesar Cielo, um ídolo nacional, nunca individualizei a análise por conta da equipe toda, que merece o profundo respeito e gratidão do Flamengo. O projeto que você sugere na pergunta (“primeiro contrata o ídolo com a conta, depois tenta trazer o patrocínio”), em tese, é um caminho. Foi exatamente a lógica da direção anterior durante dois anos. Não deu certo, sem entrar no mérito do porquê. O Flamengo gastou um montante relevante, não conseguiu reformar a piscina que está em péssimas condições e apenas angariou um patrocínio (Gatorade), um ótimo parceiro que nos ajudava bastante, mas que estava longe de cobrir os custos. O calendário da natação também não ajuda, como apenas o Troféu José Finkel e Maria Lenk de relevância. Enfim, com três meses de salários atrasados e várias outras dívidas pendentes, acho que estava na hora de darmos um passo atrás pensando no futuro do Flamengo, enfim, sermos minimamente responsáveis não só com o clube, mas com os próprios atletas.
4) Existe a possibilidade de quando se fechar algum patrocínio para o futebol se estender pelo menos para um esporte olímpico? Como por exemplo a Peugeot, que também vai patrocinar o futsal?
Teoricamente sim. Existem duas cotas na camisa a serem vendidas no futebol e pode ser uma “venda casada” de acordo com os interesses das empresas.
O importante é que não tem nenhuma vinculação obrigatória ou a idéia de um “patrocínio único” para todos os esportes, com caixa único, que foi raiz de problemas no passado para esportes olímpicos.
Mas precisamos lembrar que as possibilidades de financiamento dos esportes olímpicos não podem ficar limitados apenas à patrocínios na camisa. Temos, por exemplo, a possibilidade de venda de placas para os jogos da NBB, além da bilheteria. Além disso, temos que incrementar as escolinhas e as receitas com sócios. Nossos modelos são o Minas Tênis e o Pinheiros. O primeiro, tem 14 mil alunos nas escolinhas (nós temos 2 mil). O Minas tem o dobro de orçamento do Flamengo para esportes olímpicos (sendo que os projetos deles são 100% autossustentáveis e os nossos têm apenas 20% dos custos cobertos). O Pinheiros apresenta R$ 160 milhões de orçamento anual, sendo que R$ 100 milhões vêm de receitas integralmente produzidas dentro do clube (sócios, escolinhas, etc...). O orçamento total do Flamengo (clube inteiro) é de cerca de R$ 250 milhões e nem 5% das receitas vêm de dentro do clube. Por isso que todos nós rubro-negros ficamos tão focados em patrocínios masters e afins. Temos que criar receita própria (clube, escolinhas, sócio-torcedor, licenciamentos, etc...). Pode ter a certeza que o marketing do clube está com o foco total no assunto e em breve teremos novidades.
Nos esportes olímpicos, contratamos o Marcelo Vido como nosso Diretor de Esportes Olímpicos, que ocupou nos últimos anos a gerência de marketing e novos negócios do Minas Tênis. Ele já está montando sua equipe exclusiva de marketing para os esportes olímpicos, que terá um link direto com o marketing do clube, mas será independente. Chegamos à conclusão que esse é o melhor modelo, já que as questões do marketing do futebol, por razões óbvias de importância relativa, tendem a se sobrepujar a qualquer outra.
Além disso, temos que buscar recursos nas leis de incentivo federal, estadual e municipal, além da possibilidade de conseguirmos convênios com os Governos. Já tivemos uma ótima reunião com o COB para estudarmos parcerias. Precisamos saber explorar todas as possibilidades existentes para trazer recursos.
5) Como estão as questões dos recursos do Comitê Olímpico Americano e os investimentos na Gávea? O que foi feito e quais os próximos passos?
Esse assunto está ainda sob a análise das Vice-Presidências de Esportes Olímpicos e Jurídica. Dado o acordo que temos, só vamos nos manifestar quando encerrarmos nossa análise e conversarmos com o Comitê Olímpico Norte-Americano, outra parte interessada. Como tudo que fazemos nessa diretoria, só vamos nos pronunciar quando tivermos uma posição fechada.
6) Como está sendo feito a reunião do Conselho Gestor. Cada um expõe os avanços e dificuldades da sua pasta e todos discutem o assunto? Existe deliberação e diretrizes para os executivos traçadas pelos vice-presidentes?
Nesse início, o número de problemas e desafios são tantos que os vice-presidentes ainda tendem, até pelo histórico que têm em suas empresas, a entrar também um pouco do lado executivo. Estamos em um processo de arrumação da casa, lidando todo dia com emergências práticas de curto prazo e demandas de planejamento de médio e longo prazo. Como falta dinheiro para os compromissos assumidos, é como construir um projeto grandioso (onde o foco no médio-longo prazo é fundamental) apagando incêndios diariamente e consertando buracos de um transatlântico em plena navegação.
Em pouco tempo, porém, à medida que nos estruturarmos (os executivos de cada área estão sendo contratados), os vice-presidentes progressivamente irão assumindo o seu papel institucional e de planejamento e avaliação (estratégia), ficando para os executivos o papel de executá-la, com liberdade de ação na parte tática.
7) A questão da falta de Certidão Negativa de Débito está sendo levantada, para o Flamengo enfim pode usar os benefícios da Lei de Incentivo ao esporte?
O Flamengo não tem a CND porque está inadimplente em impostos com nos últimos anos, como foi divulgado oficialmente pelo clube recentemente. A empresa Ernst Young está fazendo um vasto trabalho de auditoria dos números do clube, que mostrará o verdadeiro retrato financeiro do Flamengo, que obviamente não é nada bom.
Desde que assumimos, a mensagem do nosso presidente é que o Flamengo quer voltar a pagar os seus impostos e ser um clube cidadão. Queremos recuperar o quanto antes as certidões negativas, primeiro por uma questão de dignidade e decência, depois por inteligência econômica (reabertura da possibilidade de captação de recursos públicos oriundos de leis de incentivo). Já pagamos uma quantia relevante de impostos correntes e atrasados no começo de 2013 e essa passou a ser uma prioridade no Flamengo. Estamos trabalhando em todos os campos para tentar, ao longo desse ano, recuperar a condição de contribuinte adimplente com as diversas esferas de Governo para termos a CND novamente.
Hoje em dia, o Instituto do Atleta Rubro Negro tem ajudado na captação desses recursos para o clube, mas obviamente queremos o quanto antes recuperar a CND de realizar essa captação diretamente pelo Flamengo, que é uma marca muito mais forte. A partir daí, queremos voltar a ter uma relação aberta com todas as esferas de Governo e federações/confederações em que o Flamengo volte a ter um papel de protagonista e que seja escutado na mesma dimensão de seu tamanho.
8) Quais as chances do Flamengo voltar a ter uma equipe de vôlei masculino e feminino já para a próxima Superliga que começa no final desse ano?
O vôlei é o segundo esporte em popularidade do Brasil hoje e obviamente temos grande interesse em que o Flamengo volte a se fazer representar na Superliga. Mas isso exige, dentro da filosofia nova do nosso clube, que arrumemos um parceiro que possa viabilizar o projeto.
Não queremos criar falsas ilusões, apenas afirmo que estamos com conversas ainda muito preliminares sobre o assunto. Seria um sonho termos uma grande equipe de basquete e de vôlei, quem sabe jogando em um ginásio próprio, na Gávea, que é outro projeto em fase inicial.
9) O trabalho é a médio e longo prazo, mas a expectativa é sempre grande por resultados imediatos, patrocínios. Nesse primeiro ano quais as prioridades? E como o mercado tem reagido a essa novidade toda no Flamengo?
São duas prioridades nos Esportes Olímpicos (no mesmo nível de importância, até porque uma é consequência da outra, são objetivos que se retroalimentam):
1 – Profissionalização total dos esportes olímpicos, com o objetivo de voltar a criar atletas na Gávea: A vinda do Marcelo Vido foi o primeiro espaço nessa direção, já que é ele que vai coordenar todo o processo. Teremos oito esportes – basquete, vôlei, ginástica artística, judô, tênis, natação, nado sincronizado e pólo aquático – com uma integração técnica total desde a formação nas escolinhas até a categoria adulta. Queremos criar um centro de ciência do esporte, que concentre os melhores recursos humanos em campos de preparação física, medicina, fisioterapia, fisiologia entre outros, para que o nosso atleta seja preparado atender a evolução do esporte. Os profissionais não serão mais reconhecidos simplesmente porque foram campeões nos torneios mirim, infantil ou juvenil. A cobrança será, primeiro, na formação do ser humano e, depois, na produção de atletas de alto nível. A idéia é implementar mais à frente planos de remuneração variável com metas claras de desempenho nesses campos.
