Passada a primeira rodada da Taça Guanabara e deu pra notar que as coisas no Flamengo continuam as mesmas dentro e fora de campo: pouca criação do meio campo; defesa aberta mesmo com um monte de volantes; ataque improdutivo; salários atrasados e jogadores insatisfeitos dando a impressão de fazer corpo mole dentro de campo. Com tudo isso quase que a vitoriosa estreia não vira um desastre mesmo com um excelente público no Maraca, não fosse o péssimo bandeirinha ter anulado o gol do Frisão em um dos impedimentos mas mal marcados da história do futebol.
O Flamengo vem jogando da mesma forma desde os tempos do Joel, entretanto, só foi com ele que esse esquema funcionou com algum brilhantismo. Na “Era Caio Júnior” a irregularidade foi marca registrada e atuações como a do último domingo foram constantes, por isso mesmo o alerta vermelho já foi aceso na mente dos torcedores que já se pergunta se teremos mas um ano de total incerteza sobre as atuações do time.
Cuca é um bom estrategista e já mostrou que sabe montar um time competitivo, principalmente quando começa um trabalho, não chega a ser o técnico dos sonhos dos torcedores mas também não é o dos pesadelos, deveria aproveitar o Estadual para armar o time à sua maneira e não manter o estilo de jogo do Joel. Temos um bom elenco, jogadores que já jogam junto há algum tempo e uma mudança de esquema não seria algo tão difícil assim, já que o entrosamento existe, não queremos ver o Cuca cometer os mesmos erros do Caio.
A entrada do Zé Roberto no time pode proporcionar essa mudança que tanto esperamos, mas não foi o antigo meio do Botafogo o nosso maior reforço e sim, sem dúvida alguma, a venda do Jaílton para o Fluminense. A atuação do novo “crack” do tricolor superou as expectativas, não bastasse a derrota e a habitual má colocação em campo em praticamente todos os lances, Jaílton foi agraciado ( e nos deliciou ) com uma finta desconcertante do, não menos perna-de-pau, Da Silva, o lance terminou em gol que fechou o caixão do Flu contra o Cabofriense. Como é bom ver o Jaílton jogar quando não é com o manto sagrado, e pensar que a gente ainda recebeu um qualquer para mandar esse entojo pra lá. Jaílton foi o nosso “Cavalo de Tróia”.
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