Gostaria de voltar a circular pelo clube e ver novas criaturas rubro-negras, como Luiza Parente na ginástica, Nalbert, Isabel e Jaqueline no vôlei, Algodão, Pedrinho e Almir no basquete, Frederico Flexa no judô, enfim, um processo que foi interrompido ao longo do tempo e que hoje nos obriga a importar talentos para disputar competições de alto nível.
2 - Busca de recursos para tornar esse projeto viável – Tentar em 2013, ao menos encaminhar de forma importante o equilíbrio entre despesas e receitas. Acho que a assinatura do contrato da Peugeot, com apenas 15 dias de mandato, mostra como a receptividade do mercado tem sido boa. Infelizmente, a imagem do Flamengo foi muito degradada nos últimos anos, desde problemas com atletas até a fama negativa de caloteiro. O nosso compromisso é limpar essa imagem do Flamengo, mesmo que isso exija enormes sacrifícios em 2013. A partir daí, o que irá restar? Uma grande marca, do maior clube desse país, com a maior torcida do mundo. Mas cabe ressaltar que precisamos tanto nos vender “externamente” para os potenciais patrocinadores, como “internamente” para o nosso público, com um programa de sócio-torcedor que com certeza será um enorme sucesso e um aumento significativo de sócios pagantes no clube. Como diz o Bap, nosso VP de Marketing, a torcida do Flamengo é um verdadeiro “pré-sal rubro negro”, totalmente inexplorado. Vamos certamente explorar essa nossa maior riqueza.
10) Como é a busca da profissionalização da gestão dos esportes olímpicos, tendo um orçamento pequeno, tendo encontrando dívidas. Como e onde buscar receita nova nesse primeiro momento?
É difícil, como falamos no começo, o gestor tem que realizar opções o tempo inteiro. Por exemplo, encontramos nosso grande orgulho hoje, o basquete rubro-negro, também sem um patrocínio capaz de sustentar o projeto, que obviamente será bancado por recursos do clube até junho. Nossa prioridade nesses primeiros dias tem sido buscar formas para tornar sustentável esse grande projeto esportivo com ações de curtíssimo prazo via bilheteria (única coisa que temos em nossas mãos), viabilização de um ginásio maior para jogarmos, venda de placas e busca de patrocínios. Aliás, aproveito esse canal para convidar todas as empresas que queiram se associar a uma grande marca que é o Flamengo em um projeto de sucesso absoluto que é o invicto basquete rubro-negro na NBB 2012/2013.
Além disso, estamos montando um projeto para cada esporte que faça sentido do ponto de vista técnico e também financeiro. Teremos que definitivamente apertar muito as despesas em 2013, mas estarmos com projetos prontos para sairmos à rua para buscar parceiros. Além disso, contamos com o projeto do Fla-Gávea para o aumento do número de sócios, para que possamos também melhorar a receita com escolinhas, seja via quantidade ou preço. Enfim, estamos buscando, dentro da situação muito difícil que encontramos, usar ao mesmo tempos os instrumentos de curto prazo e montar soluções de médio e longo prazo.
Para encerrar, quero afirmar que, apesar de todas as dificuldades, não só eu, como todo o grupo de esportes olímpicos - presidente e os vice-presidentes do clube - estamos extremamente confiantes de que, com trabalho árduo e profissional, colocaremos o Flamengo, em todos os níveis, no seu devido lugar de destaque. O Flamengo, podem ter certeza, será exatamente do tamanho dos nossos sonhos, se todo o rubro-negro decidir colaborar e estiver efetivamente participando da nossa maior paixão. Apesar do enorme desafio, não vamos descansar um segundo enquanto o Flamengo não voltar ao topo em todos os campos.
As respostas estão excelentes e vale muito a pena ler.
Confira como foi:
1) Como foi a recepção com sua chegada e da nova filosofia à frente dos esportes olímpicos por parte dos atletas do Clube?
Acabamos de chegar. O processo de adaptação às filosofias diferentes naturalmente demora. Seria mais fácil e mais confortável para todos continuar com o modelo amador que impera nos clubes brasileiros desde sempre. Como agravante, os esportes olímpicos foram muito maltratados nos dez anos pré-gestão da Patrícia Amorim, que pegou esse mote e se elegeu em grande parte por conta desse segmento. Então, criou-se a falsa impressão (que muitas pessoas pouco éticas fizeram questão de alimentar) que, com o potencial saída do grupo anterior, os esportes olímpicos seriam extintos no Flamengo. Na verdade, boatos muito feios e mentiras circularam no clube e na Internet durante a campanha, que fizemos questão de combater até com uma “Carta Aberta aos Esportes Olímpicos”, distribuída antes das eleições dentro do clube (nos mesmos moldes da “Carta ao Povo Brasileiro” escrita pelo então candidato à presidência da República Lula em 2002). Aliás, uma das coisas que o nosso grupo irá combater até o final desse mandato é a forma atrasada de se fazer política no nosso clube.
Mas a eleição acabou. Temos realmente uma visão muito diferente da gestão anterior (caso contrário, não seríamos oposição) não só na gestão de esportes olímpicos como no clube como um todo. Vamos profissionalizar o Flamengo de A a Z e os vice-presidentes terão um papel puramente de planejamento e avaliação. Os diretores executivos são responsáveis pela execução do plano no dia-a-dia e nos estruturaremos para voltarmos a sermos muito grandes nos esportes olímpicos. Não acreditamos na tola dicotomia pregada entre futebol e esportes olímpicos, vamos correr atrás de recursos para dar fim a essa dependência que hoje existe. Não acreditamos na infantil aparente contradição entre clube social e esportes olímpicos, vamos trabalhar na grandeza do Flamengo e na construção de um Plano Diretor inteligente para a Gávea, onde há espaço para todos. O Flamengo sempre teve a tradição olímpica e vai mantê-la, mas de uma forma muito mais profissional, que é o único caminho para viabilizar esses esportes nos dias atuais.
2) Quando você parou e disse: "vamos encerrar a natação adulta do Flamengo" porque falta estrutura básica para a modalidade?
Durante o período de transição, nos foi informado o tamanho do relevante buraco do orçamento dos esportes olímpicos. Do total de despesas do nosso segmento para 2012, nem 20% haviam sido cobertas por receitas oriundas diretamente dos esportes olímpicos.
Dentro desse quadro, com exceção do basquete adulto, praticamente todos os contratos estavam vencendo e tínhamos que tomar decisões. Para completar, recebemos o clube com três meses de salários atrasados nos esportes olímpicos, além de diversas dívidas passadas com federações /confederações e atrasos de pagamentos de fornecedores e aluguéis que poderiam levar o Flamengo à situações constrangedoras (perder jogos por W.O. ou ter atletas despejados ou morando sem água e luz, por exemplo).
Governar é fazer escolhas a partir de critérios claros. Determinamos as três regras a serem perseguidas para que um esporte olímpico permaneça no Flamengo em alto nível (veja bem, não estou falando nem da base nem escolinhas, que a princípio deverão sempre existir, estamos nos referindo a atletas de ponta):
1 - O Flamengo tem que entrar nas competições com plenas chances de ganhar. Para fazermos times para disputar competições sem chances de vitória, só para dizer que estamos disputando, preferimos não participar para não colocar a marca Flamengo em risco.
2 - Os atletas de ponta têm que servir de exemplo para as categorias de base, não somente em conduta como também treinando no clube para ser espelho para os mais jovens.
3 - Todo o esporte deve ser, a médio prazo, autossustentável.
O item 3 não é coberto por nenhum esporte do clube, nem o futebol. O orçamento do clube social também não é equilibrado. Por isso, precisamos, em todos os âmbitos, ajustar o orçamento, buscando cortar despesas e ir atrás de mais receitas. É assim na nossa casa, na nossa empresa. Por que não seria assim no Flamengo? Seria por que o dinheiro não sai do nosso bolso? A partir da filosofia anterior equivocada de empurrar os problemas para sempre é que historicamente pessoas que não conseguiam sucesso em suas profissões fora dos muros da Gávea, vieram buscar esse status no Flamengo, isso sem falar de questões éticas. Sucessões de erros nos levaram ao caos administrativo e financeiro. Estamos interrompendo esse círculo vicioso e implementando uma forma profissional de gerir o clube.
Infelizmente, por culpa exclusiva do histórico do Flamengo (os nadadores nada têm a ver com isso), o parque aquático do Flamengo foi se deteriorando pela falta de manutenção (vazamentos, rachaduras, etc...) e hoje não apresenta condições técnicas para treinamento em alto nível. Pior do que isso, estamos fazendo estudos técnicos que já mostram que a piscina oferece até alguns riscos adicionais gerando, inclusive, uma despesa de conta de água simplesmente astronômica (por conta de vazamentos). Devemos divulgar detalhes nos próximos dias. Acho que algumas pessoas que foram contra a nossa posição em relação à natação adulta vão reformular seus conceitos em breve.
Sou do tempo que a própria nadadora de sucesso Patrícia Amorim, o vice-campeão olímpico Ricardo Prado entre outros grandes como Rômulo Arantes, Jorge Fernandes entre outras feras eram criadas naquela piscina, a partir de técnicos míticos como Rômulo Arantes pai e o Daltely Guimarães. Até a grande Maria Lenk, no fim da vida, nadou e morreu ali..
Portanto, o item 2 das exigências – treinar no Flamengo e servir de exemplo para os mais jovens - também estava prejudicado. Enfim, é muito mais importante para o Flamengo, até por uma questão de dignidade, nesse momento darmos um passo atrás para andar dois ou três mais adiante. É muito mais relevante tentarmos concentrar esforços na base e para reconstruir o nosso parque aquático do que ter um time de ponta de natação (com patrocínio que não cobria nem 20% dos custos em 2012). É uma análise lógica de relação custo-benefício que foi feita, com uma dose grande de respeito ao Flamengo enquanto instituição.
A decisão foi tomada pela vice-presidência de Esportes Olímpicos e, como qualquer proposta importante que possa afetar a imagem do Flamengo, deve ser discutida em colegiado. Então, debatemos o tema no Conselho Gestor e chegamos à aprovação da proposta de não renovação dos contratos que se encerrariam no dia 31/12 (ressalto que na verdade ninguém foi mandado embora, nenhum contrato foi rompido, que fique claro). Mas em relação à base da natação do Flamengo, deveremos inclusive reforçá-la e manter o bom trabalho técnico que tem sido realizado nessa faixa, apesar das enormes dificuldades de infraestrutura enfrentadas pelo clube.
3) A nova diretoria prova que não tem medo da repercussão negativa de cortes profundos, como César Cielo e o Vagner Love. Agora, com a intenção de reformar parque aquático, não seria mais fácil arrumar parcerias tendo um César Cielo como garoto propaganda?
Desde que o nosso maior ídolo Zico parou de jogar futebol e o Flamengo mesmo assim não acabou, com todo o respeito, não dá para ter medo de saída de ninguém. Nos caso citados e em qualquer outra ocasião, o importante é sermos 100% transparentes na comunicação. A verdadeira torcida e os sócios do Flamengo não são burros, muito pelo contrário, estão com o clube para o que der e vier. É claro que a passionalidade excessiva pode cegar no curto prazo, mas o verdadeiro torcedor, que paga seus ingressos sem privilégio algum e ama “sem exigir contrapartidas” vai compreender cinco minutos depois, após uma análise um pouco mais profunda, a análise de custo-benefício dos casos citados. Os fatos vão nos dando razão, e no caso de um dos citados, isso fica mais evidente ainda.
O bom gestor não é aquele que acerta sempre, até porque estamos longe da perfeição. Tem mérito aquele que acerta mais do que erra e sabe reconhecer e corrigir os rumos quando necessário. Aceitamos e queremos a participação de todos. A vantagem do nosso grupo é que absolutamente ninguém tem ambições políticas nem projetos de poder dentro ou fora do Flamengo. O grupo, em geral, tem sucesso profissional fora dos muros da Gávea. Vamos fazer o que julgamos certo fazer, não há nenhum interesse do grupo além de colocar o Flamengo em primeiro, segundo e terceiro lugares. Depois vem o presidente, os vice-presidentes, diretores, os atletas e funcionários, os técnicos, com o respeito que todos merecem. Podemos até errar nas decisões, mas sempre buscaremos ser transparentes e nos comprometemos a não deixar vazar nenhuma informação antes de estar 100% confirmado e decidido o que, aliás, era uma péssima prática histórica no Flamengo, que só afetava a nossa imagem.
Quanto ao Cesar Cielo, um ídolo nacional, nunca individualizei a análise por conta da equipe toda, que merece o profundo respeito e gratidão do Flamengo. O projeto que você sugere na pergunta (“primeiro contrata o ídolo com a conta, depois tenta trazer o patrocínio”), em tese, é um caminho. Foi exatamente a lógica da direção anterior durante dois anos. Não deu certo, sem entrar no mérito do porquê. O Flamengo gastou um montante relevante, não conseguiu reformar a piscina que está em péssimas condições e apenas angariou um patrocínio (Gatorade), um ótimo parceiro que nos ajudava bastante, mas que estava longe de cobrir os custos. O calendário da natação também não ajuda, como apenas o Troféu José Finkel e Maria Lenk de relevância. Enfim, com três meses de salários atrasados e várias outras dívidas pendentes, acho que estava na hora de darmos um passo atrás pensando no futuro do Flamengo, enfim, sermos minimamente responsáveis não só com o clube, mas com os próprios atletas.
4) Existe a possibilidade de quando se fechar algum patrocínio para o futebol se estender pelo menos para um esporte olímpico? Como por exemplo a Peugeot, que também vai patrocinar o futsal?
Teoricamente sim. Existem duas cotas na camisa a serem vendidas no futebol e pode ser uma “venda casada” de acordo com os interesses das empresas.
O importante é que não tem nenhuma vinculação obrigatória ou a idéia de um “patrocínio único” para todos os esportes, com caixa único, que foi raiz de problemas no passado para esportes olímpicos.
Mas precisamos lembrar que as possibilidades de financiamento dos esportes olímpicos não podem ficar limitados apenas à patrocínios na camisa. Temos, por exemplo, a possibilidade de venda de placas para os jogos da NBB, além da bilheteria. Além disso, temos que incrementar as escolinhas e as receitas com sócios. Nossos modelos são o Minas Tênis e o Pinheiros. O primeiro, tem 14 mil alunos nas escolinhas (nós temos 2 mil). O Minas tem o dobro de orçamento do Flamengo para esportes olímpicos (sendo que os projetos deles são 100% autossustentáveis e os nossos têm apenas 20% dos custos cobertos). O Pinheiros apresenta R$ 160 milhões de orçamento anual, sendo que R$ 100 milhões vêm de receitas integralmente produzidas dentro do clube (sócios, escolinhas, etc...). O orçamento total do Flamengo (clube inteiro) é de cerca de R$ 250 milhões e nem 5% das receitas vêm de dentro do clube. Por isso que todos nós rubro-negros ficamos tão focados em patrocínios masters e afins. Temos que criar receita própria (clube, escolinhas, sócio-torcedor, licenciamentos, etc...). Pode ter a certeza que o marketing do clube está com o foco total no assunto e em breve teremos novidades.
Nos esportes olímpicos, contratamos o Marcelo Vido como nosso Diretor de Esportes Olímpicos, que ocupou nos últimos anos a gerência de marketing e novos negócios do Minas Tênis. Ele já está montando sua equipe exclusiva de marketing para os esportes olímpicos, que terá um link direto com o marketing do clube, mas será independente. Chegamos à conclusão que esse é o melhor modelo, já que as questões do marketing do futebol, por razões óbvias de importância relativa, tendem a se sobrepujar a qualquer outra.
Além disso, temos que buscar recursos nas leis de incentivo federal, estadual e municipal, além da possibilidade de conseguirmos convênios com os Governos. Já tivemos uma ótima reunião com o COB para estudarmos parcerias. Precisamos saber explorar todas as possibilidades existentes para trazer recursos.
5) Como estão as questões dos recursos do Comitê Olímpico Americano e os investimentos na Gávea? O que foi feito e quais os próximos passos?
Esse assunto está ainda sob a análise das Vice-Presidências de Esportes Olímpicos e Jurídica. Dado o acordo que temos, só vamos nos manifestar quando encerrarmos nossa análise e conversarmos com o Comitê Olímpico Norte-Americano, outra parte interessada. Como tudo que fazemos nessa diretoria, só vamos nos pronunciar quando tivermos uma posição fechada.
6) Como está sendo feito a reunião do Conselho Gestor. Cada um expõe os avanços e dificuldades da sua pasta e todos discutem o assunto? Existe deliberação e diretrizes para os executivos traçadas pelos vice-presidentes?
Nesse início, o número de problemas e desafios são tantos que os vice-presidentes ainda tendem, até pelo histórico que têm em suas empresas, a entrar também um pouco do lado executivo. Estamos em um processo de arrumação da casa, lidando todo dia com emergências práticas de curto prazo e demandas de planejamento de médio e longo prazo. Como falta dinheiro para os compromissos assumidos, é como construir um projeto grandioso (onde o foco no médio-longo prazo é fundamental) apagando incêndios diariamente e consertando buracos de um transatlântico em plena navegação.
Em pouco tempo, porém, à medida que nos estruturarmos (os executivos de cada área estão sendo contratados), os vice-presidentes progressivamente irão assumindo o seu papel institucional e de planejamento e avaliação (estratégia), ficando para os executivos o papel de executá-la, com liberdade de ação na parte tática.
7) A questão da falta de Certidão Negativa de Débito está sendo levantada, para o Flamengo enfim pode usar os benefícios da Lei de Incentivo ao esporte?
O Flamengo não tem a CND porque está inadimplente em impostos com nos últimos anos, como foi divulgado oficialmente pelo clube recentemente. A empresa Ernst Young está fazendo um vasto trabalho de auditoria dos números do clube, que mostrará o verdadeiro retrato financeiro do Flamengo, que obviamente não é nada bom.
Desde que assumimos, a mensagem do nosso presidente é que o Flamengo quer voltar a pagar os seus impostos e ser um clube cidadão. Queremos recuperar o quanto antes as certidões negativas, primeiro por uma questão de dignidade e decência, depois por inteligência econômica (reabertura da possibilidade de captação de recursos públicos oriundos de leis de incentivo). Já pagamos uma quantia relevante de impostos correntes e atrasados no começo de 2013 e essa passou a ser uma prioridade no Flamengo. Estamos trabalhando em todos os campos para tentar, ao longo desse ano, recuperar a condição de contribuinte adimplente com as diversas esferas de Governo para termos a CND novamente.
Hoje em dia, o Instituto do Atleta Rubro Negro tem ajudado na captação desses recursos para o clube, mas obviamente queremos o quanto antes recuperar a CND de realizar essa captação diretamente pelo Flamengo, que é uma marca muito mais forte. A partir daí, queremos voltar a ter uma relação aberta com todas as esferas de Governo e federações/confederações em que o Flamengo volte a ter um papel de protagonista e que seja escutado na mesma dimensão de seu tamanho.
8) Quais as chances do Flamengo voltar a ter uma equipe de vôlei masculino e feminino já para a próxima Superliga que começa no final desse ano?
O vôlei é o segundo esporte em popularidade do Brasil hoje e obviamente temos grande interesse em que o Flamengo volte a se fazer representar na Superliga. Mas isso exige, dentro da filosofia nova do nosso clube, que arrumemos um parceiro que possa viabilizar o projeto.
Não queremos criar falsas ilusões, apenas afirmo que estamos com conversas ainda muito preliminares sobre o assunto. Seria um sonho termos uma grande equipe de basquete e de vôlei, quem sabe jogando em um ginásio próprio, na Gávea, que é outro projeto em fase inicial.
9) O trabalho é a médio e longo prazo, mas a expectativa é sempre grande por resultados imediatos, patrocínios. Nesse primeiro ano quais as prioridades? E como o mercado tem reagido a essa novidade toda no Flamengo?
São duas prioridades nos Esportes Olímpicos (no mesmo nível de importância, até porque uma é consequência da outra, são objetivos que se retroalimentam):
1 – Profissionalização total dos esportes olímpicos, com o objetivo de voltar a criar atletas na Gávea: A vinda do Marcelo Vido foi o primeiro espaço nessa direção, já que é ele que vai coordenar todo o processo. Teremos oito esportes – basquete, vôlei, ginástica artística, judô, tênis, natação, nado sincronizado e pólo aquático – com uma integração técnica total desde a formação nas escolinhas até a categoria adulta. Queremos criar um centro de ciência do esporte, que concentre os melhores recursos humanos em campos de preparação física, medicina, fisioterapia, fisiologia entre outros, para que o nosso atleta seja preparado atender a evolução do esporte. Os profissionais não serão mais reconhecidos simplesmente porque foram campeões nos torneios mirim, infantil ou juvenil. A cobrança será, primeiro, na formação do ser humano e, depois, na produção de atletas de alto nível. A idéia é implementar mais à frente planos de remuneração variável com metas claras de desempenho nesses campos.
Gostaria de voltar a circular pelo clube e ver novas criaturas rubro-negras, como Luiza Parente na ginástica, Nalbert, Isabel e Jaqueline no vôlei, Algodão, Pedrinho e Almir no basquete, Frederico Flexa no judô, enfim, um processo que foi interrompido ao longo do tempo e que hoje nos obriga a importar talentos para disputar competições de alto nível.
2 - Busca de recursos para tornar esse projeto viável – Tentar em 2013, ao menos encaminhar de forma importante o equilíbrio entre despesas e receitas. Acho que a assinatura do contrato da Peugeot, com apenas 15 dias de mandato, mostra como a receptividade do mercado tem sido boa. Infelizmente, a imagem do Flamengo foi muito degradada nos últimos anos, desde problemas com atletas até a fama negativa de caloteiro. O nosso compromisso é limpar essa imagem do Flamengo, mesmo que isso exija enormes sacrifícios em 2013. A partir daí, o que irá restar? Uma grande marca, do maior clube desse país, com a maior torcida do mundo. Mas cabe ressaltar que precisamos tanto nos vender “externamente” para os potenciais patrocinadores, como “internamente” para o nosso público, com um programa de sócio-torcedor que com certeza será um enorme sucesso e um aumento significativo de sócios pagantes no clube. Como diz o Bap, nosso VP de Marketing, a torcida do Flamengo é um verdadeiro “pré-sal rubro negro”, totalmente inexplorado. Vamos certamente explorar essa nossa maior riqueza.
10) Como é a busca da profissionalização da gestão dos esportes olímpicos, tendo um orçamento pequeno, tendo encontrando dívidas. Como e onde buscar receita nova nesse primeiro momento?
É difícil, como falamos no começo, o gestor tem que realizar opções o tempo inteiro. Por exemplo, encontramos nosso grande orgulho hoje, o basquete rubro-negro, também sem um patrocínio capaz de sustentar o projeto, que obviamente será bancado por recursos do clube até junho. Nossa prioridade nesses primeiros dias tem sido buscar formas para tornar sustentável esse grande projeto esportivo com ações de curtíssimo prazo via bilheteria (única coisa que temos em nossas mãos), viabilização de um ginásio maior para jogarmos, venda de placas e busca de patrocínios. Aliás, aproveito esse canal para convidar todas as empresas que queiram se associar a uma grande marca que é o Flamengo em um projeto de sucesso absoluto que é o invicto basquete rubro-negro na NBB 2012/2013.
Além disso, estamos montando um projeto para cada esporte que faça sentido do ponto de vista técnico e também financeiro. Teremos que definitivamente apertar muito as despesas em 2013, mas estarmos com projetos prontos para sairmos à rua para buscar parceiros. Além disso, contamos com o projeto do Fla-Gávea para o aumento do número de sócios, para que possamos também melhorar a receita com escolinhas, seja via quantidade ou preço. Enfim, estamos buscando, dentro da situação muito difícil que encontramos, usar ao mesmo tempos os instrumentos de curto prazo e montar soluções de médio e longo prazo.
Para encerrar, quero afirmar que, apesar de todas as dificuldades, não só eu, como todo o grupo de esportes olímpicos - presidente e os vice-presidentes do clube - estamos extremamente confiantes de que, com trabalho árduo e profissional, colocaremos o Flamengo, em todos os níveis, no seu devido lugar de destaque. O Flamengo, podem ter certeza, será exatamente do tamanho dos nossos sonhos, se todo o rubro-negro decidir colaborar e estiver efetivamente participando da nossa maior paixão. Apesar do enorme desafio, não vamos descansar um segundo enquanto o Flamengo não voltar ao topo em todos os campos.
sábado, 12 de janeiro de 2013
Pinheiros consegue patrocínio para seus esportes aquáticos
O Pinheiros conseguiu aprovar vários projetos via Lei de Incentivo. Se não bastasse isso, ainda tem essa informação da coluna Painel Esporte Clube da Folha de São Paulo:
Esperamos em breve ler notícias desse tipo referentes ao Flamengo. Depois dizem por aí que os esportes olímpicos não são autossustentáveis. Quem trabalha sério e com gente competente, o mercado vai investir pra valer. Os jogos de 2016 estão chegando e o Clube corria sérios riscos de ver esse legado passar despercebido, mas com Alexandre Póvoa e Marcelo Vido, as esperanças são renovadas.
O projeto olímpico do clube Pinheiros acertou contrato de patrocínio de R$ 1,2 milhão com a Odebrecht até o fim de 2013. O acordo beneficia os esportes aquáticos do Pinheiros: polo aquático, canoagem, natação, maratona aquática, remo e saltos ornamentais. O clube já é o principal fornecedor de jogadores para a seleção brasileira de polo aquático. A Odebrecht, por sua vez, foi patrocinadora da candidatura do Rio para ser sede da Olimpíada-2016.
Esperamos em breve ler notícias desse tipo referentes ao Flamengo. Depois dizem por aí que os esportes olímpicos não são autossustentáveis. Quem trabalha sério e com gente competente, o mercado vai investir pra valer. Os jogos de 2016 estão chegando e o Clube corria sérios riscos de ver esse legado passar despercebido, mas com Alexandre Póvoa e Marcelo Vido, as esperanças são renovadas.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Ainda sobre os esportes olímpicos do Flamengo
Notícia da coluna Painel Esporte Clube da Folha de São Paulo:
Corte. Entre outros motivos, o Flamengo dissolveu sua equipe de natação, encabeçada por Cesar Cielo, por causa dos altos gastos com o departamento. O setor gerava custos mensais de R$ 250 mil. A natação era um dos departamentos tidos como prioridade pela ex-presidente e ex-nadadora Patricia Amorim, que deixou o cargo anteontem.
Pois é. A equipe adulta de natação custava R$ 3 milhões por ano. Incrível como Patrícia Amorim não conseguiu em três anos um patrocínio pra manter o time que era seu xodó. No primeiro ano eram apenas César Cielo, Nicholas dos Santos e Henrique Barbosa. No segundo chegaram atletas do Pinheiros e, por fim, atletas que deixaram o Minas. O investimento foi gradativo, mas a receita não seguiu a mesma linha.
É impressionante como não usaram a imagem da equipe campeã brasileira para reformar o parque aquático ou a sala de musculação. Quer dizer, não tinha projeto algum de melhorar a estrutura ou deixar um legado, era simplesmente a contratação pela contratação.
Uma hora alguém teria que colocar o pé no freio para que os olímpicos cresçam de forma sustentável, ou até teríamos títulos brasileiros de natação, mas terminaria por aí, a herança seria apenas visível na sala de troféu.
A contratação do Marcelo Vido para ser o executivo dos esportes olímpicos, pela primeira vez a pasta terá um gestor reconhecido do mercado e que veio de um dos clubes mais importantes do Brasil, é a prova que a nova gestão está sim preocupada com os olímpicos, ou alguém acha que tiraram o Vido, então gerente de negócios e marketing do Minas TC, apenas para demitir ou contratar atletas?
Patrícia fez a escolha pela contratação de uma estrela e se deu muito mal, conforme comprova declaração dela após a contratação de César Cielo:
Já fui ao mercado, que está em ebulição. Agora vou encontrar os patrocinadores e não vou dizer que tem um projeto de trazer um grande nome. Já trouxemos. Vou dizer a eles que o investimento no Fla ficou mais vantajoso.
A nova diretoria resolveu fazer o contrário: primeiro investir na estrutura e trazer gente com competência e credibilidade do mercado para criar uma base para depois contratar atletas de alto nível.
Que o investimento na pasta dure por longos anos e não por capricho de uma ex-atleta que chegou à presidência e quer formar uma equipe do esporte que competiu.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Muitos só falam da saída de Cielo, mas a contratação de Marcelo Vido é o destaque
Quem acompanhou os números dos balanços financeiros dos últimos dois anos não foi pego de surpresa com a notícia da não renovação dos principais atletas de natação do Flamengo. César Cielo, Nicholas dos Santos, Joanna Maranhão, Léo de Deus, Tales Cerdeira e Henrique Barbosa estarão desempregados a partir de janeiro.
Mas por que nesse primeiro momento só a natação? Segundo o vice-presidente de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa, pesou o fato das principais estrelas não treinarem no clube e não servirem de referência para as categorias de base, que continuarão sob a nova gestão.
É bom que se diga que "não acabou o projeto", até porque não existia um modelo a ser seguido de administração da equipe de natação. O que não pode é a contratação pela simples contratação. Por incrível que pareça, a piscina do clube é antiga, (como não utilizaram a imagem de um campeão olímpico paa reformar seu parque aquático?) vai precisar passar por reforma, e não conseguiram fazer da natação um modelo autossustentável, tanto que Patrícia vai deixando uma herança de três meses de salários atrasados.
Marcelo Vido
Muitos estão focando apenas na não renovação de Cielo e cia, mas esquecendo da excelente contratação de Marcelo Vido, ex-Minas TC, para ser o executivo dos esportes olímpicos. Ele já esteve aqui no blog dando uma entrevista sobre seu trabalho no clube mineiro, veja aqui. Já tinha citado o nome do Vido como excelente especialista da área aqui no blog também. Fico feliz que aceitaram a sugestão...hehe
Outros dizem que o Flamengo não pode abraçar o mundo e que o governo e o COB também tem suas obrigações, claro, porém o governo disponibiliza de mecanismos para incentivar o desenvolvimento dos esportes olímpicos, com a Lei de Incentivo Fiscal. Pinheiros e Minas fazem a festa, já o Flamengo, sem as Certidões Negativas de Débito, fica impossibilitado de usar desse benefício, mesmo utilizando o Instituto Atleta Rubro Negro.
Boa gestão ao Póvoa e Vido. Terão muito trabalho pela frente.
Mas por que nesse primeiro momento só a natação? Segundo o vice-presidente de esportes olímpicos, Alexandre Póvoa, pesou o fato das principais estrelas não treinarem no clube e não servirem de referência para as categorias de base, que continuarão sob a nova gestão.
É bom que se diga que "não acabou o projeto", até porque não existia um modelo a ser seguido de administração da equipe de natação. O que não pode é a contratação pela simples contratação. Por incrível que pareça, a piscina do clube é antiga, (como não utilizaram a imagem de um campeão olímpico paa reformar seu parque aquático?) vai precisar passar por reforma, e não conseguiram fazer da natação um modelo autossustentável, tanto que Patrícia vai deixando uma herança de três meses de salários atrasados.
Marcelo Vido
Muitos estão focando apenas na não renovação de Cielo e cia, mas esquecendo da excelente contratação de Marcelo Vido, ex-Minas TC, para ser o executivo dos esportes olímpicos. Ele já esteve aqui no blog dando uma entrevista sobre seu trabalho no clube mineiro, veja aqui. Já tinha citado o nome do Vido como excelente especialista da área aqui no blog também. Fico feliz que aceitaram a sugestão...hehe
Outros dizem que o Flamengo não pode abraçar o mundo e que o governo e o COB também tem suas obrigações, claro, porém o governo disponibiliza de mecanismos para incentivar o desenvolvimento dos esportes olímpicos, com a Lei de Incentivo Fiscal. Pinheiros e Minas fazem a festa, já o Flamengo, sem as Certidões Negativas de Débito, fica impossibilitado de usar desse benefício, mesmo utilizando o Instituto Atleta Rubro Negro.
Boa gestão ao Póvoa e Vido. Terão muito trabalho pela frente.
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Os esportes olímpicos não podem perder essa chance
A
comunidade olímpica do Flamengo não pode perder a chance de ter um cara
como Alexandre Póvoa, eleito por quatro anos como o melhor gestor de
recursos do país, para comandar a área. Além dele, será contratado um
executivo para se dedicar inteiramente às coisas dos
olímpicos.
Agora me digam: quando a turma foi tratada com tanto zelo e cercada por profissionais desse nível? Póvoa está percorrendo diariamente e fazendo reuniões com atletas olímpicos, treinadores, professores, técnicos, laureados, sempre com a presença de Wallim e Bandeira. É um claro sinal que a chapa azul tem grande interesse em profissionalizar aqueles que sempre foram vistos como "amadores". Além da paixão, inerente dos olímpicos, a chapa vai ajudar nesse processo de gestão profissional.
Quando dizem que Patrícia Amorim "investiu" na área, os fatos mostram que foi sem nenhum planejamento. Foram contratados atletas consagrados de vários esportes sob uma base de areia.
São várias as provas: a primeira está no orçamento: a receita do clube social/esportes olímpicos subiu de R$ 18 milhões em 2010 para R$ 19 milhões em 2011, um crescimento pífio. Tendo um déficit acumulado de R$ 43 milhões.
Está claro que uma hora a bolha vai estourar. Não há como sustentar uma sequência de dois mandatos seguidos fazendo do futebol o suporte financeiro do restante do clube.
Segundo, quando contratou um nadador campeão olímpico e bicampeão mundial sem nenhum projeto.
Veja a fala de Harrison Baptista, diretor-executivo de marketing a época:
Nada disso aconteceu.
Nem a piscina na Gávea a diretoria conseguiu reformar usando a imagem de César Cielo. São uns fenômenos. E olha que não faltaram promessas.
Patrícia Amorim, a iludida:
Hoje, infelizmente, os esportes olímpicos são vistos como inimigos do futebol. Agradeçam a Patrícia Amorim, que não soube preservar nem o esporte que competiu,. Hoje, tem uma Nação que não suporta nem falar de um dos maiores atletas olímpicos que o Brasil já teve.
À comunidade olímpica, termino com um trecho da carta de Alexandre Póvoa, praticamente uma declaração de independência financeira:
Agora me digam: quando a turma foi tratada com tanto zelo e cercada por profissionais desse nível? Póvoa está percorrendo diariamente e fazendo reuniões com atletas olímpicos, treinadores, professores, técnicos, laureados, sempre com a presença de Wallim e Bandeira. É um claro sinal que a chapa azul tem grande interesse em profissionalizar aqueles que sempre foram vistos como "amadores". Além da paixão, inerente dos olímpicos, a chapa vai ajudar nesse processo de gestão profissional.
Quando dizem que Patrícia Amorim "investiu" na área, os fatos mostram que foi sem nenhum planejamento. Foram contratados atletas consagrados de vários esportes sob uma base de areia.
São várias as provas: a primeira está no orçamento: a receita do clube social/esportes olímpicos subiu de R$ 18 milhões em 2010 para R$ 19 milhões em 2011, um crescimento pífio. Tendo um déficit acumulado de R$ 43 milhões.
Está claro que uma hora a bolha vai estourar. Não há como sustentar uma sequência de dois mandatos seguidos fazendo do futebol o suporte financeiro do restante do clube.
Segundo, quando contratou um nadador campeão olímpico e bicampeão mundial sem nenhum projeto.
Veja a fala de Harrison Baptista, diretor-executivo de marketing a época:
"O projeto olímpico do Flamengo é modular. Podemos fechar com um patrocinador máster, por exemplo, que seria um parceiro do clube para todas as equipes de esportes olímpicos. Mas também podemos negociar por modalidade ou agrupar times de acordo com a expressão e o tamanho do esporte"
Nada disso aconteceu.
Nem a piscina na Gávea a diretoria conseguiu reformar usando a imagem de César Cielo. São uns fenômenos. E olha que não faltaram promessas.
Patrícia Amorim, a iludida:
"Já fui ao mercado, que está em ebulição. Agora vou encontrar os patrocinadores e não vou dizer que tem um projeto de trazer um grande nome. Já trouxemos. Vou dizer a eles que o investimento no Fla ficou mais vantajoso"
Hoje, infelizmente, os esportes olímpicos são vistos como inimigos do futebol. Agradeçam a Patrícia Amorim, que não soube preservar nem o esporte que competiu,. Hoje, tem uma Nação que não suporta nem falar de um dos maiores atletas olímpicos que o Brasil já teve.
À comunidade olímpica, termino com um trecho da carta de Alexandre Póvoa, praticamente uma declaração de independência financeira:
"O modelo atual de gestão simplesmente faliu e nem o dirigente amador com a maior boa vontade e paixão do mundo será capaz de ressuscitá-lo. Acreditamos que somente uma organização esportiva 100% profissional terá competência para arrecadar os recursos necessários – através do aproveitamento de leis de incentivo fiscal, atração de patrocínios via credibilidade de quem negocia, conquista de maior número de sócios e/ou garantia de maior frequência nas escolinhas – para construir um clube do tamanho que merecemos"
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Carta à comunidade dos esportes olímpicos do Flamengo, por Alexandre Póvoa
Caros amigos dos ESPORTES OLÍMPICOS DO C.R. FLAMENGO,
Peço licença e um pouco de sua atenção. Primeiro, gostaria de me apresentar: Meu nome é Alexandre Póvoa, atleta laureado do C.R Flamengo (maior honraria da minha vida). Apesar de não pertencer ao rol de grandes atletas da história do nosso clube, tive a dádiva de vestir o manto sagrado durante doze anos, e com muita luta, tipicamente rubro-negra, sagrei-me cinco vezes campeão carioca e duas vezes campeão brasileiro de basquetebol. Tenho minha empresa hoje atuante em gestão de fundos de investimento, além de ser professor e autor de livros. Sou pai com filhos nas escolinhas do nosso clube. Minha paixão pelo Flamengo também se traduz na condição de sócio proprietário e emérito, além de fanático torcedor de arquibancada.
Recebi da Chapa Azul o convite de assumir a vice-presidência de esportes olímpicos do Flamengo (função que será estratégica, com executivos tocando o dia-a-dia do clube, em um formato completamente diferente do atual). Impossível recusar a convocação, até porque me considero um privilegiado e devedor de tantas alegrias. Vivi boa parte de minha juventude dentro do nosso clube, nas décadas de 80 e 90. No basquete, tive a honra de participar de uma das gerações mais vitoriosas de nossa rica história, tendo jogado, mesmo muito jovem, com jogadores-símbolos flamenguistas, como Carioquinha, Almir e Pedrinho. Pouco vi o Flamengo perder, em qualquer categoria ou esporte, em nosso pequeno alçapão do Ginásio Togo Renan Soares (Kanela), que também abrigava grandes embates de futebol de salão. Na pequena quadra improvisada do lado, assistia ao treino do vôlei, onde o grande capitão olímpico Nalbert surgia. Andando pelo clube sempre lotado, passava pelo sempre destacado judô e a vitoriosa ginástica olímpica, com a Luiza Parente exibindo os seus primeiros saltos. Um pouco mais adiante, nadava Ricardo Prado, que mais tarde seria medalhista olímpico. No espaço do remo, fazíamos a nossa musculação, sob o olhar atento do lendário técnico Buck e dos irmãos Carvalho, que surgiam sob a admiração da juventude. Escolinhas lotadas, todos disputando espaço. Tempos em que uma ajuda de custo e um vale-lanche eram os principais sonhos de consumo dos atletas, ainda amadores.
No campo de futebol, então, era um êxtase chegar todo dia um pouco mais cedo, para sentar naquela velha arquibancada e se deliciar com o nosso ídolo maior, Zico, além de Júnior, Leandro, Adílio, Andrade, Renato Gaúcho, Bebeto, entre tantos craques.
O clube se degradou em vários aspectos ao longo dos anos. O esporte olímpico foi maltratado por algumas administrações e não é surpresa a existência de certo estado de insegurança, caso a chapa da situação não ganhe a eleição. Quero dizer que respeito o trabalho realizado pela atual diretoria em relação aos esportes olímpicos, mas acredito que o nosso Flamengo, na sua grandeza como instituição, merece e pode fazer muito mais para desenvolver o nosso verdadeiro potencial esportivo.
A defasagem entre o desenvolvimento dos esportes olímpicos dentro das arenas e do amadorismo da estrutura diretiva é flagrante. Enquanto os atletas se profissionalizaram e, com todo o mérito, passaram a ter seus trabalhos valorizados, alguns grupos políticos acreditam que ineficientes estruturas, literalmente do século passado, ainda servem para o nosso Flamengo. O modelo atual de gestão simplesmente faliu e nem o dirigente amador com a maior boa vontade e paixão do mundo será capaz de ressuscitá-lo. Acreditamos que somente uma organização esportiva 100% profissional terá competência para arrecadar os recursos necessários – através do aproveitamento de leis de incentivo fiscal, atração de patrocínios via credibilidade de quem negocia, conquista de maior número de sócios e/ou garantia de maior frequência nas escolinhas – para construir um clube do tamanho que merecemos. Diferentemente do "bonde" que o Flamengo literalmente perdeu com o evento da Copa do Mundo (clubes conseguiram até estádios financiados pela boa vontade do Governo Federal), temos que aproveitar de forma integral o evento das Olimpíadas de 2016 no Rio para melhorar nossas instalações esportivas, desenvolver e atrair atletas de ponta e, sobretudo, criar e formar a base da talentosa geração rubro-negra do futuro.
Aos atletas e técnicos, a certeza que nosso compromisso é com a excelência. A condição para que o Flamengo participe de uma competição de alto nível é que as equipes tenham a estrutura de preparação disponível e o compromisso inegociável com a vitória. Nas categorias de base, nossa meta sempre será a boa formação da pessoa e do atleta, exatamente nessa ordem. Com planejamento estratégico, execução profissional e fim da interferência amadora, as chances de alcançarmos os resultados esperados aumentarão exponencialmente.
Aos professores de escolinhas, a certeza de que o belo trabalho de vocês, junto com um suporte mais forte de nossa parte, será continuado de uma forma muito mais produtiva, através da busca permanente de melhor infraestrutura e condições de trabalho. Às mães e pais, como eu, de atletas federados e das escolinhas, nosso profundo respeito (sei como sofremos e torcemos!!!) e a certeza que o nosso maior investimento será na formação de nossos filhos como cidadãos capazes de seguir a construção de um clube e um país que sonhamos.
À comunidade flamenguista dos ESPORTES OLÍMPICOS, a que tanto me orgulho de fazer parte, a mensagem final: A Chapa Azul não poupará esforços para nos colocar em um patamar muito superior ao atual, dentro da estatura que merece a grandeza do Flamengo. Qualquer boato ou informação contrária devem ser imediatamente repelidos. Sabemos que o nosso papel de montar uma estrutura profissional, condizente com as exigências do Século XXI, só alcançará frutos se combinado com a competência, talento e, sobretudo, raça, amor e paixão dos atletas, comissões técnicas, professores, funcionários, mães, pais e filhos, com quem temos o prazer de conviver diariamente na Gávea.
Nosso trabalho: Vice-Presidências estratégicas + Estrutura executiva totalmente profissionalizada + espírito amador da comunidade rubro-negra = Vitória no campo humano e esportivo.
Voltaremos a ser imbatíveis! Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. ALEXANDRE PÓVOA VOTE CHAPA AZUL – Vote Eduardo Bandeira de Mello e Walter D´Agostino
Peço licença e um pouco de sua atenção. Primeiro, gostaria de me apresentar: Meu nome é Alexandre Póvoa, atleta laureado do C.R Flamengo (maior honraria da minha vida). Apesar de não pertencer ao rol de grandes atletas da história do nosso clube, tive a dádiva de vestir o manto sagrado durante doze anos, e com muita luta, tipicamente rubro-negra, sagrei-me cinco vezes campeão carioca e duas vezes campeão brasileiro de basquetebol. Tenho minha empresa hoje atuante em gestão de fundos de investimento, além de ser professor e autor de livros. Sou pai com filhos nas escolinhas do nosso clube. Minha paixão pelo Flamengo também se traduz na condição de sócio proprietário e emérito, além de fanático torcedor de arquibancada.
Recebi da Chapa Azul o convite de assumir a vice-presidência de esportes olímpicos do Flamengo (função que será estratégica, com executivos tocando o dia-a-dia do clube, em um formato completamente diferente do atual). Impossível recusar a convocação, até porque me considero um privilegiado e devedor de tantas alegrias. Vivi boa parte de minha juventude dentro do nosso clube, nas décadas de 80 e 90. No basquete, tive a honra de participar de uma das gerações mais vitoriosas de nossa rica história, tendo jogado, mesmo muito jovem, com jogadores-símbolos flamenguistas, como Carioquinha, Almir e Pedrinho. Pouco vi o Flamengo perder, em qualquer categoria ou esporte, em nosso pequeno alçapão do Ginásio Togo Renan Soares (Kanela), que também abrigava grandes embates de futebol de salão. Na pequena quadra improvisada do lado, assistia ao treino do vôlei, onde o grande capitão olímpico Nalbert surgia. Andando pelo clube sempre lotado, passava pelo sempre destacado judô e a vitoriosa ginástica olímpica, com a Luiza Parente exibindo os seus primeiros saltos. Um pouco mais adiante, nadava Ricardo Prado, que mais tarde seria medalhista olímpico. No espaço do remo, fazíamos a nossa musculação, sob o olhar atento do lendário técnico Buck e dos irmãos Carvalho, que surgiam sob a admiração da juventude. Escolinhas lotadas, todos disputando espaço. Tempos em que uma ajuda de custo e um vale-lanche eram os principais sonhos de consumo dos atletas, ainda amadores.
No campo de futebol, então, era um êxtase chegar todo dia um pouco mais cedo, para sentar naquela velha arquibancada e se deliciar com o nosso ídolo maior, Zico, além de Júnior, Leandro, Adílio, Andrade, Renato Gaúcho, Bebeto, entre tantos craques.
O clube se degradou em vários aspectos ao longo dos anos. O esporte olímpico foi maltratado por algumas administrações e não é surpresa a existência de certo estado de insegurança, caso a chapa da situação não ganhe a eleição. Quero dizer que respeito o trabalho realizado pela atual diretoria em relação aos esportes olímpicos, mas acredito que o nosso Flamengo, na sua grandeza como instituição, merece e pode fazer muito mais para desenvolver o nosso verdadeiro potencial esportivo.
A defasagem entre o desenvolvimento dos esportes olímpicos dentro das arenas e do amadorismo da estrutura diretiva é flagrante. Enquanto os atletas se profissionalizaram e, com todo o mérito, passaram a ter seus trabalhos valorizados, alguns grupos políticos acreditam que ineficientes estruturas, literalmente do século passado, ainda servem para o nosso Flamengo. O modelo atual de gestão simplesmente faliu e nem o dirigente amador com a maior boa vontade e paixão do mundo será capaz de ressuscitá-lo. Acreditamos que somente uma organização esportiva 100% profissional terá competência para arrecadar os recursos necessários – através do aproveitamento de leis de incentivo fiscal, atração de patrocínios via credibilidade de quem negocia, conquista de maior número de sócios e/ou garantia de maior frequência nas escolinhas – para construir um clube do tamanho que merecemos. Diferentemente do "bonde" que o Flamengo literalmente perdeu com o evento da Copa do Mundo (clubes conseguiram até estádios financiados pela boa vontade do Governo Federal), temos que aproveitar de forma integral o evento das Olimpíadas de 2016 no Rio para melhorar nossas instalações esportivas, desenvolver e atrair atletas de ponta e, sobretudo, criar e formar a base da talentosa geração rubro-negra do futuro.
Aos atletas e técnicos, a certeza que nosso compromisso é com a excelência. A condição para que o Flamengo participe de uma competição de alto nível é que as equipes tenham a estrutura de preparação disponível e o compromisso inegociável com a vitória. Nas categorias de base, nossa meta sempre será a boa formação da pessoa e do atleta, exatamente nessa ordem. Com planejamento estratégico, execução profissional e fim da interferência amadora, as chances de alcançarmos os resultados esperados aumentarão exponencialmente.
Aos professores de escolinhas, a certeza de que o belo trabalho de vocês, junto com um suporte mais forte de nossa parte, será continuado de uma forma muito mais produtiva, através da busca permanente de melhor infraestrutura e condições de trabalho. Às mães e pais, como eu, de atletas federados e das escolinhas, nosso profundo respeito (sei como sofremos e torcemos!!!) e a certeza que o nosso maior investimento será na formação de nossos filhos como cidadãos capazes de seguir a construção de um clube e um país que sonhamos.
À comunidade flamenguista dos ESPORTES OLÍMPICOS, a que tanto me orgulho de fazer parte, a mensagem final: A Chapa Azul não poupará esforços para nos colocar em um patamar muito superior ao atual, dentro da estatura que merece a grandeza do Flamengo. Qualquer boato ou informação contrária devem ser imediatamente repelidos. Sabemos que o nosso papel de montar uma estrutura profissional, condizente com as exigências do Século XXI, só alcançará frutos se combinado com a competência, talento e, sobretudo, raça, amor e paixão dos atletas, comissões técnicas, professores, funcionários, mães, pais e filhos, com quem temos o prazer de conviver diariamente na Gávea.
Nosso trabalho: Vice-Presidências estratégicas + Estrutura executiva totalmente profissionalizada + espírito amador da comunidade rubro-negra = Vitória no campo humano e esportivo.
Voltaremos a ser imbatíveis! Uma vez Flamengo, sempre Flamengo. ALEXANDRE PÓVOA VOTE CHAPA AZUL – Vote Eduardo Bandeira de Mello e Walter D´Agostino
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Radamés Lattari: "compareça dia 3 de dezembro e vote na Chapa Azul, participe e seja cúmplice de um novo tempo"
Segue entrevista com Radamés Lattari, sócio-proprietário do Flamengo, ex-dirigente do Clube e ex-treinador da seleção brasileira de vôlei.
Ele estará hoje na reunião com a comunidade olímpica Rubro Negra. Todos estão convidados.
Eis, portanto, a conversa que revela por que a Chapa Fla Campeão do Mundo é a melhor preparada, estruturada e a que oferece o melhor modelo de gestão para o futebol e os esportes olímpicos.
- Há quanto tempo é sócio do Flamengo? Qual sua história com o Clube?
Eu fui criado dentro do clube, meu pai já falecido, foi Vice- Presidente de Futebol em 61 e 72, foi Vice - Presidente Social, Diretor de Atletismo, Diretor de Basquete, e Benemérito e em 77 foi candidato a Presidente. O meu avô, Nicola Lattari, me deu nos anos 60 o título de sócio aspirante, categoria que hoje não existe mais, em 1992 transferi o título de sócio proprietário do meu avô para o meu nome.
- Você exerceu o cargo de diretor executivo de futebol em 2003, mas depois saiu pela questão da hierarquia que o vice de futebol tinha. Qual é o melhor modelo para a gestão profissional do futebol, visto que hoje é comum um clube ter um profissional remunerado, mas os cargos amadores terem ainda força e o trabalho não funcionar?
Olha, num clube como o Flamengo, eu acredito que o ideal é você ter os seus dirigentes amadores num conselho gestor ocupando as Vice-Presidências e cada um deles com um diretor executivo remunerado, um regime profissional, se as metas forem alcançadas ele recebe prêmios, caso contrário, deve ser demitido.
Que fique claro: o Flamengo não precisa virar empresa, mas deve ser administrado como uma empresa.
Em 2003 o Hélio Ferraz e eu já achávamos que este deveria ser o caminho, mas era um período muito difícil, o clube estava destruído moralmente e financeiramente.
Sua imagem é ligada ao vôlei, aos esportes olímpicos. Porque o apoio à Chapa Azul?
Eu trabalho desde os 16 anos como profissional do vôlei, mas sempre acompanhei todos os esportes em especial o futebol e o basquete, trabalhei no vôlei do clube em 77 e 84, era um período em que todos os treinadores e atletas de todas as modalidades esportivas tinham um ótimo relacionamento, cito o exemplo do meu amigo Cláudio Coutinho que, todos os dias depois do treino do futebol, vinha treinar vôlei junto com os meus atletas.
Eu tenho diversos motivos para votar na Chapa Azul:
- Todos os componentes estão envergonhados e indignados com a atual situação do clube, muita gente se acomodou, eles não;
- São executivos vitoriosos e com CREDIBILIDADE no mercado;
- A chapa une modernidade e tradição;
- Vai implantar uma filosofia profissional na administração do clube;
- Vai trazer novos ares, novos nomes para a política do Flamengo;
- Vai recuperar o orgulho de ser rubro negro.
- Dizem que a gestão de Patrícia Amorim investe nos esportes olímpicos/clube social. Mas o balanço divulgado pela diretoria, indica que a receita em 2010 foi de R$ 18 milhões e em 2011 foi de R$ 19 milhões. Ou seja, a gestão Patrícia Amorim não aumentou a receita, mas utilizou dinheiro de outras áreas para cobrir gastos. Como fazer os esportes olímpicos funcionarem pra valer?
Olha eu li uma entrevista do Alexandre Póvoa futuro Vice de Esportes Olímpicos da Chapa Azul e achei muito boa. Eu acredito que a saída é a independência de cada modalidade, o clube deve procurar patrocínio para cada esporte, deve fazer um grande trabalho nas escolinhas do clube, para isso precisa melhorar as instalações, e fazer um trabalho com a categoria Máster, pois é importante que os ex-atletas continuem convivendo e passando suas experiências aos mais jovens.
É precisa cobrar também ajuda do governo federal por tudo que o Flamengo fez e faz pelos esportes olímpicos do Brasil. Nas delegações brasileiras em Olimpíadas, Pan-Americanos e Sul-Americanos o Flamengo sempre cedeu seus atletas sem nada receber, está na hora do governo federal abater as nossas dívidas em troca da utilização dos nossos atletas, que nas comemorações não podem nem vestir a camisa do nosso clube.
- O Conselho de Gestão formado por executivos renomados é a melhor proposta de governo para um clube como o Flamengo?
Acho que com este grupo e com este conceito o Flamengo recupera o seu lugar de vanguarda no esporte, e acima de tudo volta a ter credibilidade.
- O que o senhor pode falar para a comunidade olímpica do Flamengo que ainda está em dúvida quanto ao projeto da Chapa Azul?
Neste momento nenhum sócio ou torcedor pode ter dúvida, é muito simples: se você está revoltado, indignado com as notícias e resultados do Flamengo, compareça dia 3 de dezembro e vote na Chapa Azul, participe e seja cúmplice de um novo tempo, ajude a fazer o Flamengo se tornar do tamanho que ele merece ser.
Ele estará hoje na reunião com a comunidade olímpica Rubro Negra. Todos estão convidados.
Eis, portanto, a conversa que revela por que a Chapa Fla Campeão do Mundo é a melhor preparada, estruturada e a que oferece o melhor modelo de gestão para o futebol e os esportes olímpicos.
- Há quanto tempo é sócio do Flamengo? Qual sua história com o Clube?
Eu fui criado dentro do clube, meu pai já falecido, foi Vice- Presidente de Futebol em 61 e 72, foi Vice - Presidente Social, Diretor de Atletismo, Diretor de Basquete, e Benemérito e em 77 foi candidato a Presidente. O meu avô, Nicola Lattari, me deu nos anos 60 o título de sócio aspirante, categoria que hoje não existe mais, em 1992 transferi o título de sócio proprietário do meu avô para o meu nome.
- Você exerceu o cargo de diretor executivo de futebol em 2003, mas depois saiu pela questão da hierarquia que o vice de futebol tinha. Qual é o melhor modelo para a gestão profissional do futebol, visto que hoje é comum um clube ter um profissional remunerado, mas os cargos amadores terem ainda força e o trabalho não funcionar?
Olha, num clube como o Flamengo, eu acredito que o ideal é você ter os seus dirigentes amadores num conselho gestor ocupando as Vice-Presidências e cada um deles com um diretor executivo remunerado, um regime profissional, se as metas forem alcançadas ele recebe prêmios, caso contrário, deve ser demitido.
Que fique claro: o Flamengo não precisa virar empresa, mas deve ser administrado como uma empresa.
Em 2003 o Hélio Ferraz e eu já achávamos que este deveria ser o caminho, mas era um período muito difícil, o clube estava destruído moralmente e financeiramente.
Sua imagem é ligada ao vôlei, aos esportes olímpicos. Porque o apoio à Chapa Azul?
Eu trabalho desde os 16 anos como profissional do vôlei, mas sempre acompanhei todos os esportes em especial o futebol e o basquete, trabalhei no vôlei do clube em 77 e 84, era um período em que todos os treinadores e atletas de todas as modalidades esportivas tinham um ótimo relacionamento, cito o exemplo do meu amigo Cláudio Coutinho que, todos os dias depois do treino do futebol, vinha treinar vôlei junto com os meus atletas.
Eu tenho diversos motivos para votar na Chapa Azul:
- Todos os componentes estão envergonhados e indignados com a atual situação do clube, muita gente se acomodou, eles não;
- São executivos vitoriosos e com CREDIBILIDADE no mercado;
- A chapa une modernidade e tradição;
- Vai implantar uma filosofia profissional na administração do clube;
- Vai trazer novos ares, novos nomes para a política do Flamengo;
- Vai recuperar o orgulho de ser rubro negro.
- Dizem que a gestão de Patrícia Amorim investe nos esportes olímpicos/clube social. Mas o balanço divulgado pela diretoria, indica que a receita em 2010 foi de R$ 18 milhões e em 2011 foi de R$ 19 milhões. Ou seja, a gestão Patrícia Amorim não aumentou a receita, mas utilizou dinheiro de outras áreas para cobrir gastos. Como fazer os esportes olímpicos funcionarem pra valer?
Olha eu li uma entrevista do Alexandre Póvoa futuro Vice de Esportes Olímpicos da Chapa Azul e achei muito boa. Eu acredito que a saída é a independência de cada modalidade, o clube deve procurar patrocínio para cada esporte, deve fazer um grande trabalho nas escolinhas do clube, para isso precisa melhorar as instalações, e fazer um trabalho com a categoria Máster, pois é importante que os ex-atletas continuem convivendo e passando suas experiências aos mais jovens.
É precisa cobrar também ajuda do governo federal por tudo que o Flamengo fez e faz pelos esportes olímpicos do Brasil. Nas delegações brasileiras em Olimpíadas, Pan-Americanos e Sul-Americanos o Flamengo sempre cedeu seus atletas sem nada receber, está na hora do governo federal abater as nossas dívidas em troca da utilização dos nossos atletas, que nas comemorações não podem nem vestir a camisa do nosso clube.
- O Conselho de Gestão formado por executivos renomados é a melhor proposta de governo para um clube como o Flamengo?
Acho que com este grupo e com este conceito o Flamengo recupera o seu lugar de vanguarda no esporte, e acima de tudo volta a ter credibilidade.
- O que o senhor pode falar para a comunidade olímpica do Flamengo que ainda está em dúvida quanto ao projeto da Chapa Azul?
Neste momento nenhum sócio ou torcedor pode ter dúvida, é muito simples: se você está revoltado, indignado com as notícias e resultados do Flamengo, compareça dia 3 de dezembro e vote na Chapa Azul, participe e seja cúmplice de um novo tempo, ajude a fazer o Flamengo se tornar do tamanho que ele merece ser.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Convite para a comunidade olímpica do Flamengo
O vice-presidente de esportes olímpicos da chapa Fla Campeão do Mundo, Alexandre Póvoa, atleta laureado de basquete, convida a todos os atletas laureados e todos que queiram debater os esportes olímpicos a se reunirem nessa quarta-feira com o candidato à presidência Eduardo Bandeira.
Venha conhecer o modelo de gestão proposto pela chapa azul.
Venha conhecer o modelo de gestão proposto pela chapa azul.
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